TREs começam a preparar urnas para o segundo turno

As urnas eletrônicas começaram a receber os dados dos candidatos à Presidência e aos governos estaduais no 2º turno.

A polícia na porta de um Cartório Eleitoral de São Paulo é para garantir a segurança. Lá dentro, estão sendo preparadas as urnas para a votação no próximo dia 30. As 496.856 urnas que vão ser usadas no país inteiro passam por esse processo.

Assim como em São Paulo, os trabalhos em Goiás tiveram início nesta segunda-feira (17). Na Bahia, são quase 40 mil urnas sendo preparadas. Em Pernambuco, todas as urnas devem ficar prontas até o dia 26.

Primeiro, o sistema de votação é atualizado – ficam apenas os nomes, os números e as fotos dos candidatos que disputam o segundo turno. Em seguida, essas informações são carregadas nas mídias, que são instalados nas urnas. Aí elas são lacradas.

“Isso garante que nenhum dado vai ser inserido na urna por quem quer que seja – aliás, isso é uma impossibilidade – até o dia da eleição”, diz o presidente do TRE-SP, Paulo Galizia.

Depois que tudo isso é feito, ainda tem uma parte importante do processo. De 3% a 6% das urnas de cada zona eleitoral do país são separadas e vão passar por uma auditoria. Vão ser verificados o funcionamento da urna, os dados dos candidatos inseridos e se o processo de votação acontece corretamente.

Essas urnas são escolhidas ao acaso ou são indicadas pelos representantes de órgãos fiscalizadores ou dos partidos políticos, que podem acompanhar toda essa fase do trabalho.

“Nós forçamos uma votação fictícia com emissão de zerésima, emissão de boletim de urna no final da votação, para conferir se realmente todos os dados estão corretos”, afirma a chefe do Cartório da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Cíntia Nacasako.

Ellen Morais é voluntária de uma organização que acompanhou a verificação das urnas em todos os estados no primeiro turno.

“Nós tivemos total liberdade para perguntar aos servidores, fomos bem respondidos nesse sentido. E acredito pelos relatos também, todos os outros observadores, nas outros unidades federativas, também tiveram essa mesma liberdade”, diz Ellen Morais, líder da missão SP da organização Transparência Eleitoral Brasil.

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