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TSE comunica Ministério Público sobre disparos com mensagem golpista pró-Bolsonaro no Paraná

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) comunicou neste sábado (24) o Ministério Público Eleitoral sobre os disparos em massa de mensagens com teor golpista em apoio à candidatura do presidente Jair Bolsonaro. Segundo o tribunal, relatos de pessoas que receberam o SMS foram registrados no Paraná. Caberá, agora, ao MP decidir se abre um procedimento para apurar o caso.

A assessoria de imprensa informou que a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação da corte tomou ciência dos fatos na manhã deste sábado, antes de encaminhar ao MP. “O encaminhamento foi realizado no âmbito da parceria do Programa de Enfrentamento à Desinformação da Justiça Eleitoral”, informou o TSE, em nota.

De acordo com pessoas que receberam a mensagem, conforme publicou O Globo, o número do remetente costuma ser usado por serviços públicos do governo estadual, como Detran e secretarias de governo.

A mensagem recebida por SMS na madrugada deste sábado diz que “vai dar Bolsonaro no primeiro turno”, caso contrário “vamos invadir o STF e o Congresso”!. O texto também diz: “Presidente Bolsonaro conta com todos nos!! (sic)”.

Empresa terceirizada

Segundo o governo do Paraná, comandado por Ratinho Jr., do PSD, aliado de Bolsonaro, o disparo ocorreu a partir de uma empresa terceirizada que presta serviços por meio da Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar).

Em nota, o governo do Paraná afirmou que “repudia qualquer tentativa de uso político ou manifestação antidemocrática e determinou à Celepar apuração célere junto a seus parceiros para responsabilização desse fato lamentável”. Segundo a gestão de Ratinho Junior (PSD), a empresa terceirizada já foi notificada pela Celepar.

A Secretaria da Segurança Pública do Paraná (SESP) também divulgou nota para informar que seu núcleo de combate a crimes digitais já está apurando quem são “os responsáveis pelo disparo em massa de mensagens SMS irregulares”. Segundo a secretaria, policiais especializados “deverão atuar em colaboração a órgãos federais.”

“As mensagens de cunho político enviadas por SMS foram feitas a partir de uma empresa terceirizada, a Algar Telecom, sem qualquer iniciativa e envolvimento da Celepar e do Governo do Estado. Em nenhum momento a Celepar teve ciência, autorizou ou enviou qualquer tipo de mensagem”, diz a nota, acrescentando que “o caso é grave e os responsáveis serão penalizados na forma da lei”.

Segundo a secretaria, a Celepar notificou a empresa e “repudia qualquer tentativa de uso político, eleitoreiro ou manifestação antidemocrática a partir de suas plataformas de serviços e trabalha ativamente para combater esse tipo de atitude”.

Governador de Pernambuco: última semana de campanha terá maratona de agendas de rua, debates e pesquisas decisivas

A exatamente uma semana para o primeiro turno das eleições de 2022, os candidatos ao Governo de Pernambuco se preparam para uma verdadeira maratona de debates, pesquisas e atos públicos, tudo para tentar conquistar o eleitor que ainda não decidiu em quem vai votar, ou convencer aquele que vai votar em um dos seus adversários a mudar de lado.

Para tanto, os postulantes a governador só poderão contar com uma poderosa aliada até a próxima quinta-feira (29): a propaganda obrigatória de rádio e TV. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), caso haja segundo turno, o horário eleitoral retorna no dia 7 de outubro, seguindo até o dia 28, dois dias antes da votação.

Na quinta também será o último dia para os candidatos realizarem “reuniões públicas ou promoção de comícios e utilização de aparelhagem de sonorização fixa, entre 8 e 24h, com exceção do comício de encerramento de campanha, que poderá ser prorrogado por mais duas horas”, de acordo com o TSE.

A última semana antes da votação também será marcada pelo enfrentamento dos principais candidatos ao Palácio do Campo das Princesas em pelo menos três debates. O primeiro deles será nesta segunda (26), a partir das 18h, promovido pela TV Guararapes. Na terça (27), será a vez da Globo Pernambuco reunir os postulantes a governador, depois da novela Pantanal.

A TV Jornal será a emissora pernambucana que fará o último debate com os candidatos a governador antes do primeiro turno. O programa irá ao ar no dia 29 de setembro, quinta-feira, às 11h.

Corpo a corpo:

Nesta reta final da campanha, os postulantes ao governo também pretendem intensificar a presença em comícios, caminhadas, carreatas e qualquer ato público que possibilite a sua aproximação com o eleitor do Estado. Anderson Ferreira (PL), por exemplo, embarca para Petrolina já na segunda-feira, onde participará de uma série de eventos ao lado dos demais membros da sua chapa e do presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Do nosso lado, a expectativa (para o fim da campanha) é a melhor possível. O presidente Bolsonaro iniciou a pré-campanha por Pernambuco, que foi o Estado da Federação em que mais esteve, e no qual voltará, no dia 27, o que só reforça o alinhamento que é tão importante para Pernambuco sair do momento em que se encontra”, observou Anderson.

O liberal, que não tem participado de debates com os demais candidatos ao governo, não deixou claro se comparecerá a algum dos embates agendados para esta semana. Com base em sua agenda pública, no entanto, é certo que ele não estará nos programas de segunda e terça-feira.

“Anderson embarca para Petrolina na próxima segunda-feira (26) e, na terça (27), participa de toda a agenda presidencial, que inclui compromissos de campanha na cidade do Sertão do Pajeú e em Juazeiro, na Bahia. Ele retorna ao Recife na quarta-feira (28) para cumprir agenda na Região Metropolitana”, explicou a assessoria de imprensa do candidato, por nota.

Postulante apoiado pelo governador Paulo Câmara (PSB), Danilo Cabral (PSB) afirmou que se dedicará aos compromissos de campanha no Grande Recife. Além disso, o socialista reforçou o seu alinhamento com o ex-presidente Lula (PT), e disse estar certo de que ele retornará à chefia do Executivo federal a partir de 2023.

“Nossa campanha vai intensificar ainda mais as agendas na metropolitana. Sentimos na rua que a nossa campanha cresceu no momento certo. Lula vai ser eleito presidente já neste dia dois. Vamos ao segundo turno e vencer esta eleição; para fazer esse reencontro do Brasil com Pernambuco”, disse Danilo.

Procurada pela reportagem, Marília Arraes (Solidariedade) também não deixou claro se estará nos debates que vão ocorrer nesta semana. Líder nas pesquisas, a candidata não compareceu a nenhum encontro deste tipo desde o início da campanha, fato que tem suscitado críticas duras dos seus adversários.

Candidato do União Brasil na disputa, Miguel Coelho afirmou que tem cumprido um ritmo intenso de compromissos nesta fase da campanha, com uma média de 7 eventos por dia em 4 ou 5 cidades. Para a última semana antes do primeiro turno, o ex-prefeito de Petrolina projeta a manutenção do padrão, com atenção especial para a Região Metropolitana e o Agreste, áreas em que ele é menos conhecido.

“Só para você ter uma ideia, na quarta-feira (28) nós vamos ter caminhada no Recife, depois em Santa Cruz, depois em Surubim. Na quinta, que é o último dia, tem debate de manhã, depois tem agenda de tarde. Eu vou fazer agenda até sábado, às 22h, que é o limite permitido pela legislação eleitoral”, observou Miguel.

Ex-prefeita de Caruaru por dois mandatos, Raquel Lyra (PSDB) chamou atenção para a importância dos últimos dias de disputa eleitoral e convidou os 7 milhões de eleitores pernambucanos a analisar com cautela as biografias de cada candidato.

“Essa reta final é importantíssima. Espero que os eleitores fiquem atentos para conhecer e comparar biografias e realizações. Que assistam aos debates para que possam votar com informação e convicção. Pernambuco quer mudança e a gente sente que muitos querem mudar com uma mulher governando nosso Estado pela primeira vez. Quem comparar vai perceber que nós somos a mudança verdadeira e segura, somos ficha limpa e já transformamos a vida das pessoas para melhor em Caruaru. A partir de janeiro vamos transformar Pernambuco”, disse a tucana, por nota.

Datafolha: 43% acreditam que a vida vai melhorar com Lula; 21% veem melhora com novo governo Bolsonaro

Dados da mais recente pesquisa Datafolha, divulgados neste sábado (24), apontam que para 43% dos eleitores brasileiros a vida será melhor se Lula (PT) for eleito presidente; e 27% consideram que a eleição do petista tornaria a vida pior. Já 23% afirmaram que a vida não mudaria.

No cenário em Jair Bolsonaro (PL) é reeleito presidente, 39% avaliam que a vida irá piorar, e 21% que irá melhorar. Uma parcela de 36% diz que não haverá mudança, e 4% não opinaram.

A última pesquisa Datafolha desta quinta-feira (22) aponta que o ex-presidente Lula (PT) lidera as intenções de voto no primeiro turno com 47%, seguido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), com 33%.

Entre os homens, 31% avaliam que a vida irá piorar em caso de vitória de Lula, contra 24% no eleitorado feminino. A taxa dos que acreditam em piora sob novo governo Bolsonaro fica acima da média entre mais pobres, com renda familiar de até dois salários mínimos (45%).

A pesquisa ouviu 6.754 pessoas, entre 20 e 22 de setembro, em 343 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. O código da pesquisa na Justiça Eleitoral é: BR-04180/2022.

Segundo debate tem acusações de corrupção contra Bolsonaro e críticas à ausência de Lula

O segundo debate presidencial das eleições de 2022 realizado neste sábado (24) foi marcado por acusações de corrupção na gestão Jair Bolsonaro (PL) e críticas à ausência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – que lidera as pesquisas de intenção de voto.

O debate, o segundo realizado nestas eleições, foi promovido por um pool de veículos de imprensa formado por SBT, CNN, ‘Estadão’/Rádio Eldorado, Terra, Veja e Rádio Nova Brasil FM.

Participam do debate:

Jair Bolsonaro (PL)
Ciro Gomes (PDT)
Simone Tebet (MDB)
Soraya Thronicke (União Brasil)
Felipe D’Ávila (Novo)

A primeira candidata a comentar a ausência de Lula foi Soraya Thronicke. Na sua participação inicial, a presidenciável do União Brasil afirmou:

“Uma sabatina, um debate, é como uma entrevista de emprego. Você aí na sua casa contrataria um candidato que faltou à entrevista de emprego? Esse é o candidato Luiz Inácio Lula da Silva, que não merece o seu voto de maneira nenhuma”.

Jair Bolsonaro também atacou Lula – a quem voltou a chamar de “presidiário” – pela ausência no debate. Ciro Gomes disse que o petista “desrespeita” o eleitor ao não comparecer.

“O candidato Lula, que não veio, por estar com salto alto ou achar que já ganhou… Portanto, ele desrespeita a todos nós, seus oponentes, e desrespeita especialmente a você [telespectador]. Mas ele não vem mesmo porque não tem como explicar nem as promessas, porque tem quatro mandatos que você deu a ele e ele não cumpriu, nem a denúncia de corrupção”, disse Ciro.

Corrupção
Soraya Thronicke, que apoiou Bolsonaro nas eleições de 2018, afirmou que ele “abandonou” as bandeiras que dizia defender, como a de anticorrupção, e gerou “decepção” na população. A candidata do União Brasil também afirmou que Bolsonaro “traiu” a nação brasileira.

“Ajudei a eleger Jair Bolsonaro e não me arrependo, porque era necessário tirar o PT do poder. Sabe o que que eu sinto? O meu sentimento? Decepção e tristeza, como muitos brasileiros. Não me arrependo porque foi necessário e eu acreditei”, afirmou.

“Acreditei muito, com veemência, mas ele [Bolsonaro] abandonou essas bandeiras, foi ele que abandonou. Eu continuo com elas, ele traiu o nosso partido, eu continuo nele. Eu continuo no mesmo lugar. Essa pergunta tem que ser pra ele. Por que é que ele traiu a nação brasileira? Ele que traiu”, acrescentou Soraya.

Bolsonaro pediu direito de resposta porque disse que estava sendo chamado de corrupto. O direito de resposta foi concedido e o presidente afirmou que as candidatas Soraya Thronicke e Simone Tebet ajudaram, como senadoras, a derrubar veto dele sobre o chamado “orçamento secreto”, conhecido pela falta de equidade na distribuição de recursos e pela falta de transparência.

“As duas senadoras votaram para derrubar o veto do dito ‘orçamento secreto’. A senadora Soraya, em matéria, fez uso de R$ 114 milhões do dinheiro do ‘orçamento secreto’. Esse orçamento é privativo do parlamento brasileiro, nós apenas executamos. Eu não posso indicar tantos milhões para fazer tal obras em tal local, quem indica são deputados e senadores. Sobre Soraya, a senhora não me elegeu não. Todo seu material de campanha, quer seja santinhos e vídeos, está escrito lá: ‘a candidata do Bolsonaro’. A senhora foi uma estelionatária por ocasião das eleições”, disse Bolsonaro.

Simone Tebet (MDB) disse que Bolsonaro, no início da pandemia, não queria pagar R$ 600 de auxílio emergencial. A emedebista também afirmou que Bolsonaro demorou a comprar vacinas contra a Covid-19, o que prolongou a duração das medidas de restrição social na crise sanitária.

“Repito, [Bolsonaro] é insensível à dor alheia. Sabe por que ficamos tanto tempo em casa, mais do que a média do mundo? Porque ele negou a vocês vacina. Quarenta e cinco dias de atraso, eu estava lá. Eu vi o esquema de corrupção, como se a vida pudesse valer um dólar – que era o que o Ministério da Saúde queria cobrar de uma empresa para comprar vacina pra colocar no seu braço. É este presidente insensível, que virou as costas para o povo brasileiro, que quer, de novo, seu voto”, disse Simone Tebet.

Ainda sobre corrupção, Felipe D’Avila defendeu acabar com a prática, que tira dinheiro da saúde e da educação. Para acabar com desvios de recursos públicos, ele defendeu voto em candidatos “honestos e competentes”.

Ciro Gomes disse que o presidente Bolsonaro teve uma “oportunidade de ouro” para acabar com a corrupção, mas perdeu, conseguindo ainda, segundo ele, “ressuscitar” Lula.

Agregador de pesquisas do Estadão aponta vitória de Lula no primeiro turno

O agregador de pesquisas eleitorais do jornal O Estado de S. Paulo, que traça o desempenho geral dos candidatos à presidência com base em resultados de 14 institutos diferentes, foi atualizado neste sábado (24) e mostra que Lula (PT) aumentou suas intenções de votos válidos.

Isto é, quando se desconsidera os brancos e nulos, e já tem índice maior que o mínimo para vencer a eleição no primeiro turno, atingindo 52% dos votos válidos pela primeira vez.

Para que um candidato vença a eleição já no primeiro turno, basta conseguir 50% e mais um voto.

De acordo com o jornal, o agregador de pesquisas não soma simplesmente os resultados e os divide pelo número de pesquisas.

“O agregador controla diversos parâmetros e dá pesos diferentes aos levantamentos para impedir que números destoantes ou desatualizados puxem um dos concorrentes para cima ou para baixo”.

“Nosso modelo considera que, na média, as pesquisas presenciais são mais precisas ao atribuir a taxa de intenção de votos de cada candidato. Por outro lado, as pesquisas telefônicas são feitas com maior frequência e podem captar melhor eventuais mudanças de tendência”, explica ainda o periódico.

Novo presidente deve priorizar educação e emprego, dizem adolescentes

O próximo presidente brasileiro deve dar prioridade a políticas de educação e de geração de emprego e renda, disseram quase mil jovens com idade entre 15 e 21 anos que participaram de grupos de discussão realizados pela Agenda 227, movimento da sociedade civil.

Para eles, o futuro presidente deve investir na qualidade de ensino, valorizar os professores e melhorar a infraestrutura nas escolas, além de incluir iniciativas de combate à discriminação e investir de forma urgente em programas de emprego e de geração de renda para aqueles que concluíram o ensino médio. Os jovens também defendem igualdade de oportunidades para todos.

Os participantes das discussões da Agenda 227 sustentam ainda que o próximo presidente deve combater efetivamente o trabalho infantil e prevenir a violência. Para eles, as maiores violações aos direitos dos jovens são registradas na educação e ocorrem também com a exploração da mão de obra infantil e a discriminação, na segurança pública e na saúde. Muitos lembram aqueles que precisam deixar de estudar para trabalhar e ajudar no sustento da casa.

“Os adolescentes e jovens demandam com urgência medidas que garantam educação de qualidade, inclusiva e sem discriminação. É preciso ouvi-los e garantir seus direitos fundamentais, como a Agenda 227 tem defendido junto aos presidenciáveis”, disse Marcus Fuchs, que é membro do grupo executivo do movimento.

Para combater a violência, os entrevistados sugeriram que sejam criados espaços comunitários de acolhimento e de garantia de proteção para crianças e adolescentes, além de iniciativas que os amparem em casos de abandono e de violência doméstica.

Segundo o coordenador do programa Cidadania de Adolescentes do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Brasil, Mario Volpi, a pesquisa ressalta ainda o interesse da juventude de fazer parte da gestão pública.

“A consulta evidenciou que adolescentes e jovens estão atentos ao que está acontecendo no país e querem se engajar, ter participação na política e na sociedade.” A pesquisa mostra ainda que os jovens precisam ser ouvidos pelos gestores, que jovens estão acenando para os candidatos à Presidência da República que é o foco na educação é primordial”, disse Volpi, em nota.

Participaram do estudo, realizado nos meses de abril e maio, 947 adolescentes e jovens de várias regiões brasileiras. A pesquisa foi conduzida pelo Grupo de Trabalho de Profissionalização e Acesso ao Mundo do Trabalho da Agenda 227, composto pelo Unicef, América Solidária, Instituto Aliança com o Adolescente e Rede Cidadã.

O resultado dos grupos de discussão vai complementar o Plano País para a Infância e a Adolescência e o site https://agenda227.org.br/propostas/, documento com 148 propostas que foi entregue aos candidatos à Presidência da República.

Em ato em Campinas, Bolsonaro faz balanço de ações do governo e diz que não errou na pandemia

Candidato à reeleição, o presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpriu agenda de campanha na manhã deste sábado (24) no Centro de Campinas (SP). Em um discurso para seus apoiadores, Bolsonaro fez um balanço das ações de governo e afirmou que não errou durante a pandemia.

Bolsonaro viajou para a cidade nesta sexta (23), após ter cumprido agenda em Minas Gerais, e passou a noite na Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx).

O Brasil soma mais de 685 mil mortes por Covid. Durante toda a pandemia, Bolsonaro contrariou as orientações preconizadas por especialistas e entidades internacionais; disseminou fake news sobre as vacinas; provocou aglomerações; criticou medidas restritivas adotadas para conter o avanço do vírus; disse que não iria se vacinar.

“Vocês sabem, quando assumi em 2019, para onde estava indo o nosso país. Sabem o que fizemos naquele ano, bem como o que enfrentamos no ano de 2020, em que uma pandemia, algo desconhecido para o mundo, o mundo todo sofrendo com isso. No Brasil não foi diferente. Mas hoje eu tenho orgulho de dizer que tudo o que falei ao longo desses dois anos, não errei em nenhuma dessas propostas. E não fechei uma casa de comércio sequer no Brasil”, declarou Bolsonaro aos apoiadores em Campinas.

“Eu fui contra a política do ‘fique em casa, a economia a gente vê depois’. Sempre falei que tínhamos que combater o vírus e também combater o desemprego em nosso país. Quando obrigaram a vocês o ‘fique em casa’, muita gente não tinha renda, muita gente vivia na informalidade. Estavam, condenados, sim, a dias muito difíceis no nosso Brasil. Fizemos tudo para atendê-los, criamos programas para garantir, atendemos os mais necessitados com o auxílio emergencial e nós vencemos essa etapa”, acrescentou o candidato.

O presidente aparece em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto. Pesquisa Datafolha divulgada na última quinta (22), por exemplo, mostrou Bolsonaro com 33% das intenções de voto, enquanto Lula (PT) apareceu com 47%.

Em ato em São Paulo, Lula pede a eleitores que compareçam às urnas para poderem cobrar eleitos

O ex-presidente Lula, candidato do PT à Presidência nas eleições deste ano, pediu neste sábado (24) a seus apoiadores que compareçam às urnas no próximo dia 2 de outubro para poder cobrar os candidatos eleitos.

Lula fez o pedido ao discursar a apoiadores em um ato em São Paulo, do qual também participaram políticos aliados do ex-presidente, entre os quais o ex-ministro Fernando Haddad (PT), candidato a governador do estado; o ex-governador Márcio França (PSB), candidato a senador; a ex-ministra Marina Silva; e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSB), candidato a vice na chapa de Lula.

“Qual o problema de a gente não votar? Se a gente não votar, perde autoridade moral de cobrar. Então, vejam, é importante comparecer. A gente não pode ter 20% de abstenção, 10% de voto nulo. É importante a gente convencer nesses próximos dias cada pessoa a ir votar. Compareçam e votem. Escolha sua deputada, seu deputado, seu governador, seu senador e seu presidente. Para, depois, você ter o direito de cobrar das pessoas”, declarou Lula no evento.

Pesquisa Datafolha divulgada na última quinta (22) mostrou que 4% dos eleitores avaliam votar nulo neste ano. O levantamento não apresentou projeções sobre eventual abstenção.

Ainda no discurso, Lula voltou a dizer que irá retomar o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, transformado em Casa Verde e Amarela no governo do presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição.

O candidato do PT também voltou a dizer que adotará medidas para gerar emprego. Segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o nível de desemprego atingiu 9,3% da população (10,1 milhões de pessoas) em junho deste ano.

“A economia brasileira, já faz anos que não cresce. Se a economia não cresce, não gera emprego. Se não gera emprego, não gera salário. Se não gera salário, não gera consumo. Se não gera consumo, não movimenta o comércio. Se não movimenta o comércio, não gera emprego. Aí, a gente fica desempregado”, disse.

Armas
Diante de uma plateia de apoiadores, Lula também afirmou que, se eleito, não facilitará o acesso a armas.

Durante a campanha de 2018, o então candidato Jair Bolsonaro (à época no PSL) disse que, se eleito, facilitaria o acesso a armas. Já eleito, Bolsonaro (PL) editou uma série de decretos facilitando o acesso da população a armas e a munições.

“A gente não vai facilitar a compra de armas. A compra de armas como o Bolsonaro está fazendo é para quem sabe dar facilidade ao narcotráfico ter acesso a arma. Veja, um homem sério, uma família séria, não precisa de armas dentro de casa”, afirmou Lula.

Telegram: termo ‘mesário’ cresce em grupos bolsonaristas após TSE obrigar que eleitor entregue celular para votar

O uso do termo “mesários” aumentou em grupos bolsonaristas no aplicativo de conversas Telegram em oito meses. O salto se dá no mesmo tempo em que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) obrigou que o eleitor entregue seu celular ao mesário para poder votar.

De janeiro a agosto deste ano, as menções a palavra mesário saltou de 2 para 163 em 121 grupos formados por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) que são mapeados pelo Media Studies, da Universidade de Virginia, nos Estados Unidos.

Presidente do TSE e ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes anunciou no dia 25 de agosto que o eleitor é obrigado a entregar o seu celular para o mesário antes de votar. Caso contrário, a pessoa pode ser impedida de acessar a urna eletrônica para exercer o direito do voto.

A decisão unânime condiciona o acesso à urna eletrônica à entrega temporária do aparelho ao servidor da Justiça eleitoral. A medida visa garantir o sigilo do voto e evitar fotos ou gravações da urna eletrônica.

O prazo para inscrição voluntária de mesários acabou em maio. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, 2 milhões de pessoas atuarão como mesários neste ano, sendo que 830 mil (43%) se ofereceram espontaneamente – em 2018 foram 430 mil voluntários.

O uso do termo aumenta mês a mês ao longo do ano (veja na tabela abaixo). O crescimento se dá a partir de julho, quando se começa a discutir a obrigação de o eleitor entregar o celular ao mesário. Em agosto, dobra: passa de 86 para 163.

Antes, só há números acima dos dois dígitos em abril e maio, mês em que foi encerrada a inscrição voluntária de mesários.

Houve um movimento orgânico entre os bolsonaristas para inscrição de mesários, mas a ação não ganhou maior repercussão na rede pró-presidente da República.

“Gente, o mais importante é votar. Ele [Moraes] quer aumentar a abstinência de votos e criar condições para o tumulto. Deixem os celulares em casa ou, então, levem, usem o título digital e deixe a porr* do celular com o mesário”, escreve um dos bolsonaristas preocupados com a medida.

Professor de antropologia David Nemer, a reação nos grupos se dá como uma forma de manter a base de bolsonaristas unida em volta de um mesmo inimigo através dos ataques e campanhas de desinformação. Neste caso, seria o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que preside o TSE.

“Eles entendem que o Alexandre de Moraes está o tempo todo boicotar o Bolsonaro e essa questão do celular”, afirma. “As pessoas desses grupos acham que a proibição vai inibir e desmotivar os bolsonaristas a sair a votar. Então, eles entenderam que não vão ceder, digamos assim, a essa ‘intimidação’ do Alexandre de Moraes, então estão criando essa campanha de como se comportar perante essa nova regra”, diz o professor.

O professor afirma que os apoiadores do presidente tentam encontrar formas de manter a vigilância ao processo eleitoral ao mesmo tempo que não quebrem a regra do celular na cabine de votação.

“Tem muito debate sobre deixar [o celular] em casa, levar um familiar para deixar com ele o celular, tem muito pedido para bolsonarista se inscrever como mesário para justamente deixar o celular com esse bolsonarista que está na mesa para que não haja algum problema de se perder”, diz.

“Eles têm esse tipo de desconfiança. É esse o movimento que está tendo em relação ao celular na hora da votação”.

Voto útil: 11% dos eleitores mudariam de voto para encerrar disputa à Presidência no 1º turno, aponta Datafolha

Dados da mais recente pesquisa Datafolha, divulgados nesta sexta-feira (23), mostram que 11% dos eleitores brasileiros dizem que podem mudar de voto para presidente para que o candidato que estiver à frente nas pesquisas vença no primeiro turno.

A última pesquisa Datafolha desta quinta-feira (22) aponta que o ex-presidente Lula (PT) lidera as intenções de voto no primeiro turno com 47%, seguido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), com 33%. Ciro Gomes (PDT) aparece em terceiro, com 7%, e Simone Tebet (MDB) em quarto, com 5%.

O percentual dos que afirmaram que podem praticar o chamado “voto útil”, para encerrar a disputa no primeiro turno, é maior entre os eleitores de Simone Tebet (22%) e Ciro Gomes (21%).

Na parcela que declara voto em Lula, 11% mudariam de voto para encerrar a disputa no primeiro turno votando no líder das pesquisas, índice mais alto do que entre os eleitores de Bolsonaro (6%).

Datafolha: 1 em cada 5 eleitores de Ciro e Tebet admite voto útil para encerrar disputa no 1º turno

Dados da mais recente pesquisa Datafolha, divulgados nesta sexta-feira (23), mostram que um em cada cinco eleitores de Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB) admite mudar seu voto para apoiar quem estiver à frente nas pesquisas para a eleição presidencial no próximo dia 2 de outubro, o chamado “voto útil”.

O percentual entre os eleitores de Ciro (21%) e Tebet (22%) é maior do que o geral dos eleitores que admitem que podem mudar de voto, que representam 11%. No total, outros 86% responderam que não mudariam seu voto, e 2% se mostraram indecisos sobre o tema.

A última pesquisa Datafolha desta quinta-feira (22) aponta que o ex-presidente Lula (PT) lidera as intenções de voto no primeiro turno com 47%, seguido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), com 33%. Ciro Gomes (PDT) aparece em terceiro, com 7%, e Simone Tebet (MDB) em quarto, com 5%.

Na parcela que declara voto em Lula, 11% mudariam de voto para encerrar a disputa no primeiro turno votando no líder das pesquisas, índice mais alto do que entre os eleitores de Bolsonaro (6%).

Datafolha: 3% dos eleitores admitem que não votarão no primeiro turno

Dados da mais recente pesquisa Datafolha, divulgados nesta sexta-feira (23), apontam que apenas 3% dos eleitores admitem que não vão comparecer à votação no dia 2 de outubro.

A grande maioria diz que com certeza irá votar (92%), e os que dizem que talvez vão votar são 4%.

A última pesquisa Datafolha desta quinta-feira (22) também aponta que o ex-presidente Lula (PT) lidera as intenções de voto no primeiro turno com 47%, seguido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), com 33%. Ciro Gomes (PDT) aparece em terceiro, com 7%, e Simone Tebet (MDB) em quarto, com 5%.

Vontade de votar e abstenção
Mais da metade (57%) dos eleitores diz estar com muita vontade de votar na eleição para presidente neste ano. Os que disseram que estão com um pouco de vontade são 23%; com nenhuma vontade, 19%; e os que não opinaram, 1%.

O percentual de homens que disseram estar com muita vontade de votar é maior do que o de mulheres: 62% contra 52%, respectivamente. Eleitores com idade acima de 35 anos também apresentaram maior vontade (61%) que os jovens de 16 a 24 anos (40%).

Vontade de votar

Com base nos resultados das questões sobre vontade de votar e intenção de comparecimento, o instituto também analisou o potencial de abstenção na votação. No grupo de baixo potencial de abstenção estão os 79% de eleitores que declararam ter muita ou um pouco de vontade de votar para presidente e dizem que irão às urnas. Neste grupo, 51% votam em Lula, e 36%, em Bolsonaro.

Do lado oposto há 16% dos eleitores que declararam que irão às urnas, porém dizem não ter nenhuma vontade de votar para presidente. Neste grupo com maior potencial de abstenção, há, proporcionalmente, mais mulheres (21%) do que homens (11%), e mais eleitores do Sudeste (21%) do que do Nordeste (10%).

A pesquisa ouviu 6.754 pessoas, entre 20 e 22 de setembro, em 343 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. O código da pesquisa na Justiça Eleitoral é: BR-04180/2022.

Número de candidatas em eleições gerais é o maior em duas décadas

Ao menos desde 2002, as eleições gerais não registram uma participação feminina tão expressiva, seja em números absolutos, com 9.239 candidatas, ou em proporção do total, com 33,81% das candidaturas aptas sendo de mulheres.

Os dados, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), levam em consideração somente as candidaturas aptas, ou seja, aquelas que atenderam a todos os critérios legais e formais e foram deferidas pela Justiça Eleitoral.

Em 2018, por exemplo, quando já valia a imposição aos partidos de que ao menos 30% de candidaturas femininas, as mulheres representaram 31% (8.075) dos candidatos aptos a receber votos. Em 2014, essa proporção foi de 28,81% (6.331).

Os números refletem até mesmo na corrida presidencial, em que há quatro mulheres na disputa pelo Planalto. Ao menos desde 2002 não há um número tão expressivo de mulheres disputando cargos eletivos.

Neste ano há também um recorde de candidatas que se declararam negras. São 1.706 que tiveram o registro deferidos, 18,47% de todas as candidaturas femininas. Em 2018 esse número era de 1.086, e de 647 em 2014.

O mesmo ocorre com as que se declararam indígenas, que são 77 neste ano, acima dos 48 de 2018 e de apenas 25 em 2014.

No total, as Eleições 2022 têm 27.329 candidaturas aptas, que disputam cargos para presidente, governador, deputado federal e deputado estadual.

O primeiro turno de votação está marcado para 2 de outubro. Eventual segundo turno para os cargos de presidente e governador ocorrerá em 30 de outubro.

Ipespe/XP: Lula cresce e vai a 46%, e Bolsonaro estabiliza com 35%

Pesquisa do Instituto Ipespe contratada pela XP Investimentos e realizada por telefone aponta o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança da corrida eleitoral pela presidência, com 46% das intenções de voto, seguido por Jair Bolsonaro (PL), que obteve 35%.

A apuração é do cenário estimulado, quando eleitores escutam os nomes concorrentes ao Palácio do Planalto. Como a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou menos, Lula cresceu em relação ao último levantamento, quando registrou 43%, e Bolsonaro ficou com o mesmo percentual.

Depois, aparecem empatados tecnicamente Ciro Gomes (PDT), com 7% das intenções, e Simone Tebet (MDB), com 4%. Soraya Thronicke (União Brasil), que obteve 1%, empata com Tebet. Ciro oscilou dois pontos para baixo dentro da margem de erro — estava com 9% na pesquisa de agosto; Tebet oscilou um ponto negativo, já que havia registrado 5%. Soraya, por sua vez, não havia marcado acima de 1% anteriormente.

A pesquisa foi realizada com 2 mil pessoas entre os dias 19 e 21 de setembro a um custo de R$ 84.000,00, e possui nível de confiança de 95,5%. O registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é BR-08425/2022.

Pesquisa Ipespe para presidente: Lula tem 46%; Bolsonaro, 35%

Pesquisa XP/Ipespe para as eleições presidenciais de 2022, divulgada nesta sexta-feira (23), traz o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente, com 46% das intenções de voto no primeiro turno, seguido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), com 35%. O primeiro turno das eleições está marcado para 2 de outubro.

Depois aparecem Ciro Gomes (PDT), com 7%, e Simone Tebet (MDB), com 4%. Em seguida, Soraya Thronicke (União Brasil), com 1%.

Em relação à pesquisa anterior, divulgada em 31 de agosto, Lula subiu três pontos percentuais, acima de margem de erro, indo de 43% para 46%. Bolsonaro manteve 35%. Ciro e Tebet oscilaram para baixo; o pedetista, de 9% para 7%, e a emedebista, de 5% para 4%.

Na pesquisa divulgada nesta sexta, Vera Lúcia (PSTU), José Maria Eymael (DC), Felipe D’Avila (Novo), Padre Kelmon (PTB) e Sofia Manzano (PCB) não pontuaram. Leonardo Péricles (UP) não foi citado por nenhum entrevistado.

Os que dizem que irão votar em branco, anular, não votarão em nenhum candidato ou não vão votar somam 5%. Os que não souberam ou preferiram não responder são 2%.

Foram entrevistadas 2.000 pessoas por telefone entre os dias 19 e 21 de setembro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais. O levantamento tem 95,5% de confiança.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-08425/2022.

Veja abaixo os resultados.

Primeiro turno
Intenção de voto estimulada para presidente

Lula (PT) — 46%
Jair Bolsonaro (PL) — 35%
Ciro Gomes (PDT) — 7%
Simone Tebet (MDB) — 4%
Soraya Thronicke (União Brasil) — 1%
Felipe D’Avila (Novo) — 0%
Vera Lúcia (PSTU) — 0%
José Maria Eymael (DC) — 0%
Padre Kelmon (PTB) – 0%
Sofia Manzano (PCB) — 0%
Léo Péricles (UP) — 0
Branco/Nulo/Não vai votar – 5%
Não sabe/Não respondeu – 2%

Segundo turno
O levantamento também simulou cinco cenários de segundo turno.

Intenção de voto estimulada para presidente

Cenário 1
Lula (PT) — 54%
Jair Bolsonaro (PL) — 37%
Branco/Nulo/Nenhum/ Não sabe/Não respondeu — 9%

Cenário 2
Lula (PT) — 51%
Ciro Gomes — 30%
Branco/Nulo/Nenhum/ Não sabe/Não respondeu — 20%

Cenário 3
Lula (PT) — 53%
Simone Tebet — 25%
Branco/Nulo/Nenhum/ Não sabe/Não respondeu — 23%

Cenário 4
Ciro Gomes (PDT) — 47%
Jair Bolsonaro (PL) — 43%
Branco/Nulo/Nenhum/ Não sabe/Não respondeu — 10%

Cenário 5
Jair Bolsonaro (PL) — 43%
Simone Tebet — 42%
Branco/Nulo/Nenhum/ Não sabe/Não respondeu — 15%

TCU fará a terceira fiscalização das urnas eletrônicas

O Tribunal de Contas da União (TCU) fará uma terceira fiscalização das urnas eletrônicas nas eleições deste ano. O objetivo é coletar dados para contrapor, caso haja necessidade, o levantamento paralelo que será feito pelas Forças Armadas. A informação foi dada, primeiramente, pela TV CNN.

Historicamente, a checagem dos votos é feita apenas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas, em meio aos ataques — sem provas — à segurança das urnas eletrônicas pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), o Ministério da Defesa passou a fazer reiterados pedidos para promover, por conta própria, uma fiscalização paralela da apuração.

Nos bastidores do Judiciário, ministros do TCU e do TSE fizeram um acordo para que a Corte Orçamentária possa contrapor a fiscalização dos militares, caso haja necessidade. Por meio de um ofício enviado ao Ministério da Defesa, o TCU chegou a indagar a pasta sobre o que ela pretende fazer com os dados e quais os critérios técnicos que serão utilizados para fazer essa checagem. Nos bastidores, ministros dos dois tribunais entenderam que a participação de técnicos do TCU é a melhor alternativa para monitorar o trabalho paralelo dos militares, pois o tribunal não está envolvido na queda de braço que TSE e Defesa vem travando.

A tendência é que os militares façam a apuração paralela em cerca de 300 equipamentos de votação, com base nos boletins de urna. Essa checagem será feita por meio de conferência das digitais dos eleitores, que serão convidados pelo presidente da mesa a emprestar suas digitais para mesários registrarem votos em urnas eletrônicas à parte das usadas no processo eleitoral. No final, ocorrerá a checagem dos votos, para saber se eles foram os mesmos registrados pelas urnas.

O TCU, por sua vez, vai auditar 4.161 urnas eletrônicas no primeiro turno, um número 14 vezes maior que o dos militares. A quantidade de equipamentos monitorados na “fiscalização da fiscalização”, como a ação do TCU está sendo chamada internamente, é proposital, para dar autoridade à Corte no caso de eventuais divergências com o trabalho paralelo dos militares.

Além da auditoria para checagem de votos, o TCU vai mandar dois técnicos para cada um dos 26 estados e o Distrito Federal. Os funcionários terão de recolher 40 boletins de urnas e comparar com os dados passados pelo TSE. Além disso, o tribunal enviará 30 auditores para auxiliar na fiscalização das urnas a partir de Brasília.
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Militância pró Lula realiza carreata sábado, dia 24

Um grupo chamado “Jovens Independentes Pró Lula”, de Afogados da Ingazeira, realiza sábado dia 24 de setembro, carreata em defesa do petista

A concentração acontecerá na Rua Coronel Luiz de Góes, em frente ao Colégio Normal Estadual a partir das 18h. O término previsto para as 22h na Praça da Avenida Rio Branco.

Em Afogados, o fato de ser cidade polo costuma atrair esses eventos. A poucos dias, a militância de Jair Bolsonaro também realizou carreata. Neste caso específico, petistas e simpatizantes estão reforçando a ideia do voto útil, buscando decidir a eleição em primeiro turno.

Na organização, nomes como Pedro Rafael, Risomar Lemos, Nadja Patrícia e a presidente do PT local, Mônica Souto.

Alta rejeição de Bolsonaro amplia desânimo na campanha, que passa a culpar o próprio presidente

Apesar das declarações de aliados do presidente Jair Bolsonaro (PL), colocando em dúvida os resultados das pesquisas eleitorais, o mais recente levantamento do Datafolha aumentou o clima de desânimo na campanha do candidato à reeleição.

Isso porque a pesquisa mostrou que a rejeição a Bolsonaro se consolidou em 52% dos eleitores. Além disso, o levantamento mostrou que o atual presidente se manteve com 33% das intenções de voto, enquanto Lula (PT) passou de 45% para 47%, chegando a 50% dos votos válidos (o que elevou as chances de o petista vencer já no primeiro turno).

Reservadamente, aliados já culpam Bolsonaro por erros recentes.

Toda a estratégia da campanha era de diminuir a rejeição a Bolsonaro e, assim, torná-lo mais competitivo.

Porém, episódios recentes consolidaram a rejeição ao presidente, como os ataques a jornalistas mulheres e a candidatas, o uso eleitoral do funeral da rainha Elisabeth II, e a apropriação política das comemorações do Bicentenário da Independência, quando fez um discurso se declarando “imbrochável”.

Integrantes da campanha avaliam que o episódio que mais prejudicou Bolsonaro foi o fato de ele ter levantado nova suspeita sobre o sistema eleitoral brasileiro, quando estava em Londres (Inglaterra).

Interlocutores próximos de Jair Bolsonaro avaliam que ele deu um “tiro no pé” ao levantar nova suspeição contra a eleição. O presidente costuma atacar as urnas e repetir acusações já desmentidas por órgãos oficiais.

A declaração em Londres, em tom golpista, gerou efeito colateral para a campanha de Bolsonaro, pois estimulou intensa mobilização em torno do voto útil em Lula, sob o argumento de que isso é necessário para defesa da democracia.

Até então, coordenadores políticos da campanha de Bolsonaro aconselhavam o presidente a não retomar declarações levantando a suspeição da urna eletrônica e do sistema eleitoral brasileiro. Isso porque essa estratégia afasta de Bolsonaro o eleitor moderado, que teme um retrocesso institucional no Brasil.

Datafolha: 69% dos brasileiros dizem que há corrupção no governo Bolsonaro; 23%, que não há

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (22), encomendada pela Globo e pelo jornal “Folha de S.Paulo”, aponta que 69% dos entrevistados acreditam que há corrupção no governo do presidente Jair Bolsonaro (PL). Outros 23% dizem que não há corrupção, enquanto 8% não souberam responder.

Na comparação com a pesquisa anterior, realizada em julho deste ano, houve oscilação do percentual dos que consideram que há corrupção, que somavam 73% na ocasião. Já os que acreditam que não há corrupção eram 19% em julho; e os que não souberam responder se mantiveram com o mesmo percentual.

As taxas daqueles que avaliam que há corrupção do governo Bolsonaro são mais altas entre os que reprovam a administração do presidente (93%), os estudantes (87%), os jovens com idade de 16 a 24 anos (79%), e entre as pessoas com renda familiar de até dois salários mínimos (73%).

O Datafolha também apontou que o ex-presidente Lula (PT) tem 47% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Bolsonaro tem 33%. Em terceiro está Ciro Gomes (PDT), com 7%.

A pesquisa ouviu 6.754 pessoas, entre 20 e 22 de setembro, em 343 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. O código da pesquisa na Justiça Eleitoral é: BR-04180/2022.

Datafolha: 52% dizem não votar em Bolsonaro de jeito nenhum; Lula é rejeitado por 39%

Pesquisa do instituto Datafolha divulgada nesta quinta-feira (22), contratada pela Globo e pela “Folha de S.Paulo”, aponta que mais da metade do eleitorado (52%) não votaria no presidente Jair Bolsonaro (PL) de jeito nenhum. Os que dizem não votar em Lula (PT) são 39%.

Em relação à pesquisa anterior, de 15 de setembro, Bolsonaro oscilou um ponto para baixo, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Já o petista oscilou um ponto para cima, de 38% para 39%.

Quando comparado com a primeira pesquisa da série, de maio deste ano, todavia, Bolsonaro aparece dois pontos abaixo do registrado naquele mês (54%). Já Lula aparece seis pontos acima — marcou 33% em maio.

Ciro Gomes (PDT) é o terceiro mais rejeitado, com 24%, mesmo percentual da pesquisa anterior.

O levantamento divulgado hoje também apontou que o ex-presidente tem 47% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Bolsonaro tem 33%. Em terceiro está Ciro Gomes (PDT), com 7%

A pesquisa ouviu 6.754 pessoas, entre 20 e 22 de setembro, em 343 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. O código da pesquisa na Justiça Eleitoral é: BR-04180/2022

Datafolha: 81% dizem estar totalmente decididos em quem vão votar para presidente

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (22), encomendada pela Globo e pelo jornal “Folha de S.Paulo”, aponta que 81% dos eleitores estão totalmente decididos em que irão votar para presidente neste ano. Os que dizem que ainda podem mudar de voto são 18%.

O valor dos que estão totalmente decididos é três pontos percentuais acima do registrado no levantamento anterior, divulgado em 15 de setembro.

Entre os eleitores de Lula (PT), os que dizem que já estão totalmente decididos são 87%, um ponto acima do levantamento anterior (86%). Entre os eleitores de Bolsonaro, a taxa de decididos é de 88%, dois pontos acima do aferido no levantamento anterior (86%).

Já entre os eleitores de Ciro Gomes (PDT), que aparece em terceiro lugar na pesquisa de intenção de voto, 46% dizem estar totalmente decididos, ante 48% do levantamento passado. O percentual de eleitores decididos de Simone Tebet (MDB) é de 56% (era 47% na pesquisa anterior).

Pesquisa Datafolha em São Paulo: Haddad tem 34%, Tarcísio, 23%, e Rodrigo, 19%

Pesquisa do Instituto Datafolha encomendada pelo jornal “Folha de S.Paulo” e pela Globo e divulgada nesta quinta-feira (21) revela os índices de intenção de voto para o cargo de governador de São Paulo. O candidato do PT, Fernando Haddad, oscilou de 36% para 34%, Tarcísio de Freitas (Republicanos), de 22% para 23%, e o governador Rodrigo Garcia (PSDB), que disputa a reeleição, se manteve com 19%.

Segundo o Datafolha, eles estão empatados tecnicamente no limite da margem de erro, com maior probabilidade de o candidato do Republicanos estar à frente do tucano.

Nas simulações de segundo turno, o petista continua a aparecer à frente tanto de Rodrigo quanto de Tarcísio.

Foram ouvidas 2.000 pessoas entre os dias 20 e 22 de setembro em 86 municípios paulistas. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número SP-07041/2022.

Veja o resultado da pesquisa estimulada para o 1º turno
Resposta estimulada e única, em %:

Fernando Haddad (PT): 34% (na pesquisa anterior, de 15/9, estava com 36%)
Tarcísio de Freitas (Republicanos): 23% (22% na pesquisa anterior)
Rodrigo Garcia (PSDB): 19% (19% na pesquisa anterior)
Gabriel Colombo (PCB): 1% (1% na pesquisa anterior)
Carol Vigliar (Unidade Popular): 1% (1% na pesquisa anterior)
Elvis Cezar (PDT): 1% (1% na pesquisa anterior)
Antonio Jorge (Democracia Cristã): 1% (1% na pesquisa anterior)
Edson Dorta (PCO): 1% (0% na pesquisa anterior)
Altino Júnior (PSTU): 0% (1% na pesquisa anterior)
Vinicius Poit (Novo): 0% (1% na pesquisa anterior)
Brancos e nulos: 11% (11% na pesquisa anterior)
Não sabe: 9% (7% na pesquisa anterior)

Pesquisa espontânea
Pesquisa espontânea e única, em %:

Fernando Haddad (PT): 21%
Tarcísio de Freitas (Republicanos): 13%
Rodrigo Garcia (PSDB): 9%
Atual governador: 0%
Candidato do PT/13: 1%
Candidato do presidente/apoiado pelo presidente: 1%
Outras respostas: 6%
Brancos e nulos: 7%
Não sabe: 41%

Datafolha no RJ: Castro, com 36%, se distancia de Freixo, com 26%

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (22), encomendada pela TV Globo e pela Folha de S.Paulo, aponta que o atual governador Cláudio Castro (PL) abriu vantagem de 10 pontos percentuais para o deputado federal Marcelo Freixo (PSB) na corrida ao Governo do Rio de Janeiro.

Na comparação com a pesquisa Datafolha anterior, divulgada em 15 de setembro, quando os dois estavam tecnicamente empatados, Castro subiu cinco pontos percentuais (de 31% para 36%), enquanto Freixo oscilou de 27% para 26%.

Intenção de voto para governador, estimulada:
O Datafolha perguntou em quem os eleitores vão votar de forma estimulada, ou seja, dando a lista de candidatos como opção.

Cláudio Castro (PL): 36% (31% no Datafolha anterior, de 15 de setembro)
Marcelo Freixo (PSB): 26% (27% na pesquisa anterior)
Rodrigo Neves (PDT): 8% (8% na pesquisa anterior)
Cyro Garcia (PSTU): 2% (3% na pesquisa anterior)
Juliete Pantoja (UP): 2% (1% na pesquisa anterior)
Wilson Witzel (PMB): 2% (3% na pesquisa anterior)
Eduardo Serra (PCB): 2% (3% na pesquisa anterior)
Paulo Ganime (Novo): 1% (1% na pesquisa anterior)
Luiz Eugênio (PCO): 1% (1% na pesquisa anterior)
Branco/nulo/nenhum: 12% (14% na pesquisa anterior)
Não sabe: 9% (8% na pesquisa anterior)

O ex-governador Wilson Witzel, que sofreu impeachment no ano passado, teve a candidatura indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral e recorreu no Tribunal Superior Eleitoral.

Castro alcança índices de intenção de voto mais alto entre:

homens na comparação com mulheres (44% ante 29%);
evangélicos (47%);
os que aprovam sua gestão (74%).

Freixo tem índices melhores entre:

moradores da Região Metropolitana na comparação com o interior (29% ante 18%);
mais instruídos (39%);
os que possuem renda familiar mensal de mais de 10 salários mínimos (41%);
os que reprovam o governo Cláudio Castro (57%).

Datafolha: Lula tem 54% no 2º turno; Bolsonaro, 38%

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (22), encomendada pela Globo e pelo jornal “Folha de S.Paulo”, aponta que o ex-presidente Lula (PT) venceria o presidente Jair Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno. Os índices são os mesmos do levantamento anterior, de 15 de setembro.

Lula (PT): 54% (eram 54% na pesquisa anterior)
Bolsonaro (PL): 38% (eram 38% na pesquisa anterior)

Os que dizem votar branco ou nulo são 7%, e os que não sabem, 2%, os mesmos índices do levantamento anterior.

O Datafolha divulgado nesta quinta indica também que Lula está na frente de Bolsonaro no primeiro turno. O petista oscilou de 45% para 47% da intenção de votos, enquanto o atual presidente segue com 33%.

Datafolha: Zema tem 48% e Kalil tem 28% na disputa para o governo de Minas

Pesquisa do Instituto Datafolha encomendada pela TV Globo e pelo jornal “Folha de S.Paulo” e divulgada nesta quinta-feira (22) revela os índices de intenção de voto para o cargo de governador de Minas Gerais.

O atual governador e candidato à reeleição pelo partido Novo, Romeu Zema, lidera a disputa no primeiro turno com 48% das intenções de voto, seguido por Alexandre Kalil (PSD), com 28%.

Nas simulações de segundo turno, Zema aparece liderando a pesquisa na disputa com Kalil.

A pesquisa ouviu 1.512 pessoas entre os dias 20 e 22 de setembro em 81 cidades mineiras. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número MG-08517/2022.

Intenção de voto para governador, estimulada:
Resposta estimulada e única, em %:

O Datafolha perguntou em quem os eleitores vão votar de forma estimulada, ou seja, dando a lista de candidatos como opção.

Romeu Zema (Novo): 48% (na pesquisa anterior, de 15/9, estava com 53%)
Alexandre Kalil (PSD): 28% (25% na pesquisa anterior)
Carlos Viana (PL): 4% (5% na pesquisa anterior)
Cabo Tristão (PMB): 1% (1% na pesquisa anterior)
Renata Regina (PCB): 1% (1% na pesquisa anterior)
Vanessa Portugal (PSTU): 1% (1% na pesquisa anterior)
Em branco/nulo/nenhum: 8% (7% na pesquisa anterior)
Não sabe: 9% (7% na pesquisa anterior)

Os candidatos Indira Xavier (Unidade Popular), Lorene Figueiredo (PSOL), Lourdes Francisco (PCO) e Marcus Pestana (PSDB) não pontuaram. Na pesquisa anterior, de 15/9, Marcus tinha 1% das intenções de voto.

A pesquisa Datafolha mostra um cenário de estabilidade nas intenções de voto para governador de Minas Gerais. Porém, a dez dias da eleição, Romeu Zema apresentou a menor vantagem sobre o segundo colocado, Alexandre Kalil, desde o início da corrida eleitoral.

A vantagem de Zema vem recuando ao longo do mês de setembro. Em relação às pesquisas anteriores, o candidato oscilou cinco pontos percentuais para baixo e tem 48% das intenções de voto (tinha 53% na semana passada e 52% no início de setembro).

Kalil mostra uma tendência de crescimento. Tinha 22% no início do mês, 25% na semana passada e, agora, 28%.

Zema continua se destacando entre os eleitores do interior (51%) e entre aqueles que têm renda familiar de mais de 5 a 10 salários mínimos (64%).

Kalil obtém índices mais altos entre os moradores da Região Metropolitana de Belo Horizonte (40%), entre os que reprovam o governo Bolsonaro (44%) e entre os que reprovam o governo de Zema (58%).

Entre os eleitores que declaram voto em Lula (PT) no primeiro turno da disputa presidencial, 47% pretendem votar em Kalil para governador e 30% em Zema.

Os demais candidatos apresentam um cenário estável e oscilam para mais ou para menos, em relação às pesquisas anteriores, dentro da margem de erro.