Lula não cita Bolsonaro, que não cita Lula: em 2022, planos de governo de presidenciáveis ignoram nomes de adversários

Os candidatos à Presidência da República não citam nominalmente uns aos outros em seus planos de governo na maioria dos casos, embora a dinâmica seja diferente nas ruas e nas redes sociais. O g1 fez um levantamento com base nos documentos apresentados pelos políticos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL), por exemplo, primeiros colocados nas pesquisas eleitorais, recorrem apenas aos sinônimos quando querem mencionar e, principalmente, criticar ações e heranças da oposição.

Quando quer fazer menção a Bolsonaro, o plano de Lula utiliza termos como “política atual de genocídio”, “atual governo” e “governo negacionista”.

Já o programa do atual presidente da República cita “modelo antigo”, “governos anteriores”, “modelo de gestão anterior a Bolsonaro” e “antigo modelo de gestão” para se referir a Lula e aos governos petistas.

A situação foi diferente na última eleição geral, em 2018: o plano de Fernando Haddad, candidato à Presidência pelo PT na ocasião, citava Bolsonaro três vezes. Por sua vez, o plano de Jair fazia duas menções negativas ao Partido dos Trabalhadores.

Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB), que aparecem, respectivamente, em terceiro e quarta nas atuais pesquisas, também não mencionam nomes em seus programas deste ano.

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s