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Lira nega ter sido ameaçado pelo ministro da Defesa; Braga Netto diz que ameaça é invenção

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou nesta quinta-feira (22) que é “mentira” a informação trazida pelo jornal “O Estado de S. Paulo” de que o ministro da Defesa, general Braga Netto, teria enviado um recado a ele avisando que, se não houver a aprovação do voto impresso e “auditável”, não haveria eleições em 2022.

Lira afirmou ao blog que irá soltar uma nota sobre o tema, negando a informação trazida pelo jornal.

Na manhã desta quinta, ao chegar ao Ministério da Defesa, Braga Netto foi questionado por jornalistas sobre a reportagem. Ele disse que é “invenção”.

O vice-presidente, Hamilton Mourão, também foi questionado sobre o tema ao chegar ao Ministério da Defesa. Ele estava a certa distância dos jornalistas e gritou: “É mentira”.

De acordo com o “Estadão”, quando Braga Netto enviou o recado para Lira, estava acompanhado dos comandantes da Aeronáutica, Marinha e Exército.

O movimento do ministro da Defesa, ainda segundo a reportagem, ocorreu em 8 de julho. No mesmo dia, Bolsonaro declarou publicamente que, se não houvesse voto impresso, não haveria eleições.

O voto impresso é uma das principais causas atualmente defendidas por Bolsonaro e seus aliados. Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contestam o presidente e afirmam que o sistema eleitoral no país é seguro, moderno e auditável.

Lula deve chegar a Pernambuco no dia 25 e vai a Paulo Câmara

Os detalhes da agenda ainda serão amarrados. Mas a data prevista para desembarque do ex-presidente Lula em Pernambuco é o próximo dia 25. A programação deve se dar no final do mês, conforme o senador Humberto Costa havia adiantado à coluna há uma semana. No Palácio do Campo das Princesas, já havia expectativa de que o líder-mor do PT chegasse nesse mesmo final de semana.

A referida data vem a calhar com a previsão dos palacianos: será num domingo. Lula deve ir à mesa com a cúpula do PSB, selando uma reaproximação já prevista entre as duas siglas, visando a 2022. Nas hostes socialistas, já se admite uma inclinação, hoje, maior a um apoio ao ex-presidente na corrida pelo Planalto. Motivos: o PSB também quer apoio na disputa pelo Governo do Estado, além disso, Pernambuco é reduto lulista e o ex-presidente tem liderado pesquisas, já havendo sinalizado que o PT fará concessões regionais em prol da formação de uma frente ampla para a disputa presidencial.

A mais recente pesquisa Datafolha, divulgada na última sexta-feira, mostra Lula com 46% das intenções de voto, em simulação de 1º turno, contra 25% do presidente Jair Bolsonaro.

Em cenário de 2º turno, o petista pontua 58% contra 31% do presidente. Além deles, a pesquisa estimulada apresentou Ciro Gomes, com 8%, o governador de São Paulo, João Doria, com 5%, e o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, com  4%. Quando Doria é substituído pelo governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, Ciro tem 9%, Mandetta, 5% e Leite, 3%. O PDT também trabalha pelo apoio do PSB, determinante para sustentação do projeto de Ciro.

O PSB não vai cravar posição tão cedo, mas trabalha para encabeçar frentes regionais, partindo de estados como o Rio de Janeiro, onde aglutina legendas, incluindo o PT, em torno do projeto majoritário de Marcelo Freixo. No bojo dessa construção, o deputado cumpriu, ainda em junho, agenda em Pernambuco, estado hegemônico na legenda e pelo qual, naturalmente, passam as decisões nacionais. Da programação de Lula em Pernambuco, certo é que ele vai à mesa com Paulo Câmara, vice-presidente nacional do PSB.

Bolsonaro aponta plano B para voto impresso e admite problema com Barroso

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou na segunda-feira (12) que, se a proposta de incorporar o voto impresso no sistema eleitoral brasileiro não passar no Congresso Nacional, vai requerer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que os votos sejam contados de forma pública. A declaração foi dada a jornalistas logo depois de um encontro entre o presidente da República e o ministro Luiz Fux, que preside o Supremo Tribunal Federal (STF).

“Se o Congresso não aprovar, nós vamos querer, daí – e eu respeito o Parlamento brasileiro -, vamos querer a contagem pública dos votos, isso já é lei”, disse Bolsonaro.

Nesta segunda-feira, o presidente voltou a defender o voto impresso como maneira de garantir um processo eleitoral, segundo ele, à prova de fraudes. Sobre os atritos com a Corte, Bolsonaro frisou que seu “problema” é com Luís Roberto Barroso, presidente do TSE, e que refuta a ideia da mudança eleitoral proposta pelo presidente.

A tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que levaria ao voto impresso já nas eleições de 2022 enfrenta dificuldades por resistência de líderes partidários, que fecharam questão contra a proposta. Entre os contrários estão líderes de partidos da base aliada do Planalto, como Republicanos e Progressistas.

Pela falta de acordo, a proposta corre o risco de ser rejeitada ainda na comissão especial que trata do assunto na Câmara dos Deputados. Se de fato for rejeitada, a proposta será arquivada antes mesmo de ir a plenário. 

Bolsonaro tem dito que há provas de que as eleições presidenciais de 2014, vencidas por Dilma Rousseff (PT), foram fraudadas, e que Aécio Neves (PSDB) seria o verdadeiro vencedor. Sobre 2018, quando Bolsonaro venceu Fernando Haddad (PT) no segundo turno e foi eleito presidente da República, as supostas fraudes teriam impedido Bolsonaro de vencer no primeiro turno. O presidente não apresentou nenhum documento que comprove suas suspeitas.

Aos jornalistas, o presidente disse conhecer um homem que poderia comprovar fraudes na contagem dos votos em 2014, mas essa pessoa, que não foi identificada por Bolsonaro, estaria doente.

“Hoje eu conversei com a pessoa que vinha fazer a demonstração de fraude de 2014, mas ela está com Covid, está bastante debilitada”, falou Bolsonaro. 

“Se essa pessoa melhorar, ela virá, e eu convidarei vocês da imprensa e também as mídias sociais minhas vão transmitir a apresentação dele. É algo realmente difícil de não acreditar na possibilidade de fraude“, afirmou. 

Lula amplia vantagem sobre Bolsonaro e, no 2º turno, tem 58% contra 31%, aponta Datafolha

Uma pesquisa do instituto Datafolha divulgada nesta sexta-feira (9) pelo site do jornal “Folha de S.Paulo” revela os índices de intenção de voto para a eleição presidencial de 2022. Lula ampliou a vantagem sobre Bolsonaro. Na pesquisa espontânea, passou de 21% para 26%, enquanto Bolsonaro foi de 17% para 19%. No segundo turno, o ex-presidente tem 58% contra 31%. Na pesquisa anterior, tinha 55% contra 32%.

A pesquisa ouviu 2.074 pessoas nos dias 7 e 8 de julho em 146 cidades brasileiras. Foram entrevistadas pessoas acima de 16 anos. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%.

Foram pesquisados dois cenários, um com o governador de São Paulo, João Doria, como possível candidato do PSDB e outro com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, como o escolhido.

Veja o resultado da pesquisa estimulada de intenção de voto no 1º turno:
CENÁRIO A

Lula (PT): 46%
Jair Bolsonaro (sem partido): 25%
Ciro Gomes (PDT): 8%
João Doria (PSDB): 5%
Luiz Henrique Mandetta (DEM): 4%
Em branco/nulo/nenhum: 10%
Não sabe: 2%

CENÁRIO B

Lula (PT): 46%
Jair Bolsonaro (sem partido): 25%
Ciro Gomes (PDT): 9%
Luiz Henrique Mandetta (DEM): 5%
Eduardo Leite (PSDB): 3%
Em branco/nulo/nenhum: 10%
Não sabe: 2%

No levantamento anterior, divulgado em maio, Lula tinha 41%; Bolsonaro, 23%; Moro, 7%; e Ciro, 6%. Luciano Huck (sem partido) aparecia com 4%, Doria com 3%, Mandetta com 3% e João Amoêdo (Novo) com 2%.

Esta é a segunda pesquisa Datafolha para as eleições de 2022 desde que Lula recuperou os poderes políticos.

Pesquisa espontânea de intenções de voto no 1º turno
Lula (PT): 26%
Jair Bolsonaro (sem partido): 19%
Ciro Gomes (PDT): 2%
Outros: 2%
Em branco/nulo/nenhum: 7%
Não sabe: 42%

Veja, abaixo, simulações de 2º turno:
Intenção de voto no 2º turno em uma disputa entre Lula e Bolsonaro

Lula (PT): 58%
Bolsonaro (sem partido): 31%
Em branco/nulo/nenhum: 10%
Não sabe: 1%

Intenção de voto no 2º turno em uma disputa entre Lula e Doria

Lula (PT): 56%
Doria (PSDB): 22%
Em branco/nulo/nenhum: 20%
Não sabe: 1%

Intenção de voto no 2º turno em uma disputa entre Bolsonaro e Ciro

Ciro (PDT): 50%
Bolsonaro (sem partido): 34%
Em branco/nulo/nenhum: 15%
Não sabe: 1%

Intenção de voto no 2º turno em uma disputa entre Bolsonaro e Doria

Doria (PSDB): 46%
Bolsonaro (sem partido): 35%
Em branco/nulo/nenhum: 18%
Não sabe: 1%

A pesquisa também apontou os índices de rejeição. Veja abaixo:

Índice de rejeição
Bolsonaro: 59%
Lula: 37%
Doria: 37%
Ciro: 31%
Mandetta: 23%
Eduardo Leite: 21%
Rejeita todos/não votaria em nenhum: 2%
Votaria em qualquer um/não rejeita nenhum: 2%
Não sabe: 1%

Nesse ponto, o entrevistado pode responder mais de um candidato, por isso a soma entre todos os índices não resulta em 100%. A pergunta do instituto é: “Em quais desses possíveis candidatos (o cartão é mostrado) você não votaria de jeito nenhum no primeiro turno da eleição para presidente da República em 2022? E qual mais?”

Entre aqueles que votaram em Bolsonaro em 2018, 26% dizem rejeitar seu nome para a disputa presidencial de 2022, e 68% não votariam de jeito nenhum em Lula.

Pesquisa por escolaridade, renda, região, cor e religião
Segundo o Datafolha, a preferência pelo petista fica acima da média entre brasileiros com escolaridade fundamental (56%), na parcela dos mais pobres, com renda familiar de até 2 salários (57%), na região Nordeste (64%), entre pretos (57%) e pardos (50%), no segmento dos católicos (51%) e entre desempregados que buscam emprego (64%).

De acordo com a pesquisa do instituto, Bolsonaro diminui a desvantagem geral de 21 pontos para o petista na parcela de homens (43% para Lula e 31% para Bolsonaro, ante 48% a 20% no universo de mulheres), na faixa de 60 anos ou mais (42% a 28%), na fatia dos mais escolarizados (34% a 28%), nas regiões Sul (35% a 30%) e Centro-Oeste/Norte (41% a 35%) e entre brancos (34% a 30%). Entre os mais ricos, Bolsonaro fica à frente do ex-presidente: 41% a 21% entre quem tem renda familiar de 5 a 10 salários, e 36% a 22% na faixa de renda familiar acima de 10 salários. No segmento de empresários, o atual presidente também lidera, com 52% das intenções de voto, contra 25% do petista. No segmento evangélico, há um empate estreito entre Lula (37%) e Bolsonaro (38%).

Sem provas, Bolsonaro insinua fraude e ameaça eleição de 2022

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a fazer hoje uma ameaça às eleições de 2022. Um dia depois de citar, mais uma vez sem provas, a existência de fraude nas urnas eletrônicas, Bolsonaro afirmou que não haverá disputa eleitoral no ano que vem se não houver “eleições limpas“.

A insinuação infundada é a de que poderia haver fraude nas atuais urnas para derrotá-lo no ano que vem. Eleições no ano que vem serão limpas. Ou fazemos eleições limpas no Brasil ou não temos eleições Jair Bolsonaro, que deve tentar a reeleição no ano que vem .

A declaração de Bolsonaro foi feita em conversa com apoiadores na manhã de hoje, em Brasília. Ontem, em entrevista à rádio Guaíba, em Porto Alegre, o presidente havia afirmado que se o Congresso não aprovar o voto auditável nas eleições de 2022 haverá “problemas” para os parlamentares.

“Se esse mesmo (sistema) continuar, sem a contagem pública, eles vão ter problema porque algum lado pode não aceitar o resultado. Esse algum lado, obviamente, é o nosso lado. Nós queremos transparência”, disse.

Desde a adoção das urnas eletrônicas no Brasil, em 1996, nunca houve comprovação de fraude nas eleições. Essa constatação foi feita não apenas por auditorias realizadas pelo TSE, mas também por investigações do MPE (Ministério Público Eleitoral) e por estudos independentes. Além disso, as urnas eletrônicas são auditáveis e este procedimento é feito durante a votação.

O processo é chamado Auditoria de Funcionamento das Urnas Eletrônicas (ou “votação paralela”). Na véspera da votação, juízes eleitorais de cada TRE (Tribunal Regional Eleitoral) fazem sorteios de urnas já instaladas nos locais de votação para serem retiradas e participarem da auditoria.

Pelo menos desde março do ano passado, Bolsonaro tem afirmado possuir provas, embora não apresente, de fraude nas eleições de 2014 e de 2018. Sobre a primeira, ele afirma que o deputado Aécio Neves (PSDB-MG) teve mais votos que Dilma Rousseff (PT), eleita naquele ano.

A respeito de 2018, ele afirma que uma fraude o impediu de ter derrotado o candidato do PT, Fernando Haddad, ainda no primeiro turno. No dia 21 de junho, o TSE deu prazo de 15 dias para que o presidente forneça provas das alegações sobre a segurança das urnas. O prazo, porém, só vencerá em agosto, devido ao recesso judicial. Ainda não houve resposta de Bolsonaro no processo.

Hoje Aécio rebateu as suspeitas levantada por Bolsonaro e afirmou não acreditar que tenha havido fraude nas urnas eletrônicas no pleito daquele ano — seu candidato a vice à época também disse que as eleições foram limpas e que o PSDB perdeu por falta de votos.

Rejeição ao governo Bolsonaro bate recorde e atinge 51%, aponta pesquisa Datafolha

Levantamento feito pelo instituto Datafolha e divulgado nesta quinta-feira (8) pelo site do jornal “Folha de S.Paulo” mostra que a reprovação ao governo Jair Bolsonaro chegou a 51%, a pior marca registrada desde o início do mandato do presidente, em janeiro de 2019. Eram 45% no levantamento anterior, em maio.

Outros 24% aprovam a gestão de Bolsonaro, mesmo índice de maio. Os que o consideram a gestão do presidente regular caíram de 30% em maio para 24% na pesquisa divulgada nesta quinta.

Veja os resultados da pesquisa:
Ótimo/bom: 24% (eram 24% no levantamento anterior)
Regular: 24% (eram 30%)
Ruim/péssimo: 51% (eram 45%)
Não sabe: 1% (era 1%)

A pergunta feita pelo instituto foi: “Na sua opinião o presidente Jair Bolsonaro está fazendo um governo ótimo, bom, regular, ruim ou péssimo?”. Somados, os itens “ótimo” e “bom” correspondem ao percentual de aprovação da administração; e os itens “ruim” e péssimo”, ao de reprovação.

A pesquisa ouviu 2.074 pessoas nos dias 7 e 8 de julho em 146 cidades brasileiras. Foram entrevistadas pessoas acima de 16 anos. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.

Datena oficializa filiação ao PSL para concorrer à Presidência

O apresentador José Luiz Datena assinou a filiação ao PSL para disputar as eleições 2022. A sigla avalia se ele irá concorrer à Presidência da República, a governador de São Paulo ou ao Senado.

A filiação de Datena ao PSL foi acertada na última semana em uma jantar envolvendo os presidentes do MDB, Baleia Rossi (SP), ao qual o apresentador era filiado, e do PSL, deputado Luciano Bivar (PE).

Um levantamento do Paraná Pesquisas feito em junho mostra que Datena aparece em terceiro em um cenário de primeiro turno na disputa presidencial, com 7,5% das intenções de voto, atrás de Jair Bolsonaro (sem partido), com 34,3%, e Lula (PT), 32,5%.

Pesquisa CNT/MDA: Lula lidera com 41,3%. Bolsonaro tem 26,6%

São Paulo – Pesquisa CNT/MDA divulgada nesta segunda-feira (5) mostra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva liderando as intenções de voto para a Presidência da República. De acordo com o levantamento, o petista tem 41,3% do total, ante 26,6% de Jair Bolsonaro (sem partido).

Na sequência aparecem Ciro Gomes (PDT) e Sergio Moro (sem partido), ambos com 5,9%, o governador João Doria (PSDB), com 2,1%, e o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta (DEM), com 1,8%. Votos brancos e nulos somam 8,6%, e os indecisos são 7,8%.

De acordo com a pesquisa estimulada, Lula estaria próximo de uma vitória já no primeiro turno, pois tem 41,3%, ante 42,3% da soma de seus adversários. Na espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados, ele aparece com 27,8%, enquanto Bolsonaro tem com 21,6%. Os indecisos chegam a 38,9%. Ciro tem 1,7% das citações, e Moro e Doria, 0,7% cada.

Em um eventual segundo turno entre Lula e Bolsonaro, o ex-presidente teria 52,6%, ante 33,3% do atual ocupante do Palácio do Planalto. Neste cenário, 11,5% votariam branco ou nulo.

A sondagem confirma a liderança de Lula atestada também pelo Ipec, instituto fundado por ex-executivos do Ibope Inteligência, em pesquisa divulgada em 26 de junho. Ali, ele lidera a preferência do eleitorado com 49%, enquanto Bolsonaro aparece com 23%.

Luciano Bivar confirma que Datena se filiará ao PSL

O presidente do PSL e deputado federal, Luciano Bivar, confirmou que o apresentador José Luiz Datena, da TV Bandeirantes, se filiará ao partido. O anúncio aconteceu após um jantar, na última segunda-feira (28), que contou também com a participação dos deputados Baleia Rossi (MDB-SP) e Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

Datena está se filiando ao PSL. No encontro que tivemos ontem (segunda-feira), ele comunicou aos amigos para transmitir a sua filiação ao partido. Ele disse que já se considera um filiado ao PSL”, garantiu Luciano Bivar.

Ainda não está definido para qual cargo Datena concorrerá nas eleições de 2022. De acordo com Bivar, a tendência é de que seja para presidente do Brasil. Porém, uma candidatura ao Governo ou ao Senado de São Paulo não está descartada.

Humberto Costa se declara disposto a concorrer ao governo

Ainda sem definição se terá candidatura própria ao governo do estado, o PT conta agora com dois nomes dispostos para a corrida eleitoral: a deputada Marília Arraes e o senador Humberto Costa, que hoje também colocou seu nome à disposição da sigla para a corrida pelo governo em 2022.

Acredito que posso colocar também meu nome à disposição do partido, acho que é um nome competitivo”, cravou o senador. As falas foram dadas em entrevista ao Manhã na Clube, da Rádio Clube 720 AM, comandado pelo titular da coluna Diario Político, Rhaldney Santos.

Além de firmar seu nome como possibilidade de candidatura, o senador aconselhou Marília Arraes, que já tinha se colocado ao dispor para concorrer ao governo, a permanecer na Câmara Federal. “A expectativa do PT nacional é que ela esteja lá na Câmara Federal e que possa vir a ser candidata, para ajudar na contabilização de votos para a nossa chapa de deputado federal”, assinalou. O parlamentar frisou que o caminho do PT, especulado na entrevista, dependerá do entendimento do diretório nacional, e até o momento nenhum martelo foi batido, nem mesmo se haverá uma candidatura petista ao governo pernambucano. “Nós temos que ter um entendimento claro nacionalmente”, afirmou.

Em relação às alianças do PT para as próximas eleições, o senador pontuou que tudo dependerá do cenário nacional, que irá reverberar nas costuras pernambucanas. “Vamos escolher o caminho que seja o melhor para a candidatura do presidente Lula”, destacou. Sobre o namoro entre o PT e o PSB, Humberto ponderou sobre outras possibilidades nesse laço, além de uma cabeça socialista no palanque estadual. “A Frente Popular deveria buscar um nome que somasse e que tivesse mais possibilidade de conquistar a vitória nessa eleição. Isso tem que abrir um leque que não se esgota somente no PSB”, raciocinou. O senador também afirmou que a posição do PT no jogo eleitoral estaria “bastante confortável”. “O PT tem uma posição bastante confortável, pode ter um nome para disputar o governo do estado e pode participar dessa aliança (com o PSB)”, assinalou.

Humberto também discorreu sobre a oposição pernambucana, afirmando que não enxerga unidade entre as forças políticas e que não vê possibilidade de união entre elas em um cenário nacional que dê forças o suficiente para alavancar a candidatura estadual. “Eu acho que a oposição em Pernambuco vai muito mal, digo a oposição à frente popular. Não vejo nenhum grande nome com capacidade de empolgar”, pontuou.

Quando questionado sobre a relação entre o PT e o PDT, o petista disse acreditar que uma união entre as duas siglas traria muitos benefícios ao país. “Infelizmente o candidato do PDT tem colocado Lula como alvo frequente de ataques, temos evitado responder ou entrar nessa polêmica, gostaríamos inclusive de construir um caminho que unisse os dois partidos”, disparou. “Temos pelo PDT realmente muito respeito, apesar dos repetidos ataques que o candidato Ciro Gomes nos tem feito”, concluiu o senador.

Presidentes de 11 partidos se unem contra voto impresso e reafirmam confiança nas eleições

Presidentes de 11 partidos políticos, incluindo legendas aliadas ao governo Jair Bolsonaro, decidiram dar início neste sábado (26) a um “movimento coletivo” contra a adoção de mecanismos de voto impresso nas eleições brasileiras.

Os líderes partidários defendem que o sistema eleitoral é confiável e que mudar as regras do jogo, a essa altura, poderia gerar incertezas no processo. Nos últimos meses, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também vem defendendo a lisura do processo.

O encontro foi realizado por videoconferência. Participaram da reunião os presidentes:

Ciro Nogueira, do PP;

ACM Neto, do DEM;

Valdemar Costa Neto, do PL;

Marcos Pereira, do Republicanos;

Paulo Pereira da Silva, do Solidariedade;

Luciano Bivar, do PSL;

Roberto Freire, do Cidadania;

Baleia Rossi, do MDB;

Gilberto Kassab, do PSD;

Bruno Araújo, do PSDB;

e Luís Tibé, do Avante.

“Nós, esses onze partidos, entendemos que era preciso um movimento coletivo para trazer um sinal claro de confiança no sistema eleitoral atual. Nós temos total confiança, o Brasil tem um dos sistemas eleitorais mais modernos no mundo. Uma coisa que está dando tão certo, para que mexer?”, disse o presidente do DEM, ACM Neto.

De acordo com o político, a união entre os partidos representa “a defesa da segurança do sistema eleitoral” e é uma ação que não é “contra ninguém”, mas sim “a favor do sistema”.

“Até porque existem partidos que são da base do presidente. Não é uma coisa contra, é a favor do sistema. Esse movimento dificulta muito qualquer mudança na legislação”, afirmou.

Em outro tom, o presidente do Cidadania, Roberto Freire afirmou que seria um “anacronismo” implantar o voto impresso no país e que as urnas eletrônicas são passíveis de auditoria.

“É possível acompanhar o processo eleitoral, é possível fazer auditagem – o que precisa é ter mais transparência no Tribunal Superior Eleitoral e participação dos partidos”, disse.

“Há formas de auditar, é uma falácia dizer que não tem. O voto impresso é só para facilitar esse tipo de desconfiança de dizer que houve fraude e criar problema”, ressaltou Freire.

O político também destacou a medida como uma defesa da democracia e disse que o grupo pretende convidar outras legendas para aderir à posição do grupo.

“Essa é uma resposta de que nós não queremos uma invasão do capitólio nacional desde já. Já estamos dizendo: ‘Ninguém vai inventar’, e que qualquer coisa sobre o voto impresso tal como se está querendo espaço é para criar aquilo que foi levantando nos Estados Unidos. É uma tentativa clara de golpear a democracia”, disse Freire.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Luís Roberto Barroso, disse receber com “satisfação” a manifestação dos 11 partidos em apoio ao atual sistema de votação e auditoria.

“Como tenho dito desde o começo, esse é um tema político e o lugar certo para o debate é o Congresso Nacional. No TSE, temos trabalhado para apontar os riscos de quebra de sigilo, fraude e confusão que o voto impresso pode trazer. Recebo com satisfação a manifestação dos partidos e continuo à disposição para mostrar a segurança, transparência e audibilidade do sistema brasileiro de votação eletrônica“, declarou Barroso.

Lula deve se reunir com Paulo Câmara em julho

Despontando bem nas pesquisas para as eleições de 2022, o ex-presidente Lula (PT) deve desembarcar no Recife no mês de julho. A informação é do Diário de Pernambuco.

Na agenda, encontro com o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), que é o elo que o “liga” ao PSB, uma vez que Paulo é vice-presidente nacional da sigla.

Além do encontro com o gestor estadual, o líder petista deve se encontrar com a ex-primeira dama Renata Campos, com quem mantém boas relações desde a época do ex-governador Eduardo Campos, pai do prefeito do Recife, João Campos (PSB) que também tem encontro marcado com Lula.

O palanque para a construção de uma Frente Ampla vem sendo construído desde quando o petista foi considerado elegível pelo STF. De lá pra cá, ele vem costurando alianças com políticos da esquerda, do centro e centro-direita. Almoçou com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), encontrou-se com caciques do MDB e do DEM, e segue pavimentando o caminho para sua possível eleição em 2022.

Inclusive, as idas de Marcelo Freixo e Flávio Dino para o PSB, conforme assinalaram fontes à reportagem, fazem parte deste tratado rumo às eleições presidenciais.

TSE inicia compra de urnas para 2022 sem impressoras

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) vai iniciar na próxima terça-feira (29) o processo de compra de até 176 mil urnas eletrônicas para serem usadas nas eleições de 2022. A previsão de gasto é de R$ 980,8 milhões com a aquisição dos equipamentos. Segundo o edital de licitação, não foi incluída a compra de impressoras.

Ou seja: se o Congresso Nacional aprovar o voto impresso para as próximas eleições, a Justiça Eleitoral vai precisar desembolsar mais dinheiro. Segundo o TSE, do ponto de vista técnico, é possível realizar ajustes para acoplar módulos impressores de votos em todos os modelos de urna – inclusive os novos.

Lula tem 49% e venceria no 1º turno, diz Ipec; Bolsonaro, 23%, Ciro, 7%, Doria, 5% e Mandetta, 3%

Pesquisa Ipec divulgada na madrugada desta sexta-feira (25) mostra que o ex-presidente Lula (PT) venceria a eleição para a presidência da República em 1º turno se a disputa fosse hoje. O petista tem 11 pontos percentuais a mais que a soma de seus possíveis adversários.

Veja os números abaixo:

Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 49%
Jair Bolsonaro (sem partido): 23%
Ciro Gomes (PDT): 7%
João Doria (PSDB): 5%
Luiz Henrique Mandetta (DEM): 3%
Brancos / Nulos: 10%
Não sabem / Não responderam: 3%.

O levantamento do Ipec foi feito entre 17 e 21 de junho e ouviu 2.002 pessoas em 141 municípios. A margem de erro é de 2 pontos para mais e para menos. O nível de confiança é de 95%.

O Ipec foi criado por ex-executivos do Ibope Inteligência após o seu encerramento. O novo instituto de pesquisa atua na área de consultoria e inteligência em pesquisas de mercado, opinião pública e política.

A pesquisa também perguntou em quais candidatos os entrevistados votariam com certeza ou poderia votar, não votaria de jeito nenhum e os quais não conhece com certeza ou não sabe. Veja os números

Lula

Votaria com certeza ou poderia votar: 61% (era 50% em fevereiro)
Não votaria nele de jeito nenhum: 36% (era 44%)
Não conheço o o suficiente, não sei: 3% (era 6%)

Bolsonaro

Votaria com certeza ou poderia votar: 33% (era 38% em fevereiro)
Não votaria nele de jeito nenhum: 62% (era 56%)
Não conheço o o suficiente, não sei: 4% (era 5%)

Ciro

Votaria com certeza ou poderia votar: 29% (era 25% em fevereiro)
Não votaria nele de jeito nenhum: 49% (era 53%)
Não conheço o o suficiente, não sei: 21% (era 22%)

Doria

Votaria com certeza ou poderia votar: 18% (era 15% em fevereiro)
Não votaria nele de jeito nenhum: 56% (era 57%)
Não conheço o o suficiente, não sei: 26% (era 28%)

Mandetta

Votaria com certeza ou poderia votar: 13% (era 14% em fevereiro)
Não votaria nele de jeito nenhum: 47% (era 45%)
Não conheço o o suficiente, não sei: 39% (era 40%)

Avaliação do governo Bolsonaro
O Ipec divulgou anteriormente, na quinta-feira (24), a avaliação do governo Bolsonaro e apontou os seguintes percentuais:

Ótimo/bom: 24% (era 28% em fevereiro)
Regular: 26% (era 31%)
Ruim/péssimo: 49% (era 39%)
Não sabe/não respondeu: 1% (era 2%)

A pergunta feita pelo instituto foi “Na sua avaliação, o governo do presidente Jair Bolsonaro está sendo”, com as opções “Ótimo”, “bom”, “regular”, “ruim” ou “péssimo”.

Somados, os itens “ótimo” e “bom” correspondem ao percentual de aprovação da administração; e os itens “ruim” e péssimo”, ao de reprovação.

Eleições 2022: pesquisa mostra Bolsonaro e Lula empatados

Pesquisa de intenção de voto para a Presidência da República realizada pelo instituto Paraná Pesquisas mostra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) empatados tecnicamente. Em todos os cenários apresentados pelo instituto a diferença entre eles ficou dentro da margem de erro da pesquisa, de 2%. Foram ouvidos 2040 eleitores de 26 estados e do Distrito Federal, entre os dias 11 e 15 de junho.

No primeiro cenário da pesquisa estimulada, Bolsonaro tem 34,3% da preferência do eleitorado, contra 32,5% de Lula. O apresentador de TV José Luiz Datena aparece nesse cenário com 7,5%, seguido por Ciro Gomes (PDT), com 5,8%, João Doria (PSDB), com 3,4%, Luiz Henrique Mandetta (DEM), com 3,2%, e Simone Tebet (MDB), com 1,1%. Nulos e brancos: 8,6%. Não sabem ou não responderam: 3,6%.

No segundo cenário, sem a presença de Datena, Bolsonaro aparece com 36,9%, Lula tem 34,6%. Os demais candidatos ficaram com os seguintes percentuais: Ciro (6,2%), Doria (4%) e Mandetta (3,6%). Nulos e brancos atingiram 10,2%, e 4,5% não responderam.

O instituto também apresentou um cenário em que só aparecem como candidatos Bolsonaro, Lula e Datena. Nesse caso, Lula tem 36,7%, Bolsonaro, 35,7% e Datena, 12,6%. Além disso, 11% afirmaram que votarão em branco ou nulo, e 3,9% não responderam.

Na simulação de segundo turno envolvendo Lula e Bolsonaro, o petista aparece com 40,2% contra 40% de Bolsonaro. Brancos e nulos chegam a 15,3%, enquanto 4,4% disseram que não sabem ou não responderam.

Outras duas simulações de segundo turno foram feitas na pesquisa. Na primeira, Bolsonaro vence Datena com 39%, contra 32,8% de Datena. Na segunda, Lula vence Datena com 38,5% contra 32,9% do apresentador.

Em relação à rejeição do eleitorado aos candidatos, João Doria lidera. Segundo a pesquisa, 57,2% dos entrevistados disseram que “não votariam nele de jeito nenhum para presidente do Brasil”. Em segundo lugar entre os rejeitados, está Ciro Gomes, com 50,9%, seguido por Bolsonaro (50,4%), Lula (49,7%) e Datena (42%).

Base de Bolsonaro evita apoio já à reeleição e cogita migrar para Lula

A entrada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida eleitoral abalou a tentativa de Jair Bolsonaro de, na disputa à reeleição, manter intacto em seu entorno o arco de parlamentares que hoje forma sua base de sustentação no Congresso.
  
A reportagem ouviu nos últimos dias vários governistas que, embora se mantenham alinhados ao Palácio do Planalto, evitam nesse momento carimbar a adesão à chapa de Bolsonaro à reeleição. Alguns sinalizam até a possibilidade de, lá na frente, pular para o palanque petista.

A hipótese de terceira via é desejada pela maioria deles, mas, ao mesmo tempo, descartada por vários sob o argumento de que não tem se mostrado até agora factível, mesmo com a manutenção do discurso de partidos de centro e de direita de continuar a busca por uma frente ampla.

Nos bastidores, parlamentares tanto do governo quanto da oposição dizem acreditar em defecções pró-Lula mais robustas apenas no início de 2022, já que os congressistas precisam ainda dos cargos federais e das verbas extras do orçamento para direcionar a seus redutos eleitorais e manter as chances de eles próprios se reelegerem.

Bolsonaro volta a falar sobre fraude nas eleições e diz ter provas

O presidente Jair Bolsonaro voltou a falar nesta quarta-feira (9) que houve fraude nas eleições de 2018, que foi eleito no primeiro turno, mas que o sistema eleitoral o jogou para o segundo turno e que tem provas materiais, mas não disse quais são. A afirmação foi feita durante culto evangélico na cidade de Anápolis (GO).

Fui eleito no primeiro turno, tenho provas materiais, mas o sistema me jogou para o segundo turno, fraude que existiu sim. Acabei ganhando porque tive muitos votos. Você pega o sistema com muitos problemas, como máquina emprerrada”, afirmou Bolsonaro, que estava acompanhando dos ministros da Eduação, Milton Ribeiro, e da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, além do deputado federal Major Vítor Hugo (PSL/GO).

Nesta quarta-feira, em audiência na comissão geral da Câmara dos Deputados para debate sobre reforma eleitoral e voto impresso, o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Luís Roberto Barroso, defendeu as urnas eletrônicas e afirmou que a ideia de se implantar um modelo híbrido na apuração, a partir das eleições de 2022, trata-se de um “retrocesso”.

Bolsonaro nunca apresentou qualquer tipo de evidências sobre suposta fraude, mesmo tendo sido instado por ministros do TSE.

O presidente tem defendido a adoção do voto eletrônico com a impressão de cédula para as eleições de 2022, da qual deverá concorrer à reeleição, a fim de evitar fraudes. Especialistas, entretanto, dizem não ser necessário diante da confiabilidade da do sistema de votação brasileiro, que adota urnas eletrônicas há mais de 20 anos.

No 2º turno, Lula ganha de Ciro Gomes e amplia vantagem sobre Huck

Pesquisa PoderData realizada nesta semana (7-9.jun.2021) mostra que o ex-presidente Lula (PT) venceria o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) e o apresentador Luciano Huck por ampla vantagem em um eventual 2º turno em 2022.

É a 1ª vez que o PoderData testa o cenário de Lula contra Ciro. O petista ganharia por uma diferença de 20 pontos.

Na simulação de 2º turno contra o apresentador, Lula tem uma vantagem semelhante: 45% a 24%. Há um mês, a diferença era de 4 pontos percentuais, no limite da margem de erro.

Outra pesquisa do PoderData realizada em março apontou que os 2 possíveis candidatos venceriam Bolsonaro na próxima eleição.

A relação entre os dois políticos tem se distanciando cada vez mais. Em maio, Ciro chegou a dizer que “Lula é o maior corrupto da história brasileira“.

Esta pesquisa foi realizada no período de 7 a 9 de junho de 2021 pelo PoderData, a divisão de estudos estatísticos do Poder360. A divulgação do levantamento é feita em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes.

Foram 2.500 entrevistas em 522 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.

Se a eleição fosse hoje, o presidente Jair Bolsonaro estaria 11 pontos percentuais atrás do ex-presidente Lula no 2° turno.

Bolsonaro também perderia para Luciano Huck, que aumentou sua vantagem para 10 pontos percentuais, e Ciro e estaria tecnicamente empatado com Doria.

Rejeição ao governo Bolsonaro volta ao recorde de 59%; aprovação é de 35%

Pesquisa PoderData realizada nesta semana (24 a 26) mostra que a reprovação ao governo do presidente Jair Bolsonaro voltou a subir e igualou o recorde de 59%, uma alta de 5 pontos percentuais em relação a duas semanas antes.

É o maior nível desde junho de 2020, quando essa pergunta passou a ser feita a cada 15 dias.

A gestão federal, no entanto, segue sendo bem avaliada por 35% dos brasileiros. Era 36% há duas semanas. A variação se deu dentro da margem de erro, que é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

A pesquisa PoderData foi a primeira realizada com a CPI da Covid funcionando já de maneira plena, sobretudo depois de todos os depoimentos de ex-ministros da Saúde. A comissão tem produzido intenso conteúdo noticioso negativo sobre o governo Bolsonaro.

Nesta semana, na segunda e terça-feira (24 e 25 de maio), o Jornal Nacional, na TV Globo, dedicou 6min16s e 7min48s, respectivamente, a reportagens sobre a investigação no Senado. Além disso, teve mais 24 minutos somados, nos 2 dias, a respeito de fatos correlatos à pandemia de coronavírus.

O resultado indica que o noticiário desfavorável não chega a perfurar o núcleo de apoio mais próximo do presidente. Mas teve impacto sobre o crescimento da desaprovação.

Outro fenômeno notado nesta rodada do PoderData é a redução dos eleitores “indiferentes”, os que respondem não ter opinião. Há 15 dias, 10% diziam não saber se aprovavam ou desaprovavam o governo Bolsonaro. Agora, são 6%.

Os números de avaliação do trabalho pessoal do presidente também indicam um quadro de maior polarização. Os brasileiros que consideram Bolsonaro “regular” eram 19% há duas semanas e passaram a ser 13%.

Já a proporção dos que avaliam seu trabalho pessoal como “ruim” ou “péssimo” foi de 51% para 55%. Outros 28% dizem que o presidente é “bom” ou “ótimo”, mesmo número da pesquisa anterior.

Esta pesquisa foi realizada no período de 24 a 26 de maio de 2021 pelo PoderData, a divisão de estudos estatísticos do Poder360. A divulgação do levantamento é feita em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes.

Foram 2.500 entrevistas em 462 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.

DESTAQUES DEMOGRÁFICOS: AVALIAÇÃO DO GOVERNO

Os que têm de 16 a 24 anos (75% desse grupo), os moradores da região Nordeste (66%) e os que ganham de 5 a 10 salários mínimos (70%) são os estratos que mais rejeitam a administração bolsonarista.

Já os que mais aprovam são: homens (40%), os que têm de 45 a 59 anos (43%) e os moradores da região Norte (74%). Os demais grupos têm variações que se igualam à média geral, considerando a margem de erro.

DESTAQUES DEMOGRÁFICOS: AVALIAÇÃO DO TRABALHO DE BOLSONARO

O Poder360 destaca os seguintes recortes:

sexo – 35% dos homens aprovam o presidente; entre mulheres, a taxa é de 22%;

região – 62% da região Sudeste rejeitam Bolsonaro; no Norte, taxa é de 21%;

renda – dos mais ricos (que ganham mais de 10 salários mínimos), 63% rejeitam o presidente; taxa cai para 51% entre desempregados e para 50% entre os que ganham de 5 a 10 salários mínimos.

Bolsonaro: eleição já tem chapa com “ladrão” e “vagabundo”

O presidente Jair Bolsonaro voltou a falar das eleições de 2022 nesta sexta-feira e disse que a disputa já tem uma chapa definida com um “ladrão candidato a presidente e um vagabundo como você”, em aparente referência aos antecessores Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso.

Ao discursar em um evento no Maranhão, Bolsonaro afirmou que “uma escolha mal feita leva o povo à desgraça” e citou a Argentina como exemplo, segundo eles, de erro nas eleições, advertindo que tudo irá depender das escolhas feitas em 2022.

Ao iniciar sua fala, Bolsonaro afirmou que já existe uma chapa para a disputa presidencial de 2022, com “um ladrão candidato a presidente e um vagabundo como você”.

Pouco antes do discurso de Bolsonaro, Lula revelou em suas redes sociais fotos de um almoço entre ele e Fernando Henrique, organizado pelo ex-ministro Nelson Jobim.