Tebet diz que ‘tentaram puxar’ seu tapete no MDB, defende políticas para mulheres e propõe romper com ‘presidencialismo de cooptação’

Logo no início da entrevista, a candidata foi questionada sobre casos de corrupção recentes no país que tiveram políticos do MDB envolvidos.

Ela respondeu que o MDB não é só “meia dúzia de seus políticos e caciques”. Disse ainda que “meia dúzia”, de fato, esteve envolvida em escândalos de corrupção em governos do PT. Nesse momento, a candidata começou a comentar sobre as resistência contra a candidatura dela em seu próprio partido.

“Aliás, se você me permitir, tentaram puxar meu tapete até pouco tempo atrás. Se tivesse um tapete aqui, eu acho que eu já tinha caído da cadeira também”, declarou Tebet.

Em seguida, ela lembrou que setores do MDB tentaram levar o partido a uma aliança com Lula.

“O que me trouxe até aqui? Tive que vencer uma maratona com muitos obstáculos. Nós tivemos oito candidatos, e eu permaneci. Passou o Natal, virou o Ano Novo, chegou o Carnaval, disseram que o partido seria cooptado. Depois, que iria para uma outra candidatura. Tentaram, numa fotografia recente, levar o partido para o ex-presidente Lula”, disse a candidata.

Tebet, primeira líder da bancada feminina do Senado, defendeu durante a entrevista políticas públicas voltadas para mulheres. Ela disse que, se eleita, vai dar prioridade a um projeto que estabelece salários iguais entre mulheres e homens que exerçam as mesmas funções.

“Se eu virar presidente, o primeiro projeto que eu vou pedir para pautar na Câmara dos Deputados é igualdade salarial entre homens e mulheres. A mulher ganha 20% menos que o homem, exercendo a mesma função, a mesma atividade. Se for negra, se for preta, ela recebe 40% menos. Me explique qual a lógica disso”, disse a candidata.

Questionada sobre o fato de 66% das candidaturas de seu partido serem de homens e 33% de mulheres, Tebet argumentou que o MDB não está abaixo de outros partidos.

A candidata também defendeu um projeto que prevê pelo menos 30% dos postos nas direções-executivas dos partidos ocupados por mulheres.

“A mulher vota em mulher se ela souber que tem uma mulher competitiva, corajosa, que tem currículo, que trabalhe. Quantas mulheres de chão de fábrica? Quantas professoras? Quantas líderes comunitárias? Quantas mulheres das comunidades têm condições e liderança? Então, quando nós tivermos 30% de mulheres nas executivas, nós vamos fazer a diferença”, ressaltou.

Erradicação da miséria

Tebet afirmou que uma das metas dela, caso eleita, é erradicar a miséria no país em quatro anos.

“Quando nós falamos em erradicar a miséria, é, de um lado garantir, a transferência de renda para quem está precisando. Isso vai cair à medida que ele [o cidadão] vai entrando no mercado de trabalho. Do outro lado, é garantir escola de qualidade”, afirmou a candidata do MDB.

Em outro momento da entrevista, Simone mencionou um projeto de lei, relatado por ela no Senado, como base para a iniciativa. A proposta trata da criação de uma Lei de Responsabilidade Social que, em resumo, prevê a criação de benefícios sociais e metas para a redução da pobreza.

Segundo ela, a erradicação da miséria por meio desse projeto depende de “duas coisas que estão acontecendo”. “Reforma tributária e o Brasil voltar a crescer”, disse.

“Quando o Brasil voltar a crescer e gerar emprego, você também diminui [a miséria]. Então, não é erradicar a pobreza só com dinheiro público. E, erradicar a pobreza, não é dando só transferência de renda. É dando o peixe ensinando a pescar”, argumentou.

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