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Leonardo DiCaprio convoca jovens brasileiros a tirarem o título de eleitor

O ator Leonardo DiCaprio usou o Twitter nesta sexta-feira (29) para convocar os jovens brasileiros a tirarem o título de eleitor.

“O Brasil é o lar da Amazônia e outros ecossistemas críticos para as mudanças climáticas. O que acontece lá importa para todos nós e votação entre jovens é chave em motivar mudanças por um planeta saudável”, escreveu em inglês o astro de “Não olhe para cima” (2021).

Ele não é o primeiro artista a chamar os jovens para tirar o título. Na terça (26), Mark Ruffalo (“Vingadores: Ultimato”) fez pedido parecido.

Em março, a cantora Anitta se manifestou nas suas redes sociais, para incentivar que jovens entre 16 e 17 anos tirem o título.

O movimento da artista surtiu efeito: de acordo com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) paulista, 45.220 pessoas desta faixa etária se alistaram na Justiça Eleitoral, um aumento de 31,3% na comparação com fevereiro.

Até o fim de fevereiro, eram 144.631 eleitores menores de idade, passando para 189.851 no fim de março.

Anitta, Juliette, Luísa Sonza, Bruna Marquezine e Zeca Pagodinho têm incentivado, através de posts nas redes sociais, que jovens entre 16 e 17 anos tirem o título de eleitor. A cantora Anitta é uma das que encabeçam a campanha.

Pesquisa Modal/Futura: Lula lidera com 41%; Bolsonaro tem 35%

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continua na liderança pelo Palácio do Planalto com 41,1% das intenções de voto, mostra pesquisa da Modalmais/Futura Inteligência, divulgada nesta quinta-feira, 25. A segunda posição é ocupada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), com 35,3%.

Nesse cenário estimulado, aquele em que é apresentado antecipadamente uma lista de opções aos entrevistados, todos os outros presidenciáveis considerados no levantamento somam 13,2% das intenções de votos, menos de um quinto do total.

O terceiro lugar é de Ciro Gomes, do PDT (6,8%), seguido de João Doria, do PSDB (2,7%), André Janones, do Avante (1,9%) e Simone Tebet, do MDB (0,9%). Os pré-candidatos Vera Lucia, do PSTU, Luciano Bivar, do União Brasil, Leonardo Péricles, da UP e Felipe D’Ávila, do Novo, aparecem com 0,2%, Sofia Manzano, do PCB (0,1%) e Eymael, da DC (0,0%) completam a lista. O ex-juiz Sérgio Moro não foi citado no levantamento após migrar do Podemos para o União Brasil e “suspender” a pré-candidatura.

A distância entre Lula e Bolsonaro cai na pesquisa espontânea, aquela em que os eleitores expressam sua preferência sem que sejam apresentadas antecipadamente opções. Nesse cenário, o petista tem 36,3% e o atual presidente, 33,1%.

A pesquisa foi realizada pela Futura para o Banco Modal S/A e entrevistou 2.000 entrevistados durante os dias 20 a 25 de abril de 2022, por meio da técnica de entrevista telefônica assistida por computador. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-08858/2022.

Pesquisa eleitoral indica que mais de 50% dos pernambucanos não têm voto consolidado

A pesquisa eleitoral Conectar, divulgada nesta quarta (27) pelo Blog do Jamildo, indica uma margem para mudança do cenário político em Pernambuco. Observando-se a intenção de voto espontânea, o levantamento indica que mais da metade do eleitorado pernambucano pode não ter o voto consolidado. Além disso, maioria dos entrevistados tem pouco ou nenhum interesse nas eleições deste ano.

A pesquisa ‘espontânea’ acontece quando questiona-se o eleitorado sobre seu candidato favorito, sem apresentar os nomes que provavelmente disputarão a eleição. Nesse caso, nenhum pré-candidato ao Governo de Pernambuco ultrapassa 5% de intenção de voto.

Na pesquisa espontânea, a intenção de voto ao Governo de Pernambuco fica desta forma:

Raquel Lyra (PSDB): 5%
Marília Arraes (SD): 4%
Miguel Coelho (UB): 4%
Paulo Câmara (PSB): 3%
Outros com menos de 1%: 2%
Anderson Ferreira (PL): 2%
Danilo Cabral (PSB): 1%
Ninguém/ Branco/ Nulo: 24%
Não sabe ou não respondeu: 56%

A pesquisa também faz levantamento espontâneo para o Senado Federal (confira aqui os números gerais). A quantidade de indecisos, nesse caso, é ainda mais expressiva. Isso acontece em paralelo às indefinições das pré-candidaturas à Câmara Alta.

Marília Arraes: 1%
Raquel Lyra: 1%
Humberto Costa: 1%
Gilson Machado: 1%
Paulo Câmara: 1%
Outros com menos de 1%: 4%
Ninguém/ Branco/ Nulo: 28%
NS/ NR: 64%

Até o momento, somente Gilson Machado (PL) e Eugênia Lima (PSOL) foram lançados como pré-candidato. André de Paula (PSD) deve ser anunciado em breve como candidato da Frente Popular e tanto Marília Arraes quanto Raquel Lyra e Miguel Coelho seguem sem formar chapa.

Além disso, nota-se uma alta falta de interesse do eleitor pernambucano com relação às eleições deste ano, seja ao Governo, ao Senado ou mesmo à Presidência da República.

Segundo o levantamento da Conectar:

36% diz ter muito interesse
40% diz ter pouco interesse
23% diz ter nenhum interesse
1% não sabe ou não respondeu

Ranking de rejeição dos pré-candidatos ao Governo de Pernambuco mostra Anderson em primeiro seguido de perto por Danilo Cabral

De acordo com o levantamento realizado pela Conectar e divulgado pelo Blog do Jamildo, o maior problema a ser enfrentado pela maioria dos pré-candidatos ao Governo de Pernambuco é o desconhecimento frente ao eleitorado, mais que a própria rejeição.

A taxa de desconhecimento representa a porcentagem de eleitores entrevistados que dizem não conhecer bem o nome avaliado para formar uma opinião sobre ele em quesito eleitoral.

Dos pré-candidatos, apenas Marília Arraes, deputada federal e segunda colocada na eleição do Recife em 2020, tem um índice de desconhecimento inferior ao patamar de 40%.

Em quesito de rejeição, quem lidera o ranking é Anderson Ferreira, do PL. O pré-candidato apoiado por Jair Bolsonaro, porém, é seguido de perto por Danilo Cabral (PSB), pré-candidato apoiado por Paulo Câmara.

Em tempo, a gestão do atual Presidente da República é desaprovada por 75% do eleitorado pernambucano, enquanto a do governador de Pernambuco tem uma desaprovação de 63%.

Pesquisa Conectar: Marília 26%; Raquel 15%; Miguel 12%; Anderson 8% e Danilo, 5%

A pesquisa eleitoral do Conectar, divulgada nesta terça-feira (26), mostra Marília Arraes (SD) liderando a corrida pelo Governo de Pernambuco. Danilo Cabral (PSB), candidato da situação, patina e, neste momento, está longe de disputar um eventual segundo turno.

De acordo com o levantamento, no cenário mais amplo, Marília Arraes tem 26% de intenção de voto e, em seguida, aparece Raquel Lyra (PSDB) com 15%. Miguel Coelho (UB) tem 12% e fecha o grupo dos pré-candidatos com dois dígitos.

Pré-candidato apoiado por Jair Bolsonaro (PL) em Pernambuco, Anderson Ferreira (PL) começa a disputa com 8% de intenção de voto. Danilo Cabral tem cinco vezes menos votos que Marília, com 5%.

Como a coluna publicou, há um indicativo de que a presença de Paulo Câmara na pré-campanha pode não ajudar Danilo Cabral da forma esperada. A gestão do atual governador tem reprovação de 63%.

Num cenário reduzido, sem Marília Arraes concorrendo ao Governo de Pernambuco, Raquel Lyra lidera com 24%. A maioria dos votos numa configuração sem a ex-petista, porém, é em branco ou nulo: 34%.

Confira todos os cenários testados pela pesquisa eleitoral da Conectar para o Governo de Pernambuco:

Cenário 1: Marília Arraes (PT): 26%; Raquel Lyra (PSDB): 15%; Miguel Coelho (UB): 12%; Anderson Ferreira (PL): 8%; Danilo Cabral (PSB): 5%; João Arnaldo(PSOL): 2%; Jones Manoel (PCB): 1%; Nenhum/ Branco/ Nulo: 24%; NS/NR: 7%.

Cenário 2: Raquel Lyra: 24%; Miguel Coelho: 14%; Anderson Ferreira: 9%; Danilo Cabral: 8%; João Arnaldo: 3%; Jones Manoel: 2%; Nenhum/ Branco/ Nulo: 34%; NS/NR 8%.

Cenário 3: Marília Arraes: 29%; Raquel Lyra: 18%; Anderson Ferreira: 9%; Danilo Cabral6%; João Arnaldo4%; Jones Manoel1%; Nenhum/ Branco/ Nulo: 27%; NS/NR: 6%.

Cenário 4: Marília Arraes: 34%; Miguel Coelho: 12%; Anderson Ferreira: 10%; Danilo Cabral: 6%; João Arnaldo: 4%; Jones Manoel: 1%; Nenhum/ Branco/ Nulo: 28%; NS/NR: 6%.

Cenário 5: Raquel Lyra: 27%; Anderson Ferreira: 12%; Danilo Cabral: 8%; João Arnaldo: 7%; Jones Manoel: 2%; Nenhum/ Branco/ Nulo: 37%; NS/NR: 7%.

Cenário 6: Miguel Coelho: 18%; Anderson Ferreira: 13%; Danilo Cabral: 12%; João Arnaldo: 6%; Jones Manoel: 2%; Nenhum/ Branco/ Nulo: 42%; NS/NR: 7%.

Cenário 7: Marília Arraes: 36%; Anderson Ferreira: 11%; Danilo Cabral: 9%; João Arnaldo: 6%; Jones Manoel: 1%; Nenhum/ Branco/ Nulo: 31%; NS/NR: 6%.

A pesquisa também indica que a maioria dos pré-candidatos possui um alto índice de desconhecimento entre o eleitorado pernambucano. Mesmo com relação a Marília Arraes, líder na intenção de voto, 21% dos entrevistados dizem não conhecê-la o suficiente.

Raquel Lyra e Anderson Ferreira são desconhecidos para quase 40% do eleitorado e, com relação a Danilo Cabral, a taxa é de 45%. Em outro patamar estão Miguel Coelho, João Arnaldo e Jones Manoel, com mais de 50% de desconhecimento entre os entrevistados.

A pesquisa eleitoral Conectar realizou, entre 21 e 24 de abril de 2022, mil entrevistas. A margem de erro máxima estimada da pesquisa é de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados totais apresentados e o nível de confiança da pesquisa é de 95%. A pesquisa foi realizada por iniciativa do próprio instituto, a Conectar Pesquisas e Inteligência e registrada com o número PE-03306/2022.

As informações são do Blog de Jamildo.

Em Pernambuco, Lula está em 1º lugar com mais de 40% à frente de Bolsonaro

De acordo com levantamento do Conectar Pesquisas e Inteligência, Lula (PT) é o preferido dos pernambucanos para as eleições para presidente do Brasil. O petista aparece 47 pontos percentuais à frente do segundo preferido, o atual presidente, Jair Bolsonaro (PL).

Os dados da pesquisa foram acessados pelo Blog de Jamildo. Segundo o levantamento, Lula tem 64% das intenções de voto dos pernambucanos. Bolsonaro tem 17%.

Ciro Gomes (PDT) tem 4%. André Janones (Avante) e João Doria (PSDB) têm, ambos, 1% das intenções de voto do eleitorado pernambucano. Brancos e nulos somam 10%. Não souberam ou não quiseram responder são 2% do eleitorado.

Desaprovação ao Governo Bolsonaro
Para 75% dos entrevistados, o governo Bolsonaro é ruim ou péssimo. 22% dos entrevistados disseram aprovar as decisões do governo. Outros 3% não souberam responder.

Em quem o pernambucano não vota de jeito nenhum?

– Jair Bolsonaro (PL): 68%
– João Dória (PSDB): 26%
– Ciro Gomes (PDT): 26%
– Lula (PT): 22%
– Luciano Bivar (UB): 16%
– Simone Tebet (MDB): 13%
– Vera Lúcia (PSTU): 13%
– Leonardo Péricles (UP): 12%
– Felipe D´Ávila (Novo): 13%
– Eymael (DC): 12%
– André Janones (Avante): 12%
– Sofia Manzano (PCB): 12%
– Poderia votar em todos: 1%
– NS/NR: 6%

A pesquisa foi realizada entre os dias 21 e 24 de abril com mil entrevistados. A margem de erro é de 3,1% para mais ou para menos. O nível de confiança na pesquisa é de 95%.

Prazo para tirar o título de eleitor vence em uma semana; saiba como tirar o documento

Quem deseja participar das eleições em 2022 tem somente mais uma semana para regularizar o seu cadastro com a Justiça Eleitoral. O dia 4 de maio é o prazo limite para tirar, transferir ou regularizar o título de eleitor.

Após as campanhas de incentivo para que jovens de 16 e 17 anos tirem o título de eleitor, o número de jovens habilitados aumentou 58,7% em três meses.

Entre janeiro e março, o Brasil ganhou 421 mil novos eleitores e, atualmente, 1.051 milhão de adolescentes irão participar do processo eleitoral. Somente com o cadastro em dia será possível votar nas eleições deste ano.

Confira o passo a passo para tirar o título de eleitor

Requisitos e site

Para votar nas eleições de 2022, é preciso ter 16 anos completos até a data do primeiro turno (2 de outubro). Nesta faixa etária, o voto é opcional. Para obter o título, basta acessar o sistema Título Net, no site do TSE.

Acesso

Na primeira página, informe o estado no qual reside e, na janela seguinte, após selecionar “título de eleitor”, marque a opção “não tenho”. Alguns dados serão solicitados como nome completo, e-mail, número da carteira de identidade e local de nascimento. É preciso enviar os seguintes documentos:

Documento oficial de identificação;

Comprovante de residência atualizado;

Uma foto tipo selfie segurando o documento de identificação;

Para os homens com idade entre 18 e 45 anos, é preciso enviar o comprovante de quitação com o serviço militar.

Após o envio, os documentos serão analisados pela Justiça Eleitoral. As fotos devem estar legíveis para a solicitação ser feita. Um cartório eleitoral receberá as informações, e o acompanhamento do requerimento deve ser feito pelo site.

Regularize seu título

Para regularizar o título de eleitor, é preciso acessar o Atendimento ao Eleitor na aba “Consulte a situação do título eleitoral”. Caso tenha alguma pendência, acesse “Regularizar título eleitoral cancelado ou suspenso”. Na próxima tela, será possível quitar débitos.

Caso o problema seja a multa, o eleitor precisará desembolsar R$ 3,50 por cada turno que não tenha justificado a falta. Após realizar o pagamento é necessário esperar que a Justiça Eleitoral identifique o pagamento e dê baixa no débito.

Após a quitação das pendências, o eleitor deverá dar início a regularização do nome e enviar dados pessoais e alguns documentos digitalizados:

Comprovante de residência;

Identidade com foto;

Quitação do serviço militar para homens de 18 a 45 anos;

Comprovante do pagamento da multa eleitoral.

Como mudar o local de votação?

Para quem quer transferir o título, basta acessar a aba de Atendimento ao Eleitor, escolher o item desejado e preencher os dados requisitados.

Em caso de transferência do domicílio eleitoral, é preciso residir há pelo menos três meses no novo município e já ter um ano de cadastro como eleitor no TSE ou da última transferência do título. No caso de moradia fixa no exterior, a solicitação precisa ser feita no consulado ou na embaixada do Brasil.

Para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida que queiram votar em outra seção ou local de votação, é preciso comparecer entre o dia 18 de julho e 18 de agosto em um cartório eleitoral para realizar o pedido.

No dia 11 de julho, o TSE divulgará o número oficial de eleitores considerados aptos a votar nas eleições de 2022, e entre 5 de julho e 3 de agosto, os juízes eleitorais deverão nomear os eleitores que serão mesários e darão apoio logístico nos locais de votação.

Após as eleições, aqueles que não tiverem votado no primeiro turno têm até o dia 1º de dezembro para apresentar a justificar a ausência no portal online do TSE ou no próprio cartório eleitoral.

Lula diz que Bolsonaro fez ‘graça’ e foi ‘estúpido’ ao conceder indulto a Silveira

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (26), em entrevista a youtubers, que o presidente Jair Bolsonaro fez “graça” e foi “estúpido” ao conceder indulto ao deputado Daniel Silveira (PTB-RJ).

Na semana passada, Silveira foi condenado pelo STF à perda do mandato, dos direitos políticos e a oito anos e nove meses de prisão. O parlamentar foi julgado por estímulo a atos antidemocráticos e ataques a ministros do Supremo e a instituições do Estado, como o próprio STF. Um dia depois, Bolsonaro anunciou o perdão da pena para o aliado. Desde então, Lula não havia se manifestado sobre o assunto.

“Ninguém é obrigado a gostar de mim, mas as pessoas são obrigadas a respeitar aquilo que está acontecendo em benefício de todos no país. Por isso é que eu acho que o Bolsonaro foi estúpido quando fez essa decisão que ele tomou, essa graça que ele fez. Porque ele acha que é graça mesmo, sabe? Não graça no sentido do benefício jurídico, mas a graça do ponto de vista de sorrir”, afirmou Lula.

Lula disse ainda que Bolsonaro conseguiu causar a repercussão política que desejava no caso Silveira.

“Eu acho que ele foi medíocre, apesar de que essa é uma discussão que eu nem comentei nada porque tudo o que ele queria era o que aconteceu. Ele abafou o carnaval. Ele fez isso na quinta-feira. Ficou quinta, sexta, sábado, domingo, segunda e terça no auge do noticiário. Porque tudo que ele quer é que permaneça no noticiário, e ele não tem nenhum interesse se é coisa boa ou ruim. Do jeito que ele é, pode ser ruim que ele gosta assim mesmo”, completou o ex-presidente.

Lula não disse se concorda ou discorda da decisão do STF sobre Silveira.

“A Suprema Corte tinha condenado o cidadão a nove anos de cadeia, porque o cidadão desrespeitou a instituição, ofendeu, xingou. Não sei se está certo também porque não sou advogado. Mas se ele desrespeitou e fez o indulto, quem é que vai julgar? É a própria suprema corte. Mas o que aconteceu? Ele [Bolsonaro] transformou isso num fato político, em que a imprensa, desde quinta-feira não fala de outra coisa a não ser nisso. De manhã, de tarde e de noite”, completou Lula.

Pesquisa BTG/FSB: Lula lidera com 41%; Bolsonaro tem 32%, e Ciro, 9%

Pesquisa BTG/FSB divulgada hoje aponta o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como líder na disputa presidencial, com 41% das intenções de voto.

O atual presidente Jair Bolsonaro (PL), vem em segundo lugar, com 32%, no cenário principal com 12 pré-candidatos.

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) aparece na terceira posição, com 9%. Esse resultado é para o levantamento estimulado, quando os entrevistados recebem uma lista prévia de nomes de pré-candidatos.

O ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB) e o deputado federal André Janones (Avante) têm 3%; a senadora Simone Tebet (MDB) e Vera Lúcia (PSTU), 1%; José Maria Eymael (DC), o empresário Felipe D’Ávila (Novo), Sofia Manzano (PCB), o deputado federal Luciano Bivar (União Brasil) e Leonardo Péricles (UP) não pontuaram.

Considerando a margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, todos esses pré-candidatos estão tecnicamente empatados.

Forças Armadas pedem ao TSE “adoção de medidas” para contagem de todos os votos

As Forças Armadas pediram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que fossem “adotadas medidas” para validar e contar votos nas eleições deste ano, caso o sistema eletrônico falhe.

A informação consta no “Plano de Ação para a Ampliação da Transparência do Processo Eleitoral”, documento com 89 páginas com as contribuições dos integrantes do Comitê de Transparência Eleitoral, colegiado composto por representantes, dentre outros, da Polícia Federal, OAB, academia e Forças Armadas com o objetivo de aperfeiçoar o sistema eleitoral.

De acordo com o documento, as Forças Armadas, por meio do seu representante na comissão, general Heber Portella, fez a sugestão. “Considerando o voto como um direito e um dever inarredáveis de cada cidadão, sugere-se a adoção de medidas que permitam a validação e a contagem de cada voto sufragado, mesmo que, por qualquer motivo, as respectivas mídias ou urnas eletrônicas sejam descartadas”, disse Portella.

Ele também afirmou, de acordo com o documento, que “não foi possível visualizar medidas a serem tomadas em caso da constatação de irregularidades nas eleições”.

“Destaca-se que, a despeito do esforço em se prever ações em face da observância de falhas durante o pleito eleitoral, até o presente momento, salvo melhor juízo, não foi possível visualizar medidas a serem tomadas em caso da constatação de irregularidades nas eleições. Nesse diapasão, propõe-se a previsão e divulgação antecipada de consequências para o processo eleitoral, caso seja identificada alguma irregularidade.”

Em resposta, o TSE disse no documento que “com relação ao sistema de votação utilizado atualmente, ressalta-se que, por sua natureza eletrônica, possui mecanismos para a recuperação de votos”. Também informou que “em relação às medidas a serem adotadas diante de irregularidades nas eleições, esclarecemos que se encontram previstas na legislação eleitoral pátria”.

Neste domingo, o ministro do TSE Luís Roberto Barroso disse que “as Forças Armadas estão sendo orientadas para atacar” o processo eleitoral brasileiro e “tentar desacreditá-lo”. Em resposta, o ministro da Defesa, Paulo Sergio Nogueira, emitiu uma nota dizendo que a declaração era “irresponsável e constitui-se em ofensa grave a essas instituições nacionais permanentes do Estado Brasileiro.” Nesta segunda, o Comitê de Transparência Eleitoral se reuniu — o encontro já estava previsto — para aprovar as medidas a partir das sugestões de seus integrantes, como as próprias Forças Armadas, Polícia Federal e integrantes da academia.

A análise do relatório permite concluir que as Forças Armadas, por meio do general, fizeram sugestões em diversos outros aspectos do processo eleitoral. Propuseram, por exemplo, “adequar a quantidade de urnas e a forma de seleção das amostras especificadas, de maneira que se atinja um nível de confiança de, no mínimo, noventa e cinco por cento”. Também disse que as urnas do teste “deveriam empregar a identificação do eleitor por meio de biometria”.

Outra sugestão feita foi a de que o aplicativo “Boletim na Mão” fosse aperfeiçoado, “no sentido de incluir funcionalidades que permitam, entre outros aspectos, o armazenamento de vários Boletins de Urna e a totalização em tempo real, a partir do somatório do QR-CODE dos referidos boletins”.

Também pediu que novas propostas adicionais ao Plano de Ação possam ser sugeridas a qualquer momento, que fosse destacado no plano de ação a possibilidade de o código-fonte da urna sofrer alteração até a Cerimônia de Lacração da urna e que nos testes de segurança da urna eletrônica nas próximas eleições sejam diminuídas as restrições impostas aos chamados “investigadores”, espécie de hackers que tentam invadir a urna.

A ideia inicial era que o documento fosse aprovado e divulgado na tarde desta segunda-feira, mas houve questionamentos por parte de alguns integrantes. O general Heber Portella, por exemplo, questionou como o TSE calculou o número de urnas necessárias para que o teste de integridade seja realizado com margem de segurança. A expectativa é de que o documento final seja divulgado até o final desta semana.

Alistamento de eleitores jovens é recorde nos três primeiros meses do ano

No Brasil, o voto é facultativo para os adolescentes de 16 e 17 anos, mas o interesse do jovem brasileiro pela política tem crescido nos últimos meses. Ao menos, é isso o que mostram os números de alistamentos eleitorais realizados nos três primeiros meses do ano. Entre janeiro e março de 2022, o Brasil ganhou 1.144.481 novos eleitores na faixa etária de 15 a 18 anos.

A procura pelo documento é a maior registrada quando comparada às últimas Eleições Gerais, de 2018 e 2014, quando foram emitidos 877.082 e 854.838 novos títulos, respectivamente.

O cadastro eleitoral seguirá aberto até o próximo dia 4 de maio, data-limite que o eleitor tem para solicitar o título, transferir o domicílio eleitoral e regularizar eventuais pendências com a Justiça Eleitoral.

Pesquisa Ipespe: Lula tem 45%; Bolsonaro, 31%; Ciro, 8%; Doria, 3%; Janones e Tebet, 2%

Pesquisa Ipespe divulgada nesta sexta-feira (22) mostra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 45% das intenções de voto na corrida pelo Palácio do Planalto. O presidente Jair Bolsonaro (PL) tem 31%. As eleições estão marcadas para 2 de outubro.

Em relação à última pesquisa Ipespe, publicada em 6 de abril, tanto Lula quanto Bolsonaro oscilaram um ponto para cima, mudança que está dentro da margem de erro de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

A seguir aparecem o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), com 8%, e o ex-governador de São Paulo, João Doria (PSDB), com 3%. O deputado federal André Janones (Avante) e a senadora Simone Tebet (MDB) têm 2%.

Luiz Felipe d’Ávila (Novo), Vera Lúcia (PSTU) e Eymael (DC) não pontuaram na pesquisa.

Votos em branco, nulo, eleitores que dizem que não iriam votar ou que não votariam em nenhum dos candidatos somam 7%. Eleitores que não sabem ou não responderam representam 2% dos entrevistados.

O Ipespe também testou cinco cenários para segundo turno. Na sondagem que coloca Lula contra Bolsonaro, o petista tem 54%, contra 34 – ambos oscilaram um ponto para cima em relação à última pesquisa do instituto, de 6 de abril. Votos em branco, nulo e eleitores indecisos somam 12%.

Foram ouvidas 1.000 pessoas por telefone entre 18 e 20 de abril. A pesquisa, encomendada pela XP Investimentos, foi registrada na Justiça Eleitoral com o número BR-05747/2022. A margem de erro máximo estimada é de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos, com um intervalo de confiança de 95,45%.

Confira os números abaixo.

Primeiro turno
Intenção de voto estimulada para presidente:

Lula (PT) – 45%
Bolsonaro (PL) – 31%
Ciro Gomes (PDT) – 8%
Doria (PSDB) – 3%
Janones (Avante) – 2%
Tebet (MDB) – 2%
Felipe d’Ávila (Novo) – 0%
Vera (PSTU) – 0%
Eymael (DC) – 0%
Branco/Nulo/Nenhum/Não iria votar – 7%
Não sabe/não respondeu – 3%

Segundo turno
Intenção de voto estimulada para presidente:

Cenário 1
Lula – 54%
Bolsonaro – 34%
Branco/Nulo/Não votaria/Não sabe – 12%
Cenário 2
Lula – 52%
Ciro Gomes – 24%
Branco/Nulo/Não votaria/Não sabe – 25%
Cenário 3
Lula – 55%
Doria – 19%
Branco/Nulo/Não votaria/Não sabe – 26%
Cenário 4
Ciro Gomes – 46%
Bolsonaro – 38%
Branco/Nulo/Não votaria/Não sabe – 16%
Cenário 5
Bolsonaro – 39%
Doria – 38%
Branco/Nulo/Não votaria/Não sabe – 23%

Em carta, Leite diz que Doria é o candidato do PSDB à Presidência: ‘qualquer caminho diferente dependeria de entendimento com o próprio candidato’

O ex-governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), divulgou uma carta, nesta sexta-feira (22), em que defende a candidatura do ex-governador de São Paulo, João Doria, à Presidência da República. O gaúcho foi derrotado pelo paulista nas prévias tucanas ao Planalto, realizadas em 2021, mas seguia com seu nome cogitado para a disputa eleitoral.

“Hoje este nome é João Doria, por decisão dele e das prévias – das quais nunca se buscou tirar legitimidade”, disse Leite.

Na carta, Eduardo Leite ainda comenta que se coloca “ao lado do meu partido e desta candidatura, na expectativa de que a união do PSDB contribua com a aguardada unificação dos atores políticos do centro daqui até a eleição de outubro”.

Minutos depois, Doria divulgou uma carta na qual manifesta “otimismo” diante do posicionamento de Leite. No documento, o paulista defenda uma candidatura única de PSDB, MDB, União Brasil e Cidadania.

“O gesto de reconhecimento de Eduardo, do resultado das prévias e pela candidatura única do PSDB para a presidência da república é prova de coerência e bom senso. Finalmente, foram superadas todas as divergências internas, corroborando com o resultado e a legitimidade das prévias que mobilizaram mais de 44 mil eleitores tucanos”, disse.

O ex-governador do RS ainda afirmou que poderia ser candidato à Presidência caso deixasse o PSDB. O político chegou a ser cortejado pelo PSD, do ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab.

“Quero lembrar que se eu quisesse apenas ser candidato a presidente da República, como uma ideia fixa acima de tudo e de todos, eu teria trocado de partido e isso estaria decidido, não importando as consequências”, afirmou.

Mais cedo, em seus perfis nas redes sociais, Leite comemorou estar na frente de outros nomes, que chama de “candidaturas postas”, da “terceira via” em uma pesquisa.

“Agradeço aos brasileiros que nos enxergam como uma alternativa à polarização. Darei minha contribuição, onde for, para ajudar o país a retomar serenidade e equilíbrio”, escreveu.

“Posso não concorrer a nada”, diz Sergio Moro à CNN

O ex-ministro da Justiça e agora ex-presidenciável Sergio Moro declarou, em entrevista à CNN nesta quarta-feira (20), que pode “não concorrer a nada” nas Eleições 2022 — decisão que se encontraria com seu desejo de atuar em prol da construção do “centro democrático”, afirmou.

“Me coloquei numa situação de desprendimento [para] a união nacional, para vencer extremos. Não está descartada nenhuma situação, posso inclusive não concorrer a nada. Não vivo da política, estava fora do Brasil e voltei para ajudar na construção de algo que possa vencer extremos políticos”, disse o ex-juiz.

Moro ainda explicou que a retirada de seu nome da pré-candidatura à Presidência da República, causada após saída do Podemos para o União Brasil e a definição de Luciano Bivar como nome do partido para disputar o Planalto, se deu após avaliação de que “somente com capital político” a eleição não estaria resolvida.

“Eu somente com meu capital político não daria certo, daí a necessidade de fazer um movimento. Todo mundo cobrava dos candidatos da terceira via esse desprendimento. Ninguém recuava e fazia nada, e essa situação permanece. A gente tem que construir algo diferente”, opinou. Mesmo assim, Moro rejeitou a ideia de que tenha “desistido” oficialmente da candidatura.

Bolsonaro volta a questionar segurança da urna eletrônica: “É penetrável, sim”

Mesmo depois que o YouTube, rede social do grupo Google, removeu um vídeo do canal do presidente, Jair Bolsonaro (PL) voltou a atacar as urnas eletrônicas, durante a live semanal desta quinta-feira (14).

“A urna não é inviolável, é penetrável, sim. Mas não vou falar disso, as Forças Armadas estão tomando conta disso”, afirmou sem apresentar qualquer prova.

Constantemente o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) refuta essas suspeitas do presidente. A última delas ocorreu no discurso de posse do ministro Edson Fachin no TSE, em 18 de fevereiro. Na ocasião, Fachin disse que a corte terá de enfrentar neste ano o respeito ao resultado das urnas.

“E é assim que, em nosso país, por meio das seguras urnas eletrônicas, as eleitoras e os eleitores decidem, em conjunto, a pilotagem do futuro e a escolha dos líderes e da orientação geral das políticas públicas”.

O conteúdo excluído do YouTube nesta quarta-feira (13) trazia uma entrevista dele para uma rádio paranaense, na qual Bolsonaro fez acusações, sem provas, contra o sistema eleitoral brasileiro, especificamente sobre as eleições de 2018. Na própria entrevista, em 12 de agosto do ano passado, ele admitiu que “não tinha provas” da suposta influência de hackers para “desviar votos” no pleito que ele venceu para se tornar presidente da República.

Apesar da crítica rápida à urna, Bolsonaro disse acreditar num processo “tranquilo” neste ano, por conta de atualizações que ele teria recebido de representantes das Forças Armadas em contato com o TSE.

Posso adiantar algumas coisas das conversas com as Forças Armadas. Uma é que os votos sejam totalizados nos TREs. E outra é que os votos, quando transmitidos para Brasília, vão para uma sala secreta. Temos tudo para fazer eleições tranquilas, sem problemas”, comentou durante a live.

O vídeo foi o primeiro excluído pelo YouTube desde que a empresa se comprometeu a remover vídeos que contenham falsas alegações de fraudes, erros, ou problemas técnicos nas urnas eletrônicas e nas eleições de 2018.

“Todos os conteúdos no YouTube precisam seguir nossas Diretrizes de Comunidade. Além de uma combinação de inteligência de máquina e revisores humanos, também contamos com denúncias de usuários para identificar materiais com conteúdo suspeito e manter a comunidade da plataforma segura”, esclarece a empresa, por meio de nota à imprensa.

O YouTube afirma ainda que os usuários podem fazer denúncias sobre vídeos que vão contra as regras da rede como, por exemplo, conteúdos com desinformação eleitoral e desinformação médica sobre Covid-19, para que, se for o caso, estes posts também possam ser removidos.

Procurado pela CNN, o Palácio do Planalto não se manifestou sobre a exclusão do vídeo no YouTube. Apesar da medida, o mesmo material segue disponível no Facebook, rede social que pertence a outra empresa, a Meta.

Executiva do União Brasil confirma pré-candidatura de Luciano Bivar à Presidência da República

O União Brasil decidiu nesta quinta-feira (14), durante reunião da Executiva Nacional, lançar o deputado Luciano Bivar (PE) a pré-candidato à Presidência da República.

A decisão ainda tem caráter provisório e precisa ser chancelada durante convenção do partido para que Bivar seja candidato nas eleições de outubro. Conforme define a Justiça Eleitoral, as convenções partidárias devem acontecer entre 20 de julho e 5 de agosto.

A princípio, União Brasil, MDB, PSDB e Cidadania pretendem lançar um candidato de consenso no dia 18 de maio. Bivar seria a indicação do União Brasil para o grupo.

“A partir de agora, conforme combinado previamente, o União Brasil se reunirá com os demais partidos que compartilham os mesmos ideais e projetos em busca de um nome de consenso”, escreveu o partido em nota.

A entrada de Bivar na disputa ocorre duas semanas após o ex-juiz Sergio Moro se filiar ao União Brasil. Moro deixou o Podemos e migrou ao novo partido em 31 de março, anunciando a “suspensão momentânea” da pré-candidatura ao Planalto.

No dia seguinte, porém, disse que não desistiu “de nada”. A definição sobre o futuro político do ex-juiz segue incerta.

Deputados do PT pedem a Lula que coloque campanha na rua

Um grupo de deputados do PT pediu ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que coloque a campanha do partido na rua. A conversa ocorreu no começo da noite de terça-feira (12) em um hotel em Brasília, no dia seguinte ao jantar do ex-presidente com um grupo de senadores dissidentes do MDB.

Segundo deputados que estiveram no encontro e com que a CNN conversou, há uma avaliação de que a pré-campanha nas últimas semanas ficou muito centrada no fechamento da aliança com o PSB e escolha do vice Geraldo Alckmin e que é preciso virar essa página e passar a uma agenda mais direta com o eleitorado. Nesse sentido, houve pedidos para que Lula viaje o quanto antes aos estados.

O próprio Lula teria dito que a etapa Alckmin foi finalizada e que a próxima fase da campanha será estruturar a coordenação de sua campanha, que deve acontecer já na próxima semana. Pelo menos quatro deputados federais deverão integrar o grupo: a presidente da legenda, deputada Gleisi Hoffmann, além de José Guimarães, Rui Falcão e Paulo Pimenta. Assessores pessoais de Lula, como Paulo Okamotto, Luiz Dulci e o tesoureiro da campanha, Marcio Macedo também devem participar do grupo. Depois, esse núcleo –ainda em formação– deve receber os indicados dos outros partidos da aliança.

A avaliação é de que, com uma coordenação organizada, será possível estruturar melhor a campanha, tanto na agenda de viagens pelo país — demanda principal dos deputados no encontro– quanto na criação de fatos novos no dia a dia da campanha. Lula mesmo fez, segundo interlocutores do partido, um longo mapeamento dos palanques estaduais do PT. Quem assistiu percebeu nele uma preocupação específica com três estados: São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco.

Petistas com quem a CNN conversou observaram que, neste ano, a pré-campanha talvez seja mais relevante do que a campanha em si, tendo em vista o tempo reduzido que a atual legislação impôs para as campanhas oficiais.

Há uma percepção crescente no partido de que a eleição pode acabar no primeiro turno, seja Lula ou Jair Bolsonaro (PL) o vitorioso. Para isso ocorrer, o vencedor precisa ter mais votos do que a soma de todos os outros. A leitura é de que, se a terceira via não se viabilizar, o cenário de uma eleição em uma rodada só pode ocorrer.

O discurso oficial dos petistas é o de que o crescimento de Bolsonaro nas recentes pesquisas era esperado tanto pelos instrumentos que ele enquanto governo tem nas mãos –nesta quarta-feira (13), por exemplo, concedeu reajuste linear a todos os servidores– quanto pela saída de Sergio Moro (União Brasil) da disputa.

O próprio pedido para que Lula viaje os estados já é um claro sinal para os petistas de que é preciso fazer com que a campanha deixe de priorizar as articulações políticas de gabinete e ocupe as ruas.

Centrão se divide entre Bolsonaro e Lula com meta de se manter no poder

A capacidade de garantir apoio e aprovação no Congresso de projetos de interesse do governo federal, e até de blindar contra possíveis processos de impeachment, torna o Centrão um bloco cobiçado pelos dois principais pré-candidatos à Presidência: Jair Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Para os partidos desse bloco, os ganhos são representados pelo acesso a cargos no governo e a recursos públicos. Mas, apesar do objetivo comum, o Centrão não se move como um único bloco. Integrantes do grupo, inclusive, se dividem entre Bolsonaro e Lula.

Cinco legendas que são pilares do Centrão (PL, PP, Republicanos, PSC e PTB) fizeram parte da base dos governos Lula (2003-2011), mas hoje estão fechadas com o atual presidente. Essa aliança é sustentada por líderes como Valdemar Costa Neto, presidente do PL e que trouxe Bolsonaro para seu partido; Ciro Nogueira (PP-PI), ministro-chefe da Casa Civil; o deputado federal Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara; e Marcos Pereira, presidente do Republicanos.

PL, PP, Republicanos, PSC e PTB somam cerca de ⅓ de apoio na Câmara dos Deputados, onde Bolsonaro encontra um ambiente mais favorável.

No Senado, o cenário é outro. Boa parte das figuras antigas que eram aliadas de Lula e que hoje estão na Casa representam uma resistência a Bolsonaro. O movimento ficou ainda mais evidente com o jantar entre Lula e senadores do MDB, em Brasília, na segunda-feira (11).

O partido, ainda com o nome PMDB, foi um dos principais pilares da base dos governos petistas e teve Michel Temer como vice-presidente nas chapas vitoriosas de Dilma Rousseff, em 2010 e 2014. O impeachment de Dilma, no entanto, afastou o partido do PT. Mas figuras como o senador Renan Calheiros (AL) e o ex-presidente do Senado Eunício Oliveira (CE) são alguns dos emedebistas que se reaproximaram e já declaram apoio a Lula.

Aliados de Lula no Senado estão no PSD, outro partido do bloco que apoiou governos petistas, como Omar Aziz (AM) e Otto Alencar (BA). Apesar do apoio a Lula, MDB e PSD também têm integrantes próximos a Bolsonaro e que poderão estar no palanque do presidente nas eleições de 2022 – é o caso dos governadores Ibaneis Rocha (MDB-DF) e Ratinho Júnior (PSD-PR).

Segundo o cientista político José Álvaro Moisés, com o resultado das urnas, o Centrão deverá agir como já fez “inúmeras vezes”. “Definido quem será o governo, eles passam a colocar na pauta, do ponto de vista estratégico, de que modo podem se associar a ele”, disse Moisés à CNN.

PoderData: diferença entre Lula e Bolsonaro cai para 5 pontos

Uma pesquisa PoderData divulgada nesta quarta-feira 13 mostra que Lula (PT) segue na liderança da corrida rumo à Presidência da República, com 40% das intenções de voto. Em segundo lugar, aparece Jair Bolsonaro (PL), com 35%.

A diferença de cinco pontos percentuais é a menor registrada pelo instituto neste ano. Em 15 dias, o ex-capitão subiu três pontos, enquanto o petista oscilou um ponto para baixo.

Segundo o PoderData, a saída de Sergio Moro favoreceu Bolsonaro, enquanto os nomes da terceira via seguem distantes do segundo turno. O terceiro colocado, Ciro Gomes (PDT), soma apenas 5% das intenções de voto, tecnicamente empatado com João Doria (PSDB) e André Janones (Avante), que têm 3% cada, e com Simone Tebet (MDB), com 2%.

Na rodada anterior, publicada em 30 de março, Moro marcou 6% das intenções de voto.

Segundo turno: na projeção do mais provável embate de segundo turno, Lula aparece na liderança, com 47%, ante 38% de Bolsonaro. Há 15 dias, o petista tinha 50%, contra 38% de Bolsonaro. Em fevereiro, a vantagem de Lula era de 54% a 37%.

‘Sou mais cristão que Bolsonaro’, disse Lula em jantar com senadores do MDB

Em jantar com senadores, nesta segunda-feira (11), em Brasília, o ex-presidente Lula (PT) afirmou: “Sou mais cristão que Bolsonaro”. A afirmação ocorreu após ser questionado por senadores do MDB sobre como uma declaração dele sobre o aborto, na semana passada, repercutira mal junto ao eleitorado. “Eu sou contra, mas não vou fugir da discussão”, afirmou o pré-candidato do PT sobre o tema.

A afirmação de Lula dizendo ser “mais cristão” do que Jair Bolsonaro mostra como a campanha deste ano será jogada no campo dos costumes – o que, para Bolsonaro, é mais vantajoso e é exatamente para onde ele quer levar a discussão.

Na semana passada, o ex-presidente afirmou que o aborto era uma questão de saúde pública, a que todos deveriam ter direito. A declaração foi considerada um erro, do ponto de vista de estratégia eleitoral no próprio PT, uma vez que Lula tem de conquistar um eleitor de centro que é contra o aborto e que, em 2018, esteve com Bolsonaro justamente em razão da pauta de costumes.

No jantar com parlamentes, que aconteceu na casa do ex-presidente do Congresso Eunício Oliveira, Lula citou o fato de integrantes da família Bolsonaro terem criticado a sua liberação para o velório de seu neto, que morreu enquanto ele estava preso em Curitiba, e também a disputa de Carlos Bolsonaro contra a própria mãe, Rogéria, por uma cadeira no legislativo municipal do Rio. “Isso é ser cristão?”, teria questionado, segundo relato dos presentes.

Lula também falou sobre a guerra na Ucrânia. Após ouvir uma defesa do presidente russo Vladimir Putin, feita por um dos presentes, o ex-presidente afirmou que “Putin está errado” ao ter decidido invadir e violentar o território do país vizinho.

No encontro, o petista também disse aos presentes que não se furtará a discutir com Bolsonaro o tema da corrupção – outro assunto pelo qual o atual presidente tem predileção na disputa com o petista. Foi quando Lula passou a criticar o orçamento secreto, visto por ele como um “escândalo” e como uma forma de corrupção na relação com o Legislativo.

Para o ex-presidente, segundo os presentes, Bolsonaro não pode falar de corrupção porque tentou impedir as investigações envolvendo os seus filhos no Ministério Público. Aí citou que familiares seus foram investigados pela Polícia Federal e ele, presidente, não impediu a investigação.

“Até coroinha eu fui“, afirmou o ex-presidente, arrancando risos dos demais comensais.

Márcia Conrado confirma apoio a Danilo para Governador de Pernambuco

Foto de Wellington Júnior

A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado (PT), confirmou apoio à pré-candidatura ao candidato Danilo Cabral (PSB) para o governo de Pernambuco.

Acompanham a prefeita o vice, Márcio Oliveira e doze vereadores do bloco governista. Márcia selou a parceria em um almoço com o candidato em um restaurante da zona sul do Recife. Mais cedo, Cabral participou do Debate CBN, com Aldo Vilela e convidados.

O deputado federal Fernando Monteiro (PP) e o prefeito de Arcoverde Wellington da LW também estiveram no local.

Como Luciano Duque deixou o PT para disputar mandato pelo Solidariedade, a confirmação de Márcia divide os palanques no debate estadual.

Nos bastidores, a movimentação e o resultado são tidos como importantes para o jogo de cartas de outra eleição, a municipal de 2024. Até agora, Duque tem defendido o direito da gestora disputar a reeleição. E Márcia apoia Duque para Estadual.

PT anuncia que lançará oficialmente em maio pré-candidatura de Lula à Presidência

O PT marcou para 7 de maio o lançamento oficial da pré-candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República. A data foi confirmada ao g1 pela presidente do partido, deputada Gleisi Hoffmann (PR), e pelo vice, deputado José Guimarães (CE), após reunião nesta segunda-feira (11) de membros da direção nacional do partido.

Até a última semana, integrantes da legenda esperavam que o evento de lançamento fosse ocorrer ainda em abril, no dia 30. A data foi citada, inclusive, pela direção do partido em reunião da executiva nacional na última quinta (7).

Segundo José Guimarães, o “adiamento” atende a um pedido da direção nacional do PSOL – partido que estuda apoiar a chapa presidencial do PT já no primeiro turno das eleições de 2022. Na quinta, dirigentes das duas siglas se reuniram em Brasília para discutir essa aliança.

A decisão do PSOL será anunciada justamente no dia 30 e, por isso, o PT decidiu adiar em uma semana o lançamento oficial da chapa. Até o fim do mês, a executiva nacional do PSOL deverá decidir a “tática eleitoral” do partido – lançar candidatura própria ou apoiar outro presidenciável.

Entre as condições apontadas pelo PSOL para apoiar a candidatura de Lula já no primeiro turno, está o compromisso com a revogação do teto de gastos – regra que, desde 2017, diz que a maior parte das despesas públicas não pode crescer mais que a inflação.

Bolsonaro diz que há ‘90%’ de chance de Braga Netto ser candidato a vice

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (11) que há “90%” de chance de o general Walter Souza Braga Netto integrar a chapa nas eleições deste ano como candidato a vice-presidente.

Ex-interventor federal no Rio de Janeiro, Braga Netto comandou dois ministérios no governo Bolsonaro: Casa Civil e Defesa. No mês passado, deixou o cargo de ministro da Defesa para assumir o cargo de assessor especial de Bolsonaro.

A legislação eleitoral determina a saída dos ministros que vão disputar as eleições. O nome técnico é “desincompatibilização”, e a medida deve acontecer até seis meses antes do pleito. O primeiro turno deste ano está marcado para 2 de outubro.

“O meu vice atualmente é um general de Exército, então pode ser que eu continue como vice, pode ser, não estou batendo o martelo aqui com também com um outro general de Exército também. Isso pode acontecer. Isso dá credibilidade à nossa chapa, respeitabilidade à mesma”, declarou o presidente em entrevista exibida nesta segunda-feira pelo Grupo Liberal.

Questionado, então, se há “99% de chance” de o candidato a vice ser Braga Netto, o presidente respondeu: “Noventa por cento Braga Netto, pronto, fechou. Noventa por cento o Braga Netto, está fechado aí.”

Datafolha: Bolsonaro é avaliado como ‘ruim’ ou ‘péssimo’ por quase metade em SP e RJ

Pesquisa do instituto Datafolha divulgada neste sábado (9) pelo jornal “Folha de S. Paulo” aponta que o presidente Jair Bolsonaro é avaliado como “ruim” ou “péssimo” por quase metade dos entrevistados nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro – dois dos maiores colégios eleitorais do país.

O Datafolha ouviu 1.218 pessoas no estado do Rio e outras 1.806 no estado de São Paulo entre terça (5) e quinta-feira (7). A pesquisa também mediu a intenção de voto para os governos estaduais – veja os números para São Paulo e para o Rio.

O levantamento apontou as seguintes avaliações do governo Jair Bolsonaro:

Entrevistados de São Paulo

Ótimo ou bom: 28%

Regular: 23%

Ruim ou péssimo: 49%

Entrevistados do Rio

Ótimo ou bom: 27%

Regular: 23%

Ruim ou péssimo: 48%

De acordo com a pesquisa divulgada pela “Folha”, a margem de erro é de 2 pontos percentuais no levantamento de São Paulo e de 3 pontos no Rio.

O levantamento apontou ainda, segundo o jornal:

que a avaliação de Bolsonaro é pior entre mulheres e entre os mais jovens, nos dois estados;

que a aprovação do presidente cai na faixa com maior escolaridade;

que, ao mesmo tempo, a avaliação de Bolsonaro é melhor nas faixas com renda mais elevada;

que a taxa de avaliações positivas (ótimo/bom) é maior entre evangélicos, se comparada ao resultado geral.

Marília Arraes participa de primeira agenda pública como pré-candidata 

Duas semanas após anunciar sua filiação ao Solidariedade, Marília Arraes participou de sua primeira agenda pública como pré-candidata ao Governo de Pernambuco, na noite desta sexta-feira (8), em Timbaúba, na Zona da Mata Norte do Estado.

Ao lado de Marinaldo Rosendo, prefeito da cidade, do secretariado do município e de seus vereadores, Marília participou da comemoração dos 143 anos de Timbaúba. O evento também marcou a declaração oficial do apoio de Marinaldo à Marília.

Estou muito feliz em participar do aniversário de Timbaúba e de ter o prefeito Marinaldo junto com nosso grupo nesta caminhada”, afirma Marília.

Alianças políticas

Marília conseguiu quadruplicar o número de deputados estaduais do Solidariedade na Assembleia Legislativa de Pernambuco. Embarcaram no partido a deputada Fabíola Cabral e os deputados Fabrízio Ferraz, Gustavo Gouveia e Wanderson Florêncio.

Dois dos principais prefeitos de Pernambuco também declararam apoio à pré-candidatura de Marília Arraes: o prefeito reeleito de Paudalho, Marcelo Gouveia, e o prefeito de Timbaúba, Marinaldo Rosendo, que também já foi deputado federal.

A articulação de Marília também foi responsável pela entrada de três nomes robustos da política pernambucana ao Solidariedade: Lula Cabral (ex-prefeito do Cabo de Santo Agostinho e ex-deputado estadual); Luciano Duque (ex-prefeito de Serra Talhada); e Jorge Carreiro (ex-prefeito do Paulista).

O Solidariedade também contará em seus quadros com a presença de outros ex-prefeitos de Pernambuco: Doutor Marcone (Bezerros); Breno Borba (Bezerros); Eudson Catão (Palmeirina); Rossine Blesmany (Lajedo); José Augusto Maia (Santa Cruz do Capibaribe); Luís Carlos (Custódia).