QG de Bolsonaro ainda conta com impacto do Auxílio Brasil; Lula repensa estratégia para evangélicos

A equipe de campanha de Jair Bolsonaro (PL) admite que o Auxílio Brasil de R$ 600 não teve, até aqui, o impacto esperado na campanha do presidente à reeleição.

O benefício, que era de R$ 400, passou para R$ 600 neste mês, após o Congresso – controlado pelo Centrão, que comanda também o governo – dar aval ao presidente da República para descumprir regras fiscais em ano eleitoral.

A primeira pesquisa Ipec feita após o início dos pagamentos turbinados – entre 12 e 14 de agosto – apontou Lula com 44% de votos no 1º turno e Bolsonaro, com 32%.

Naquele momento, a campanha do presidente podia avaliar que o Auxílio Brasil ainda não havia feito efeito pois, embora o governo federal tenha antecipado os pagamentos, eles só chegaram a todos os beneficiários, o que só aconteceu em 22 de agosto.

A situação não mudou nem mesmo entre quem recebe Auxílio Brasil e outros benefícios do governo federal: Lula segue com 52% e Bolsonaro foi de 27% para 29%, uma variação dentro da margem de erro.

Ainda assim, a equipe de campanha do presidente da República acredita que o Auxílio Brasil ainda pode fazer algum efeito, especialmente se somado à redução no preço dos combustíveis.

O QG da reeleição também pretende insistir na estratégia de colar em Lula a pecha de corrupto – como vem fazendo desde antes do início da campanha eleitoral, e como ficou evidente no tipo dos ataques feitos por Bolsonaro ao petista durante o debate da Band.

Em relação aos evangélicos, a equipe de Bolsonaro avalia que o espaço para crescimento da vantagem do presidente em relação a Lula se aproxima do limite. No Ipec, Bolsonaro foi de 47% para 48% e Lula, de 29% para 26% nesse segmento – variações dentro da margem de erro

Lula busca apoio de cantoras evangélicas

Já o comitê de campanha de Lula vai revisar a estratégia para o eleitorado evangélico e, além de explorar mais a defesa das armas de fogo feita por Bolsonaro – algo que, avaliam os petistas, desgasta o presidente com esse público – pretende buscar o apoio de cantoras que são do segmento e possam ajudar o ex-presidente a dialogar melhor com essas eleitoras.

A equipe de campanha do PT também costura um encontro com lideranças evangélicas do Rio de Janeiro – terceiro maior colégio eleitoral do país – a ocorrer na semana de 8 de setembro.

Bolsonaro e Lula vão atrás de eleitores de Ciro Gomes

O novo Ipec também estimulou as campanhas de Lula e Bolsonaro a reforçar a busca por eleitores de Ciro Gomes (PDT), que segue estagnado com um dígito (7%, ante 6% na pesquisa feita entre 12 a 14 de agosto).

Na campanha do PT, a ideia é continuar a acenar para o eleitor do pedetista apostando numa maior identificação dele com a esquerda

Já a equipe de Bolsonaro trabalha para evitar que Ciro declare apoio a Lula ainda no primeiro turno, Além disso, investe em viralizar críticas do pedetista ao petista, como o trecho do debate da Band em que Ciro afirma que Lula estava preso e, por isso, não foi para Paris no segundo turno de 2018.

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