Ataques e acusações mútuas marcam debate

No primeiro bloco do debate, a maior parte do tempo foi de perguntas, na verdade acusações, entre Lula e Bolsonaro. Temas como educação, pandemia, vacinas, Transposição do São Francisco e programa de obras estiveram em pauta. A todo momento, tanto Lula quanto Bolsonaro tentaram descredibilizar a fala do seu oponente e as palavras mentiroso e corrupto foram as mais ditas.

O petista várias vezes acusou o presidente de atrasar a compra das vacinas, ter feito pouco da doença e dos pacientes. Já Bolsonaro alegou que não havia vacina para vender em 2020 e que a CPI da Covid não quis investigar a corrupção do Consórcio Nordeste.

Lula também ressaltou que foi o responsável pela Transposição do São Francisco e que, ao fim do seu governo, estava com 88% das obras concluídas. Já Bolsonaro criticou o fato de a ex-presidente Dilma Rousseff não ter concluído a obra por, segundo ele, terem usado os recursos com corrupção.

No segundo bloco, eles perguntaram entre si. E economia foi um dos temas. Bolsonaro disse que a Covid, a pandemia, o “fica em casa” fizeram o preço do combustível explodir no mundo todo. Foi apresentada uma proposta muito debatida. No final o Congresso votou e eu sancionei: a redução do ICMS. Abri mão de todos os impostos. Isso puxou pra baixo o preço das coisas. São três meses de deflação. Temos hoje uma das gasolinas mais baratas do mundo. Paulo Guedes é um orgulho do nosso governo”. Lula ironizou com o adversário.

“Quando ouço meu adversário falar, fico imaginando em que mundo ele está. O país só refina hoje 80% da gasolina. Antes a gente refinava 100%. Vendeu-se a BR e hoje temos mais de 300 empresas comprando dos Estados Unidos e dolarizando o combustível. Coisa que não deveria ser feita. Sou contra a privatização. É uma loucura privatizar a Petrobras”, disse Lula.

No terceiro bloco foi focado na questão da corrupção. Bolsonaro voltou a falar do caso do petrolão e disse que Lula teria colocado as diretorias nas mãos dos partidos para aprovar projetos no Congresso. O petista ressaltou que um dos partidos que ficou com uma diretoria foi o do atual Ministro de Bolsonaro, o senador Ciro Nogueira.

Lula mudou o tema para falar de economia e cobrou do presidente a falta de reajuste real do salário-mínimo que, por sua vez, disse que a economia vai bem apesar de ter enfrentado a pandemia e a guerra na Ucrânia. Meio Ambiente também foi um dos temas e Lula se comprometeu em proteger a Amazônia contra o desmatamento e as queimadas. Bolsonaro alegou que no Governo Lula, o desmatamento foi duas vezes maior do que o dele. Lula gastou seu tempo e acabou garantindo que Bolsonaro falasse sozinho por cinco minutos. Ao final do bloco, Lula teve direito a um minuto de resposta por falas de Bolsonaro.

No quarto e último bloco, cada candidato teve um minuto e meio para despedir-se Bolsonaro foi o primeiro, de acordo com sorteio. “Quero um país livre, onde seja respeitada a liberdade de expressão, possa trabalhar, vai pra escola sem ser cooptado com ideologia de gênero. Quero um país sem drogas. Não queremos liberar as drogas, respeitamos a vida desde a sua concepção, respeito ao homem do campo, pelo direito a legítima defesa. E não o país do retrocesso e da roubalheira”

Lula agradeceu ao povo brasileiro. “Meu adversário tem a maior cara de pau. Quem defende a democracia sou eu. Ele é um pequeno ditadorzinho. Meu adversário quer ocupar a Suprema Corte. Quero governar priorizando o cuidado com o povo. 33 milhões de pessoas passando fome, as pessoas na fila do osso. Vamos voltar a consertar esse país e no fim de semana tomar uma cerveja e comer um churrasquinho”

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