Em Curitiba, Lula faz discurso em defesa de mulheres, população LGBTQIA+ e negros e diz que o ‘preconceito é nojento’

O ex-presidente e candidato do PT ao Palácio do Planalto, Luiz Inácio Lula da Silva, participou de um comício neste sábado (17) em Curitiba. Em discurso, Lula defendeu direitos das mulheres, da população LGBTQIA+ e dos negros. Lula ainda disse que o “preconceito é nojento”.

O comício foi realizado na Boca Maldita, região central da capital paranaense.

Em um momento de sua fala, o ex-presidente enfatizou a necessidade de o país respeitar e garantir direitos a toda a população, independente de gênero, raça ou classe social.

Em seguida Lula citou o episódio de preconceito sofrido na Espanha pelo jogador brasileiro Vinícius Jr., do Real Madri.

O jogador, que comemora seus gols com danças, teve essa postura atacada em um programa de TV espanhol. O empresário de futebol Pedro Bravo disse que o Vini só deveria dançar no sambódromo no Brasil e que o jogador tinha que parar de fazer “macaquice”. A fala racista gerou forte reação contrária, inclusive do próprio Vini Jr., que gravou um vídeo para repudiar o racismo e dizer que não vai parar de dançar.

“Nós temos que respeitar. Viram o que fizeram com o menino do Real Madrid ontem [sexta-feira]. O Vinícius Júnior, aquele menino do Flamengo que foi para o Real Madrid. Cada gol que ele marca ele dança. Ontem uma lição de preconceito […] com relação a ele”, afirmou Lula.

“Nós precisamos ter certeza que o preconceito é uma coisa nojenta, é uma doença. Cada um de nós se veste como quer, cada um de nós dança como quer, cada um de nós cuida do seu corpo como quer, porque afinal de contas o nosso corpo quer liberdade. A gente quer que ele tenha liberdade em fazer o que a gente se interessa”, completou o candidato.

Em uma crítica ao candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL), segundo lugar na disputa eleitoral, atrás do petista, Lula disse que o país precisa de um presidente que entenda que a mulher não é um “objeto”.

Em seus discursos, Bolsonaro tem dito que os homens precisam encontrar uma “princesa” para se casar. A resistência do eleitorado feminino é um dos pontos fracos da campanha de Bolsonaro que Lula pretende explorar.

“Este país precisa de um presidente civilizado. Um presidente que saiba que mulher não quer ser mais objeto de cama e mesa, mulher quer ser o que ela quiser. É preciso cumprir a Constituição e regular a lei para que a mulher ganhe igual ao homem se fizer a mesma função ou ganhar mais. É preciso que a gente empodere as mulheres, pra gente não ver o crescimento do feminicídio”, disse Lula.

Ele também falou da população LGBTQIA+. “Quero que a população LGBTQIA+ seja respeitada. Nós temos que respeitar”, concluiu.

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