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Após acordo, Emirados Árabes Unidos fornecerá gás e diesel para Alemanha

Os Emirados Árabes Unidos assinaram, neste domingo (25), um acordo de “segurança energética” com a Alemanha para o fornecimento de gás natural liquefeito e de diesel, no momento em que Berlim busca novas fontes de energia para substituir o abastecimento russo.

Acompanhado do chanceler alemão, Olaf Scholz, o ministro da Indústria dos Emirados, sultão Ahmed Al Jaber, referiu-se, durante a assinatura, a um “novo acordo histórico que reforça a crescente parceria energética entre os Emirados Árabes Unidos e a Alemanha”, informou a agência de notícias estatal WAM.

Scholz visita os Emirados, onde já se reuniu com o presidente da federação dos Emirados, xeque Mohamed Bin Zayed Al Nahyan.

Segundo a WAM, o chanceler alemão disse “acolher com satisfação o acordo de segurança energética”.

Como parte deste pacto, os Emirados Árabes Unidos fornecerão “um carregamento de GNL, com entrega até o final de 2022, o qual será utilizado na operacionalização do terminal flutuante de importação de GNL da Alemanha, em Brunsbuettel”, um porto do Mar do Norte, acrescentou o comunicado.

A empresa estatal de petróleo dos Emirados, a ADNOC, completou sua primeira entrega direta de diesel para a Alemanha no início deste mês e “fornecerá até 250.000 toneladas de diesel por mês em 2023”, detalhou a nota.

O chanceler alemão se encontra em viagem pelo Golfo na esperança de selar novos acordos energéticos, de modo a substituir os suprimentos russos e mitigar a crise neste setor, decorrente da invasão da Ucrânia por parte de Moscou.

No sábado (24), Scholz se reuniu, em Jidá, com o príncipe herdeiro saudita, Mohamed Bin Salman. Mais tarde, ainda hoje, deve seguir para o Catar, um país rico em gás, para conversar com o emir catariano, xeque Tamim Bin Hamad Al Thani.

Tempestade Fiona atinge costa leste do Canadá e deixa 500 mil casas sem luz

A potente tempestade Fiona atingiu, neste sábado (24), a costa atlântica do Canadá, deixando mais de 500.000 casas sem luz e causando fortes chuvas e ventos.

Embora não seja mais um furacão, Fiona ainda tinha ventos de 137 quilômetros por hora, tendo tocado o continente como furacão de categoria 1 nesta madrugada, após castigar o Caribe, informaram meteorologistas.

A operadora Nova Scotia Power, que abastece a província de Nova Escócia, impactada por Fiona, relatou mais de 400.000 clientes sem energia por volta das 10h50 (horário de Brasília).

Nas outras duas províncias mais afetadas, a ilha de Príncipe Eduardo e New Brunswick, as operadoras reportaram 82.000 e 44.000 residências sem energia, respectivamente.

Em seu último boletim, às 8h45 (horário de Brasília), o Centro Canadense de furacões (CHC, na sigla em inglês) mencionou ventos de mais de 130 km/h na Nova Escócia e observou que Fiona se movia a uma velocidade de 55 km/h no sentido norte-nordeste.

“Grandes ondas atingiram a costa leste da Nova Escócia e o sudoeste de Terra Nova; podem passar de 12 metros”, acrescentou o órgão.

Às 10h (horário de Brasília), o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC, na sigla em inglês) divulgou que o furacão estava sobre o Golfo de São Lourenço.

“Nunca vimos condições climáticas como essa”, tuitou a polícia de Charlottetown, na Ilha do Príncipe Eduardo.

“É inacreditável. Não tem eletricidade, não tem wifi, não tem rede”, confirmou o prefeito da cidade, Philip Brown, em entrevista ao canal público Rádio-Canadá.

Coreia do Norte lança míssil balístico não identificado no Mar do Japão

A Coreia do Norte lançou neste sábado (24) – madrugada de domingo (25) no Japão – um míssil balístico não identificado no Mar do Japão, pouco depois de um porta-aviões dos Estados Unidos chegar àquela região para realizar manobras, informou o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul.

O lançamento ocorre em meio a relatos de que Pyongyang estaria se preparando para lançar um míssil balístico a partir de um submarino. A guarda costeira do Japão confirmou o possível lançamento de um míssil, citando informações do Ministério da Defesa de Tóquio, e pediu às embarcações naquela região que se mantenham atentas.

A TV pública do Japão indicou que o objeto parecia ter caído fora da zona de exclusão econômica do país.

Na sexta-feira (23), o porta-aviões USS Ronald Reagan, de propulsão nuclear, e navios do seu grupo de ataque atracaram no porto de Busan, no sul, como parte de um esforço de Seul para intensificar sua cooperação militar com Washington. O USS Reagan fará exercícios conjuntos neste mês perto da costa leste sul-coreana.

Os Estados Unidos e a Coreia do Sul são aliados históricos e já realizaram inúmeras manobras militares conjuntas, que definem como defensivas, mas Pyongyang as considera testes para uma invasão.

Ministro das Relações Exteriores da Rússia ataca os EUA em discurso na ONU

O Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, discursou neste sábado (24) na Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Durante cerca de 23 minutos, atacou os EUA, a União Europeia e disse que o Ocidente conta mentiras sobre a situação na Ucrânia.

Lavrov começou sua fala dizendo que “estamos em um momento dramático”. Acusou as “mentiras contadas pelo Ocidente” de dificultarem o diálogo e a confiança nas instituições e no direito internacional. E passou a atacar os EUA e a União Europeia, que, segundo ele, “temem perder sua hegemonia”.

“Os EUA e seus aliados querem por fim à marcha da História. Disseram que ganharam a Guerra Fria e se autodenominaram os enviados de Deus à Terra, como se não tivessem obrigações, só o direito sagrado de atuar com total impunidade contra qualquer Estado”, afirmou Lavrov.

O diplomata russo também criticou a expansão da OTAN em direção à Ásia e pediu o fim de sanções econômicas dos EUA e de Países Europeus. Lavrov também acusou novamente a Ucrânia de apoiar grupos neonazistas.

Apoio ao Brasil
Durante o discurso, Lavrov apoiou a candidatura de Brasil e Índia a um assento permanente no conselho de Segurança da ONU. Ele afirmou que ambos são países chave da política internacional.

Endurecimento de regras
A Rússia anunciou, também neste sábado (24), a substituição de seu mais alto comandante militar para questões logísticas. Além disso, o presidente Vladimir Putin assinou uma lei que endurece a pena de soldados que se recusarem a combater. Os anúncios acontecem no momento em que o exército russo encontra dificuldades na Ucrânia, especialmente em áreas da região leste do país.

A nova lei assinada por Putin neste sábado diz que os soldados russos que se recusarem a lutar, desertar, desobedecer ou se render ao inimigo podem agora enfrentar uma prisão de até 10 anos, informou a agência de notícias AFP.

Na última quarta-feira (21), o presidente russo anunciou a convocação de cerca de 300 mil reservistas para lutarem nos fronts, em reação à blitz de forças da Ucrânia que recuperou importantes territórios no leste do país.

A decisão do Kremlin foi motivo de manifestações internas, que foram reprimidas com milhares de detenções. A procura por voos para o exterior também aumentou consideravelmente, assim como surgiu uma extensa fila de carros na fronteira entre a Rússia e a Geórgia. Segundo informações do jornal inglês “The Guardian”, a espera para concluir a travessia podia durar até 20 horas.

Durante o discurso em que mobilizou suas tropas, Putin também acenou para a possibilidade de utilização dos armamentos nucleares russos.

Coreia do Norte pode testar míssil balístico de submarino, alerta Coreia do Sul

Militares da Coreia do Sul detectaram sinais de que a Coreia do Norte pode estar se preparando para testar um míssil balístico lançado por submarino, informou a agência de notícias Yonhap neste sábado (24), dias antes de uma visita da vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris.

Os militares detectaram preparativos esta semana em Sinpo, província de Hamgyong do Sul, na Coreia do Norte, informou a Yonhap, citando uma fonte militar sul-coreana não identificada.

A informação confere com relatório dos Estados Unidos divulgado nos últimos dias, após checar imagens de satélite.

O presidente sul-coreano Yoon Suk-yeol está ciente dos sinais e movimentos que sugerem provocações norte-coreanas, informou o gabinete presidencial em comunicado.

Sobe para 89 número de mortos do naufrágio na costa síria

Subiu para 89 o número de pessoas mortas após naufrágio na Síria informou a agência oficial de notícias síria neste sábado (24).

“Há 89 mortos, 14 pessoas estão se recuperando no hospital Al Basel, incluindo duas na UTI”, relatou Iskandar Ammar, responsável pelo hospital da cidade portuária de Tartus, no oeste da Síria, em entrevista à agência de notícias.

Segundo as autoridades sírias, cerca de 150 pessoas, principalmente libaneses e refugiados sírios e palestinos, estavam a bordo do pequeno barco que afundou em Tartus na quinta-feira (22).

Dez crianças estavam entre os náufragos, de acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), em declaração divulgada neste sábado.

Trata-se do naufrágio mais letal dos últimos anos na Síria, um país devastado por mais de uma década de conflito.

Naufrágio de barco de migrantes na Síria deixa 77 mortos

Ao menos 77 migrantes morreram em um naufrágio na costa da Síria, informou nesta sexta-feira (23) o ministro da Saúde da Síria. O barco naufragou no Mediterrâneo na quinta-feira na costa da cidade síria de Tartus.

A embarcação, na verdade, havia zarpado do Líbano. O Líbano se tornou um ponto de partida para embarcações ilegais desde que começou a última a crise econômica e financeira no país, em 2019.

Os refugiados tentam cruzar o Mediterrâneo em embarcações improvisadas rumo aos países europeus.

Segundo a ONU, pelo menos 38 embarcações com mais de 1.500 pessoas saíram ou tentaram sair ilegalmente do Líbano por via marítima desde 2020.

De acordo com a televisão síria, cerca de 150 pessoas, principalmente libaneses e sírios, estavam a bordo do barco.

O ministro da Saúde, Hassan Al Ghubach disse que 20 sobreviventes estão internados. Entre os resgatados estão cinco libaneses, afirmou o ministro de Transporte, Ali Hamie.

Refugiados palestinos do acampamento de Nahr el-bared, no norte do Líbano, também estão entre as vítimas, segundo responsáveis das instalações.

As autoridades continuam buscando possíveis sobreviventes do naufrágio.

Segundo o ministro sírio da Saúde, a Marinha russa participou das operações de resgate.

Governo autoritário de Daniel Ortega tira CNN do ar na Nicarágua

O governo da Nicarágua retirou o canal da CNN en Español do ar a partir das 01h07 desta quinta-feira (22), no horário de Brasília – 22h07 de quarta-feira (21), no horário local da Nicarágua.

A Nicarágua vive sob o governo autoritário de Daniel Ortega, que está em seu quarto mandato consecutivo, e já recebeu apoio de partidos de esquerda brasileiros, como o PT e PCdoB.

Até agora, o governo nicaraguense não comentou por que removeu o sinal da CNN en Español no país.

A CNN tentou contatar o governo e as operadoras de cabo que transmitem o sinal da CNN en Español, mas não obtiveram resposta.

Em um comunicado, a CNN en Español disse: “Hoje o governo da Nicarágua retirou nosso sinal de televisão, negando notícias e informações aos nicaraguenses de nossa rede de televisão, na qual eles confiam há 25 anos.”

“A CNN en Español continuará cumprindo sua responsabilidade com o público nicaraguense, oferecendo nossos links de notícias em CNNEspanol.com, para que eles possam ter acesso a informações que não estão disponíveis de outra forma”, acrescenta a nota.

“A CNN defende as reportagens de nossa rede e nosso compromisso com a verdade e a transparência”, complementa o comunicado, acrescentando: “Na CNN en Español, acreditamos no papel vital que a liberdade de imprensa desempenha em uma democracia saudável”.

Novo terremoto sacode a Cidade do México

Um terremoto de magnitude 6,8 atingiu o México nesta quinta-feira (22), sacudindo prédios na Cidade do México, poucos dias depois de outro forte tremor matar duas pessoas e danificar centenas de prédios no país.

Moradores da Cidade do México saíram às pressas de suas casas quando o alarme do terremoto soou e os prédios estremeceram.

O governo da cidade confirmou a morte de uma mulher que perdeu a vida ao bater a cabeça quando descia as escadas de seu prédio tentando chegar à rua.

A prefeita da Cidade do México, Claudia Sheinbaum, disse no Twitter pouco depois que não havia relatos iniciais de danos na cidade.

O terremoto, que o Serviço Geológico dos EUA (USGS) mediu pela primeira vez em magnitude 7,0, foi registrado a uma profundidade de 20,7 km, um pouco mais profundo do que o tremor de segunda-feira (19).

Na segunda-feira, aniversário dos terremotos mortais em 1985 e 2017, um terremoto de magnitude 7,6 atingiu o oeste do México, matando duas pessoas no porto de Manzanillo, no Pacífico.

Irã restringe acesso à internet após quinto dia de protestos

O governo restringiu o aceso à internet no país nesta quarta-feira (21), de acordo com relatos de residentes e do observatório de atividade da rede de computadores NetBlocks. Esse é o quinto dia de protestos por causa que uma mulher morreu após ser presa pela polícia dos costumes.

As manifestações começaram depois da morte de Mahsa Amini, de 22 anos, uma curda que foi presa por não estar vestida adequadamente (ou seja, ela não estava cobrindo o rosto).

Restrições à internet
De acordo com a NetBlocks e com moradores do país, o acesso foi restrito ao Instagram, a única grande rede social que o Irã permite e que tem milhões de usuários.

Os usuários do WhatsApp disseram que só conseguem enviar texto, mas não imagens.

Há relatos de que na província onde há mais curdos, a internet inteira foi cortada.

A Meta Platforms, dona do Instagram e do WhatsApp, não respondeu imediatamente a um pedido de informações.

Mulheres queimam os véus
A morte de Amini desencadeou manifestações em que se reclama da falta de liberdades no país.

Mulheres queimaram seus véus durante os protestos, e algumas delas cortaram o cabelo em público.

A primeira manifestação aconteceu no enterro de Amini, na região curda do país. Depois disso, se espalharam pelo Irã —foi então que as forças de segurança começaram a reprimir os atos públicos.

Mortes nos protestos
O grupo de direitos humanos curdo Hengaw afirma que 7 manifestantes foram mortos pelas forças de segurança nos cinco dias de protestos. Na terça-feira, forma 3 mortos. Autoridades negaram que as forças de segurança tenham matado manifestantes.

Dados oficiais sobre os protestos
A agência de notícias oficial IRNA disse que um assistente de polícia morreu por causa de ferimentos na cidade de Shiraz. Um funcionário citado pela IRNA disse que 15 manifestantes foram presos na cidade.

Na cidade de Kermanshah, o promotor Shahram Karami disse que 2 pessoas foram mortas na terça-feira em distúrbios. Ele culpou dissidentes armados, porque as vítimas foram “mortas por armas não usadas pelo aparato de segurança”, disse a agência de notícias semi-oficial Fars.

O chefe de polícia do Curdistão, em comentários à agência de notícias semi-oficial Tasnim, confirmou 4 mortes no início desta semana na província. Ele disse que as vítimas foram baleadas com um tipo de bala não usada pelas forças de segurança, e que “gangues” queriam culpar a polícia e as autoridades de segurança.

Governo pediu desculpas pela morte
Amini entrou em coma e morreu enquanto esperava com outras mulheres detidas pela polícia moral, que impõe regras rígidas no Irã exigindo que as mulheres cubram os cabelos e usem roupas folgadas em público.

Seu pai disse que ela não tinha problemas de saúde e que ela sofreu contusões nas pernas sob custódia. Ele responsabiliza a polícia pela morte dela. A polícia negou ter feito mal a ela.

O comissário da ONU para os Direitos Humanos pediu uma investigação imparcial sobre sua morte e alegações de tortura e maus-tratos.

Um assessor do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, prestou condolências à família de Amini nesta semana. Ele prometeu acompanhar o caso e disse que Khamenei estava magoado com a morte.

Ministro do TSE determina que Bolsonaro não use discurso na ONU em propaganda eleitoral

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Benedito Gonçalves determinou nesta quarta-feira (21) que o presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), seja proibido de utilizar, na campanha eleitoral, imagens do discurso na Assembleia-Geral da ONU.

A decisão é liminar e ainda deve ser analisada pelo colegiado de ministros.

O ministro Benedito Gonçalves se manifestou ao analisar uma ação enviada ao TSE pela campanha do presidenciável Ciro Gomes (PDT), que alegou que a campanha de Bolsonaro não pode usar o aparato estatal nem atividades de chefe de Estado para promover a candidatura à reeleição.

O presidente esteve na terça-feira (20) em Nova York (EUA), onde discursou na abertura da 77ª Assembleia Geral das Nações Unidas. Ele aproveitou o pronunciamento para abordar temas de campanha. Fez, por exemplo, um balanço das ações do governo e defendeu itens da pauta conservadora.

Na decisão, Gonçalves, que também é corregedor eleitoral do tribunal, reforçou a proibição da reprodução de imagens da viagem oficial à Inglaterra.

No início da semana, o presidente foi a Londres para participar do funeral da rainha Elisabeth II. Na sua estadia na capital inglesa, ele falou com apoiadores em frente à embaixada do Brasil.

Prática ‘recorrente’
Para o ministro, o uso das imagens na propaganda eleitoral poderia ferir a isonomia entre os candidatos, pois faria com que a atuação do Chefe de Estado, inacessível a qualquer dos demais adversários, fosse explorada para projetar a imagem do candidato.

Gonçalves citou ainda que a campanha à reeleição tem sido recorrente em explorar fatos que são gerados pelo cargo de presidente.

“Isso porque, na hipótese, não estamos diante de um fato isolado, mas de um modus operandi evidenciado em uma sucessão de episódios. Há um contexto em que se tem identificado, até o momento, um esforço do candidato à reeleição em explorar em sua propaganda eleitoral situações propiciadas por sua condição de Chefe de Estado”, disse.

O ministro determinou que eventuais materiais já produzidos com o discurso sejam retirados do ar, sob pena de multa de R$ 20 mil por qualquer peça publicitária ou publicação nas redes sociais.

O ministro explicou em sua decisão que ainda não analisou o mérito se Bolsonaro feriu ou não a lei ao utilizar as imagens. A decisão, segundo ele, se justifica porque há indícios de práticas com “potencial abusivo” e, por isso, o uso do material na campanha deve ser suspenso.

Mais de mil são detidos na Rússia por protestos contra convocação de reservistas

Mais de mil pessoas foram detidas na Rússia nesta quarta-feira (21) por protestarem contra a mobilização de reservistas feita pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin.

O grupo de monitoramento OVD-Info, uma organização não-governamental de monitoramento que visa reportar situações de perseguição política na Rússia, registrava 1.240 pessoas detidas às 16h desta quarta.

Mais cedo, em um pronunciamento à nação pela TV, Putin anunciou que prorrogou o contrato de soldados no campo de batalha e convocará cerca de 300 mil cidadãos da reserva para se unirem às tropas russas na Ucrânia.

Esta é a primeira mobilização militar feita pela Rússia desde a Segunda Guerra Mundial.

No discurso, Putin também fez ameaças nucleares ao Ocidente:

“Isto não é um blefe”, declarou o líder russo. “Vários representantes do alto escalão de países da Otan falam da possibilidade e admissibilidade de usar armas de destruição em massa contra a Rússia. Falam até de ameaça nuclear. Quero dizer a quem diz isso que nosso país possui uma variedade de armas de destruição, algumas mais modernas até que as dos países da Otan”.

Putin disse já ter assinado o decreto que estabelece a convocação dos reservistas, o que gerou revolta de parte da população e busca por passagens saindo de Moscou.

O líder russo não deixou claro a partir de quando os reservistas começarão a ser convocados e nem quanto tempo será necessário para convocar todos eles. O que ele deixou claro é que apenas os que já têm alguma experiência militar entram na lista da mobilização.

Ele anunciou ainda ter prorrogado indefinidamente os contratos dos soldados que já estão lutando no país vizinho e o aumento dos gastos com a produção de armamentos.

No pronunciamento, o presidente russo disse também que dará apoio aos referendos de separação da Ucrânia anunciados em regiões como Luhansk, Donetsk, Kherson e Zaporizhzhia, invadidas pela Rússia. As consultas públicas estão previstas para este fim de semana.

Donald Trump e três filhos dele são processado por fraude pela procuradora-geral de Nova York

A procuradora-geral do estado de Nova York, Letitia James, anunciou nesta quarta-feira (21) ações civis contra o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e três de seus filhos (Eric, Ivanka e Donald Trump Jr.), depois de investigar as práticas fiscais de seu grupo empresarial, a Trump Organization.

“Estamos tomando medidas legais contra Donald Trump por violar a lei a fim de gerar lucro para ele, sua família e seus negócios”, declarou a procuradora em entrevista coletiva.

Para James, a procuradora, as demonstrações financeiras anuais de Trump eram um compilado de mentiras: os registros anuais (que incluem o valor estimado da empresa de suas participações e dívidas) inflavam o valor de quase todas as suas propriedades importantes.

A empresa rejeitava as avaliações de auditorias externas. Um banco chegou a avaliar um dos edifícios da empresa em US$ 200 milhões; a família Trump no entanto colocou o ativo com um valor bem maior que US$ 400 milhões.

O processo da procuradoria diz que 11 das demonstrações financeiras anuais de Trump têm mais de 200 avaliações de ativos falsas.

Biden critica Rússia na Assembleia Geral da ONU: ‘Não se pode vencer em uma guerra nuclear’

O presidente dos EUA, Joe Biden, acusou a Rússia de violar os princípios fundamentais de adesão às Nações Unidas ao invadir a Ucrânia e disse que Moscou estava fazendo ameaças “irresponsáveis” de uso de armas nucleares. A declaração foi feita nesta quarta-feira (21), durante o discurso na Assembleia Geral da ONU em Nova York.

Mais cedo, Vladimir Putin fez ameaças nucleares ao Ocidente. “Isto não é um blefe”, declarou o líder russo em um pronunciamento pela TV. Putin anunciou também que convocará cerca de 300 mil cidadãos da reserva para se unirem às tropas russas na Ucrânia.

Biden disse que ninguém havia ameaçado a Rússia, apesar das alegações de Putin em sentido contrário, e que apenas Moscou havia procurado um conflito.

“A guerra na Ucrânia é a guerra de um homem só”, disse, referindo-se a Putin. Ele prometeu solidariedade dos Estados Unidos com a Ucrânia.

Na sequência, o americano alertou sobre os perigos de investimentos em armamentos nucleares, citando Rússia e China.

“Uma guerra nuclear não pode ser vencida e nunca deve acontecer”, disse Biden.

Autoridades encontram 230 baleias encalhadas na Austrália e temem a morte de metade do grupo

Quase 230 baleias-piloto foram encontradas encalhadas nesta quarta-feira na costa oeste da Tasmânia, Austrália, e apenas metade pareciam estar vivas, informaram as autoridades.

“Um grupo de aproximadamente 230 baleias encalhou perto do Porto de Macquarie”, afirmou o Departamento de Recursos Naturais e Meio Ambiente do estado da Tasmânia.

“Parece que metade dos animais estão vivos”, acrescentou.

As imagens aéreas mostram uma cena devastadora de dezenas de cetáceos espalhados ao longo de um trecho de praia onde a água gelada encontra a areia.

Moradores jogaram cobertores nas sobreviventes e usaram baldes de água para mantê-las com vida, enquanto outras tentavam libertar-se, sem sucesso. Na mesma área, muitas estavam mortas.

As autoridades anunciaram que especialistas em conservação marinha e funcionários com equipamentos de resgate de baleias estavam a caminho do local.

Eles tentarão devolver à água aquelas que estão suficientemente fortes para sobreviver e, provavelmente, devem rebocar os animais mortos para o mar para evitar atrair tubarões à região.

Há quase dois anos, a mesma região foi cenário de outro encalhe em massa, com quase 500 baleias-piloto, das quais apenas 100 sobreviveram.

As causas dos encalhes em massa não são completamente compreendidas.

Cientistas sugerem que podem ser provocados por grupos que desviam de sua rota depois que se alimentam muito perto da costa.

As baleias-piloto são muito sociáveis e costumam seguir os companheiros de grupo que entram em situações de perigo.

Às vezes acontece quando baleias idosas, doentes ou feridas nadam até a costa e outras integrantes do grupo as seguem, em uma tentativa de responder aos sinais de socorro da baleia que ficou encalhada.

Outras ficam confusas e acreditam estar em mar aberto quando ouvem sonares de alta frequência, quando na verdade estão em praias íngremes, como acontece no caso das baleias encalhadas na Tasmânia.

Esta semana também foram encontrados 14 cachalotes machos jovens mortos, encalhados em uma praia remota em King Island, na costa norte da Tasmânia.

Debate da Assembleia Geral da ONU começa sem Biden; guerra da Ucrânia deve dominar a reunião

A invasão da Ucrânia pela Rússia e uma crise global de alimentos devem ser os principais temas comuns a serem abordados pelos líderes de Estado durante a discussão da Assembleia Geral da ONU nesta terça-feira (20). São esperados 193 líderes no encontro.

A reunião não deve ter nenhum efeito na guerra.

“Seria inocente imaginar que estamos próximos da possibilidade de um acordo de paz”, di Antonio Guterres, o secretário-geral da ONU.

A embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Linda Thomas-Greenfield, disse que outros países expressaram a preocupação de que enquanto nos concentramos na Ucrânia, os americanos não estão prestando atenção ao que acontece em outras crises ao redor do mundo. “Esse não é o caso”, disse ela.

Biden só na quarta-feira

A ordem dos discursos geralmente é a seguinte:

Secretário-geral da ONU
Presidente do Brasil
Presidente dos EUA

No entanto, dessa vez o presidente Joe Biden, dos EUA, só vai fazer seu discurso na quarta-feira (21), porque ele viajou para Londres para o funeral da rainha Elizabeth II.

Mundo dividido
Guterres disse que a divisão geopolítica (entre EUA e países ocidentais, de um lado, e Rússia, do outro) é a mais significativa desde a Guerra Fria. Ele alertou que isso está paralisando a resposta global aos desafios dramáticos que enfrentamos, como guerra, mudança do clima, pobreza, fome e desigualdade.

A Rússia e a Ucrânia são grandes exportadores de grãos e fertilizantes.

A ONU culpa a guerra por agravar a crise alimentar, que já existia por causa das mudanças climáticas e pela pandemia de Covid-19.

Os EUA devem sediar uma cúpula de segurança alimentar com a União Europeia e a União Africana à margem da reunião da ONU, juntamente com uma reunião ministerial do plano de ação global COVID-19 e uma conferência de reposição para o Fundo Global de Combate AIDS, Tuberculose e Malária.

Influência
A maioria dos países da ONU condenou a guerra promovida pela Rússia na Ucrânia.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, seu colega norte-americano, Antony Blinken, e o presidente francês, Emmanuel Macron, visitaram estados africanos nos últimos meses, em uma competição por influência. A África foi atingida com uma fome que deve ser declarada na Somália nos próximos meses.

Macron pretende usar sua visita de dois dias a Nova York para pressionar países que permaneceram neutros na guerra para tentar trazê-los para o Ocidente, disseram autoridades francesas. O foco é na Índia, países do Golfo, África e alguns estados latino-americanos. .

Xi Jinping, Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky

A China é a principal parceira estratégica da Rússia. O país está “no muro”: critica as sanções que o Ocidente impôs à Rússia, mas não apoia a invasão e nem endossa a guerra.

Na semana passada, o presidente russo, Vladimir Putin, disse que o presidente da China, Xi Jinping, já afirmou de forma privada que tem preocupações relativas à Ucrânia.

Nem Xi nem Putin vão comparecer: eles enviaram seus ministros de Relações Exteriores para o evento.

Volodymyr Zelensky, o presidente da Ucrânia, vai aparecer em um vídeo já gravado —a ONU permitiu que ele se apresentasse dessa forma na sexta-feira. Dmytro Kuleba, o ministro das Relações Exteriores, deve comparecer (na quinta-feira, ele vai participar de um encontro com ministros das Relações Exteriores da Rússia, EUA e China em Nova York).

Tufão Nanmadol atinge Japão com chuva recorde e mar agitado e deixa mortos

O tufão Nanmadol levou ventos ferozes e chuvas recordes ao oeste do Japão nesta segunda-feira (19), quando uma das maiores tempestades a atingir o país em anos matou pelo menos duas pessoas, interrompeu o transporte, deixou o mar agitado e forçou os fabricantes a suspender as operações.

O primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, atrasou sua partida para Nova York, onde deve fazer um discurso na Assembleia Geral da ONU.

“Adiei minha partida programada para hoje para fazer um balanço dos danos causados ​​pelo tufão e tomar todas as medidas possíveis para a recuperação”, disse Kishida a repórteres na noite de segunda-feira no horário local. “Se as circunstâncias permitirem, partirei amanhã de manhã.”

O 14º tufão da temporada no Japão atingiu a costa perto da cidade de Kagoshima na noite de domingo (18), antes de atingir a ilha ocidental de Kyushu e abalar a ilha principal de Honshu na manhã de segunda.

Um rio na província de Miyazaki, em Kyushu, transbordou, inundando campos e estradas, mostraram imagens da emissora estatal NHK.

“Precisamos permanecer altamente vigilantes para fortes chuvas, vendavais, ondas altas e tempestades”, disse uma autoridade da Agência Meteorológica do Japão (JMA) em entrevista coletiva.

Terremoto de magnitude 7,6 atinge o México; há risco de tsunami

Um terremoto de magnitude 7,6 atingiu a costa oeste do México nesta segunda-feira (19) sacudindo edifícios e fazendo com que moradores da Cidade do México fossem para as ruas por segurança.

O Sistema de Alerta de Tsunami dos EUA disse que há possibilidade de um tsunami perto da costa de Michoacán, no Oceano Pacífico, com risco de ondas de 1 a 3 metros de altura.

O tremor atingiu a costa oeste do país, na região de divisa dos estados de Michoacán e Colima, pouco depois das 13h no horário local (15h em Brasília). O terremoto foi a uma profundidade de cerca de 15 km. O registro foi feito pelo Serviço Geológico dos EUA. O serviço europeu marcou a mesma magnitude.

Na Cidade do México, que fica a aproximadamente 440 km do epicentro do terremoto desta segunda, testemunhas disseram que sentiram os prédios tremerem. A prefeita Claudia Sheinbaum disse que não houve relatos imediatos de danos na capital após os tremores.

Tufão Nanmadol atinge o sudoeste do Japão neste domingo (18)

O tufão Nanmadol atingiu neste domingo (18) a costa sudoeste do Japão e as autoridades recomendaram que mais de sete milhões de pessoas procurem abrigo, diante da previsão de rajadas de vento violentas e chuvas torrenciais.

“O olho do tufão Nanmadol tocou o solo perto da cidade de Kagoshima às 19h” (7h de Brasília), informou a Agência Meteorológica do Japão (JMA).

As rajadas de vento atingiam 235 km/h e o tufão já provocou 500 mm de chuva em menos de 24 horas em algumas áreas da ilha de Kyushu.

A JMA emitiu um “alerta especial” para as prefeituras de Kagoshima e Mizayaki, no sul de Kyushu, onde pelo menos 20 mil pessoas se preparavam para passar noite em abrigos.

O canal estatal NHK, que compilou informações das autoridades regionais, informou que mais de sete milhões de pessoas receberam ordens para procurar refúgios ou buscar proteção em edifícios resistentes.

Mais de 200 mil residências estavam sem energia elétrica nas regiões afetadas.

Também foram suspensas as operações dos trens regionais e de alta velocidade, quase 500 voos e o transporte marítimo na região.

A JMA advertiu que a região pode enfrentar um perigo “sem precedentes” com os ventos, as ondas e as chuvas torrenciais.

“Permaneçam afastados dos locais perigosos e saiam caso sintam algum perigo”, tuitou o primeiro-ministro nipônico, Fumio Kishida, depois de convocar uma reunião do governo.

“Será perigoso sair à noite. Fiquem seguros enquanto ainda é dia”, afirmou.

Furacão Fiona impacta Porto Rico e deixa ilha às escuras e com alagamentos

O furacão Fiona tocou o solo neste domingo (18) no sul de Porto Rico, dois dias antes do quinto aniversário da passagem do furacão Maria, que devastou a ilha em 2017.

Fiona, que mergulhou todo o território americano na escuridão, tocou o solo às 15h20 locais (16h20 de Brasília), perto de Punta Tocón (sudoeste), informou o Centro Nacional de Furacões (NHC) dos Estados Unidos.

O furacão avança com ventos de até 140 km/h. No momento, tem categoria 1, a menor na escala Saffir-Simpson (que vai até 5), mas espera-se que vá “ganhar mais força nas próximas 48 horas”, acrescentou o NHC.

O temporal provocou um apagão geral na ilha desde pouco após às 13h (14h de Brasília), informou a Autoridade de Energia Elétrica de Porto Rico, a corporação pública encarregada da geração de eletricidade.

A organização já conseguiu reiniciar vários geradores, um primeiro passo para o restabelecimento da rede elétrica, informou seu diretor, Josué Colón, em entrevista à TV.

Segundo os protocolos estabelecidos, assim que conseguir reativar a rede, a autoridade tentará restabelecer primeiro o serviço em hospitais e outros prédios governamentais que oferecem serviços essenciais.

As autoridades antecipam chuvas de 508 a 635 mm nas áreas isoladas de Porto Rico, uma quantidade bastante inferior à registrada durante a passagem do furacão Maria, que varreu o território caribenho há quase cinco anos.

“Podemos esperar que haja estragos, mas não no nível de Maria”, disse Ernesto Morales, do NWS, na mesma coletiva do governador.

Depois da passagem de Maria, Porto Rico ficou incomunicável e grandes áreas permaneceram sem eletricidade por vários meses. Quase 3 mil pessoas morreram por causa do desastre, segundo o balanço oficial.

Fiona já causou graves danos em sua passagem por Guadalupe na noite de sexta-feira. Em alguns locais, a água subiu mais de 1,50 metro neste território francês. Um homem morreu no local, arrastado com sua casa pela cheia de um rio.

O aquecimento da superfície dos oceanos aumenta a frequência dos furacões mais violentos, com ventos mais fortes e chuvas mais intensas, segundo especialistas.

Biden diz que defenderia Taiwan de uma invasão da China

O presidente dos EUA, Joe Biden, disse em uma entrevista transmitida neste domingo (18) que as forças americanas defenderiam Taiwan no caso de uma invasão chinesa.

Questionado pelo programa CBS 60 Minutes se as forças americanas defenderiam a ilha auto-governada reivindicada pela China, ele respondeu:

“Sim, se de fato houver um ataque sem precedentes”, disse Biden.

Perguntado se ele quis dizer que, ao contrário da Ucrânia, forças dos EUA, homens e mulheres, defenderiam Taiwan no caso de uma invasão chinesa, Biden confirmou: “Sim”.

Biden também falou sobre a guerra na Ucrânia. Para o presidente americano, os ucranianos não estão perdendo a guerra e estão conseguindo vencer em algumas regiões.

Joe Biden e sua esposa Jill estão em Londres para o funeral da rainha Elizabeth II, que ocorrerá nesta segunda-feira (19).

ONU reúne líderes mundiais pela 1ª vez desde início da Guerra da Ucrânia

A emergência climática já vinha dominando as últimas cúpulas da Organização das Nações Unidas. Nos últimos dois anos, os líderes mundiais precisaram se debruçar sobre uma pandemia que já matou mais de 6 milhões de pessoas. Agora, sem que as outras duas crises tenham ido embora, há uma guerra na Europa que acirrou ainda mais as divisões políticas globais.

É nesse contexto que começam os debates da 77ª Assembleia-Geral da ONU, em Nova York, que reunirão a maior parte dos líderes mundiais pela primeira vez desde a eclosão da Guerra da Ucrânia, em fevereiro. O tema deve dominar não só os discursos das autoridades, que começam na terça-feira (20) com o presidente Jair Bolsonaro, mas também as rodas de negociações e reuniões bilaterais.

De um acordo de paz, é claro, não haverá qualquer vislumbre durante o encontro promovido em Nova York, segundo disse o próprio secretário-geral da ONU, António Guterres. “Sinto que ainda estamos muito longe da paz. Acredito que a paz é essencial, paz de acordo com a Carta das Nações Unidas e com o direito internacional, mas estaria mentindo se dissesse que isso pode acontecer em breve”, afirmou o português.

O grande objetivo da ONU nas discussões que envolvem a guerra é expandir o acordo que permite o comércio de grãos da Ucrânia, aumentando também as exportações de fertilizantes da Rússia em meio à crise de escassez de alimentos que se agrava sem fazer distinção de fronteiras.

Nesta semana, Vladimir Putin ameaçou voltar a barrar as exportações ucranianas pelo mar Negro, principal ponto de escoamento da produção ucraniana, e Guterres tem se envolvido diretamente na mediação do conflito, falando recorrentemente com os presidentes dos dois países.

Putin, aliás, não irá a Nova York. Em seu lugar, mandou o chanceler Serguei Lavrov, que, alvo de sanções da Casa Branca, até o último minuto não sabia se conseguiria viajar aos EUA. A ironia é que foi esta mesma ONU que deu prestígio a Lavrov, já que, antes de se tornar o líder da diplomacia de Moscou, ele foi embaixador na entidade por dez anos e era conhecido pelo bom relacionamento com outras autoridades.

Pelo acordo que estabeleceu em 1947 a sede da ONU em Nova York, os EUA devem garantir vistos a diplomatas estrangeiros para que possam acessar o edifício da organização. A Casa Branca, porém, diz que tem a prerrogativa de negar vistos por razões de segurança.

Ao longo das últimas semanas, o Kremlin reclamou publicamente e afirmou que Washington estava violando suas obrigações, até que o governo americano decidiu na última terça liberar a entrada de uma comitiva russa no país, mas não há expectativa de reuniões entre autoridades dos dois países.

Esta será a primeira edição totalmente presencial desde a eclosão da pandemia de Covid-19, em 2020. Naquele ano, líderes mundiais discursaram de forma totalmente remota, sem que nenhum viajasse a Nova York. Em 2021, parte deles falou de forma presencial, como Bolsonaro, e parte enviou um vídeo, como o líder chinês, Xi Jinping.

A participação remota não estava prevista para a edição deste ano. Houve, no entanto, uma exceção para que o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, possa enviar um vídeo gravado previamente e exibi-lo no plenário. A exceção foi aprovada pela Assembleia-Geral com 101 votos a favor e 7 contra, incluindo o da Rússia, que tentou barrar a medida. O Brasil se absteve, votando a favor de uma emenda rejeitada da Belarus para que não só Zelenski mas qualquer autoridade de país em guerra possa participar de forma remota —o que não foi aceito.

A 77ª Assembleia-Geral ocorre ainda em meio a uma série de questionamentos em relação à eficiência da própria ONU em evitar conflitos como a Guerra da Ucrânia. Zelenski chegou a dizer em março, em discurso ao Congresso dos EUA, que “as guerras do passado levaram nossos predecessores a criarem instituições que deveriam evitá-las, mas que, infelizmente, não funcionam.”

Homem morre após levar chifrada em tourada na Espanha

Um funcionário de uma praça de touros de Fuenlabrada, cidade que fica nos arredores de Madrid, na Espanha, morreu após ser chifrado por um touro. O incidente aconteceu neste sábado (17) durante o Grande Concurso de Trimmers.

As imagens compartilhadas nas redes sociais mostram que o trabalhador tenta fugir entre as cercas portáteis, mas o touro invade o beco. Neste momento, gritos são ouvidos quando o animal atinge o homem e a cerca ao mesmo tempo.

O site de notícias da cidade informou que, segundo testemunhas, a vítima tinha 55 anos e morreu a caminho do hospital. A organização do evento comunicou o falecimento pelo alto-falante.

A Câmara Municipal da cidade cancelou a tourada que estava marcada para este domingo (18) e decretou dois dias de luto oficial. Nas redes sociais, o prefeito da cidade, Javier Ayala, prestou suas condolências à família do trabalhador.

Terremoto atinge sudeste de Taiwan; alerta de tsunami é emitido

Um terremoto de magnitude 6,8 atingiu a parte pouco povoada do sudeste de Taiwan no domingo (18), informou a agência meteorológica da ilha, causando danos, incluindo vagões de trem descarrilados e alertas de tsunami.

A agência meteorológica disse que o epicentro foi no condado de Taitung, e seguiu um tremor de magnitude 6,4 na noite de sábado (17) na mesma área, o que não causou vítimas.

O Serviço Geológico dos EUA mediu o terremoto em magnitude 7,2 e a uma profundidade de 10 km.

Segundo a imprensa de Taiwan, um prédio de baixo nível que abrigava uma loja de conveniência desabou, e os trabalhos de resgate começaram a libertar os que estavam dentro.

A Administração ferroviária de Taiwan disse que três vagões saíram dos trilhos na estação Dongli, no leste de Taiwan, depois que parte do dossel da plataforma desabou, e os cerca de 20 passageiros a bordo foram evacuados.

O Centro de Alerta de Tsunami dos EUA emitiu um aviso em Taiwan após o tremor. O comunicado informava que ondas perigosas de tsunami eram possíveis dentro de 300 km do epicentro ao longo das costas de Taiwan.

Morte de mulher presa por não usar véu gera revolta popular no Irã

“Cara Mahsa, seu nome se tornará um símbolo”, titula a primeira página do jornal de negócios “Asia” neste domingo (18), em uníssono com grande parte da imprensa iraniana, chocada com a morte de uma jovem mulher presa pela polícia moral do Irã por não estar usando o véu islâmico em público.

A unidade policial, responsável pela aplicação do véu muçulmano obrigatório no país, tem sido criticada diversas vezes nos últimos meses por suas intervenções violentas contra mulheres suspeitas de violar o código de vestuário em vigor no país desde a revolução islâmica em 1979.

Mahsa Amini, 22, natural do Curdistão, no noroeste do Irã, estava visitando a capital com sua família quando ela foi presa na terça-feira pela polícia, que impõe regras rígidas de vestuário para as mulheres.

Dias depois, ela foi hospitalizada em Teerã, onde ficou três dias em coma e acabou morrendo no hospital, onde uma multidão já se reunia para protestar contra o caso.

A polícia de Teerã disse que “não houve contato físico” entre os policiais e a jovem mulher. O presidente iraniano, Ebrahim Raissi, pediu uma investigação. “A nação expressou seu pesar pela triste morte de Mahsa”, escreveu o jornal ultraconservador Javan.

Em Saghez, sua cidade natal onde ela foi enterrada no sábado (17), os moradores jogaram pedras no escritório do governador e gritaram slogans hostis. Neste domingo (18), quase toda a imprensa da capital dedicou suas primeiras páginas e páginas inteiras à tragédia.

“O público está revoltado e irritado com o que aconteceu com Mahsa Amini”, observou o jornal reformista Etemad, observando que a nação tem visto “violência repetida pela polícia de moralidade”. O jornal moderado Jomhouri Eslami advertiu sobre a “fratura social” causada pelo “comportamento violento” dos policiais.

O diário do governo iraniano acusou os reformadores de “explorar as emoções do povo usando um infeliz incidente para virar a nação contra o governo e o presidente”.

O jornal ultraconservador Kayhan observou que “o volume de rumores e mentiras levantados após a morte de Mahsa aumentou consideravelmente”. “Entretanto, a divulgação das filmagens do incidente pela polícia tem confundido oportunistas que queriam usar o incidente”, disse o jornal.

O veículo se refere a um pequeno vídeo de vigilância transmitido pela televisão oficial mostrando uma mulher apresentada como Mahsa desmaiando na delegacia após uma discussão com uma mulher policial.