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Nadador dos EUA que ganhou 5 medalhas em Olimpíadas se declara culpado por ter invadido Capitólio

Klete Keller, um nadador dos Estados Unidos que foi medalhista das Olimpíadas cinco vezes, se declarou culpado na quarta-feira (29) de ter participado da invasão ao Capitólio (o prédio do Congresso dos EUA) no dia 6 de janeiro.

Ele pode ser condenado a uma pena de 21 a 27 meses de prisão.

Keller reconheceu, na Justiça, que naquela ocasião ele tentou impedir que o Congresso certificasse a vitória do presidente Joe Biden no colégio eleitoral dos EUA. Ele também assumiu que ele afastou policiais que tentaram tirá-lo do prédio e xingou a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, e o líder do Senado, Chuck Schumer.

Depois do ataque ao Capitólio, ele jogou fora uma jaqueta do time olímpico dos EUA que ele usou naquele dia e destruiu cartões de memória que tinham fotos e vídeos que ele gravou no ataque.

Keller, de 39 anos, participou dos Jogos Olímpicos de 2000, 2004 e 2008. Ele ganhou duas medalhas de ouro e uma de prata como membro da equipe de revezamento, e duas de bronze em competições solo.

Brasil perde para Argentina na semi e dá adeus ao sonho do título do Mundial de Futsal

O sonho do octacampeonato mundial – o sexto na Era Fifa – do Brasil ficou pelo meio do caminho. Nesta quarta, ne cidade de Kaunas, na Lituânia, a seleção brasileira criou muitas chances, mas perdeu por 2 a 1 para a Argentina e está fora da disputa do título. Os gols argentinos foram marcados por Vaporaki e Borruto. Ferrão descontou para o Brasil, que vai disputar o terceiro lugar no domingo às 10h.

Atual campeã mundial, a Argentina vai em busca do bicampeonato no domingo às 14h, contra o vencedor de Portugal x Cazaquistão.

Afogados e Santa Cruz do Capibaribe se enfrentam pelo Pernambucano de Futsal Sub-17 e Sub-20 nesta quarta-feira

Na próxima quarta-feira, dia 29 de setembro, tem rodada dupla pelo Campeonato Pernambucano de Futsal. O duelo da vez será entre as equipes Sub-17 e Sub-20 do Afogados e Santa Cruz do Capibaribe.

A primeira partida, pela Categoria Sub-17, tem início às 18h30. Em seguida, às 19h30, é a vez das equipes Sub-20 atuarem. Os jogos acontecerão no Ginásio de Esportes Lúcio Luiz de Almeida, em Afogados da Ingazeira.

O ingresso para as partidas custa R$ 3,00 e os torcedores deverão usar a máscara de proteção e obedecer aos demais protocolos sanitários.

Fifa lamenta suspensão de Brasil x Argentina e avaliará caso para ‘tomar decisão’

Autoridades disciplinares da Fifa vão examinar o que ocorreu para a anulação do jogo entre Brasil e Argentina, neste domingo, na Neo Química Arena, pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo do Catar, para “tomar uma decisão” sobre o caso. Eles lamentaram o episódio nesta segunda-feira e prometem uma resposta.

“A Fifa lamenta as cenas que antecederam a suspensão da partida entre Brasil e Argentina, que impediu milhões de torcedores de assistir a uma partida entre duas das mais importantes nações do futebol mundial”, disse o órgão, em nota oficial.

A entidade ainda revelou que já está estudando todo o ocorrido para tomar uma medida que não prejudique os envolvidos. “Já foram enviados os primeiros relatórios oficiais à Fifa. Estas informações serão analisadas pelos órgãos disciplinares competentes e será tomada uma decisão”, acrescentou.

O clássico acabou suspenso com somente cinco minutos de bola rolando em São Paulo por causa de intervenção da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que detectou violação do protocolo de combate à covid-19 por quatro jogadores argentinos: Martínez, Romero, Lo Celso e Buendía jogam na Inglaterra e teriam de passar 14 dias em isolamento.

Brasil iguala seu recorde de medalhas em uma Paralimpíada em Tóquio

A medalha de prata de Alex da Silva na maratona T46, na noite deste sábado no Brasil, manhã de domingo no Japão, foi a 72ª e última conquista do país na Paralimpíada de Tóquio. É o recorde em uma só edição dos Jogos, igualando o número da última edição, no Rio 2016.

Foram 22 medalhas de ouro, 20 de prata e 30 de bronze. O Brasil quebrou o recorde de medalhas douradas, que era de 21 em Londres 2012. Confira o quadro abaixo e relembre as histórias e as imagens de todos os pódios brasileiros no Japão.

Brasil bate a Argentina e fatura o penta no futebol de 5 nas Paralimpíadas

É penta! Pela quinta vez em cinco edições da modalidade nas Paralimpíadas o Brasil conquistou a medalha de ouro no futebol de 5 (para atletas cegos). E justamente sobre o maior rival, a Argentina. Com um golaço de Nonato no segundo tempo, a seleção fez 1 a 0 e levou o título na arena Aomi, em Tóquio, sem ser vazada e se manteve intocável no megaevento. A façanha deu ao país seu 22º ouro geral no Japão, superando por um o recorde que havia sido estabelecido em Londres 2012 (21).

O Brasil jamais perdeu uma partida em cinco campanhas paralímpicas que lhe renderam cinco medalhas de ouro.

O futebol de 5 estreou nas Paralimpíadas em Atenas 2004 e sempre viu o Brasil no topo do pódio. Na Grécia, a vitória foi sobre a Argentina nos pênaltis. Em Pequim 2008, o título veio sobre a China, por 2 a 1.

O tri foi garantido em Londres 2012 com um triunfo sobre a França por 2 a 0. Na Rio 2016, o oponente da decisão foi o Irã, devidamente batido na final por 1 a 0.

Na disputa da medalha de bronze em Tóquio, o Marrocos – que havia caído diante do Brasil na semifinal – ganhou a China por 4 a 0 e assegurou lugar no pódio na capital japonesa.

Equipes de futsal do Afogados vencem pelo Campeonato Pernambucano de Futsal das categorias Sub-17 e Sub-20

Na noite desta sexta-feira, no Centro Desportivo Lúcio Luiz de Almeida, teve dobradinha da Coruja em partidas pelo Campeonato Pernambucano de Futsal.

No primeiro confronto, que aconteceu às 18h30, o time da categoria Sub-17 enfrentou o Alfalab de Garanhuns e venceu a partida por 4 a 3. Os gols da coruja foram marcados por Marcos Leandro (2x), Vitinho e Neto Brito.

Logo em seguida, às 20h, a bola rolou para as equipes Sub-20 do Afogados e Sertânia. O resultado foi favorável à Coruja que venceu por 1 a 0, com gol de Igor Ryan no 2° tempo da partida.

Com a flexibilização anunciada pelo Governo do Estado, o Ginásio já pôde contar com a presença de torcedores, mesmo ainda com público limitado e seguindo os protocolos sanitários.

Quem compareceu para prestigiar e torcer pelo Afogados pagou apenas R$ 2,00.

Quebrando recorde, pernambucana Carol Santiago fatura seu terceiro ouro em Tóquio 2020

Em sua estreia paralímpica, a nadadora Carol Santiago vai deixar o Japão como uma das estrelas dos Jogos de Tóquio. Para confirmar esse status, a brasileira venceu a final feminina dos 100 metros peito da classe SB12 (para atletas com baixa visão), nesta quarta-feira (1), e agora soma três ouros nas Paralimpíadas. E, com o resultado, o Brasil agora tem 15 medalhas douradas na capital japonesa, superando os 14 ouros conquistados nos Jogos do Rio, em 2016.

Carol tem cinco medalhas em Tóquio. Ela já havia sido ouro nos 100m livre S12 e nos 50m livre S13, além de bronze nos 100m costas S12 e da prata no revezamento misto 4x100m livre 49 pontos.

Assim, Carol, que já havia sido responsável pelo primeiro ouro da natação feminina do Brasil em 17 anos, tem participação direta em outra marca relevante da modalidade. O país soma 20 medalhas na natação em Tóquio (seis de ouro, cinco de prata e nove de bronze), uma a mais do que as alcançadas no Rio-2016.

Na prova de hoje, Carol Santiago venceu com o tempo 1min14s89, novo recorde paralímpico. O pódio ainda teve a russa Daria Lukianenko (1min17s55) e a ucraniana Yaryna Matlo (1min20s31). Já Lucilene da Silva Sousa foi a quinta colocada, com 1min30s25.

A recifense, de 36 anos, representa o Grêmio Náutico União, de Porto Alegre, sendo que só recentemente entrou no movimento paralímpico. E em sua estreia no evento, vai deixar Tóquio como um dos grandes nomes do Brasil no evento.

Com 15 ouros em Tóquio, o Brasil vai atrás do recorde do país, estabelecido nas Paralimpíadas de 2012, em Londres, com 21 medalhas douradas. O número pode ser alcançado até o fim da competição no Japão, no próximo domingo (5). A delegação brasileira também já faturou 12 pratas e 20 bronzes em Tóquio.

Carol Santiago fatura seu 2º ouro, e Brasil leva mais duas pratas e um bronze nas Paralimpíadas

Maria Carolina Santiago voltou ao topo do pódio nas Paralimpíadas de Tóquio. Depois de ser campeã nos 50m livre S13, a pernambucana de 36 anos conquistou nesta terça-feira o ouro também nos 100m livre S12, classe para pessoas com baixa visão. Carol se tornou a primeira brasileira a faturar duas medalhas de ouro em uma única edição dos Jogos Paralímpicos na natação. E ela ainda retornou ao pódio nesta terça no revezamento 4x 100m livre misto para deficientes visuais, com uma prata ao lado de Wendell Belarmino, Douglas Matera e Lucilene Sousa.

Gabriel Bandeira foi a prata nos 200m medley SM14, para pessoas com deficiência intelectual, chegando a quatro medalhas no Japão. O Brasil ainda ganhou um bronze com Mariana Gesteira nos 100m livre S9.

Terceira na classificatória, Carol cresceu na final e nadou os 100m livre em 59s01 para superar a russa Daria Pikalova praticamente na batida de mão (59s13). A britânica Hannah Russell foi bronze. A brasileira Lucilene Sousa acabou na sexta posição, com 1m02s42.

Foi a terceira medalha de Carol Santiago em Tóquio. Além do ouro nos 50m livre S13, ela já havia sido bronze nos 100m costas S12. A nadadora volta à piscina ainda nesta terça para a disputa do revezamento 4x100m livre misto para deficientes visuais.

Carol nasceu com síndrome de Morning Glory, alteração congênita na retina que reduz seu campo de visão. Praticou natação convencional até o fim de 2018, quando migrou para o esporte paralímpico.

🥈A prata do revezamento 🥈
Carol Santiago voltou à piscina para o revezamento 4x100m livre misto para deficientes visuais. Atual vice-campeão mundial da prova, o Brasil repetiu o desempenho e ficou com a prata em Tóquio com 3m54s95, atrás apenas dos russos. A Ucrânia foi bronze.

Campeão dos 50m livre S11 em Tóquio, Wendell Belarmino abriu o revezamento brasileiro, entregando na segunda posição. Douglas Matera, único do quarteto da classe S13, assumiu a primeira posição e abriu grande vantagem. Lucilene Sousa manteve a primeira posição e a boa vantagem. Carol fechou o revezamento para o Brasil e duelou contra dois homens. Ela ainda conseguiu virar os 50m na primeira posição. Foi ultrapassada pelo russo Vladimir Sotnikov, mas segurou o ucraniano Kyrylo Garashchenko.

🥈A prata de Gabriel🥈

Ouro nos 100m borboleta S14, prata nos 200m livre S14 e bronze no revezamento 4x100m livre misto S14, Gabriel Bandeira conquistou a quarta medalha em Tóquio. Nesta terça, o nadador de 21 anos foi prata nos 200m medley SM14. Com o tempo de 2m09s56, novo recorde das Américas, ele ficou atrás apenas do britânico Reece Dunn, que quebrou o recorde mundial da prova com 2m08s02. O ucraniano Vasyl Krainyk completou o pódio.

Gabriel guardou energia na classificatória e avançou apenas na sexta posição, com 2m15s35. Na final, ele baixou mais de cinco segundos seu tempo para ir ao pódio. O brasileiro passou na segunda posição no estilo borboleta, caiu para a quarta posição no estilo costa e manteve o posto no estilo peito. Nos 50m finais, ele cresceu no estilo livre e só não ultrapassou o britânico.

Em jogo emocionante, Bruna Alexandre conquista medalha de prata no tênis de mesa classe 10

A catarinense Bruna Alexandre conquistou a prata, a primeira medalha do Brasil na disputa individual do tênis de mesa na Paralimpíada de Tóquio (Japão), após ser superada na final pela chinesa naturalizada australiana Qian Yang por 3 sets a 1, na classe V10 (atletas andantes), na manhã desta segunda-feira (30). É a segunda medalha da brasileira em Paralimpíadas – na estreia na Rio 2016 Bruna faturou bronze.

No primeiro set, Bruna chegou a abrir cinco pontos de vantagem, chegando a ter um set point a seu favor. A australiana, no entanto, reagiu com boas respostas a saques da brasileira. O primeiro set terminou em 13 a 11 para Yang, após um erro de ataque cometido por Bruna.

Bruna voltou para o segundo set abrindo quatro pontos de vantagem, chagando a 4 a 0, diante da adversária. A australiana então quebrou dois serviços da brasileira, diminuindo a vantagem, mas não adiantou: a catarinense fechou a parcial por 11 a 6, igualando o placar em 1 a 1.

O terceiro set começou com a brasileira novamente abrindo vantagem: chegou a marcar 4 a 1 mas Qian Yang reagiu e empatou em 4 a 4. O set continuou disputado com empates em 5 e em 6 pontos, mas a partir daí a australiana passou a pontuar direto, até o set em 11 a 7, voltando a liderar o placar em 2 sets a 1.

Na parcial seguinte, Qian Yang abiru 7 a 3 de vantagem. A brasileira reequilibrou o jogo, aproveitando os erros da adversária, e conseguiu empatar em 7 ia 7. Yang pediu tempo para esfriar o jogo. No retorno, reassumiu o controle da partida, fechando o set em 11 a 9, e garantindo o ouro com vitória por 3 sets a 1.

Claudiney Batista é ouro no lançamento de disco F56 em Tóquio

Claudiney Batista chegou às Paralimpíadas de Tóquio como favorito ao título. Campeão no lançamento de disco F56 na Rio 2016, o mineiro de Bocauíva ainda detinha o recorde mundial – 46,68m – da prova. Confirmando toda a sua expectativa, o atleta de 42 anos levou o ouro com facilidade ao lançar o disco a 45,59m, novo recorde paralímpico. A medalha de Claudiney foi o quinto ouro do atletismo brasileiro em Tóquio, o que deixa o país a duas conquistas do seu 100° ouro em Paralimpíadas.

A prata ficou com o indiano Yogesh Kathuniya, com 44,38m. O bronze foi para as mãos do cubano Leonardo Aldana, com 43,36m. Competem no lançamento de disco F56 atletas cadeirantes com sequelas de poliomielite, lesão medular e amputação.

O domínio de Claudiney Batista foi tão grande que outros dois dos seus seis lançamentos já seriam suficientes para o ouro. Além dos 45,59m, o brasileiro lançou o disco para 44,57m e 44.92m. Ele também obteve um 45,25m, um 43,77m, além de ter um lançamento queimado.

Sempre bate aquela ansiedade para a prova. Eu estava muito bem preparado e graças a Deus deu certo, mais uma vez fui coroado e agora sou bicampeão. Fico feliz pelo trabalho dos últimos cinco anos que foi premiado. Eu estava muito bem preparado, entrei um pouco tenso, preocupado com a arbitragem, mas as coisas acabaram fluindo – disse Claudiney.

Carol Santiago vence os 50m livre e leva 1º ouro feminino na natação em 17 anos

Maria Carolina Santiago obteve na manhã deste domingo a maior conquista de sua vida. A pernambucana de 36 anos faturou a medalha de ouro na final dos 50m livre da classe S13 (para atletas com deficiências visuais) no Centro Aquático de Tóquio ao percorrer a distância em 26s82, novo recorde paralímpico. Havia 17 anos que uma nadadora mulher do país não levava uma medalha de ouro em Paralimpíadas, desde quando Fabiana Sugimori ganhou os 50m livre S11 nos Jogos de Atenas, em 2004.

Estou muito feliz. É incrível estar aqui nesta competição tão importante. Sempre gostei de competir. Eu me senti bem desde o primeiro dia em que cheguei ao Japão. Estou emocionada. Tenho recebido muito carinho. Quando terminei a prova, soube que tinha ganhado porque ouvi o pessoal gritando o meu nome. Agradeço a todos pela torcida e pelos brasileiros que têm chorado e dado risadas com a gente – afirmou a nadadora.

Carol ficou à frente da russa Anna Krivshina (27s06) e da italiana Carlotta Gilli (27s07). As duas companheiras de pódio são da classe S13, enquanto a brasileira é originalmente da classe S12, ou seja, tem um grau de deficiência maior. É comum que atletas de duas classes sejam reunidos nas disputas.

Foi o segundo pódio de Carol na capital japonesa. Ela já havia sido bronze nos 100m costas na classe S12.

É a terceira medalha de ouro do Brasil na natação nas Paralimpíadas de Tóquio. Antes de Carol, Gabriel Bandeira (100m borboleta S14) e Wendell Belarmino (50m livre S11) também foi ao degrau mais alto do pódio.

Gabriel Araújo surpreende e fatura o ouro nos 200m livre na natação em Tóquio

O melhor dia do Brasil na natação nas Paralimpíadas de Tóquio foi coroado com uma medalha de ouro incrível conquistada por Gabriel Araújo nos 200m livre da classe S2 (para atletas com deficiência física severa). O mineiro de 19 anos registrou 4min06s52 e não deu chances aos rivais para subir ao seu segundo pódio no Centro Aquático da capital japonesa – ele havia sido prata nos 100m costas S2.

Ele deixou o chileno Alberto Abarza com a prata (4min14s17) e o russo Vladimir Danilenko com o bronze (4min15s95). Outro brasileiro na prova, Bruno Becker ficou em quarto lugar (4min22s63).

O curioso é que, durante a prova, Gabriel revezou estilos – o nado livre permite adoção de qualquer técnica.

Cícero Nobre é bronze em prova com cinco quebras de recorde mundial no lançamento de dardo

Uma prova histórica no lançamento de dardo da classe F57, para atletas com comprometimento nos membros inferiores, nas Paralimpíadas de Tóquio, terminou com medalha de bronze para o Brasil. Cícero Nobre bateu o recorde paralímpico e assegurou presença no pódio, mas viu o ouro e a prata escaparam diante de performances espetaculares do azeri Hamed Heidari e do iraniano Amanolah Papi.

Papi ultrapassou o brasileiro na classificação com direito a quatro quebras de recorde mundial, até então em posse de Cícero, em seis tentativas, tendo 49,56m como melhor marca. Quando o ouro do iraniano parecia certo, Heidari fez disparado a melhor competição da vida. Ele, que até então nunca tinha ultrapassado a barreira dos 44m, cravou incríveis 51,42m, novo recorde do mundo e medalha de ouro com louvor.

A medalha de bronze é a primeira da carreira de Cícero em Paralimpíadas. Na Rio 2016 ele se despediu na quarta colocação. Para os Jogos de Tóquio ele chegou como favorito graças aos títulos nos Jogos Parapan-Americanos de Lima e no Mundial de 2019, ocasião no qual havia tomado de Papi o recorde mundial (49,26m).

A medalha de ouro foi conquistada com muita, muita emoção. Nos dois primeiros lançamentos Cícero parou na casa dos 46 metros, o que deixava o uzbeque Yorkinbek Odilov na liderança momentânea. A terceira tentativa, porém, foi excelente: 48,93m, o suficiente para estabelecer o novo recorde da prova nas Paralimpíadas e assegurar a primeira posição.

Thalita Simplício é prata nos 400m T11 e Julyana da Silva leva o bronze no disco F57

O atletismo brasileiro segue fazendo bonito nos Jogos Paralímpicos de Tóquio. Na primeira sessão deste sábado (noite de sexta no horário brasileiro), o país obteve duas medalhas. A primeira delas foi a prata de Thalita Simplício nos 400m T11 para deficientes visuais. No lançamento de disco F57, para atletas que competem em cadeiras, Julyana da Silva levou o bronze.

A gente fez uma corrida estratégica onde eu falei com ela a cada 50m. Nos 50m finais falei com ela, que ela precisava atacar. Deixei ela à vontade e acabou dando certo. Fizemos o nosso melhor e agora falta uma semana para a gente ir embora. Estou com saudade da minha mãe, dos meus irmãos e dos meus gatos – disse Thalita.

Thalita Simplício é prata
Thalita Simplício cruzou a linha de chegada em segundo com o tempo de 56s80. O ouro ficou com a chinesa Cuiqing Liu, com 56s25. Já o bronze foi para a colombiana Angie Lizeth Mamian, com 57s46. Thalita foi guiada por Felipe Veloso da Silva. Após a prova, a comissão técnica brasileira detectou uma suposta irregularidade na corrida de Cuiqing Liu. O Brasil, no entanto, não pretende entrar com recurso contra o resultado.

É o que eu sempre digo: tudo tem o seu dia e a sua hora. A gente queria o ouro, mas a prata é bem-vinda. Agora vamos com tudo para os 400m. Ontem fui dormir às 2h da madrugada porque estava tratando uma câimbra. Felizmente deu tudo certo – destacou Felipe Veloso.

Julyana da Silva é bronze
Julyana da Silva conquistou o bronze no lançamento de disco F57 com 30,49m de marca, obtida em seu terceiro lançamento. Ela ainda lançou para 30,36m, 30,28m, 29,41m, 28,66m e 29,63m. O ouro foi para a uzbeque Mokhigul Khamdamova, com 31,46m. Já a prata ficou com a argelina Nassima Saifi, com 30,81m. A prova também teve a participação da brasileira Tuany Siqueira, que terminou em 11° com 21,30m

Petrúcio Ferreira é ouro nos 100m T47 com recorde paralímpico; Washington Jr é bronze

O atleta paralímpico mais rápido do mundo é brasileiro! Porta-bandeira do Brasil na cerimônia de abertura, Petrúcio Ferreira confirmou o favoritismo, voou na pista do Estádio Olímpico e Paralímpico de Tóquio e sagrou-se bicampeão paralímpico dos 100m da classe T47, para corredores com deficiências nos membros superiores, com direito a recorde paralímpico: 10s53.

O Brasil estará em dose dupla no pódio. Washington Júnior, dono da melhor largada da prova, terminou com o bronze com o tempo de 10s68. A prata ficou com o polonês Michal Derus, com 10s61. O terceiro brasileiro na final, Lucas Lima, terminou em sexto lugar com 11s14.

Esta foi a quarta medalha paralímpica da carreira de Petrúcio. Além dos dois títulos, em Tóquio e na Rio 2016, nos 100m, ele também tem duas pratas conquistadas nos Jogos no Brasil: prata nos 400m T47 e no revezamento 4x100m T42-47.

Pela manhã desta sexta-feira, no horário de Tóquio, Petrúcio havia se classificado com a liderança da bateria classificatória, mas apenas o terceiro melhor tempo geral (10s75). Claramente o brasileiro se poupou e fez apenas o suficiente para garantir a vaga.

O mais veloz das classificatórias foi outro brasileiro, Washington Júnior. Vice-campeão mundial em Dubai em 2019, o carioca cravou 10s64, melhor tempo dele nesta temporada até então. Lucas Lima, com o quinto tempo geral na primeira fase (11s07), completou o trio brasileiro na disputa por medalhas.

Na final, Washington largou na frente e liderou o primeiro terço do percurso, mas viu Petrúcio fazer uma grande prova de recuperação e assumir a liderança na reta final. O recorde mundial, que pertence ao paraibano, não foi quebrado, mas mesmo assim ele comemorou muito a quebra do recorde paralímpico. Teve dancinha e muita emoção.

Silvânia Costa é bicampeã paralímpica no salto em distância T11

Só deu Brasil no início do primeiro dia do atletismo nas Paralimpíadas de Tóquio, e os dois ouros em disputa da modalidade ficaram com brasileiros. Depois da conquista de Yeltsin Jacques nos 5000m T11, foi a vez de Silvânia Costa se tornar bicampeã paralímpica do salto em distância T11, para cegos.

E mais uma vez foi com emoção. Na Rio 2016, Silvânia só garantiu a medalha no sexto e último salto. Na noite desta quinta-feira (26/8), manhã em Tóquio, ela foi um pouco mais boazinha com o coração dos torcedores e conquistou o lugar mais alto do pódio no quinto salto, o penúltimo, ao bater a marca de 5 metros, cravadinhos. Isso depois de ter queimado as duas primeiras tentativas e ter feito saltos que não lhe dariam nem o bronze nas duas seguintes.

Em 2016, Silvânia não sabia, mas estava grávida de três meses quando ganhou sua medalha. Em 2019, foi punida por doping e passou os últimos dois anos longe de competições. No meio do caminho, ainda teve a pandemia. Somente nos últimos cinco meses ela pôde retomar o ritmo de treinamento normal. Em entrevista à SporTV após a medalha, a atleta lembrou cada percalço enfrentado nos cinco anos entre um ouro e outro.

Mesmo antes do final da prova eu já estava comemorando o quinto salto. Nosso trabalho foi realizado com sucesso. Não foi uma prova fácil. Eu entrei e tive que ir pra cima, com muita garra ali no último salto. Eu sabia quanto eu tinha batalhado, lutado, tudo o que passei para chegar aqui. Os últimos cinco meses foram muito doloridos. Eu ralei muito para chegar até aqui. Essa medalha vem com sabor de muita garra e superação – disse ela, explicando: – Esse ciclo, pra mim… Eu tive duas interrupções, uma foi a nascimento do meu filho e a outra foi minha suspensão. Dei a volta por cima de tudo.

Gabriel Bandeira fatura ouro e Gabrielzinho prata na natação

O paulista Gabriel Bandeira e o mineiro Gabriel Geraldo Araújo, também conhecido como Gabrielzinho, conquistaram as duas primeiras medalhas para a natação brasileira na Paralimpíada de Tóquio (Japão). Bandeira levou o ouro com o tempo de 54s76, alcançando o novo recorde paralímpico na prova de 100 metros borboleta da classe S14 (deficiência intelectual). Já a prata veio na prova dos 100m costas da classe S2 (deficiência físico-motora). Gabrielzinho fez o tempo de 2min2s47. As competições de natação serão disputadas no Centro Aquático de Tóquio.

Nos 100m borboleta, atrás de Gabriel Bandeira, de 21 anos, ficou o britânico Reece Dunn, que levou medalha de prata, tendo obtido a marca de 55s12. Ele é o atual recordista mundial. Na sequência tivemos o australiano Benjamin Hance, com o tempo de 56s90.

Já na classe S14, à frente de Gabriel Geraldo Araújo, de 19 anos, ficou apenas o chileno Alberto Abarza, que se tornou campeão paralímpico após atingir 2min00s40. Já o bronze quem levou foi Vladimir Danilenko, do Comitê Olímpico Russo, com a marca de 2min02s74.

Paralimpíadas: Pernambucano Phelipe Rodrigues conquista bronze nos 50m livre S10 da natação

O pernambucano Phelipe Rodrigues conquistou a medalha de bronze na final dos 50m livre classe S10 nos Jogos Paralímpicos de Tóquio, na manhã desta quarta-feira (25).

Phelipe fez a prova em 23s50 no Centro Aquático de Tóquio. O ouro ficou com o australiano Rowan Crothers, com 23s21, e a prata com o ucraniano Maksym Krypak, com 23s33.

A medalha do pernambucano é a terceira do Brasil nesta Paralimpíada – todas na natação até aqui. Gabriel Bandeira conquistou o ouro nos 100m borboleta S14 e Gabriel Araújo ficou com a prata nos 100m costas S2.

Esta foi ainda a oitava medalha paralímpica de Phelipe Rodrigues. Em sua quarta disputa dos Jogos, ele já conquistou duas pratas em Pequim-2008, uma prata em Londres-2012 e duas pratas e dois bronzes na Rio-2016.

Jogos Paralímpicos começam oficialmente

Iniciados hoje (24), os Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020 terão competições até o dia 5 de setembro. A cerimônia de abertura foi realizada no Estádio Nacional do Japão sem público presencial, e teve delegações reduzidas em virtude da pandemia de covid-19.

Essa é a primeira vez que os jogos paralímpicos ocorrem nas mesmas arenas onde os eventos dos jogos olímpicos principais foram realizados.

Com o tema Ventos de Mudança, o espetáculo de abertura contou com dançarinos que representaram aviões – cada um com uma determinada deficiência e dificuldade, mas todos com a possibilidade de alçar voos. Entre eles, um especial – que usa a mente para voar.

O discurso de abertura foi feito por Seiko Hashimoto, presidente do Comitê dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. Em sua fala, a ex-atleta e medalhista afirmou que “a imagem de superação de dificuldades inspira muitas pessoas e dá esperanças, principalmente no momento presente.”

Andrew Parsons, brasileiro e presidente do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês), falou em seguida e destacou que “as Paralimpíadas são uma plataforma para mudança, mas [esse momento] a cada quatro anos não é o bastante. Necessitamos fazer a nossa parte todos os dias para sermos inclusivos.”

“Diferença é uma força, não uma fraqueza. Para reconstruirmos melhor o mundo pós-pandemia, devemos ter sociedades em que oportunidades existem para todos. Com a sombra da incerteza, os atletas paralímpicos foram faróis para o mundo”, disse Parsons.

A Paralimpíada de Tóquio 2020 conta com cerca de 4,3 mil atletas de 165 países. Essa é a segunda vez que o Japão sedia jogos olímpicos. 

Com a delegação reduzida em virtude da pandemia, o Brasil foi representado por Petrúcio Ferreira, do atletismo, e Evelyn Oliveira, da bocha – ambos medalhistas olímpicos da Rio 2016. O Brasil contará com 290 atletas e visa ficar entre os 10 primeiros no quadro geral de medalhas.