Biden discursa na Conferência do Clima e anuncia ajuda à África para combater mudanças climáticas

O presidente dos Estados Unidos discursou nesta sexta-feira (11) na Conferência do Clima das Nações Unidas. A reportagem é dos enviados especiais ao Egito Rodrigo Carvalho, Roberto Corrales e Natalie Reinoso.

Joe Biden deu uma passadinha no balneário egípcio de Sharm el-Sheik para mandar uns recados. Primeiro, reforçou a necessidade de os governos se comprometerem com a meta das metas: limitar o aquecimento do planeta a um 1,1°C até o fim desse século. Depois, fez alguns anúncios, como o repasse de US$ 150 milhões para adaptação climática na África.

Biden foi aplaudido quando pediu desculpas mais uma vez pelos Estados Unidos terem saído, na época de Donald Trump, do Acordo Climático de Paris, em 2020. Lá que foi firmado o compromisso de tentar limitar o aumento da temperatura global. O país voltou oficialmente ao acordo logo depois que Biden assumiu a Presidência.

O chefe de governo americano tem reforçado a importância de os setores público e privado trabalharem juntos para reduzir as emissões que agravam o efeito estufa.

Um novo estudo diz que as emissões de CO2 vêm aumentando tão depressa que existe hoje 50% de risco de o aquecimento global ultrapassar a barreira de 1,5°C em nove anos só. Isso teria consequências ainda mais devastadoras, principalmente, para os países mais pobres, que não têm infraestrutura nem dinheiro para encarar eventos climáticos mais intensos e frequentes.

Na vinda ao Egito, Biden fez um anúncio conjunto com a União Europeia para o corte de emissões de metano no setor de petróleo e gás. A ideia é incentivar que outros países sigam o mesmo caminho

Durante o discurso, manifestantes protestaram contra o uso de combustíveis fósseis ao redor do mundo.

Biden chegou em Sharm el-Sheik às 15h, no horário local, e já foi embora. O chefe de Estado do segundo país que mais polui no mundo ficou três horas apenas na Conferência do Clima.

A sexta-feira (11) também foi marcada por mais números ruins do desmatamento no Brasil. O Inpe, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, constatou que os alertas de desmatamento na Amazônia em outubro atingiram o maior nível para o mês desde o início da série histórica, em 2015.

Há 27 anos acompanhando as queimadas na região, a diretora do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia foi para o Egito discutir soluções para o problema.

“Além de herdar as altas taxas do segundo semestre desse ano, que vão contabilizar para as próximas taxas, que vão cair na conta do governo Lula, ele vai herdar também como lidar com o crime organizado que se estabeleceu na falta de um governo atuante na Amazônia”, explica Ane Alencar.

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