“Gelo zumbi” na Groenlândia elevará o nível do oceano em 26.9 cm, diz estudo

Um “gelo zumbi” na Groenlândia elevará o nível do oceano em 26.9 cm, de acordo com um estudo publicado na revista científica “Nature”, na segunda-feira (29). O gigante bloco de gelo está condenado a derreter até mesmo se a emissão de carbono fosse reduzida.

O “gelo zumbi” recebe este nome porque ele ainda está conectado às áreas mais espessas da geleira-mãe, mas não é mais alimentado por ela, pois ela está recebendo menos suprimento de neve. A consequência disso é o derretimento inevitável do gelo e o aumento do nível do oceano.

Esse nível de elevação representa mais que o dobro do que os cientistas esperavam, tendo em vista o padrão de derretimento do gelo na Groenlândia. O motivo disto é, segundo o jornal “The Washington Post”, a atividade humana e o desequilíbrio climático.

Segundo os pesquisadores, mais de 120 trilhões de toneladas de gelo irão derreter por causa da incapacidade do maior bloco, que está sendo aquecido, de reabastecer suas bordas. William Colgan, do Serviço Geológico da Dinamarca e da Groenlândia (GEUS, sigla em Inglês), explica que 3,3% do volume total de gelo da Groenlândia derreterá, não importa o que aconteça, mesmo que a emissão de carbono seja reduzida.

“É gelo morto. Simplesmente vai derreter e desaparecer do manto glacial”, diz Colgan.

A revista acadêmica “Nature Climate Change” diz que o oceano pode aumentar 76,2 cm. Já a pesquisa, do ano passado, do “Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas” revela que esse número pode ficar atingir entre 5,08 cm e 12,7 cm, até o ano de 2100, devido ao derretimento das geleiras na Groenlândia.

A pesquisa usou imagens de satélite para monitorar o degelo no país e a alteração da forma da calota glacial entre 2000 e 2019. Foi a primeira vez que cientistas calcularam uma perda mínima de gelo no local.

O aumento das temperaturas, causadas principalmente por causa da emissão de gás carbônico na atmosfera terrestre, em quase todo o oceano Ártico, fazem com que o gelo derreta mais rápido do habitual, resultando em fenômenos como o “gelo zumbi”.

Mas o estudo do GEUS aponta, com esperança, que o mundo ainda pode cortar rapidamente a emissão de gases de efeito estufa, e com isso, limitar o aquecimento próximo a 1,5 graus Celsius, para assim impedir que as coisas piorem.

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