Novo governo da Colômbia quer ‘exército de paz’ e mudança de rumo com a guerrilha

O presidente recém-empossado da Colômbia, Gustavo Petro, determinou que os militares do país devem ser um “exército da paz”.A declaração foi dada durante uma cerimônia em Bogotá no sábado (20).

“Trata-se de mudar a própria concepção. O que é exigido pelo povo colombiano é um exército que começa a se preparar para a paz, que termina, espero que se tenhamos sucesso, como um exército de paz”, declarou Petro.

O discurso foi uma mudança de rumo para as Forças Armadas do país, que pela primeira vez juraram fidelidade a um ex-guerrilheiro. Petro é o primeiro presidente de esquerda da Colômbia.

Na cerimônia o presidente recebeu o reconhecimento como comandante-chefe de 228.000 soldados e 172.000 policiais, que juntos formam as maiores forças armadas do continente depois do Brasil.

Petro também anunciou, no sábado (20) a suspensão das ordens de captura e de extradição dos negociadores do Exército de Libertação Nacional (ELN) em Cuba.

A medida foi uma maneira de avançar no processo de paz com a guerrilha. O próximo passo deve ser a retomada do diálogo com o ELN, provavelmente em Havana.

O presidente destacou que o maior desafio é construir os “pilares fundamentais de uma paz que se torne definitiva”, depois do que chamou de “violência permanente” e “guerra perpétua”.

No dia 12 de agosto, poucos dias depois de tomar posse, Petro nomeou uma nova cúpula das Forças Armadas, e com isso antecipou de forma inédita a aposentadoria de cerca de trinta generais do Exército e da Polícia.

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