‘Não vai ter outro Galvão na Globo. Eu fazia tudo’, diz Galvão Bueno

Você pode até não gostar de esporte, mas é quase impossível não ter ouvido a voz de Galvão Bueno, 72, alguma vez nos últimos quarenta anos no Brasil.

O narrador da Globo vendeu emoções, como gosta de dizer, derrapou, como admite, e relatou conquistas e derrotas no futebol, F1, atletismo, boxe, basquete, natação e uma lista extensa de outras modalidades.

Figura onipresente nas transmissões dos principais eventos na maior emissora do país, ele prepara agora sua despedida da televisão. “Paro em 18 de dezembro, final da Copa. Será minha última narração em TV aberta”, afirma à Folha.

O locutor conta ter um acordo com a Globo para não assinar com nenhuma outra emissora. “Recebi até algumas propostas, mas não vou”, afirma.

Seu futuro será nas novas plataformas digitais como YouTube e Facebook. Terá um canal de entrevistas e está negociando acordos com empresas para outros produtos editoriais. “Não serei um influencer, quero ser um publisher nesse mundo digital“, define.

Na Globo que vai deixar, acredita que não surgirá outro Galvão Bueno. “É uma questão de quantidade, não de qualidade. Eu fazia tudo”, explica.

O mundo em que a emissora monopolizava os grandes eventos, e o narrador dominava a escala não existe mais. Os direitos de transmissão se pulverizaram. A líder de audiência já não tem a F1, a Champions League e passou três temporadas sem a Libertadores, por exemplo.

“E nem a Globo quer alguém que concentre as narrações tanto quanto eu”, admite.

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s