Com formato moderno, debate não dá sono e estabelece novo padrão no gênero

Após a boa experiência no debate com os candidatos a governador, o encontro entre Lula (PT) e Bolsonaro (PL) neste domingo (16) confirmou que o formato com “banco de tempo” veio para ficar no Brasil. O debate foi muito interessante e animado, deixando os espectadores ligados.

Em dois blocos, os candidatos tinham 15 minutos cada um para administrar como quisessem, podendo propor temas e sugerir mudanças de rumo nas conversas. Este formato foi testado no Brasil em 2020 em debates promovidos pelo UOL e pela Folha.

Um problema ainda sem solução é a questão das mentiras. As empresas de comunicação deveriam exigir dos candidatos o direito de fazer correções em tempo real. É lamentável ver a difusão de fake news sem contestação por horas na TV ao vivo.

Lula se saiu melhor no primeiro bloco, determinando o ritmo da conversa a partir de perguntas sobre a pandemia de coronavírus. Bolsonaro levou vantagem no segundo bloco, questionando o candidato petista sobre corrupção. Ao final, o presidente teve mais de cinco minutos para falar livremente.

Outra experiência positiva, já testada pela Globo em seus debates, é deixar os candidatos circularem livremente pelo espaço do estúdio. É uma situação que, curiosamente, inibe a agressividade. E expõe, pelos gestos, como eles estão reagindo ao desenrolar do confronto.

O bloco intermediário do debate, com perguntas dos jornalistas do pool, mostrou mais uma vez a necessidade de alterar a regra que impede a tréplica de quem questiona. Bolsonaro e Lula fugiram das respostas, sem questionamento.

Outros eventos programados ainda para este segundo turno vão ter que se esforçar para manter o interesse da forma como ocorreu neste domingo, no debate promovido por UOL, Folha, Band e TV Cultura.

A audiência do debate foi muito boa. Segundo dados prévios, em São Paulo, a Band ficou em segundo lugar, com 11,8 pontos, atrás da Globo (14,5) e à frente da Record (7,1), SBT (6,6), Cultura (1,3) e RedeTV! (1,0). No seu melhor momento, a Band registrou 14,5 pontos. A Cultura chegou a 1,5 ponto. Cada ponto em São Paulo equivale a 205.755 indivíduos.

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