Com 3,3 mil focos, Amazônia tem pior dia de queimadas em 15 anos, apontam dados do Inpe

A atual temporada de queimadas na Amazônia registrou, na segunda-feira (22), um recorde negativo: 3.358 focos de incêndio no intervalo de 24 horas. É a pior marca em 15 anos, de acordo com dados do programa federal que monitora as queimadas no bioma.

Considerando a base do Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), antes do verificado nesta semana, a data mais recente a registrar um recorde de queimadas havia sido 30 de setembro de 2007, quando o satélite que monitora a região flagrou 3.936 focos em 24 horas.

Desde aquela data em 2007 não houve período de 24 horas com número maior do que o desta segunda-feira 22 de agosto. De acordo com o próprio Inpe, os números deste dia são compatíveis com valores dos “anos de ocorrências de queimadas mais críticos da série, de 2004 a 2007”.

Para o coordenador do programa do Inpe, ainda é cedo para fazer uma análise da atual temporada, sobretudo por que os meses de setembro, outubro e novembro também costumam apresentar picos no uso de fogo na vegetação.

“Os resultados irão depender principalmente da meteorologia, sendo que no presente a previsão de precipitação para os próximos meses é de neutralidade no sul da Amazônia. E também dependerão da fiscalização e punição. Em 2019, tivemos o outubro com menor número de focos nas regiões onde a Operação Verde-Brasil atuou. Vai depender da efetividade da Operação Guardiões do Bioma/TamoioTatá”, analisa Setzer.

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