Arquivo da categoria: Chuvas

Apac emite alerta de chuvas moderadas para o Grande Recife e a Mata Norte

A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) anunciou um Estado de Atenção para as próximas 24 horas na Região Metropolitana do Recife (RMR) e Zona da Mata Norte. São previstas chuvas moderadas a partir da noite desta segunda-feira (22) até as 17h da terça-feira (23).

As chuvas são resultado de um pequeno distúrbio de leste, associado a convergência de umidade, que poderá provocar algumas pancadas localizadas de chuva.

A Defesa Civil do Recife informou que mantém um plantão permanente, podendo ser acionada pelo telefone 0800.081.3400. A ligação é gratuita e o atendimento é realizado durante 24 horas. A orientação é que os moradores das áreas de risco fiquem atentos às chuvas e aos riscos.

Chuvas cancelam última noite da Festa dos Estudantes, em Triunfo

As chuvas que caíram em Triunfo causaram o cancelamento da última noite da 64ª Festa do Estudante.

Este sábado teria as apresentações de Igor Alves, Santana o Cantador, Adilson Ramos e Victor Santos. Adilson até começou o show, mas teve que interrompê-lo já que a chuva trouxe ventania e a água caiu no palco.

A organização informou que por falta de condições técnicas a festa não pôde ser realizada.

A prefeitura informou que estuda uma nova data para os shows, mas sempre, apesar da promessa, há dificuldade de encaixe de novas datas.

A festa tem organização do Governo Municipal de Triunfo com apoio da Empetur, Fundarpe e Governo de Pernambuco.

Nas redes sociais internautas compreenderam o fator climático, mas aproveitaram para fazer algumas críticas. “A festa veio desde o início deixando a desejar. Organização, programação, infraestrutura. Esse contratempo só veio agregar a esse histórico. Prejuízo e muita frustração “, disse uma internauta.

Pernambuco deve registar chuva acima da média em julho, diz Apac

A previsão climática da Agência Pernambucana de Águas e Climas (Apac) indica a possibilidade de chuvas acima da média no Agreste do Estado e de normal a acima do normal na Região Metropolitana Recife e na Zona da Mata de julho a setembro de 2022. No entanto, não se sabe em quanto a precipitação excederá a média histórica nestes meses.

Segundo o meteorologista Vinicius Gomes, os eventos mais intensos de chuvas em Pernambuco em 2022 estão ligados à continuidade dos fenômenos La Niña (resfriamento anormal das águas superficiais do oceano Pacífico) e Dipolo Atlântico (anomalia da temperatura do Oceano Atlântico).

“A temperatura do Oceano Atlântico é importante também para a gente porque é ele que margeia Pernambuco. Os dois fenômenos fazem com que tenhamos chuvas acima do normal”, explicou.

Defesa Civil registra 1,3 mil desabrigados e 73 mil afetados por enchentes no Rio Grande do Norte

O Rio Grande do Norte tem 1.314 pessoas desabrigadas pelas chuvas que ocorrem desde o dia 1º de julho e que se intensificaram entre a quinta (7) e esta sexta-feira (8). O estado já reconheceu situação de emergência em 16 municípios.

Segundo os dados divulgados pelo governo do estado na manhã deste sábado (9), o estado também contabiliza 1.354 desalojados e mais de 73 mil afetados por enchentes e seus efeitos até o fim da tarde de sexta-feira (9).

Em um período de 24 horas, entre a quinta e a sexta-feira, o setor de meteorologia da Empresa de Pesquisa Agropecuária (Emparn) relatou a ocorrência de chuvas em mais de 100 municípios, atingindo com mais intensidade o Agreste e o Litoral.

Em Nova Cruz, o volume de chuvas acumuladas desde o início do ano já superava 1.000 milímetros, colocando o município no grupo em que o inverno é classificado como “muito chuvoso”.

Mas a cheia do Curimataú, dizem moradores, foi provocada pelas chuvas na cabeceira do rio, que nasce na serra do Cariri Velho, no município paraibano de Barra de Santa Rosa, entra no Rio Grande do Norte por Nova Cruz e deságua no mar em Barra do Cunhaú, no município de Canguaretama.

Técnicos foram enviados a Nova Cruz e Pedro Velho para avaliação da extensão dos problemas e atendimento às populações que ficaram ilhadas em suas comunidades.

O Curimataú transbordou deixando famílias desabrigadas em Nova Cruz, Pedro Velho e Canguaretama.

“Em Nova Cruz a comunidade do Bajuri ficou ilhada. O Corpo de Bombeiros está levando alimentos para os moradores dos locais mais afastados, onde não há acesso por terra. Na sede do município foi aberto um abrigo na escola municipal Nestor Marinho. “Estamos de prontidão, orientando as pessoas a não tentar atravessar o rio. Essa é nossa principal preocupação no momento”, afirmou Jorimar Gomes, técnico da Defesa Civil do Estado.

Na escola, salas de aula foram transformadas em abrigo provisório para 25 moradores, a maioria crianças e adolescentes, da Rua Campo Santo, no Centro. Eles tiveram que sair de casa na noite de quinta-feira (7), quando as águas começaram a subir.

Em Pedro Velho, a cheia do Rio Curimataú e de dois de seus afluentes – Pirari e Tamatanduba – deixaram nove comunidades completamente isoladas. As águas danificaram estradas vicinais impedindo o acesso de carros e dos ônibus que fazem o transporte de estudantes da área rural para a cidade. Dois desses pontos – os acessos a Três Aroeiras e a Arisco foram visitados pela Defesa Civil estadual.

Em Três Aroeiras, vivem 70 famílias; no Arisco, 15. A prefeitura está fazendo um levantamento do número total de desabrigados.

Neste sábado, uma equipe do Corpo de Bombeiros deverá ser enviada ao município com ações humanitárias de atendimento e distribuição de alimentos aos desabrigados.

Sobe para 39 número de cidades em emergência devido às chuvas

Subiu para 39 o número de municípios que encaminharam ao governo de Pernambuco decretos de situação de emergência devido às chuvas iniciadas em 1º de julho. Nesta sexta-feira (8), o total de mortes confirmadas segue em dois e o homem levado pela correnteza em Catende, no Agreste, seguia estava desaparecido. As informações são do g1/PE.

Os dados foram divulgados pela Secretaria Estadual de Defesa Civil (Codecipe). Apesar de mais uma cidade ter decretado emergência, houve uma redução no número de pessoas fora de casa de 10.826 para 8.328. O novo decreto foi de Ibirajuba, no Agreste.

Ao todo, 43 cidades tiveram registro de danos e prejuízos pelos temporais de julho, todas localizadas na Zona da Mata e no Agreste. São 1.271 desabrigados e 7057 desalojados.

As mortes durante as chuvas foram de Elísio Corrêia Costa, de 64 anos, que foi levado pela correnteza enquanto tentava desentupir bueiros em Iati, no Agreste; e de Alex Fernando da Silva, o servidor público de 20 anos que estava desaparecido em Jaqueira, na Mata Sul.

Além deles, segue desaparecido José Roberto da Silva, de 34 anos, que sumiu no sábado (2), no município de Catende, também na Mata Sul.

Além de Ibirajuba, a lista dos municípios em emergência é composta por Águas Belas, Água Preta, Altinho, Angelim, Barreiros, Belém de Maria, Bom Conselho, Brejão, Caetés, Calçado, Capoeiras, Canhotinho, Catende, Correntes, Cortês, Gameleira, Garanhuns, Iati, Itaíba, Jaqueira, Jucati, Jurema, Jupi, Lagoa do Ouro, Lajedo, Maraial, Palmeirina, Panelas, Paranatama, Rio Formoso, Saloá, São Benedito do Sul, São Joaquim do Monte, São João, São José da Coroa Grande, Tamandaré, Terezinha e Xexéu.

O decreto de emergência por parte da gestão municipal para que o estado disponibilize o Auxílio Pernambuco para os moradores afetados pelos temporais. Essas pessoas precisam, também, terem o Cadastro Único para benefícios sociais.

Além disso, a prefeitura precisa fazer o registro de quem são os afetados, para então receber os valores e poder repassar o dinheiro. Cada família vai ter direito a R$ 1.500, de acordo com o estado.

Fortes chuvas

Nos meses de maio e junho, fortes chuvas também deixaram mortos e causaram transtornos em Pernambuco. Até o dia 15 de junho, foram contabilizadas 130 óbitos relacionados a temporais.

As cidades com mais mortes desde as chuvas de 25 de maio anda na Região Metropolitana do Recife (RMR). Foram 64 óbitos em Jaboatão dos Guararapes; 50 no Recife; 7 em Camaragibe e 6 em Olinda.

Além disso, ocorreu uma morte em cada um dos municípios de Limoeiro, Bom Conselho, Paulista, Jaqueira e Iati.

Barragens

Essa não foi a primeira vez que fortes chuvas fizeram rios transbordarem e alagarem cidades do interior. Das cinco barragens prometidas pelo governo de Pernambuco, em 2010, para conter enchentes, apenas uma foi concluída: a de Serro Azul, em Palmares.

As obras das outras quatro barragens estão paradas. O estado tem planos de retomar duas delas: a de Panelas II, em Cupira, e a de Gatos, em Lagoa dos Gatos. Metade da primeira está concluída. A segunda, tem aproximadamente 20% de execução.

Mudanças climáticas aumentaram a intensidade das chuvas em Pernambuco, dizem pesquisadores

As mudanças climáticas causadas pelas ações humanas contribuíram para intensificar a força das chuvas que afetaram alguns estados do Nordeste e especialmente Pernambuco entre o fim de maio e o começo de junho e deixaram 130 mortos no Estado, além de dezenas de milhares de desabrigados e desalojados. E, caso o aquecimento global não estivesse em curso, sem o atual aumento de 1,2º C em relação aos níveis pré-industriais, os temporais teriam sido um quinto menos intensos.

As conclusões são de estudo do World Weather Attribution, divulgado nessa terça-feira (5). A pesquisa reuniu cientistas do Brasil, Reino Unido, Holanda, França e Estados Unidos. A entidade investiga a relação das mudanças climáticas com os eventos extremos observados no planeta, como o caso das chuvas torrenciais que devastaram Pernambuco.

As análises que ratificaram a influência da atividade humana no aumento da intensidade da chuva no Estado partiram de modelos climáticos simuladores do evento meteorológico em dois cenários: sem a emissão de gases do efeito estufa e com o aumento da temperatura do planeta em cerca de 1,2º C – próximo, inclusive, ao limiar de 1,5º C apontado como ponto irreversível do aquecimento global.

O estudo selecionou 75 estações pluviométricas da região com dados consistentes desde a década de 1970. As análises incluíram a quantidade de chuva que caiu em intervalos de sete e 15 dias. “Concluímos que as mudanças climáticas causadas pelo homem são, pelo menos em parte, responsáveis pelos aumentos observados na probabilidade e intensidade de eventos de chuva intensa notados em maio de 2022”, diz trecho da conclusão do estudo.

Os resultados ainda são consistentes com as projeções futuras de chuvas fortes no Nordeste e, por tabela, sugerem que as tendências continuarão a aumentar caso as concentrações de gases do efeito estufa continuem em progressão. “Devido às mudanças climáticas, outros fatores, como o aumento do nível do mar e as marés mais altas, podem aumentar a vulnerabilidade às chuvas fortes, levando a mais inundações urbanas no Recife, por exemplo”, cita outra parte da conclusão do estudo.

A população ficou mais exposta aos efeitos da chuva por questões como aumento na urbanização não planejada e informal em áreas baixas propensas a inundações e encostas íngremes, reverbera a pesquisa. “A natureza extrema das inundações fez com que a exposição fosse o principal determinante do impacto, embora os impactos e a recuperação de longo prazo sejam provavelmente mediados por fatores socioeconômicos, demográficos e de governança. Embora tenham sido fornecidas previsões e alertas, não está claro até que ponto essas ações antecipadas poderiam ter reduzido os impactos”.

“As mudanças estão muito correlacionadas à questão do aumento de temperatura. A situação que a gente observou já reporta para uma possibilidade de um aumento da intensidade dos eventos chuvosos na região. O estudo verificou que o aumento da temperatura no Atlântico Sul levou a essa intensidade maior do sistema, o Distúrbio Ondulatório de Leste. Isso, logicamente, está correlacionado a essa possibilidade de aumento de que esses eventos passem a ter uma intensidade maior, uma recorrência maior”, repercutiu o professor e pesquisador do programa de pós-graduação em Geografia da Universidade Federal de Pernambuco, Osvaldo Girão.

Como sugestão para o futuro, o estudo indica que é necessário rever e fortalecer a ligação entre avisos meteorológicos e ações antecipadas. Alertas do tipo costumam ser emitidos com antecedência pela Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) e pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Em março, por exemplo, a Apac chegou a emitir um informe meteorológico anunciando a probabilidade de chuvas acima da média histórica para o trimestre seguinte – abril, maio e junho.

“Essa mudança que a gente está observando gradativamente, esse aumento da intensidade de chuvas fatalmente vai trazer muitos dissabores à população e aos governos, à medida em que se fazem necessárias medidas emergenciais, mas também de médio e longo prazo para mitigar esses efeitos”, completa Girão.

Metade de Alagoas foi afetada por chuvas e dano é incalculável, diz Defesa Civil

O estado de Alagoas foi atingido fortemente pelas chuvas nos últimos dias – até o momento 56 municípios estão em situação de emergência e 6 pessoas morreram em decorrência das tempestades. Já são mais de 60 mil pessoas entre desabrigadas e desalojadas.

Em entrevista à CNN Rádio, o coordenador da Defesa Civil do estado, o Coronel Moisés Melo, afirmou que “toda a orla foi danificada, os danos público, privado, ambiental e social foram enormes, e incalculáveis para o momento.”

“Estamos disponibilizando a estrutura do estado para a assistência humanitária e. assim que o tempo melhorar, restabeleceremos os municípios para que funcionem em sua plenitude”, disse.

Segundo o coronel Moisés, “desde o verão passado preparamos equipes municipais, já que tínhamos a previsão de que chuvas seriam acima da média.”

“Atuamos na prevenção, com ferramentas de monitoramento de rios e lagoas e planos de contingência”, completou.

O coordenador da Defesa Civil ainda garantiu que recebeu o suporte do governo federal e estadual, e que os municípios colocaram em vigor os planos de contingência previstos.

O período do inverno é o mais chuvoso para o Nordeste e a previsão é de que as chuvas continuem, de forma intermitente, até o fim de agosto.

Sobe para 42 o número de cidades da Mata Sul e do Agreste atingidas pelas chuvas

Subiu para 42 o número de cidades afetadas pelas chuvas que tiveram início no dia 1º de julho na Zona da Mata Sul e no Agreste de Pernambuco. Dentre essas, 38 já encaminharam os Decretos Municipais de Situação de Emergência à Secretaria Executiva de Defesa Civil do Estado.

A Defesa Civil registrou, até o momento, 1.446 pessoas desabrigadas e 8.640 desalojadas nas regiões. Além disso, o número de óbitos em decorrência das chuvas iniciadas no dia 25 de maio aumentou para 132.

As 42 cidades que registraram danos e prejuízos foram: Águas Belas, Água Preta, Altinho, Angelim, Barreiros, Belém de Maria, Bom Conselho, Brejão, Caetés, Calçado, Capoeiras, Canhotinho, Catende, Correntes, Cortês, Escada, Gameleira, Garanhuns, Iati, Itaíba, Jaqueira, Jucati, Jurema, Jupi, Lagoa do Ouro, Lajedo, Maraial, Palmares, Palmeirina, Panelas, Paranatama, Quipapá, Rio Formoso, Saloá, São Benedito do Sul, São Bento do Una, São Joaquim do Monte, São João, São José da Coroa Grande, Tamandaré, Terezinha e Xexéu.

Estão em situação de emergências os seguintes municípios: Águas Belas, Água Preta, Altinho, Angelim, Barreiros, Belém de Maria, Bom Conselho, Brejão, Caetés, Calçado, Capoeiras, Canhotinho, Catende, Correntes, Cortês, Gameleira, Garanhuns, Iati, Itaíba, Jaqueira, Jucati, Jurema, Jupi, Lagoa do Ouro, Lajedo, Maraial, Palmeirina, Panelas, Paranatama, Rio Formoso, Saloá, São Benedito do Sul, São Joaquim do Monte, São João, São José da Coroa Grande, Tamandaré, Terezinha e Xexéu.

A Codecipe orienta que a população não ultrapasse as áreas inundadas ou alagadas e siga todas as recomendações da Defesa Civil Municipal, mantendo-se em alerta, sobretudo nas áreas ribeirinhas e de risco. A Central permanece com atendimento 24h através dos telefones 3181-2490 e 199.

Mortes no Estado
Do total de 132 mortos, 64 foram em ocorrências no Jaboatão dos Guararapes; 50 faleceram no Recife; 7 mortes foram registradas em Camaragibe; 6, em Olinda; e as outras ocorrências foram em Limoeiro (1), Bom Conselho (1), Paulista (1), Jaqueira (1) e Iati (1).

Em cinco dias, choveu acima da média para julho em 45 municípios de Pernambuco

A atuação do sistema meteorológico conhecido como Distúrbio Ondulatório de Leste (DOL) fez com que 45 cidades de Pernambuco tenham acumulado, nos primeiros cinco dias de julho, volumes de chuvas superiores ao esperado para todo o mês.

A informação foi divulgada nesta terça-feira (5), pela Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac). O último balanço da Secretaria Executiva de Defesa Civil do Estado indica 36 cidades afetadas pelas fortes chuvas e quase 10 mil pessoas fora de casa, entre desalojados e desabrigados.

Aliado ao período chuvoso natural, as Ondas de Leste ajudaram a intensificar as chuvas. O fenômeno é uma perturbação no campo de vento e pressão que atua na faixa tropical do globo terrestre, em área de influência dos ventos alísios.

Na região Agreste do Estado, os municípios de Agrestina, Águas Belas, Altinho, Angelim, Bom Conselho, Bonito, Brejão, Buíque, Cachoeirinha, Caetés, Camocim de São Felix, Capoeiras, Correntes, Garanhuns, Iati, Ibirajuba, Itaíba, Jucati, Jupi, Jurema, Lajedo, Palmeirinha, Panelas, Paranatama, Saloá, São João, São Joaquim do Monte, Terezinha e Tupanatinga já registraram um percentual acumulado superior à média climatológica esperada para todo o mês de julho, totalizando 22 municípios com chuvas acima da média.

Os dados da Apac indicam que, em Brejão, há o maior acumulado do Agreste: na cidade, choveu 299,5 mm – valor 132% acima da normal climatológica de 227,1 mm para julho, segundo a Apac. Em Águas Belas, o índice até 5 de julho é de 175,6 mm, ante os 80,1 mm históricos – um registro, portanto, 219% maior do que a média.

Já na Zona da Mata, os maiores registros foram nos municípios de Belém de Maria, Jaqueira, Maraial, Quipapá e São Benedito do Sul – todos também ultrapassaram a média esperada de chuvas para o mês de julho.

Em Jaqueira, o acumulado chega a 166,8 mm, equivalente a 134% da média histórica de 124,2 mm. Em Quipapá, o índice é de 161,0 mm, 133% a mais do que os 121,0 mm de média hstóricos.

No Sertão, os municípios que ultrapassaram a média histórica de chuvas para o mês foram Araripina, Cabrobó, Carnaubeira da Penha, Exu, Floresta, Ibimirim, Ipubi, Manari, Moreilândia, Sertânia e Tacaratu.

Em Araripina, o acumulado já é 328% maior do que a média histórica. Em julho de 2022, a cidade tem 26,2 mm de chuva, contra os 8,00 mm históricos.

Inmet emite alerta com perigo de acumulado de chuva para João Pessoa e mais 58 cidades

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu, nesta segunda-feira (4), um alerta amarelo de acumulado de chuvas para João Pessoa e mais 58 municípios paraibanos. A expectativa é que chova entre 20 e 30 milímetros por hora ou até 50 milímetros em um dia. Podem acontecer pequenos deslizamentos nos municípios sob aviso.

O aviso é válido até as 10h da próxima terça-feira (5).

O órgão orienta aos moradores para alguns cuidados, como evitar enfrentar o mau tempo, observar alteração nas encostas e evitar usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada.

Mais informações podem ser conseguidas junto à Defesa Civil (telefone 199) e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193).

Fortes chuvas atingem 29 cidades da Mata Sul e Agreste; total de desalojados chega a 5.988

Subiu de 24 para 29 o número de cidades da Zona da Mata Sul e do Agreste atingidas pelas fortes chuvas deste fim de semana. Segundo informações da Defesa Civil de Pernambuco, divulgadas no início da tarde desta segunda-feira (4), há duas pessoas desaparecidas, 1.085 desabrigadas e outras 5.988 desalojadas nas regiões afetadas.

Os municípios atingidos foram Águas Belas, Água Preta, Angelina, Barreiros, Belém de Maria, Bom Conselho, Brejão, Caetés, Capoeiras, Canhotinho, Catende, Correntes, Cortês, Escada, Garanhuns, Iati, Itaíba e Jaqueira, além de Jurema, Jupi, Lagoa do Ouro, Maraial, Palmares, Palmerina, Quipapá, Rio Formoso, Saloá, São Benedito do Sul e Tamandaré.

Das 29 cidades, 15 já encaminharam os decretos municipais de situação de emergência à Secretaria Executiva de Defesa Civil do Estado. São elas: Água Preta, Angelim, Barreiros, Belém de Maria, Bom Conselho, Caetés, Capoeiras, Catende, Correntes, Itaíba, Jaqueira, Maraial, Palmares, Saloá e São Benedito do Sul.

O número de desabrigados foi atualizado, passando de 358 nesse domingo (3), para 1.085 nesta segunda (4). Além disso, o total de pessoas desalojadas passou de 3.835 para 5.988. Duas pessoas estão desaparecidas, sendo uma em Jaqueira e outra em Catende.

O Governo de Pernambuco informou que estendeu para os municípios da Mata Sul e do Agreste o Auxílio Pernambuco, pagamento de R$ 1,5 mil, em parcela única, destinado às vítimas das chuvas no Estado.

A orientação da Coordenadoria de Defesa Civil de Pernambuco (Codecipe) é que a população moradora dos locais afetados siga em alerta e não ultrapasse áreas inundadas ou alagadas. O órgão possui atendimento 24h e pode ser acionado pelos telefones (81) 3181-2490 e 199.

Bairros às margens da Lagoa Mundaú, em Maceió, registram alagamentos

Com as chuvas dos últimos dias, os bairros que ficam às margens da Lagoa Mundáu, em Maceió, ficaram alagados desde domingo (3). Muitas pessoas tiveram que deixar suas casas porque a água subiu e passou o da cintura dos moradores.

Registraram alagamentos os bairros da Levada, Vergel, Ponta Grossa,Trapiche e Pontal da Barra.

A Avenida Senador Rui Palmeira, na Levada, ficou completamente embaixo d’água. Sueli mora no bairro e disse que precisou ser resgatada pelo Corpo de Bombeiros.

“A água começou a subir 8h da manhã [no domingo] e meio dia já não tinha condições de ficar em casa. Mesmo levantando os móveis, perdi muita coisa. Ainda voltei para retirar alguma coisa, mas não consegui sair e os Bombeiros me resgataram. Estamos pedindo a Misericórdia do Senhor, para que a água baixe”, disse.

O fiscal de loja Jamerson Thiago também mora na Levada. Ele disse que precisou desligar a energia das casas porque a água atingiu os medidores de energia. Eu nem dormi porque estava com medo da água subir de novo e a situação ficar pior”, disse.

A prefeitura de Maceió anunciou um auxílio emergencial no valor de R$ 3 mil e aluguel social por até seis meses para ajudar as famílias afetadas pela chuva. Além disso, o Município anunciou que vai liberar auxílio às vitimas dos alagamentos que estão impossibilitadas de retornar às suas casas no valor de R$500 a R$ 3 mil por família.

Natal decreta calamidade pública após fim de semana de chuvas

A prefeitura de Natal decretou situação de calamidade pública por causa das chuvas intensas que caíram durante o fim de semana na cidade. Em 12h, a capital registrou mais da metade do volume de água esperado para todo o mês de julho.

Segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), em 96 horas, houve registro de mais de 300 mm no bairro Ponta Negra. Para se ter uma ideia, a média de chuva esperada para todo o mês de julho é de 245mm, segundo a Empresa de Pesquisas Agropecuárias do Rio Grande do Norte (Emparn).

O grande volume de chuva provocou transbordamento de lagoas de captação de águas pluviais, alagamento de imóveis “com perdas de pertences dos moradores”, crateras abertas, redes de drenagem afetadas, deslizamentos em áreas de encostas, queda de árvores e casas interditadas por do risco de desabamento.

Ainda segundo a prefeitura, há pessoas desabrigadas e moradores desalojados, em decorrência do transbordamento de lagoas de captação de água. Segundo a Defesa Civil, três famílias e um idoso estão abrigados em uma escola municipal.

Com a oficialização da situação de calamidade, o município dispensa licitação para compra de materiais e contratação de serviços para recuperação de áreas afetadas.

Segundo o decreto, todos os órgãos municipais ficam autorizados a atuarem sob a coordenação da Secretaria Municipal de Governo nas ações de resposta ao desastre e reabilitação do cenário e reconstrução.

O documento também autoriza a convocação de voluntários para reforçar as ações de resposta ao desastre e realização de campanhas de arrecadação de recursos junto à comunidade, para assistência à população afetada pelo desastre.

O decreto ainda autorizou os agentes de defesa civil a usar bens particulares e entrar em casas para prestar socorro ou determinar evacuação, em caso de risco iminente.

“Será responsabilizado o agente da defesa civil ou autoridade administrativa que se omitir de suas obrigações, relacionadas com a segurança global da população”, diz o decreto.

A prefeitura também determinou o início de processos de desapropriação, por utilidade pública, de propriedades particulares localizadas em “áreas de risco intensificado de desastre”.

“Sempre que possível essas propriedades serão trocadas por outras situadas em áreas seguras, e o processo de desmontagem e de reconstrução das edificações, em locais seguros, será apoiado pela comunidade”, diz o decreto.

Alagoas tem 50 municípios em emergência por causa das chuvas

O estado de Alagoas reconheceu a situação emergencial em mais 15 municípios devido às chuvas que caem na região. Com a medida, o estado está com cerca de 50 cidades em situação anormal desde maio, quando houve o aumento dos estragos causados pelas enchentes e o número de desabrigados.

O decreto publicado no último sábado (2) declara a emergência pelo período de 180 dias nos municípios alagoanos de Atalaia, Branquinha, Cacimbinhas, Cajueiro, Capela, Limoeiro de Anadia, Murici, Pão de Açúcar, Paulo Jacinto, Santana do Mundaú, São José da Laje, Satuba, Taquarana, União dos Palmares e Viçosa.

Antes da medida, a situação emergencial foi decretada em pelo menos 35 municípios.

De acordo com balanço divulgado pela Defesa Civil, há 40 mil pessoas desalojadas e desabrigadas, que estão sendo levadas para escolas, ginásios e prédios públicos.

Os rios Paraíba e Mundaú transbordaram e subiram dois metros de altura. As BRs 104 e 101, que seguem em direção a Sergipe e Pernambuco, foram interditadas.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o mês de julho terá chuvas acima da média no leste do Nordeste e no norte da região Nordeste. Os volumes previstos devem ficar acima dos 140 mm.

Uma equipe da Defesa Civil Nacional foi deslocada neste sábado (2) para prestar apoio aos municípios atingidos pelas chuvas

Pernambuco estenderá auxílio para cidades da Mata Sul e Agreste atingidas pelas chuvas recentes

As fortes chuvas que atingiram Pernambuco neste final de semana deixaram, até agora, 3.835 pessoas desalojadas no interior do Estado, de acordo com a Central de Operações da Coordenadoria de Defesa Civil de Pernambuco (Codecipe). Vinte e quatro municípios tiveram alagamentos e danos materiais com as precipitações.

Na manhã deste domingo (3), o governador Paulo Câmara esteve em São Benedito do Sul, cidade mais atingida. “A previsão da Apac é que a intensidade das chuvas diminua nas próximas horas, facilitando os serviços de manutenção e recuperação”, afirmou o governador.

Após reunião com o Gabinete de Crise, Paulo Câmara, decidiu estender o Auxílio Pernambuco aos municípios da Mata Sul e Agreste atingidos pelas últimas chuvas. Depois de São Benedito do Sul, as cidades mais atingidas foram Água Preta, Águas Belas, Angelim, Barreiros, Belém de Maria, Bom Conselho, Brejão, Canhotinho, Correntes, Cortês, Escada, Garanhuns, Itaíba, Jaqueira, Jupi, Lagoa do Ouro, Maraial, Palmares, Palmerina, Quipapá, Rio Formoso, Saloá e Tamandaré.

Ainda no sábado, equipes da Defesa Civil do Estado estiveram em sete municípios das áreas com maiores danos para monitorar e repassar orientações às defesas civis municipais. O Grupamento Tático Aéreo realizou resgates na Mata Sul e Agreste, inclusive de uma mãe com um bebê recém-nascido em Canhotinho. Os trabalhos da Codecipe e do Gabinete de Crise continuam nos municípios afetados.

Pernambuco: Rios transbordam, alagam cidades e deixam mais de 4 mil pessoas fora de casa

A intensidade das chuvas diminuiu em Pernambuco, mas o nível de alguns rios seguiu alto, neste domingo (3). Com isso, mais de 4 mil pessoas de cidades da Zona da Mata Sul e do Agreste estavam fora de suas casas devido a alagamentos e temporais, segundo as prefeituras. Durante a manhã, o governador Paulo Câmara (PSB) sobrevoou áreas atingidas.

Segundo balanço, divulgado às 16h15 deste domingo pelo governo estadual, 3.835 pessoas ficaram desalojadas e 358 ficaram desabrigadas em 16 municípios. Ao todo, 24 cidades do estado tiveram prejuízos e devem receber o Auxílio Pernambuco.

O governo, no entanto, não divulgou a partir de quando, nem se o valor deve ser o mesmo pago em junho para os afetados pelos temporais, R$ 1,5 mil.

Em Jaqueira, na Zona da Mata Sul, a prefeitura decretou estado de emergência devido às chuvas. Segundo a gestão, um homem foi arrastado pela água ao tentar passar por uma praça, que estava alagada, neste domingo (3). O momento em que ele cai na água e desaparece no alagamento foi registrado por uma câmera de segurança

A prefeitura de Jaqueira acredita que o homem pode ter levado um choque, caído e ter sido arrastado para o rio. Ele não havia sido localizado até o horário da última atualização desta reportagem.

A comunicação da prefeitura afirmou também que a praça foi reformada há cerca de um ano e foi destruída pela força da água, o que pode ser visto após o nível da água baixar, neste domingo (3).

Os números oficiais de desabrigados e desalojados ainda não tinham sido fechados pela prefeitura, mas a comunicação da prefeitura estimava em cerca de 1,4 mil pessoas. A cidade improvisou abrigos na Escola Vovó Dorinha e no Ginásio Municipal para receber os moradores.

O domingo (3) começou com sol em Barreiros, também na Zona da Mata Sul, mas o Rio Carimã seguia alagando bairros como o dos Lotes e Santa Gorete.

O número de desalojados, segundo a Defesa Civil municipal, subiu de 62 para mais de cem famílias, além de outras três, que correspondem a dez pessoas, que ficaram desabrigadas – ou seja, que perderam suas casas.

Também foram registrados sete deslizamentos de terra em Barreiros, mas sem atingir casas ou causar prejuízos, ainda de acordo com a prefeitura.

No sábado (2), a prefeitura de Canhotinho, no Agreste, informou que tinha cerca de 150 famílias desalojadas. Também nessa região do estado, Itaíba decretou emergência devido aos temporais e registro de desabrigados.

As chuvas impactaram também rodovias que cortam o estado. No começo da tarde deste domingo (3), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) contabilizou quatro pontos com interdições parciais.

Houve deslizamento de barreira nos quilômetros 129 da BR-423, em Saloá; e 36 e 144 da BR-104 em Quipapá. Já em Caetés, parte do asfalto cedeu na BR-424, na altura do quilômetro 67,9.

Choveu em dois meses o que era esperado para o ano inteiro em Alagoas, diz meteorologista

O volume de chuva que atingiu Alagoas nos últimos dois meses superou o esperado para o ano inteiro no estado. A informação é da Sala de Alerta da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Smarh). Chega a 51 o número de municípios em situação de emergência.

“Nos últimos 60 dias tivemos um volume de chuvas de 1.000 mm, o que corresponde ao esperado para o ano inteiro. Só nesses últimos dois dias choveu 75% do que estava previsto para todo o mês de julho”, disse o meteorologista Vinícius Pinho, coordenador da Sala de Alerta.

Grande parte dessa chuva atingiu o estado no final de maio, causando 4 mortes e deixando 35 municípios em estado de emergência. Desde a última sexta-feira (1) voltou a chover forte no interior, causando novamente transbordamento de rios e lagoas. O Governo do Estado decretou emergência em outros 16 municípios, fazendo o total subir para 51.

A previsão agora é de que haja uma redução significativa do nível de chuvas em Alagoas. O que preocupa os meteorologistas são as chuvas no estado de Pernambuco, que podem impactar ainda mais no volume dos rios em Alagoas.

O Estado já considera a enchente deste ano maior que a de 2010, que deixou quase 20 mortos e dezenas de feridos. Dessa vez, o número de vítimas foi menor, devido a uma preparação maior para desastres, o que tornou mais rápida a retirada de famílias de áreas de risco.

Em Limoeiro de Anadia a força da água assustou até os moradores mais antigos. “Eu nasci e me criei nessa beira de rio, a maior cheia que eu já vi nesse rio foi essa”, disse o aposentado José Coopertino.

Muita gente perdeu tudo na enchente, como a dona de casa Aparecida Virgilino. “A gente consegue as coisas com muito sacrifício e perder assim, de uma hora para outra, é muita dor. A gente sofre mesmo“, lamentou.

O coordenador da Sala de Alerta da Semarh afirmou que ainda não foi feita uma medição para saber o volume total da cheia, considerando todos os rios que transbordaram, mas que aparelhos foram perdidos pela força da água neste ano.

“Ainda não fizemos um estudo sobre isso, mas 10 medidores pluviométricos que instalamos nas bacias do rios registraram volume acima dos de 2010. E pelo menos quatro foram encobertos pelas águas”, afirmou Vinícius Pinho.

Chuvas provocam enchentes em cidades da Mata Sul de Pernambuco

Fortes chuvas atingem cidades da Zona Mata Sul de Pernambuco neste sábado (2), conforme previsão da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) de chuvas nas últimas horas.

Algumas das cidades mais afetadas nas últimas 24 horas foram Correntes e Água Petra. Em Correntes, as chuvas passaram dos 91,90 mm , segundo registro atual do monitoramento de chuvas da Apac, de meio-dia e meia deste sábado.

Já a cidade de Água Preta registrou 74,47 mm, conforme a última atualização da Apac, às 18h30 dessa sexta.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o trecho do km 126 da BR 424, em Correntes, foi interditado devido a rachaduras verificadas na ponte que dá acesso ao município.

Em nota, a PRF informou que a Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) já havia sido informado para tomar as devidas providências.

As fortes chuvas provocaram também alagamentos na comunidade de Santa Terezinha, localizada nas terras da Usina de Artes, no município de Água Preta.

Segundo o Vereador Neto Cicinho, residente do distrito de Santa Terezinha, a enchente atual equivale a uma das maiores enchente da região, ocorrida em 2010 e grande parte da Usina foi afetada.

Fortes chuvas também provocaram enchentes no município de Palmares. a cidade registrou 66,53mm nas últimas 24 horas, de acordo com a última atualização do monitoramento da Apac, às 13h deste sábado.

Inmet emite alerta de chuvas para RMR, Mata e parte do Agreste de Pernambuco

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de chuvas para a Região Metropolitana do Recife, Zona da Mata e parte do Agreste de Pernambuco. O aviso meteorológico é válido por 24 horas, a partir das 10h desta quarta-feira (29).

O alerta indica a possibilidade de ocorrência de chuvas entre 30 a 60 mm/h ou de 50 a 100 milímetros por dia. Os valores são considerados de moderados a fortes.

O grau de severidade do aviso é de “perigo” – o segundo de uma escala que começa em “perigo potencial” e termina em “grande perigo.

De acordo com o Inmet, há risco de alagamentos, deslizamentos de encostas e transbordamentos de rios em cidades com tais áreas de risco.

O boletim com a previsão de riscos geo-hidrológicos emitido pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), nesta quarta-feira, mostra que há risco moderado de alagamentos e inundações urbanas nas regiões cobertas pelo alerta, “devido à previsão de chuva moderada ao longo do dia”.

Terça-feira (28) será de volta do calor no Sudeste e chuvas no Sul e Nordeste

A terça-feira (28) trará o retorno do calor em várias partes do Brasil, principalmente nas regiões Sul e Sudeste, que vinham com frio desde a semana passada. No Rio Grande do Sul e Santa Catarina, as temperaturas melhoram um pouco, mas chove em algumas partes do dia. No Paraná, a máxima chegará a até 23°C.

Já no Sudeste, os dias começam frios, mas ao longo da manhã e tarde o sol aparece com força em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Tempo quente também aparece no Centro-Oeste, com Palmas (TO) sendo a capital mais quente do país, chegando a 34°C. São Paulo chega a 25°C e o Rio de Janeiro, 27°C.

Uma massa de ar seco se espalha por grande parte do Brasil e deixa a umidade do ar bastante baixa em alguns municípios. Fora desta lista, no entanto, estão alguns no Nordeste: as chuvas seguem com alguma força no Grande Recife – onde chove sem parar há exatamente um mês – , em Salvador e em Aracaju.

Barragem de Botafogo atinge capacidade máxima após 13 anos

As fortes chuvas registradas no município de Igarassu permitiram a recuperação da barragem de Botafogo, localizada neste município, que atingiu na noite de ontem (22) a sua capacidade máxima, um feito que não ocorre desde 2009, quando o reservatório verteu pela última vez.

É uma boa notícia para mais de 700 mil pessoas que são atendidas pelo Sistema Botafogo nas cidades de Olinda, Paulista, Igarassu e Abreu e Lima, que terão o fornecimento de água garantido para os próximos dois anos, independente do volume de chuva a ser registrado nos períodos de inverno vindouros.

Além da barragem de Botafogo, dos dez mananciais que contribuem para o abastecimento de água da RMR, sete estão vertendo, entre eles, Tapacurá, situada em São Lourenço da Mata, e Pirapama, no Cabo de Santo Agostinho.

A barragem de Botafogo entrou em operação em maio de 1986 e não vertia há exatos 13 anos e ao longo de mais de uma década sofreu com os efeitos climáticos, que provocaram escassez de chuvas.

Os anos mais difíceis foram em 2014, 2015, 2017 e 2019, quando a barragem de Botafogo só conseguiu acumular 22.5%, 14.9%, 20,4% e 30,7% da sua capacidade, respectivamente. Em 23 de junho de 2021, a barragem de Botafogo estava com 39.5 %, uma situação bem diferente da atual quando a barragem está vertendo.

Com as principais barragens vertendo na Região Metropolitana do Recife, a Compesa antecipa que está finalizando estudos técnicos e operacionais, além da execução de diversas intervenções para o melhor aproveitamento da água armazenada, para anunciar a ampliação da oferta de água em várias localidades da RMR.

Apac emite alerta máximo de chuvas para Região Metropolitana do Recife e Mata Sul de Pernambuco

A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) divulgou, nesta quarta-feira (22), uma alteração no nível de alerta para chuvas na Região Metropolitana do Recife e Mata Sul de Pernambuco. O alerta passou de laranja para vermelho, que é o de maior probabilidade de chuvas fortes, que ofereçam alto risco.

No anúncio, a agência ainda informou que a duração do aviso foi estendida desta quarta para a quinta-feira (23).

“O nível de risco está maior devido aos altos acumulados ocorridos e a previsão ter continuidade das chuvas. O sistema deve se deslocar gradualmente amanhã para o Litoral Sul e o Agreste”, informou a agência.

As regiões da Mata Norte e Agreste do Estado estão em estado de observação, com o alerta amarelo.

Saiba mais sobre os alertas:

Estado de Observação / Informe de Chuvas (Amarelo): Previsão de chuvas isoladas e moderadas, podendo ser mais fortes em locais específicos. Caso não haja previsão de chuvas, mas forem observadas precipitações acima de 30 mm nas últimas 3 horas, este aviso também pode ser emitido.

Estado de Atenção (Laranja): Probabilidade significativa de chuvas moderadas ou fortes, que ofereçam risco médio ou severo e que possam superar os 50 mm.

Estado de Alerta (Vermelho): Probabilidade alta de chuvas fortes, que ofereçam alto risco e que tenham potencial de superar os 100 mm em determinada mesorregião de Pernambuco por um dia ou mais. 

Apac emite alerta de chuvas moderadas a fortes para RMR e Zona da Mata de Pernambuco

A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) emitiu, na manhã desta terça-feira (21), um aviso meteorológico que indica a previsão de ocorrência de chuvas com intensidade de moderada a forte para Região Metropolitana do Recife e Zonas da Mata Norte e Sul do Estado, a partir da madrugada desta quarta-feira (22).

De nível laranja, o alerta, válido até 23h59 de quarta-feira, indica estado de atenção, quando há uma previsão de condição significativa dos fenômenos meteorológicos com risco moderado a alto e com potencial severo. As chuvas têm potencial para passar dos 50 mm e chegar a até 100 mm.

A Apac explica que as precipitações devem ser causadas pela atuação do Distúrbio Ondulatório de Leste (DOL), o mesmo fenômeno que atuou entre o fim de maio e começo de junho e causou as chuvas devastadoras acima da média histórica no Estado. A tendência, inclusive, é de permanência das chuvas pelos próximos dias.

O DOL é uma configuração dos ventos que favorece a elevação da umidade de baixos níveis para altos níveis. Quando a umidade encontra certa altura, transforma-se em nuvens e, dependendo da quantidade de umidade, em nuvens de tempestade.

Ainda segundo a agência, há previsão de que a onda de leste entre no continente e cause chuvas também no Agreste pernambucano a partir da tarde e noite de quarta-feira.

A população deve acompanhar as previsões atualizadas nos próximos dias e seguir as recomendações da Defesa Civil do seu município.

Chuvas voltam a atingir Pernambuco e causam mais uma morte

Chuvas voltaram a causar danos em Pernambuco nesta semana. Pelo menos uma pessoa morreu desde quarta-feira (15) em razão dos temporais no estado. Também houve registros de alagamentos e quedas de barreiras.

Segundo a Apac (Agência Pernambucana de Águas e Clima), chuvas com intensidade de moderada a forte atingiram diversos municípios na quarta e na quinta-feira (16), principalmente nas regiões do Agreste e da Zona da Mata Sul.

A morte ocorreu em Bom Conselho (a 177 quilômetros do Recife), no Agreste, conforme a Codecipe (Coordenadoria de Defesa Civil do Estado de Pernambuco).

A vítima foi uma senhora que não teve a identidade informada. Ela teria sido atingida pelo desabamento de uma residência na zona rural do município na noite de quarta.

Com o registro, o número de mortes causadas por temporais no estado subiu para 130 desde o fim de maio.

A Codecipe também afirmou na quinta que recebeu relatos de diversas ocorrências relacionadas a alagamentos, inundações e quedas de barreiras.

De acordo com o órgão, Pernambuco tem 2.250 desabrigados em razão das fortes chuvas das últimas semanas. Também há registro de 31,5 mil desalojados devido aos temporais em sequência.

A Codecipe afirma que a Defesa Civil do Estado segue acompanhando a situação e aconselha a população a seguir as orientações da Defesa Civil de seu município.

Caso seja necessário entrar em contato, a Codecipe permanece em alerta através de sua central de operações, pelos telefones 199 ou 3181-2490. Outra opção é o contato com o Corpo de Bombeiros, pelo telefone 193, diz a coordenadoria.​

Chuva provoca enchentes e castiga municípios da Mata Sul de Pernambuco

Os municípios da Zona da Mata Sul de Pernambuco continuam sofrendo com chuvas que iniciaram na quarta (15) e seguem nesta quinta-feira (16). A cidade onde mais choveu em 24 horas foi São José da Coroa Grande, com 116 mm de precipitação. Em Barreiros, foram registrados doze deslizamentos de barreira, de acordo com a Defesa Civil.

Em Palmares foi registrado alagamento no distrito de Santo Antônio. As chuvas ainda fizeram com que ocorresse uma enchente na Usina Santa Terezinha, em Água Preta. A previsão é de que as chuvas continuem ao longo do dia, com tendência de diminuição na sexta (17).