Arquivo da categoria: Adeus à Rainha

Lápide de Elizabeth II é oficialmente revelada

A lápide da rainha Elizabeth II foi oficialmente revelada neste sábado (24) com a divulgação de uma foto pelo Palácio de Buckingham, cinco dias após seu enterro na Capela de São Jorge, no Castelo de Windsor.

Localizada precisamente no memorial de George VI, pai de Elizabeth II que faleceu em 1952, a nova lápide traz os nomes dos pais da rainha – o rei e rainha-mãe Elizabeth (1900-2002) -, e a partir de agora o da soberana e o de seu marido Philip (1921-2021).

A lápide, que já havia aparecido nas redes sociais, é feita de mármore preto belga esculpido à mão, incrustado com letras de latão.

Falecida em 8 de setembro aos 96 anos, após mais de 70 anos de reinado – um recorde no Reino Unido – Elizabeth II foi enterrada na segunda-feira (19) após um suntuoso funeral de Estado.

Rainha Elizabeth II é sepultada

A rainha foi sepultada ao lado de seu marido, o príncipe Philip, na capela memorial do Rei George VI no Castelo de Windsor, de acordo com o site oficial da família real.

“A rainha foi enterrada junto com o duque de Edimburgo, na Capela Memorial do Rei George VI”, disse o comunicado.

Antes de sepultamento, Elizabeth II é separada de sua coroa

A coroa que acompanhou Elizabeth II desde que ela tinha 25 anos – quando chegou ao trono do Reino Unido – foi enfim separada da monarca. O objeto ficou todos os últimos dias sobre o caixão da rainha.

Ao final da missa no Castelo de Windsor, o cetro, o globo e a coroa foram retirados de cima do caixão. Pouco antes, em outro ato protocolar, o Lord Chamberlain, um dos principais oficiais da família real, quebrou seu cetro como símbolo do fim de seus serviços à rainha.

Rainha Elizabeth cumpriu promessa de dedicar vida à nação, diz arcebispo no funeral

O arcebispo de Canterbury, Justin Welby, exaltou a rainha Elizabeth 2ª por sua dedicação ao Reino Unido nesta segunda-feira (19), durante o funeral da soberana.

“Nossa falecida majestade declarou, na transmissão do seu 21º aniversário, que toda sua vida seria dedicada a servir a nação. Raramente uma promessa como essa é tão bem cumprida. Poucos líderes receberam o amor que vimos”, disse.

A promessa citada pelo arcebispo durante o funeral da rainha, na Abadia de Westminster, é parte de um discurso de Elizabeth feito durante uma viagem à Cidade do Cabo, na África do Sul, em 1947.

Welby também citou uma fala da rainha durante o período de isolamento social causado pela pandemia da Covid-19. “A transmissão da falecida majestade durante a quarentena da Covid-19 terminava com ‘nos encontraremos novamente’. Uma palavra de esperança. Todos os que seguem o exemplo da rainha, e inspiram confiança e fé em Deus, podem dizer com ela: ‘Nos encontraremos novamente’.”

A primeira-ministra do Reino Unido, Liz Truss, também participou do funeral lendo uma passagem bíblica do Evangelho de João. A leitura foi seguida por um sermão, hino, orações, uma nova canção, a bênção final e então, dois minutos de silêncio.

Filhos de William e Kate são membros mais jovens da realeza a participar de um funeral de Estado

O príncipe George, 9, e a princesa Charlotte, 7, eram os integrantes mais jovens do cortejo que acompanhou a entrada do caixão da rainha Elizabeth 2ª na Abadia de Westminster na manhã desta sexta-feira (19), em Londres, no início do funeral de Estado da soberana.

Eles são os filhos mais velhos do príncipe William, neto de Elizabeth e futuro herdeiro do trono, e da princesa Kate Middleton —o caçula do casal, Louis, de quatro anos, não compareceu. Esta foi a primeira vez que bisnetos de um monarca desempenharam uma função oficial em um funeral de Estado.

De acordo com fontes da imprensa britânica, a decisão foi tomada pelo Palácio de Buckingham no dia anterior, com o objetivo de mostrar a estabilidade da Coroa. Com a morte de Elizabeth, George se tornou o segundo na linha de sucessão.

As crianças chegaram de carro à abadia, acompanhadas de Kate e da rainha consorte, Camilla, e se juntaram ao cortejo real quando este chegou à igreja. Depois, ao ocuparem seus lugares para o início da cerimônia, sentaram-se entre os pais, na primeira fila.

Os filhos do príncipe Harry e de sua esposa, Meghan Markle, não compareceram ao evento. O mais velho, Archie, tem três anos, e Lilibeth, um. Em uma entrevista à revista Newsweek em 2017, Harry afirmou que não gostaria que seus filhos tivessem a mesma experiência que ele ao acompanhar o caixão da mãe, a princesa Diana, no funeral dela, há 25 anos. “Nenhuma criança deveria ser a passar por isso, sob nenhuma circunstância”, disse na ocasião.

Brasileiro grita ‘mito é Jesus’ e é hostilizado por bolsonaristas em Londres

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL), que está em Londres para o funeral da rainha Elizabeth 2ª , confrontaram nesta segunda (19) um cidadão inglês que defendia o direito à livre manifestação na capital britânica.

O episódio ocorreu após um homem se opor ao grupo bolsonarista nos arredores da residência oficial do embaixador brasileiro no Reino Unido, onde o presidente está hospedado, e gritar “mito é Jesus”.

Apoiadores do presidente reagiram com frases como “petista ladrão” e “vai para Cuba” e cercaram o homem, até que Chris Harvey, um inglês aposentado, saiu em sua defesa.

Ele disse que, uma vez no Reino Unido, o homem hostilizado tinha todo o direito de protestar sem se sentir ameaçado pelos outros. “As pessoas precisam ter respeito; o funeral da rainha acaba de acontecer.”

Harvey também foi cercado por bolsonaristas, que começaram a questionar se ele já havia ido ao Brasil para poder opinar sobre o tema e a gritar “Globo lixo”.

A cena ocorreu pouco após Bolsonaro voltar à residência do embaixador depois de uma recepção promovida pela chancelaria britânica. Ali também estavam o pastor Silas Malafaia e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Quando Bolsonaro novamente saiu em direção ao aeroporto, o brasileiro voltou a gritar frases com questões sensíveis que envolvem o governo, como “cadê o Queiroz?”, em referência a Fabrício Queiroz, pivô da acusação contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no caso das “rachadinhas”. (Ivan Finotti)

A cena ocorreu pouco após Bolsonaro voltar à residência do embaixador depois de uma recepção promovida pela chancelaria britânica. Ali também estavam o pastor Silas Malafaia e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Quando Bolsonaro novamente saiu em direção ao aeroporto, o brasileiro voltou a gritar frases com questões sensíveis que envolvem o governo, como “cadê o Queiroz?”, em referência a Fabrício Queiroz, pivô da acusação contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no caso das “rachadinhas”. (Ivan Finotti)

Elizabeth 2ª: imagem inédita da rainha é divulgada na véspera do funeral

Um retrato inédito da rainha Elizabeth 2ª sorrindo foi divulgado pelo Palácio de Buckingham na véspera do funeral da monarca em Londres.

Tirada pelo fotógrafo Ranald Mackechnie em maio de 2022, antes das celebrações do Jubileu de Platina, a foto mostra a falecida monarca usando um vestido de azul no Castelo de Windsor.

O retrato dela sorrindo para a câmera foi divulgado quando a rainha consorte prestou uma homenagem televisionada na noite de domingo (18/9), com seus “maravilhosos olhos azuis” e um “sorriso inesquecível”.

Além do colar de pérolas de três fios favorito dela, no momento do retrato, a rainha usava broches de água-marinha e diamantes que ganhou do pai dela, George 6º, como presente de aniversário de 18 anos, em 1944.

Ela também usou os broches de quando se dirigiu à nação no 75º aniversário do Dia da Vitória na Europa, em 2020, e no discurso televisionado em seu Jubileu de Diamante, em 2012.

Mackechnie também tirou um retrato da rainha no Jubileu de Platina dela, que foi lançado em junho para marcar o início das comemorações nacionais pelo reinado de 70 anos, o mais longo de qualquer monarca britânico.

Imprensa internacional registra discurso eleitoral de Bolsonaro em Londres

Veículos internacionais registraram o tom eleitoral de Jair Bolsonaro (PL) na visita a Londres. No domingo (18), o presidente disse que “não tem como a gente não ganhar no primeiro turno”.

Pesquisas de intenção de voto mostram Bolsonaro em 2º, atrás do ex-presidente Lula.

O jornal “The Guardian” registrou o “modo de campanha” na fala, “apesar do momento de luto”.

A agência de notícias France Press afirmou que Bolsonaro improvisou “um comício eleitoral em uma Londres em luto por Elizabeth II.”

A agência Associated Press comparou o comportamento de Bolsonaro aos da primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, e do primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, que evitaram tratar de questões políticas internas de seus países. A AP diz que o presidente “fez um discurso de campanha ao ar livre no domingo”.

Falha elétrica interrompe linhas de trem que levam ao funeral da rainha Elizabeth 2ª

As linhas de trens que fazem o trajeto de Londres a Windsor, no Reino Unido, foram interrompidas nesta segunda-feira (19) após uma falha na fiação elétrica, dificultando a viagem de milhares de britânicos que planejavam acompanhar o enterro da rainha Elizabeth 2ª.

A rainha Elizabeth 2º será enterrada na Capela de St. George, no Castelo de Windsor, ao lado do marido, príncipe Philip, morto em abril de 2021 aos 99 anos.

A Great Western Railway (GWR), empresa que administra os trens que fazem o trajeto, disse que todas as linhas entre Paddington, em Londres, e Reading, no condado de Berkshire (onde fica Windsor), foram interrompidas.

Um aviso no portal da GWR informa que a interrupção deve se manter por todo o dia. A empresa orientou britânicos e demais pessoas que desejam acompanhar o enterro que busquem formas alternativas de ir para Windsor. (Reuters)

Bilhete de Charles acompanha buquê sobre o caixão

O caixão da rainha segue o cortejo com um bilhete no meio do buquê escrito pelo rei Charles III, filho da monarca.

O cartão diz: “In loving and devoted memory. Charles”

Que pode ser traduzido como: “Em memória amorosa e devotada. Carlos”

Camilla foi de amante abominada pelos britânicos a rainha consorte do Reino Unido

Primeiro ela foi chamada de Camilla Rosemary Shand. Mais tarde, ficou conhecida mundialmente como Camilla Parker Bowles. Depois, pelo título de duquesa da Cornualha e, recentemente, duquesa de Edimburgo. Agora, aos 75 anos, ela concretiza sua mais longa e mais importante transformação. Depois de três décadas, passou de personagem abominada pelos britânicos a rainha do Reino Unido.

Não uma rainha como Elizabeth 2ª, mas uma rainha consorte, aquela que ascende ao trono por ser casada com um rei, não por ter herdado o cargo de outro monarca. Apesar de não ter poderes constitucionais, não ter participação nos assuntos de governo e não fazer parte da linha de sucessão ao trono, Camilla assume um papel considerado fundamental para o reinado de Charles 3º.

Como ele próprio sinalizou no discurso realizado no dia da morte da mãe, na quinta (8), quando anunciou o novo título de Camilla. “Em reconhecimento ao seu serviço público leal desde nosso casamento, há 17 anos, ela se torna minha rainha consorte. Eu sei que ela trará para as exigências de seu novo papel a devoção inabalável à função, na qual confio tanto.”

A atribuição do título pode parecer automática, mas a decisão só recebeu sinal verde em fevereiro deste ano, quando Elizabeth 2ª, durante a celebração dos 70 anos de seu reinado, declarou que seu “desejo sincero” era que Camilla fosse chamada de rainha consorte, “quando a hora chegar”. Até então, a expectativa era que seu título se limitasse a “princesa consorte”, à semelhança da maneira como o marido de Elizabeth foi chamado depois que a esposa assumiu o trono britânico.

“Ir de inimiga pública número 1, do papel de ‘outra’ e amante, para rainha consorte é uma virada totalmente inimaginável na época do divórcio do rei com a princesa Diana”, disse à Folha a escritora Anna Pasternak, autora de livros sobre mulheres da realeza britânica, como Diana e Wallis Simpson, a divorciada que levou Eduardo 8º a abdicar do trono, em 1936.

Assim como Wallis, Camilla também havia tido um casamento antes de se unir oficialmente a Charles, em 2005. Entre 1973 e 1995, ela foi casada com Andrew Parker Bowles, um oficial do Exército, com quem teve dois filhos. O relacionamento com o então príncipe, no entanto, havia começado antes e continuou durante e depois.

A animosidade dos britânicos por Camilla foi nutrida, ao mesmo tempo, pela cobertura dos tabloides sensacionalistas –que publicaram trechos de conversas íntimas entre os amantes– e pela separação de Charles e Diana, que, em uma célebre entrevista em 1995, culpou Camilla pela crise conjugal. “Eram três pessoas no nosso casamento”, disse a princesa na TV. Dois anos mais tarde, ela morreria em um acidente de carro, dando condições para que o relacionamento entre Charles e Camilla saísse gradualmente da clandestinidade.

Não foi só a normalização do divórcio no mundo contemporâneo e dentro da família real que levou à aceitação de Camilla, ao contrário do que aconteceu com Wallis Simpson. O caminho de 30 anos que chega agora ao auge foi pavimentado pela atuação de especialistas em recuperação de imagem, como Mark Bolland, apontado como o responsável por organizar a cobertura pela imprensa de cenas favoráveis ao casal, como um encontro de Camilla com a rainha, em 2000. Se a soberana estava pronta para aceitar a nova companheira de Charles, mais britânicos também estariam.

Para Pasternak, além da assessoria profissional, sua atuação em cerca de 90 instituições de caridade e a passagem do tempo, foram fundamentais as próprias características da personalidade de Camilla. “Ela tem uma devoção constante a Charles e à família real”, avalia a escritora. “Diferentemente dos membros mais jovens, não busca holofotes e não finge ser alguém que não é. É engraçada, esperta e, mesmo quando foi difamada, nunca perdeu o bom senso.”

Segundo pesquisa YouGov, 53% dos britânicos dizem acreditar que a rainha consorte vai desempenhar um bom trabalho na nova função —que, assim como a do príncipe Philip, outro monarca consorte, deverá ser o de apoiar quem ocupa o trono. “Além de saber lidar com ele, Camilla é diplomática e muito boa em acalmar situações carregadas”, diz Pasternak. “Acho que ele vai ser um rei muito melhor tendo ela como rainha.”

‘Verdadeiro privilégio’, diz última pessoa da fila do velório de Elizabeth II

Christina Heerey foi a última civil a passar pelo caixão da rainha Elizabeth II antes do fechamento dos portões em Westminster Hall na manhã desta segunda-feira (19).

“Um verdadeiro privilégio. Eu me senti muito honrada por ter tido a oportunidade de poder ir lá e vê-la“, disse Heerey em entrevista à “BBC”.

O vídeo divulgado pela agência “Reuters” mostra que a mulher passa pelo caixão e abaixa a cabeça em sinal de respeito.

A última visita foi registrada por volta de 6h34 (2h34 em Brasília), horário em que as portas do salão do Palácio de Westminster, onde estava o caixão de Elizabeth II, foram fechadas.

Policial desmaiou na rua durante o cerimonial

Um policial que não teve o nome identificado desmaiou nas ruas de Londres durante parte da cerimônia que levava o caixão da rainha Elizabeth II para a Abadia de Westminster.

Imagens mostram o oficial sendo carregado em uma maca por membros da Marinha Real.

Segundo o sistema de saúde Saint John Ambulance, mais de 400 pessoas precisaram de assistência médica enquanto esperava na fila durante este final de semana.

Diplomatas relatam desconforto com ‘postura de campanha’ de Bolsonaro no Reino Unido

A visita do presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) ao Reino Unido para o funeral da rainha Elizabeth tem pouco mais de 24 horas, mas já repercutiu no meio diplomático, por conta da “postura de campanha” do chefe de Estado brasileiro. É o que fontes ligadas a embaixadas e ao Itamaraty relatam ao blog da Júlia Duailibi.

Logo na chegada a Londres, Bolsonaro fez um discurso em tom de campanha da sacada da residência oficial do embaixador do Brasil no Reino Unido, Fred Arruda, onde assegurou uma vitória no primeiro turno das eleições brasileiras. À noite, depois de compromissos oficiais, o presidente ainda passou em um posto de combustíveis para comparar o preço da gasolina com o do Brasil.

Diplomatas destacaram a “falta de sobriedade” e um desconforto entre representantes das Relações Exteriores, ao comentar os atos. Embora admitissem ser difícil, às vésperas da eleição no Brasil, fontes relataram uma frustração com o tom usado pelo presidente logo no primeiro dia viagem e com a campanha eleitoral em território estrangeiro.

Muitos também lamentaram as cenas em que apoiadores bolsonaristas hostilizaram a imprensa e até manifestantes contrários ao presidente, incluindo britânicos. Um dos apoiadores de Bolsonaro chegou a mandar uma britânico “voltar à Venezuela”. Para fontes ouvidas, a postura “é descabida e não traduz as condolências que o Brasil presta e nem a diplomacia entre as duas nações”.

Em Londres, Bolsonaro nega que tenha ido a funeral de rainha para fazer política

O presidente Jair Bolsonaro (PL) e a primeira-dama, Michelle, chegaram por volta das 6h45 (horário de Brasília) desta segunda-feira (19) à Abadia de Westminster, onde o corpo da rainha Elizabeth II é velado por autoridades.

Mais cedo, ao deixar a residência oficial do embaixador do Brasil em Londres, Bolsonaro se irritou e ao ser questionado sobre o uso da viagem para fins políticos – na véspera, ele discursou para apoiadores e disse que ganharia a eleição presidencial em 1º turno.

“Você acha que eu vim aqui fazer política?”, disse Bolsonaro nesta segunda.

O mais recente levantamento do instituto Datafolha, divulgado na quinta-feira (15), aponta que o ex-presidente Lula (PT) tem 45% das intenções de voto no 1º turno contra 33% de Bolsonaro no primeiro turno. A pesquisa Ipec (ex-Ibope) mais recente aponta cenário semelhante: 46% para Lula ante 31% de Bolsonaro.

Funeral de rainha Elizabeth 2ª começa em Londres; siga

O enterro da rainha Elizabeth 2ª acontece nesta segunda-feira (19), 11 dias depois de sua morte. O funeral começa às 7h, no horário de Brasília, e reúne cerca de 2.000 convidados; entre eles, líderes e diplomatas de quase todos os países.

A cerimônia, porém, começa alguns minutos antes, quando a família real conduz um cortejo com o caixão de Elizabeth do Salão de Westminster até a abadia de mesmo nome, onde ocorre o funeral.

Esta é a primeira vez em que câmeras são permitidas na despedida de um chefe da monarquia britânica.

Biden, Macron e primeira-dama da Ucrânia prestam homenagens à rainha Elizabeth 2ª

O presidente dos EUA, Joe Biden, elogiou a rainha Elizabeth 2ª neste domingo (18), destacando a importância da agora ex-chefe da monarquia britânica no cenário geopolítico.

“Nossos corações estão com vocês”, disse o americano ao britânicos depois de assinar um livro de condolências e visitar o caixão de Elizabeth no Salão de Westminster. “Vocês tiveram a sorte de tê-la por 70 anos, todos nós tivemos. O mundo é melhor por causa dela”, acrescentou.

Biden também revelou um trecho de sua conversa com o rei Charles 3º na semana passada. O presidente americano teria consolado o monarca e dito que a rainha estaria “com ele a cada passo do caminho, a cada minuto e a cada momento”.

Outros líderes mundiais também visitaram o caixão da rainha neste domingo; entre eles,o presidente brasileiro Jair Bolsonaro e o francês, Emmanuel Macron.

A primeira-dama da Ucrânia, Olena Zelenska, representou seu marido, Volodimir Zelenski, que não sai do país desde o início da invasão russa. Após a homenagem, ela se encontrou com a princesa Kate, esposa do príncipe William, no Palácio de Buckingham. O Reino Unido é um dos principais aliados de Kiev no conflito com Moscou.

O presidente russo, Vladimir Putin, foi um dos poucos líderes a não serem convidados para o funeral da rainha.

Rei Charles 3º agradece por homenagens feitas à rainha Elizabeth 2ª

O rei Charles 3ª agradeceu, neste domingo (18), às milhões de pessoas de todo o mundo que prestam homenagens à rainha Elizabeth 2ª e enviam mensagens à família real britânica.

“Enquanto nos preparamos para dizer nosso último adeus, eu queria aproveitar esta oportunidade para agradecer a todas as inúmeras pessoas que têm sido um apoio e conforto para minha família e para mim neste momento de dor”, afirmou Charles em um comunicado.

Desde a morte de sua mãe, o novo monarca viajou para Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales, países que, junto com a Inglaterra, compõem o Reino Unido. “Em Londres, Edimburgo, Hillsborough e Cardiff, fomos movidos por todos que se deram ao trabalho de vir e prestar seus respeitos ao serviço vitalício de minha querida mãe, a falecida rainha”, acrescentou neste domingo.

O funeral de Elizabeth acontecerá na segunda -feira (19), às 11h (7h no horário de Brasília), na Abadia de Westminster, em Londres. O caixão da rainha sairá do Salão de Westminster minutos antes e será acompanhado por membros da família real, que farão o trajeto a pé.

Duas mil pessoas foram convidadas para a cerimônia; entre elas, líderes de quase todos os países.

Caixão revestido de chumbo: entenda como corpo da rainha Elizabeth II consegue suportar dias sem ser enterrado

A rainha Elizabeth II morreu no dia 8 de setembro, mas ainda não foi sepultada. Seu funeral acontece apenas nesta segunda-feira (19). O corpo da monarca consegue suportar os 11 dias de cerimônias e transporte graças à forma a qual seu caixão foi feito.

Durante o ritual fúnebre de Elizabeth II, seu corpo permanece lacrado no caixão, que é feito de carvalho inglês e forrado com chumbo, fabricado há 30 anos.

O método usado para produzir o caixão é conhecido como “casca e caixa de chumbo”. Nele, um simples caixão interno é feito de madeira, coberto com chumbo e depois colocado dentro de um caixão externo, explica o jornal inglês The Telegraph.

Com isso, é possível barrar a entrada de oxigênio e umidade dentro do caixão, criando um ambiente hermético, que por sua vez evita que bactérias, fungos e vírus se proliferem.

Deste modo, o corpo demora mais tempo para se decompor, podendo ser preservado por até um ano, explica a CNN britânica.

Feito sob encomenda
A rainha será sepultada no Castelo de Windsor, na Capela Memorial do Rei George VI, ao lado de seu pai – a quem o nome da capela homenageia – e de seu marido, o príncipe Philip, morto em abril de 2021.

O caixão da rainha e o do Duque de Edimburgo foram encomendados há 30 anos.

O modelo foi desenvolvido por Henry Smith, que fechou a empresa em 2005. Ele também fez caixões de celebridades como Diana Dors, Freddie Mercury e Jimi Hendrix, aponta o jornal The Telegraph.

Segundo o jornal, por ser forrado de chumbo, o caixão da rainha se tornou tão pesado que requer oito carregadores, em vez dos seis habituais.

A empresa funerária londrina Leverton and Sons, responsável pelo funeral real, recebeu os caixões da rainha e do príncipe em 1991, já prontos.

Tradição de chumbo
A rainha Elizabeth II não é a primeira monarca a ter um caixão com chumbo. Segundo o jornal CNN, a prática está entre a nobreza inglesa há pelo menos 4 séculos.

A rainha Elizabeth I, o rei Charles II, a rainha Vitória e a princesa Diana, por exemplo, também foram enterrados em caixões de chumbo, de acordo com registros da Abadia de Westminster.

Mas a prática não é exclusiva da família real. O ex-primeiro-ministro da Inglaterra, Winston Churchill, também teve o caixão revestido de chumbo.

O modelo teria se tornado comum na Era Vitoriana, quando a vedação hermética de um caixão era necessária para evitar os efeitos da decomposição dos corpos acima do solo, explica a CNN.

Cronograma do funeral da rainha Elizabeth II

Veja abaixo o cronograma do funeral da rainha Elizabeth II:

6h30 (2h30 em Brasília): O salão no Palácio de Westminster com o caixão de Elizabeth II fecha as portas para o público.

8h (4h em Brasília): Os convidados, entre eles líderes de estado de centenas de países, começam a entrar na Abadia de Westminster, onde acontecerá o funeral.

10h35 (6h35 em Brasília): Carregadores levantam o caixão do catafalco onde está desde quarta-feira e o levam até uma carruagem.

10h44 (6h44 em Brasília): A carruagem da Marinha Real parte em uma procissão curta até a Abadia de Westminster, acompanhada por 142 militares.

10h52 (6h52 em Brasília): A carruagem chega ao portão oeste da Abadia de Westminster, seguida a pé por seu filho mais velho e sucessor rei Charles III e outros membros da realeza. Os carregadores levantam o caixão e o levam para dentro da abadia.

11h (7h em Brasília): O decano de Westminster, David Hoyle, oficia a cerimônia fúnebre, na qual o arcebispo de Canterbury e líder espiritual da Igreja Anglicana, Justin Welby, pronuncia um sermão.

11h55 (7h55 em Brasília): Ouve-se o Last Post, um toque de corneta usado em funerais e cerimônias militares, seguido por dois minutos de silêncio.

12h (8h em Brasília): A cerimônia termina com o hino nacional e uma composição musical de luto.

12h15 (8h15 em Brasília): A carruagem transporta o caixão até o Wellington Arch e o Hyde Park Corner, perto do Palácio de Buckingham, a residência oficial dos reis em Londres. A família real e membros das Forças Armadas dos países do Commonwealth acompanham o cortejo, ao som do sino do Big Ben e de salvas de canhão.

13h (9h em Brasília): O caixão chega ao Wellington Arch e é levado para um carro fúnebre, que o transporta até o Castelo de Windsor, ao oeste de Londres.

15h06 (11h06 em Brasília): O carro fúnebre chega a Windsor e segue para o castelo pela avenida Long Walk.

15h40 (11h40 em Brasília): O rei e membros da família real se unem ao cortejo a pé no Castelo de Windsor antes que a comitiva chegue à capela.

16h (12h em Brasília): A cerimônia fúnebre começa na Capela de São Jorge com a presença da família real, líderes dos países da Commonwealth e funcionários do serviço da rainha. Após 45 minutos, o caixão é colocado no panteão real.

19h30 (15h30 em Brasília): O sepultamento da rainha Elizabeth II acontece em cerimônia privada na Capela de São Jorge, onde já estão os corpos de seu pai, o rei George VI, de sua mãe Elizabeth e as cinzas de sua irmã Margaret. O caixão de seu marido, o príncipe Philip, será enterrado no local ao mesmo tempo.

Bolsonaro improvisa comício eleitoral em uma Londres de luto por Elizabeth II

Em visita a Londres para o funeral da rainha Elizabeth II, o presidente Jair Bolsonaro fez um comício improvisado neste domingo (18), que lhe rendeu críticas de seu principal adversário, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a duas semanas do primeiro turno das eleições presidenciais. –

O presidente brasileiro chegou pela manhã à capital britânica, onde foi recebido por dezenas de pessoas, algumas com bandeiras do Brasil, às portas da residência do embaixador brasileiro, segundo vídeos difundidos nas redes sociais.

“Todo respeito pela família da rainha e pelo povo do Reino Unido”, disse em suas primeiras palavras no balcão da residência do embaixador, enquanto saudava, com os braços para o alto, a multidão, que o cumprimentava aos gritos de “Mito!”.

Mas em seguida, o presidente e candidato do Partido Liberal (PL) à reeleição em outubro improvisou um comício, pois, em seu entender, a manifestação das pessoas ali reunidas “representa o que realmente acontece no Brasil”, em um momento em que “temos que decidir o futuro da nossa nação”.

“Sabemos quem é (sic) do outro lado e o que eles querem implantar no nosso Brasil”, prosseguiu Bolsonaro, de 65 anos, para quem o Brasil “não quer discutir liberação de drogas, legalizar o aborto”, nem tampouco “aceita a ideologia de gênero”.

“O nosso lema é Deus, pátria, família e liberdade. Esse é o sentimento da grande maioria do povo brasileiro”, disse no balcão, onde tremulava a bandeira brasileira, provocando gritos e aplausos dos presentes.

Suas palavras geraram críticas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seu principal adversário nas eleições presidenciais, que criticou que Bolsonaro tenha feito a viagem “para fazer campanha” e “falar mal dos outros”.

“Em vez de Bolsonaro ir para o velório da rainha, seria mais louvável se ele tivesse visitado familiares e órfãos das vítimas da COVID-19, se ele tivesse comprado as vacinas no tempo certo”, tuitou o candidato do Partido dos Trabalhadores (PT).

Embora o presidente tenha defendido que “mesmo com a pandemia terrível para o mundo todo, o Brasil resistiu”, sua criticada gestão da crise sanitária, que 685.000 mortos no país – o segundo mais afetado em números absolutos -, ficou na mira das reações dos internautas.

“Bolsonaro vai a Londres fazer do cadáver da Rainha Elizabeth um palanque eleitoral. Não surpreende. Cadáveres são a especialidade dele. Taí a pandemia que não me deixa mentir”, tuitou o chargista político Carlos Latuff.

A duas semanas do primeiro turno, Lula tem 45% das intenções de voto frente a 33% para Bolsonaro, segundo última pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada na quinta-feira.

“Pesar” e “reconhecimento”

Jair Bolsonaro é um dos poucos líderes da América Latina e do Caribe a confirmar presença no funeral de Elizabeth II, na segunda-feira. A soberana faleceu em 8 de setembro após sete décadas no trono. Dirigentes de todo o mundo comparecerão ao serviço fúnebre.

Neste domingo, o presidente e a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, ambos vestindo preto, foram à capela ardente da soberana no Westminster Hall, por onde também passaram o americano, Joe Biden, e o francês, Emmanuel Macron, acompanhados de suas esposas.

“No Brasil, temos forte em nossa lembrança ainda sua passagem por lá, em 1968. Por tudo que ela representou para o seu país e para o mundo”, tuitou Bolsonaro, após assinar o livro de condolências na Lancaster House.

Em seguida, o casal presidencial participou de uma recepção no Palácio de Buckingham, oferecida pelo novo rei Charles III, na véspera do funeral de Estado, que será celebrado na Abadia de Westminster a partir das 11h locais (07h de Brasília).

Segundo sua agenda oficial, Bolsonaro deixará Londres na tarde de segunda-feira com destino a Nova York, onde tem previsto discursar na Assembleia Geral da ONU no dia seguinte.

Após polêmicas, príncipe da Arábia Saudita não irá a funeral

Alvo de críticas por ativistas e oposição, o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman da Arábia Saudita não irá ao funeral da rainha Elizabeth II, segundo fontes do Ministério de Relações Exteriores britânico disseram à agência de notícias Reuters.

O convite feito pelo Palácio de Buckingham ao príncipe saudita já havia gerado uma enxurrada de críticas – ele é suspeito de ser responsável pelo assassinato do jornalista de oposição Jamal Khashoggi, em 2018. Para lembrar: Khashoggi foi assassinado dentro da Embaixada da Arábia Saudita na Turquia quando foi buscar documentação para se casar.

Monarcas e líderes de alguns países, como a Síria, não foram convidados para a cerimônia.

Em Londres, premiê da Austrália descarta referendo sobre monarquia

Em Londres para participar do funeral de Estado da rainha, o primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, descartou, ao menos por enquanto, um referendo para que seu país se torne uma república – até hoje, o monarca britânico é ainda o chefe de Estado da Austrália, assim como de diversas outras ex-colônias.

Albanese afirmou ainda que a família real britânica sabe que há esse debate em curso entre os australianos, mas que, neste momento, “deveríamos lembrar a vida e o serviço de Sua Majestade, a rainha Elizabeth II”.

Na semana passada, o governo de Antigua e Barbuda, também ex-colônia, anunciou um referendo sobre se o país também deve deixar de ser monarquia.

Bolsonaro assina livro de condolências da rainha

O presidente Jair Bolsonaro assinou o livro de condolências da rainha Elizabeth II agora há pouco em Londres.

A assinatura, parte da agenda do presidente brasileiro, é o protocolo para os chefes de governo e membros da realeza convidados para participar do funeral de Estado da monarca, que acontece amanhã (19).

Funeral de Elizabeth II será exibido em 125 cinemas no Reino Unido

O funeral de Estado da rainha Elizabeth II, na segunda-feira (19), será exibido em cerca de 125 cinemas em todo o Reino Unido. A cerimônia também será transmitida em telões que serão instalados em parques, praças e catedrais em todo o território britânico.

O funeral na Abadia de Westminster e as procissões relacionadas em Londres também serão exibidas ao vivo na televisão pela BBC, ITV e Sky, informou o departamento de cultura do Reino Unido, em comunicado. Presidentes, primeiros-ministros e realeza de todo o mundo são esperados na cerimônia, incluindo Jair Bolsonaro e Joe Biden.

As entradas para a exibição no cinema serão gratuitas. Segundo a Associação de Cinema do Reino Unido, os ingressos para muitas sessões já estão esgotados.