Arquivo da categoria: Eleições 2022

Rodrigo Maia e mais 2 pedem demissão do governo de SP após Rodrigo Garcia anunciar apoio a Bolsonaro

O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (PSDB), anunciou sua demissão do governo de São Paulo após o governador em exercício, Rodrigo Garcia, apoiar a reeleição de Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno contra Lula (PT).

Maia era o atual secretário de Ações Estratégias do governo de São Paulo. Ele ingressou no cargo ainda na gestão João Doria (PSDB), ex-governador paulista que se posicionou como neutro na disputa — assim como o PSDB como legenda.

“Informo que na data de hoje deixo a Secretaria de Projetos e Ações Estratégicas do governo de São Paulo. Agradeço aos governadores João Doria e Rodrigo Garcia pela oportunidade”, afirmou o agora ex-secretário, em seu perfil pessoal no Twitter.

Enquanto presidente da Casa, Maia se posicionou como oposição ao governo Bolsonaro. Crítico do atual presidente, o ex-deputado avalia uma possível reeleição como ameaça à democracia.

Contudo, Maia não levou adiante mais de 60 pedidos de impeachment de Bolsonaro que recebeu na época em que era presidente da Câmara. Ele foi derrotado por Arthur Lira (PP-PL) ao tentar a reeleição para presidência da Casa — Lira contou com apoio aberto de Bolsonaro.

Além dele, outros dois secretários se desligaram do governo paulista por conta do apoio explicitado por Garcia: Zeina Latif, secretária de Desenvolvimento Econômico, e Laura Machado, do Desenvolvimento Social.

Bolsonaro avança, mas só vence em 15 cidades do Nordeste

O presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) teve um crescimento em sua votação no Nordeste em comparação ao primeiro turno das eleições de 2018, mas prevaleceu sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em apenas 15 das 1.794 cidades da região.

O cenário é distinto ao de 2018, quando o presidente teve proporcionalmente menos votos na região, mas teve mais força nos grandes centros urbanos e venceu em 42 cidades, incluindo cinco capitais de estados nordestinos: Recife, Maceió, Natal, João Pessoa e Aracaju.

Bolsonaro teve 27% dos votos válidos na região contra 26% na eleição de quatro anos atrás. Numericamente, houve um avanço de 1,3 milhão de votos, resultado impulsionado pelo maior número eleitores aptos a votar.

Por outro lado, Lula teve desempenho superior ao de Fernando Haddad (PT) em 2018. O petista atingiu 67% dos votos do Nordeste na eleição deste ano contra 51% de Haddad há quatro anos.

Em geral, a votação de Bolsonaro caiu nos grandes centros urbanos do Nordeste, incluindo capitais, mas houve um avanço nos pequenos municípios, onde é maior a influência dos líderes políticos locais e da máquina do Governo Federal.

Dentre os 15 municípios em que Bolsonaro prevaleceu no Nordeste estão redutos do agronegócio, uma cidade com maioria de evangélicos, um epicentro de embates entre ruralistas e indígenas e, sobretudo, redutos eleitorais do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP).

Ao todo, 8 das 15 cidades em que Bolsonaro venceu no Nordeste estão em Alagoas, incluindo Maceió, única capital nordestina onde o presidente saiu vitorioso neste domingo (2).

A capital alagoana é governada por João Henrique Caldas, o JHC. Ele é filiado ao PSB do candidato a vice-presidente Geraldo Alckmin, mas tem boa relação com a família Bolsonaro. Focado nas querelas da política local, ele não se envolveu na disputa nacional.

No entorno de Maceió, Bolsonaro também venceu em Barra de São Miguel, cidade de 8,2 mil habitantes, governada pelo pai de Arthur Lira, o ex-senador Benedito de Lira (PP).

Conforme apontado pela Folha, a cidade teve o orçamento turbinado com verbas das emendas de relator. Recebeu R$ 4,7 milhões em 2021 e R$ 5,8 milhões em 2020 por meio do orçamento secreto e foi o município alagoano que mais recebeu recursos desse tipo de emenda proporcionalmente à sua população.

A despeito do derrame de verbas na cidade governada por Benedito de Lira, Bolsonaro prevaleceu na cidade por apenas 30 votos: foram 2.769 votos no presidente na cidade contra 2.739 votos em Lula.

g1, TV Globo e GloboNews divulgam nesta quarta-feira 1ª pesquisa Ipec do 2º turno

O g1 e a GloboNews publicam, às 18h desta quarta-feira (5), o resultado da primeira pesquisa de intenção de voto do Ipec sobre o segundo turno da disputa pela Presidência da República, entre o ex-presidente Lula (PT) e presidente Jair Bolsonaro (PL). Em seguida, o levantamento será divulgado na TV Globo.

O segundo turno acontece em 30 de outubro. No primeiro, realizado no último domingo (2), Lula saiu na frente, com 48,43% dos votos válidos (que desconsideram brancos e nulos), enquanto Bolsonaro teve 43,20%.

PT cogita oferecer apoio ao PSDB em PE, MS e RS

O comando da campanha de Lula (PT) pretende colocar na mesa de negociação com o PSDB a oferta de apoio a candidatos no Rio Grande do Sul (Eduardo Leite), Pernambuco (Raquel Lyra) e Mato Grosso do Sul (Eduardo Riedel) em troca da ajuda dos tucanos para conquistar votos em São Paulo.

O objetivo é fazer com que as próprias lideranças do PSDB pressionem Rodrigo Garcia (PSDB) a aceitar um arranjo com o PT no Estado, ainda que informal e que funcione principalmente para quebrar o antipetismo no Estado. Aliados de Fernando Haddad (PT) dizem esperar apoio principalmente na negociação com prefeitos que estiveram com o tucano no 1.º turno e, agora, podem trabalhar por Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Márcio França (PSB) foi destacado para abrir as conversas com Garcia. Eles trocaram mensagens ontem. O tucano pediu tempo, mas não fechou a porta para a negociação. O vice de Lula, Geraldo Alckmin, também terá papel em um eventual acordo.

Em Pernambuco, a aliança com o PSDB de Raquel Lyra seria até desejável para petistas, que não aceitariam trabalhar por Marília Arraes (Solidariedade). Ao deixar o partido, no ano passado, ela rompeu com colegas da sigla, como Teresa Leitão e Humberto Costa.

Segundo turno começa com fake news associando Lula ao satanismo e polêmica sobre Bolsonaro na maçonaria

O segundo turno das eleições presidenciais começou com publicações nas redes sociais associando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a satanismo, e o presidente Jair Bolsonaro (PL), à maçonaria.

Um vídeo antigo, que passou a circular nesta terça-feira (4) em redes sociais e grupos de aplicativos de mensagens, mostra o presidente discursando em uma loja da maçonaria. O conteúdo é anterior à primeira candidatura de Bolsonaro à Presidência, em 2018.

No material, Bolsonaro diz não ter intenção de concorrer ao cargo de chefe do Executivo. “Não estou candidato a nada”, afirmou ele na ocasião. Até a última atualização desta reportagem, o presidente não havia se pronunciado publicamente a respeito da declaração.

A existência de um suposto vínculo entre Bolsonaro e a maçonaria poderia ser vista como problema pela campanha do presidente porque o grupo já foi criticado por influentes lideranças evangélicas que apoiam o candidato à reeleição, como Silas Malafaia.

Um outro vídeo que voltou a circular, por exemplo, mostra o pastor bolsonarista respondendo a uma pergunta sobre maçonaria, associada por ele a “trevas”.

Sem data definida, o conteúdo tem um trecho no qual Malafaia afirma: “A maçonaria não é para nós [evangélicos]. Tem coisas que valem pra qualquer pessoa, para o povo de Deus não presta e não serve. Nós somos da luz, saímos das trevas. Isso é calúnia”.

Já Lula, poucas horas após garantir vaga no segundo turno da disputa presidencial, foi associado a um homem identificado como Vicky Vanilla, que seria satanista.

Em nota, o PT afirma que não há relação entre o homem e o ex-presidente. “Quem espalha isso é desonesto e abusa da boa-fé das pessoas”, diz o comunicado. O partido acusa grupos bolsonaristas no Telegram e WhatsApp de compartilharem a mentira.

Já Vicky Vanilla divulgou um vídeo nesta terça em que afirma ter recebido ameaças e desmentindo o boato.

“Esse pronunciamento faz parte de uma live que fiz e está sendo usado fora de contexto”, diz. “O vídeo está sendo espalhado como uma fake news a meu respeito e a respeito do candidato Lula, que não tem qualquer ligação com a nossa casa espiritual.”

PL e PT elegem maior número de deputados nas Assembleias Legislativas dos estados e do DF

O Partido Liberal (PL), atual legenda do presidente Jair Bolsonaro e candidato à reeleição, elegeu no domingo (2) a maior bancada para as Assembleias Legislativas dos estados e para a Câmara Legislativa do Distrito Federal. O número triplicou: passou de 43, em 2018, para 129 nas eleições de 2022 – corresponde a 12,18% do total de 1.059 parlamentares.

Em 2018, o até então PR (a mudança de nome ocorreu em 2019) ocupava o 10º lugar entre os partidos. Agora, o PL ocupa o primeiro lugar.

O PL conseguiu maioria nas assembleias de 4 estados (Espírito Santo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, São Paulo) e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Já no Ceará, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Santa Catarina, o partido teve o deputado mais votado.

Na sequência, a maior bancada ficou para o Partido dos Trabalhadores (PT) com 118 deputados estaduais eleitos. Em 2018, o partido elegeu 85 representantes. O PT conseguiu maioria em três estados: Minas Gerais, Piauí e Rio Grande do Sul. Em São Paulo, o partido teve o deputado estadual mais votado de 2022 do país: Eduardo Suplicy recebeu 807 mil votos.

O Republicanos foi o partido que registrou a maior alta entre as duas últimas eleições – passou de 42 deputados para 76, um aumento de 80%. Já o PSDB, que figurou entre os quatro primeiros em 2018, caiu para o 9º lugar, elegendo 54 parlamentares, ante 73 em 2018 – um recuo de 26%.

União Brasil, que nasceu da fusão do DEM com PSL, ocupa a terceira posição dos partidos com mais parlamentares nas assembleias – 100. Em 2018, antes da fusão, PSL (ex-partido de Jair Bolsonaro) e DEM tinham eleito 76 e 54 deputados, respectivamente.

O MDB, que liderou a lista de eleitos em 2018, caiu para o 4º lugar. Passou de 93 deputados para 95. O partido conseguiu maioria nas assembleias de Alagoas, Goiás, Mato Grosso e Pará.

Senador José Serra anuncia apoio a Lula no 2º turno da eleição presidencial

O senador José Serra (PSDB-SP) anunciou nesta terça-feira (4) apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no 2º turno da eleição presidencial.

Serra e Lula foram rivais na eleição de 2002, quando Lula conquistou o primeiro mandato como presidente.

Lula vai disputar o 2º turno contra o presidente Jair Bolsonaro (PL). No 1º turno, o petista recebeu 57,2 milhões de votos (48,4% dos votos válidos), e Bolsonaro, 51,07 milhões (43,2%).

Serra também declarou apoio a Tarcísio de Freitas (Republicanos) na disputa ao governo de São Paulo. Tarcísio é o candidato de Bolsonaro, e disputa o segundo turno contra Fernando Haddad (PT).

“Não vou me alongar sobre o tema. Diante das alternativas postas, votarei em Lula. E, pela mesma razão, em São Paulo, meu voto será em Tarcísio de Freitas”, escreveu o senador em nota.

Dia de apoios
Esta terça, dois dias após a votação do 1º turno, foi um dia de intensas movimentações das forças políticas sobre os alinhamentos para o 2º turno da eleição presidencial.

Entre os apoios recebidos por Lula, além de Serra, estão: o PDT, o candidato derrotado à Presidência Ciro Gomes (PDT) e o Cidadania.

Bolsonaro recebeu apoios formais do senador eleito Sergio Moro (União Brasil) e pelo governador reeleito Romeu Zema (Novo). Também recebeu o apoio do governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB), que não chegou ao segundo turno da disputa pelo estado.

Apoio de Rodrigo a Bolsonaro faz secretários discutirem demissão; Maia é um deles

O apoio de Rodrigo Garcia (PSDB) ao presidente Jair Bolsonaro (PL) fez secretários do governo de São Paulo discutirem pedir demissão ao governador.

O ex-presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia, atual secretário de Ações Estratégias do governo de São Paulo, deve decidir sobre a saída do cargo até quarta-feira (5). Outra secretária que pode deixar o cargo é a economista Zeina Latif (Desenvolvimento Econômico).

Maia é um dos principais críticos de Bolsonaro e considera a reeleição do presidente uma ameaça à democracia.

O Centrão comemorou a declaração de Rodrigo Garcia porque tenta atraí-lo para a fusão entre PP e União Brasil, em andamento. O governador de São Paulo tem conversado sobre isso com Antonio Rueda, presidente do União Brasil.

No PSDB tradicional, há um constrangimento com o apoio “incondicional” de Rodrigo a Bolsonaro – e uma expectativa de que quadros históricos e a principal liderança do partido, como FHC, façam novas declarações de apoio a Lula.

Lula recebe apoio do PDT e do Cidadania para o segundo turno; Bolsonaro é escolhido por Garcia, Moro e Zema

Esta terça-feira (4), dois dias após a votação do 1º turno, tem sido de intensas movimentações das forças políticas sobre os alinhamentos para o 2º turno da eleição presidencial.

O candidato do PT, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, recebeu o apoio formal do PDT e do Cidadania.

O presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, foi escolhido pelo senador eleito Sergio Moro (União) e pelo governador reeleito Romeu Zema (Novo-MG). Também recebeu o apoio do governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB), que não chegou ao segundo turno da disputa pelo estado.

Reeleito governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, que é do mesmo partido de Bolsonaro, o PL, esteve em Brasília para reafirmar seu apoio ao presidente da República.

O ex-presidente Lula (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL) vão disputar o segundo turno das eleições. Lula recebeu 57,2 milhões de votos (48,4%), e Bolsonaro, 51,07 milhões de votos (43,2%).

Ainda está prevista para a tarde reunião da executiva nacional do PSDB, que no primeiro turno estava na campanha de Simone Tebet (MDB).

Sem citar Lula, Ciro diz que acompanha PDT em apoio ao petista no 2º turno

O ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT) anunciou nesta terça (4) apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições para a Presidência da República.

O anúncio foi feito por meio das redes sociais de Ciro Gomes menos de uma hora após anúncio do PDT (Partido Democrático Trabalhista) a Lula.

Ciro Gomes evitou citar o nome de Lula, afirmando que “acompanha a decisão do partido”. O anúncio foi feito menos de uma hora após o PDT declarar apoio a Lula em decisão unânime pelo diretório nacional da sigla.

“Lamento que a democracia brasileira tenha afunilado a tal ponto que reste para o brasileiro duas opções, a meu ver, insatisfatórias”, disse. “Ao contrário da campanha violenta da qual fui vítima, nunca me ausentei ou me ausentarei da luta pelo Brasil. Sempre me posicionei e me posicionarei na defesa do país contra projetos de poder que levaram o país a essa situação grave e ameaçadora.”

Ciro diz ainda que “frente às circunstâncias”, o apoio a Lula era a última saída. “Lamento que a trilha democrática tenha se afunilado a tal ponto que reste para os brasileiros duas opções ao meu ver insatisfatórias.”

Apesar de citar piora na “trilha democrática”, Ciro diz não acreditar que a democracia esteja em risco nessas eleições, mas pondera sobre o que classifica como “absoluto fracasso na nossa democracia em construir um ambiente de oportunidades que enfrente a mais massiva crise social e econômica que humilha a esmagadora maioria do nosso povo”.

‘Não aceitarei qualquer cargo’
Ciro disse também que manifestar o apoio sem pedir cargo em troca. “Adianto que não pleiteio e não aceitarei qualquer cargo em eventual futuro governo. Quero estar livre ao lado da sociedade, em especial da juventude, lutando por transformações profundas, como as que propusemos durante a campanha”, afirmou.

“Ao povo brasileiro me dirijo: fiquem certo de que, como sempre fiz, vou fiscalizar acompanhar de perto o dia a dia do governo que assumirá o governo em janeiro. Assim como vou seguir estudando e apresentando ideias para o nosso país”, finalizou Ciro Gomes.

O candidato do PDT foi o quarto candidato mais votado no primeiro turno das eleições 2022, com 3.599.287 votos, equivalente a 3,04%.

Lula e Jair Bolsonaro obtiveram respectivamente 48,43% e 43,20% dos votos válidos e disputam a eleição no segundo turno.

Governador reeleito de Minas, Romeu Zema anuncia apoio a Bolsonaro no segundo turno

O governador reeleito de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), anunciou nesta terça-feira (4) que apoiará o presidente Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial.

Bolsonaro, que tenta a reeleição, enfrentará o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na votação marcada para o próximo dia 30. No primeiro turno, Bolsonaro ficou atrás de Lula. O candidato do PL recebeu 51 milhões de votos (43,20%) enquanto o petista ficou com 57,2 milhões (48,43%).

Romeu Zema, reeleito em primeiro turno com 56,18% dos votos válidos, anunciou o apoio a Bolsonaro após uma reunião com o presidente no Palácio da Alvorada, em Brasília. Braga Netto, candidato a vice na chapa do PL, também participou do encontro.

“Não poderia também deixar neste momento de estarmos aqui, colocando as nossas divergências de lado, eu sempre dialoguei com o presidente Bolsonaro. Sabemos que em muitas coisas convergirmos e em outras, não. Mas é o momento em que o Brasil precisa caminhar para frente, e eu acredito muito mais na proposta do presidente Bolsonaro do que na proposta do adversário [Lula]”, afirmou Zema.

Ele declarou ter herdado uma “tragédia” do governo petista de Fernando Pimentel em Minas Gerais e que esse foi um dos motivos que o levou a Brasília para declarar apoio ao candidato do PL.

Bolsonaro agradeceu o apoio do governador reeleito de Minas. “Sempre tivemos diálogo muito franco, nada tratado entre nós visava outros interesses a não ser o futuro do estado e, da nossa parte, do Brasil. O governador Zema passou um breve filme do que foi a gestão do PT para seu estado, e podemos dizer a mesma coisa sobre o Brasil”, afirmou o presidente.

“Esse apoio do governador Zema é muito bem-vindo. É o segundo estado com maior colégio eleitoral do Brasil e é decisivo. Só quem ganha lá, diz a tradição, pode realmente chegar à Presidência da República […]. Agradeço aqui o apoio do Zema neste momento. Mais do que bem-vindo, ele é essencial, ele é decisivo para a nossa reeleição. Muito obrigado, Zema”, completou Bolsonaro.

No primeiro turno, Lula venceu em Minas Gerais e obteve 48,29% dos votos registrados para presidente da República no estado (5.802.571). O candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), obteve 43,60% dos votos (5.239.264). Simone Tebet (MDB) teve 4,17% dos votos em Minas, e Ciro Gomes (PDT), 2,58%.

Na capital, Belo Horizonte, Bolsonaro ganhou com 46,60% do eleitorado. Lula ficou com 42,53%.

De acordo com o colunista do g1 Valdo Cruz, Bolsonaro aposta no apoio de Romeu Zema para virar votos em Minas Gerais.

Em entrevista, Bolsonaro afirmou que pretende ir pelo menos três vezes ao estado durante a campanha de segundo turno, a primeira visita prevista para o próximo dia 12.

PDT declara apoio a Lula no segundo turno; Ciro deve seguir decisão

O PDT anunciou nesta terça-feira (4) apoio do partido à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, no segundo turno das eleições para a Presidência da República.

O anúncio veio após reunião da Executiva do partido no final da manhã desta terça. No primeiro turno, o PDT teve o ex-governador do Ceará Ciro Gomes como candidato à Presidência da República. Ele ficou em quarto lugar, com 3,5 milhões de votos (3%).

O ex-presidente Lula (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL) vão disputar o segundo turno das eleições. Lula recebeu 57,2 milhões de votos (48,4%), e Bolsonaro, 51,07 milhões de votos (43,2%).

Além do PDT, Cidadania e PSDB, que estiveram ao lado de Simone Tebet (MDB) no primeiro turno da eleição presidencial, devem definir nesta terça se apoiam Lula, Bolsonaro ou se seguem neutros neste segundo turno.

PDT anuncia apoio à candidatura de Lula no 2º turno

Críticas
Ciro fez duras críticas a Lula durante a campanha eleitoral. O pedetista chegou a chamar o pedido de voto útil promovido pelo adversário de “campanha fascista” e disse que o presidente Jair Bolsonaro e o petista têm o mesmo projeto econômico.

Apesar dos embates, Ciro, que ao final do primeiro turno havia pedido tempo para decidir quem apoiaria no segundo turno, deve seguir a posição do partido e vai trabalhar pela eleição do petista contra Bolsonaro.

Instalada em comunidade ribeirinha no AM, última urna apurada no Brasil teve 99 votos para Lula e 111 para Bolsonaro

Após mais de 41 horas do fim da votação do 1º turno, a apuração dos votos no Amazonas chegou ao fim. O atraso se deve a uma única urna que teve de ser substituída por cédulas de papel. O caso aconteceu em uma comunidade ribeirinha em Coari, no interior do estado.

Na contagem final, com 100% das urnas apuradas na manhã desta terça-feira (4), dos votos da última urna apurada no país, o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT), obteve 99 votos, enquanto o presidente Jair Bolsonaro (PL), teve 111 votos.

A contagem total na cidade deu vantagem para Lula, que recebeu 58,38% (20.350 votos). Bolsonaro recebeu 36,16% (12.606 votos).

A seção fica na Comunidade Canavial, na Zona Rural do município e, com o acesso difícil, a urna de lona com os votos em papel demorou a chegar à sede do município, onde foi feita a contagem.

Segundo a Justiça Eleitoral do município, a comunidade recebeu duas urnas, sendo uma eletrônica e a outra manual. Como a urna eletrônica apresentou problema na bateria, os mesários acionaram a tradicional.

Os votos só chegaram na sede do município por volta de 13h de segunda-feira (3). A dificuldade no transporte, segundo o juiz eleitoral Eliezer Fernandes Júnior se deu por conta da seca do rio, problema que pode ser agravado no segundo turno, já que a vazante continua.

“Na comunidade não tinha energia elétrica. A votação começou normalmente, mas foi interrompida com o fim da bateria”, disse o juiz eleitoral Eliezer Fernandes Júnior.

Moro ataca Lula e declara apoio a Bolsonaro no 2º turno

O ex-juiz Sergio Moro, afirmou nesta terça-feira (4) que Lula não é uma opção eleitoral para o país e declarou apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PL).

Eleito senador pelo Paraná, Moro deixou o cargo de ministro da Justiça acusando o mandatário de interferir na Polícia Federal.

Apuração dos votos: 100% das urnas são totalizadas

A apuração dos votos do primeiro turno das eleições de 2022 terminou na manhã desta terça-feira (4), com 100 % das urnas totalizadas. A conclusão ocorreu mais de 41 horas após o horário previsto para o término da votação.

Houve seções em que eleitores seguiram na fila para votar até a noite de domingo, ainda que a previsão de fechamento das urnas fosse até 17h. Por causa de filas, às 21h algumas pessoas ainda votavam em Duque de Caxias, Búzios, Belford Roxo e na capital do Rio de Janeiro (eles, que entraram no horário correto, esperaram com os portões fechados).

Amazonas foi o último estado a concluir a apuração dos votos. O atraso ocorreu devido à uma única urna que teve de ser substituída por cédulas de papel. O caso aconteceu em uma comunidade ribeirinha em Coari, no interior do estado.

O resultado da disputa presidencial, com Lula (PT) e Bolsonaro (PL) no segundo turno, tinha sido divulgado ainda no domingo, às 21h25, quando 96,93% das urnas já tinham sido apuradas. Àquela altura, o ex-presidente petista havia alcançado 47,85% (54,8 milhões) dos votos válidos, e o atual presidente da República, candidato à reeleição, 43,7% (50,1 milhões).

Na manhã desta terça, os votos para Lula haviam chegado a 57.259.504, ou 48,43% dos votos válidos, e os que foram para Bolsonaro somavam 51.072.345, ou 43,20% do total de votos válidos. Os dois irão disputar o segundo turno no próximo dia 30.

A eleição para governador foi concluída já no domingo em 14 estados e no Distrito Federal. Outros 12 estados precisarão de segundo turno também para govenador.

As disputas para Câmara dos Deputados, Senado Federal e assembleias legislativas não têm segundo turno e já foram concluídas. Para a Câmara, os eleitos deputados federais irão ocupar as 513 cadeiras da casa. Entre os 50 mais votados, 20 foram eleitos pelo estado de São Paulo, maior colégio eleitoral do país, com 22,16% do total de eleitores.

Para o Senado, cada estado elegeu um nome. A Casa tem, ao todo, 81 cadeiras. Em 2022, os eleitores decidiram a composição de um terço delas, ou seja, 27. Em 2026, cada eleitor votará em dois nomes, e serão renovadas (ou mantidas) as 54 restantes.

Mendonça Filho declara apoio a Raquel Lyra

O ex-ministro e deputado federal eleito, Mendonça Filho (União Brasil), declarou apoio a candidatura de Raquel Lyra para governadora de Pernambuco neste segundo turno. Mendonça agradeceu os mais de 76 mil votos de confiança que recebeu e declarou que agora o foco é eleger Raquel e garantir um novo rumo para nosso estado.

“Foi uma campanha muito difícil, mas Pernambuco deu o recado de que quer mudança. E nosso grupo politico está junto de Raquel”, declarou.

Mendonça conversou hoje com os prefeitos de Belo Jardim, Gilvandro Filho, Bezerros, Lucielle Laurentino, e de Cupira, Jose Maria Leite, sobre o apoio do grupo.

O prefeito de Vertentes, Romero Leal, apoiou Raquel Lyra no primeiro turno. Mendonça apoiou a candidatura do ex-prefeito Miguel Coelho no primeiro turno, um jovem competente, preparado e com compromisso de mudança. Mendonça Filho prestou solidariedade à Raquel que perdeu o esposo Fernando Lucena, vítima de infarto nesse domingo.

“O momento é de dor, que Deus conforte Raquel e seus filhos”, destacou Mendonça lembrando que estará a postos para atuar no que for preciso para garantir que Raquel vença a eleição.

Segundo Mendonça, a primeira vitória a oposição já teve: tirar o PSB do poder no Governo do Estado. “Um momento histórico que mostra o desejo de mudança. O nosso foco agora é eleger Raquel e garantir a mudança que Pernambuco precisa”, afirmou.

Horário eleitoral volta nesta sexta-feira

O horário eleitoral volta a ser veiculado em rádios e emissoras de TV nesta sexta-feira (7). Carreatas, distribuição de panfletos e propaganda com alto-falantes e na internet já estão liberadas desde as 17h de segunda-feira (3).

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será o primeiro a se apresentar, às 7h, no rádio, já que foi o presidenciável mais votado. Em seguida, falará Jair Bolsonaro (PL), que agora tem o mesmo tempo de campanha que o petista. A ordem se alterna a partir daí. Às 7h10 começa o horário eleitoral dos candidatos a governador dos 12 estados que não decidiram a disputa em primeiro turno.

Também há horário eleitoral no rádio a partir das 12h e, na TV, às 13h e às 20h30, de segunda a sábado. As emissoras ainda devem reservar, todos os dias e para cada cargo em disputa, 25 minutos de sua programação para inserções de 30 e 60 segundos das propagandas dos candidatos.

Marília Arraes diz que vai abrir mão da licença maternidade para administrar o Estado

A candidata ao Governo de Pernambuco pelo Solidariedade, Marília Arraes, afirmou nessa segunda-feira (3), um dia depois de ser eleita, em primeiro lugar, no primeiro turno, que não vai tirar licença maternidade para poder administrar o Estado.

“Eu só tenho quatro anos de mandato. Jamais vou abrir mão da metade de um ano”, afirmou, em entrevista à Rádio Jornal na manhã desta segunda-feira (3). Marília tem duas filhas e está grávida de cinco meses da terceira.

Dizendo-se defensora da licença maternidade, a candidata alega ser um direito da mulher trabalhadora celetista, a concursada, a prestadora de serviços. “Mas ter um mandato é diferente. Eu não vou tirar licença e vou mostrar que é possível conciliar e dar conta do serviço”, assegurou, lembrando que, apesar da campanha puxada, nunca parou por estar grávida.

Problemas
Informações oficiais apontam que a parte fiscal está equilibrada, mas há muitos problemas estruturais no Estado.

“Primeiro, vamos arrumar a casa. Pernambuco está muito desmantelado, é uma casa sem manutenção e a saúde pública é um retrato disso”, avaliou. A candidata reforçou que vai buscar recursos federais para, por exemplo, reformar o Hospital da Restauração.

Também admitiu fazer uma auditoria caso perceba algo errado e seja necessário buscar os problemas e assumir as responsabilidades.

“Se precisar, vamos corrigir. Será necessário fazer um diagnóstico. Pernambuco é uma caixa preta”, apontou, citando que metade da verba investida na Secretaria de Defesa Social vai para a burocracia. “Isso precisa ser revisto”, comentou.

Segundo a candidata, as mudanças só serão possíveis agora porque já houve o fechamento de um ciclo, com a derrota do PSB ao Governo. O candidato da Frente Popular, Danilo Cabral (18,06% dos votos), ficou em quarto lugar na disputa, empatado com Anderson Ferreira (18,15%) e Miguel Coelho (18,04%).

“Nesses últimos anos de governo, o PSB ficou usando cargos para calar a boca de um aqui, calar a boca de outro ali. E assim foram levando. Agora é a hora de mudar esse ciclo”, enfatizou Marília.

Lula x Bolsonaro: PDT, PSDB e Cidadania definem hoje quem vão apoiar no 2º turno

As cúpulas de PDT, PSDB e Cidadania farão reuniões nesta terça-feira (4) para definir quem apoiarão no segundo turno para presidente da República.

O ex-presidente Lula (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL) receberam 91,6% dos votos e vão disputar o segundo turno das eleições deste ano. Com 99,9% das urnas apuradas até as 7h30 desta terça, Lula havia recebido 57,2 milhões de votos (48,4%), e Bolsonaro, 51,07 milhões de votos (43,2%).

No primeiro turno, PSDB e Cidadania apoiaram a candidatura de Simone Tebet (MDB). A senadora, que disputou a Presidência pela primeira vez, obteve 4,9 milhões de votos (4,1%).

No domingo (2), assim que foi confirmado o segundo turno entre Lula e Bolsonaro, Tebet fez um pronunciamento no qual não informou quem iria apoiar, mas disse que a decisão já estava tomada e que ela ficará “ao lado do povo”.

Já o PDT teve o ex-governador do Ceará Ciro Gomes como candidato a presidente. Ciro recebeu 3,5 milhões de votos (3%) e, durante a disputa, disse que “qualquer imbecil” sabe as diferenças entre Lula e Bolsonaro, mas criticou os dois candidatos com frequência, afirmando que os dois buscariam implementar o mesmo modelo econômico.

Estratégias dos candidatos
O colunista do g1 Valdo Cruz informou que Lula e Bolsonaro já começaram a definir as estratégias para conseguir mais votos para vencer no segundo turno.

Lula, por exemplo, informou o colunista, buscará o apoio de Simone Tebet, do MDB e de Ciro Gomes.

Bolsonaro, por sua vez, ainda segundo o colunista, focará a estratégia em três estados: São Paulo, Minas e Bahia.

Perfis bolsonaristas atacam nordestinos com xenofobia após votos para Lula

Com vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em todos os estados do Nordeste, diversos comentários preconceituosos contra eleitores da região foram publicados nas redes sociais, vindos de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL), adversário do petista.

Lei Nº 9.459, de 13 de maio de 1997, prevê pena de um a três anos de prisão e multa para quem cometer discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

O movimento xenófobo contra nordestinos após resultados eleitorais se tornou praxe, tendo acontecido com força também em 2014 e 2018, após vitória de Dilma Rousseff e após a região evitar a vitória de Bolsonaro em primeiro turno no último pleito.

Este ano, a apuração se iniciou por regiões que deram vantagem ao presidente Jair Bolsonaro, como o Distrito Federal e estados do Sul e Centro-Oeste. No final, o Nordeste, somado a quatro estados do Norte (Pará, Amazonas, Tocantins e Amapá) e Minas Gerais, ajudaram Lula a reverter a desvantagem e o deixaram com 48,24% dos votos válidos, contra 43,36% de Bolsonaro.

O comentarista político Rodrigo Constantino publicou uma imagem de um mapa do Brasil em que o Nordeste estava pintado de vermelho, separado do restante do país com uma tarja escrita “Cuba do Brasil”. Os brasileiros que vivem no país socialista deram a Bolsonaro apenas um voto. Na legenda, acusou os nordestinos de receberem “assistencialismo”.

“Temos uma conclusão clara nessas eleições: a parte do país que mais recebe assistencialismo decide sobre a parte do país que mais produz para o PIB”. Tuitou Rodrigo Constantino. Leia aqui a íntegra da reportagem de Caio Mello/UOL.

Ciro pede tempo, e vice do PDT lembra: “Partido sempre esteve com PT no segundo turno”

O vice-presidente do PDT e deputado federal Pompeo de Mattos (RS) afirmou que o partido se reunirá nos próximos dias para decidir qual caminho trilhará no segundo turno da eleição à presidência, entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o atual chefe do Executivo, Jair Bolsonaro (PL). O parlamentar lembrou, porém, que historicamente a sigla se une ao PT na reta final das corridas ao Palácio do Planalto.

A corrida será definida no próximo dia 30 de outubro, data do segundo turno. Lula terminou o primeiro turno com 48% dos votos e Bolsonaro, 43%. O candidato do PDT, Ciro Gomes, por sua vez, ficou em quarto lugar com apenas 3% da preferência dos eleitores.

“Temos que avaliar de maneira coletiva. Mas o PDT sempre esteve com o PT no segundo turno. Essa decisão, contudo, vai ser tomada coletivamente no início desta semana”, afirmou Pompeo.

O Globo apurou com outros nomes do partido que a tendência é formalização da aliança com Lula. A Executiva nacional da sigla deverá se reunir nesta segunda-feira em Brasília. Em 2018, os dirigentes pedetistas se reuniram ainda no domingo, horas após o primeiro turno, e anunciaram um “apoio crítico” ao PT, cujo candidato na época era o ex-ministro Fernando Haddad.

Enquanto o partido se articula para definir o que fazer no segundo turno, a posição de Ciro ainda é uma incógnita. Há uma pressão interna para que ele apoie Lula. Seus aliados acreditam que Ciro está mais inclinado a se manter neutro. Eles ponderam, no entanto, que Ciro combinou conversar com seus correligionários antes de bater martelo, o que indica que ele poderá endossar uma decisão coletiva.

Marília diz que vai conversar com Lula e que petista precisa de palanques sólidos nos estados

Horas depois de confirmar sua ida para o segundo turno das eleições na disputa pelo Governo do Estado, a candidata Marília Arraes, concedeu uma série de entrevistas na manhã desta segunda-feira (03).

Em todas as ocasiões, Marília falou sobre o recado que os pernambucanos deram nas urnas no último domingo. “Estou muito feliz por poder anunciar esses novos tempos que chegam para Pernambuco. O povo apontou o caminho. Os pernambucanos não querem mais o PSB. Termos derrotado o PSB é uma vitória de todos nós. Neste segundo turno é a hora de definir entre manter um projeto que é uma continuidade do desgoverno ou outro que é alinhado ao que defende o presidente Lula”, destacou.

A candidata também falou sobre a importância de eleger Lula presidente neste segundo turno. “Estamos vivendo um momento crucial para a Democracia brasileira. Quem está contra Lula está com Bolsonaro de alguma maneira. Temos que trazer essa discussão, afinal, quando a pessoa dia ‘tanto faz’, está sendo conivente com essa política fascista. Quem diz ‘tanto faz’ ajudou Bolsonaro a ir para o segundo turno”, sentenciou.

Marília também falou sobre a relação com o presidente Lula neste novo momento da campanha. “Vamos conversar sim. O presidente Lula vai precisar de palanques sólidos nos estados. E aqui em Pernambuco nós é que sempre estivemos ao lado de Lula e o povo de Lula está conosco “, comentou.

A candidata disse ainda que está preparando uma atualização de seu programa de governo, que deverá ser divulgada nas próximas semanas. “Uma de nossas prioridades é recuperar a Saúde do nosso Estado. Hoje, mais uma vez, uma parte do forro do teto do Hospital da Restauração caiu por causa do vazamento de água numa das enfermarias. O descaso com a Restauração é um reflexo de como a saúde está no nosso Estado.”

‘O eleitor está mais vacinado’, diz Moraes sobre fake news

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, afirmou que o eleitor brasileiro está “mais vacinado” em relação às fake news. Em entrevista à TV Globo nesta segunda-feira (3), o magistrado também destacou a redução de notícias falsas na comparação com o pleito de 2018.

“Sem dúvida, tivemos um número muito menor de fake news […] Não tivemos, eu diria, 10% da importância que as fake news tiveram nas eleições de 2018. Muito também pelo aprendizado do eleitor. O eleitor também está mais vacinado em relação a essas fake news”, disse Moraes.

Para o magistrado, a mudança de comportamento do eleitor diante das fake news ajudou no combate à desinformação. No domingo (2), o ministro já havia dito que o primeiro dia de votação das eleições de 2022 mostrou a “maturidade democrática” da sociedade.

“Chegamos ao final deste dia com a certeza que a Justiça Eleitoral cumpriu novamente a sua missão constitucional de garantir segurança e transparência nas eleições”, disse Moraes.

“A sociedade mostrou grande maturidade democrática. Eleitores e eleitoras escolheram em absoluta paz e segurança”, completou o presidente do TSE.

Segundo o magistrado, além da mudança de comportamento do eleitor, a Justiça Eleitoral enfrentou a desinformação com “rapidez no julgamento das ações” para retirar e impedir a circulação de conteúdos falsos. Essa postura, de acordo com Moraes, acabou contribuindo para reduzir a violência no 1º turno.

“A Justiça Eleitoral atuou de uma maneira mais rápida, mais célere para evitar a desinformação e, assim, garantir que o eleitor pudesse escolher sem [interferência] de falsas notícias, sem discurso de ódio. Pode ver que o discurso de ódio foi muito combatido no Tribunal Superior Eleitoral. Consequentemente, a violência diminuiu.”

O ministro informou que foram enviados mais de 20 mil alertas para as redes sociais avaliarem a retirada de conteúdos falsos. A atuação de robôs em disparos de mensagens em massa também foi relatada pelo tribunal às plataformas.

Observadores internacionais
Três missões de observadores internacionais – que acompanharam de perto todo o processo eleitoral – afirmaram que a eleição no Brasil ocorreu “normalmente” e de forma “transparente”. As entidades confirmaram ainda a segurança das urnas.

A Organização dos Estados Americanos (OEA) apontou, em relatório preliminar divulgado nesta segunda, que as “eleições se desenvolveram com ordem e normalidade”. O documento ressalta que o resultado do primeiro turno foi reconhecido “por todos os atores políticos”.

A missão informou que vai atuar também no segundo turno e convidou “os atores políticos a abandonar a polarização e os ataques pessoais, e aproveitar essa oportunidade prevista na Constituição brasileira para convencer o eleitorado com base em propostas e programas”.

Presidente do Cidadania, Roberto Freire diz que apoia Lula no 2º turno; partido vai se reunir na terça

O presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire, afirmou nesta segunda-feira (3) em nota que apoiará o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial.

No texto, Freire ressalta que a executiva nacional do partido ainda se reunirá nesta terça (4) para deliberar sobre o assunto.

O segundo turno será disputado entre Lula (48,4% dos votos válidos no primeiro turno) e o presidente Jair Bolsonaro, candidato à reeleição pelo PL (43,2% dos válidos). A votação será no próximo dia 30.

No primeiro turno, Cidadania se coligou com MDB, Podemos e PSDB em torno da candidata Simone Tebet (MDB), que ficou em terceiro lugar com 4,16% dos votos válidos.

“Contra a descrença de muitos, nossa candidata, Simone Tebet, cumpriu o papel de discutir o Brasil e as soluções para os problemas que afligem os brasileiros: fome, desemprego, inflação alta, estagnação econômica, entre outros”, diz a nota divulgada por Freire.

“Informo ainda que encaminhei à Executiva Nacional, que se reúne nesta terça-feira, às 12h00, posicionamento a favor de que o partido declare apoio a Lula no 2º turno”, afirma Freire.

Simone deu prazo a partidos
Na noite deste domingo, quando Bolsonaro e Lula já tinham sido confirmados no segundo turno, Simone Tebet fez um pronunciamento breve e disse que não ficará neutra em relação à disputa.

A candidata, no entanto, não revelou qual candidato apoiará – e disse que esperaria 48 horas para que os partidos da coligação emitissem seus posicionamentos.

“Quero dizer, com todo o respeito, respeito o processo eleitoral, que não terminou agora porque agora é hora de os presidentes dos nossos partidos se posicionarem e se pronunciarem. Eu espero que o façam e o façam rapidamente para que depois eu possa, como candidata à Presidência que fui, nesse momento tão complexo, onde nós temos, sim, que analisar os resultados da urna, para que eu possa me posicionar”, afirmou a emedebista.

Busca por novos apoios
Nos próximos dias, a campanha de Lula ao Planalto espera reiniciar os movimentos feitos recentemente de declarações de apoio ao petista.

O ex-presidente disputou o primeiro turno em uma coligação com dez partidos (PT, PSB, PCdoB, PSOL, Rede, PV, Pros, Avante, Agir e Solidariedade), repetindo o recorde de alianças da candidatura de Dilma Rousseff nas eleições 2010. Para reforçar a imagem de uma “frente ampla” contra Bolsonaro, a campanha investiu na atração de políticos e setores que, em outras ocasiões, haviam se posicionado de forma contrária ao PT.

Para o primeiro turno, a construção teve início com o anúncio do ex-governador Geraldo Alckmin como candidato a vice-presidente. Depois, somaram-se à campanha ex-ministros dos governos Itamar Franco, José Sarney, Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer, artistas, religiosos e intelectuais.

A campanha de Jair Bolsonaro também se movimenta por novos apoios. Ainda no domingo, Bolsonaro disse que se reuniria nesta semana com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), reeleito em primeiro turno. Felipe d’Avila, que era o candidato do Novo à presidência, ficou em sexto na eleição.

Nesta segunda, o PSC – que havia se mantido neutro no primeiro turno – declarou que apoia Jair Bolsonaro na segunda rodada de votação.

‘A partir de amanhã, é menos conversa entre nós e mais com os eleitores’, diz Lula

O candidato do PT à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou nesta segunda-feira (3) que a campanha do 2º turno das eleições deverá focar naqueles que “parecem que não gostam da gente”, em referência ao partido ao qual é filiado.

A declaração foi dada durante reunião da coordenação da campanha Lula-Alckmin. Lula foi criticado por “pregar a convertidos” e, por isso, a campanha petista avalia que é preciso ampliar o leque de apoios para vencer no próximo dia 30 – quando os eleitores novamente vão às urnas para decidir o nome que assumirá o Palácio do Planalto.

“A partir de amanhã, é menos conversa entre nós e mais conversa com os eleitores. […] Precisamos conversar com aqueles que parecem que não gostam da gente”, disse.

O ex-presidente classificou o dia seguinte ao 1º turno como uma data de “reflexão”. Ele voltou a repetir que, embora não tenha alcançado a esperada vitória em primeiro turno, apenas retardou “um pouco” a vitória nas eleições.

“No segundo turno, acredito que as coisas serão mais organizadas. E a sociedade brasileira vai aprender com muita rapidez a diferença entre a nossa candidatura”, declarou.

O petista disse que pretende aproveitar a nova rodada da campanha para fazer o “debate que não foi possível fazer no primeiro turno”.

Ele defendeu ainda que o PT amplie as conversas com setores refratários ao partido e destacou que, nesta etapa, não há espaço para discussões ideológicas.

“Temos que conversar com todas as pessoas que não votaram conosco. Agora, a escolha não é ideológica. […] Agora nós vamos conversar com todas as forças políticas que têm voto. Para que a gente consiga somar em um bloco os democratas contra os que não são”, afirmou.

Apoio na reta final
A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, afirmou nesta segunda-feira (3) que até quarta deve ter retorno do PSDB, PDT e da candidata Simone Tebet sobre possíveis apoios à candidatura de Lula no 2º turno.

Ainda sobre a campanha, o ex-presidente disse esperar percorrer estados do Brasil em que a disputa ao governo também foi para o 2º turno.

Ele também afirmou esperar que a candidatura aumente a vantagem de votos de Bolsonaro nos estados da região Nordeste e em Minas Gerais.

Em Minas Gerais, estado que as campanhas disputam por ter peso para decidir disputas nacionais, Lula registrou 48,29% dos votos. Bolsonaro, 43,60%.

A diferença nominal – ou seja, em votos totais – foi menor que 600 mil votos. Por lá, o candidato apoiado pelo petista ao governo estadual, Alexandre Kalil (PSD), não foi eleito, e Romeu Zema (Novo), governador reeleito, já declarou que não pretende caminhar junto a Lula.

No estados do Nordeste, a folga entre Lula e Bolsonaro é mais confortável para o petista, girando em torno de 56 a 74%.