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Gás de cozinha sobe 1,5% em uma semana, diz ANP

O gás de cozinha subiu mais 1,5% esta semana, sendo encontrado a R$ 130 o botijão de 13 quilos na região Centro-Oeste, o valor mais caro do Brasil. Nas últimas quatro semanas, mesmo sem a Petrobras aumentar o preço do produto nas suas refinarias desde o início de julho, a alta já atingiu 5%, segundo dados divulgados neste sábado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A elevação de preço se deve a um aumento de 7% feito pelas distribuidoras por causa do dissídio salarial da categoria em setembro. O preço nacional médio do botijão na semana de 12 a 18 de setembro ficou em R$ 98,33, sendo o mais barato encontrado na região Nordeste: R$ 75,00.

A gasolina também registrou alta na semana passada, de 0,2% contra a semana anterior, com preço médio de R$ 6,076 o litro, sendo o menor preço R$ 5,190 nas região Norte, e o maior, de R$ 7,199, no Rio de Janeiro. No mês, o combustível fóssil já subiu 1,6%. O último aumento da Petrobras foi em 12 de agosto.

O óleo diesel, cujo último reajuste nas refinarias foi em 27 de agosto, subiu 0,2% esta semana e 2,2% nas últimas quatro semanas, custando em média R$ 4,709 por litro. O preço mais alto foi encontrado pela ANP na região Norte, R$ 6,480 o litro, enquanto o mais barato, R$ 3,780 o litro, foi registrado no Nordeste.

Governo zera imposto de remédio para câncer

O governo federal zerou o Imposto de importação para cinco produtos, entre eles um remédio para tratamento de câncer e dispositivos para uso de pessoas com deficiência. A medida foi aprovada na quarta-feira (15) pelo Comitê Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) do Ministério da Economia.

O presidente Jair Bolsonaro destacou a decisão do governo, em publicação nas redes sociais.

O medicamento atezolizumabe foi incluído na Lista Brasileira de Exceções à Tarifa Externa Comum (Letec) com redução de 2% para 0 na alíquota de importação. Trata-se de um anticorpo monoclonal indicado para o tratamento de câncer metástico. A medida também incluiu três tipos de próteses endoesqueléticas transfemurais – em titânio, fibra de carbono ou alumínio – e todas tiveram redução de alíquotas de 4% para zero.

Além disso, foi reduzida a taxa de importação, de 12% para 0 para dois tipos de teclados especiais para computadores: o alternativo e programável e o teclado especial com possibilidade de reversão de função mouse/teclado. As máscaras de teclado e os softwares de teclado virtual com dispositivo de varredura, apresentados em forma de memory cards, também tiveram suas alíquotas reduzidas a 0 de um patamar vigente de 8% e 2%, respectivamente.

No caso dos teclados e dos softwares, o instrumento de redução tarifária utilizado foi a Lista de Bens de Informática e Telecomunicações (Lebit). Todos eles são dispositivos de tecnologia assistiva para pessoas com deficiência.

Preço da gasolina sobe pela 7ª semana seguida

Prepara o bolso, consumidor! O preço médio da gasolina aumentou pela 7ª semana seguida nos postos de combustíveis do Brasil, de acordo com um levantamento realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Segundo a pesquisa, nesta semana, o valor médio do combustível aumentou para R$ 6,076 por litro. Na semana anterior, o preço médio era de R$ 6,059. A ANP analisou o valor da gasolina em 4.390 postos. O preço máximo chegou a R$ 7,199 o litro e, o mínimo, foi de R$ 5,19.

Além da gasolina, a agência analisou os preços do diesel e do etanol. O valor médio do litro do diesel aumentou de R$ 4,695 para R$ 4,709. Já o litro do etanol subiu de R$ 4,653 para R$ 4,704.

Governo pede novos estudos sobre horário de verão

Apesar de crescente pressão de setores econômicos, o MME (Ministério de Minas e Energia) avalia que a volta do horário de verão teria impacto limitado no consumo de eletricidade do país e não ajudaria a enfrentar a crise energética atual.

Ainda assim, afirma que pediu novos estudos ao ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) para avaliar a questão “à luz da atual conjuntura de escassez hídrica”, em meio a pressões de setores econômicos pelo retorno do programa extinto em 2019 pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

“A contribuição do horário de verão é limitada, tendo em vista que, nos últimos anos, houve mudanças no hábito de consumo de energia da população, deslocando o maior consumo diário de energia para o período diurno”, diz o ministério, em nota.

“Assim, no momento, o MME não identificou que a aplicação do horário de verão traga benefícios para redução da demanda”, continua, frisando que pediu que o ONS “reexaminasse a questão”. O operador disse que não comentaria o tema.

Setores como o de turismo, serviços e shoppings centers vêm pressionando o governo pelo retorno do programa. Além da possibilidade de economizar energia, eles seriam beneficiados com o aumento da circulação de pessoas no início da noite.

Nesta segunda-feira (13), o pleito ganhou apoio também do ICS (Instituto Clima e Sociedade), Idec (Instituto de Defesa do Consumidor) e IEI (sigla para Iniciativa Energética Internacional), que consideram que o governo precisa lançar mão de todas as medidas de economia possíveis.

“O ganho é pequeno, mas nesse momento precisamos contar megawatt por megawatt”, disse o ex-diretor do ONS Luiz Eduardo Barata, em mesa redonda com jornalistas para apresentar estudo sobre programas de eficiência energética.

A opinião é compartilhada pela ABCE (Associação Brasileira das Companhias de Energia Elétrica). “Por mais que nao faça grandes diferenças, poupar é sempre bom”, diz o diretor-presidente da entidade, Alexei Vivan.

Atividade econômica tem alta de 0,60% em julho, diz Banco Central

A atividade econômica brasileira registrou alta em julho deste ano, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (15) pelo Banco Central (BC).

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) apresentou aumento de 0,60% em julho de 2021 em relação ao mês anterior, de acordo com os dados dessazonalizados (ajustados para o período).

Até fevereiro, o IBC-Br vinha apresentando crescimento, após os choques sofridos em março e abril do ano passado, em razão das medidas de isolamento social necessárias para o enfrentamento da pandemia de Covid-19.

Nos últimos meses, entretanto, os resultados oscilaram, com recuos em março e maio. O trimestre encerrado em julho fechou com oscilação negativa de 0,02%.

Em julho, o IBC-Br atingiu 140,52 pontos. Na comparação com julho de 2020, houve crescimento de 5,53% (sem ajuste para o período, já que a comparação é entre meses iguais). No acumulado em 12 meses, o indicador também ficou positivo, em 3,26%.

O índice é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 5,25% ao ano.

O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia, a indústria, o comércio e os serviços e agropecuária, além do volume de impostos.

O indicador foi criado pelo Banco Central para tentar antecipar a evolução da atividade econômica. Entretanto, o indicador oficial é o Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2020, o PIB do Brasil caiu 4,1%, totalizando R$ 7,4 trilhões. Foi a maior queda anual da série do IBGE, iniciada em 1996 e que interrompeu o crescimento de três anos seguidos, de 2017 a 2019, quando o PIB acumulou alta de 4,6%.

Retorno do horário de verão ganha apoio de entidades do setor elétrico

Um documento elaborado por entidades ligadas ao setor elétrico defende o retorno do horário de verão como medida emergencial para enfrentar a crise energética. As associações pregam ainda que, no longo prazo, o governo deve priorizar o incentivo à eficiência energética para reduzir o risco de novas crises.

O horário de verão foi extinto em 2019 pelo presidente Jair Bolsonaro, sob o argumento de que já não garantia grande economia de energia enquanto causava transtornos para trabalhadores, principalmente aqueles que dependem do transporte público ainda de madrugada.

Com o agravamento da crise energética, porém, vem crescendo no últimos meses o apoio ao retorno do programa, que adia em uma hora o fim do dia, garantindo melhor uso de iluminação natural em um horário de grande demanda por eletricidade.

‘Barulho político’ explica alta do dólar e impede queda da cotação para R$ 4, diz Paulo Guedes

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta terça-feira (14) que a cotação do dólar deveria estar caindo, mas que “o barulho político” mantém a moeda norte-americana em alta.

Nesta terça, o dólar fechou o dia em alta de 0,65%, cotado a R$ 5,2578. Com o resultado, a moeda norte-americana acumula alta de 1,7% no mês e de 1,36% no ano.

“Esse dólar já era para estar descendo mesmo, mas o barulho político não deixa descer”, afirmou durante evento de um banco de investimentos em São Paulo.

Segundo o ministro, com o desempenho da balança comercial brasileira e a “austeridade” dos gastos públicos, a taxa de câmbio deveria estar entre R$ 3,80 e R$ 4,20.

“O câmbio de equilíbrio devia ser hoje uns R$ 4, R$ 3,80. Se estivesse tudo normal, R$ 4 — estava entre R$ 3,80 e R$ 4,20”, afirmou.

O ministro não nomeou os responsáveis pelo que chamou de “barulho político”. Porém, ressalvou que crises entre os Poderes Executivo e Judiciário são normais e deu exemplos relacionados à Suprema Corte dos Estados Unidos.

“Está acontecendo isso aqui também. O pau está comendo”, afirmou. “Mas as instituições estão evoluindo”.

Nas manifestações de 7 de Setembro, o presidente Jair Bolsonaro fez ameaças ao Supremo Tribunal Federal (STF) e chegou a dizer que não cumpriria decisões judiciais do ministro Alexandre de Moraes, o que gerou repercussões negativas no mundo político e econômico.

Porém, na quinta-feira (9) o presidente divulgou uma “Declaração à Nação”, em que recuou das ameaças golpistas e negou “intenção de agredir” Poderes.

Na última sexta-feira (10), Guedes havia dito que o “barulho sobre instituições e democracia” dos dias anteriores poderia afetar a economia e provocar uma desaceleração do crescimento.

Preço médio da gasolina sobe pela 6ª semana seguida nos postos, mostra ANP

O preço médio da gasolina subiu pela 6ª semana nos postos do país, de acordo com levantamento realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O preço médio da gasolina na semana encerrada no dia 11 de setembro subiu para R$ 6,059 por litro, contra R$ 6,007 por litro na semana anterior, o que representa uma alta de 0,86%.

Nos 4.434 postos pesquisados pela ANP, o preço máximo chegou a R$ 7,185 o litro e, o mínimo, foi de R$ 5,15.

A agência também apurou que o valor médio do litro do diesel aumentou de R$ 4,627 para R$ 4,695 na semana.

Já o preço do litro do etanol subiu de R$ 4,611 para 4,653 na semana.

Em 2021, o combustível se transformou num dos vilões da inflação, responsável por afetar duramente o orçamento das famílias brasileiras – já prejudicadas pela alta dos alimentos e da energia elétrica. Segundo o IBGE, a gasolina acumula no ano uma alta de 31,09%.

Os preços de venda dos combustíveis seguem o valor do petróleo no mercado internacional e a variação cambial. Dessa forma, uma cotação mais elevada da commodity e/ou uma desvalorização do real têm potencial para contribuir com uma alta de preços no Brasil, por exemplo.

Os preços cobrados nas bombas viraram motivo de embate entre o presidente e os governadores. O presidente Jair Bolsonaro tem cobrado publicamente que os estados reduzam o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para que, dessa forma, os preços da gasolina e do diesel recuem.

Mas o que os analistas dizem que é o real desvalorizado tem contribuído para o aumento do preço dos combustíveis. E o que dá força para esse movimento de perda de valor da moeda brasileira são as várias incertezas dos investidores com relação ao rumo da política econômica do governo Bolsonaro.

Guedes admite que crise alimentada por Bolsonaro pode prejudicar economia

Ministro da Economia, Paulo Guedes admitiu, nesta sexta-feira (10), para investidores estrangeiros que a crise institucional, alimentada pelo presidente Jair Bolsonaro, pode prejudicar a economia do País.PUBLICIDADE

“Todo esse barulho sobre instituições e democracia pode afetar nossa bem posicionada economia, no sentido de que estamos prontos para avançar novamente? Minha resposta é que isso pode produzir muito barulho, desacelerar o crescimento. Mas não mudar a direção [da política econômica], estamos na direção correta”, disse o ministro em conversa com o banco Credit Suisse, transmitida pela internet para pessoas cadastradas.

O ministro afirmou mais cedo que Bolsonaro pode ter passado dos limites em palavras, mas não em ações, e que a nota do presidente na quinta-feira (9) para acalmar os ânimos colocou “tudo de volta aos trilhos”.

As declarações de Guedes foram dadas após questionamentos de investidores sobre o comportamento de Bolsonaro, após o presidente ter ameaçado o STF (Supremo Tribunal Federal) no 7 de Setembro e gerado temor no mercado sobre uma possível ruptura institucional no País – o que derrubou a Bolsa, desvalorizou o real e elevou os juros no curto e no longo prazo.

O efeito mais imediato das declarações de Bolsonaro para a agenda econômica foi o bloqueio da negociação com o STF para flexibilizar o pagamento de R$ 89,1 bilhões em precatórios previstos para 2022 – o que Guedes chama de “meteoro”.

Conforme mostrou o jornal Folha de S.Paulo, articuladores afirmam que, mesmo com disposição para dialogar, não há clima para discutir a proposta – a principal prioridade do ministro Paulo Guedes (Economia) neste momento, ao lado do Auxílio Brasil (o novo Bolsa Família).

“Quando o meteoro veio, nós precisávamos de um tratamento especial. Eu pedi imediatamente ajuda ao STF”, disse Guedes, nesta sexta. “Eles estavam nos ajudando, quando esse barulho veio e agora estamos de volta ao mesmo lugar de antes”, afirmou o ministro.

Guedes afirmou que vai voltar a conversar com o Congresso e o próprio STF na semana que vem porque o governo precisa de uma solução para enfrentar os precatórios e não descumprir o teto de gastos (norma constitucional que impede o crescimento real das despesas federais).

“Nós vamos falar com o STF e o Congresso na segunda-feira e imediatamente depois disso está [como prioridade a ser negociada] a reforma tributária”, afirmou Guedes. 

A proposta do governo que altera o Imposto de Renda foi aprovada pela Câmara e agora depende do Senado, que sinaliza resistências ao texto.

Os questionamentos de investidores a Guedes são feitos em um momento em que o presidente insiste em tensionar a relação com os poderes enquanto é observada uma deterioração nas expetativas do mercado em diferentes indicadores – como inflação, juros e crescimento do País.

Nesta semana, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) quebrou um recorde de 21 anos para meses de agosto e chegou a 9,86% no acumulado de 12 meses.

Guedes reconheceu que a escalada nos preços é uma “sombra” que paira sobre o governo. “A sombra da escalda de inflação está sobre nós neste momento. Acho que estamos no pior momento da inflação. Acho que vai começar a desacelerar gradualmente e encerrar o ano em volta de 8%. Entre 7,5% e 8%”, disse.

Com isso, a inflação deve fechar o ano acima da meta a ser perseguida pelo Banco Central -de 3,75%, com margem de tolerância de até 5,25%.

Para o ministro, há medidas a serem tomadas sobre o assunto. Ele citou especificamente a abertura comercial, para facilitar que produtos estrangeiros entrem no País. “É um bom momento para abrirmos a economia, isso vai ajudar um pouco a controlar a escalada nos preços”, disse.

Dólar fecha em forte queda após divulgação de texto de Bolsonaro sobre crise institucional

O dólar fechou em forte queda nesta quinta-feira (9), após o presidente Jair Bolsonaro divulgar nota oficial lida no mercado como uma tentativa de pacificação entre os Poderes.

A moeda norte-americana recuou 1,96%, vendida a R$ 5,2233. Na mínima da sessão, chegou a R$ 5,1938. Na máxima, alcançou R$ 5,3336.

No dia anterior, com a escalda da crise política, a moeda norte-americana subiu 2,93%, cotada a R$ 5,3276. Foi a valorização percentual diária mais intensa desde 24 de junho de 2020 (alta de 3,36%).

Com o resultado desta quinta, o dólar acumula alta de 1,04% no mês. No ano, o avanço é de 0,70% ante o real.

Após novo apelo do governo, caminhoneiros bolsonaristas começam a liberar rodovias em vários estados

Pelo segundo dia consecutivo, caminhoneiros que são a favor do governo do presidente Jair Bolsonaro e contra os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) promovem manifestações e bloqueiam rodovias em todo o país nesta quinta-feira (9).

Às 11h, segundo boletim do Ministério da Infraestrutura com dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), eram registrados pontos de concentração em rodovias federais de 14 estados, com interdições apenas em 5: BA, MA, MG, MS e SC. Nos estados de RS, PR, ES, MT, GO, TO, RO, PA e RR o trânsito está liberado, mas ainda há abordagem a veículos de cargas. Levantamento do G1 apontou manifestações no estado de São Paulo.

Até o fim da manhã, algumas rodovias já estavam sendo desbloqueadas. Em São Paulo, as estradas foram liberadas, mas os manifestantes seguem nos acostamentos. Vias foram liberadas em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia. Em Santa Catarina, grupo bloqueia saída de refinaria.

Na maioria dos locais, apenas carros pequenos, veículos de emergência e cargas de alimentos perecíveis tiveram o trânsito liberado pelos manifestantes.

De acordo com o Ministério da Infraestrutura, não há mais pontos de interdição de pistas na malha rodoviária federal, salvo protesto pela causa indígena na BR-174/Roraima.

O presidente Jair Bolsonaro gravou um áudio pedindo aos caminhoneiros que liberem as estradas do país. Na gravação, Bolsonaro diz que a ação “atrapalha a economia” e “prejudica todo mundo, em especial, os mais pobres”.

Na quarta-feira (8), um dia após os atos antidemocráticos de 7 de Setembro, houve bloqueios em estradas de pelo menos 15 estados: Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Espírito Santo, Mato Grosso, Goiás, Bahia, Minas Gerais, Tocantins, Rio de Janeiro, Rondônia, Maranhão, Roraima, São Paulo e Pará.

Bolsa tem a maior queda desde anulação de condenação de Lula pelo STF

As declarações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante os atos de raiz golpista desta terça-feira (7) derrubaram a Bolsa brasileira.

O Ibovespa, principal índice da B3, caiu 3,78%, a 113.413 pontos, na esteira dos ataques do presidente ao STF (Supremo Tribunal Federal) proferidos nas manifestações de 7 de setembro. A queda se acentuou após o presidente do Supremo, Luiz Fux, responder a Bolsonaro.

Ao se referir à afirmação de Bolsonaro sobre descumprir decisões judiciais do ministro Alexandre de Moraes, Fux disse que, se confirmada, a ação configuraria crime de responsabilidade.

A queda desta quarta é a maior desde 8 de março, quando o Ibovespa recuou quase 4% após o STF anular as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na ocasião Lula recuperou os direitos políticos –e hoje é o principal adversário de Bolsonaro para 2022.

“O câmbio reflete as crises sanitária, ambiental e política, que não tiveram início no 7 de setembro, mas não dá para ignorar a importância do que ocorreu no feriado, que foi muito grande”, afirma Lívio Ribeiro, pesquisador associado do FGV-Ibre.

O risco-país também aumentou. Medido pelo CDS de cinco anos, o indicador subiu 1,86%, a 179.674 pontos.

O CDS funciona como um termômetro informal da confiança dos investidores em relação às economias, especialmente as emergentes. Se o indicador sobe, é um sinal de que os investidores temem o futuro financeiro do país. Se ele cai, o recado é o inverso: sinaliza aumento da confiança quanto à capacidade que o país tem de saldar suas dívidas.

Indústrias economizam energia e tentam evitar impactos da crise hídrica

A crise hídrica e os impactos no setor elétrico acenderam o sinal amarelo para as indústrias. O setor, que comemorava a retomada das atividades econômicas depois do período mais crítico da pandemia, agora busca formas de economizar energia para não ficar no prejuízo.

Até agora, o governo tem negado que a crise hídrica desemboque em racionamento ou apagão. O assunto não é consenso entre especialistas.

Alguns consideram as chuvas dos próximos meses insuficientes para abastecer os reservatórios e questionam se as termelétricas acionadas de emergência darão conta de evitar estrago maio. Na dúvida, vários setores da economia ja se organizam com ações para tentar ao menos amortecer o impacto da escassez.

“Tem alguns empresários que já estão investindo em auto-geração de energia e geração distribuída para poder produzir sua própria energia pra que, caso haja um racionamento, a produção industrial não ser afetada”, conta o especialista em energia da Confederação Nacional da Indústria (CNI) Roberto Wagner.

É o caso da gigante de calçados Grendene. Com 11 fábricas no Brasil, há alguns anos, a empresa desenvolveu série de medidas pra racionar energia. Por conta dos novos riscos, agora, evitam usar determinados equipamentos nos horários de pico.

“A demanda das 18 às 21 horas tem um custo mais elevado. E aí dentro desse consumo mais elevado, a equipe de eficiência energética, também junto com as operações, engenharias e manutenção, observaram oportunidades, por exemplo, de deslocar alguns equipamentos nesse horário”, explica o gerente de desenvolvimento sustentável da empresa, Carlos André Carvalho.

O movimento reflete o que trouxe pesquisa recente da CNI: 9 em cada 10 empresários estão preocupados com a crise hídrica. O receio é pagar muito caro, sofrer racionamento ou instabilidade de energia.

A Rodhia, empresa do segmento químico e têxtil, tem monitorado o volume dos reservatórios de água que abastecem as fábricas. Desde a última crise hídrica no Sudeste do país, entre 2014 e 2015, a empresa investe formas de reduzir a captação de água, mesmo com o aumento da produção.

“Mais de 95% do volume de água que a Rhodia capta, devolvemos para o rio a montante, ou seja, no ponto de captação anterior ao que ela retirou do rio, e numa qualidade de água melhor. Portanto, o impacto da empresa no ecossistema hídrico, ele é praticamente nulo”, afirma o diretor de operações da empresa, Guilherme Faria.

Embora as empresas tenham entendido que este é um momento de se fazer concessões, o medo é que todo esse trabalho seja em vão.

A indústria, nesses últimos meses, vem esboçando uma recuperação com o aumento da produção e estamos começando a recuperar as perdas que o setor teve durante a pandemia, a crise de saúde pública. E é claro que se um racionamento acontecer, todo esse movimento de retomada da produção industrial vai ser afetado. Provavelmente, a gente vai perder esse bom momento que a indústria começa a viver agora”, diz o especialista da CNI.

Estado não interfere no preço da gasolina, diz secretário da Fazenda de Pernambuco

“O problema dos constantes aumentos da gasolina não tem nada relacionado com qualquer Estado do Brasil”. A frase dita pelo secretário da Fazenda de Pernambuco, Décio Padilha, em entrevista à Folha de Pernambuco, indica que os aumentos no preço do produto não têm relação com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) dos Estados.

De acordo com o secretário, a alíquota em Pernambuco é a mesma desde 2016, sem nenhum reajuste nem para mais, nem para menos. “De 1988 até 2006, existia a pauta fiscal, aí sim os estados da federação definiam o preço do combustível, mas a legislação nacional mudou. Por um Convênio Nacional 110/07 de 2007. Desde então, a sistemática não tem qualquer interferência do Estado. Não passa nada para assinatura de governador, nenhuma lei”, disse.

Décio garante que a posição em Pernambuco é de que os aumentos só acontecem por conta dos repasses da Petrobras. “A posição do Estado é que não queremos reajustar. Não vai ter aumento se a Petrobras não aumentar. E ninguém vai alterar porque desde 2016 as alíquotas são as mesmas”, relatou.

Responsabilidade da Petrobras

Padilha considera que a verdadeira culpada pelo alto preço do combustível é a Petrobras. “A Petrobras, por falhas de regulação, não tem concorrentes. Ela define sozinha o preço sem questionar a ninguém, por meio de ação da sua diretoria. Esse preço é repassado e não tem alternativa, ela aumenta de quinze em quinze dias de acordo com o mercado internacional. Está se aproximando um ano eleitoral e existe uma desinformação constante, repetir uma informação vira uma verdade”, declarou.

No último dia 12 de agosto, a Petrobras anunciou um novo aumento no preço médio do litro da gasolina nas refinarias, que passou dos R$ 2,69 para R$ 2,78. Levando em conta todos os reajustes praticados desde o início de 2021, a gasolina já está quase 51% mais cara para as distribuidoras.

Em Pernambuco, a Secretaria da Fazenda afirma que a única alíquota que mudou foi a do diesel, em 2016. Na ocasião, o ICMS cobrado saiu de 18% para 16%, sendo uma das menores da região Nordeste. Já a da gasolina está em 27% desde o ano de 2016, assim como o caso do diesel.

Política de preços
Como forma de solucionar os aumentos, o secretário da Fazenda considera que a Petrobras deve mudar a sua política de vendas, implantando o preço ponderado, sistema que é seguido em diversos países do mundo. A estatal petroleira vende para fora do Brasil 40% de sua produção e o que é vendido para o Brasil, também se baseia no preço do que é vendido para o exterior.

“É preciso aplicar o custo ponderado no preço da gasolina, nada pode ser totalmente atrelado ao dólar, nenhuma fábrica seja de carros, alimentos, de maquinários, faz esse tipo ponderação que a Petrobras faz e todos sobrevivem. É importante saber que só existe uma culpa dos aumentos abusivos por falta de concorrência e regulação obrigatória. A Petrobras possui 60% e importa em média 40%. Provocou um aumento avassalador no povo brasileiro que está sangrando”, contou.

Questionado sobre racionamento, ministro da energia responde: ‘Não temos como prever o futuro’

Questionado sobre a possibilidade de haver racionamento compulsório de energia no país neste ano, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou nesta quinta-feira (2) em entrevista à GloboNews que não há como prever o futuro.

Até então, o ministro negava enfaticamente a possibilidade de racionamento. “Não trabalhamos com a hipótese de racionamento”, disse em junho, ao participar de audiência em uma comissão da Câmara dos Deputados. Na última quarta-feira, o vice-presidente Hamilton Mourão foi a primeira autoridade do governo a dizer, publicamente, que pode haver “algum racionamento” de energia elétrica em razão da crise energética.

“As medidas que estamos adotando estão apresentando resultados, estão surtindo efeito, mas não temos como prever o futuro”, respondeu Albuquerque ao ser indagado durante a entrevista.

Apesar disso, o ministro ressalvou que os cenários com os quais o governo trabalha hoje — de previsões de chuva, de oferta de energia e de demanda — indicam que não haverá necessidade de adotar medidas como o racionamento, “seja em outubro seja em novembro”.

À GloboNews, o ministro negou que o governo tenha demorado a agir para conter a crise energética, embora especialistas do setor digam o contrário.

Ele afirmou que desde outubro do ano passado o governo vem importando energia e acionando usinas termelétricas para preservar água nos reservatórios, mas que as condições hídricas pioraram.

“Em abril deste ano, estávamos em condição melhor do que em abril de 2020. Isso mostra que nossas medidas foram corretas e estavam dentro da gestão do sistema elétrico brasileiro”, afirmou Albuquerque.

O ministro disse que os reservatórios vão se esvaziar “de uma forma ou de outra”, “gerando energia ou não”, devido aos usos múltiplos da água, para fins como consumo, irrigação, transporte, entre outros.

Os reservatórios do Sudeste e Centro-Oeste, os principais do país, estavam com 21,1% da capacidade de armazenamento até quarta-feira. A previsão do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) é que cheguem a 10% em novembro.

O ministro também afirmou que os programas de incentivo à redução voluntária do consumo — lançados para a indústria e para os consumidores residenciais — buscam reduzir o custo da energia. “Se a demanda diminuir, podemos gerar energia com fontes mais baratas.”

Ministério estuda prorrogar por um ano benefício a exportadores

O atraso no transporte de insumos provocado pela pandemia de covid-19 fez o Ministério da Economia estudar a prorrogação, por um ano, das licenças de drawback para empresas exportadoras. Esse benefício prevê a isenção ou a suspensão de tributos para matérias-primas ou insumos usados para fabricar produtos que serão vendidos ao exterior.

Em nota, a pasta informou que a restrição de fluxos comerciais decorrentes da pandemia, que provoca escassez global de itens como chips e determinados tipos de metais, tem prejudicado as operações de drawback. O problema atinge principalmente empresas cujo benefício acaba em 2021. Caso se concretize, será o segundo adiamento. Em 2020, as autorizações haviam sido prorrogadas para o fim deste ano.

“Em razão da continuidade da pandemia de covid-19 e dos consequentes percalços por ela impostos para a realização das operações vinculadas aos regimes de drawback suspensão e isenção, a avaliação em curso no Ministério da Economia também envolve a extensão de prazos concernentes aos atos concessórios cujas validades tenham sido prorrogadas com base na Medida Provisória nº 960, de 30 de abril de 2020, posteriormente convertida na Lei nº 14.060, de 23 de setembro do mesmo ano”, informou o ministério.

Segundo a pasta, a proposta ainda está em fase de discussões internas. Quando o estudo for concluído, o pedido de prorrogação será analisado pelas demais instâncias do governo federal.

O drawback foi criado em 1966, para estimular as exportações brasileiras. Esse incentivo cumpre as normas de comércio internacional porque as regras atuais estipulam que nenhum país pode exportar tributos, mesmo embutidos no preço final das mercadorias.

No drawback isenção, o exportador recebe isenção definitiva das matérias-primas e dos insumos usados na fabricação da mercadoria a ser exportada. No drawback suspensão, os tributos são suspensos apenas se o bem for vendido ao exterior. Caso o item não seja exportado, os tributos incidirão sobre as matérias-primas e os insumos.
 

PIB do Brasil recua 0,1% no 2º trimestre e recuperação perde fôlego

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil recuou 0,1% no 2º trimestre de 2021, na comparação com os três meses imediatamente anteriores, conforme divulgado nesta quarta-feira (1) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os números do IBGE mostram que a economia brasileira perdeu fôlego, após ter avançado de 1,2% nos 3 primeiros meses do ano, completando 3 trimestres seguidos de alta.

Apesar do resultado frustrante, o PIB se manteve no patamar entre dezembro de 2019 e janeiro de 2020, período pré-pandemia, segundo o IBGE. Porém, ele está 3,2% abaixo do ponto mais alto da série histórica, alcançado no primeiro trimestre de 2014.

Em valores correntes, o PIB chegou a R$ 2,1 trilhões. Ele é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e durante um certo período e serve como uma espécie de termômetro da evolução da atividade e da capacidade de uma economia gerar riqueza e renda.

O resultado veio mais fraco que o esperado pelos analistas. A expectativa em pesquisa da Reuters era de um crescimento de 0,2% no segundo trimestre, na comparação trimestral.

A surpresa negativa é explicada principalmente pela retração da agropecuária, indústria e dos investimentos, e pela estagnação do consumo das famílias.

Principais destaques do PIB no 2º trimestre:

Agropecuária: -2,8%
Indústria: -0,2%
Serviços: 0,7%
Consumo das famílias: zero
Consumo do governo: 0,7%
Investimento (FBCF): -3,6%
Importação: -0,6%
Exportação: 9,4%
Construção: 2,7%
Comércio: 0,5%

Alta de 6,4% no semestre
Frente ao 2º trimestre de 2020, o PIB cresceu 12,4% – maior taxa trimestral de toda a série histórica do PIB, iniciada em 1996.

O IBGE ponderou, no entanto, que este salto se deve à comparação com o trimestre que registrou a taxa negativa mais intensa de toda a série histórica, de -9% na comparação com o trimestre imediatamente anterior e -10,9% na comparação anual.

“Estamos comparando este resultado [interanual] com o pior trimestre da pandemia”, destacou a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

No primeiro semestre, o PIB acumulou alta de 6,4% na comparação com os 6 primeiros meses do ano passado. No acumulado dos quatro trimestres terminados em junho, o avanço foi de 1,8%.

Desemprego em Pernambuco bate novo recorde e chega a 21,6% no segundo semestre

Com um índice de 21,6%, Pernambuco atingiu no segundo trimestre deste ano sua maior taxa de desocupação desde 2012. O dado, revelado nesta terça-feira (31) pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) Trimestral, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), coloca, pela segunda vez consecutiva, o estado em 1º lugar no ranking que mede a desocupação no Brasil. O resultado é ligeiramente superior ao obtido no primeiro trimestre do ano, quando a taxa de desocupação ficou em 21,3%.

Em comparação com o mesmo período de 2020, o número de pessoas que não conseguem encontrar trabalho no estado subiu cerca de 66%, saltando de 533 para 885 mil. Outro indicador em alta é o de desalentados, aqueles que apesar de estarem em idade para trabalhar, desistiram de procurar alguma ocupação. De abril até junho deste ano, esse indicador registrou uma variação de 20,4% em comparação com o primeiro trimestre de 2021.

Governo anuncia bandeira tarifária ‘escassez hídrica’; custo será de R$ 14,20 a cada 100 kWh

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta terça-feira (31) um novo patamar de bandeira tarifária para as contas de luz de todo o país. A “bandeira tarifária escassez hídrica” deve entrar em vigor nesta quarta-feira (1º) e adicionar R$ 14,20 às faturas para cada 100 kW/h consumidos.

De acordo com o texto divulgado pela agência, a previsão é que a nova bandeira permaneça em vigor até 30 de abril de 2022. Até agora, a cor da bandeira era definida mês a mês.

A nova bandeira representa uma alta de 49,63% em relação à bandeira vermelha patamar 2, que era a mais alta do sistema e estava em vigor nos últimos meses. Veja como fica o sistema de bandeiras.

“Assim, tendo em vista o déficit de arrecadação já existente, superior a R$ 5 bilhões, e os altos custos verificados, destacadamente de geração termelétrica, foi aprovada determinação para que a ANEEL implemente o patamar específico da Bandeira Tarifária, intitulado “Escassez Hídrica”, no valor de R$ 14,20 / kWh, com vigência de 1º de setembro de 2021 a 30 de abril de 2022”, informou o governo em nota.

O motivo é a piora da crise hídrica, que tem exigido medidas adicionais do setor elétrico para não faltar energia em outubro e novembro – os meses que serão os mais críticos do ano.

Ainda segundo o governo e a Aneel, a bandeira “escassez hídrica” provocará aumento de 6,78% na tarifa média da conta de luz dos consumidores regulados (atendidos pelas distribuidoras). Os cidadãos que aderem à tarifa social não serão afetados pela nova bandeira.

O sistema de bandeiras tarifárias é uma cobrança adicional que sinaliza e repassa ao consumidor o custo da produção de energia. A bandeira vermelha patamar 2 é a mais cara do sistema.

Nesta terça, o governo também anunciou que dará desconto de R$ 0,50 por kWh economizado nas faturas dos próximos meses para os consumidores que pouparem entre 10% e 20%.

Bônus para consumidor que economizar energia será menos de R$ 1 por kWh

Apesar da pretensão de conceder bônus para consumidores que economizarem energia a partir da próxima quarta-feira (1º), o governo ainda não definiu qual será o valor.

De acordo com Broadcast do Estadão, a equipe do presidente da República, Jair Bolsonaro, cogitou dar um bônus de R$ 1 a cada quilowatt-hora (kWh) economizado.

A proposta, no entanto, foi descartada por ser considerada inviável para manter o equilíbrio financeiro do setor elétrico. A avaliação dos técnicos é que a gratificação nesse valor é exagerada, uma vez que representaria um montante de R$ 1 mil por megawatt-hora (MWh).

O entendimento é que não é possível ter um custo tão alto para incentivar a redução de energia, por mais que as perspectivas para situação hídrica sejam preocupantes.