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Pernambuco deve ter chuvas de moderada a forte nestas noite e madrugada, alerta Apac

Pernambuco deve registrar chuvas de moderada a forte na noite desta segunda (23) e madrugada desta terça-feira (24) em algumas regiões do Estado. A informação é da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), que renovou o alerta para as próximas 24 horas.

A noite desta segunda-feira (23) e madrugada da terça (24) devem ser de pancadas de chuvas de intensidade de moderada a forte no Recife e Região Metropolitana e Zonas da Mata Sul e Norte, segundo informou o meteorologista da Apac Fabiano Prestelo.

“A direção predominante do vento está favorecendo a entrada do canal de umidade no continente”, informou Prestelo, justificando a causa das chuvas em Pernambuco.

Ainda de acordo com o meteorologista, a previsão é que ocorra chuvas ao longo da semana. Esta quarta-feira (25) também deve ser de chuvas de moderada a forte ao longo do dia para o Recife e Região Metropolitana e Zonas da Mata Sul e Norte, segundo Fabiano.

APAC emite alerta de chuvas moderadas a fortes em três regiões de Pernambuco

A segunda-feira (23) em Pernambuco deverá ser de chuva, segundo a Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC). Em alerta divulgado na tarde deste domingo (22) e válido até a segunda-feira (23), o órgão informou que as regiões Metropolitana do Recife (RMR), Mata Sul e Mata Norte, serão afetadas por pancadas de chuva, com intensidade de moderada a forte.

De acordo com a agência, os moradores devem seguir as orientações da Defesa Civil de cada município. Em nota, a Defesa Civil do Recife reforçou o funcionamento do seu plantão permanente, de atendimento 24 horas. O serviço pode ser acionado com ligação gratuita para o telefone 0800 081 3400.

A orientação do órgão municipal é que, em caso de necessidade, moradores de locais de risco procurem abrigos seguros e acionem o serviço da Defesa Civil.

Massa de ar polar deve diminuir temperaturas em Pernambuco até o fim de semana, diz Apac

Grande parte do Brasil enfrenta, a partir desta segunda-feira (16), uma semana de frio intenso causada por uma forte massa de ar polar. Há, inclusive, possibilidade de geada para estados do Sul e em regiões de São Paulo, Mato Grosso Sul e Minas  Gerais. 

Em Pernambuco, segundo a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), a borda da massa de ar polar deve chegar com pouca intensidade e pode derrubar a temperatura máxima em até 6ºC no Agreste e Sertão do Estado por volta da próxima sexta-feira (20). Para a Região Metropolitana do Recife (RMR), a tendência é de uma queda de cerca de 4ºC no final de semana.

A meteorologista da Apac Maria Aparecida Fernandes explica que a maioria dos modelos de previsão numérica mostram que as instabilidades geradas pela massa de ar polar podem atingir Pernambuco, que deve ser afetado mais pela borda do sistema.

“Essa diminuição é devido ao aumento de nebulosidade. Devem ocorrer chuvas também”, explica a meteorologista. O ar mais frio, oriundo do sul do País, ao encontrar as temperaturas mais elevadas do Nordeste, gera um aumento de instabilidade que, consequentemente, aumenta a nebulosidade e as chances de chuva.

As temperaturas máximas no Sertão e Agreste devem cair para 24ºC a 25ºC a partir de sexta-feira – o valor é cerca de 6ºC mais baixo do que os registrados no início desta semana, na casa dos 30ºC. Para a RMR, são esperados termômetros na casa dos 26ºC de máxima durante o dia no próximo domingo (22), aproximadamente 4ºC a menos.

“A tendência é de um fim de semana chuvoso e mais frio. Tem lugar que pode baixar mais ainda”, acrescenta a meteorologista da Apac. Aparecida alerta ainda que, como a previsão é para muitos dias, é importante acompanhar possíveis atualizações para caso o sistema seja antecipado ou atrasado.

“O que vai chegar não é a massa de ar polar, uma massa de ar frio que se forma nos polos sul ou norte e vai se deslocando, mas a borda do sistema. Quando vai subindo [do Sul] vai perdendo as características de massa polar, mas ainda causa instabilidade, um ar mais frio”, finalizou Maria Aparecida.

Ciclone afeta mais de 40% dos municípios de SC e 22 cidades decretam situação de emergência

A Defesa Civil atualizou o número de cidades afetadas pelo ciclone em Santa Catarina. Segundo o boletim divulgado no fim da tarde desta sexta-feira (6), 121 municípios registraram ocorrências relacionadas às chuvas. O valor representa 41% dos municípios do estado. O órgão informou também que 22 municípios decretaram situação de emergência.

Segundo o balanço, que considerou os dados informados pelas Coordenadorias Municipais de Proteção e Defesa Civil, 44 mil pessoas foram afetadas. São contabilizados 7.100 pessoas desalojadas e 518 desabrigadas.

Duas prisões também foram inundadas pela chuva, moradores ficaram ilhados e três pessoas morreram em ocorrências relacionadas ao mau tempo.

José Vieira Lima, de 60 anos, e Nilson da Silva Lima, de 40 anos, foram encontrados mortos pelo Corpo de Bombeiros Militar em São Joaquim, na Serra catarinense, dentro de um rio na tarde de terça-feira (3). As vítimas estavam no interior do município, na localidade conhecida como São Paulo Velho.

Os socorristas foram acionados para resgate e busca dentro de um córrego no interior do município, mas, segundo a Defesa Civil, o volume da chuva subiu o nível do rio e o veículo foi localizado caído com as rodas viradas para cima na região.

Na quarta-feira (4), um homem de 45 foi arrastado pela correnteza e morreu em Urubici, também na Serra. Segundo os bombeiros, a vítima tinha sido vista pela última vez na noite anterior, dentro do carro, sendo arrastada pela forte correnteza.

Temporal provoca deslizamento, alaga ruas e deixa 1 morto no Grande Rio

A chuva forte que caiu na noite de sexta-feira (29) em várias regiões do Grande Rio causou ao menos uma morte, no município de São Gonçalo.

Segundo o Corpo de Bombeiros, uma pessoa morreu e quatro pessoas foram resgatadas com ferimentos leves após o carro em que os cinco estavam cair em um valão no distrito de Monjolos, na Rua Antonio Couto. A identidade da vítima não foi informada.

A capital está estágio de atenção desde as 23h45 de sexta (29). Um deslizamento de terra destruiu quatro casas na Travessa Antonina, na Praça Seca, Zona Oeste do Rio. Segundo a Defesa Civil, não houve feridos.. A Subprefeitura de Jacarepaguá diz que há risco de novos deslizamentos.

A Autoestrada Grajaú-Jacarepaguá, uma das principais ligações entre as zonas Norte e Oeste, foi interditada pela manhã. Segundo o Cento de Operações, foi atingido o critério protocolar de 215 mm em 12 horas na estação do Sistema Alerta Rio no local.

O prefeito Eduardo Paes foi para o Centro de Operações para acompanhar os impactos da chuva pela cidade.

‘A chuva pode acontecer em qualquer lugar do território da cidade (…) As pessoas, na hora que isso estiver acontecendo, por favor evitem se deslocar. Fiquem onde estão e se protejam. E, principalmente, nas áreas que nós temos mapeadas já como área de risco, que a sirene toca (…), o risco é de perda de vidas. Um alagamento, um problema de obra, você conserta depois (…) Muito importante que as pessoas se cuidem e fiquem atentas ao Centro de Operações, às informações que a imprensa passa, para que a gente não tenha maiores problemas depois”, disse o prefeito

Vice-prefeito de Rio Claro faz vídeo mostrando água na altura do peito após alagamento em Lídice

O vice-prefeito de Rio Claro (RJ), Babton Biondi, gravou um vídeo em que aparece com água na altura do peito mostrando como ficou o Centro de Lídice após o temporal deste sábado (30).

Nas imagens, é possível ver que o Centro Cultural, uma creche e um hospital ficaram completamente alagados. “Não estou aguentando”, disse o vice-prefeito se referindo a dificuldade de andar em meio às ruas alagadas.

O alagamento foi causado pelo transbordamento dos rios Parado e Das Pedras. A água também invadiu casas e estabelecimentos comerciais.

O distrito de Lídice foi um dos mais afetados pelo temporal, que também causou transtornos em Angra dos Reis e Paraty.

Segundo a Defesa Civil, a chuva começou às 19h de sexta-feira (29), de forma moderada. Durante a madrugada, o temporal se intensificou na região e foram registrados 139,4 milímetros nas últimas 24h. Ainda segundo o órgão, em seis horas, choveu 138,9 milímetros.

Apac prevê chuvas de moderada a forte nesta segunda-feira (25) em Pernambuco

Esta segunda-feira (25) deve ser de chuvas moderadas e “ocasionalmente fortes” no Recife e Região Metropolitana, Agreste e nas Matas Sul e Norte de Pernambuco. A previsão é da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), que divulgou um aviso meteorológico nesta madrugada.

Um sistema meteorológico conhecido como Perturbação Ondulatória dos Alísios – POA poderá levar nebulosidades para a região do litoral pernambucano, causando instabilidades, segundo a Apac.

No Recife e Região Metropolitana, o tempo deve ser parcialmente nublado com pancadas de chuva de forma isolada no período da noite, com intensidade de fraca a moderada. A temperatura máxima prevista é de 31° C, com mínima de 23° C.

Para o Agreste pernambucano, a Apac prevê tempo parcialmente nublado, com chuva rápida de forma isolada no período da noite, com intensidade de fraca a moderada. A temperatura máxima prevista é de 35º C e a mínima, de 19° C.

No Sertão do Estado, a segunda-feira, segundo a Apac, é de céu parcialmente nublado, sem chuva no período da noite. A máxima é de 34° C e mínima de 18° C.

A previsão para a Mata Norte é de tempo parcialmente nublado, com pancadas de chuva de forma isolada no período da noite, com intensidade de fraca a moderada. A máxima é de 31° C, com mínima de 22° C.

Já para a Mata Sul de Pernambuco, a previsão é de tempo nublado com pancadas de chuva de forma isolada à noite, com intensidade de fraca a moderada. A temperatura máxima, segundo a Apac, é de 33° C e a mínima de 22° C.

No caso de eventuais transtornos causados pelas chuvas, a Defesa Civil do município deve ser acionada.

Bombeiros buscam por desaparecidos após temporal que deixou ao menos 16 mortos no RJ

Bombeiros continuam neste domingo (3) a busca por desaparecidos após o temporal que deixou ao menos 16 mortos no Rio de Janeiro.

Segundo a Defesa Civil, entre oito a dez pessoas ainda são procuradas em Angra dos Reis, que sofreu a pior chuva da história. As buscas se concentram na região de Monsuaba e em Ilha Grande.

A Defesa Civil confirmou neste domingo a oitava morte no município. Outras sete pessoas – de uma mesma família – morreram em Paraty, também na Costa Verde, e mais um óbito ocorreu em Mesquita, na Região Metropolitana do Rio, onde um homem foi eletrocutado durante a enchente.

O que causou?
As chuvas que atingiram o estado foram causadas por acúmulo de umidade na região litorânea. O meteorologista do Climatempo, César Soares, afirmou ao g1 que uma frente fria trouxe instabilidade para o tempo da região já na última quinta-feira (31).

Autoridades
O governador Cláudio Castro criou um gabinete de crise, com a participação de várias secretárias.

Em mensagem publicada nas redes sociais, o prefeito afirmou que a madrugada no Rio contou com muitas ocorrências. O prefeito voltou a pedir que a população evite deslocamentos desnecessários.

“A tendência é que a gente ainda tenha chuva hoje, a princípio mais fraca para moderada. Então o meu pedido para vocês é que fiquem atentos, se puder evitar deslocamentos desnecessários a gente agradece para que a gente possa arrumar a cidade ao longo do dia”, disse Paes.

Chega a oito o número de mortos por temporal no RJ; Angra tem desaparecidos após maior chuva registrada

Menos de dois meses depois da tragédia que devastou Petrópolis, na Região Serrana do Rio, a Costa Verde, no litoral sul fluminense, foi fortemente atingida pela forte chuva que atinge o Rio de Janeiro desde a noite de quinta-feira (31). O temporal deixou oito pessoas mortas no estado.

Desse total, seis mortes aconteceram em Paraty, na Costa Verde. Na vizinha Angra dos Reis, uma criança morreu. Houve ainda uma vítima fatal em Mesquita, na Baixada Fluminense, que também foi atingida pelo temporal.

Bombeiros buscam ainda 13 desaparecidos após um deslizamento de terra em Angra dos Reis. As buscam seguem neste sábado (2).

Em Paraty, na Costa Verde, as seis mortes foram provocadas por um deslizamento de terra, que atingiu casas na Praia de Ponta Negra durante a madrugada deste sábado (2). Há relatos de desaparecidos, e a Defesa Civil segue com as buscas. Um helicóptero auxilia no trabalho, já que a área atingida pelo deslizamento não pode ser acessada pelo mar nem por estradas.

A Costa Verde, que fica no litoral sul do Rio, próximo à divisa com São Paulo, é uma região bastante montanhosa e muito próxima do mar, o que faz com que deslizamentos perto da praia aconteçam. Em Paraty, um total de 22 bairros foram afetados por alagamentos ou outros danos provocados pelas chuvas, segundo a prefeitura local.

A prefeitura chegou a informar também que o número de óbitos na cidade era de sete, o que elevou o total de mortos no RJ para nove. Posteriormente, porém, o número foi corrigido para seis vítimas. A informação foi atualizada às 12h36 pelo g1.

Total de desalojados por chuvas na RMR sobe para 948; duas pessoas morreram

O número de desalojados pelas fortes chuvas que atingem parte de Pernambuco desde o domingo (20), subiu para 948, segundo balanço divulgado pela Secretaria de Defesa Civil do Estado (Codecipe), na manhã desta quinta-feira (24). O alerta de chuvas da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) vale até o início da tarde.

O boletim indica que a continuidade das chuvas elevou o número de desalojados em Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife (RMR). Cidade mais afetada pelas chuvas, agora tem 618 pessoas desalojadas. Em Jaboatão dos Guararapes, também na RMR, há 17 pessoas na mesma situação. O Recife tem 304 pessoas desalojadas e São Lourenço, nove.

Todas essas informações são repassadas à Central de Operações da Codecipe pelas Defesas Civis Municipais, que continuam trabalhando nesses levantamentos e no reestabelecimento da normalidade em cada localidade.

A Codecipe lembra que a população deve seguir as instruções das Defesas Civis de seus municípios e que continuem em alerta sobretudo nas áreas consideradas de risco.

“A Defesa Civil adverte que as pessoas continuem evitando áreas alagadas, banhos de rios e córregos, e que os moradores de morros e encostas continuem atentos e deixem imediatamente o local em caso de movimentações de terras”, disse a Codecipe, em nota.

Além dos desalojados, foram registradas duas mortes em decorrência das chuvas, ambas em Camaragibe. O primeiro óbito foi do jovem de 16 anos Felipe Salvador Dias, encontrado sem vida em um córrego no centro da cidade, na segunda-feira (21). A segunda morte registrada foi de Nivaldo Pedro Salviano da Silva, de 55 anos, soterrado após um deslizamento de barreira no bairro de Céu Azul. O corpo dele foi achado na manhã de terça-feira (22).

A Central de Operações da Codecipe mantém plantão 24 horas por dia e pode ser acionada pelos telefones 199 e 3181-2490.

Apac renova alerta de chuvas para a madrugada e primeiras horas da manhã desta quinta-feira (24)

A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) divulgou na tarde desta quarta-feira (23), a renovação do aviso meteorológico para a madrugada e as primeiras horas da manhã da quinta-feira (24). Com isso, as chuvas que já atingem algumas regiões de Pernambuco, como a Região Metropolitana do Recife (RMR), deverão continuar em intensidade de chuvas moderadas.

De acordo com o aviso da Apac, deverão ser atingidas as regiões da Zona da Mata, a Região Metropolitana do Recife e o Sertão do Estado. As demais regiões terão apenas chuvas isoladas.

A agência reforça o pedido para que as populações de áreas de risco, em caso de necessidade, procurem abrigos seguros e acionem a Defesa Civil.

Fortes chuvas deixam 501 pessoas desalojadas e dois mortos em Camaragibe, diz Codecipe

A cidade de Camaragibe, no Grande Recife, foi a mais afetada pelas fortes chuvas que atingiram Pernambuco desde a segunda-feira (21), segundo a Secretaria Executiva de Defesa Civil do estado (Codecipe). O balanço divulgado nesta quarta-feira (23) aponta que 501 pessoas ficaram desalojadas na cidade, que também registrou duas mortes.

Nos últimos dias, foram registrados deslizamento de barreiras e pessoas ilhadas. Escolas e universidades suspenderam as atividades na terça-feira (22).

Os falecimentos registrados na cidade foram os do jovem Felipe Salvador Dias, de 16 anos, que foi arrastado para um canal no Centro; e do catador de recicláveis Nivaldo Pedro Salviano da Silva, que morreu soterrado após um deslizamento de barreira no bairro de Céu Azul.

A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) alertou, no final da terça-feira (22), para a continuidade das chuvas no Grande Recife e na Zona da Mata Sul, mas apontou que haveria diminuição da intensidade. O aviso é válido até o meio-dia desta quarta.

A prefeitura de Camaragibe informou que fez o cadastramento das famílias desalojadas para prestar auxílio de maneira emergencial, com entrega de cestas básicas e refeições prontas. Para esta quarta-feira (23), o município previu a distribuição de colchões e alimentação e informou que deve auxiliar na mudança de quem precisar deixar o imóvel.

“As áreas mais afetadas da cidade foram a comunidade de São Paulo e a da Beira Rio, em Aldeia de Baixo. Com a elevação das águas do rio, aproximadamente 213 famílias nessas comunidades foram atingidas pelas águas e precisaram ser realocadas para casas de parentes e vizinhos”, relatou o secretário chefe de gabinete de Camaragibe, Anderson Neves.

Ainda segundo o secretário, a Defesa Civil municipal deve vistoriar, nesta quarta, a região onde houve o deslizamento de terra que resultou na morte de Nivaldo da Silva. “Vamos mapear a área, colocar lona nos locais de riscos e orientar as pessoas”, declarou Neves.

O estado apontou que, mesmo com a diminuição das chuvas, continua acompanhando e monitorando a situação junto às cidades. Além de Camaragibe, houve registro de alagamentos e transtornos em outras cidades, como no Recife e em São Lourenço da Mata.

A Codecipe também orientou que as pessoas evitem áreas alagadas, banhos de rios e córregos, e que os moradores de morros e encostas continuem atentos e deixem imediatamente o local em caso de movimentações de terra.

Apac divulga previsão de tempo em Pernambuco para o próximo trimestre

A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) divulgou, nesta terça-feira (22), a previsão de tempo no Estado para o próximo trimestre. Segundo a agência, para os meses de abril, maio e junho, a previsão climática indica maior probabilidade de a precipitação acumulada, no trimestre, ficar de normal a acima da normal climatológica na Região Metropolitana do Recife e na Zona da Mata e de ficar dentro da normal climatológica no Agreste.
 
A Apac afirmou, também, que deve persistir o fenômeno La Niña no Pacífico equatorial e deve haver continuidade das anomalias positivas da temperatura da superfície do mar no oceano Atlântico Sul. Tais condições, explica o órgão meteorológico, indicam o risco de ocorrência de eventos mais intensos de chuvas nas regiões pernambucanas, em especial sob o litoral. 
 
De acordo com a agência, como nesse período a ocorrência de chuva tem grande variabilidade temporal e espacial, em razão de os sistemas indutores atuarem por período de tempo curto, é importante o acompanhamento diário das previsões. Em caso de avisos meteorológicos, reforça o órgão, a população deve seguir as recomendações da Defesa Civil do município.

Ainda segundo a Apac, a previsão climática sazonal para o período de  abril, maio e junho foi baseada nos resultados de modelos numéricos de previsão climática, bem como nas análises dos campos globais da atmosfera e dos oceanos Pacifico Equatorial e Atlântico Tropical. 
 
Os dados foram apresentados na Reunião Climática para o Nordeste do Brasil (NEB), realizada nesta terça (21), por meio de videoconferência, com participação dos Centros Estaduais de Meteorologia do Nordeste, do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC).
 
Segundo a Apac, entre os meses de janeiro e fevereiro, as chuvas ficaram acima, mas dentro da normalidade, na maior parte do Estado, com exceção do Agreste. Os maiores acumulados ocorreram no litoral, em particular nos municípios ao sul da Região Metropolitana do Recife, na Mata Sul e Sertão do Pajeú.

Apac renova alerta de chuvas para o Sertão do Pajeú nas próximas 24 horas

Após uma noite de domingo (20) chuvosa e uma segunda-feira (21) com pancadas de chuva durante o dia, a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) renovou, no fim desta tarde, o alerta que indica a possibilidade de chuvas moderadas a fortes em regiões do Estado, nas próximas 24 horas.

O aviso, classificado como Estado de Atenção, vale para a Região Metropolitana do Recife (RMR), Mata Norte e Mata Sul, Agreste e Sertão (Pajeú, Moxotó e Central). O Estado de Atenção é caracterizado como uma condição significativa, de risco moderado a alto, com previsão de fenômenos meteorológicos com potencial severo.

Segundo a Apac, a previsão indica continuidade de pancadas de chuvas moderadas a fortes na noite desta segunda e durante o decorrer desta terça-feira (22).

A agência reforçou que a população deve seguir as orientações da Defesa Civil. Em caso de necessidade, moradores de locais de risco devem procurar abrigos seguros e acionar o órgão.

A Defesa Civil do Recife mantém um plantão permanente, por meio do telefone 0800.081.3400. A ligação é gratuita e o atendimento funciona 24 horas por dia.

Temporal de domingo em Petrópolis tem cinco mortos e desaparecidos, afirma Defesa Civil

A Defesa Civil Estadual e o Corpo de Bombeiros confirmaram ao menos cinco mortos e quatro desaparecidos, vítimas do temporal que voltou a atingir Petrópolis, na Região Serrana do Rio, desde a tarde deste domingo (20). O boletim foi divulgado na madrugada desta segunda-feira (21). Foram mais de 95 ocorrências registradas na cidade, entre deslizamentos e alagamentos.

Dois óbitos foram registrados no Morro da Oficina, no Alto da Serra, que foi a área mais afetada no temporal de 15 de fevereiro. Outros dois na Washington Luiz, onde uma pessoa foi resgatada com vida e outras quatro são procuradas; e o quinto óbito foi registrado na rua Pinto Ferreira, no bairro Valparaíso.

Equipes dos órgãos estão mobilizadas para atender as ocorrências. Também ocorreram salvamentos de pessoas ilhadas e atendimentos em deslizamentos na Rua 24 de Maio; na Rua Pedro José Stumpf Sobrinho, no Bingen; e na Rua Olga Castrioto, no bairro São Sebastião; todos sem vítimas.

“A corporação já mobilizou as unidades especializadas para apoiar as operações: Grupamento de Busca e Salvamento e 1° Grupamento de Socorro Florestal e Meio Ambiente”, disse o Estado em nota.

A previsão de chuva forte pode se estender até a noite e madrugada desta segunda-feira (21). De acordo com a Prefeitura, 149 pessoas estão acolhidas em quatro pontos de apoio nas localidades do Morin, Vila Felipe, Sargento Boening, Alto da Serra, São Sebastião, Amazonas, Independência e Quitandinha.

Apac emite alerta de chuvas moderadas a fortes para o Sertão

Segundo o boletim da APAC, o Sertão está em estado de observação devido à previsão de chuvas para noite desta quinta-feira (3) e o decorrer de amanhã, sexta-feira (4).

O Aviso Meteorológico nº011/2022 – prever chuvas moderadas a fortes no Sertão, na noite do dia 3, podendo se estender ao longo do dia 4.

Em risco de qualquer eventualidade, a população deve seguir as orientações da Defesa Civil.

Petrópolis tem mais de 800 pessoas morando em abrigos

A prefeitura de Petrópolis informou hoje (22) que 875 pessoas estão abrigadas em 13 pontos de apoio instalados em escolas. Elas estão instaladas nas escolas Papa João Paulo II,Germano Valente, Rubens de Castro Bomtempo, Chiquinha Rolla, Geraldo Ventura Dias, Duque de Caxias, Paroquial Bom Jesus, Alto Independência, Joaquim Deister, Comunidades Santo Antônio, Maria Campos, São João Batista e Paroquial Nossa Senhora da Glória.

Essas pessoas perderam as moradias em consequência da chuva forte que caiu na cidade na terça-feira (15) e ainda se estendeu durante a semana que se completa hoje.

Os atingidos pela tragédia, que buscam informações de familiares e de amigos desaparecidos, podem contar também com o serviço móvel do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). Quem precisar, pode procurar o ônibus da Ouvidoria Itinerante, estacionado na sede do Instituto Médico Legal, no Hospital Municipal Alcides Carneiro, das 10h às 17h, em Petrópolis. Lá, todos serão atendidos por uma equipe do Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos (PLID/MPRJ), que presta atendimento à população.

Temporal com raios e trovões alaga ruas e avenidas em Maceió

Um forte temporal atingiu Maceió no final da noite deste domingo (20) e assustou muita gente por causa da quantidade e intensidade dos raios, relâmpagos e trovões. Muitas ruas e avenidas ficaram alagadas, como mostram vídeos postados nas redes sociais.

De acordo com a Defesa Civil de Maceió, choveu aproximadamente 40 mm em pouco mais de 30 minutos na capital. “O volume não é tão alto, mas foi em um espaço muito curto de tempo. Então, o solo não consegue absorver esse volume em tão pouco tempo”.

Uma casa desabou no Conjunto José da Silva Peixoto, no bairro do Jacintinho, mas ninguém se feriu. No Vale do Reginaldo, moradores foram filmados tentando tirar a água de dentro de uma outra casa, que foi alagada. Já na Grota do Moreira, uma cratera se abriu na rua.

No bairro da Pajuçara, a chuva também provocou alagamentos na Avenida Doutor Antônio Gouveia, obrigando pedestres e motoristas a dividirem a rua.

Em outro ponto da parte baixa da cidade, na Ponta Verde, as águas tomaram conta da Avenida Silvio Carlos Viana e das calçadas.

Imagens feitas em um food-park, no bairro da Jatiúca, mostram que a Avenida Doutor Antônio Gomes de Barros, a antiga Amélia Rosa, também foi tomada por água da chuva, que não conseguiu ser absorvida pelas galerias de águas pluviais.

Bombeiros encontram três corpos abraçados em casa soterrada em Petrópolis

Bombeiros em Petrópolis encontraram na madrugada desta segunda-feira (21) quatro corpos em uma casa na Vila Felipe, outro local devastado pelo temporal da semana passada.

A família estava toda em um só cômodo, e três morreram abraçados.

Este é o sétimo dia de buscas. A polícia já identificou 143 dos 171 corpos retirados da lama e dos escombros.

Durante todo o domingo, cães farejadores estiveram na Vila Felipe em busca de vítimas.

“Soltamos os cães no teatro de operação. Eles sinalizam os possíveis locais onde possivelmente há corpos. Um único bombeiro passa, sinaliza, ratifica a sinalização, e depois entra uma equipe trabalhando”, descreveu Leandro Monteiro, comandante do Corpo de Bombeiros e secretário estadual de Defesa Civil.

“Eu mesmo tive aqui mais cedo, fiz uma pesquisa com os moradores. Possivelmente, há nessa região 16 vítimas sob os escombros”, afirmou Monteiro.

Secretaria responsável por obras em encostas da Região Serrana teve desvios de R$ 4 bilhões, diz MPF

Chuva catastrófica provocou mais de 900 mortes na Região Serrana do RJ em 2011

Gênese da corrupção investigada pela Lava Jato do Rio, segundo procuradores, a Secretaria Estadual de Obras do RJ viveu anos subjugada por uma organização criminosa especializada em fraudar licitações, superfaturar material de construções e desviar dinheiro público.

O Ministério Público Federal descobriu, e a Justiça vem concordando, que, por 15 anos, a secretaria responsável por melhorar a infraestrutura do estado – inclusas aí as obras para encostas na Região Serrana – foi transformada em um bunker arrecadador de propina, além de uma mina de dinheiro clandestino para campanha política do então PMDB.

No total, o desvio chegou a mais de R$ 4 bilhões, diz o Ministério Público Federal.

A corrupção era tão enraizada na pasta de Obras que havia lá uma porcentagem de propina própria, chamada “taxa de oxigênio”. Os procuradores descobriram que, além dos 5% que as empreiteiras pagavam ao ex-governador Sérgio Cabral, havia um pagamento a mais, de 1%, exclusivo para a secretaria.

Nos últimos anos, a secretaria de Obras teve três titulares presos e condenados: Hudson Braga, José Iran e Luiz Fernando Pezão.

E a tragédia da Região Serrana, em 2011, foi um marco no esquema criminoso, segundo os procuradores, com liberação de muitas obras em pouco tempo e, principalmente, em caráter emergencial – o que permite às autoridades contratar sem a licitação tradicional.

Foi nessa época, exatamente para recuperar a área, que, segundo a Lava Jato, o governo do estado convidou uma figura considerada central para a quadrilha, de acordo com o MPF: Affonso Henrique Monnerat, nomeado subsecretário extraordinário para a construção da Região Serrana.

De cara, Monnerat foi denunciado por improbidade administrativa. Segundo procuradores de Nova Friburgo, cidade também na Região Serrana, houve sobrepreço nos contratos para a reconstrução de pontes destruídas pelas chuvas.

As construtoras foram contratadas de forma fraudulenta, mediante o emprego de propostas comerciais inidôneas de outras empresas, apenas para dar cobertura aos preços praticados, segundo o MPF.

Os procuradores dizem que essa era “uma missão inicial”. Cumprida essa etapa, ele foi nomeado chefe de Gabinete da Secretaria de Governo, subordinado direto de Wilson Carlos, um dos líderes da organização criminosa, segundo o MPF.

As investigações mostram que, ao deixar a Secretaria de Estado de Obras, Monnerat “deixa de fazer jus às vantagens indevidas do órgão” e “passa a receber dinheiro em espécie”. Ou seja, ele mudou de uma caixinha de propina para outra.

Bilhetes apreendidos pelos investigadores contêm várias anotações com o nome Monnerat. No total, em 12 vezes os manuscritos registravam os valores “oriundos de propina” indo para os seus bolsos, somando cerca de R$ 300 mil, diz o MPF.

Depois da atuação na secretaria de Obras, Monnerat foi alçado ao segundo cargo mais importante do estado. Virou chefe da Secretaria de Governo, levado por seu antigo parceiro Luiz Fernando Pezão, que virara governador.

Chuvas podem ocorrer no final de semana devido à linha de instabilidade, alerta Apac

O final de semana pode ser de chuvas, é o que alerta a Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC), nesta quarta-feira (16). Segundo o órgão, as chuvas podem ocorrer devido a uma linha de instabilidade que se formou desde o estado da Paraíba até o estado de Alagoas. O fenômeno, segundo a agência, tem maior intensidade em Pernambuco.

“Durante o período da tarde e da noite, chuva fraca na região do Agreste. No Sertão, a previsão também é de chuva no período da tarde e da noite, mas com intensidade fraca. Esse sistema deve continuar provocando chuvas nos próximos dias e principalmente no final de semana”, explicou o meteorologista da Apac, Fabiano Prestrêlo.

A linha de instabilidade, observada nesta quarta-feira, segundo o meteorologista, deve provocar chuvas ao longo do dia de hoje, com intensidade fraca a moderada na Região Metropolitana e na Zona da Mata.

Chuva em Petrópolis foi a maior em 90 anos, diz Defesa Civil

Caíram sobre Petrópolis na terça-feira (15) 259,8 mm de chuva, o equivalente a 259,8 litros por metro quadrado, o maior volume já registrado na cidade desde 1932, quando a medição começou a ser feita pelo Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). Mais de cem pessoas morreram por causa dos deslizamentos.

O recorde anterior era o de agosto de 1952, ocasião em que choveram 168,2 mm em 24h. O volume de chuva é medido em milímetros, porém, é possível dizer que 1 mm de chuva equivale a 1 litro de água acumulada em 1 metro quadrado.

Muitos fatores podem ter contribuído para que a chuva ultrapassasse as previsões. O cenário climático na região na terça (15) era muito similar ao de janeiro de 2011, quando mais de 900 pessoas morreram no desastre da região serrana do Rio. A diferença, segundo os meteorologistas do Inmet, foi a concentração da chuva da última terça sobre a cidade de Petrópolis.

Essa concentração pode ter acontecido por causa de uma frente fria que passava pelo litoral fluminense e avançou sobre a terra como massa de ar frio.

A massa de ar frio encontrou na serra uma barreira, algo como um muro, subiu e condensou, ou seja, passou do estado gasoso para o líquido. Isso aconteceu porque a massa de ar frio encontrou clima fértil para formação de chuva forte: a temperatura e a umidade do ar estavam altas em Petrópolis.

A soma de temperatura e umidade altas com ar frio tem como resultado a formação de nuvens de temporal, segundo Almerino Marinho, meteorologista do Inmet do Rio de Janeiro.

Outro fator que deve ser levado em conta é o fenômeno La Niña, que causa o esfriamento em excesso das águas do Oceano Pacífico. Uma das principais características do La Niña é deixar instável a região Sudeste, de maneira que não é possível dizer se haverá muita chuva ou pouca chuva.

A associação entre esse fenômeno e outro chamado de Zona de Convergência do Atlântico Sul (Zcas) teria criado um cenário favorável para a chuva de Petrópolis na última terça.

Essa zona de convergência é uma faixa que vai do noroeste do país até o sul do Oceano Atlântico, passando pelo Sudeste. Esse é o principal sistema causador das chuvas no Centro-Oeste e no Sudeste.

Chovia na região havia algumas semanas e especialistas do Inmet e do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) já observavam risco moderado de temporal e de deslizamento em Petrópolis.

Chuva forte deixa um morto e mais de 60 pessoas fora de casa no ES

A chuva forte que vem atingindo o Espírito Santo deixou um homem morto e pelo menos 64 pessoas fora de casa, sendo 31 desabrigadas e 33 desalojadas, de acordo com o boletim da Defesa Civil divulgado nesta quarta-feira (16).

O homem morreu em Nova Venécia após tentar tirar o carro de uma área inundada e ser arrastado pela água. A informação foi confirmada pelo tenente-coronel Carlos Wagner, do Corpo de Bombeiros, em entrevista à CBN Vitória. O nome da vítima não foi divulgado.

Por conta da chuva, 12 cidades capixabas foram classificadas com risco moderado para a possibilidade de deslizamento de terra: Apiacá, Guaçuí, Ibatiba, Ibitirama, João Neiva, Santa Maria de Jetibá, São Mateus, Cariacica, Aracruz, Alegre, Rio Bananal e Montanha.

Segundo a Defesa Civil, as 33 pessoas desalojadas são de Cariacica, Colatina, João Neiva, Nova Venécia e São Mateus. Os desabrigados são de Linhares, onde o Rio Doce ultrapassou a cota de inundação, e São Mateus.

Desalojado é a pessoa que precisou sair de casa temporariamente e pode ficar abrigada na residência de outras pessoas. O desabrigado é quem precisou sair de casa, pois perdeu o imóvel, não tem onde ficar e precisa ser levado para um abrigo providenciado pelo poder público.

O temporal gerou alagamentos e transtornos na Grande Vitória e no interior. Em Cariacica, no bairro Jardim América, um homem caiu em um dos buracos da cobertura do valão, que fica na avenida principal do bairro, ao tentar atravessar a rua.

Ao chegar no meio da travessia, o homem afundou em uma das diversas aberturas do valão. Ele ficou com água até o pescoço e contou com a ajuda de um comerciante da região para sair de lá. Vídeos registrados por testemunhas mostram a situação.

Equipes de resgate recolhem corpos nas ruas de Petrópolis após temporal

A dimensão da tragédia causada pelo temporal que caiu sobre Petrópolis nesta terça-feira, dia 15, só começou a poder ser medida quando as águas baixaram. Corpos de pessoas arrastadas pela enxurrada e pela cheia dos rios foram encontrados no Centro Histórico da cidade.

Uma equipe da Inter TV passou pelo Centro de Petrópolis à noite, quando o rio que corta a Rua do Imperador, uma das principais da cidade, começou a baixar e encontrou seis corpos. As imagens mostram bombeiros e policiais retirando as vítimas em sacos pretos, em meio a lixo e destroços que foram levados pela correnteza. Atônitos e parecendo ainda assustados, alguns moradores observam a destruição e a retirada dos mortos.

Quando a chuva estiou por volta das 23h30, o cenário visto na Rua Teresa, principal polo comercial da cidade, era de devastação. A via ficou coberta por lama, e todas as lojas sem luz.

A cidade entrou em estágio de crise, o mais alto numa escala de três. Até as 20h30, a Defesa Civil municipal registrava 80 pontos de deslizamento. Todas as sirenes instaladas em áreas de risco foram acionadas. Em seis horas, o acumulado pluviométrico atingiu 259 milímetros — acima da média esperada para todo o mês de fevereiro, de 238,2 milímetros.

Na região do Morro da Oficina, carros foram arrastados pela enxurrada. Ruas viraram rios, deixando moradores em pânico. Já o centro de Petrópolis ficou debaixo d’água: até o quartel dos bombeiros foi completamente inundado. Na noite desta terça-feira, parte de Petrópolis continuava sem luz, e pessoas, isoladas à espera de socorro.

‘Cena de guerra’, diz governador

O governador do Rio, Claudio Castro, foi até Petrópolis para ver de perto os estragos causados pelo temporal dessa terça-feira. Em entrevista à Globonews, Castro afirmou que a cidade vive uma tragédia de grandes proporções: “Cenas de guerra. Carros pendurados em postes! O que foi visto no alto da cidade foi algo impressionante, um volume de agua nunca visto na cidade”, declarou.

Ainda na noite de terça-feira, o governador se reuniu com o prefeito Rubens Bomtempo e o presidente da Alerj, André Ceciliano, na sede da Prefeitura de Petrópolis, após a decretação do estado de calamidade.

Segundo o governador do Rio, os desabrigados serão cadastrados para receber aluguel social, sem necessitar, portanto, ficar em abrigos. Castro também afirmou que o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, prometeu ajuda, e deve ir à Petrópolis esta semana para avaliar as formas de ajuda à cidade. O governador espera, também, que o presidente Jair Bolsonaro, que está em viagem à Rússia, visite a região.

Forte chuva em Petrópolis causa inundações, arrasta carros e provoca barreiras; há uma morte e soterrados 

Fortes chuvas causaram alagamentos e deslizamentos de terra no município de Petrópolis, na Região Serrana do Rio, na tarde desta terça-feira (15). Em um vídeo, é possível ver o desmoronamento de um barranco na cidade.

Segundo o Comandante-Geral do Corpo de Bombeiros, o coronel Leandro Monteiro, houve confirmação de uma morte e três pessoas soterradas após deslizamento no Morro da Oficina.
Em outro vídeo que circula nas redes sociais, um morador pede socorre em desespero, em uma localidade próxima ao Morro da Oficina:

“Caíram todas as casas aqui na Frei Leão. Por favor, alguém consegue pedir ajuda, a gente não consegue ligar para bombeiro, não consegue ligar pra nada. Tem um monte de gente soterrada”.

O município estava em estágio de crise por volta das 20h. Até 19h50, segundo a Defesa Civil, houve registro de 49 ocorrências relacionadas a deslizamentos de terra na cidade. O coronel Leandro Monteiro informou que 120 bombeiros atuavam na cidade no início da noite.

Ainda de acordo com o coronel, escolas serão abertas para abrigar a população desalojada. Segundo ele, a Secretaria Estadual de Saúde, em conjunto com o Corpo de Bombeiros, está mobilizando um plano de contingência para identificar o número de vítimas e fazer a transferência para as unidades com estrutura para atendimento.