Lula faz campanha na Zona Leste de São Paulo e pede a eleitores que não aceitem provocações

O candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participou nesta segunda-feira (17) de campanha no bairro de São Mateus, na Zona Leste de São Paulo.

Ele estava acompanhado do candidato a vice, Geraldo Alckmin (PSB), e do candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad.

Lula pediu aos apoiadores que tenham calma e que fujam de provocações de aliados de Bolsonaro.

“Quero pedir a cada um de vocês que até o dia 30 não aceitem nenhuma provocação, não aceitem provocação de bolsonarista. Se vocês encontrarem bolsonarista nervoso, vocês perguntem a ele qual é a obra que Bolsonaro fez em São Paulo. E se ele estiver muito nervoso, em vez de brigar, não brigue, vá para casa e mande ele morder a própria língua que ele vai saber o que é bom”, afirmou.

O ex-presidente ainda voltou a pedir empenho de apoiadores para conquistar votos de eleitores indecisos e que não foram às urnas no primeiro turno. A redução da taxa de ausentes na votação é uma das preocupações da campanha petista na nova rodada das eleições.

“Precisamos visitar pessoas que estão em dúvida, que não quiseram votar, que se abstiveram de votar para convencer a votarem no Haddad e no Lula”, declarou.

Ainda nesta segunda, Lula participa de encontro com padres, freiras e religiosos, também em São Paulo.

Estratégia da campanha
A reunião com os religiosos é mais uma das estratégias da campanha para aproximar o petista ao eleitorado religioso. As mudanças buscam alargar a vantagem de Lula no eleitor católico e frear o avanço do candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), no eleitor evangélico.

Segundo a mais recente pesquisa do instituto Datafolha, Lula lidera na intenção de votos entre os católicos no segundo turno (57% a 37%), mas oscila negativamente no segmento evangélico do eleitorado – o presidente Jair Bolsonaro (PL) tem 65% das intenções de voto nesse perfil, enquanto Lula, 31%.

No começo do mês, logo após o primeiro turno das eleições, além de se reunir com frades franciscanos no escritório da campanha, o ex-presidente gravou inserção para a propaganda em rádio e televisão na qual afirma ser contrário ao aborto.

A declaração foi interpretada como um aceno aos evangélicos e uma reformulação no discurso adotado por Lula durante a pré-campanha, quando defendeu que o assunto deveria ser abordado sob o aspecto da saúde pública.

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