Arquivo da categoria: Guerra na Ucrânia

Rússia acusa Ucrânia de tentar atacar região próxima a usina nuclear com drones

O Ministério da Defesa da Rússia acusou neste domingo (25) a Ucrânia de tentar realizar um ataque com 8 drones “kamikaze” perto da usina nuclear de Zaporizhzhia, informaram as agências estatais russas “TASS” e “RIA” citando um comunicado oficial.

Esse documento informa que todos os drones não eram tripulados e foram derrubados e que os níveis de radiação próximos à usina estão normais.

Zaporizhzhia é uma das cidades que está em um referendo de anexação à Rússia. O período de votação teve início na última sexta-feira e deve terminar nesta terça-feira (27).

A votação não é apoiada pelos membros do G7 e da União Europeia. A Ucrânia disse que também não irá reconhecer os resultados.

Putin troca general encarregado de logística e determina 10 anos de prisão para soldado que se recusar a lutar

A Rússia anunciou, neste sábado (24), a substituição de seu mais alto comandante militar para questões logísticas. Além disso, o presidente Vladimir Putin assinou uma lei que endurece a pena de soldados que se recusarem a combater (veja mais abaixo) . Os anúncios coincidem com um momento de dificuldades para Moscou em sua tentativa de invadir a Ucrânia.

“O general Dmitri Bulgakov foi dispensado de suas funções como vice-ministro da Defesa”, informou o Ministério da Defesa em um comunicado.

Bulgakov será substituído pelo coronel-general Mikhail Mizintsev, que dirigia o Centro de Controle da Defesa Nacional e, a partir de agora, assume como “responsável pelo fornecimento material e técnico das Forças Armadas”.

Prisão para soldados
A nova lei assinada por Putin neste sábado diz que os soldados russos que se recusarem a lutar, desertar, desobedecer ou se render ao inimigo podem agora enfrentar uma prisão de até 10 anos, informou a agência de notícias AFP.

A lei já havia sido aprovada pelas casas do Parlamento durante a semana.

Na última quarta-feira (21), o presidente russo anunciou a convocação de cerca de 300 mil reservistas para lutarem nos fronts, em reação à blitz de forças da Ucrânia que recuperou importantes territórios no leste do país.

A decisão do Kremlin foi motivo de manifestações internas, que foram reprimidas com milhares de detenções. A procura por voos para o exterior também aumentou consideravelmente, assim como surgiu uma extensa fila de carros na fronteira entre a Rússia e a Geórgia. Segundo informações do jornal inglês “The Guardian”, a espera para concluir a travessia podia durar até 20 horas.

Durante o discurso em que mobilizou suas tropas, Putin também acenou para a possibilidade de utilização dos armamentos nucleares russos.

“Isto não é um blefe”, declarou. “Vários representantes do alto escalão de países da Otan falam da possibilidade e admissibilidade de usar armas de destruição em massa contra a Rússia. Falam até de ameaça nuclear. Quero dizer a quem diz isso que nosso país possui uma variedade de armas de destruição, algumas mais modernas até que as dos países da Otan.”

Rússia tem agentes infiltrados na defesa da Ucrânia, diz aliado de Zelensky

A Rússia tem agentes no setor de defesa da Ucrânia que passam informações para Moscou, permitindo que as forças russas antecipem movimentos no campo de batalha, disse o representante do presidente Volodymyr Zelensky no Parlamento nesta quinta-feira (22).

“Não podemos subestimar o inimigo”, afirmou Fedir Venislavskyi em um briefing.

“Infelizmente, a principal diretoria de inteligência deles tem muitos agentes, inclusive em nosso setor de defesa. Acho que eles entendem parcialmente os próximos passos de nossas forças armadas”, alertou.

A declaração acontece em meio ao aumento na tensão e receio de escalada do conflito. Na quarta-feira (21), o presidente Vladimir Putin anunciou mobilização parcial da população e ameaçou utilizar armas nucleares táticas. Além disso, áreas pro-Rússia na Ucrânia afirmaram que farão referendos para votar a anexação.

Outro ponto é que o exército ucraniano tem promovido contra-ataques em regiões do leste, recuperando grande porção de terreno. A expectativa é que a batalha na região se intensifique nos próximos dias e semanas.

Ideia de conflito nuclear é totalmente inaceitável, diz secretário-geral da ONU

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, afirmou nesta quinta-feira (22) que a ideia de um conflito nuclear é “totalmente inaceitável” e que os últimos desenvolvimentos da guerra na Ucrânia são perigosos e preocupantes.

“A ideia de um conflito nuclear, que antes era inimaginável, hoje vem à discussão. Isso é totalmente inaceitável”, disse Guterres na abertura da reunião do Conselho de Segurança.

O secretário-geral também classificou a situação ao redor da usina nuclear de Zaporizhzhia como preocupante e que qualquer dano, intencional ou não, a estruturas do tipo pode causar um desastre.

Após pontuar que a guerra não tem sentido, ele observou que “qualquer anexação de um território por ameaça ou uso da força viola a carta da ONU”. Também alertou que a situação pode ficar mais crítica conforme o inverno chega no Leste Europeu, colocando em evidência a questão energética.

Sobre as alegações de crimes de guerra, advertiu que todas devem ser investigadas para responsabilização, com cooperação total com a Corte Criminal Internacional (ICC, em inglês).

O procurador da ICC falou em seguida ao secretário, dizendo que a “imagem que tem visto na Ucrânia até agora é preocupante” e que continuará as apurações de possíveis ilegalidades.

Guterres pontuou ainda que o conflitou levou a uma crise de fome e financeira no mundo, “revertendo anos de progresso”. “Se o mercado de fertilizantes não for estabilizado, ano que vem podemos ter crise alimentar no próximo ano”, ressaltou, lembrando que foi assinado um memorando com a Rússia para que o mercado internacional tenha acesso aos produtos do tipo produzidos no país.

Armas nucleares podem ser usadas na Ucrânia, diz autoridade russa

O ex-presidente russo Dmitry Medvedev disse, nesta quinta-feira (22), que quaisquer armas no arsenal de Moscou, incluindo “armas nucleares estratégicas”, podem ser usadas para defender territórios da Ucrânia que foram reivindicados pela Rússia.

Medvedev, que também atua como vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, disse que os referendos planejados por autoridades russas ocupadas e separatistas em grandes áreas do território ucraniano ocorrerão e “não há como voltar atrás”.

“As repúblicas do Donbass (Donetsk e Luhansk) e outros territórios serão aceitos na Rússia”, acrescentou.

Medvedev disse que a proteção de todos os territórios seria significativamente reforçada pelas forças armadas russas, dizendo:

A Rússia anunciou que não apenas as capacidades de mobilização, mas também quaisquer armas russas, incluindo armas nucleares estratégicas e armas baseadas em novos princípios, podem ser usadas para tal proteção.

Dmitry Medvedev
Espera-se que os referendos que ocorrerão nas partes controladas pela Rússia das províncias de Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia, bem como parte da província de Mykolaiv, a partir de sexta-feira, produzam resultados que endossam esmagadoramente a adesão à Rússia.

As votações, organizadas com poucos dias de antecedência sob ocupação militar, foram rotuladas como farsas por Kiev e seus aliados ocidentais.

Se formalmente admitidos na Federação Russa, os territórios ocupados, onde as contraofensivas ucranianas ganharam força nas últimas semanas, sob a doutrina nuclear de Moscou terão direito à proteção contra armas nucleares russas.

Moscou não controla totalmente nenhuma das quatro regiões que deve tentar anexar, com apenas cerca de 60% das regiões de Donetsk e 66% de Zaporizhzhia detidas pelo exército russo.

Medvedev tem emitido regularmente declarações agressivas sobre o Ocidente e a Ucrânia nos últimos meses, sublinhando sua transformação de liberal aparentemente de mentalidade ocidental como presidente de 2008-2012 a falcão geopolítico estridente.

Rússia está pronta para defender territórios com armas nucleares, afirma Medvedev

O ex-presidente russo e atual vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dimitri Medvedev, afirmou nesta quinta-feira (22) que seu país está pronto para defender os territórios conquistados na Ucrânia com “armas nucleares estratégicas”.

Com a fala, Medvedev subiu o tom das ameaças nucleares feitas ontem pelo presidente russo, Vladimir Putin, durante pronunciamento à nação pela TV.

“A Rússia anunciou que não só as capacidades de mobilização, mas também qualquer arma russa, incluindo armas nucleares estratégicas e armas baseadas em novos princípios, podem ser usadas para essa proteção (das regiões ocupadas)”.

Ele reafirmou ainda a realização dos referendos sobre a separação das regiões ucranianas de Luhansk, Donetsk, Kherson e Zaporizhzhia, invadidas pela Rússia. “Não há volta atrás”, declarou.

“O establishment do Ocidente e todos os cidadãos dos países da Otan precisam entender que a Rússia escolheu seu próprio caminho”, declarou.

A ameaça de Medvedev – que costuma subir o tom das narrativas de Putin e do Kremlin – chega um dia após a escalada da Rússia na guerra da Ucrânia.

Na terça-feira (21), o presidente russo, Vladimir Putin, anunciou a convocação de cerca de 300 mil reservistas – a primeira mobilização de reservistas da Rússia desde a Segunda Guerra Mundial -, ampliou o contrato de militares já no campo de batalha e disse que seu país está pronto para responder a “ameaças nucleares” que ele afirmou receber do Ocidente.

Em discurso na ONU, Zelensky pede punição pela invasão russa à Ucrânia

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, teve um discurso gravado exibido nesta quarta-feira (21) na Assembleia Geral de ONU. Ele afirmou que um crime foi cometido contra sua nação e que pede uma “punição justa” para a Rússia pela guerra.

Zelensky listou algumas condições inegociáveis para a paz:

Punição pela agressão russa;
Proteção da vida de todas as formas possíveis previstas na Carta das Nações Unidas;
Restauração da segurança da Ucrânia e da integridade territorial;
Garantia de segurança à nação;
Determinação para lutar.

Sua fala foi gravada porque o ucraniano preferiu não deixar Kiev, já que seu país continua enfrentando a invasão por forças russas.

“O que não está na nossa fórmula é a neutralidade”, disse o líder ucraniano. “Aqueles que falam de neutralidade quando valores humanos e paz estão sob ataque.”

As penalidades que Zelensky pede contra a Rússia incluem a proibição de votar em órgãos internacionais e exercer seu veto no Conselho de Segurança da ONU. “As sanções contra o agressor fazem parte da fórmula de paz”, disse o presidente ucraniano, ao apresentar seu caminho para alcançar a paz na Ucrânia.

“A Ucrânia quer paz. A Europa quer paz. O mundo quer paz. E vimos quem é o único que quer a guerra. Há apenas uma entidade entre todos os estados membros da ONU que diria agora se pudesse interromper meu discurso que está feliz com esta guerra, com sua guerra”, disse.

Zelensky também mencionou as conversações de paz entre seu governo e o de Vladimir Putin. “Provavelmente vocês escutaram outras palavras da Rússia sobre as conversações, como se eles estivessem prontos para isso”, afirmou.

“Entretanto, eles falam sobre as conversações, mas anunciam mobilização militar. Eles falam sobre as conversações, mas anunciam ‘pseudoreferendos’ nos territórios ocupados da Ucrânia, afirmou o líder. “Eu excluo que o acordo possa acontecer com bases diferentes [das estabelecidas pela] fórmula de paz ucraniana.”

Mobilização de Putin é sinal que invasão está falhando, diz secretário britânico

O anúncio do presidente russo, Vladimir Putin, da mobilização parcial de cidadãos russos é um reconhecimento de que a invasão da Ucrânia por Moscou “está falhando”, afirmou um alto funcionário do Reino Unido.

O secretário de Defesa britânico, Ben Wallace, disse que o discurso de Putin nesta quarta-feira (21), no qual ele declarou o aumento do recrutamento militar e ameaçou a implantação de armas nucleares na guerra, indicou que “a Ucrânia está vencendo”.

“A quebra do presidente Putin de suas próprias promessas de não mobilizar partes de sua população e a anexação ilegal de partes da Ucrânia são uma admissão de que sua invasão está falhando”, disse Wallace em comunicado.

“Ele e seu ministro da Defesa enviaram dezenas de milhares de seus próprios cidadãos para a morte, mal equipados e mal liderados”, acrescentou Wallace.

“Nenhuma quantidade de ameaças e propaganda pode esconder o fato de que a Ucrânia está ganhando esta guerra, a comunidade internacional está unida e a Rússia está se tornando um pária global.”

União Europeia diz que medidas de Putin terão “consequências da nossa parte”

Os Estados-membros da União Europeia (UE) estão discutindo ações conjuntas em resposta aos mais recentes desdobramentos da guerra da Rússia na Ucrânia, disse o executivo do bloco, alertando Moscou de que haverá “consequências de nossa parte”.

“Os Estados-membros da UE já realizaram uma reunião de coordenação em que foram feitas discussões em termos de uma resposta da UE à continuação da guerra de agressão contra a Ucrânia”, disse o porta-voz da Comissão Europeia, Peter Stano.

“Isso inclui todos os aspectos da agressão, os crimes que foram cometidos, os referendos, as descobertas de locais de sepultamento em massa”, declarou ele em entrevista coletiva.

Stano disse que não há anúncios a serem feitos nesta fase sobre novas sanções contra a Rússia, já que as discussões sobre uma sexta rodada de medidas do bloco são confidenciais.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, convocou nesta quarta-feira (21) 300 mil reservistas para lutar na Ucrânia e disse que Moscou responderia com o poder de todo seu vasto arsenal se o Ocidente promover o que ele chamou de “chantagem nuclear” por causa do conflito.

Foi a primeira mobilização deste tipo feita pela Rússia desde a Segunda Guerra Mundial e significa uma grande escalada da guerra, agora em seu sétimo mês.

Procura por voos para sair da Rússia dispara após Putin ordenar convocação

Os voos para sair da Rússia dispararam – tanto em preço quanto em vendas – rapidamente nesta quarta-feira (21), depois que o presidente Vladimir Putin ordenou a convocação imediata de 300 mil reservistas.

O anúncio de Putin, feito em um discurso na televisão no início da manhã, no horário local, levantou temores de que alguns homens em idade de lutar não seriam autorizados a deixar o país.

O ministro da Defesa, Sergei Shoigu, disse que a convocação seria limitada àqueles com experiência como soldados profissionais e que estudantes e recrutas não seriam convocados.

O Kremlin se recusou a comentar se as fronteiras seriam fechadas para aqueles sujeitos à ordem de mobilização e pediu às pessoas que tenham paciência enquanto a lei é esclarecida.

Enquanto isso, os dados do Google Trends mostraram um aumento nas buscas pelo Aviasales, o site de reservas de voos mais popular da Rússia.

Os voos diretos de Moscou para Istambul, na Turquia, e Yerevan, na Armênia, ambos destinos que permitem a entrada de russos sem visto, estavam esgotados nesta quarta-feira (21), segundo dados da Aviasales.

Os voos de Moscou para Istambul via Turkish Airlines estavam todos reservados ou indisponíveis até domingo, a partir das 14h15, horário de Moscou (20h, no horário de Brasília).

Algumas rotas com escalas, incluindo as de Moscou a Tbilisi, capital da Geórgia, também não estavam disponíveis, enquanto os voos mais baratos para Dubai custavam mais de 300.000 rublos (R$ 25 mil) – cerca de cinco vezes o salário médio mensal dos russos.

As tarifas típicas de ida para a Turquia subiram para quase 70.000 rublos (R$ 5.900), em comparação com pouco mais de 22.000 rublos (R$ 1.800) há uma semana, segundo dados do Google Flights.

O chefe da agência de turismo da Rússia disse que nenhuma restrição foi imposta a viagens ao exterior até agora.

A Aeroflot, companhia aérea de bandeira do país, disse que não está limitando a venda de passagens.

Secretário-geral da Otan diz que escalada de Putin é “perigosa e imprudente”

A mobilização do presidente russo, Vladimir Putin, de milhares de tropas extras para a guerra na Ucrânia vai escalar o conflito e sua ameaça de usar armas nucleares foram “retórica perigosa e imprudente”, disse o secretário-geral da Otan nesta quarta-feira (21).

Jens Stoltenberg afirmou à editora-chefe da Reuters, Alessandra Galloni, em entrevista que a primeira mobilização militar da Rússia desde a Segunda Guerra Mundial não foi uma surpresa, mas que provocará a escalada do conflito que começou com a invasão russa em 24 de fevereiro.

Stoltenberg disse que os movimentos de Putin demonstraram “que a guerra não está indo de acordo com seus planos” e ficou claro que o presidente russo cometeu “um grande erro de cálculo”.

Putin convocou 300 mil reservistas para lutar na Ucrânia e apoiou um plano para anexar partes do país, insinuando ao Ocidente que está preparado para usar armas nucleares para defender a Rússia.

“Vamos garantir que não haja mal-entendidos em Moscou sobre exatamente como vamos reagir. Claro que depende do tipo de situação ou de que tipo ou armas eles podem usar. O mais importante é evitar que isso aconteça e é por isso que estamos sendo tão claros em nossas comunicações com a Rússia sobre as consequências sem precedentes”, disse Stoltenberg, referindo-se a qualquer uso russo de armas nucleares.

O anúncio ocorreu após o aumento de baixas e reveses no campo de batalha para as forças russas, que foram expulsas de áreas que capturaram no nordeste da Ucrânia em uma contraofensiva ucraniana este mês.

UE, EUA e até papa condenam ameaça nuclear de Putin

As ameaças nucleares feitas nesta quarta-feira (21) pelo presidente russo, Vladimir Putin, repercutiram fortemente entre os países da Europa e dos Estados Unidos. Até o papa Francisco se pronunciou sobre as falas de Putin.

“É uma loucura pensar em usar armas nucleares neste momento”, declarou o pontífice durante sua audiência semanal no Vaticano.

Mais cedo, Putin fez um pronunciamento em TV aberta aos russos anunciando a convocatória de cerca de 300 mil reservistas do país e ampliando por tempo indeterminado o contrato de soldados que já estão no campo de batalha. Ele disse ainda ter aumentado verbas para armamentos e afirmou que seu país tem “meios de destruição” mais modernos que os da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, chamou as palavras de Putin de “retórica perigosa e imprudente”.

“Vamos garantir que não haja mal-entendidos em Moscou sobre exatamente como vamos reagir. Claro que depende do tipo de situação ou de que tipo ou armas eles podem usar. O mais importante é evitar que isso aconteça, e é por isso que estamos sendo muito claros em nossas comunicações com a Rússia sobre as consequências sem precedentes desse ataque”, declarou Stoltenberg.

Em seu discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) desta quarta-feira (21), o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse que ninguém ameaça a Rússia, e que a guerra na Ucrânia é “uma guerra de um homem só”.

O porta-voz da União Europeia declarou que, com a fala, Putin “está travando uma aposta nuclear muito perigosa”.

A ministra de Relações Exteriores do Reino Unido, Gillian Keegan, disse que o discurso de Putin é uma “escalada preocupante”, e que as ameaças devem ser levadas à sério.

Já o secretário de Defesa britânico disse achar que as novas ações russas são um sinal de fracasso na Ucrânia.

Para o chanceler alemão, Olaf Scholz, a mobilização militar da Rússia nada mais é a certeza de que a campanha militar de Moscou na Ucrânia não está sendo exitosa, segundo disse seu porta-voz.

Em entrevista ao tabloide alemão “Bild”, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky disse não achar que a Rússia usará armas nucleares.

Mundo não vai permitir que Rússia use armas nucleares, diz Zelenski

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, disse nesta quarta-feira (21) não acreditar que o mundo permitirá que a Rússia use armas nucleares na guerra em seu país. A declaração vem horas depois de seu homólogo russo, Vladimir Putin, anunciar que está disposto a usar armas nucleares se necessário e decretar a mobilização de até 300 mil reservistas para o conflito.

Semanas antes do início da invasão russa, é bom lembrar, Zelenski minimizou a possibilidade de uma guerra em seu país.

Em mensagem enviada à agência de notícias Reuters, Mikhailo Podoliak, conselheiro de Zelenski, disse que o anúncio do Kremlin é “absolutamente previsível” e também o associou às recentes derrotas de Moscou no conflito –nas últimas semanas, Moscou sofreu derrotas importantes na Ucrânia e perdeu a região de Kharkiv.

“A guerra claramente não está indo de acordo com o cenário da Rússia e, portanto, exigiu que Putin tomasse decisões extremamente impopulares para mobilizar e restringir severamente os direitos das pessoas”, afirmou.

Seja como for, o anúncio do Kremlin causou palavras de indignação e ações de alerta no Ocidente. Até a publicação deste texto, as palavras mais duras ficaram por conta do papa Francisco, que chamou de loucura a possibilidade do uso de armas nucleares na guerra. Para o pontífice, os ucranianos estão sendo submetidos à selvageria, monstruosidades e tortura. Ele não citou diretamente o presidente russo em seu discurso.

No outro eixo geopolítico, a China pediu um cessar-fogo no conflito e diálogo entre Moscou e Kiev. Na semana passada, o líder chinês Xi Jinping se encontrou com Putin no Uzbequistão, em um evento da Organização de Cooperação de Xangai. Xi tem evitado apoiar abertamente a Rússia na guerra, embora faça críticas frequentes ao Ocidente.

Além do conselheiro do presidente ucraniano e do papa, líderes e figuras relevantes da diplomacia internacional manifestaram preocupação e reagiram aos arroubos expansionistas de Vladimir Putin.

“O discurso é uma escalada da guerra, mas também não surpreende. Estamos, portanto, preparados. Vamos manter a calma e o continuar a ajudar a Ucrânia. A fala de Putin mostra que a guerra não está indo de acordo com seus planos. Ele cometeu um grande erro de cálculo”, Jens Stoltenberg – Secretário-geral da Otan.

A fala da americana se referia aos planos do Kremlin de apoiar referendos em quatro áreas do país vizinho controladas por separatistas ou por forças russas.

Putin anuncia mobilização parcial de cidadãos russos para guerra na Ucrânia

A Rússia está lançando uma mobilização parcial de seus cidadãos, conforme anunciou, nesta quarta-feira (21), o presidente Vladimir Putin durante um discurso altamente esperado à nação.

“Para proteger nossa pátria, sua soberania e integridade territorial, para garantir a segurança de nosso povo e do povo nos territórios libertados, considero necessário apoiar a proposta do Ministério da Defesa e do Estado-Maior de realizar uma mobilização parcial na Federação Russa”, afirmou Putin.

Os esforços para iniciar a mobilização parcial começarão nesta quarta-feira, anunciou Putin. O líder russo ainda disse que já foi assinado um decreto para oficializar a medida.

Segundo o ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, o decreto prevê a convocação de 300 mil cidadãos. Em entrevista à televisão estatal russa, Shoigu declarou que os estudantes e aqueles que serviram como recrutas não seriam convocados, e que a maioria dos milhões de reservas da Rússia não seria convocada.

“Repito, estamos falando apenas de mobilização parcial. Ou seja, apenas os cidadãos que estão na reserva e, sobretudo, aqueles que serviram nas Forças Armadas, têm certas especialidades militares e experiência relevante, estarão sujeitos ao recrutamento”, explicou o presidente russo.

“Depois que o regime de Kiev recusou publicamente uma solução pacífica para o problema de Donbas hoje e, além disso, anunciou sua reivindicação de armas nucleares, ficou absolutamente claro que uma nova próxima ofensiva em grande escala no Donbas, como já havia acontecido duas vezes antes, era inevitável”.

Não está claro a que Putin está se referindo com sua menção às armas nucleares.

Cidade russa na fronteira com a Ucrânia é bombardeada, e uma pessoa morre

Uma cidade na Rússia perto da fronteira com a Ucrânia foi bombardeada neste sábado (17), segundo a agência de notícias russa Tass. Uma pessoa moreu e duas ficaram feridas por conta do ataque, que aconteceu na cidade de Belgorod.

Belgorod fica também perto de Kharkiv, no leste da Ucrânia, onde a Rússia tem focado os ataques em território ucraniano nas últimas semanas. E foi a primeira cidade bombardeada dentro da Rússia após o início da invasão de tropas de Moscou à Ucrânia.

A Ucrânia ainda não se posicionou sobre o caso.

Ucrânia desliga maior usina nuclear da Europa

A Ucrânia anunciou neste domingo (11) que desligou, por questões de segurança, o último dos seis reatores que ainda estava em operação na usina nuclear de Zaporizhzhia, atualmente ocupada por tropas russas. Com isso, a planta foi desconectada da rede elétrica e deixa de gerar eletricidade.

“Estão em andamento os preparativos para o resfriamento do reator e a sua transferência para o estado frio”, divulgou a agência nuclear estatal da Ucrânia, Energoatom, em comunicado.

A maior usina nuclear da Europa foi tomada por forças russas nos primeiros dias de sua invasão ao país vizinho, e se tornou palco de violentos combates após investidas das tropas locais para tentar retomar o controle da usina.

Segundo a Energoatom, o desligamento foi possível após o restabelecimento no fornecimento de eletricidade à usina, que havia sido cortado na segunda-feira devido a combates na região. A agência disse que uma das linhas que ligava a central à rede nacional ucraniana de eletricidade foi restaurada na noite de sábado, permitindo à empresa desligar o último reator.

Desde o corte, a usina era alimentada pelo único dos seis reatores que ainda estava em operação, fornecendo energia aos seus sistemas de segurança. Em circunstâncias normais, a usina depende da energia vinda de fora para manter os sistemas de resfriamento que impedem que os reatores superaqueçam. Falhas no resfriamento poderiam levar à fusão dos reatores e ao vazamento de radiação.

Um funcionário da agência nuclear da Rússia confirmou o desligamento da usina. A operação ocorreu poucos dias após a divulgação do relatório dos inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) sobre as condições do local.

A missão da ONU que inspecionou a usina nuclear de Zaporizhzhia alertou para ameaças à segurança que poderiam resultar em vazamentos de radiação, após relatarem “danos extensivos” em algumas estruturas.

Antes do anúncio do desligamento da usina, os presidentes da Ucrânia e da França, Volodimir Zelenski e Emmanuel Macron, insistiram na necessidade de garantir a segurança de Zaporizhzhia, alertando para a “situação muito preocupante” vivida no local.

De acordo com o Palácio Eliseu, em conversa telefônica, os dois presidentes reiteraram o apoio ao trabalho da AIEA, que na sexta-feira tinha alertado para a “situação insustentável” na usina devido ao corte no fornecimento de energia elétrica.

Zelenski e Macron exigiram a retirada das tropas russas da região para garantir a segurança em Zaporizhzhia. “A nossa posição é que a única maneira de proteger a Europa de um desastre nuclear é desmilitarizar a região da usina”, afirmou o presidente ucraniano.

Na quarta-feira, o governo ucraniano pediu aos moradores das áreas ocupadas pela Rússia próximo à usina para deixarem o local para garantir sua segurança. Moscou e Kiev se acusam mutuamente de bombardear a usina nuclear e arriscar um desastre nuclear.

Ucrânia desliga maior usina nuclear da Europa

A Ucrânia anunciou neste domingo (11) que desligou, por questões de segurança, o último dos seis reatores que ainda estava em operação na usina nuclear de Zaporizhzhia, atualmente ocupada por tropas russas. Com isso, a planta foi desconectada da rede elétrica e deixa de gerar eletricidade.

“Estão em andamento os preparativos para o resfriamento do reator e a sua transferência para o estado frio”, divulgou a agência nuclear estatal da Ucrânia, Energoatom, em comunicado.

A maior usina nuclear da Europa foi tomada por forças russas nos primeiros dias de sua invasão ao país vizinho, e se tornou palco de violentos combates após investidas das tropas locais para tentar retomar o controle da usina.

Segundo a Energoatom, o desligamento foi possível após o restabelecimento no fornecimento de eletricidade à usina, que havia sido cortado na segunda-feira devido a combates na região. A agência disse que uma das linhas que ligava a central à rede nacional ucraniana de eletricidade foi restaurada na noite de sábado, permitindo à empresa desligar o último reator.

Desde o corte, a usina era alimentada pelo único dos seis reatores que ainda estava em operação, fornecendo energia aos seus sistemas de segurança. Em circunstâncias normais, a usina depende da energia vinda de fora para manter os sistemas de resfriamento que impedem que os reatores superaqueçam. Falhas no resfriamento poderiam levar à fusão dos reatores e ao vazamento de radiação.

Um funcionário da agência nuclear da Rússia confirmou o desligamento da usina. A operação ocorreu poucos dias após a divulgação do relatório dos inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) sobre as condições do local.

A missão da ONU que inspecionou a usina nuclear de Zaporizhzhia alertou para ameaças à segurança que poderiam resultar em vazamentos de radiação, após relatarem “danos extensivos” em algumas estruturas.

Exército ucraniano reivindica avanços ‘extraordinários’ no leste do país

O Exército ucraniano disse neste sábado(10) que suas forças fizeram avanços importantes no leste do país, como parte de uma contraofensiva para recapturar territórios tomados pelos russos nos primeiros dias da invasão.

A ministra das Relações Exteriores da Alemanha, Annalena Baerbock, chegou à capital ucraniana em uma visita surpresa, a fim de mostrar o apoio de seu país à Ucrânia contra a Rússia, disse ela.

“As tropas ucranianas estão avançando no leste da Ucrânia, liberando mais cidades e vilarejos. Sua bravura, juntamente com o apoio militar ocidental, está produzindo resultados extraordinários”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia, Oleg Nikolenko, em um comunicado divulgado nas redes sociais.

“É crucial continuar enviando armas para a Ucrânia. Derrotar a Rússia no campo de batalha significa uma vitória para a paz na Ucrânia”, acrescentou.

Neste sábado, as forças ucranianas afirmaram ter entrado em Kupiansk, uma cidade do leste que está sob controle russo há meses. As forças especiais postaram fotos nas redes sociais mostrando seus combatentes “em Kupiansk, que sempre será ucraniana”. Em outra mensagem, um oficial regional postou uma imagem com soldados ucranianos na cidade e escreveu que “Kupiansk é a Ucrânia”.

Na noite de sexta-feira, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky anunciou que suas tropas haviam retomado cerca de 30 cidades no nordeste do país, na região de Kharkiv, como parte dessa contraofensiva.

Já o Ministério da Defesa russo anunciou na sexta-feira o envio de forças à região e divulgou um vídeo mostrando vários caminhões militares transportando canhões e veículos blindados.

A maior cidade até agora reconquistada pelas tropas ucranianas é Balaklia, onde cerca de 30.000 pessoas viviam antes da guerra. Alguns relatórios sugerem que as forças de Kiev avançaram mais para leste, mas esses dados não puderam ser verificados.

“O tempo que for necessário” –

Tomar centros urbanos como Kupiansk e Izium pode ser um duro golpe para a capacidade da Rússia de manter suas posições na linha de frente oriental.

Em Grakove, localidade recapturada pelas forças ucranianas, foram derrubados postes e cabos de energia, constataram jornalistas da AFP. Nas casas abandonadas, cães e gatos de rua tentavam encontrar comida.

“Foi aterrorizante, havia bombardeios e explosões em todos os lugares”, disse Anatoly Vasiliev, 61, um dos poucos moradores que permaneceram no vilarejo.

A ministra das Relações Exteriores da Alemanha, Annalena Baerbock, visitou Kiev pela segunda vez neste sábado desde o início do conflito, em 24 de fevereiro, uma semana depois que o primeiro-ministro ucraniano, Denys Shmygal, viajou a Berlim, onde voltou a pedir mais armas.

“Eu viajei para Kiev para mostrar que eles podem continuar a contar conosco”, disse Baerbock em comunicado, assegurando que a Alemanha continuará apoiando Kiev “pelo tempo que for necessário, com suprimentos de armas, apoio humanitário e financeiro”.

Nas últimas semanas, a Alemanha enviou obuses, lançadores de foguetes e mísseis antiaéreos para a Ucrânia, parte de um arsenal de armamento fornecido pelo Ocidente que, segundo observadores, pode ter prejudicado as capacidades militares da Rússia.

Sua visita seguiu outra do secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, que prometeu quase US$ 3 bilhões em ajuda militar à Ucrânia e países vizinhos na quinta-feira.

Ucrânia lança contra-ofensiva relâmpago no leste e coloca Rússia em posição delicada

As forças militares da Ucrânia conseguiram retomar territórios no nordeste do país que haviam sido ocupados por tropas russas nesta sexta-feira (9).

A Rússia não se pronunciou sobre os acontecimentos durante um dia inteiro, mas no fim reconheceu que uma seção da linha de frente em Kharkiv foi empurrada.

Kharkiv é a segunda maior cidade da Ucrânia.

As forças de Kiev também “libertaram várias cidades” no sul e avançaram nas áreas de Kramorsk e Slovinsk, localizadas no Donbass, de acordo com um dirigente de governo ucraniano.

Rússia reconhece as derrotas

Até mesmo um dirigente das forças de ocupação da Rússia afirmou que o avanço ucraniano foi muito forte e muito rápido, de acordo com a agência Reuters.

“O inimigo está sendo retardado o máximo possível, mas diversas posições de guerra já foram tomadas pelas forças ucranianas”, disse Vitaly Ganchev, líder da administração regional de Kharkiv que é apoiada pela Rússia.

Em uma transmissão pela TV, ele afirmou que a administração da ocupação tenta retirar os civis das cidades (inclusive de Izium, onde funciona a principal base logística da Rússia na região).

Volodymyr Zelensky, o presidente da Ucrânia, disse que as forças do país liberaram mais de 30 povoados na região de Kharkiv até o omento, e que ainda há lutas nas regiões do Donbass e no sul da Ucrânia.

Oleksiy Arestovych , um assessor de Zelensky, disse em um vídeo publicado no YouTube que os russos em Izium estão quase totalmente isolados. Ele afirmou também que centenas de russos morreram e outras centenas de russos foram capturados.

A Rússia tomou cerca de um quinto do território da Ucrânia desde o começo da invasão, em 24 de fevereiro.

Último reator da usina nuclear ucraniana de Zaporizhzhia é desconectado

O último reator em funcionamento da usina nuclear ucraniana de Zaporizhzhia (sul), a maior da Europa, foi desconectado da rede nesta segunda-feira (5), indicou a operadora estatal ucraniana Energoatom.

“O reator número 6 foi parado e desconectado da rede”, disse Energoatom no Telegram, que argumentou que um incêndio “que ocorreu como resultado do bombardeio” e danificou uma linha de energia que ligava esse reator à rede ucraniana.

Este reator era o único em operação das seis unidades desta usina. No sábado, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), cujos especialistas estão no local, anunciou a paralisação do reator número 5, devido aos danos de uma linha de energia após um bombardeio.

Os outros quatro reatores em Zaporizhzhia estão desligados há semanas.

O diretor-geral da AIEA, o argentino Rafael Grossi, declarou na quinta-feira que “é evidente que (…) a integridade física da fábrica foi violada em várias ocasiões”.

Nas últimas semanas, o setor foi alvo de bombardeios que russos e ucranianos se acusam mutuamente e que despertaram temores de um desastre nuclear.

Cidade perto de Zaporizhzhia é atacada próximo da visita de inspetores da ONU

Os bombardeios na cidade de Enerhodar, perto da usina nuclear de Zaporizhzhia, estão em andamento, desde a manhã desta quinta-feira (1º), segundo autoridades regionais instaladas na Ucrânia e na Rússia.

“Desde as 5 da manhã [horário local], os constantes bombardeios de morteiros não pararam”, disse o prefeito de Enerhodar, Dmytro Orlov, em um post do Telegram, acrescentando que “helicópteros” estavam circulando sobre a cidade.

“Pode-se ouvir armas automáticas. Sabe-se que várias instalações civis foram atingidas. Há vítimas! Estamos esclarecendo quantas”, continuou.

A administração civil-militar de Enerhodar, indicada pela Rússia, também afirmou que houve “pelo menos três” vítimas civis e cinco feridos, incluindo uma criança.

A CNN não conseguiu verificar independentemente as alegações de nenhum dos lados.

Os relatos chegam enquanto uma equipe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), da Organização das Nações Unidas (ONU), viaja para a usina nuclear para uma inspeção planejada da instalação no sudeste da Ucrânia, que está sob controle das forças russas desde março.

Em um relatório separado, o chefe da administração militar regional de Zaporizhzhia da Ucrânia, Oleksandr Starukh, acusou as forças russas de “atacar a rota pré-acordada da missão da AIEA de Zaporizhzhia até a usina nuclear de Zaporizhzhia”.

A CNN entrou em contato com a AIEA a respeito de quaisquer obstáculos ou problemas de segurança em sua rota pré-estabelecida para a usina, mas não recebeu uma resposta.

Partindo da cidade de Zaporizhzhia na quinta-feira, o diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, reconheceu os “riscos inerentes” que sua equipe de monitoramento enfrentaria depois de deixar a “zona cinzenta” onde termina a última linha de defesas ucranianas, mas disse que a missão perseverará.

Bombardeios russos deixam cinco mortos em Kharkiv; Ucrânia prepara contraofensiva

Cinco pessoas morreram e sete ficaram feridas nesta terça-feira (30) em bombardeios russos contra o centro de Kharkiv (nordeste), a segunda maior cidade da Ucrânia, afirmaram o governador regional e o prefeito.

“Os ocupantes russos bombardearam os bairros do centro de Kharkiv. Há danos”, afirmou o governador da região, Oleg Synegubov, no Telegram. Ele fez um apelo para que os moradores procurem proteção.

O prefeito Kharkiv, Igor Terekhov, anunciou o balanço de cinco mortos e sete feridos.

Kharkiv, que tem tinha quase 1,4 milhão de habitantes antes da guerra, é bombardeada com frequência pelas tropas russas, que, no entanto, não conseguiram tomar o controle da cidade.

Desde o início da guerra, centenas de civis morreram na região de Kharkiv, próxima da fronteira com a Rússia, de acordo com as autoridades locais.

Ucrânia anuncia contraofensiva no sul do país, dominado pela Rússia, e já dispara foguetes contra cidade

O governo da Ucrânia anunciou nesta segunda-feira (29) que deu início a uma contraofensiva para recuperar o controle de cidades e povoados no sul do país, a região que a Rússia conquistou de forma mais veloz e agressiva desde o início da invasão ao país vizinho, em 24 de fevereiro.

O objetivo da missão é recuperar principalmente pontos estratégicos do território ucraniano no sul dominado pelos russos, como as cidades de Mariupol e Kherson.

Nesta segunda mesmo, forças ucranianas lançaram foguetes na cidade de Nova Kakhovka, que está ocupada pelos russos, deixando-a sem água ou energia, disse a autoridade local (um aliado dos russos) à agência de notícias RIA. A cidade fica a leste de Kherson.

“Hoje iniciamos ações de ofensiva em várias direções, incluindo na região de Kherson”, anunciou a porta-voz do Comando Militar do Sul da Ucrânia.

Segundo o Comando Militar do Sul, mais de dez depósitos de munição da Rússia em cidades no sul da Ucrânia já foram destruídos, o que “enfraqueceu definitivamente o inimigo”. O resto da operação segue em sigilo.

A Ucrânia tem falado sobre a contraofensiva há cerca de dois meses, desde que a guerra no país entrou em uma nova fase, na qual, segundo especialistas a Rússia começou a diminuir o ritmo dos ataques e se preparar para uma guerra de longa duração, focando em estabelecer seu poder em cidades e regiões já conquistadas.

Já Kiev, abastecida com armas e artilharia enviadas constantemente por países europeus e os Estados Unidos, começou a avançar no plano de reconquistar seus territórios.

Agência nuclear chega nesta segunda a usina ucraniana sob risco de acidente radioativo; Moscou acusa Kiev de novo ataque

Após meses tentando uma visita, o diretor geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) anunciou nesta segunda-feira (29) que está a caminho da central nuclear ucraniana de Zaporizhzhia, a maior usina da Europa e que está sob risco alto de um acidente radioativo sem precedentes.

“Chegou o dia, a missão da AIEA está a caminho de Zaporizhzhia. Devemos proteger a segurança da Ucrânia e da maior central da Europa”, escreveu Rafael Grossi, diretor da agência, no Twitter. Ele anunciou que a equipe chegará “no final desta semana”. Grossi solicitou por vários meses uma visita da AIEA à central e alertou para o “risco real de uma catástrofe nuclear” por conta de bombardeios à usina. Moscou e Kiev se acusam mutuamente de atacar a usina, atualmente sob domínio dos russos.

Na semana passada, durante negociações após apelos da comunidade internacional, os governos dos dois países concordaram com a inspeção da agência nuclear.

Também nesta segunda-feira (29), o Kremlin acusou a Ucrânia de tentar um novo ataque à usina e disse ter derrubado um drone das Forças Aéreas ucranianas que tentava um novo bombardeio.

Rússia não reconhece risco de acidente em usina nuclear da Ucrânia, afirmam EUA

Os Estados Unidos disseram neste domingo (28) que a Rússia não quer reconhecer o grave risco radiológico na usina nuclear de Zaporizhzhia, na Ucrânia, acrescentando que essa foi a razão pela qual o país bloqueou o rascunho final de um tratado de não-proliferação nuclear.

“Somente a Federação Russa decidiu bloquear o consenso sobre um documento final na conclusão da Décima Conferência de Revisão do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP).

“A Rússia fez isso para bloquear a linguagem que meramente reconhecia o grave risco radiológico na Usina Nuclear de Zaporizhzhia, na Ucrânia”, disse o Departamento de Estado dos Estados Unidos em comunicado.

A declaração vem depois que a Rússia bloqueou um acordo na sexta-feira (26) sobre o rascunho final de uma revisão do tratado da ONU considerado a pedra angular do desarmamento nuclear por críticas às ações de Moscou na Ucrânia.

No mesmo dia, a usina nuclear foi desconectada da rede elétrica da Ucrânia pela primeira vez em sua história.

A operadora nuclear da Ucrânia, Energoatom, disse que incêndios em uma usina termelétrica próxima fizeram com que a última linha de energia restante de Zaporizhzhia se desconectasse duas vezes. As outras três linhas foram “perdidas anteriormente durante o conflito”, disse o órgão de vigilância nuclear.

A Energoatom culpou a Rússia pela desconexão. “As ações dos invasores causaram uma desconexão completa da ZNPP (usina nuclear de Zaporizhzhia) da rede elétrica – a primeira na história”, diz um comunicado da operadora.

O governador regional russo instalado no local culpou a ação militar ucraniana pelas interrupções e acrescentou que “o trabalho estava em andamento para restaurar o fornecimento para a região e lançar a segunda unidade de energia”.

Zaporizhzhia gera cerca de 20% da eletricidade da Ucrânia e um corte prolongado da rede nacional seria um grande desafio para a Ucrânia à medida que o clima mais frio se aproxima.

A usina nuclear, que é a maior da Europa, está sob controle russo desde março. Os confrontos em torno do complexo provocaram preocupação generalizada e temores de um desastre.

A Ucrânia acusou as tropas russas de usar a usina como escudo, arriscando um desastre potencial na usina. O Kremlin, por sua vez, acusou repetidamente as forças ucranianas de bombardear o local.