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Tiririca desiste de se candidatar neste ano, depois de PL ter entregado nº de urna a Eduardo Bolsonaro: ‘Me sinto traído’

Deputado federal entre os mais votados de São Paulo por vários anos, o comediante Tiririca (PL) anunciou nesta terça-feira (24) que desistiu de se candidatar à reeleição neste ano, após a legenda dele, o Partido Liberal, entregar o número que era dele nas urnas para o também deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente da República.

Em entrevista ao g1, Tiririca afirmou que se sente “traído e desgostoso” com o PL por causa do ato e disse que não foi comunicado oficialmente da decisão pela legenda comandada por Valdemar Costa Neto.

“Foi uma covardia o que fizeram. Estou muito chateado e me sinto desrespeitado. Já decidi que não sairei candidato neste ano”, afirmou.

“Achei um gesto desrespeitoso. Por três anos seguidos o número foi meu e conquistei votações expressivas, elegendo vários membros do partido junto comigo. Fiquei sabendo por terceiros que o número foi dado ao filho do Bolsonaro, e eles até agora não me procuraram para dar uma justificativa”, declarou Tiririca.

Eleito pela primeira vez em 2010 fazendo piadas no horário eleitoral e chamando o eleitor de “abestado”, um dos seus bordões da carreira de palhaço e humorista, Tiririca chegou a ser o deputado mais votado do país naquele ano, conquistando 1,3 milhão de votos.

Apesar de ter mantido o número 2222 na urna nas eleições seguintes, os votos direcionados a ele foram diminuindo e chegaram a 445 mil no pleito de 2018.

“O meu número é uma marca super divulgada e associada a mim. Apesar de alguns colegas dizerem que número não elege parlamentar, eu me pergunto por que não deram então outro número para o filho do presidente da República?”, declarou o deputado.

“Depois de ter feito tanto pelo partido, me sinto traído porque esperaram o fim da janela partidária para que eu não pudesse migrar para outro partido. Lamento muito essa falta de ética”, afirmou.

Teresa Leitão dá as primeiras bordoadas em Marília Arraes durante evento em Sertânia, sem citar nome. ‘Vazia e enganadora’

Em discurso na cidade de Sertânia, ao lado do governador Paulo Câmara e do candidato do PSB ao governo do Estado, a candidata ao Senado da Frente Popular, Teresa Leitão, do PT, fez as primeiras críticas públicas à pré-candidata do Solidariedade, Marília Arraes, ex-PT. Sempre com o cuidado de não lhe citar o nome, embora as referências fossem explícitas, para quem acompanha os discursos desta fase inicial da campanha. As informações são do blog do Jamildo.

Na primeira delas, Teresa disse achar que Marília Arraes não deve crescer mais nas pesquisas. “Tem gente que está na vitrine há muito tempo, mas já bateu no teto. Nós (Frente Popular) mal começamos a campanha, nós começamos agora e começamos bem. Vamos ter plenárias para falar de programa de governo, não para falar de coisas vazias, enganação, eleição só de foto”, afirmou.

Na semana passada, sem ir ao casamento de Lula, em São Paulo, o marketing de Marília Arraes publicou nas redes sociais uma foto dela grávida da segunda filha, ao lado de Lula e a nova esposa.

“Vai ser muita gente querendo enganar o povo, usando fotos de arquivo, dizendo que Lula é seu. Voto, carinho e reza a gente não nega, mas Lula já disse na entrevista (à Rádio Jornal) e vai dizer aqui no Estado, de novo, que é Danilo Cabral e Teresa Leitão. Ele vai dizer que se fosse eleitor em Pernambuco iria votar em Danilo Cabral e Teresa Leitão”, afirmou, depois sendo ainda mais objetiva.

“A lei eleitoral pode até permitir botar o nome de Lula (caso do Solidariedade, com Lula) mas o Lula de carne e osso, de proposta, de projeto, de opção política, esse Lula da consciência política está do nosso lado. Ele mesmo me disse, tenha paciência, eu construi esse palanque e quero o PT lá, ao lado do PSB, para que Pernambuco se reencontre com o Brasil”, disse, pedindo sebo nas canelas na campanha.

‘Fomos positivamente surpreendidos’, diz Tebet sobre desistência de Doria

Em visita a Cuiabá, a senadora e presidenciável Simone Tebet (MDB-MS) disse ter se surpreendido “positivamente” com a desistência de João Doria de disputar a Presidência da República, anunciada mais cedo.

Em pronunciamento convocado para tornar pública sua decisão, Doria disse entender “não ser a escolha da cúpula do PSDB”. Tebet ganhou força no PSDB como o nome mais viável para enfrentar o cenário de polarização entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Jair Bolsonaro.

PSDB, MDB e Cidadania são parte de uma coalizão para lançar um único nome ao pleito. Apesar de ter vencido as prévias tucanas, o ex-governador vinha enfrentando forte oposição dentro do partido.

“Fomos positivamente surpreendidos. Mas era de alguma forma esperado. Tenho pelo João Doria a mais profunda amizade. Nós somos colegas e amigos. Estávamos em uma disputa equilibrada, democrática, onde conversávamos em alto nível. Só tenho a agradecer a grandeza e a generosidade do governador João Doria”, afirmou Tebet.

Ela em seguida elogiou Doria e diz estar otimista em relação ao projeto presidencial. Mesmo assim, ela encontra resistência de lideranças de seu partido, já que há tanto uma ala pró-Lula, composta por parlamentares como o senador Renan Calheiros (AL), quanto uma bolsonarista. Nesta segunda-feira, ela repetiu o que vem dizendo quando questionada sobre o assunto:

“É natural que não tenhamos a unanimidade, mas teremos a unidade do partido na convenção”, declarou.

A senadora mencionou o fato de que, até ano passado, havia outros nomes concorrendo como postulantes a uma candidatura única da chamada “terceira via”. Antes de Doria, ficaram pelo caminho no projeto presidenciável os ex-ministros Sergio Moro e Luiz Henrique Mandetta (União), Rodrigo Pacheco (PSD), João Amoêdo (Novo) e Eduardo Leite (PSDB). Ela diz que agora a meta é conversar com lideranças políticas que até então “não acreditavam” em seu projeto.

Sem Doria, tucanos apresentarão nome de Eduardo Leite ao PSDB

Com João Doria (PSDB) fora do páreo, tucanos apresentarão na reunião da executiva nacional do partido prevista para esta terça-feira (24) o nome de Eduardo Leite para a Presidência.

“Vai começar o movimento para chamar o segundo lugar nas prévias. A tese vai ser apresentada amanhã”, disse ao blog um dirigente tucano, sobre nova investida para o ex-governador do RS representar o partido na eleição.

A argumentação é de que o PSDB deve manter sua candidatura e passar para o segundo colocado nas prévias, mesmo com uma eventual negociação com partidos da terceira via em andamento.

O movimento mostra que o caminho para apoiar a candidatura de Simone Tebet, pré-candidata do MDB ao Planalto, também enfrenta resistência de parte do PSDB.

Logo após a desistência de Doria, o presidente do partido, Bruno Araújo, defendeu conversas com o Cidadania e MDB para alinhar um nome em comum para a eleição de outubro.

Além de Tebet, o União Brasil, outra sigla disposta a conversar com os tucanos e integrar a chamada terceira via, oferece o nome de Luciano Bivar como presidenciável.

João Doria anuncia desistência da pré-candidatura à Presidência 

O ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB) anunciou a desistência de sua pré-candidatura à Presidência no início da tarde desta segunda-feira (23), na capital paulista. Doria enfrentava resistências internas no PSDB e de partidos da terceira via, e fez o anúncio em pronunciamento na Zona Sul de São Paulo.

“Para as eleições deste ano me retiro da disputa com o coração ferido, mas com a alma leve”, disse Doria.

A decisão do tucano foi anunciada um dia antes de a executiva do PSDB se reunir para definir como o partido se posicionará na disputa presidencial de outubro.

Doria foi escolhido como pré-candidato em eleição interna do partido ao derrotar o ex-governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite . A vitória na disputa interna gerou tensões com a ala do PSDB que defendia a candidatura de Leite.

No final de março, o ex-governador de São Paulo chegou a ameaçar desistência de sua pré-candidatura, mas voltou atrás e fez o lançamento no mesmo dia. O movimento foi lido como uma espécie de contra-ataque aos apoiadores de Leite.

Em seu pronunciamento, o ex-governador afirmou que o Brasil “precisa de uma alternativa para oferecer aos eleitores que não querem os extremos”. “Hoje, neste 23 de maio, serenamente, entendo que não sou a escolha da cúpula do PSDB. Aceito esta realidade de cabeça erguida”, afirmou o ex-governador.

Márcia vai coordenar campanha da Frente Popular no Sertão do Pajeú

A cidade de Serra Talhada sediou neste domingo (22) o XVI Encontro Regional do Partido dos Trabalhadores e Trabalhadoras, no Hotel das Palmeiras.

O evento reuniu diversos diretórios municipais do partido no Sertão e importantes lideranças políticas, como a prefeita Márcia Conrado, o deputado federal Carlos Veras, o presidente estadual Doriel Barros e a pré-candidata ao Senado, Teresa Leitão.

Na ocasião, Doriel Barros anunciou que a prefeita Márcia Conrado será a coordenadora da campanha da Frente Popular no Sertão do Pajeú. Ela coordenará as campanhas de Teresa, Danilo e Lula na região

“Márcia tem feito um trabalho importante e vai poder ajudar muito não só em Serra Talhada, mas no Sertão, com a sua capacidade, para que a gente possa ampliar os nossos votos e possa também dar uma grande votação ao presidente Lula. Vamos unir o Sertão pra gente eleger deputados estaduais e federais, pra gente ampliar a nossa bancada no Congresso Nacional e na Assembleia Legislativa”, disse Doriel.

A prefeita ainda não se manifestou sobre o anúncio, mas registrou sua participação no encontro. “Um encontro lindo, onde reafirmamos o nosso compromisso em termos Lula como presidente, Danilo Cabral como governador e Teresa Leitão como senadora, e assim, resgatarmos a democracia e priorizar as políticas públicas voltadas para todos”, escreveu Márcia nas redes sociais.

Doria receberá cúpula tucana nesta segunda, em São Paulo, para avaliar candidatura

O ex-governador de São Paulo João Doria, pré-candidato do PSDB à Presidência, vai receber nesta segunda-feira (23), em São Paulo, a cúpula tucana para debater a sucessão presidencial e a definição do candidato da terceira via.

Inicialmente, o PSDB tinha marcado a reunião para a última quarta-feira (18), em Brasília. Mas Doria avisou que, por razões de agenda em São Paulo e em Goiânia, não iria conseguir se deslocar para a capital federal.

A tentativa da cúpula tucana é retirar a candidatura de Doria para consolidar o nome da senadora Simone Tebet (MDB) como candidata da terceira via.

Em conversa com o Blog nesta semana, Doria que não vai desistir da disputa ao Palácio do Planalto.

Questionado sobre a pressão da cúpula tucana para que retire seu nome da corrida presidencial, o ex-governador de São Paulo afirmou que não há razão para apresentar a desistência. “Qual a razão para desistir? Nenhuma”, disse.

Doria também contestou a pesquisa para definir a candidatura da “terceira via”. O material foi encomendado pelo PSDB, MDB e Cidadania ao instituto GPP e analisado na última quarta-feira (18).

“Nas pesquisas, estou na frente da Simone. Verdade que estamos todos lá embaixo, mas estou na frente dela em todos os quesitos. Inclusive, na rejeição, que tem que ser olhada proporcionalmente ao conhecimento dos candidatos. E a minha rejeição é menor do que a da Simone”, ressaltou Doria.

O pré-candidato do PSDB tem tentado se equilibrar na relação com o partido. “Estou aberto ao diálogo”, ressaltou.

Mesmo assim, demonstrou contrariedade por não ter sido convidado para participar da reunião da Executiva Nacional do PSDB na última terça-feira em que se debateria a sucessão presidencial.

“Não fui convidado para reunião. E fizeram tudo isso sem o resultado da pesquisa. Como fazer uma reunião antes de ter a pesquisa?”, questionou o ex-governador.

Danilo diz estar “dando uma virada de chave” na campanha

O pré-candidato a governador Danilo Cabral juntou mais de três mil pessoas em Sertânia, no Sertão do Moxotó, na noite desta sexta-feira (20), para o primeiro encontro presencial do movimento “Vamos Juntos, Pernambuco”.

“Nós estamos, neste momento, dando uma virada de página e de chave da nossa campanha. Esse momento que estamos vivenciando aqui é simbólico. Estamos entrando em um novo ritmo, que, efetivamente, é o ritmo que nós sabemos fazer campanha. Quem conhece a minha forma de agir, sabe que gosto de estar na rua. Engrenou e só vai parar às 17h do dia dois de outubro”, destacou Danilo. Ele estava acompanhado do governador Paulo Câmara, da candidata ao senado Teresa Leitão, deputados federais, estaduais, prefeitos, vereadores e lideranças dos sertões do Moxotó e Pajeú.

Em seguida, Danilo conclamou a militância. “Não tem dia, não tem hora. Quero agradecer o apoio desse time que está aqui. Desse conjunto de companheiros e companheiras. Nós temos o melhor time desta eleição; como sempre tivemos em todas as eleições. O time da Frente Popular, que é composto por mais de 140 prefeitos, por mais de 30 deputados estaduais dos 49 que estão na Assembleia. Uma maioria esmagadora de parlamentares federais, com muitas lideranças do campo político e da oposição de muitos municípios. Composto por muitos companheiros dos movimentos sociais que estão incorporados na nossa luta”, argumentou.

A Frente Popular, segundo Danilo, é uma aliança estratégica em prol de Pernambuco. “Comecei meu dia hoje às 7h; cheguei em Arcoverde às 2h depois de ter vindo de uma agenda que terminou às 23h, no Recife. Passamos o dia hoje andando e cumprindo uma agenda administrativa e uma agenda política com o governador. Nós não temos aqui um ajuntamento de pessoas. Não é isso. Aqui, a gente tem uma aliança política de quem tem clareza da responsabilidade que nós temos. Esta é a eleição mais importante das nossas vidas recentes. O que está em jogo no Brasil hoje não é uma simples eleição. Nós estamos discutindo na verdade um direito, inclusive, de fazer esse tipo de conversa”, encerrou o socialista.

O movimento Vamos Juntos, Pernambuco, com encontros presenciais e uso de plataformas digitais, vai ouvir a população pernambucana para a elaboração do programa de governo de Danilo.

Na última quinta-feira (19), o pré-candidato apresentou a arquiteta Ana Paula Vilaça, secretária do Gabinete do Centro Recife e ex-secretária de Desenvolvimento Econômico do estado, e o assistente social Joelson Rodrigues, ex-secretário estadual de Desenvolvimento Social, como coordenadores do programa de governo da Frente Popular. As pessoas podem colaborar com o envio de sugestões pelo site http://www.danilocabralpe.com.br .

Miguel e Raquel desistem da aliança e permanecem no páreo

Após reunião, hoje, os pré-candidatos ao Governo do Estado Miguel Coelho (UB) e Raquel Lyra (PSDB) chegaram ao entendimento de que a melhor estratégia para garantir a mudança, tirando a hegemonia do PSB, é ter múltiplas candidaturas. Sendo assim, Miguel e Raquel permanecem candidatos. As informações são do Diário de Pernambuco.

A decisão foi tomada durante reunião ocorrida no Recife e dá um ponto final às rodadas de negociações que já se arrastavam há mais de um mês entre os pré-candidatos. “Tivemos uma conversa importante e chegamos ao entendimento que o melhor caminho para a mudança é um cenário com múltiplas candidaturas. Então, seguiremos com nossa pré-campanha ao Governo de Pernambuco consolidada e crescente. E, ao mesmo tempo, respeitamos a posição da ex-prefeita Raquel de se colocar como opção também. Hoje, o foco é construir um projeto que faça Pernambuco sair dessa situação de atraso, onde viramos referência em miséria, desemprego e violência. Só com a mudança, Pernambuco poderá voltar a ter seu lugar de destaque com prosperidade e esperança”, disse Miguel Coelho.

De um mês e meio para cá, Miguel e Raquel estavam conversando com muita frequência. Um diálogo respeitoso, de acordo com uma liderança de Miguel. E, nos últimos 20 dias, os encontros se intensificaram. O motivo: avaliação da conjuntura e uma possível aliança entre os dois. Contudo, mesmo com o cenário mais favorável para o ex-prefeito de Petrolina, a tucana não abriu mão de sua pré-candidatura ao Governo, ainda que tivesse caído nas últimas pesquisas após a chegada de Marília Arraes ao páreo – que acabou tirando de Raquel o título de ser a única mulher pré-candidata –, e de ainda não ter conseguido ampliar apoios nos municípios.

Lula e Alckmin se reúnem com líderes da coligação na próxima segunda-feira

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSB) participam na próxima segunda-feira (23) de uma reunião com os presidentes e lideranças dos sete partidos que compõem o Movimento Vamos Juntos Pelo Brasil.

Segundo fontes ligadas à campanha presidencial ouvidas pelo Correio, a reunião marca a criação do conselho político do movimento, e é a primeira reunião das lideranças.

O evento é a retomada, também, da agenda de Lula, após pausa de uma semana para a organização de seu casamento e para a lua-de-mel. O ex-presidente casou-se nessa quarta-feira (18) com a socióloga Janja e suspendeu a agenda até a semana que vem.

Na semana que vem, de acordo com bastidores, Lula terá agendas em São Paulo. A viagem ao Rio Grande do Sul, que estava marcada para a próxima quarta (25), foi adiada para os dias 1º e 2 de junho. Na sequência, o presidenciável deve seguir para Santa Catarina.

Múltipla: Marília 23,9%; Raquel 13,9%; Anderson 11%; Miguel 5,6% e Danilo, 2,6%

A segunda pesquisa do Instituto Múltipla com a corrida ao governo do Estado mostra a Deputada Federal e pré-candidata do Solidariedade Marília Arraes liderando as intenções de voto. As informações são do Blog Nill Júnior.

Ela tem 23,9% contra 13,9% da ex-prefeita de Caruaru Raquel Lyra (PSDB), 11% do ex-prefeito de Jaboatão, Anderson Ferreira e 5,6% do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho. O Deputado Federal e governista Danilo Cabral, do PSB, aparece com 2,6%.

Jones Manoel (PCB) aparece com 0,4%. Brancos e nulos são 13,5%. Não opinaram, 10,2%. Indecisos são 18,9%.

A única comparação que pode ser feita com a pesquisa de 23 de março é do impacto da candidatura de Marília junto às demais. A chegada dela o páreo fez Raquel Lyra cair de 25,6% para 13,9% (menos 11,7%), Miguel, também influenciado pela identificação do voto bolsonarista com Anderson, caiu de 10,9% para 5,6% (menos 5,3%) e Danilo de 5,9% para 2,6% (menos 3,3%). À exceção de Marília, Anderson Ferreira foi o único que cresceu, de 9,2% para 11%, evolução positiva de 1,8%, registre-se, dentro da margem de erro.

O Múltipla aferiu também os maiores percentuais dos pré-candidatos com apoios por sexo, idade, escolaridade, renda domiciliar, religião, perfil do município, área de coleta, mesorregião e região de desenvolvimento

Marília Arraes tem maiores percentuais no público feminino (25%), de 45 a 59 anos (28,5%), até ensino fundamental completo (25,1%), com mais de cinco salários mínimos (33,3%), católicos (26,4%), população de 50 a 100 mil habitantes (25,9%), áreas urbanas (24,3%), Região Metropolitana (28,6%) e capital (35,3%).

Do percentual de Raquel Lyra, ela tem mais força entre eleitorado feminino (14,4%), na faixa etária de 16 a 24 anos (22,5%), ensino superior (16,3%), quem ganha entre 2 e 5 salários mínimos (14,7%), católicos (14,8%), população até 50 mil habitantes (17,3%), área rural (17,4%), Agreste (32,2%) e Agreste Central (41,5%).

Anderson Ferreira tem prevalência do seu percentual no público masculino (12,5%), de 25 a 34 anos (12,5%), Ensino Superior (16,3%), mais de 5 salários mínimos (19,6%), comunidade evangélica e neopetencostal (27,3%), cidades acima de 100 mil habitantes (23,8%), área urbana (13%), Região Metropolitana e Recife (28,8%) e Região Metropolitana sem Recife (24,4%).

Já Miguel Coelho tem a maioria de seu eleitorado no público masculino (6,5%), entre 35 a 44 anos (10,7%), Ensino Médio (6,6%), com dois a cinco salários mínimos (11%), católicos (7,6%), acima de 100 mil habitantes (6,5%), área rural (8,4%), Sertão (23,6%) e Sertão do São Francisco/Itaparica com 40%.

Nestes cenários, Danilo Cabral tem seu maior percentual no público feminino (2,8%), na faixa etária de 16 a 24 anos (3,3%), com ensino superior (6,5%), que ganham mais de cinco salários mínimos (5,9%), católicos (3,3%), em cidades com até 50 mil habitantes (3,7%), de áreas urbanas (2,7%), do Sertão (4,9%) e do Sertão de Moxotó/Pajeú (8,9%).

Na pesquisa espontânea, sem a oferta de opções para o eleitor, Anderson tem 4,6%, seguido de Marília Arraes, com 4,4%. Raquel Lyra tem 2,9% e Miguel Coelho, 2,3%. Danilo Cabral aparece com 1,3%. Outro(a) com 1,4%. Como costuma acontecer nesse cenário, é alto o número dos que dizem votar branco ou nulo (11,6%), indecisos (39,5%) e os que não opinaram, em 32%.

Dados da pesquisa: A pesquisa foi registrada no TSE sob os números PE 00386/2022 e BR 05529/2022. Os números foram coletados entre 09 a 13 de maio.

A amostra é composta por 800 entrevistas aplicadas na população que tenha título de eleitor, more e vote no estado de Pernambuco e distribuídas da seguinte forma: Região Metropolitana (42,0%), Zona da Mata (14,8%), Agreste (25,2%) e Sertão (18,0%). O intervalo de confiança estimado é de 95% para uma margem de erro para mais ou para menos de 3,5%.

Perfil da amostra: Masculino 46,1%, feminino 53,9%; 16 a 24 anos 14,0%, 25 a 34 anos 21,2%, 35 a 44 anos 21,3%, 45 a 59 anos 24,9%, 60 anos ou mais 18,6%; até ensino fundamental completo 42,4%, médio (completo ou incompleto) 43,7% superior (completo ou incompleto) 13,9%, Até 01 salário mínimo 37,1%, De 01 a 02 salários mínimos 30,9%, De 02 a 05 salários mínimos 22,4% e acima de 05 salários mínimos 9,6%. Eram previstas eventuais ponderações para as variáveis sexo e idade, caso a diferença entre o previsto na amostra e a coleta dos dados fosse superior a 3 pontos percentuais; para as variáveis escolaridade e renda domiciliar o fator previsto para ponderação é 1 (resultados obtidos em campo). A amostra é composta por 800 entrevistas aplicadas na população que tenha título de eleitor, more e vote no estado de Pernambuco e distribuídas da seguinte forma: Região Metropolitana (42,0%), Zona da mata (14,8%), Agreste (25,2%) e Sertão (18,0%). O intervalo de confiança estimado é de 95% para uma margem de erro para mais ou para menos de 3,5%

Municípios pesquisados: Catende, Palmares, Água Preta, São José da Coroa Grande, Barreiros, Tamandaré, Rio Formoso, Gameleira, Sirinhaém, Ribeirão, Amaraji, Escada, Vitória de Santo Antão, Glória de Goitá, Lagoa de Itaenga, Paudalho, Carpina, Nazaré da Mata, Vicência, Macaparana, Timbaúba, Aliança, Itambé, Condado, Goiana, Pombos, Chã Grande, Quipapá, Buíque, Tupanatinga, Itaíba, Águas Belas, Bom Conselho, Garanhuns, São João, Lajedo, Canhotinho, Panelas, Cupira, Altinho, Cachoeirinha, Agrestina, São Joaquim do Monte, Bonito, Bezerros, Gravatá, Passira, Feira Nova, Limoeiro, João Alfredo, Bom Jardim, Orobó, Surubim, Vertentes, Taquaritinga do Norte, Santa Cruz do Capibaribe, Toritama, Brejo da Madre Deus, São Caitano, Belo Jardim, São Bento do Una, Sanharó, Pesqueira, Caruaru, Riacho das Almas, Pedra, Capoeiras, Caetés, Flores, Afogados da Ingazeira, Tabira, São José do Egito, Sertânia, Arcoverde, Ibimirim, Inajá, Manari, Tacaratu, Petrolândia, Floresta, Belém do São Francisco, Cabrobó, Santa Maria da Boa Vista, Lagoa Grande, Petrolina, Trindade, Araripina, Ipubi, Ouricuri, Bodocó, Exu, Salgueiro, São José do Belmonte, Serra Talhada, Custódia, Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Cabo de Santo Agostinho, Abreu e Lima, Camaragibe, Igarassu, Ipojuca, Paulista, São Lourenço da Mata e Moreno.

Presidente em Pernambuco: Lula tem 53,4% contra 20,1% de Bolsonaro

O Instituto Múltipla aferiu também a intenção de votos para presidente da República em Pernambuco. O levantamento mostrou queda na intenção de votos do ex-presidente Lula e aumento da intenção de votos do presidente Bolsonaro. As informações são do Blog Nill Júnior.

Lula tem 53,4% contra 20,1% de Bolsonaro. Na pesquisa anterior, divulgada em 22 de março, Lula tinha 58,1% contra 15,5% de Bolsonaro. O aumento da polarização e a migração dos votos de Moro para o presidente podem explicar o dado. 

Na sequência André Janones com 2,3%, Ciro Gomes 2%; Dória 0,9%, Simone Tebet 0,5%, Luciano Bivar 0,3%, mesmo percentual de Sofia Manzano.  Afirmam votar branco ou nulo 9,5%, contra 7,5% que se dizem indecisos e 3,2% que não opinaram.

Na pesquisa espontânea, em que não são oferecidas opções para o eleitor, Lula aparece com 44,8% contra 17,3% de Bolsonaro. Ciro Gomes tem 0,6%, também em queda como consequência da polarização. Na sequência, André Janones tem 0,5%, João Dória e Luciano Bivar, 0,1%. Brancos e nulos são 9,1%. Não opinaram 11,1%. Indecisos são 15,9%.

Rejeição: Múltipla também avalia a rejeição de todos os candidatos. A mais alta é do presidente Jair Bolsonaro, com 55,9%. O segundo mais rejeitado é Lula, com 20,6% das pessoas que dizem não votar nele de jeito nenhum.

Ciro Gomes é rejeitado por 11,5%. A rejeição de João Dória é de 9,5%. Também é baixa a rejeição de Sofia Manzano (8,8%), Luciano Bivar (8,6%), Felipe Dávila (8,4%), Simone Tebet (8,3%), André Janones (7,8%). Rejeitam todos, 6,5%. Não rejeitam nenhum deles, 11,4%. Não opinaram 3,4%.

Dados da pesquisa: A pesquisa foi registrada no TSE sob os números PE 00386/2022 e BR 05529/2022. Os números foram coletados entre 09 a 13 de maio.

A amostra é composta por 800 entrevistas aplicadas na população que tenha título de eleitor, more e vote no estado de Pernambuco e distribuídas da seguinte forma: Região Metropolitana (42,0%), Zona da Mata (14,8%), Agreste (25,2%) e Sertão (18,0%). O intervalo de confiança estimado é de 95% para uma margem de erro para mais ou para menos de 3,5%.

Perfil da amostra: Masculino 46,1%, feminino 53,9%; 16 a 24 anos 14,0%, 25 a 34 anos 21,2%, 35 a 44 anos 21,3%, 45 a 59 anos 24,9%, 60 anos ou mais 18,6%; até ensino fundamental completo 42,4%, médio (completo ou incompleto) 43,7% superior (completo ou incompleto) 13,9%, Até 01 salário mínimo 37,1%, De 01 a 02 salários mínimos 30,9%, De 02 a 05 salários mínimos 22,4% e acima de 05 salários mínimos 9,6%. Eram previstas eventuais ponderações para as variáveis sexo e idade, caso a diferença entre o previsto na amostra e a coleta dos dados fosse superior a 3 pontos percentuais; para as variáveis escolaridade e renda domiciliar o fator previsto para ponderação é 1 (resultados obtidos em campo). A amostra é composta por 800 entrevistas aplicadas na população que tenha título de eleitor, more e vote no estado de Pernambuco e distribuídas da seguinte forma: Região Metropolitana (42,0%), Zona da mata (14,8%), Agreste (25,2%) e Sertão (18,0%). O intervalo de confiança estimado é de 95% para uma margem de erro para mais ou para menos de 3,5%

Municípios pesquisados: Catende, Palmares, Água Preta, São José da Coroa Grande, Barreiros, Tamandaré, Rio Formoso, Gameleira, Sirinhaém, Ribeirão, Amaraji, Escada, Vitória de Santo Antão, Glória de Goitá, Lagoa de Itaenga, Paudalho, Carpina, Nazaré da Mata, Vicência, Macaparana, Timbaúba, Aliança, Itambé, Condado, Goiana, Pombos, Chã Grande, Quipapá, Buíque, Tupanatinga, Itaíba, Águas Belas, Bom Conselho, Garanhuns, São João, Lajedo, Canhotinho, Panelas, Cupira, Altinho, Cachoeirinha, Agrestina, São Joaquim do Monte, Bonito, Bezerros, Gravatá, Passira, Feira Nova, Limoeiro, João Alfredo, Bom Jardim, Orobó, Surubim, Vertentes, Taquaritinga do Norte, Santa Cruz do Capibaribe, Toritama, Brejo da Madre Deus, São Caitano, Belo Jardim, São Bento do Una, Sanharó, Pesqueira, Caruaru, Riacho das Almas, Pedra, Capoeiras, Caetés, Flores, Afogados da Ingazeira, Tabira, São José do Egito, Sertânia, Arcoverde, Ibimirim, Inajá, Manari, Tacaratu, Petrolândia, Floresta, Belém do São Francisco, Cabrobó, Santa Maria da Boa Vista, Lagoa Grande, Petrolina, Trindade, Araripina, Ipubi, Ouricuri, Bodocó, Exu, Salgueiro, São José do Belmonte, Serra Talhada, Custódia, Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Cabo de Santo Agostinho, Abreu e Lima, Camaragibe, Igarassu, Ipojuca, Paulista, São Lourenço da Mata e Moreno.

Desaprovação de Paulo Câmara chega a 58,8%

O governador Paulo Câmara tem aprovação de 23,9% dos pernambucanos. Já 58,8% desaprovam o governo. E 17,3% não opinaram. As informações são do Blog Nill Júnior.

Em relação à pesquisa divulgada em 23 de março, a rejeição aumentou 6,1%. E a aprovação teve queda de 5,5%.

Dados da pesquisa: A pesquisa foi registrada no TSE sob os números PE 00386/2022 e BR 05529/2022.  Os números foram coletados entre 09 a 13 de maio.

A amostra é composta por 800 entrevistas aplicadas na população que tenha título de eleitor, more e vote no estado de Pernambuco e distribuídas da seguinte forma: Região Metropolitana (42,0%), Zona da Mata (14,8%), Agreste (25,2%) e Sertão (18,0%). O intervalo de confiança estimado é de 95% para uma margem de erro para mais ou para menos de 3,5%.

Perfil da amostra: Masculino 46,1%, feminino 53,9%; 16 a 24 anos 14,0%, 25 a 34 anos 21,2%, 35 a 44 anos 21,3%, 45 a 59 anos 24,9%, 60 anos ou mais 18,6%; até ensino fundamental completo 42,4%, médio (completo ou incompleto) 43,7% superior (completo ou incompleto) 13,9%, Até 01 salário mínimo 37,1%, De 01 a 02 salários mínimos 30,9%, De 02 a 05 salários mínimos 22,4% e acima de 05 salários mínimos 9,6%. Eram previstas eventuais ponderações para as variáveis sexo e idade, caso a diferença entre o previsto na amostra e a coleta dos dados fosse superior a 3 pontos percentuais; para as variáveis escolaridade e renda domiciliar o fator previsto para ponderação é 1 (resultados obtidos em campo). A amostra é composta por 800 entrevistas aplicadas na população que tenha título de eleitor, more e vote no estado de Pernambuco e distribuídas da seguinte forma: Região Metropolitana (42,0%), Zona da mata (14,8%), Agreste (25,2%) e Sertão (18,0%). O intervalo de confiança estimado é de 95% para uma margem de erro para mais ou para menos de 3,5%

Municípios pesquisados: Catende, Palmares, Água Preta, São José da Coroa Grande, Barreiros, Tamandaré, Rio Formoso, Gameleira, Sirinhaém, Ribeirão, Amaraji, Escada, Vitória de Santo Antão, Glória de Goitá, Lagoa de Itaenga, Paudalho, Carpina, Nazaré da Mata, Vicência, Macaparana, Timbaúba, Aliança, Itambé, Condado, Goiana, Pombos, Chã Grande, Quipapá, Buíque, Tupanatinga, Itaíba, Águas Belas, Bom Conselho, Garanhuns, São João, Lajedo, Canhotinho, Panelas, Cupira, Altinho, Cachoeirinha, Agrestina, São Joaquim do Monte, Bonito, Bezerros, Gravatá, Passira, Feira Nova, Limoeiro, João Alfredo, Bom Jardim, Orobó, Surubim, Vertentes, Taquaritinga do Norte, Santa Cruz do Capibaribe, Toritama, Brejo da Madre Deus, São Caitano, Belo Jardim, São Bento do Una, Sanharó, Pesqueira, Caruaru, Riacho das Almas, Pedra, Capoeiras, Caetés, Flores, Afogados da Ingazeira, Tabira, São José do Egito, Sertânia, Arcoverde, Ibimirim, Inajá, Manari, Tacaratu, Petrolândia, Floresta, Belém do São Francisco, Cabrobó, Santa Maria da Boa Vista, Lagoa Grande, Petrolina, Trindade, Araripina, Ipubi, Ouricuri, Bodocó, Exu, Salgueiro, São José do Belmonte, Serra Talhada, Custódia, Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Cabo de Santo Agostinho, Abreu e Lima, Camaragibe, Igarassu, Ipojuca, Paulista, São Lourenço da Mata e Moreno.

Informalmente, MDB, PSDB e Cidadania definem Tebet como a pré-candidata da terceira via

A senadora Simone Tebet durante sessão no plenário do Senado no último dia 4  — Foto: Roque de Sá / Agência Senado

Lideranças partidárias de MDB, PSDB e Cidadania sacramentaram na reunião desta quarta-feira (18) o nome da senadora Simone Tebet (MDB-MS) como a pré-candidata do grupo à Presidência da República.

A decisão foi tomada após a apresentação de uma pesquisa encomendada pelos partidos que apontou “maior potencialidade” da pré-candidatura da senadora.

Mas o nome dela só será oficialmente anunciado após aprovação das comissões executivas dos partidos, em reuniões separadas marcadas para a próxima terça-feira (24), e após a resolução das divergências internas do PSDB.

Entre os dirigentes partidários, houve consenso de que Simone Tebet é mais competitiva porque, segundo apontou a pesquisa, tem menor rejeição; baixa taxa de conhecimento — o que significa maior potencial para conquistar eleitores; e forte identificação com o eleitorado feminino.

Além disso, avaliam como um “trunfo” o fato de Tebet ser a única pré-candidata mulher entre os grandes partidos — a outra é Vera Lúcia, mas do pequeno PSTU.

A pressa agora será para fechar rapidamente a aliança a fim de que Tebet possa ser apresentada publicamente como a alternativa a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL), que lideram, respectivamente, as pesquisas de intenção de voto.

Antes disso, porém, será necessário resolver o impasse no PSDB. João Doria, escolhido nas prévias de novembro do ano passado, rejeita desistir da pré-candidatura.

Para o ex-governador, a pesquisa avaliada nesta quinta pelos dirigentes dos três partidos é somente um “pretexto” para afastá-lo da disputa. Ele também reclamou por não ter sido convidado para a reunião da cúpula e das bancadas do PSDB nesta terça em Brasília.

“Não fui convidado para a reunião da Executiva do PSDB. Fizeram isso sem o resultado da pesquisa. Como fazer uma reunião antes de ter a pesquisa?”, questionou.

Em caso de confirmação do nome de Tebet como a pré-candidata da terceira via, o nome preferido para ocupar a posição de vice é o do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).

“Quero, no meu mandato, buscar soluções para os problemas do nosso povo”, diz José Patriota

O Presidente licenciado da Amupe e ex-prefeito de Afogados da Ingazeira, José Patriota, participo na manhã desta segunda (16) do programa Manhã Total, um dos de maior audiência no Sertão do Pajeú, na histórica rádio de mesmo nome.

Entrevistado pelo comunicador Nill Júnior, Patriota falou, por mais de uma hora, dos seus projetos para um futuro mandado na Alepe, a conjuntura política local e nacional, demonstrando a competitividade de sua postulação à assembleia. “Temos o apoio de diversos Prefeitos, vereadores, ex-prefeitos, não só do Pajeú mas de outras regiões do Estado. Depois de muito tempo o Pajeú está mais perto de reconquistar uma vaga na Alepe,” destacou Patriota.

Questões como a geração de renda, o abastecimento de água, o desenvolvimento econômico dos pequenos e médios municípios, e a alta no preço dos alimentos, dos combustíveis e da energia elétrica, foram temas abordados pelo ex-prefeito. “Precisamos enfrentar essas questões, para que o nosso povo volte a ter dias melhores,” afirmou.

Em 26 anos de funcionamento, urna eletrônica eliminou fraude e voto de cabresto, diz Fachin

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Edson Fachin, afirmou nesta terça-feira (17) que, em 26 anos de funcionamento, as urnas eletrônicas eliminaram das eleições a fraude, o voto de cabresto e a lentidão da apuração.

O ministro fez a declaração na abertura da sessão do plenário do tribunal, ao mencionar os 26 anos de criação da urna, completados na última sexta-feira (13).

“Todos sabemos — e não custa repisar nesta oportunidade — que a urna eletrônica nasceu para propiciar eleições seguras, num país que vivenciava votações que não eram imunes aos signos da fraude, do voto de cabresto, da intervenção humana e da lentidão dos processos de apuração e totalização. Isso não existe mais entre nós”, disse Fachin.

O presidente Jair Bolsonaro , pré-candidato à reeleição, vem levantando suspeitas sem provas sobre a urna eletrônica, afirmando que não são auditáveis — embora sejam — e defendendo a aplicação de voto impresso, considerado um retrocesso pela Justiça Eleitoral. Nesta segunda-feira, a empresários em São Paulo, Bolsonaro disse — sem apontar um motivo — que as eleições deste ano poderão ser “conturbadas”.

Para o ministro Fachin, as derrotas de políticos nas eleições não têm a ver com o funcionamento das urnas, mas com a vontade do eleitor.

“As derrotas obtidas nas urnas não são fruto da sua operacionalidade, mas sim da inoponível manifestação do verdadeiro e único titular de todo o poder da República, o povo brasileiro”, afirmou Fachin aos ministros do tribunal.

O presidente do TSE ressaltou que as urnas são um “patrimônio nacional” e que garantem aos eleitores que suas vozes são ouvidas.

Ele lembrou que o sistema já foi empregado em 14 eleições e outras em eleições suplementares, com resultados que espelham fielmente a vontade do eleitor.

“Nosso sistema é moderno, seguro, confiável e, até mesmo hoje, depois do mais recente e sofisticado teste de confirmação, do teste público de segurança, não houve qualquer sucesso nas tentativas de invasão do sistema. Vale dizer — embora todos já o saibamos: as urnas eletrônicas são seguras e seus resultados são fiéis à manutenção da vontade de todo eleitorado brasileiro com total fidedignidade”, completou.

De acordo com o ministro, são 577 mil equipamentos em mais de 483 mil seções eleitorais no Brasil. Cada uma das urnas conta com barreiras de segurança testadas e está apta a garantir sigilo do voto de cada um dos 150 milhões de eleitores, disse.

Após Doria ameaçar ir à Justiça, tucanos preveem guerra por dinheiro para campanha ao Planalto

Enquanto o ex-governador João Doria ameaça ir à Justiça para garantir sua candidatura à Presidência, lideranças do PSDB já sinalizam que o paulista pode sofrer retaliação e ficar sem recursos para a campanha ao Palácio do Planalto.

Aliados do presidente nacional da sigla, Bruno Araújo, acreditam que Doria tende a conseguir decisões favoráveis na Justiça, visto que o estatuto tucano prevê que o vencedor das prévias deve ter sua candidatura homologada na convenção nacional.

No entanto, o entorno do ex-governador paulista reconhece que há uma jurisprudência no sentido de garantir a Araújo a decisão sobre a aplicação da verba do fundo eleitoral na disputa presidencial.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cabe a cada legenda estabelecer os critérios para a distribuição interna dos recursos do Fundo Eleitoral, desde que cumpridos todos os requisitos definidos pela legislação, como, por exemplo, a cota de gênero de 30%.

“Um eventual ‘boicote’ financeiro a Doria somente poderia ser verificado a partir do final de julho, quando os partidos devem começar a enviar as regras de distribuição do Fundo Eleitoral ao TSE. Até que isso ocorra, a sigla fica sem o dinheiro do FEFC para campanha. Esses parâmetros de distribuição precisam ainda ser aprovados pela maioria absoluta de integrantes do órgão de direção executiva nacional do partido”, explica o advogado Michel Bertoni, especialista em direito eleitoral.

“Se a maioria da Executiva Nacional do PSDB decidir não transferir recurso algum para Doria, está decidido, o partido tem essa liberdade”, explica.

Se a estratégia da cúpula tucana se confirmar, Doria teria direito apenas ao tempo de propaganda no rádio e na televisão. Poderia, ainda, arrecadar recursos via “vaquinha eleitoral”, de pessoas físicas. Outra opção seria usar dinheiro próprio, o que, pelas regras do TSE, está limitado a 10% do limite de gastos da campanha eleitoral, cujos valores não foram definidos ainda.

Segundo Bertoni, a expectativa é que o teto fique em torno de R$ 88 milhões para o primeiro turno, que é o valor da campanha de 2018 corrigido pela inflação do período. Nessa hipótese, o ex-governador poderia desembolsar R$ 8,8 milhões.

O limite para autofinanciamento passou a valer a partir de 2020. Em 2016, quando Doria foi eleito prefeito de São Paulo, o limite para o autofinanciamento era o mesmo do cargo disputado. Na ocasião, Doria desembolsou do próprio bolso R$ 4,4 milhões.

Em 2018, o ex-ministro Henrique Meirelles (MDB) fez toda a sua campanha presidencial – de R$ 57 milhões – com recursos próprios, sem ajuda da legenda.

Principal aliado de Doria na executiva, o tesoureiro Cesar Gontijo confia que haja uma pacificação interna que evite tanto a judicialização, quanto eventual corte na despesa de campanha do paulista.

“O PSDB tem uma responsabilidade e obrigação histórica com os seus candidatos a presidente. não será diferente com João Doria. ele é o candidato a presidente escolhido por prévias democráticas e terá todas as condições do partido para fazer campanha”, diz Gontijo.

No sábado, Doria enviou uma carta a Araújo ameaçando levar o partido à Justiça caso não seja candidato à Presidência da República. O ex-governador cobrou respeito ao resultado das prévias tucanas, que o elegeram pré-candidato da sigla ao Planalto.

O documento, escrito em papel timbrado com o logo de um escritório de advocacia, critica o uso de pesquisa qualitativa e quantitativa para definição de uma candidatura única de centro, critério escolhido em consenso por dirigentes do PSDB, MDB e Cidadania, mas considerado desfavorável a Doria, que tem alta rejeição.

A Executiva Nacional vai se reunir hoje para discutir a carta e deliberar se aceita ou não os parâmetros da terceira via.

PT faz ofensiva no PDT para convencer Ciro a desistir de disputa e turbinar Lula no 1º turno

Lideranças do PT têm intensificado as conversas nas últimas semanas com integrantes do PDT para convencer Ciro Gomes (PDT) a desistir da disputa presidencial.

Na avaliação de coordenadores da campanha de Lula ouvidos pelo blog da Andreia Sadi, se Ciro desistir da disputa, os votos do candidato do PDT migrariam para Lula, turbinando a vantagem do petista contra Jair Bolsonaro ainda no primeiro turno.

Essa possível transferência, inclusive, é demonstrada pelas mais recentes pesquisas de intenção de voto. Ciro, no entanto, tem rechaçado essa ideia- pelo menos até agora.

Ao blog, fontes da cúpula do PDT confirmam as conversas com o PT – mas reforçam que qualquer decisão sobre a candidatura de Ciro Gomes será tomada pelo próprio Ciro.

Se Ciro seguir até o final, pedetistas têm garantido ao PT que estarão junto a Lula em um eventual segundo turno.

Doriel Barros confirma vinda de Lula a Serra Talhada em junho

Nesta segunda-feira (16), durante coletiva de imprensa que teve como plano de fundo as imagens do ex-governador Miguel e Arraes e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o deputado federal André de Paula (PSD), confirmou a sua pré-candidatura ao Senado no palanque da também deputada federal e pré-candidata ao Governo do Estado, Marília Arraes (SD).

“André de Paula como nosso futuro senador vai ser essencial para esse projeto, além de representar a força de um partido grande, de um partido forte no Congresso Nacional, tem experiência no legislativo, conhece Brasília, sabe como funciona, e sem dúvidas ter um senador como André vai ser essencial para que a gente possa governar Pernambuco voltando a ter diálogo com o governo federal, buscar investimentos, buscar recursos, e fazer Pernambuco voltar a ser prioridade”, disse Marília na abertura da coletiva.

Ao defender seu nome para o Senado, André de Paula destacou a sua experiência. “Eu sou um político experiente. Chegando ao Senado eu terei cumprido todas as etapas do legislativo. Fui vereador e iniciei minha vida numa câmara municipal, fui deputado estadual por dois mandatos e cumpro agora o sexto mandato como federal. Tive a oportunidade de ser secretário de estado de dois governadores, Jarbas Vasconcelos e Paulo Câmara. Presidi o antigo PFL por 17 anos, presido o PSD há 10 anos, sem máculas, com mãos limpas, com o passado de fidelidade e compromisso aos companheiros. E eu sei que serei o senador de Pernambuco”, destacou André.

Ainda durante a coletiva, o pré-candidato ao Senado, confirmou que sua filha, Cacau de Paula, entregou o cargo de secretária de Turismo da Prefeitura do Recife. “Ela conversou com o prefeito João Campos ontem na casa dele e comunicou a sua decisão”, informou.

André informou ainda que o presidente do IRH – Instituto de Recursos Humanos de Pernambuco, Ruy Rêngo Rocha também já comunicou ao governador Paulo Câmara que estaria entregando o cargo.

Ao ser questionada por jornalistas sobre o fato do pré-candidato a Presidência Lula declarar apoio unicamente a Danilo Cabral, Marília disse que “toda eleição o PSB vai chantagear o presidente Lula, ameaçar não dar tempo de TV e apoiar outros candidatos caso Lula não seja favorável à aliança com o PSB em PE”.

Sobre a aliança com André, Marília justificou dizendo que representa a união dos diferentes e não dos iguais, que Lula e Arraes sempre fizeram isso, montaram chapas com a centro-direita.

“Miguel Arraes sempre teve em suas chapas integrantes da centro-direita e isso nunca atrapalhou seus projetos. O presidente Lula da mesma forma”, afirmou Marília. A mesma coisa destacou André em vários momentos da coletiva. “É preciso lembrar que esta não é uma aliança de iguais. Pensamos de forma diferente em determinados temas”, lembrou André.

Questionado se contaria com o apoio dos prefeitos de sua base, André disse que vai conversar com todos e andar o estado pedindo votos para Marília.

“Eu vou fazer um trabalho intenso a partir de hoje, eu vou conversar com todos os prefeitos e vou pedir votos para Marília Arraes”, afirmou André.

“Quero agradecer de forma especial a governadora Marília, pelo convite que me fez, pela insistência que ela teve, porque ela sempre acreditou que eu poderia ser o parceiro que ela precisa para mudar Pernambuco. Marília, eu tenho um orgulho danado de estar ao seu lado, você enseja qualidades que a mulher pernambucana tem”, disse André.

Sobre o fato de ter optado por Marília e não por Raquel ou Miguel, André disse apenas que “tem a melhor candidata”, não quis dar detalhes se houve negociação com os demais.

Paraná Pesquisa mostra cenário improvável ao Senado em Pernambuco

A pesquisa eleitoral do instituto Paraná Pesquisas de maio, divulgada com exclusividade pela coluna, mostra a intenção de voto ao Senado em Pernambuco. No único cenário testado pelo levantamento, Raquel Lyra (PSDB) lidera a corrida pela Câmara Alta.

A tucana, porém, deixou a prefeitura de Caruaru para se candidatar ao Governo de Pernambuco e, até o momento, não sinalizou desistência da pré-campanha pelo Governo de Pernambuco. Na corrida pelo palácio, inclusive, ela ocupa a segunda colocação.

Na pesquisa, Raquel Lyra tem 32,8%, seguida de André de Paula, com 14%; Teresa Leitão, com 9,8%; Gilson Machado com 8,3% e Eugênia Lima, do Psol, com 1,1%. Nenhum, branco ou nulo somam 24%. Não sabem ou não responderam, 9,9%.

Para a realização da pesquisa eleitoral de maio, o instituto Paraná Pesquisas entrevistou 1510 eleitores pessoalmente, atingindo a população com 16 anos ou mais em 60 municípios entre os dias 10 a 14 de maio de 2022. O nível de confiança de 95,0% para uma margem estimada de erro de aproximadamente 2,6% para os resultados gerais.

As informações são do Blog de Jamildo.

Mulheres são apenas 1 em cada 7 pré-candidatos a governos estaduais

Única mulher eleita governadora em 2018

Em uma eleição que será marcada pela polarização e pelo forte enfrentamento entre lulistas e bolsonaristas, os partidos têm adotado postura menos aberta à diversidade de gênero na definição de candidaturas nos estados.

Mulheres são apenas 1 em cada 7 pré-candidatos a governos estaduais, segundo levantamento feito pela Folha. O percentual é inferior ao registrado nas eleições de 2018 e poderá ser ainda menor, já que parte delas ainda não foi referendada por seus partidos.

Até agora, 22 mulheres se lançaram pré-candidatas a governos estaduais em um total de ao menos 161 nomes que devem concorrer aos governos dos 26 estados e Distrito Federal —o equivalente a 14%.

Em 2018, esse percentual chegou a 15% com 30 candidaturas femininas. Quatro anos antes foram 20 candidatas mulheres, representando 11% do total de postulantes a governos estaduais.

Apenas seis estados brasileiros já elegeram mulheres governadoras: Rio de Janeiro, Pará, Maranhão, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Roraima.

O Rio Grande do Norte é o recordista nesse quesito: foram três governadoras desde a redemocratização. A última delas foi a atual governadora Fátima Bezerra (PT), única mulher eleita para um governo estadual em 2018.

Ela vai concorrer a um novo mandato em outubro e tentar repetir o feito de ser reeleita para um governo estadual, que só foi alcançado por duas mulheres no Brasil: Roseana Sarney, no Maranhão, e Wilma de Faria, no Rio Grande do Norte.

Fátima Bezerra vai para a disputa na condição de favorita, mas avalia o momento como de maior dificuldade para as mulheres.

Ela diz que a ascensão do presidente Jair Bolsonaro (PL) —que, em sua avaliação, comanda “um governo federal de perfil machista e misógino”— resultou em retrocessos em todos os espaços de atuação e participação feminina.

“Voltamos algumas casas nas nossas conquistas quando atravessamos períodos em que até mesmo a nossa existência é ameaçada por discursos de ódio e de violência e por políticas públicas facilitadoras da barbárie”, afirma.

Outras duas mulheres assumiram os governos estaduais em abril deste ano com a renúncia dos titulares para as eleições, mas não há garantia de continuidade.

No Piauí, a governadora Regina Sousa (PT), que assumiu o posto de Wellington Dias (PT), diz que não pleiteou disputar a sucessão por questões de saúde.

A governadora do Ceará, Izolda Cela (PDT), tenta se viabilizar para a sucessão, mas enfrenta concorrência interna de outros três nomes —todos homens— do seu partido, que também são pré-candidatos ao governo. A escolha deve acontecer em julho.

Estado nunca comandado por uma mulher, Pernambuco vive a situação inédita de ter duas mulheres liderando as pesquisas para o governo: a deputada federal Marília Arraes (Solidariedade) e a ex-prefeita de Caruaru Raquel Lyra (PSDB).

Marília Arraes, que teve que deixar o PT para viabilizar sua candidatura ao governo, classifica a política como um espaço ainda hostil às mulheres, que disputam em condição desigual no acesso aos recursos de financiamento e tempo de televisão.

Isso porque, na visão da deputada, a política ainda é um espaço majoritariamente masculino –pensado e ocupado por homens. “O meu partido está me tratando como prioridade e me dando esse espaço, mas isso é uma exceção na conjuntura partidária do Brasil.”

A parlamentar reconhece que, apesar dos avanços conquistados nos últimos anos, ainda há “um caminho muito longo pela frente”.

Raquel Lyra, que foi a primeira mulher a ser eleita prefeita de Caruaru, agora tenta ser a primeira governadora de Pernambuco. Ela destaca a maior presença feminina na eleição majoritária como um marco para o estado.

Por outro lado, também avalia que o avanço das mulheres é brecado pelas instâncias decisórias dos partidos. Quanto mais importante é o cargo, maior é o desafio para a consolidação de candidaturas femininas.

“O desafio é garantir candidaturas que sejam viáveis. Não é fácil se manter de pé, a caminhada para a mulher é sempre difícil”, afirma.

Em 2018, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) definiu que ao menos 30% do fundo público de financiamento de campanhas, o chamado fundo eleitoral, devem ir para candidaturas femininas.

Cabe aos partidos decidir quais candidaturas serão beneficiadas com os recursos para candidaturas de mulheres, o que inclui candidaturas majoritárias com homens como cabeça de chapa e mulheres como candidatas a vice.

Com isso, o número de mulheres candidatas a vice cresceu tanto na disputa presidencial quanto nos estados.

Em 2019, a Folha revelou a existência esquemas de candidaturas laranjas nos estados de Pernambuco e Minas Gerais, com suspeitas de desvios de recursos que deveriam financiar candidaturas de mulheres.

Pelo cenário das pré-candidaturas desenhado até o momento, apenas 14 das 27 unidades da federação terão mulheres como candidatas a governadoras. Mas são poucas que serão uma prioridade de seus partidos em nível nacional.

Paraná Pesquisas mostra a intenção de voto para o Governo de Pernambuco

A pesquisa eleitoral de maio do instituto Paraná Pesquisas para o Governo de Pernambuco, divulgada com exclusividade pela coluna, mostra Marília Arraes (SD) liderando a corrida. É a primeira vez que o levantamento testa a ex-petista como pré-candidata ao executivo.

No levantamento estimulado, quando apresenta-se os nomes dos pré-candidatos aos entrevistados, Marília Arraes fica com doze pontos percentuais de vantagem com relação a Raquel Lyra (PSDB), pré-candidata que ocupa o segundo lugar no ranking de intenção de voto ao Governo de Pernambuco.

Ela aparece empatada tecnicamente com Miguel Coelho (UB), terceiro colocado, que por sua vez está empatado tecnicamente com Anderson Ferreira (PL), quarto lugar na pesquisa eleitoral. Danilo Cabral, que nesta semana amarrou a presença do PT à sua chapa lançando Teresa Leitão ao Senado, ficou em quinto lugar.

Os candidatos mais à esquerda, João Arnaldo (PSOL) e Jones Manoel (PCB), ocupam as últimas posições no ranking de intenção de voto ao Governo de Pernambuco. Juntos, eles somam 2%.

Chama atenção que, num cenário sem Raquel Lyra concorrendo ao Governo de Pernambuco, Marília Arraes chega a 34,9% de intenção de voto. No último levantamento feito pelo Paraná Pesquisas, em março, a tucana liderava com 25,8%, mas a ex-petista estava no principal cenário da disputa.

Num terceiro cenário, sem Miguel Coelho, Marília Arraes seria a maior beneficiada, ganhando 3,8 pontos percentuais. Raquel Lyra, por sua vez, soma 2,8% sem o ex-prefeito de Petrolina concorrendo ao Governo de Pernambuco.

Todos os cenários da pesquisa eleitoral Paraná Pesquisas para o Governo de Pernambuco:

Confira todos os cenários para o primeiro turno da disputa pelo Governo de Pernambuco testados pela pesquisa eleitoral

Cenário 1 – Marília Arraes (SD): 28,8%; Raquel Lyra (PSDB): 16,0%; Miguel Coelho (UB): 13,6%; Anderson Ferreira (PL): 12,1%; Danilo Cabral (PSB): 7,1%; João Arnaldo (PSOL): 1,3%; Jones Manoel (PCB): 0,7%; Branco ou nulo: 13,5%; Não sabe ou não respondeu: 7%.

Cenário 2 – Marília Arraes (SD): 34,9%; Miguel Coelho (UB): 15,4%; Anderson Ferreira (PL): 12,8%; Danilo Cabral (PSB): 8,3%; João Arnaldo (PSOL): 2,2%; Jones Manoel (PCB): 1,5%; Branco ou nulo: 17,0%; Não sabe ou não respondeu: 7,9%.

Cenário 3 – Marília Arraes (SD): 32,6%; Raquel Lyra (PSDB): 18,8%; Anderson Ferreira (PL): 12,6%; Danilo Cabral (PSB): 7,7%; João Arnaldo (PSOL): 1,4%; Jones Manoel (PCB): 0,9%; Branco ou nulo: 18,2%; Não sabe ou não respondeu: 7,7%.

Para o segundo turno, foram testados os seguintes cenários:

Marília Arraes (SD) 51,4% x 18,7% Danilo Cabral (PSB) | B/N: 23,4%

Raquel Lyra (PSDB) 41,8% x 20,3% Danilo Cabral (PSB) | B/N: 27,5%

Miguel Coelho (UB) 35,0% x 22,7% Danilo Cabral (PSB) | B/N: 30,9%

Danilo Cabral (PSB) 29,1% x 28,1% Anderson Ferreira (PL) | B/N: 33,2%

Mais informações sobre a pesquisa eleitoral do Paraná Pesquisas para Pernambuco

O trabalho de levantamento de dados foi feito através de 1510 entrevistas pessoais com eleitores com 16 anos ou mais em 60 municípios entre os dias 10 a 14 de maio de 2022. O nível de confiança é de 95,0% para uma margem estimada de erro de aproximadamente 2,6% para os resultados gerais.

Humberto não economiza nas críticas a Marília durante ato do PT

O senador Humberto Costa (PT) não economizou nas críticas a pré-candidata ao Governo do Estado, deputada federal Marília Arraes (Solidariedade), ex-petista, durante encontro do Partido dos Trabalhadores. Neste domingo (15), a legenda formalizou o nome da deputada estadual Teresa Leitão (PT) como pré-candidata à senadora pela Frente Popular, encabeçada pelo deputado federal Danilo Cabral (PSB).

“Teresa não é daquelas que entra, passa uma chuva e vai embora”, declarou o senador, que trabalhou para a aliança entre PT e PSB no Estado. “Não adianta nada dizer que estava com Lula e quando Lula mais precisa, virar as costas. Quem faz isso não é lulista”, acrescentou.

Humberto ainda disse que “fazer discurso, dar abraço e tirar fotografia é muito fácil”. “Quero ver pegar no pesado”.

PT realiza ato político, com a presença de Paulo e Danilo, para apresentar Teresa Leitão como senadora

O Partido dos Trabalhadores realizou um encontro, neste domingo (15), para apresentar e oficializar à militância do partido o nome da deputada estadual Teresa Leitão (PT) como a candidata à senadora na Frente Popular, encabeçada pelo deputado federal Danilo Cabral (PSB).

O evento contou com a presença de Danilo, do governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB) e o senador Humberto Costa (PT).

Auditório lotado com a militância petista no Praia Hotel, no Pina, Zona Sul do Recife.

Pesquisa Ipespe: Lula tem rejeição de 43% e Bolsonaro 59%

A nova pesquisa XP/Ipespe divulgada nesta sexta-feira (13) mostra que a rejeição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é de 43%. Os que declararam não votar no atual presidente Jair Bolsonaro (PL) são 59%.

O número de Bolsonaro é mais alto que o de Lula, mas vem em queda, e pela primeira vez ficou abaixo dos 60%. O ex-presidente, que no ano passado chegou a ter 48% de rejeição, desde o começo deste ano oscila entre 42 e 43%.