Aluna é estuprada a caminho da faculdade e, desesperada, pede socorro a amiga em sala de aula

Uma estudante, que não teve a identidade divulgada, foi estuprada a caminho de um dos prédios da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), onde funcionam os cursos de Direito e de Relações Internacionais (FADIR). O crime ocorreu, nessa quarta-feira (17), e segue sendo investigado pela Delegacia da Mulher (DAM) do município.

Conforme o relato da vítima, ela estava chegando na faculdade quando foi abordada por um motociclista, em frente a um terreno baldio. “Ele me levou até o fundo de terreno, sempre olhando ao redor. Eu pedi por favor e ele repetia a mesma frase: ‘eu to armado, não reage’”.

Ainda segundo a estudante, o homem desconhecido a levou até o fundo do terreno, a fez deitar do chão e, após estuprá-la, foi embora.

“Ele levantou e foi embora. Ele não pediu meu celular. Ele não pediu dinheiro. Ele não pediu meu cartão. Ele não pediu nada!”, afirmou a vítima.

Depois do crime, a universitária saiu correndo para a faculdade, onde contou a uma amiga o que havia ocorrido e pediu para que chamasse a polícia. Antes de passar pelo exame de corpo delito, ela contou ter tomado cerca de 20 pílulas em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Dourados e também levado três injeções.

“No caminho para a faculdade, a única coisa que eu pensava era em todos os procedimentos que eu iria fazer: um boletim de ocorrência, um exame de corpo delito, os remédios para eu tomar. Tudo o mais rápido possível”, relatou.

Após o ocorrido, as aulas do prédio da FADIR foram suspensas na quinta-feira (18) e, conforme uma nota oficial da faculdade, todas as devidas providências foram tomadas, assim como o suporte à vítima.

Em nota, a universidade informou que serão efetuadas rondas constantes por parte da Polícia Militar na região, principalmente na entrada e saída das aulas. A prefeitura do município também foi acionada e a iluminação ao redor do prédio será reparada.

“Cabe ressaltar que tais demandas visando a segurança de estudantes e de trabalhadores da educação da UFGD são antigas e frequentemente reiteradas junto aos órgãos públicos responsáveis, sendo que poucas delas foram atendidas nos últimos anos e sempre de forma parcial ou provisória”, finalizou a nota oficial.

Para a estudante, refazer a vida não vai ser tão simples, porém a mesma reforça que faz questão que todos saibam o que aconteceu.

“A tortura não vai acabar tão cedo. Essa nova rotina vai me lembrar constantemente dessa fatídica noite, quando eu só queria retomar à minha vida normal. Enquanto isso, o agressor segue, se não com peso consciência, definitivamente sem medo de ser abordado da forma que eu fui, de ser violentado da forma que eu fui. Por favor, se cuidem. Todo cuidado é pouco”, finalizou o desabafo.

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