Arquivo da categoria: Guerra na Ucrânia

Rússia anuncia corte total de fornecimento de gás para Finlândia a partir de sábado

A operadora de gás da Finlândia Gasum anunciou nesta sexta-feira (20) que a Rússia cortará todo o fornecimento de gás natural para o país a partir da madrugada de sábado (21).

O corte, segundo a operadora finlandesa, foi feito por conta da recusa da Finlândia em pagar em rublos pelo fornecimento desse combustível fóssil, o que a Gasum se recusou a fazer.

Em toda a Europa, cerca de 30% de todo o gás consumido vem da Rússia.

“A Gazprom (estatal russa de gás) informou à Gasum que todo o fornecimento de gás natural para a Finlândia previsto em contrato será cortado a partir das 04h de sábado (21)”, afirmou o CEO da companhia, Mika Wilkanen. “É lamentável que o fornecimento previsto em contrato seja rompido”.

A companhia finlandesa afirmou que, com a reserva que ainda tem, será possível manter o abastecimento de gás aos consumidores finais “pelos próximos meses”.

“Nós já estávamos nos preparando para esta situação e não haverá interrupção na transmissão de gás aos consumidores, por isso seremos capazes de continuar fornecendo gás pelos próximos meses”, completou o comunicado.

Diante das dezenas de sanções econômicas impostas por países europeus e pelos Estados Unidos, a Rússia começou a exigir o pagamento em rublos, a moeda local, pelos insumos exportados pelo país.

Guerra na Ucrânia ficará muito pior para a Rússia, diz analista à TV estatal russa

Um analista militar deixou uma mensagem clara para os telespectadores da televisão estatal russa: A guerra na Ucrânia ficará muito pior para a Rússia, que enfrenta uma mobilização em massa apoiada pelos Estados Unidos enquanto o país está quase totalmente isolado.

Desde que o presidente Vladimir Putin ordenou a invasão da Ucrânia em 24 de fevereiro, a mídia estatal russa – e especialmente a televisão estatal – tem apoiado a posição do Kremlin. Poucas vozes dissidentes tiveram tempo de transmissão.

Isso pareceu ter mudado na noite de segunda-feira (16), quando um conhecido analista militar fez uma avaliação contundente ao principal canal de televisão estatal da Rússia sobre o que Putin classifica como a “operação militar especial”.

“Você não deve engolir tranquilizantes informativos”, disse Mikhail Khodaryonok, um coronel aposentado, ao talk show “60 Minutes” no Rossiya-1 apresentado por Olga Skabeyeva, uma das jornalistas mais pró-Kremlin da televisão.

“A situação, francamente falando, vai piorar para nós”, disse Khodaryonok, um convidado regular da TV estatal que costuma fazer avaliações francas da situação.

Ele disse que a Ucrânia poderia mobilizar 1 milhão de homens armados.

Khodaryonok, colunista militar do jornal gazeta.ru e formado em uma das academias militares de elite da Rússia, alertou antes da invasão que tal medida não seria do interesse nacional da Rússia.

A invasão da Ucrânia pela Rússia matou milhares de pessoas, deslocou outros milhões e aumentou o medo do confronto mais sério entre a Rússia e os Estados Unidos desde a crise dos mísseis cubanos de 1962.

Khodaryonok e Skabeyeva não foram encontrados para comentar.

Militares da Ucrânia dizem que terminou a missão de combate em usina siderúrgica que era o último foco de resistência em Mariupol

Os militares ucranianos decretaram o fim da “missão de combate” na usina siderúrgica de Azovstal, o último bastião de resistência à Rússia em Mariupol, nesta segunda-feira (16). O presidente Volodymyr Zelensky saudou os combatentes e disse que espera que seja possível salvar as vidas “dos nossos garotos”.

Mais de 260 combatentes ucranianos, entre eles 53 feridos, foram retirados nesta segunda-feira de Azovstal. A informação é da vice-ministra ucraniana da Defesa, Hanna Malyar.

Ela fez a declaração em vídeo. Segundo Malyar, além dos 53 feridos, outros 211 foram levados para Olenivka por meio de um corredor.

A ideia é que eles sejam trocados por combatentes russos.

O comando militar da Ucrânia disse que os combatentes cuja missão terminou são “heróis do nosso tempo” e prometeu resgatar militares ainda presos no local.

“A guarnição ‘Mariupol’ cumpriu sua missão de combate”, disse o Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia em comunicado. “O comando militar supremo ordenou aos comandantes das unidades estacionadas em Azovstal que salvassem a vida de seu pessoal.”

Jornalistas de agências de notícias viram cinco ônibus transportando soldados de Azovstal chegarem a Novoazovsk na segunda-feira. Alguns estavam feridos e foram retirados dos ônibus em macas. Acredita-se que cerca de 600 soldados estavam dentro da siderúrgica.

Ministro da Ucrânia pede à Alemanha que ajude país a se tornar membro da UE

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, pediu à Alemanha que assuma a liderança no processo que levará a Ucrânia a se tornar parte da União Europeia.

Em um vídeo postado no Facebook no domingo, Kuleba disse que durante sua visita a Berlim no início da semana, ele teve “uma discussão muito racional com os alemães sobre a Ucrânia se tornar parte da UE”.

“Eu disse a eles que vai acontecer de qualquer maneira. É inevitável que a Ucrânia receba um status de candidato mais cedo ou mais tarde. As elites alemãs têm a opção de liderar esse processo e inscrever seus nomes na história da Europa ou ainda acontecerá, mas sem sua liderança”, acrescentou.

O ministro também discutiu o embargo de petróleo russo, atualmente debatido pelos estados-membros da UE, e a questão do embargo de gás russo também surgiu durante sua visita.

Após sua reunião com autoridades alemãs, Kuleba também se engajou em conversas com ministros das Relações Exteriores do G7 e disse que “receberam a ideia de que é necessário congelar os ativos russos e transferi-los para a Ucrânia para ajudar a reconstruir nosso país. Estamos falando de centenas de bilhões de euros aqui.

Além disso, (o) G7 disse que está pronto para participar da reconstrução da Ucrânia, da reconstrução de suas cidades e infraestrutura. Você sabe que o presidente da Ucrânia tem uma ideia dos países para assumir o controle de certas regiões ou cidades que foram afetadas pela guerra e nossos parceiros acolhem essa ideia.”

Kuleba também pediu “uma solução para remover o bloqueio russo à exportação de produtos agroindustriais ucranianos para o mundo. Neste momento, a agressão russa está levando o mundo à fome. É por isso que é importante trabalhar também com os países africanos. Queremos que eles ajudem a resolver esse problema.”

Após fechar restaurantes temporariamente, McDonald’s deixará a Rússia em definitivo

O McDonald’s tornou-se o símbolo da glasnost em há cerca de 30 anos, quando abriu seu primeiro restaurante em Moscou. No entanto, após fechar temporariamente mais de 800 restaurantes em razão da guerra na Ucrânia, o McDonald’s decidiu deixar a Rússia em definitivo.

A cadeia de hambúrgueres venderá seus negócios no país do leste europeu, dizendo que a “crise humanitária causada pela guerra na Ucrânia e o ambiente operacional imprevisível precipitado levaram o McDonald’s a concluir que a propriedade contínua do negócio na Rússia não é mais sustentável, nem consistente com os valores da marca”.

O McDonald’s tornou-se o símbolo da glasnost em há cerca de 30 anos, quando abriu seu primeiro restaurante em Moscou. No entanto, após fechar temporariamente mais de 800 restaurantes em razão da guerra na Ucrânia, o McDonald’s decidiu deixar a Rússia em definitivo.

A cadeia de hambúrgueres venderá seus negócios no país do leste europeu, dizendo que a “crise humanitária causada pela guerra na Ucrânia e o ambiente operacional imprevisível precipitado levaram o McDonald’s a concluir que a propriedade contínua do negócio na Rússia não é mais sustentável, nem consistente com os valores da marca”.

Renault anuncia saída da Rússia e vende mais de US$ 2 bilhões em ativos a Moscou

A montadora francesa Renault anunciou a venda de seus ativos na Rússia ao deixar formalmente o país após a invasão da Ucrânia. Os ativos valem 2,195 bilhões de euros (US$ 2,29 bilhões), segundo a Renault.

Os diretores da empresa concordaram por unanimidade com a venda da Renault para a cidade de Moscou e sua participação majoritária na montadora russa AVTOVAZ para o NAMI (Instituto Central de Pesquisa e Desenvolvimento de Automóveis e Motores), de acordo com um comunicado divulgado nesta segunda-feira (16).

“Tomamos uma decisão difícil, mas necessária. E estamos fazendo uma escolha responsável em relação aos nossos 45 mil funcionários na Rússia”, disse a Renault em comunicado.

A venda de sua participação na AVTOVAZ oferece a opção para a Renault recomprar sua participação dentro de seis anos, de acordo com o comunicado.

Escrevendo em seu blog, o prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, disse que a cidade decidiu assumir a propriedade da fábrica e “retomar a produção de carros de passeio sob a histórica marca Moskvich”.

“Vamos tentar manter a maior parte da equipe trabalhando diretamente na fábrica e com seus subcontratados”, escreveu Sobyanin, prometendo uma mudança futura para a produção de carros elétricos.

Moskvich era uma montadora da era soviética de veículos de passageiros comuns.

A Rússia era uma peça-chave no império global da Renault antes do início da guerra.

Com 482.264 carros vendidos em 2021, a Rússia foi o segundo mercado mais importante para a Renault, ficando atrás apenas da França, em termos de volume de vendas, de acordo com os resultados de vendas do grupo em 2021.

Ucrânia diz que russos intensificam ataques no leste, mas recuam no norte

Autoridades ucranianas relataram ataques com mísseis e bombardeios em várias regiões, enquanto as forças russas concentram seus esforços nas linhas de frente em Luhansk — mas eles reivindicam mais sucessos na região de Kharkiv. Além disso, um ataque de míssil raro foi relatado na região ocidental de Lviv.

Serhiy Hayday, chefe da administração militar regional de Luhansk, disse no início deste domingo (15) que “os russos estão reunindo equipamentos e mão de obra mais perto de Severodonetsk e se preparando para atacá-la”.

Severodonetsk é uma das várias cidades industriais no leste que têm sofrido bombardeios implacáveis ​​há semanas, enquanto as forças russas tentam derrubar as defesas ucranianas.

Hayday disse que a fábrica de produtos químicos e os arranha-céus da cidade foram atingidos. Há muita destruição: 11 arranha-céus nos bairros novos e antigos da cidade (foram atingidos), em vários deles apartamentos pegaram fogo.”

Vários assentamentos ao sul e oeste de Severodonetsk também foram atingidos – incluindo Vrubivka e Komyshuvakha –, disse Hayday.

Espera-se que as forças russas avancem mais para o oeste se puderem proteger Severodonetsk, onde 15.000 pessoas ainda vivem. A maioria dos moradores foi evacuada.

A Ucrânia forneceu poucos detalhes sobre sua contraofensiva na região de Kharkiv, onde suas tropas fizeram avanços significativos para o norte e leste em direção à fronteira russa. O objetivo da ofensiva ucraniana é cortar as linhas de suprimentos russas para suas forças que tentam avançar para a região de Donetsk.

O Estado-Maior das Forças Armadas disse no domingo apenas que “na direção de Kharkiv, as unidades inimigas não conduziram hostilidades ativas”.

Zelensky diz que Ucrânia retomou mais de mil assentamentos das forças russas

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky disse que a Ucrânia retomou seis assentamentos das forças russas na sexta-feira (13) e 1.015 no total desde o início do conflito em fevereiro.

“Continuamos a restaurar os territórios desocupados da Ucrânia. Até hoje, 1.015 assentamentos foram desocupados, mais seis nas últimas 24 horas”, disse ele em seu discurso noturno.

Não está claro exatamente quanto território esses assentamentos constituem. Zelensky delineou outros ganhos dos militares da Ucrânia nessas áreas.

“Devolvemos eletricidade, abastecimento de água, comunicações, transporte, serviços sociais para lá”, disse ele.

Ele também afirmou que “a libertação gradual da região de Kharkiv” prova que a Ucrânia “não deixará ninguém ao inimigo”.

Rússia cortará fornecimento de eletricidade para a Finlândia no sábado, diz operadora

A Rússia suspenderá as exportações de energia para a Finlândia a partir de sábado (13) devido a problemas no recebimento de pagamentos, disse a operadora do sistema de transmissão da Finlândia, Fingrid, em comunicado nesta sexta-feira (13).

“A RAO Nordic Oy, uma subsidiária da entidade russa Inter RAO, que comercializa eletricidade pelos interconectores de 400 kV, suspenderá as importações de eletricidade para a Finlândia à 1h da manhã de sábado, 14 de maio de 2022”, segundo Fingrid.

A subsidiária disse que não recebe pagamentos pelos volumes vendidos desde 6 de maio e que esta é a primeira vez que isso acontece em mais de 20 anos de sua história de negociação.

“Infelizmente, na atual situação de falta de receita em dinheiro, a RAO Nordic não pode fazer pagamentos pela eletricidade importada da Rússia. Portanto, somos forçados a suspender a importação de eletricidade a partir de 14 de maio”, disse a RAO Nordic Oy.

Segundo Fingrid, a adequação da eletricidade na Finlândia não está ameaçada, com as importações russas nos últimos anos cobrindo 10% do consumo total da Finlândia.

“A falta de importação de eletricidade da Rússia será compensada importando mais eletricidade da Suécia e gerando mais eletricidade na Finlândia”, disse Reima Päivinen, vice-presidente sênior de operações do sistema de energia da Fingrid.

Algum contexto: O governo finlandês está planejando publicar um segundo documento no domingo propondo que o país se junte à Otan, disse o ministro das Relações Exteriores da Finlândia, Pekka Haavisto, a repórteres na quinta-feira.

A proposta seria então colocada em votação parlamentar com uma plenária marcada para segunda-feira (16) de manhã.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia disse que a possível adesão da Finlândia à Otan marca uma “mudança radical na política externa do país” e alertou sobre contramedidas.

“A Rússia será forçada a tomar medidas de retaliação, tanto de natureza militar-técnica quanto de outra natureza, a fim de interromper as ameaças à sua segurança nacional que surgem a esse respeito”, afirmou.

No final de abril, a Gazprom disse que interrompeu totalmente o fornecimento à empresa de gás polonesa PGNiG e à Bulgargaz da Bulgária depois que se recusaram a atender a uma demanda de Moscou de pagar em rublos em vez de euros ou dólares.

Após Finlândia, Suécia indica que pedirá ingresso na Otan

Um dia depois de a Finlândia anunciar formalmente que irá pedir entrada na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), a Suécia indicou nesta sexta-feira (13) que fará o mesmo. O governo sueco entregou ao Parlamento um relatório em que defende que o país passe a integrar a aliança militar ocidental e indica que deve apresentar candidatura na semana que vem.

A ministra de Relações Exteriores do país, Ann Linde afirmou que seu país está pronto para abandonar a neutralidade e que a entrada da Suécia na Otan vai estabilizar conflitos no mar Báltico.

“A adesão da Suécia à Otan aumentaria o limite para conflitos militares e, portanto, teria um efeito de prevenção de conflitos no norte da Europa“, disse Linde.

Desde o ano passado, Moscou tem aumentado a presença militar e exercícios de suas tropas no mar Báltico, para onde boa parte do território sueco e a costa oeste da Finlândia e da Rússia têm saída.

A expectativa do governo sueco é entregar a candidatura à Otan já na semana que vem.

O ministro da Defesa do país, Peter Hultqvist, disse nesta sexta-feira (13) saber dos riscos para seu país com a adesão à aliança militar, mas afirmou que suas tropas “estão preparadas” para qualquer retaliação de Moscou.

Há duas semanas, o Kremlin prometeu respostas “sem precedentes” caso Finlândia e Suécia se tornem membros da Otan, considerada pelo governo de Vladimir Putin um de seus principais inimigos atualmente.

“Caso a Suécia opte por entrar na Otan, há um risco de reação da Rússia. Mas tenho que frisar que estamos preparados para lidar com qualquer reposta deles”, declarou.

Militar russo de 21 anos é 1º acusado de crimes de guerra na Ucrânia

Um militar russo de 21 anos se tornou o primeiro acusado formalmente de cometer crimes de guerra na Ucrânia, informou nesta quarta-feira (11) o Ministério Público deste país.

O réu, identificado pela imprensa local como o sargento Vadim Shishimari, é acusado de matar um homem civil de 62 anos que andava de bicicleta em uma estrada perto de casa.

Essa é a primeira acusação por violação das leis e costumes da guerra, combinada com assassinato premeditado, movida contra os militares russos desde a invasão da Ucrânia.

Em nota, o gabinete da procuradora-geral da Ucrânia, Iryna Venediktova, informou que o acusado está atualmente detido em solo ucraniano.

Segundo a investigação, o acusado teria invadido a vila de Chupakhivka, na região de Sumy (norte da Ucrânia), em um carro roubado durante uma fuga.

Ele teria então avistado um morador da aldeia andando de bicicleta enquanto falava ao telefone e disparou contra ele para que a posição do grupo não fosse denunciada.

Em um post no Facebook, Venediktova informou que o acusado, se for condenado, poderá ser passar a vida toda na cadeia.

Ucrânia relata bombardeio de vilarejos perto da fronteira nordeste com a Rússia

À medida que os combates no nordeste da Ucrânia se aproximam da fronteira com a Rússia, as autoridades ucranianas afirmam que mais aldeias fronteiriças estão sendo atacadas pelas forças russas.

Uma pessoa foi morta quando a pequena vila de Novi Vykry foi bombardeada nesta quinta-feira (12) por uma barragem de 20 projéteis de artilharia, segundo autoridades ucranianas em Sumy.

O bombardeio de assentamentos fronteiriços em Sumy do outro lado da fronteira na Rússia aumentou nos últimos dias, ao mesmo tempo em que as forças ucranianas avançam em direção a uma seção diferente da fronteira internacional na região de Kharkiv.

Mais cedo na quinta-feira, as forças armadas ucranianas disseram que as forças russas lançaram um ataque aéreo no distrito de Shostka, na região de Sumy.

Ataque gera vazamento de nitrato de amônio na Ucrânia; substância causou catástrofe em Beirute em 2020

Um bombardeio na cidade de Sloviansk, no leste da Ucrânia, causou um vazamento de nitrato de amônio nesta quarta-feira (11). A substância, um fertilizante, é a mesma que já gerou grandes catástrofes como a explosão no porto de Beirute, no Líbano, em 2020.

Após o vazamento, autoridades de Sloviansk, na região de Kramatorsk, pediram que os moradores não saiam de suas casa, mas disseram que, de momento, não há risco para a população.

Imagens divulgadas por moradores nas redes sociais nesta quarta-feira (11) mostravam uma densa fumaça alaranjada sobre a região.

ONU diz que há ‘milhares de mortes’ a mais que a contagem oficial na Ucrânia

A Ucrânia teve “milhares” de mortos a mais do que os números oficiais contabilizam hoje, disse nesta terça-feira (10) a chefe da missão de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas no país, Matilda Bogner.

Em 76 dias de conflito, o governo ucraniano contabiliza oficialmente 3.381 mortos. A ONU, que enviou uma comissão ao país para apurar os danos da guerra, está fazendo um levantamento mais amplo desse número.

“Estamos trabalhando nas estimativas, mas de momento já posso dizer que (o número de mortes) é de milhares a mais que o número que passamos atualmente”, afirmou Bogner.

Ela ponderou, no entanto, que mesmo a nova contagem já pode estar defasada por conta da situação em Mariupol, cidade no sul da Ucrânia que a Rússia afirma ter conquistado.

Desde o início da guerra, tropas russas cercaram Mariupol, um dos principais focos de interesse de Moscou na Ucrânia, por conta de sua posição considerada estratégica para o Kremlin. A cidade portuária, que tem saída para o mar de Azov, fica posicionada entre a fronteira com a Rússia e a península da Crimeia, região ucraniana anexada por Moscou em 2014.

“O grande buraco negro é realmente Mariupol, onde tem sido difícil acessar e ter informações totalmente comprovadas”, disse Bogner.

Biden diz estar preocupado que Putin não tenha uma saída para guerra na Ucrânia

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse nesta segunda-feira que está preocupado que o presidente russo, Vladimir Putin, não tenha uma saída para a guerra da Ucrânia, e acrescentou que está tentando descobrir o que fazer em relação a essa situação.

Ele disse ainda, em um evento no jardim da Casa Branca: “Tenho certeza que Putin acreditava que poderia quebrar a Otan [Organização do Tratado do Atlântico Norte], que ele acreditava que poderia quebrar a União Europeia”. Biden ainda chamou o presidente russo de “muito calculista”.

Putin compara invasão da Ucrânia à vitória na 2ª Guerra Mundial

O presidente russo, Vladimir Putin, comparou nesta segunda-feira (9) a trajetória de suas tropas na invasão à Ucrânia à vitória de seu país sobre a Alemanha Nazista durante a 2ª Guerra Mundial. Em discurso sem novidades para celebrar o 77º Dia da Vitória, data que marca a derrota dos alemães na Rússia, Putin alegou que “foi forçado” pela Otan a atacar o país vizinho.

O discurso chamou a atenção dos países do Ocidente, que esperavam um anúncio de escalada na guerra da Ucrânia. O serviço de inteligência dos Estados Unidos afirmou na semana passada que Moscou poderia usar a data para fazer uma declaração formal de guerra. No entanto, Putin não fez nenhum novo anúncio e se dedicou a tentar incentivar suas tropas evocando os soldados da 2ª Guerra Mundial.

Dirigindo-se a centenas de militares na Praça Vermelha, Putin condenou o que chamou de ameaças externas para enfraquecer e dividir a Rússia, e repetiu argumentos familiares que ele usou para justificar sua invasão — que a OTAN estava criando ameaças logo em seguida. às suas fronteiras.

“Defender a pátria quando seu destino está sendo decidido sempre foi sagrado”, disse ele. “Hoje você está lutando por nosso povo em Donbas, pela segurança da Rússia, nossa pátria”.

Em 11 minutos de discurso, no entanto, Putin não mencionou a Ucrânia pelo nome, não fez nenhuma avaliação do progresso na guerra e não deu nenhuma indicação de quanto tempo poderia continuar.

Também não houve menção à batalha por Mariupol, a cidade no sul da Ucrânia que Moscou afirma ter conquistado, mas onde soldados ucranianos resistem no complexo metalúrgico de Azovstal.

Em “Dia da Vitória”, chanceler alemão diz que Putin “não vencerá esta guerra”

O chanceler alemão Olaf Scholz garantiu à Ucrânia a solidariedade em sua luta contra a invasão da Rússia durante um discurso televisionado para o país neste domingo (8), data em que se comemora o aniversário do final da Segunda Guerra Mundial no chamado Dia da Vitória.

“Putin não vencerá esta guerra. A Ucrânia perseverá”, disse Scholz.

A data assume significado especial neste ano, pois dois países que antes eram vítimas da Alemanha nazista – Ucrânia e Rússia – estão agora em guerra porque a Rússia a desencadeou, disse ele.

Scholz afirmou que a Alemanha auxiliará a Ucrânia com ajuda humanitária, financeira e militar. Não haveria paz ditada pela Rússia, ressaltou ele, ecoando comentários também feitos pelo presidente do Parlamento Alemão, Baerbel Bas, neste domingo.

Também em discurso neste Dia da Vitória, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky disse que o mal retornou à Ucrânia “de uma forma diferente, sob diferentes slogans, mas com o mesmo propósito”. O político afirmou, porém, que a Ucrânia e seus aliados vencerão o conflito.

“Nenhum mal pode escapar da responsabilidade, não pode se esconder em um bunker”, acrescentou em possível referência ao líder nazista Adolf Hitler, que passou os últimos dias de sua vida em um bunker em Berlim, onde cometeu suicídio nos últimos dias da guerra.

Na Rússia, o Dia da Vitória é celebrado em 9 de maio, e é um dos eventos nacionais mais importantes do país – uma lembrança dos enormes sacrifícios feitos pela União Soviética ao derrotar a Alemanha.

Ataque russo a escola deixa ao menos dois mortos na Ucrânia, diz governador de Luhansk

Ao menos duas pessoas foram mortas em um bombardeio russo a uma escola na vila de Bilohorivka, localizada em Luhansk, na , afirmou neste domingo (8) o governador da região, Serhiy Gaidai. Outras 60 pessoas estão sob os escombros da construção. O governo acredita que elas não estão vivas.

Em uma publicação na rede social Telegram, Gaidai afirmou que a Rússia lançou a bomba na tarde de sábado, no horário local, na escola. O explosivo provocou um incêndio que destruiu o prédio. Das 90 pessoas que estavam abrigadas, 30 foram resgatadas.

“O fogo foi extinto após quase quatro horas, então os escombros foram removidos e, infelizmente, os corpos de duas pessoas foram encontrados”, escreveu Gaidai. “Sessenta pessoas provavelmente morreram sob os escombros dos edifícios.”

Gaidai também disse que, de acordo com informações preliminares, o bombardeio na vila de Shypilovo destruiu uma casa e 11 pessoas permaneceram sob os escombros do prédio.

‘Rússia precisa devolver territórios’: a condição de Zelensky para negociar paz na Ucrânia

Qualquer acordo de paz com a Rússia depende de forças russas recuando para suas posições pré-invasão, disse neste sábado (7) o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.

Em conversa por vídeo na Chatham House, um instituto independente de política de Londres, Zelensky disse que isso é o mínimo que seu país pode aceitar.

Ele disse ser líder da “Ucrânia, e não uma mini-Ucrânia”. Mas ele não mencionou, em suas condições, a Crimeia, anexada pela Rússia em 2014. Zelensky quer que a Rússia devolva os territórios tomados após 24 de fevereiro, quando começou a invasão.

No estágio atual da guerra, a Rússia está tentando tomar controle total da cidade de Mariupol.

Forças ucranianas e alguns civis tentam resistir em uma siderúrgica, no sudeste da cidade, que tem sido submetida a violentos ataques russos.

Tomar Mariupol seria a maior conquista da Rússia em dois meses de guerra e daria ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, algo para comemorar em 9 de maio, que é o Dia da Vitória na Rússia — o dia em que o país lembra a vitória soviética sobre os nazistas na Segunda Guerra Mundial.

Falando de Kiev para a Chatham House em Londres, Zelensky disse que, para haver paz, não é aceitável que a Rússia mantenha o território que conquistou desde que invadiu a Ucrânia.

Investigação de agência aponta para pelo menos 600 mortos em ataque a teatro em Mariupol

Uma investigação feita pela agência de notícias americana ‘Associated Press’ apontou para a morte de, pelo menos, 600 pessoas no ataque russo a um teatro em Mariupol, na Ucrânia, que servia como refúgio para diversas famílias.

Oksana Syomina, ucraniana entrevistada, contou que para sair da construção teve que pisar sobre corpos.

“Os feridos gritavam, assim como aqueles que tentavam encontrar seus entes queridos”, contou.

Syomina, seu marido e cerca de 30 outros correram cegamente em direção ao mar e pela costa por quase cinco milhas (oito quilômetros) sem parar, o teatro em ruínas atrás deles.

“Todos os corpos ainda estão sob os escombros, porque os escombros ainda estão lá – ninguém os desenterrou. Essa se tornou uma grande vala comum”, disse Syomina.

Em meio a todos os horrores que se desenrolaram na guerra contra a Ucrânia, o bombardeio russo ao Teatro Acadêmico Regional de Drama de Donetsk, em Mariupol, em 16 de março, destaca-se como o ataque mais mortal conhecido contra civis até hoje.

Segundo o levantamento da agência, o bombardeio matou cerca de 600 pessoas dentro e fora do prédio. Isso é quase o dobro do número de mortos citado até agora, e muitos sobreviventes colocam o número ainda maior.

A investigação da AP recriou o que aconteceu dentro do teatro naquele dia a partir dos relatos de 23 sobreviventes, socorristas e pessoas intimamente familiarizadas com sua nova vida como abrigo antiaéreo. A AP também se baseou em dois conjuntos de plantas baixas do teatro, fotos e vídeos feitos antes, durante e depois daquele dia e feedback de especialistas que revisaram a metodologia.

Mulher apontada como namorada de Putin entra em lista de sanções da UE, dizem fontes

Alina Kabaeva, uma mulher que já foi romanticamente ligada ao presidente russo Vladimir Putin, está incluída no sexto pacote proposto de sanções da União Europeia contra a Rússia por sua invasão da Ucrânia, segundo duas fontes diplomáticas europeias ouvidas pela CNN.

Nesta fase, os nomes podem ser retirados ou adicionados a critério do estado-membro, disse uma fonte da Comissão da UE à CNN.

A UE não assinou oficialmente a proposta, mas pode fazê-lo nesta sexta-feira em uma reunião de embaixadores – atualmente em andamento na sede da UE em Bruxelas, Bélgica.

“As discussões estão acontecendo. Não é fácil, mas temos que esperar para ver”, disse uma das fontes diplomáticas à CNN na manhã de sexta-feira, horário local.

Kabaeva, nascida em 1983, foi ligada pela primeira vez a Putin há mais de uma década, quando era uma ginasta vencedora de medalhas. Putin negou um relacionamento com ela.

Em abril, o Wall Street Journal noticiou que autoridades norte-americanas estavam debatendo se deveriam ou não impor sanções a Kabaeva devido a preocupações de que a medida pudesse aumentar ainda mais as tensões porque poderia ser um golpe pessoal extremo para Putin.

O chefe da Igreja Ortodoxa Russa, Patriarca Kirill, também está entre os indivíduos que estão incluídos na proposta de sexta rodada de sanções da UE, segundo duas fontes que viram os documentos completos.

A UE vem intensificando sua ação econômica contra a Rússia desde o início da guerra na Ucrânia. Mais recentemente, o bloco propôs a proibição das importações de petróleo russo, algo que teria um grande impacto na economia da Rússia, embora a Hungria, um estado-membro da UE com laços estreitos com Putin, provavelmente frustre tais planos.

Rússia recua e garante que não usará armas nucleares na Ucrânia

Apesar da escalada das tensões entre a Rússia e o Ocidente nas últimas semanas, Moscou garantiu nesta sexta-feira (6) que não usará armas nucleares em ataques em território ucraniano.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Alexei Zaistev, afirmou que este tipo de armamento não faz parte da “operação especial militar”, como o Kremlin chama a guerra na Ucrânia.

A garantia é feita dois dias depois de a Rússia anunciar que testou mísseis com capacidade nuclear em uma base do país, deixando o mundo em alerta.

Ao longo das últimas semanas, o presidente russo, Vladimir Putin, fez repetidas ameaças de escalada da guerra a níveis sem precedentes. Na semana passada, diante do crescente envio de armas do Ocidente à Ucrânia, Putin prometeu “respostas fulminantes” a quem interferisse na guerra da Ucrânia.

O diretor da CIA, a agência de inteligência dos Estados Unidos, William Burns, já havia afirmado que o potencial de uso de armas nucleares não podia ser descartada.

Rússia diz ter matado mais de 600 combatentes ucranianos durante a noite

A Rússia disse nesta quinta-feira (5) que sua artilharia atingiu várias posições e fortalezas ucranianas durante a noite, matando mais de 600 combatentes. “As forças armadas da Federação Russa continuam a operação militar especial na Ucrânia“, disse o Ministério da Defesa.

“Mais de 600 nacionalistas e 61 unidades de armas e equipamentos militares foram destruídos”. O Ministério da Defesa também disse que seus mísseis destruíram equipamentos de aviação no aeródromo de Kanatovo, na região central de Kirovohrad, na Ucrânia, e um grande depósito de munição na cidade de Mykolaiv, no sul do país.

A Rússia enviou dezenas de milhares de soldados para a Ucrânia em 24 de fevereiro, no que tem chamado de operação especial para degradar as capacidades militares de seu vizinho do sul e erradicar pessoas que chamou de nazistas e nacionalistas perigosos.

As forças ucranianas montaram forte resistência e o Ocidente impôs sanções abrangentes à Rússia e cidadãos próximos ao governo de Vladimir Putin, em um esforço para forçá-la a retirar suas forças. Países membros da Otan tem enviado armas e equipamentos militares para as forças ucranianas.

Assessor de Zelensky acusa “distorção da verdade” em fala de Lula à ‘Time’

O assessor presidencial ucraniano Mykhailo Podolyak criticou, através de uma publicação no Twitter nesta quinta-feira (5), as declarações dadas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à revista ‘Time’.

“O ex-presidente brasileiro Lula da Silva fala sobre a culpa da Ucrânia ou do Ocidente na guerra. São tentativas russas de distorcer a verdade. É simples: a Rússia atacou traiçoeiramente a Ucrânia, a guerra é apenas no território da Ucrânia, a Rússia mata massivamente civis. Guerra clássica de destruição e ocupação”, publicou Podolyak.

Esta é a primeira vez, desde o início da guerra, que um membro do alto escalão do governo ucraniano se pronuncia sobre o Brasil.

Na entrevista, que foi capa da revista americana, o petista criticou a conduta do presidente Volodymyr Zelensky em relação à guerra.

Além de dizer que acha o comportamento do líder ucraniano “esquisito”, Lula afirmou que, assim como Vladimir Putin, Zelensky “quis a guerra”. “Se não quisesse a guerra, ele teria negociado um pouco mais.”

Diante das afirmações, a embaixada da Ucrânia no Brasil também reagiu, sugerindo que uma reunião seja marcada com o ex-presidente.

“A Embaixada planeja solicitar formalmente uma audiência do estimado ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva com o encarregado de Negócios da Ucrânia no Brasil Anatoliy Tkach para esclarecer a posição da Ucrânia”, diz o comunicado do órgão diplomático.

Rússia invade último ponto de resistência em Mariupol, diz Ucrânia

As tropas russas invadiram nesta quarta-feira (4) o território do complexo siderúrgico de Azovstal, o último ponto de resistência ucraniana na cidade de Mariupol, afirmou Kiev.

David Arakhamia, um chefe de comissão parlamentar ucraniano, informou à rádio “Free Europe” que o país permanece em contato com as forças ucranianas que defendem a siderúrgica.

“Tentativas de bombardeio no complexo acontecem pelo segundo dia seguido. Agora as tropas russas já estão no território”, disse Arakhamia.

Essa rádio é conhecida por levantar debates de liberdade e direitos humanos.