Professora é demitida após fazer saudação nazista em sala de aula no Paraná

Uma professora fez a saudação nazista em sala de aula no Paraná. O gesto faz referência ao período em que Adolf Hitler governou a Alemanha, perseguindo e matando ao menos 6 milhões de judeus. A situação aconteceu em uma aula de redação na última sexta-feira (7), com alunos do terceiro ano do Ensino Médio do Colégio Sagrada Família de Ponta Grossa. A escola demitiu a professora pelo ato.

No vídeo, usando a bandeira do Brasil presa ao corpo, a professora de redação Josete Biral faz continência e, em seguida, o gesto nazista em sala de aula.

No Brasil, a saudação é proibida por lei e se categoriza como incitação ao ódio. A legislação brasileira prevê pena de até três anos de prisão para quem “aprovar, glorificar ou justificar” o regime nazista.

O colégio informou que não compactua com a atitude da professora, que atuava há quase duas décadas no local. Confira a nota:

“Em respeito a nossa comunidade escolar, Pais, Alunos e a todos que interesse tiverem sobre o ocorrido com uma de nossas professoras da 3ª Série do Ensino Médio, afirmamos que não compactuamos e não concordamos com a postura da Professora e também repudiamos qualquer manifestação alusiva ao teor do vídeo.”

O Colégio Sagrada Família em Ponta Grossa – PR tem uma história pautada pela lisura em suas ações e respeito à comunidade, por isso repudia ações que venham a ferir os valores da vida, da moral e da ética.

Bem como, em relação à funcionária envolvida nos fatos, por se tratar de questão “interna corporis”, foram tomadas as medidas cabíveis ao caso.”

Em suas redes sociais, o Instituto Brasil-Israel comentou o caso:

“Vemos com imensa preocupação o caso da professora que reproduziu a saudação nazista em uma escola em Ponta Grossa, no Paraná. O caso exemplifica os alertas de que as ocorrência neonazistas têm crescido no Brasil nos últimos anos, seja contra judeus ou outros grupos, como negros e pessoas LGBTQIA+.

Não podemos normalizar situações como essa, mesmo que sejam exceções, o processo de aceitação, sem qualquer punição, faz com que mais pessoas se sintam à vontade para cometer o crime de apologia ao nazismo.

No caso da escola, a diretoria sequer expôs qual seria a punição da professora, apenas disse não compactuar com a atitude. É preciso tomar medidas mais duras para frear a ascensão do neonazismo.”

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