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Ministério da Economia abre inscrições para processo seletivo; veja como se inscrever

Seguem até as 23h59 do dia 14 de fevereiro, as inscrições para o processo seletivo do Ministério da Economia, em Brasília. O órgão oferece 2.130 oportunidades, sendo 300 vagas imediatas e 1.930 cadastros de reserva para quatro cargos que exigem formações acadêmicas de níveis médio e superior.

Os salários iniciais vão de R$ 1.700 (técnico em atividades previdenciárias e de apoio) a R$ 6.130 (analista de negócios).

As inscrições para o processo seletivo podem ser realizadas no site do Instituto de Desenvolvimento Institucional Brasileiro (Idib), onde também pode ser conferido o edital. Os valores das taxas variam entre R$ 54 e R$ 64. O valor deve ser pago até 24 horas após a emissão do boleto no ato da inscrição.

A previsão do Ministério da Economia é que as provas sejam realizadas no dia 25 de março, em Brasília. O prazo de duração dos contratos dos candidatos habilitados será de um ano, podendo ser prorrogado por até cinco anos.

De acordo com o ministério, a banca atenderá às normas sanitárias vigentes para o enfrentamento do novo coronavírus, higienizando e desinfetando os locais de provas com a pulverização de produtos químicos utilizados em ambientes hospitalares, aferindo a temperatura corporal dos participantes, oferecendo álcool gel e tapetes sanitizantes na entrada e também garantindo o distanciamento social mínimo de dois metros entre as pessoas. O uso de máscaras faciais será obrigatório para todos os presentes.

Preços dos alimentos encareceram em 2021

Por G1

Problemas climáticos e de oferta encareceram alguns itens do prato feito e do cafezinho do brasileiro em 2021.

Alguns dos alimentos que mais subiram foram frango, ovos, carne bovina, café, açúcar e tomate, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgados na terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O óleo de soja, por sua vez, que dobrou de preço em 2020, desacelerou alta no ano passado. E, por outro lado, o feijão e o arroz registraram queda no valor ao consumidor – o arroz chegou a disparar 76% em 2020.

No geral, a inflação dos alimentos desacelerou, ao passar uma alta de 14,09% em 2020, para 7,94% no ano passado.

Ainda assim, o elevado nível de desemprego e a queda da renda comprometeram o orçamento brasileiro, que fez substituições por produtos mais em conta ou até mesmo reduziu a qualidade do seu prato.

Petrobras sobe preço da gasolina e do diesel a partir de quarta-feira

A Petrobras comunicou nesta terça-feira (11) que os preços da gasolina e do diesel às distribuidoras serão reajustados a partir de quarta.

Segundo a estatal, o preço médio de venda da gasolina da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 3,09 para R$ 3,24 por litro, o que representa um aumento de 4,85%.

Já o valor do diesel vai subir de R$ 3,34 para R$ 3,61 por litro, alta de 8,08%.

O último ajuste nos preços foi realizado em dezembro do ano passado, quando a Petrobras promoveu uma redução no valor da gasolina de 3,13%. Foi a primeira queda desde 12 de junho.

Já o último aumento foi anunciado em outubro do ano passado.

Com alta de 405% nas dispensas médicas, Azul vai cancelar centenas de voos em janeiro por falta de tripulantes, diz sindicato

Com uma alta de 405% nas dispensas médicas de tripulantes em janeiro deste ano em relação à média histórica, a Azul vai cancelar “centenas de voos” até o final do mês, disse nesta sexta-feira (7) Ondino Dutra, presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA). A entidade representa pilotos e comissários de voo.

As ausências se dão diante da necessidade de isolamento de tripulantes com síndromes gripais como Covid-19, em meio ao avanço no país da variante ômicron, e do vírus H3N2 da influenza.

“O que a empresa nos disse hoje: ela [Azul] pretende cancelar centenas de voos em janeiro, na segunda quinzena, em especial, por falta de tripulantes”, disse Dutra.

Ele participou de uma live do sindicato para falar do impacto das síndromes gripais nas operações da Azul. Com cerca de 5.000 pilotos e comissários, a empresa aérea é a líder em transportes de passageiros no Brasil nos últimos 12 meses, segundo dados da Agência Nacional de Transporte Aéreo (Anac).

Segundo o sindicato, a Azul não informou quanto representava, em números absolutos, o aumento de 405% nas dispensas médicas.

A empresa propôs aos tripulantes a possibilidade de folgar uma vez a menos por mês até março –9 vezes, em vez das 10 folgas mensais previstas em lei. Em troca, pagará bonificações que variam de R$ 489 a R$ 2.201 por folga concedida. O valor varia de acordo com a função: comissários ganham o menor valor; e comandantes de voos internacionais, o maior. A adesão dos funcionários é voluntária.

Ao g1, a Azul reafirmou que a reprogramação se deve ao aumento do número de dispensas médicas. Afirmou ainda que mais de 90% das operações normais e que os passageiros estão sendo notificados com antecedência sobre alterações.

Na quinta-feira (6), a Gol havia emitido um alerta para possíveis impactos em voos da empresa. A empresa procura voluntários entre os tripulantes com mais de 10 folgas por mês, o mínimo estipulado em lei, que queiram trabalhar usando as folgas adicionais.

A Latam informou que ainda não foi necessário alterar voos diante do aumento dos casos de síndromes gripais no Brasil. A empresa tem sofrido menos impactos pelo fato de ter contratado 3.400 funcionários em 2021 –para dar conta da alta temporada.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) diz monitorar a situação das empresas.

Um levantamento da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) divulgado nesta quinta (6) aponta que o índice de resultados positivos para a Covid-19 em testes de farmácia triplicou na última semana do ano em comparação aos sete dias anteriores, saltando de 11,8% para 33,3%, aponta

Entre 27 de dezembro e 2 de janeiro, foram mais de 95 mil infectados – o equivalente a aproximadamente um terço dos testes realizados no período. Na semana anterior, foram 22 mil positivos – o que responde a 11,8% dos exames feitos em farmácias e drogarias.

Luz e gás consomem mais da metade da renda de 46% dos brasileiros

As crises hídrica e energética, os caminhos adotados pelo governo federal para enfrentá-las, e o aumento do preço da conta de luz e do gás impõem um sacrifício grande para os brasileiros, especialmente os mais pobres. Uma pesquisa do Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria), contratada pelo iCS (Instituto Clima e Sociedade), mediu este impacto e concluiu que o gasto com gás e energia elétrica já compromete metade ou mais da renda de 46% das famílias brasileiras, sendo que 10% comprometem quase toda a renda familiar com esses gastos, 12% mais da metade da renda familiar e 24% a metade da renda familiar.

O Ipec ouviu 2002 pessoas com 16 anos ou mais em todas as regiões do Brasil entre 11 e 17 de novembro. Para 90%, o atual valor da conta de luz está impactando “muito” ou “um pouco” a vida das famílias, e para poder pagá-la quatro em cada dez brasileiros (40%) diminuíram ou deixaram de comprar roupas, sapatos e eletrodomésticos. E 22% diminuíram a compra de alimentos básicos para garantir a energia em suas casas, índice que chega a 28% entre os nordestinos. Além disso, 14% deixaram de pagar contas básicas como as de água e gás encanado.

Entra em vigor o novo salário mínimo de R$ 1.212

Começa a valer, a partir deste sábado (1º), primeiro dia do ano de 2022, o novo valor do salário mínimo no Brasil, que passa a ser de R$ 1.212 por mês. A mudança foi oficializada ontem (31), último dia de 2021, por meio de uma medida provisória (MP) assinada pelo presidente Jair Bolsonaro.

O novo valor considera a correção monetária pelo Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC) de janeiro a novembro de 2021 e a projeção de inflação de dezembro de 2021, estimada pela área técnica do Ministério da Economia. No total, o aumento será de 10,18% em relação ao valor anterior, que era de R$ 1.100.

Os estados também podem ter salários mínimos locais e pisos salariais por categoria maiores do que o valor fixado pelo governo federal, desde que não sejam inferiores ao valor do piso nacional.

O novo mínimo altera o valor de cálculo de benefícios previdenciários, sociais e trabalhistas. No caso das aposentadorias e pensões por morte ou auxílio-doença, os valores deverão ser atualizados com base no novo mínimo. O mesmo vale para o Benefício de Prestação Continuada (BPC), que corresponde a um salário mínimo e é pago a idosos a partir de 65 anos e pessoas com deficiência de baixa renda.

Cálculos das contribuições dos trabalhadores ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) também serão reajustados. Uma portaria do Ministério da Economia deverá ser publicada, nos próximos dias, com a oficialização dos novos valores.

Carga de energia deve ter aumento de 1,8% em janeiro, estima o ONS

O boletim do Programa Mensal de Operação (PMO) do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), divulgado hoje (30), sinaliza aumento de 1,8% para a carga de energia (resultado da soma do consumo mais as perdas na rede) no Sistema Interligado Nacional (SIN), no primeiro mês de 2022, com previsão de 73.652 megawatts (MW) médios. Três subsistemas indicam expansão, sendo a maior (5,8%) para a região Norte, com 5.922 MW médios; seguido pelo Sul, com aumento de 5,5%, chegando a 13.608 MW médios. No Nordeste, a carga sobe 2% e atinge 11.999 MW médios, enquanto o subsistema Sudeste/Centro-Oeste permanece estável, com 42.123 MW médios e avanço nulo.

As projeções de carga consideraram resultados apresentados por indicadores de diversos setores da economia. Com isso, o documento aponta que a inflação elevada, o ciclo de alta de juros e a recuperação gradual do mercado de trabalho constituem os maiores obstáculos do momento e também para os próximos meses.

Em relação à energia natural afluente (ENA), que compreende a quantidade de água recebida por uma usina hidrelétrica que pode ser transformada em energia, o boletim estimou que no subsistema Sudeste/Centro-Oeste, o percentual em janeiro ficará próximo da média histórica para o mês, em 96% da Média de Longo Termo (MLT). Já no Norte, a ENA deve ser de 183% da MLT; e no Nordeste, 123% da MLT. A perspectiva no Sul é de 40% da MLT.

A previsão é de que os reservatórios no Norte e Nordeste ficarão mais cheios em janeiro. No Norte, devem atingir 85,7% de sua capacidade no final do próximo mês. No Nordeste, o alcance estimado é de 72,5%. Na região Sudeste/Centro-Oeste, o nível será de 37%, e o Sul deve registrar 34%.

Para a próxima semana operativa, o ONS prevê que o Custo Marginal de Operação (CMO) estará com seus valores variando entre os subsistemas. Nas regiões Sul e Sudeste/Centro-Oeste, a expectativa é que haja aumento de 4,85%, saindo de R$ 63,54 para R$ 66,62. Em contrapartida, no Nordeste, o CMO terá queda de 16,32%, passando de R$ 43,13 para R$ 36,09. Já no Norte, o valor de R$ 43,13% chegará a zero, indica o documento.

Bolsonaro sanciona projeto que facilita abertura de contas em dólares no Brasil

O presidente Jair Bolsonaro sancionou um projeto de lei que altera regras do mercado de câmbio brasileiro. O texto amplia as possibilidades de abertura de conta em dólar e aumenta o limite de dinheiro vivo que cada pessoa pode levar ao entrar ou sair do país para US$ 10 mil.

A proposta foi enviada ao Congresso pelo Banco Central em 2019, mas só foi analisada neste ano. O projeto foi aprovado em fevereiro na Câmara e em dezembro pelo Senado. A sanção foi publicada nesta quinta-feira (30) no Diário Oficial da União (DOU). Não houve vetos.

A lei estabelece que compete ao BC regulamentar as contas em moeda estrangeira no país. Ao enviar a proposta, contudo, a autoridade monetária ressaltou que essa permissão seria “conduzida de forma gradual e prudente”.

Dessa forma, a aprovação do projeto não possibilita a livre abertura de contas em moedas estrangeiras de imediato, mas dá ao BC a prerrogativa de regulamentar o processo.

Atualmente, as contas em moeda estrangeira já são permitidas em alguns casos, como o de agentes que operam no mercado de câmbio, emissores de cartão de crédito internacional e prestadores de serviço de turismo.

Outro ponto é o aumento no limite de entrada ou saída de recursos em espécie, de R$ 10 mil para US$ 10 mil, sem a necessidade de declaração. Para outras moedas, vale o equivalente em dólar. O objetivo foi atualizar o valor, já que o limite havia sido criado em 1994, início do Plano Real, quando o real tinha o mesmo valor do dólar. 

A lei também determina que instituições que operem no mercado de câmbio não precisarão exigir dos clientes dados ou certidões que estejam disponíveis em bases de dados próprias, públicas ou privadas de acesso amplo.

Além disso, compra ou venda de moeda estrangeira em espécie no valor de até US$ 500 (ou o equivalente em outras moedas) entre pessoas físicas ficaram mais simples e não precisarão passar pelas exigências regulatórias do BC.

Salário mínimo será de R$ 1.210 em 2022, sem aumento real, prevê relator

O relator do Orçamento de 2022, deputado federal Hugo Leal (PSD-RJ), definiu em R$ 1.210 o valor previsto para o salário mínimo no próximo ano. O número representa um aumento de 10,04% em relação aos R$ 1.100 vigentes em 2021.

O reajuste, porém, apenas repõe a inflação acumulada no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), indicador é usado como referência para o reajuste do salário mínimo. Na prática, portanto, não haverá aumento real, acima da inflação.

O novo valor aparece em relatório apresentado nesta segunda-feira (20) pelo deputado à Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização da Câmara. O relatório precisará passar pela comissão e, depois disso, pelo plenário.

Aumento da pobreza é problema global, diz ministro Paulo Guedes

O aumento da pobreza decorre de uma crise econômica global provocada pela pandemia de covid-19, disse hoje (17) o ministro da Economia, Paulo Guedes. Em apresentação de balanço de fim de ano da pasta, ele disse que o Brasil fez o dever de casa e que as medidas de apoio à economia tomadas em 2020 foram sentidas em 2021.

Segundo o ministro, outros países, inclusive economias avançadas, experimentaram aumento da pobreza e da inflação neste ano. Ele comparou os efeitos econômicos da pandemia ao impacto de uma guerra.

“Alguns vão dizer que o Brasil está mais pobre. Sim, guerras empobrecem. O mundo todo ficou mais pobre. Inflação também está alta na Alemanha, Estados Unidos e China. É culpa do governo Bolsonaro? Falam que governo A ou B perderam menos empregos, mas algum outro governo enfrentou a covid? Então não podemos comparar”, declarou o ministro.

O ministro criticou previsões do fim do ano passado de que a economia brasileira cresceria 3,5% neste ano, dizendo que o país chega ao fim de 2021 com expectativa de crescimento em torno de 5%. Para Guedes, a recuperação econômica em relação à fase mais aguda da pandemia acabou e deveu-se, em grande parte, às medidas de sustentação do emprego e da renda tomadas no ano passado.

“Isso tudo deu frutos neste ano, quando a economia se reergueu. A síntese de 2021 é que as previsões de que o Brasil iria dar errado falharam, a economia realmente voltou em ‘V’ e cresceu 5% neste ano”, reiterou Guedes. O ministro não comentou a queda de 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e dos serviços produzidos) no terceiro trimestre, o que configura recessão técnica.

Na avaliação de Guedes, a prova de que o governo brasileiro está fazendo o dever de casa pode ser expressa pela redução do déficit primário, resultado negativo nas contas do governo sem os juros da dívida pública. Para o ministro, nenhum país conseguiu fazer um ajuste fiscal tão expressivo como o Brasil, mesmo num cenário de pandemia.

“É verdade que nós nos endividamos um pouco mais, mas os estados e municípios melhoraram seus resultados. Onze estados que estavam no vermelho voltaram para o azul. Não deixamos os governos regionais entrarem em colapso por falta de recursos”, declarou. Guedes acrescentou que os gastos federais retornaram a 19,5% do PIB em 2021, semelhante ao nível registrado em 2019, após terem subido para 26% do PIB em 2020, por causa da pandemia.

No fim de novembro, a equipe econômica melhorou as projeções do déficit primário de 2021 para R$ 95,8 bilhões (cerca de 1,1% do PIB). Para 2022, o projeto do Orçamento Geral da União originalmente previa déficit de 0,5% do PIB, mas a decisão do governo de aumentar gastos para bancar o Auxílio Brasil de R$ 400 elevará o déficit para 1,4% do PIB no próximo ano.

Preço médio do etanol nos postos tem queda de 1,5% na semana, diz ANP

O preço médio do etanol praticado nos postos do país registrou queda de 1,5% nesta semana, segundo levantamento divulgado nesta sexta-feira (17) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O levantamento semanal da ANP mostra que o preço médio do litro do combustível passou de R$ 5,210 para R$ 5,128. O valor máximo encontrado foi de R$ 7,799, em Torres, no Rio Grande do Sul.

O preço do litro gasolina também caiu no intervalo de uma semana, de R$ 6,708 para R$ 6,679, uma redução de 0,4%. O valor máximo encontrado foi de R$ 7,959, em Bagé, no Rio Grande do Sul.

Na semana passada, a Petrobras reduziu o preço médio de venda da gasolina para as distribuidoras de R$ 3,19 para R$ 3,09 por litro.

Já o valor do litro do diesel ficou praticamente estável, recuando de R$ 5,354 para R$ 5,345. O valor máximo foi de R$ 5,698 em Paracatu, em Minas Gerais.

Por fim, o preço do gás de cozinha, GLP de 13kg, chegou ao preço médio de R$ 102,16, apresentando uma leve queda na comparação com a semana passada (R$ 102,60). O valor máximo do botijão foi de R$ 140, em Sorriso, no Mato Grosso.

Na terça-feira (14), a Petrobras anunciou que o preço médio de venda da gasolina para as distribuidoras passará de R$ 3,19 para R$ 3,09 por litro a partir desta quarta-feira (15). O novo valor representa uma redução média de 3,13% ou de R$ 0,10 por litro.

Segundo a estatal, o ajuste reflete, em parte, a evolução dos preços internacionais e da taxa de câmbio, “que se estabilizaram em patamar inferior para a gasolina”.

A Petrobras não informou reajuste nos preços dos demais combustíveis.

O último reajuste nos preços dos combustíveis realizado pela Petrobras foi anunciado no dia 25 de outubro. Naquela ocasião, a empresa aumentou em 7,04% a gasolina e em 9,15% o diesel.

IBGE abre concurso para Censo 2022; segundo equipe de Guedes, verba está garantida

Segundo a equipe do ministro da economia, Paulo Guedes, está assegurada a verba para a realização do Censo Demográfico 2022. Ainda na segunda-feira (13), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) havia divulgado em nota que sustentava que o valor necessário para a realização do Censo é de R$ 2,292 bilhões. O motivo é que, recentemente, foram excluídos R,7 bilhão do orçamento, que foi votado ontem na Comissão Mista de Orçamento (CMO).

Conforme a lei 8.184, de 1991, o Censo Demográfico deve ser realizado a cada dez anos. Previsto para 2020, a contagem da população foi adiada por conta da pandemia. No entanto, em 2022, apesar do atraso, o Censo deve acontecer. Pelo menos esta foi a garantia dada em reunião técnica nesta terça-feira (14/12). Na reunião, foi assegurado que mesmo que haja cortes no Orçamento por parte do Congresso, o governo irá complementar os recursos.

Mesma garantia foi dada pelo relator geral do Orçamento, deputado Hugo Leal (PSD-RJ). O parlamentar declarou no Twitter. “O Censo sairá em 2022. São R$ 2,292 bilhões no orçamento. Não tem erro. O presidente do IBGE esteve aqui e nós acertamos isso e está tudo recomposto”, escreveu.

Concurso do IBGE
Também nesta terça-feira o IBGE lançou dois editais para contratações temporárias que, juntos, somam 1.812 vagas. As vagas são para os cargos de Agente Censitário de Administração e Informática e de Coordenador Censitário de Área, para atuar no Censo Demográfico 2022.

As inscrições devem ser feitas pelo site eletrônico até 10 de janeiro de 2022. A taxa de inscrição é de R$ 44 para Agente Censitário de Administração e Informática e de R$ 66 para Coordenador Censitário de Área. Para as duas funções, as provas objetivas ocorrem no dia 20 de fevereiro.

Petrobras reduz preço da gasolina

A Petrobras anunciou que o preço médio de venda da gasolina para as distribuidoras passará de R$ 3,19 para R$ 3,09 por litro, redução média de R$ 0,10 por litro, a partir desta quarta-feira (15).

O último reajuste nos preços dos combustíveis realizado pela Petrobras foi feito no final de outubro. Na ocasião, o preço médio de venda da gasolina passou de R$ 2,98 para R$ 3,19 por litro, reajuste médio de R$ 0,21 por litro (alta de 7,04%). Já o litro do diesel A passou de R$ 3,06 para R$ 3,34 por litro, refletindo reajuste médio de R$ 0,28 por litro (alta de 9,15%).

Com os novos valores, a parcela da Petrobras no valor do litro de gasolina pago pelos consumidores nos postos passará a ser de R$ 2,26, em média, redução de R$ 0,07 em relação ao último reajuste.

No comunicado divulgado nesta terça, a Petrobras informa que “reitera seu compromisso com a prática de preços competitivos e em equilíbrio com o mercado, ao mesmo tempo em que evita o repasse imediato para os preços internos, das volatilidades externas e da taxa de câmbio causadas por eventos conjunturais. Esse ajuste reflete, em parte, a evolução dos preços internacionais e da taxa de câmbio, que se estabilizaram em patamar inferior para a gasolina”.

Com os novos valores, a parcela da Petrobras no valor do litro de gasolina pago pelos consumidores nos postos passará a ser de R$ 2,26, em média, redução de R$ 0,07 em relação ao último reajuste.

No comunicado divulgado nesta terça, a Petrobras informa que “reitera seu compromisso com a prática de preços competitivos e em equilíbrio com o mercado, ao mesmo tempo em que evita o repasse imediato para os preços internos, das volatilidades externas e da taxa de câmbio causadas por eventos conjunturais. Esse ajuste reflete, em parte, a evolução dos preços internacionais e da taxa de câmbio, que se estabilizaram em patamar inferior para a gasolina”.

União gastou R$ 634,5 mi com afastamentos de servidores devido à Covid

Desde o começo da pandemia de Covid-19 no país, a União já arcou com R$ 634,5 milhões em salários para servidores que tiveram de ser afastados por estarem nos grupos de maior risco da doença. Ao todo, pelo menos 2.881 funcionários públicos do Executivo ficaram impedidos de trabalhar por desenvolverem atividades que não poderiam fazer de casa.

Esses servidores foram afastados seguindo as regras de uma instrução normativa assinada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, em outubro do ano passado.

Pelo texto, servidores poderiam ter a frequência abonada caso estivessem presentes entre os seguintes grupos: idade superior ou igual a 60 anos; comorbidades; grávidas ou lactantes; que tenham filhos ou sejam responsáveis por menores em idade escolar ou inferior, nos locais onde aulas presenciais ou serviços de creche estiverem suspensos; coabitação com idosos ou pessoas com deficiência e integrantes do grupo de risco para a Covid-19.

O Ministério da Economia, responsável pelos dados, afirmou em nota que os servidores foram afastados em duas classificações devido à pandemia: os que entraram em trabalho remoto e os que foram impedidos de trabalhar de casa. Segundo a pasta, no primeiro grupo estariam os servidores dos grupos de maior risco, mas que poderiam exercer suas funções remotamente; no segundo, ficaram aqueles que, pelas características das funções exercidas, não podem desenvolver suas atividades de casa. Segundo os dados, 30.477 conseguiram trabalhar no formato home office durante o período, mas o gasto apontado acima não os inclui.

Os dados do levantamento são do Portal de Dados Abertos do Governo Federal. As informações de afastamentos e licenças de servidores são administradas pelo Ministério da Economia. A análise foi realizada pelo (M)Dados, núcleo de análise de grande volume de informações do Metrópoles, utilizando os registros disponíveis até novembro deste ano.

Foi no Ministério da Saúde onde ocorreu o maior número de afastamentos; 530 funcionários da pasta deixaram de exercer seus trabalhos devido à pandemia. O INSS e o próprio Ministério da Economia figuram em segundo e terceiro lugar da lista, com 331 e 303 servidores afastados de suas funções respectivamente.

Na lista, também aparecem instituições federais de ensino superior do país. Na Fundação Universidade Federal do Maranhão (UFMA), por exemplo, 222 servidores estavam no grupo de risco, o que pode também ser explicado pelo alto índice de afastamentos registrados por professores de magistério superior; foram 185 docentes afastados em todo o Brasil.

Os professores, entretanto, que mais solicitaram afastamento foram os de ensino básico tecnológico (226), responsáveis pela formação dos jovens em cursos técnicos. A razão pode ser explicada pelo período com aulas suspensas em escolas que não tinham estrutura para fornecer educação a distância.

Ministério autoriza construção de 9 ferrovias pela iniciativa privada

O Ministério da Infraestrutura assinou hoje (9) autorização para que seis grupos empresariais possam iniciar a construção de nove ferrovias no país. A medida faz parte do Programa Pro Trilhos, que visa ampliar a malha ferroviária nacional, a partir de investimentos privados. 

Com assinatura, as empresas devem investir cerca de R$ 50 bilhões e agregar 3,5 mil quilômetros (km) à malha brasileira. As ferrovias estão localizadas nos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Maranhão, Minas Gerais, Espírito Santo, Piauí e Pernambuco. 

O contrato para execução das obras foi assinado pelas empresas Bracell, Ferroeste, Grão Pará, Macro Desenvolvimento, Petrocity e Planalto Piauí Participações. 

Desde setembro do ano passado, após o lançamento do Pro Trilhos, o ministério recebeu 36 propostas de construção de ferrovias pela iniciativa privada. No total, foram apresentados projetos que correspondem a 11 mil km de trilhos em14 estados, com previsão de R$ 150 bilhões em investimentos. 

Nubank tem ação a US$ 9 em IPO e se torna banco mais valioso da América Latina

O banco digital Nubank precificou suas ações nesta quarta-feira (8) a US$ 9 cada, em uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) na Bolsa de Valores de Nova York.

Criado há oito anos para oferecer um cartão de crédito gratuito, o Nubank se tornou o banco listado em bolsa de valores mais valioso da América Latina, valendo US$ 41,5 bilhões (cerca de R$ 230 bilhões), à frente do Itaú Unibanco.

O Nubank revelou os preços em documento enviado à Securities and Exchange Comission (SEC) antes de sua estreia na bolsa na quinta-feira (9). O IPO está sendo visto como indicador do apetite dos investidores por fintechs em mercados emergentes.

Uma estreia bem-sucedida pode abrir caminho para que várias outras startups, inclusive da América Latina, listem ações, enquanto uma recepção fraca pode levar muitos a atrasar seus planos.

Na semana passada, o Nubank decidiu reduzir sua avaliação do IPO em 20%, após enfrentar a fraca demanda de investidores cautelosos com fintechs bancárias não lucrativas.

Além de reduzir sua avaliação, o Nubank também reuniu alguns investidores âncora com apetite para adquirir pelo menos US$ 1,3 bilhão em ações, incluindo sócios atuais como Sequoia e Tiger Global, e novos, como SoftBank Latin America.

O IPO de Nubank também ressalta como as fintechs estão enfrentando bancos físicos no cenário bancário altamente concentrado da América Latina.

Com o respaldo da Berkshire Hathaway, de Warren Buffett, da Tencent Holdings e da Sequoia, entre outros, o Nubank planeja usar os recursos para capital de giro, despesas operacionais e de capital e também para aquisições.

O presidente e fundador do banco, David Velez, um colombiano formado em Stanford, decidiu empreender em produtos financeiros na América Latina após perceber a burocracia para abrir uma conta corrente no Brasil. Atualmente, a fintech possui 48 milhões de clientes no Brasil, México e Colômbia.

Governo publica MP para pagar Auxílio Brasil de R$ 400 neste mês de dezembro

O governo publicou, na noite dessa terça-feira (7), em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), a Medida Provisória (MP) que garante o Auxílio Brasil de R$ 400 neste mês de dezembro. O pagamento começa na próxima sexta-feira (10), seguindo o calendário regular do programa.

A Medida Provisória foi necessária porque a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios, que abre espaço no Orçamento para bancar o benefício de R$ 400, ainda não foi promulgada. Para pagar o Auxílio Brasil com esse valor em 2022, o governo vai precisar, porém, da promulgação da PEC.

CVM abre processo administrativo envolvendo a Petrobras

A Comissão de Valores Mobiliário (CVM) abriu nesta segunda-feira (6) um processo administrativo envolvendo a Petrobras.

O processo aberto pela autarquia vem na esteira das declarações do presidente Jair Bolsonaro sobre mudanças de preços dos combustíveis. A CVM, no entanto, não dá detalhes sobre a investigação e diz que “não comenta casos específicos”.

Nesta segunda, por meio de nota, a estatal informou que “não há nenhuma decisão tomada” sobre novos reajustes nos preços de combustíveis.

A nota foi uma resposta às expectativa de mudanças nos preços de combustíveis nas refinarias, após o presidente Jair Bolsonaro afirmar em entrevista ao site Poder360 que a Petrobras começará nesta semana a anunciar redução no preço dos combustíveis.

“A Petrobras monitora continuamente os mercados, o que compreende, dentre outros procedimentos, a análise diária do comportamento de nossos preços relativamente às cotações internacionais. A Petrobras não antecipa decisões de reajuste e reforça que não há nenhuma decisão tomada por seu Grupo Executivo de Mercado e Preços (GEMP) que ainda não tenha sido anunciada ao mercado”, informou a estatal, em comunicado.

Essa não é a primeira vez que a CVM abre um processo envolvendo a Petrobras depois de declarações do presidente Bolsonaro. Em outubro, a autarquia abriu um processo depois da falas de Bolsonaro e do ministro da Economia, Paulo Guedes, envolvendo a privatização da empresa.

Bolsonaro diz que Petrobras vai anunciar redução no preço dos combustíveis

O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que a Petrobras vai anunciar uma redução no preço dos combustíveis a partir desta semana. A declaração foi feita após ele criticar o aumento nos preços e falar até em privatizar a estatal.

“A Petrobras começa nesta semana a anunciar redução no preço do combustível”, afirmou Bolsonaro ao site Poder360.

De acordo com a reportagem do portal, o presidente não deu detalhes sobre o porcentual de redução, mas declarou que a queda deve seguir por algumas semanas. Ele ainda vinculou a situação à pressão de prefeitos para que os valores caiam e diminuam o impacto no custo do transporte coletivo, que deve ser reajustado em janeiro.

Bolsonaro sanciona o auxílio-gás para famílias de baixa renda

O presidente da República, Jair Bolsonaro, sancionou a lei que institui o auxílio gás, projeto criado para reduzir os efeitos do preço desse produto sobre o orçamento das famílias de baixa renda. A sanção foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (22) com data da última sexta-feira (19), prazo limite para que o chefe do Executivo desse seu aval à proposta. A informação é do R7.

O benefício, que recebeu o nome de “Gás dos Brasileiros”, será concedido às famílias inscritas no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais) com renda mensal per capita inferior a meio salário mínimo ou que tenham membros que recebam o Benefício de Prestação Continuada (BPC). O auxílio será concedido preferencialmente a mulheres que tenham sido vítimas de violência doméstica e que estejam sob monitoramento de medidas protetivas de urgência.

A lei prevê que cada família tenha direito a pelo menos 50% do valor médio do botijão de gás de 13 kg, a cada bimestre, estabelecido pelo Sistema de Levantamento de Preços (SLP), da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), nos últimos seis meses. O programa tem previsão de duração de cinco anos.

O projeto do auxílio-gás foi aprovado pela Câmara dos Deputados no fim de setembro e pelo Senado Federal em 19 de outubro. Como sofreu alterações, o texto voltou para a Câmara, recebendo aprovação no dia 27 de outubro último.