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Em visita de brasileiros, Papa Francisco ganha peça de Francisco Brennand

Nesta sexta-feira (20), o Papa Francisco recebeu no Vaticano um grupo de 20 bispos e um administrador diocesano, do Regional Nordeste 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

No encontro, que durou cerca de duas horas, entre o líder religioso e bispos do estado de Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, o Papa ressaltou a importância da proximidade com Deus e a necessidade de dedicar atenção aos mais pobres, principalmente após a pandemia da Covid-19.

Ao final da conversa, os religiosos pernambucanos deram um presente ao Papa, uma peça do artista plástico Francisco Brennand.

A visita ad Limina começou na segunda-feira (16) e, desde então, o grupo visitou organismos da Cúria Romana para troca de experiências e recebeu orientações da Igreja de acordo com a área dos departamentos.

Padre Reginaldo Veloso morre no Recife, aos 84 anos

O padre Reginaldo Veloso morreu aos 84 anos, no Recife. A morte aconteceu na noite da quinta-feira (19), por volta das 23h. O ex-pároco do Morro da Conceição, na Zona Norte da capital pernambucana, estava em tratamento contra um câncer.

O velório acontece, a partir das 15h, na Escola Estadual Padre João Barbosa, que fica na Praça do Morro da Conceição. O local e o horário do enterro do padre não foram divulgados pela família até a última atualização desta reportagem.

Padre Reginaldo deixou a esposa Edileuza Osório Pereira Veloso, com quem era casado desde 1994, e o único filho do casal, João José.

Pesar
Por meio de nota, o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), expressou “profundo pesar” pela morte do padre Reginaldo e afirmou se “solidarizar com seus familiares, amigos e seguidores neste momento de dor e tristeza”, além de desejar que “ele esteja em paz”.

No texto, o governador se referiu ao padre como “um humanista que dedicou sua vida às causas sociais e ao trabalho pelos mais necessitados” e falou sobre a trajetória do religioso.

“Nas décadas de 70 e 80, à frente da emblemática paróquia de Nossa Senhora da Conceição, no Recife, este alagoano de alma e cidadania pernambucana, adepto da Teologia da Libertação, deixou uma marca na luta contra a repressão e em favor de uma igreja democrática e do empoderamento popular, construindo uma bonita trajetória, recentemente retratada nas telas”, disse Paulo Câmara.

O monsenhor Luciano Brito, que é vigário geral da Arquidiocese de Olinda e Recife e responde pela instituição durante uma viagem de Dom Fernando para a Itália, também se pronunciou sobre a morte do padre Reginaldo através de uma nota de pesar.

“A Arquidiocese de Olinda e Recife vem expressar as mais sinceras condolências por sua morte à sua família e amigos”, declarou Luciano, no texto. Ele também falou sobre as contribuições do padre Reginaldo para a Igreja Católica.

“Reginaldo Veloso foi presbítero na Arquidiocese de Olinda e Recife, onde exerceu seu ministério sacerdotal na Paróquia Santa Maria Mãe de Deus, no bairro da Macaxeira, e na Paróquia Nossa Senhora da Conceição, no Morro da Conceição. Muito contribuiu para o Setor de Música Litúrgica da CNBB [Conferência Nacional dos Bispos do Brasil] com suas composições, muitas das quais cantadas nas celebrações litúrgicas em todo o Brasil”, disse o monsenhor.

O Movimento de Trabalhadores Cristãos – NE II também divulgou uma nota de pesar.

“Externamos a dor desta breve separação e nos solidarizamos com sua esposa Edileusa, com seu filho João José e com toda a família, amigos e amigas de Reginaldo neste momento. Pedimos a consolação nos braços amorosos do paizinho, na certeza do acolhimento de nosso irmão em sua luz e junto a todos os mártires de nossa gente”, afirmou.

Perfil

José Reginaldo Veloso de Araújo nasceu no município de São José da Lage, em Alagoas, no dia 3 de agosto de 1937. No ano de 1951, ele foi para o Seminário do Recife, onde fez o curso ginasial e estudou filosofia.

Em 1958, foi para Roma, onde estudou teologia e história da igreja até ser ordenado padre, em 1961. Após voltar ao Recife em fevereiro de 1966, foi professor do seminário por dois anos. Em 1968, assumiu a Paróquia de Santa Maria, no bairro da Macaxeira, na Zona Norte do Recife, onde ficou por dez anos.

Em maio de 1978, ele se tornou pároco de Nossa Senhora da Conceição, no morro onde existe o santuário da santa e no qual ele desenvolveu o trabalho com a comunidade que o tornou conhecido.

O padre Reginaldo foi um incentivadores das comunidades eclesiais de base, formadas por paroquianos que se organizavam para, como cristãos, atuar politicamente. O objetivo era melhorar a vida da população nos bairros mais pobres, em questões como direito à moradia e aos serviços públicos.

Por causa dessa atividade junto à comunidade, padre Reginaldo ganhou a admiração do arcebispo emérito de Olinda e Recife, dom Helder Câmara.

O padre Reginaldo foi perseguido pelo regime militar. Compositor de hinos religiosos, ele foi preso por fazer uma música em homenagem ao padre italiano Vitor Miracapilo, pároco do município de Ribeirão expulso do Brasil pelo governo militar no começo da década de 1980, acusado ser subversivo.

Em 1985, dom Helder Câmara deixou o comando da Arquidiocese de Olinda e Recife e foi substituído por dom José Cardoso Sobrinho, que era contrário à atuação das comunidades eclesiais de base.

No ano de 1989, dom José Cardoso Sobrinho destituiu o padre Reginaldo da Paróquia do Morro da Conceição e o suspendeu do exercício do sacerdócio. A alegação foi de que o padre incitava, nos fiéis, uma aversão ao arcebispo.

A comunidade do Morro da Conceição ficou solidária com o padre Reginaldo e protestou, mas a decisão não foi revogada pelo arcebispo. O padre se recusou a deixar a paróquia. A arquidiocese entrou na Justiça com um pedido de reintegração de posse para que um novo pároco pudesse assumir.

A comunidade do Morro da Conceição resistiu e foi necessária a intervenção da Polícia Militar (PM) para que a ordem judicial fosse cumprida. Padre Reginaldo teve que entregar a paróquia e deixou também a coordenação da tradicional Festa de Nossa Senhora da Conceição.

Mesmo sem atuar como sacerdote, padre Reginaldo continuou trabalhando junto às comunidades e aos movimentos sociais, na defesa das pessoas mais necessitadas.

Dom Egídio Bisol tem encontro com Papa Francisco

O bispo da Diocese de Afogados da Ingazeira, Dom Egídio Bisol, participou, nesta sexta-feira (20), ao lado de mais 19 bispos brasileiros, mais o presidente da CNBB Regional Nordeste 2 e bispo de Garanhuns, dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa da visita ad Limina, que começou na segunda-feira (16), na Congregação para a Educação Católica.

Segundo informações do Vatican News, desde então, o grupo visitou organismos da Cúria Romana para troca de experiências e receberam orientações da Igreja de acordo com a área dos departamentos.

Mas, segundo o presidente do Regional ao Vatican News, vieram até Roma, “em primeiro lugar, como peregrinos para rezar no túmulo dos Apóstolos Pedro e Paulo”.

Dom Paulo destacou também as celebrações realizadas nas quatro grandes basílicas de Roma, isto é, a de São Pedro, São Paulo Fora dos Muros, Santa Maria Maior e São João de Latrão. Outro elemento importante foi a hospedagem no Colégio Pio Brasileiro, em Roma.

Em entrevista ao Vatican News, dom Paulo comentou sobre a audiência que durou 2 horas:

“A primeira coisa que o Papa faz é quebrar todos os protocolos e formalidades. Ele nos deixa profundamente à vontade. Não houve discursos. Foi uma sentada para dialogar como irmãos: o Bispo de Roma e os bispos de igrejas particulares no Nordeste do Brasil. Partilhamos a vida, as nossas preocupações. O Papa tem um senso muito claro sobre a realidade que o nosso país vive, tem uma opinião muito clara contra todo tipo de clericalismo – essa cultura do clericalismo que destrói e é perniciosa. Ao mesmo tempo, o Papa nos falou de proximidade de ‘cercania’, proximidade com Deus, proximidade do bispo com o seu clero, proximidade com os outros irmãos bispos e proximidade com o povo. Conversamos sobre catequese e iniciação à vida cristã; o cuidado com os pobres, as consequências da pandemia, a presença dos bispos como irmãos mais velhos que acompanham, que oram, que participam da vida do seu povo e com o povo de Deus. E como o povo de Deus faz a vida cristã acontecer na porção do Povo de Deus que lhe foi confiado. Saímos daqui imensamente felizes, orando pelo Papa e também com a certeza de que o Papa ora por nós”.

Papa a bispos de Alagoas, Pernambuco, Paraíba e RN: sejam irmãos mais velhos que acompanham

O Papa Francisco recebeu em audiência nesta sexta-feira (20), no Vaticano, mais um grupo de brasileiros em visita ad Limina Apostolorum. Após encontrar os representantes do Rio Grande do Sul, Ceará e Piauí, chegou a vez dos 20 bispos e um administrador diocesano do Regional Nordeste 2 da CNBB, ou seja, do Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. Em entrevista ao Vatican News, dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa, bispo de Garanhuns, de Pernambuco, e presidente do Regional Nordeste 2, comentou sobre a audiência que durou 2 horas:

“A primeira coisa que o Papa faz é quebrar todos os protocolos e formalidades. Ele nos deixa profundamente à vontade. Não houve discursos. Foi uma sentada para dialogar como irmãos: o Bispo de Roma e os bispos de igrejas particulares no Nordeste do Brasil. Partilhamos a vida, as nossas preocupações. O Papa tem um senso muito claro sobre a realidade que o nosso país vive, tem uma opinião muito clara contra todo tipo de clericalismo – essa cultura do clericalismo que destrói e é perniciosa. Ao mesmo tempo, o Papa nos falou de proximidade de ‘cercania’, proximidade com Deus, proximidade do bispo com o seu clero, proximidade com os outros irmãos bispos e proximidade com o povo. Conversamos sobre catequese e iniciação à vida cristã; o cuidado com os pobres, as consequências da pandemia, a presença dos bispos como irmãos mais velhos que acompanham, que oram, que participam da vida do seu povo e com o povo de Deus. E como o povo de Deus faz a vida cristã acontecer na porção do Povo de Deus que lhe foi confiado. Saímos daqui imensamente felizes, orando pelo Papa e também com a certeza de que o Papa ora por nós.”

A passagem pelo Pio Brasileiro

A visita ad Limina começou na segunda-feira, dia 16, na Congregação para a Educação Católica. Desde então, o grupo visitou organismos da Cúria Romana para troca de experiências e receberam orientações da Igreja de acordo com a área dos departamentos. Mas, segundo o presidente do Regional, vieram até Roma, “em primeiro lugar, como peregrinos para rezar no túmulo dos Apóstolos Pedro e Paulo“. Dom Paulo destacou também as celebrações realizadas nas quatro grandes basílicas de Roma, isto é, a de São Pedro, São Paulo Fora dos Muros, Santa Maria Maior e São João de Latrão. Outro elemento importante foi a hospedagem no Colégio Pio Brasileiro, em Roma.

“Vivemos uma experiência muito bonita de comunhão, de unidade, de partilha, de convívio, de conversas, de brincadeiras e risos, de oração, de missa. Além do mais, o Colégio Pio Brasileiro é o coração do Brasil aqui em Roma. A partir do documento do Santo Padre, o Papa Francisco, ‘Praedicate Evangelium’, que na prática só entra em vigor no mês de junho, nós já percebemos o quanto mudou o espírito da visita ad Limina. Visitamos inúmeras congregações e dicastérios. O clima, como diz o próprio documento, fala desse clima de comunhão, sinodalidade e colegialidade. De fato houve um grande movimento e nós percebemos em cada dicastério e congregação esse movimento de abertura, de escuta, de partilha, de querer aprender, de querer escutar. Como vivem as igrejas locais e como realizam o trabalho pastoral e missionário.”

Dom Odilo Scherer testa positivo para Covid

O cardeal e arcebispo metropolitano de São Paulo, Dom Odilo Scherer, de 72 anos, testou positivo para Covid-19.

Segundo a assessoria de imprensa da Arquidiocese de São Paulo, ele passa bem e credita o quadro leve à proteção oferecida pelas quatro doses da vacina.

O diagnóstico foi confirmado na terça-feira (17) e, desde então, ele está trabalhando de casa, cumprindo a quarentena.

Ainda de acordo com a Arquidiocese, ele continua com seu programa diário de radio, no qual grava uma mensagem de dez minutos. As gravações são feitas por telefone e reproduzidas nas mídias digitais.

Diálogo e troca de experiências marcam o início da Visita ad Limina

Os bispos, arcebispos e o administrador diocesano do Regional Nordeste 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB NE2) estiveram em sete organismos da Cúria Romana, nos dois primeiros dias da Visita ad Limina Apostolorum. Em cada encontro, os pastores dividiram experiências e receberam orientações da Igreja de acordo com a área dos departamentos.

Os membros do episcopado participam juntos de todas as reuniões, sempre após a celebração da Santa Missa em uma basílica papal. No entanto, em cada dicastério, congregação, comissão ou secretaria um pastor é destacado para saudar os presentes e abrir a conversa que dura cerca de um hora.

A programação de reuniões teve início na segunda-feira (16) na Congregação para a Educação Católica com a saudação do bispo da Diocese de Mossoró (RN), dom Mariano Manzana. Em seguida, a comitiva da CNBB NE2 esteve na Congregação para a Causa dos Santos, onde o arcebispo de Olinda e Recife (PE), dom Fernando Saburido, fez a abertura do encontro.

O primeiro dia oficial da Visita ad Limina encerrou com um momento do episcopado do Nordeste 2 com representantes do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização. O diálogo foi aberto pelo bispo da Diocese de Guarabira (PB), dom Aldemiro Sena.

Nesta terça-feira (17), após Missa na Missa na Basílica de São João de Latrão, que é a Catedral de Roma, o bispo de Garanhuns (PE) e presidente da CNBB NE2, dom Paulo Jackson abriu o encontro na Congregação para os Bispos. O organismo tem como secretário um brasileiro, o arcebispo Ilson de Jesus Montanari.

Seguindo com a programação, os religiosos foram à Secretaria de Estado da Santa Sé, setor responsável pelas relações diplomáticas da Igreja com as nações. Nessa reunião, a saudação e a mensagem de abertura foram feitas pelo bispo da Diocese de Caicó (RN) e vice-presidente da CNBB NE2, dom Antônio Carlos Cruz Santos.

“Eles sempre abrem um momento para perguntas e para o diálogo. É sempre muito enriquecedor”, avalia dom Antônio Carlos.

O bispo da Diocese de Cajazeiras (PB) e secretário-geral da CNBB NE2, dom Francisco de Sales iniciou a audiência na Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. O segundo dia da Visita ad Limina foi concluída com o encontro na Comissão para a América Latina aberto pelo bispo da Diocese de Petrolina (PE), dom Francisco Canindé.

Agenda
Quarta-feira, 18 de maio:
7h30 – Santa Missa na Basílica de Santa Maria Maior
9h30 – Congregação para o Clero
11h – Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica
12h – Congregação para a Doutrina da Fé
17h – Dicastério para a Comunicação

Mais cedo, o blog noticiou que o bispo da Diocese de Afogados da Ingazeira, Dom Egídio Bisol – presidiu a Santa Missa na Basílica de São João de Latrão, em Roma.

Durante visita Ad limina Apostolorum, Dom Egidio preside Santa Missa na Basílica de São João de Latrão, em Roma

Hoje, segundo da visita Ad limina Apostolorum, aconteceu a celebração da Santa Missa na Basílica São João de Latrão, sob a presidência de Dom Egídio Bisol, bispo de Afogados da Ingazeira. Os concelebrantes principais foram, Dom Mariano Manzana e Dom Francisco Sales, bispo de Mossoró e de Cajazeiras, respectivamente.

Após a Santa Missa, os bispos participam de audiências no Dicastério para os Bispos, em seguida, Secretaria de Estado e segunda seção, Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos e, por último, a Comissão para América Latina.

Continuemos em oração pelo bom êxito dos nossos bispos na visita Ad Limina Apostolorum.

As informações e fotos são de Pe. Felipe Xavier e Pe. Francisco Fernandes para o ReCoNe 2.

Papa canoniza dez santos, incluindo padre holandês morto por nazistas

O papa Francisco canonizou neste domingo dez novos santos da Igreja Católica Romana, incluindo um padre holandês antinazista assassinado no campo de concentração de Dachau e um monge eremita francês assassinado na Argélia.

Aos 85 anos e usando cadeira de rodas devido a dores no joelho e na perna, o papa foi levado ao altar no início da cerimônia, que contou com a presença de mais de 50 mil pessoas na Praça de São Pedro. Foi uma das maiores aglomerações desde a flexibilização das restrições contra a Covid no início deste ano.

Francisco mancou em direção a uma cadeira atrás do altar, mas se levantou para cumprimentar individualmente alguns participantes. Ele leu sua homilia sentado, mas ficou de pé durante outras partes da missa e realizou a leitura com voz forte, muitas vezes saindo do roteiro, e depois caminhou para cumprimentar os cardeais do Vaticano.

Francisco leu as proclamações de canonização sentado em frente ao altar e ouviu salvas de palmas a cada um dos dez novos santos proclamados.

Titus Brandsma, que era membro da ordem religiosa carmelita e atuou como presidente da universidade católica de Nijmegen, começou a se manifestar contra a ideologia nazista antes mesmo da Segunda Guerra Mundial e da invasão alemã da Holanda em 1940.

Durante a ocupação nazista, ele se manifestou contra leis antijudaicas e pediu aos jornais católicos holandeses que não publicassem propaganda nazista.

Ele foi preso em 1942 e mantido em prisões holandesas antes de ser levado para Dachau, perto de Munique, onde foi submetido a experimentos biológicos e morto por injeção letal no mesmo ano, aos 61 anos. Ele é considerado um mártir, tendo morrido pelo que a Igreja chama de “ódio à fé”.

O outro novo santo conhecido é Charles de Foucauld, um nobre francês, soldado, explorador e geógrafo do século XIX que mais tarde passou por uma conversão e se tornou padre, vivendo como eremita entre os pobres berberes no norte da África. Ele publicou o primeiro dicionário tuaregue-francês e traduziu poemas tuaregues para o francês. De Foucauld foi morto durante uma tentativa de sequestro por invasores beduínos na Argélia em 1916.

Entre os outros oito que foram canonizados neste domingo estão Devasahayam Pillai, que morreu por se converter ao cristianismo na Índia do século 18, e Cesar de Bus, um padre francês do século 16 que fundou uma ordem religiosa.

Os outros eram dois padres italianos, três freiras italianas e uma freira francesa, todos tendo vivido entre os séculos XVI e XX.

Missa marca 30º dias da morte do Monsenhor João Carlos

Há exatos trinta dias o Monsenhor João Carlos Acioly Paz, Vigário Geral da Diocese, Pároco da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus e Presidente da Fundação Cultural Senhor Bom Jesus dos Remédios – partia para eternidade, em plena Sexta-feira Santa e da Paixão do Senhor.

O anúncio da morte do sacerdote foi realizado pelo Bispo Diocesano, Dom Egídio Bisol, durante a Liturgia da Paixão do Senhor.

Neste domingo, 15 de maio, a diocese celebrou em memória do Monsenhor. As celebrações aconteceram em todo território diocesano e adjacente.

Em Afogados, o Pároco da Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios, Gilvam Bezerra, presidiu a Concelebração Eucarística do 5 Domingo da Páscoa. Os padres Aldo Guedes e Josenildo Nunes participaram da liturgia.

Ao término da celebração, Maria José Acioly, irmã do sacerdote, agradeceu as inúmeras mensagens de carinho e solidariedade durante este momento.

O Pe. Josenildo Nunes de Oliveira, Pároco da Paróquia de Nossa Senhora da Penha e novo Vigário Geral da Diocese – cantou a música ‘A Lista’ de Oswaldo Montenegro, em homenagem ao sacerdote. Monsenhor João Carlos era apaixonado pela canção.

Papa Francisco canoniza primeira santa do Uruguai

O Papa Francisco canonizou 10 novos santos, incluindo a primeira santa do Uruguai, a religiosa ítalo-uruguaia Francisca Rubatto, diante de milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro, neste domingo (15).

O pontífice argentino, vestido com paramentos sagrados de cor branca e que permaneceu sentado devido às dores no joelho, pronunciou a frase com a qual proclamou Rubatto (1844-1904), que dedicou parte de sua vida a ajudar os pobres de vários países da América do Sul, como santa.

Durante a cerimônia, a primeira em três anos devido à pandemia de Covid, o papa canonizou outros nove santos, incluindo o francês Charles de Foucauld (1858-1916), o jornalista holandês Titus Brandsma, executado no campo de extermínio nazista de Dachau, em 1942, e Lázaro, um mártir indiano do século XVIII.

“Estes santos fomentaram o crescimento social e espiritual, enquanto tristemente aumentam as tensões, as guerras e as distâncias no mundo. Que os novos santos inspirem o diálogo e especialmente o coração e a mente dos que têm postos de responsabilidade e são chamados a serem protagonistas da paz e não da guerra”, afirmou Francisco ao final da cerimônia.

Durante a missa em latim foi pronunciado o tradicional verso que pede que os 10 candidatos sejam inscritos no chamado Livro dos Santos para que sejam venerados pela Igreja.

Esta é uma das canonizações mais numerosas da história, com a presença de delegações de vários países da Europa, África e América Latina, além de parentes e integrantes de ordens religiosas.

Missas de trigésimo dia por Monsenhor João Acioly ocorrem neste fim de semana

A Diocese de Afogados da Ingazeira e a família Acioly definiram locais, dias e horários das celebrações de trigésimo dia pela alma do Monsenhor João Carlos Acioly Paz, falecido em 15 de abril.

Neste sábado, dia 14, a celebração acontece na Matriz do Sagrado Coração de Jesus, em Tuparetama, às 19 horas.

No domingo, dia 15, haverá celebração na Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios, Afogados da Ingazeira, às 18 horas. No mesmo dia e horário será celebrada uma missa em Recife na Matriz do Pina, na Avenida Herculano Bandeira.

Monsenhor João Carlos Acioly era Vigário Geral da Diocese de Afogados da Ingazeira, Presidente da Fundação Cultural Senhor Bom Jesus dos Remédios e Pároco do Sagrado Coração de Jesus em Tupareatama, com extensa contribuição pastoral e administrativa à Igreja do Pajeú e nas instituições que geriu.

Menos vocações sacerdotais e religiosas no Brasil preocupa comissão da CNBB

Dom João Francisco Salm, presidente da Comissão dos Ministérios Ordenados e da Vida Consagrada da CNBB, concede entrevista ao Vatican News e confirma que a realidade das vocações tem preocupado a Igreja no Brasil: “tem caído muito as vocações da Vida Consagrada com congregações que estão com membros praticamente todos idosos. É preocupante porque dentro de 10, 15 anos não teremos uma reposição com novas vocações”.

A visita ad Limina dos bispos gaúchos ao Vaticano na primeira semana de maio foi uma oportunidade também de conhecer o trabalho realizado pelos prelados, como de dom João Francisco Salm, bispo de Novo Hamburgo/RS e presidente da Comissão dos Ministérios Ordenados e da Vida Consagrada da CNBB. Os organismos atuam em questões ligadas à Pastoral Vocacional, ao serviço de animação vocacional, à formação dos presbíteros, além da vida dos padres, dos diáconos e das pessoas dos institutos de Vida Consagrada.

Em entrevista a Silvonei José, do Vatican News, dom João tocou num assunto delicado, já que a realidade das vocações tem preocupado a Igreja no Brasil:

“Tem caído muito as vocações da Vida Consagrada e temos congregações que estão com seus membros praticamente todos idosos ou idosas, que é o caso mais comum entre a Vida Consagrada feminina. É preocupante isso, porque dentro de 10, 15 anos esse pessoal não existirá mais entre nós, e nós não estamos tendo uma reposição com novas vocações.”

A preocupação de dom João é confirmada com os dados divulgados em 2022 pelo Anuário Estatístico da Igreja (Annuarium Statisticum Ecclesiae), o mais recente, mas referentes aos anos de 2019 e 2020: o número de batizados no mundo está aumentando proporcionalmente à população, mas o número de padres e bispos diminuiu. O número de candidatos ao sacerdócio caiu de 114.058 em 2019 para 111.855 em 2020, com exceção da África. O número de seminaristas na América, por exemplo, diminuiu em 4,2%.

Esses dados, no entanto, segundo reportagem da ACI Digital, não alteram o peso continental do número de padres: a Europa representa 40% dos padres do mundo, a América 29,3%, a Ásia 17,3%, a África 12,3% e a Oceania 1,1%.

Segundo dom João, a causa na diminuição tem uma dimensão complexa, mas começando pela mudança de época e o modo mais superficial de viver a fé. Para tentar mudar essa realidade, a partir da Festa de Cristo Rei deste ano, em 20 de novembro, irá partir um Ano Vocacional no Brasil, aprovado em assembleia dos bispos do ano passado. Além disso, a Igreja tem investido muito na Iniciação à Vida Cristã, de inspiração catecumenal, para levar os catequisandos ao encontro com Cristo e à pertença à comunidade para juntos se tornarem missionários:

“Para termos vocações à Vida Consagrada e à Vida Sacerdotal, precisamos dar aos possíveis candidatos a possibilidade da experiência do encontro com Jesus. Outra coisa é que estamos num tempo de comunicações, em que crianças e jovens estão logo em contato com o mundo, com ofertas mais diferentes e nem sempre com a mesma intensidade têm contato com aqueles que são os nossos modos de participar da Igreja.”

Outra causa salientada pelo bispo de Novo Hamburgo tem origem em famílias com poucos filhos, “numa época altamente desafiadora para levar o jovem ao encontro com Jesus”:

“Essa crise faz parte de um novo passo, de uma nova realidade. Nós vivíamos num tempo em que nas comunidades o ambiente era de Igreja. Eu vivi não só numa família cristã, mas numa comunidade cristã em que todos nós praticávamos juntos; os filhos eram educados por todas as famílias; e vivíamos a fé. Então, era espontâneo, era natural nascer ali, criar-se ali e ser um cristão católico. Hoje não é mais assim. O cristão não nasce cristão, ele se faz.”

“Assim como nós, no nosso tempo, os jovens de hoje têm dentro de si o desejo de Deus, de viver aquilo que a proposta do Evangelho. Nós precisamos achar um jeito de apresentar isso às crianças e aos jovens.”

Um trabalho importante enaltecido por dom João diz respeito à educação ao Evangelho dentro de casa, na família, para voltar “ao primeiro anúncio”, porque hoje existe “a quebra da evangelização, já que os pais não falam mais aos filhos de Jesus Cristo e da Igreja, não ensinam nem o sinal da cruz e muitos nem levam para batizar”. A “experiência do encontro”, segundo o bispo, deve acontecer para se redescobrir a vivência cristã e, assim, enfrentar o mundo, e não contrário, esperar o mundo estar favorável para se criar oportunidades.

Dom Egídio Bisol nomeia Pe. Josenildo Nunes como novo Vigário Geral da Diocese de Afogados

O bispo diocesano de Afogados da Ingazeira, Dom Egídio Bisol, nomeou nesta segunda-feira (9), o Pe. Josenildo Nunes de Oliveira para exercer a função de Vigário Geral da Diocese.

O sacerdote tem 50 anos e foi ordenado em 4 de dezembro de 1998, na Matriz de Nossa Senhora da Conceição, em Flores – PE.

Padre Josenildo teve passagens pelas paróquias do Senhor Bom Jesus dos Remédios e São Francisco, em Afogados da Ingazeira, e Santo Antônio, em Patos-PB.

Atualmente, o presbítero é Pároco da Paróquia de Nossa Senhora da Penha, em Serra Talhada -PE e Gerente Administrativo Adjunto da Rádio Pajeú

O Vigário geral é um padre escolhido pelo bispo diocesano que delega poder ordinário para ajudá-lo no governo de toda a diocese. De acordo com o Código de Direito Canônico, “compete ao vigário geral o poder executivo que, por direito, pertence ao bispo diocesano, para praticar os atos administrativos, exceto aqueles que o Bispo tenha reservado a si, ou que, pelo direito, requeiram mandado especial do Bispo” (Cân. 479).

Padre Josenildo substitui o Monsenhor João Carlos Acioly Paz, falecido em 15 de abril de 2022.

Padre Josenildo é uma das referências da Diocese em liturgia. Ele também é compositor, tendo músicas em trilhas sonoras de Campanhas da Fraternidade, da CNBB. 

Papa aparece em cadeira de rodas pela 1ª vez após inflamação em joelho

O Papa Francisco apareceu em cadeira de rodas pela primeira vez desde o início de uma inflamação em seu joelho que vem causando problemas de mobilidade ao pontífice.

Francisco, 85, foi a uma audiência de freiras de cadeira de rodas na manhã desta quinta-feira (5) no Vaticano.

Desde a última inflamação que teve no joelho, há dois meses, ele cancelou ou reduziu compromissos, fez missa sentado e tem conseguido caminhar, porém com dificuldade e ajuda. No entanto, o Papa afirmou que médicos darão injeções no joelho para ajudá-lo a ter mais mobilidade novamente.

Críticas à guerra

Apesar dos problemas de mobilidade, o Papa Francisco tem exercido um papel ativo nas críticas aos ataques da Rússia em território ucraniano, tema que domina a maior parte de seus discursos desde o início da guerra, em 24 de fevereiro.

Na quarta-feira (5), o pontífice foi criticado pelo líder da Igreja Ortodoxa da Rússia, o patriarca Kirill, que repreendeu uma fala de Francisco. O Papa havia criticado o apoio de Kirill à guerra da Ucrânia e disse que ele “não pode ser um coroinha de (Vladimir) Putin”, de quem o patriarca é próximo.

Também na quarta-feira, o Kremlin avisou que não aceitou, por enquanto, um pedido do Vaticano para que Francisco se reúna com o presidente russo em Moscou. Segundo o governo do país, não houve acordo para a audiência.

Beatificação da cearense Menina Benigna é marcada para 24 de outubro pelo Vaticano

A oficialização do processo de beatificação de Benigna Cardoso da Silva, conhecida como ‘Menina Benigna’, vai ocorrer no dia 24 de outubro, conforme anunciou a Diocese do município do Crato, no Ceará nesta segunda-feira (2). Em 2019, o Papa Francisco autorizou o processo, para que ela se torne a primeira beata cearense e a quarta mártir do Brasil. A beatificação faz parte do processo para tornar Benigna uma santa para a Igreja Católica, faltando a canonização.

Para Dom Magnus Henrique Lopes, bispo diocesano do Crato, o reconhecimento de Menina Benigna como beata é uma forma de apresentar à sociedade um modelo de santidade a ser seguido.

“Na beatificação a Igreja apresenta, sobe para os altares uma vida que procurou plenamente viver o evangelho. Quando a Igreja reconhece a beatificação de um homem, de uma mulher significa que ser santo é possível. O que estamos precisando para a sociedade é de modelos de santidade como este”, disse.

Benigna nasceu em 15 de outubro de 1928 no Sítio Oiti, em Santana do Cariri, no interior cearense. No dia 24 de outubro de 1941, foi assassinada aos 13 anos por Raul Alves com golpes de facão, ao recusar ter relações sexuais com ele, que morava no mesmo município.

Após a morte, a menina passou a ser venerada como mártir na região do Cariri. Benigna virou símbolo da resistência contra feminicídio e violência sexual contra crianças e adolescentes após ser assassinada. A recusa da adolescente, junto a fé e devoção cristã, tornaram Benigna uma mártir, que move romarias até hoje.

A cerimônia de oficialização pelo Vaticano é a única peça que falta para que a Menina Benigna se torne a primeira beata do Ceará reconhecida oficialmente e a quarta brasileira mártir.

A solenidade de beatificação estava suspensa. Deveria ter ocorrido em outubro de 2020, mas devido à pandemia de Covid-19, o Vaticano adiou a data, e seguiu sem data definida.

“A expectativa é muito grande por essa solenidade, já são dois anos esperando. Desde quando o Papa Francisco assinou o decreto reconhecendo o martírio. Só falta, no momento, a cerimônia para que Benigna seja declarada beata ou bem-aventurada, como pode ser chamada”, disse Ypsilon Felix, organizador de romarias em homenagem à menina.

Líder ortodoxo russo repreende Papa por fala sobre sua relação com Putin e eleva tensão entre as duas igrejas

O líder da Igreja Ortodoxa russa, o Patriarca Kirill, repreendeu nesta quarta-feira (4) o Papa Francisco por uma fala do pontífice criticando a proximidade de Kirill com o presidente da Rússia, Vladimir Putin.

O Papa disse ao jornal italiano “Corriere Della Sera” na terça-feir (3) que o patriarca Kirill “não pode se tornar o coroinha de Putin”. Kirill é um forte aliado do presidente russo e apoia a invasão da Rússia à Ucrânia.

Nesta quarta-feira, o líder ortodoxo declarou, através de um comunicado, que Francisco usou “o tom errado” ao se referir a ele dessa maneira. A Igreja Ortodoxa chamou o episódio de “lamentável”.

“O Papa Francisco escolheu um tom incorreto. Essas declarações dificilmente contribuirão para o estabelecimento de um diálogo construtivo entre a Igreja Católica Romana e as Igrejas Ortodoxas Russas”, afirmou o Patriarcado de Moscou em um comunicado.

As declarações elevam as tensões entre as duas igrejas, que vinham ensaiando um diálogo. Em 2016, Francisco e Kirill mantiveram um encontro histórico em Cuba. Há um mês e meio, os dois líderes religiosos haviam se falado por telefone.

Ambos tinham um encontro agendado para junho em Israel, mas, na semana passada, o Papa anunciou que decidiu cancelar a reunião após ser aconselhado pelo Vaticano, por conta da postura de Kirill sobre a guerra.

O líder ortodoxo tem defendido as investidas das tropas russas desde o início da invasão de seu país à Ucrânia, o que abriu fendas dentro da própria Igreja Ortodoxa Russa, a maior entre as Igrejas Ortodoxas, que romperam com o cristianismo do Ocidente em 1054.

O Vaticano ainda não se manifestou sobre as declarações do líder da Igreja Ortodoxa russa.

Bispos divulgam mensagem ao povo brasileiro: Fé, esperança e corajoso compromisso com a vida e o Brasil

A 59ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) aprovou a tradicional Mensagem ao Povo Brasileiro. O texto apresenta “uma mensagem de fé, esperança e corajoso compromisso com a vida e o Brasil”.

Os bispos lembraram da solidariedade para a superação da pandemia, agradeceram às famílias e agentes educativos pelo cuidado no campo da educação e dedicaram reflexões sobre a realidade do país, cujo quadro atual “é gravíssimo”. Para os bispos, “o Brasil não vai bem!”.

Diante da complexa e sistêmica crise ética, econômica, social e política, a CNBB espera que os governantes “promovam grandes e urgentes mudanças, em harmonia com os poderes da República, atendo-se aos princípios e aos valores da Constituição de 1988”.

A mensagem também aborda o processo eleitoral deste ano, envolto “de incertezas e radicalismos, mas, potencialmente carregado de esperança”. Também chama atenção para as ameaças ao pleito, além de reforçar um apelo pela democracia brasileira.

Papa Francisco aborda conflito histórico: a relação entre sogras, noras e genros

O Papa Francisco tratou, nesta quarta-feira (27), de um conflito ao defender as sogras, afirmando que elas são vítimas de “clichês” triviais, ao mesmo tempo em que insistiu que elas precisam “prestar atenção a [seu] linguajar” na hora de se relacionar com suas noras.

Durante sua audiência geral na Praça de São Pedro, dedicada à relação entre as gerações, o pontífice fez um longo discurso sobre “a personagem mítica” da sogra.

“Eu não diria que as sogras são vistas como se fossem o diabo, mas é certo que elas são tratadas de forma pejorativa. Porém, a sogra é a mãe de seu marido e a mãe de sua esposa”, declarou.

“Dizemos que a sogra, quanto mais longe estiver, melhor. Mas não, ela é mãe e uma anciã. Uma das coisas mais bonitas para uma mulher é ter netos. Quando os filhos têm crianças, ela volta a viver”, continuou o papa argentino, de 85 anos.

O líder católico também mandou um recado para as noras. “Cuidem das relações com suas sogras. Às vezes, elas são um pouco especiais, mas vocês não deram à luz a seu cônjuge”, afirmou.

E para as sogras, Francisco fez a seguinte advertência: “Tenham cuidado com a língua, porque a língua é um dos maiores pecados das sogras”, de acordo com a agência italiana Ansa. O papa ainda disse que os ciúmes que as sogras podem sentir de seus filhos pode ser um perigo.

Papa Francisco cancela atividades do dia por causa de dor no joelho e pede desculpas em audiência semanal

O Papa Francisco teve que cancelar seus eventos nessa terça-feira (26) por causa de uma inflamação no joelho.

Uma declaração do Vaticano disse que seus médicos recomendaram descanso e pediram para ele não participar na reunião internacional do conselhos dos cardeais, apesar de que ele ficaria sentado o tempo todo.

O papa, que tem 85 anos, sofre de dores ciáticas na perna direita e recentemente teve crises de dor em seu joelho direito, que fizeram com que ele mancasse durante algumas atividades.

Na sexta-feira (22), ele suspendeu suas atividades para a realização de exames médicos.

Por conta das dores, ele leu a maior parte de seu pronunciamento do domingo de Páscoa sentado na varanda da Basílica de São Pedro. No dia anterior, o papa compareceu, mas não presidiu o serviço de vigília de Páscoa, ficando sentado pela maior parte do tempo.

Nesta quarta, o Papa Francisco pediu desculpas por permanecer sentado durante a audiência semanal e afirmou que dores no joelho o obrigaram a cancelar vários compromissos dos últimos dias.

“Peço desculpas porque vou cumprimentá-los sentado. Este joelho demora a cicatrizar e não posso ficar de pé por muito tempo”, disse o pontífice ao público na Praça de São Pedro.

“Peço desculpas por isto, obrigado”, acrescentou o religioso de 85 anos, que foi aplaudido pela multidão.

Papa cancela encontro com líder da Igreja Ortodoxa russa, aliado de Putin

O Papa Francisco afirmou nesta sexta-feira (22) que decidiu suspender um encontro que teria em junho com o líder da Igreja Ortodoxa da Rússia, favorável à guerra na Ucrânia.

O Patriarca Kirill, que lidera a igreja, é aliado do presidente da Rússia, Vladimir Putin.

O Vaticano planejava um encontro entre os dois em Jerusalém, em 14 de junho, após uma viagem de Francisco ao Líbano. No entanto, o pontífice afirmou ao jornal “La Nación” que o encontro foi suspenso por recomendação de diplomatas do Vaticano.

A posição de Kirill causou indignação e divisão em setores da Igreja Ortodoxa ao redor do mundo, gerando uma rebelião interna sem precedentes.

Já o Papa Francisco vem criticando seguidamente a guerra na Ucrânia e até o próprio Vladimir Putin, que é membro da Igreja Ortodoxa da Rússia.

Diocese de Afogados celebra missa de sétimo dia do Monsenhor João Carlos

O bispo da diocese de Afogados da Ingazeira, dom Egidio Bisol, presidiu na tarde/noite desta quinta (21), na Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios, a missa de sétimo dia pelo falecimento do Monsenhor João Carlos Acioly Paz.

Estiveram presentes, o ex-bispo da diocese de Afogados da Ingazeira, dom Luís Gonzaga da Silva Pepeu e representando o Regional Nordeste 2 o bispo de Cajazeiras, dom Francisco de Sales, além de vários padres da diocese e de outras dioceses.

Dom Egidio saudou aos que estavam presentes participando desse momento tão difícil por qual passa a diocese. “É bom sentirmos essa unidade, de momentos complicados, difíceis e dolorosos como esse. Isso também nos ajuda a continuarmos a nossa caminhada, com fé, esperança. Seguindo também o exemplo daqueles que foram à nossa frente”, disse o bispo.

A homilia ficou por conta do bispo de Cajazeiras e secretário da CNBB do Regional Nordeste 2, dom Francisco de Sales, que falou da pessoa que foi o Monsenhor João Carlos. “Ele de forma humilde e discreta, como bem o conhecemos, buscou tecer a trama de sua existência, unindo-a com fio dourado do serviço e do amor a Cristo, à Igreja, ao sacerdócio, a cada pessoa que dele se aproximava, não dispensando a alegria e o bom humor como expressões de sua fidelidade ao dom e a missão que ele recebeu”, pontuou dom Francisco de Sales.

Diocese emite nota de agradecimento pelas demonstrações de solidariedade em virtude do falecimento do Monsenhor João Carlos

A Diocese de Afogados da Ingazeira-PE, por meio de seu bispo diocesano dom Egidio Bisol, manifestou votos de agradecimento pelas demonstrações de solidariedade que a diocese recebeu por ocasião da páscoa do Mons. João Carlos Acioly Paz, ocorrida na última sexta-feira, 15 de abril.

Com seu jeito peculiar e articulado, o Mons. João Carlos era muito querido território diocesano, em outras regiões do Pernambuco, bem como em outros estados. A morte do sacerdote repercutiu muito no último fim de semana.

A nota assinada por dom Egidio comunica ainda os horários e locais para as celebrações de sétimo dia. Quinta-feira, 21 de abril, às 17h, na Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios, em Afogados da Ingazeira. Sexta-feira, 22 de abril, às 19h, na Matriz do Sagrado Coração de Jesus, em Tuparetama.

O Monsenhor tinha 61 anos e não o resistiu a um quadro de câncer de pâncreas que apresentou complicações depois de dois anos de tratamento. O sacerdote era natural de Jabitacá, distrito de Iguaracy em 10 de julho de 1960.

Na ‘Páscoa da guerra’, Papa Francisco faz críticas implícitas à Rússia

O Papa Francisco criticou de maneira implícita a Rússia por arrastar a Ucrânia para um conflito “cruel e sem sentido” e pediu aos líderes que lutem pela paz ao celebrar o que chamou de “Páscoa da guerra” neste domingo (17).

Aos 85 anos, o Papa fez os comentários durante sua bênção “Urbi et Orbi” (à cidade e ao mundo) – tradicionalmente uma visão geral dos conflitos mundiais – para cerca de 100 mil pessoas na Praça de São Pedro.

Foi a primeira Páscoa desde 2019 que o público teve permissão para entrar na praça e ouvir seu discurso, após dois anos de restrições devido à Covid-19.

Francisco dedicou grande parte da mensagem à Ucrânia, comparando o choque de outra guerra na Europa ao choque dos apóstolos quando viram Jesus ressuscitado segundo o evangelho.

“Nossos olhos também estão incrédulos nesta Páscoa de guerra. Vimos muito sangue, muita violência. Nossos corações também se encheram de medo e angústia, como muitos de nossos irmãos e irmãs tiveram de se esconder para se salvar de bombardeios”, disse ele.

“Que haja paz para a Ucrânia devastada pela guerra, tão duramente provada pela violência e destruição dessa guerra cruel e sem sentido para a qual foi arrastada”, disse ele.

Diocese de Salgueiro emite nota de pesar pela morte do Monsenhor João Carlos

Acompanhe a nota:

“A Diocese de Salgueiro se solidariza pela a morte do estimado irmão e amigo. Nossos sentimentos e orações a Diocese de Afogados e Familiares do Monsenhor.

Mons. Acioly foi um grande Servo de Deus e um bom amigo para a nossa Diocese. Ele exerceu o sacerdócio por mais de 37 anos. Como Doutor pelo Pontifício Instituto Superior de Direito Canônico (RJ), presidiu o Tribunal Eclesiástico do Regional Nordeste II da CNBB, responsável pela estruturação do espaço e interlocução com Dioceses de todo o Regional.

Nossos sentimentos e orações a Diocese de Afogados e os familiares do Monsenhor. Descanse em paz!”.

Papa Francisco visita prisão italiana para tradicional missa de lava-pés

O papa Francisco visitou uma prisão italiana para uma missa na Quinta-feira Santa, onde lavou e beijou os pés de 12 detentos para comemorar o gesto de humildade de Jesus com seus apóstolos na noite anterior à sua morte.

Os antecessores de Francisco realizaram o serviço na Basílica de São Pedro ou em outra catedral de Roma. Mas depois de sua eleição em 2013, o papa deu continuidade à tradição que estabeleceu como arcebispo de Buenos Aires de mantê-lo em prisões ou lares para idosos.

Este ano, Francisco foi a uma prisão na cidade portuária de Civitavecchia, a noroeste de Roma, na costa do Mediterrâneo.

Um vídeo divulgado pelo Vaticano mostrou o papa lavando e beijando os pés de 12 detentos de várias idades, incluindo uma mulher que parecia ser idosa.

“Nós, sacerdotes, devemos ser os primeiros a servir os outros, não explorar os outros”, disse ele aos presos em uma breve homilia improvisada durante a missa na capela da prisão. “É uma maneira de dizer ‘não julgo ninguém. Tento servir a todos’”, disse ele.

Ele lhes disse que Deus os julgaria, mas também estaria pronto para perdoá-los. Nos últimos dois anos, versões reduzidas do serviço foram realizadas dentro do Vaticano por causa das restrições da Covid-19. A visita ao presídio, que foi privada e fechada ao público, foi o segundo de dois cultos desta quinta-feira, início de três dias de intensas atividades até a Páscoa.

Na Sexta-feira Santa, o dia em que os cristãos comemoram a morte de Jesus por crucificação, o papa preside dois serviços, incluindo uma procissão à luz de velas “Via Crucis” (Via Sacra) ao redor do Coliseu de Roma.

Este ano, a decisão do Vaticano de ter ucranianos e russos participando da procissão causou atrito com os líderes católicos ucranianos, que querem que ela seja reconsiderada.

Na noite de sábado, o papa de 85 anos deve celebrar uma missa da Vigília Pascal na Basílica de São Pedro. No domingo de Páscoa, o dia mais importante do calendário litúrgico cristão, ele reza a missa na Praça de São Pedro e, em seguida, entrega sua mensagem e bênção semestral “Urbi et Orbi” (para a cidade e o mundo).