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Wuhan tem cerimônia gigante de formatura 14 meses após fim da quarentena contra Covid

Mais de 11 mil estudantes participaram de uma grande cerimônia de formatura em Wuhan, na China, cerca de 14 meses após a suspensão das restrições na cidade que foi o epicentro da pandemia.

Os 11 milhões de habitantes de Wuhan, na província de Hubei, foram colocados sob quarentena a partir de 23 de janeiro de 2020, evidenciando a gravidade do vírus que depois se propagou pelo mundo.

A cidade ficou 76 dias sob confinamento estrito e só começou a retomar à normalidade, de maneira progressiva, a partir de abril de 2020 (e o mesmo ocorreu com outras regiões do país, onde o contágio foi controlado).

Pouquíssimos utilizavam máscaras na cerimônia, que ocorreu na tarde de domingo (13).

Entre os estudantes estavam mais de 2,2 mil que deveriam ter recebido o diploma no ano passado, mas a cerimônia foi adiada devido à epidemia.

Segundo os números oficiais do governo chinês, o país registrou pouco mais de 90 mil casos de Covid-19 e 4.636 mortes desde o início de 2020 — a maioria em Wuhan.

Líder de seita com 39 esposas e 94 filhos morre aos 76 anos na Índia

O líder de uma seita poligâmica morreu neste domingo (13), na Índia, aos 76 anos. Ele deixou 39 esposas e 94 filhos, confirmaram nesta segunda (14) as autoridades locais. Ziona Chana era hipertenso e tinha diabetes. A causa da morte não foi divulgada.

Chana dizia ser o chefe da “maior família do mundo” e despertava curiosidade pela sua forma de vida. O governador de Mizoram – estado que faz fronteira com Bangladesh –, lamentou a morte do patriarca em uma rede social.

Zoramthanga escreveu que a família Chana foi responsável por transformar o vilarejo de Baktawng Tlangnuam, onde viviam, em uma “grande atração turística”.

“Me despeço de Chana com o coração pesado”, disse Zoramthanga.
Com um total de 167 membros, a família é uma das maiores do mundo – perde talvez apenas para os Blackmore, mórmons do Canadá, com 178 membros entre esposas, filhos e netos.

Todos os membros da família Chana vivem juntos em uma ampla construção de quatro andares e mais de 100 quartos.

A seita Chana foi fundada pelo pai de Ziona em 1942 e tem centenas de famílias filiadas. Ziona se casou pela primeira vez com 17 anos e afirmava ter se casado com dez mulheres em um único ano.

Sua filosofia é baseada nos princípios cristãos, apesar do fato de que os líderes da Igreja Presbiteriana, a principal fé no estado, rejeitam a poligamia de Chana.

As mulheres de Chana compartilhavam um dormitório perto de seu quarto de dormir, e moradores disseram que ele gostava de ter sete ou oito ao seu lado o tempo todo.

Apesar do tamanho da família, o patriarca disse em entrevista à agência de notícia Reuters em 2011 que queria que ela crescesse ainda mais.

EUA vão comprar 500 milhões de doses da Pfizer para doar a outros países

Joe biden

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciará nesta quinta-feira a compra de 500 milhões de doses da vacina contra a covid-19 da Pfizer/BioNTech para doação a outros países, anunciou a Casa Branca, ao confirmar informações da imprensa.

“É o maior pedido e doação de vacinas feito por apenas um país, e um compromisso do povo americano para ajudar a proteger a população de todo o mundo contra a covid-19”, afirmou o governo, que considera o anúncio, vazado pela imprensa na quarta-feira, uma “ação histórica”.

As vacinas serão distribuídas a 92 países desfavorecidos por meio do sistema Covax, criado para garantir uma distribuição equitativa das doses em todo o mundo.

As entregas começarão em agosto e até 200 milhões devem ser distribuídas até o fim do ano.

As outras 300 milhões de doses serão entregues até junho de 2022, informou a Casa Branca em um comunicado.

Todas as doses serão produzidas em fábricas americanas.

Biden deve fazer o anúncio oficial no Reino Unido, em sua primeira viagem ao exterior como presidente.

O líder democrata, que trabalha para demonstrar que “os Estados Unidos estão de volta” no cenário internacional, participará no fim de semana da reunião de cúpula do G7 na Cornualha, onde a gestão da pandemia estará entre os temas prioritários de discussão.

Washington recebeu críticas nos últimos meses por demorar a compartilhar suas vacinas com o resto do mundo.

Mas com quase 64% dos adultos americanos imunizados com ao menos uma dose, a Casa Branca agora pretende tomar a iniciativa no tema.

“O presidente Biden foi claro, as fronteiras não podem conter esta pandemia. Ele prometeu que nossa nação será o grande arsenal de vacinas“, afirmou o governo.

Washington também entregou ao sistema Covax dois bilhões de dólares, recordou a Casa Branca.

Mas este anúncio amplia consideravelmente os compromissos anteriores assumidos por Biden.

O governo dos Estados Unidos havia anunciado até agora que doaria 80 milhões de doses de vacinas anticovid a países estrangeiros até o fim de junho: 60 milhões da AstraZeneca e o restante uma combinação de vacinas da Johnson & Johnson, Moderna e Pfizer.

Senador e deputado da Bolívia trocam socos e chutes durante sessão do Congresso; veja vídeo

Um senador e um deputado trocaram socos e chutes durante uma sessão do Congresso da Bolívia nesta terça-feira (8). Eles se desentenderam após uma fala do ministro do governo sobre a prisão da ex-presidente Jeanine Áñez.

Fernando del Castillo, chefe da pasta equivalente à Casa Civil no Brasil, reforçou a tese do atual governo de que houve um golpe de Estado em 2019, o que levou a renúncia do então presidente Evo Morales e a posse de Áñez.

O senador opositor Henry Montero e o deputado governista Antonio Gabriel Colque discutiram e chegaram a se agredir fisicamente. A ação foi transmitida pela televisão pública, e registrada por outros parlamentares pelo celular.

Os opositores sustentam que a detenção de Áñez, em março deste ano, foi uma violação da lei. Eles também rejeitam a acusação de golpe alegando que a saída de Morales aconteceu por causa da pressão popular após denúncias de fraude nas eleições.

O ministro Del Castillo se alterou e chamou os opositores de “cúmplices” aos gritos. Montero pediu por respeito e foi empurrado por Colque enquanto outros governistas o cercavam. Montero e Colque trocaram chutes e socos e o governista foi derrubado no chão, sob os golpes do opositor.

Em outro local do Congresso, as parlamentares Tatiana Áñez, do partido de direita Creemos, e María Alanoca, do MAS – partido de Morales e do atual presidente Luis Arce –, também se empurraram e puxaram os cabelos uma da outra.

A sessão do Congresso chegou a ser suspensa por vários minutos, e após todos acalmarem os ânimos, o ministro Del Castillo pôde encerar sua fala.

Sites de veículos de comunicação saem temporariamente do ar em todo o mundo

Sites de importantes veículos de comunicação do todo o mundo saíram do ar temporariamente na manhã desta terça-feira (8), como do “New York Times”, do “Le Monde”, do “Guardian”, do “Financial Times” e da “CNN”.

Ao se tentar acessar as páginas desses meios de comunicação, mensagens indicavam que o serviço não estava disponível ou que havia erro de conexão. As mensagens mais comuns eram “Error 503 Service Unavailable” e “connection failure”.

O site do governo britânico também chegou a ficar fora do ar, assim como o Reddit e o Twitch.

Por volta das 8h, algumas páginas voltaram a funcionar. Mas sites como o do jornal britânico “Financial Times” ainda apresentam problemas de conexão.

O Down Detector, site especializado na detecção de falhas deste tipo, apontou uma “avaria de grande envergadura no Fastly”, provedor de serviços de computação na nuvem baseado nos EUA.

A Fastly disse inicialmente que estava investigando “o impacto potencial no desempenho de nossos serviços CDN”. Depois, afirmou que “o problema de disrupção global CDN foi identificado e uma correção está sendo implementada”.

Algumas páginas, como as da “BBC”, do “Washington Post”, do “El País” e da “Al Jazeera”, funcionaram normalmente, sem qualquer falha ou interrupção.

‘The Economist’ mostra colapso brasileiro e destaca o negacionismo de Bolsonaro

A mais recente edição da revista britânica The Economist, publicada nesta quinta-feira 03, destaca o colapso brasileiro frente à pandemia e afirma que, sem a saída definitiva do presidente Jair Bolsonaro, dificilmente o País conseguirá se recuperar.

A revista, que é uma das mais lidas do mundo, traz uma coletânea de reportagens especiais acerca do comportamento de Bolsonaro em relação à Covid-19 – com menção à vacinação “às escuras” feitas pelo ministro Luís Eduardo Ramos devido ao “negacionismo do presidente, além de declarações de Bolsonaro que remetiam a imunização a tornar-se “um jacaré” e a dispensa de contratos para obter vacinas da Pfizer ainda em 2020.

As reportagens também destacam o cenário político nacional, em especial o perfil dos parlamentares da Câmara dos Deputados, e criticam a falta de continuidade de reformas econômicas prometidas pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

Hospitais estão cheios, os tiros ecoam nas favelas e há um recorde de desemprego de 14,7%”, diz o começo do texto editorial da edição. “A desilusão pavimentou o caminho para Bolsonaro. Um capitão do Exército de formação com uma queda pela ditadura, ele persuadiu eleitores a verem sua displicência política como uma marca de autenticidade. Ele prometeu punir políticos corruptos, acabar com o crime e turbinar a economia. Falhou em todos os pontos”.

A postura de defesa da mineração em terras indígenas e os recordes de desmatamento na Amazônia também foram destaque no especial, com o apontamento dos recentes inquéritos envolvendo suspeitas do ministro Ricardo Salles, do Meio Ambiente, ter colaborado com madeireiros ilegais no Pará.

Nos últimos anos, capas da The Economist sobre o Brasil repercutiram como um “termômetro” da imagem do País mundo afora. A metáfora utilizada comumente utiliza da imagem do Cristo Redentor, que já decolou, desgovernou-se e, agora, aparece com necessidade de oxigênio na ilustração-tema da revista.

“O Brasil vive uma década sombria, marcada pelo declínio da economia, desmatamento e, agora, a calamidade da Covid. Jair Bolsonaro é apenas parte do problema”, diz a publicação da revista nas redes.

Ataque em Burkina Faso deixa mais de 100 mortos

Pelo menos cem civis foram mortos em Solhan, no norte de Burkina Faso, entre a noite de sexta-feira (4) e a madrugada deste sábado (5). Foi o ataque mais sangrento registrado no país desde o início da violência extremista islâmica em 2015, segundo fontes da segurança e locais.

Durante a madrugada, indivíduos armados realizaram uma incursão mortal em Solhan, na província de Yagha. O saldo, ainda provisório, é de cem pessoas mortas, homens e mulheres de todas as idades”, disse à AFP uma fonte da segurança.

O ataque e o balanço de vítimas foram confirmados pelo governo.

De acordo com uma fonte local, primeiro o ataque teve como alvo um posto dos Voluntários pela Defesa da Pátria (VDP), de apoio civil ao Exército, e “depois os agressores foram às casas dos moradores, que foram executados”.
Além do pesado tributo humano, o pior que registramos até hoje, as casas e o mercado (de Solhan) foram incendiados”, declarou outra fonte da segurança, que disse temer que “o saldo, ainda provisório, aumente”.

Um responsável do serviço de segurança declarou que “homens foram destacados para realizar operações de busca e proteger as populações que irão realizar a recuperação dos corpos e sepultamento das vítimas”.

Um luto nacional de 72 horas foi decretado pelas autoridades, a partir deste sábado até segunda-feira (7).

EUA anunciam envio de 6 mi de vacinas contra Covid para Brasil e outros países da América Latina

Joe biden

Os EUA anunciaram nesta quinta-feira (3) que vão enviar, inicialmente, 6 milhões de vacinas contra a Covid-19 para o Brasil e outros países da América Latina. O compartilhamento será feito via Covax, iniciativa vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS) para a distribuição de doses a países em desenvolvimento, e ainda não há detalhes sobre o número de imunizantes que o Brasil vai receber.

O montante é uma fatia dos 80 milhões de doses que o presidente americano, Joe Biden, anunciou que vai enviar a outros países nas próximas semanas.

Em comunicado nesta quinta, Biden divulgou os detalhes da primeira parte do plano de distribuição global dos imunizantes, com o envio de 25 milhões de vacinas para o exterior. Destes, cerca de 75%, ou 19 milhões de doses, serão distribuídos via Covax, de acordo com a participação de cada país no consórcio, enquanto 25% serão distribuídos diretamente pelos EUA para outros países.

Pelo Covax, serão cerca de 6 milhões de doses para a América Latina e o Caribe, incluindo Brasil, Argentina, Colômbia, Costa Rica, Peru, Equador, Paraguai, Bolívia, Guatemala, El Salvador, Honduras, Panamá, Haiti e República Dominicana, entre outros países da comunidade caribenha; 7 milhões para países do Sul e do Sudeste da Ásia, como Índia, Tailândia, Laos e Vietnã; e 5 milhões para a África, em nações que, segundo a Casa Branca, serão selecionadas junto à União Africana.

Os outros 6 milhões de doses para fechar a conta da remessa inicial serão compartilhados diretamente com países que, ainda de acordo com o comunicado, “estão passando por surtos”, como Índia e México. Apesar da situação grave da pandemia no Brasil, a Casa Branca não cita o país nesta distribuição direta bilateral —o Brasil tem participação pequena no Covax por decisão do governo Jair Bolsonaro.

Nessa fatia, considerada pelo governo americano como “países que estão passando por surtos, em crise e outros parceiros e vizinhos”, estão também Canadá, Coreia do Sul, territórios palestinos, Ucrânia, Kosovo, Haiti, Iraque, Iêmen e funcionários da linha de frente da ONU.

“Hoje, estamos fornecendo mais detalhes sobre como alocaremos os primeiros 25 milhões de doses dessas vacinas para preparar o terreno para uma maior cobertura global e lidar com surtos reais e potenciais, altas cargas de doenças e as necessidades dos países mais vulneráveis”, disse Biden em comunicado.

“Não estamos compartilhando doses para receber favores ou concessões […] estamos compartilhando para salvar vidas e guiar o mundo em direção ao fim da pandemia.”

O restante das doses —55 milhões— vai seguir o mesmo padrão desta primeira parte do plano de distribuição: 75% via Covax e 25% de compartilhamento direto com países vizinhos e parceiros.

Apresentadora anuncia morte de ‘escritor’ William Shakespeare ao falar de primeiro vacinado contra Covid no Reino Unido

Ao anunciar a morte de William Shakespeare, de 81 anos, o primeiro homem – e a segunda pessoa no mundo – a ser vacinado contra a Covid-19 com a vacina da Pfizer, uma apresentadora argentina o confundiu com seu homônimo, o escritor que morreu em 1616.

Noelia Novillo, do Canal 26, disse que “um dos escritores mais importantes – para mim a maior referência – da língua inglesa” havia morrido meses após receber a vacina, e ainda anunciou: “aí o vemos”, quando apareceu na tela uma imagem de Shakespeare – o idoso vacinado em 8 de dezembro de 2020.

Shakespeare, o idoso de 81 anos, faleceu em esta semana após um AVC, não relacionado à Covid ou à vacina, cinco meses após ser imunizado. Ele vivia em Coventry, na Inglaterra.

Já o escritor, dramaturgo e poeta William Shakespeare tinha apenas 52 anos quando morreu, em 23 de abril de 1616. A causa de sua morte não é muito clara. Há citações a “uma febre”, mas ninguém sabe exatamente que doença teria acometido o autor.

Ele nasceu em Stratford-upon-Avon e escreveu algumas das obras mais populares da literatura mundial de todos os tempos, como Romeu e Julieta, Rei Lear, Hamlet e A Megera Domada, entre muitas outras.

Erupção vulcânica atinge cidade na República Democrática do Congo

Um rio de lava procedente do vulcão Nyiragongo, no leste da República Democrática do Congo (RDC), atingiu o aeroporto da cidade de Goma no começo deste domingo (23), anunciaram autoridades locais. “A situação está piorando”, informou um oficial do Parque Nacional Virunga, onde se encontra o vulcão, em mensagem a funcionários, da qual a AFP recebeu uma cópia.

“Além do rio de lava na direção nordeste (Kibumba/Ruanda), outro rio desce sobre a cidade. Chegou agora ao aeroporto e deve descer até o Lago Kivu”, detalhou. “A erupção do Nyiragongo é semelhante a de 2002”, acrescentou o oficial, pedindo a todos que moram perto do aeroporto que deixem a região imediatamente. Ele assinalou que, no momento, “os outros bairros da cidade não correm perigo” e não devem ser alcançados pela lava.

Milhares de pessoas já haviam deixado a cidade antes mesmo de o Monte Nyiragongo começar a lançar uma fumaça vermelha no céu noturno. Autoridades ativaram um plano de evacuação no fim da noite. A última erupção do Nyiragongo havia sido em 17 de janeiro de 2002 e causou a morte de mais de 100 pessoas. O fenômeno cobriu de lava quase toda a parte leste de Goma, incluindo metade da pista de pouso do aeroporto.

Erupção

O vulcão Nyiragongo, próximo à cidade de Goma, na República Democrática do Congo (RDC), entrou em erupção neste sábado (22). O governador da província de Norte-Kivu, general Constant Ndima, confirmou a erupção, iniciada às 19h locais. “A população deve seguir as orientações da Defesa Civil”, declarou o general, em mensagem de áudio enviada à AFP.

Segundo um documento interno da missão da ONU no país (Monusco), ao qual a AFP teve acesso, um helicóptero militar “fez um voo de reconhecimento pela região e confirmou a erupção. O rio de lava, no entanto, dirige-se para Ruanda. A cidade de Goma e seus arredores estão a salvo.”

Antes do aviso oficial, um jornalista da AFP constatou desde Goma fortes labaredas vermelhas expelidas pelo vulcão, às margens do Lago Kivu. Moradores da cidade, alguns bastante assustados, corriam para casa ou olhavam com preocupação na direção da cratera, que domina Goma.

“O céu ficou vermelho. Ao longe, observam-se chamas gigantes. Mas não treme. As sirenes não foram acionadas”, contou à AFP por telefone a moradora Carine Mbala. O fornecimento de energia foi interrompido na cidade.

Queda de teleférico deixa ao menos 13 mortos na Itália

Duas crianças foram levadas a um hospital. Acidente foi em monte com vista para o Lago Maggiore, famoso ponto turístico do país.

Um teleférico caiu e deixou ao menos 13 mortos na Itália neste domingo (23), informaram autoridades do país. Duas crianças ficaram feridas. O acidente ocorreu perto do pico do Monte Marone, que dá vista para o Lago Maggiore, famoso ponto turístico no noroeste italiano.

Segundo a rede britânica BBC, as duas crianças, de 5 e 9 anos, gravemente feridas, foram levadas de helicóptero a um hospital em Turim.

Inicialmente, a informação era de que havia 11 pessoas no teleférico, mas, depois, a agência de notícias americana “Associated Press” informou que equipes de resgate continuavam revistando a área – por causa de indicações de que poderia haver até 15 pessoas no veículo, disse um porta-voz do serviço italiano de resgate alpino.

A causa do acidente ainda não foi determinada, mas relatos locais apontam que o cabo do teleférico pode ter falhado a cerca de 300m do topo do monte, que tem 1.491m de altura.

O porta-voz do serviço de resgate observou que a linha foi renovada em 2016 e só recentemente reabriu, depois que bloqueios para conter o coronavírus fecharam teleféricos em toda a Itália.

Após 11 dias de conflitos, Israel e Hamas acertam cessar-fogo

Depois de 11 dias e mais de 240 mortes, o atual conflito entre Israel e o grupo palestino Hamas chegou ao fim -ao menos momentaneamente. Os dois lados apoiaram um cessar-fogo a partir desta sexta (21).

Em reunião nesta tarde, a cúpula do governo liderado por Binyamin Netanyahu aprovou a suspensão dos ataques, e o Hamas afirma ter acertado uma trégua “mútua e simultânea”, com início às 2h desta sexta.

Esse é o maior conflito na região em sete anos. Até o momento, os bombardeios israelenses provocaram a morte de ao menos 232 pessoas, incluindo 65 crianças e 39 mulheres em Gaza, segundo autoridades médicas locais. Os ataques também deixaram mais de 1.900 feridos, destruíram estradas, prédios e outras estruturas, o que agravou a escassez de alimentos, água potável e remédios, aumentou o risco de disseminação de Covid e outras doenças e forçou mais de 52 mil palestinos a deixarem suas casas.

Do lado israelense, as autoridades contabilizaram 12 mortos, incluindo duas crianças, e 336 feridos. O país possui um avançado sistema de defesa contra mísseis e foguetes que, segundo os números oficiais, interceptou quase 90% dos cerca de 4.000 projéteis disparados de Gaza e minimizou os danos do conflito.

Apesar das conversas pelo cessar-fogo -mediadas pelo Egito e pela ONU-, os ataques dos dois lados continuaram nesta quinta, com Israel mantendo bombardeios a alvos na Faixa de Gaza, enquanto o Hamas seguiu disparando foguetes contra cidades israelenses. Os ataques haviam sido interrompidos por cerca de oito horas, mas, na madrugada, Israel deu início a uma nova sequência de ataques aéreos em Gaza, visando o que os militares disseram ser uma unidade para estocar armas na casa de um oficial do Hamas, além de estruturas militares nas residências de outros comandantes do grupo islâmico.

Do lado israelense, os moradores começaram o dia sem o som habitual das sirenes de alertas, mas elas voltaram a soar no sul do país, embora nenhum dano ou vítima tenha sido relatado pelas autoridades.

Os avanços das negociações de paz aconteceram depois que o presidente americano, Joe Biden, aumentou a pressão sobre o premiê israelense, Binyamin Netanyahu, pelo fim do conflito.

Pressionado internamente por seu próprio partido, que o acusava de falta de firmeza com Israel, Biden telefonou na quarta (19) para o primeiro-ministro e pediu a diminuição imediata da violência -os EUA são os principais aliados de Israel e tradicionalmente apoiam o parceiro nas ações militares contra palestinos.

Netanyahu, por sua vez, disse apreciar o apoio de Biden ao direito de defesa de Israel, mas indicou que continuaria com a operação contra o Hamas. Yair Lapid, cotado para ser o próximo premiê de Israel após o fracasso do atual premiê em articular maioria no Parlamento, disse que o governo israelense deve atender aos apelos dos EUA devido à coordenação necessária com Washington em outros aspectos no futuro.

Israel não pode ignorar tal pedido. Enfrentamos desafios muito maiores do que Gaza -o Irã, o acordo nuclear, as tensões na Síria e o fortalecimento do Hizbullah. Tudo isso exigirá estreita coordenação com os americanos”, disse o político, de acordo com o site israelense Ynet News.

Pesquisa divulgada pela imprensa local afirma que 72% dos israelenses dizem apoiar a continuidade do conflito, enquanto 24% querem um cessar-fogo. O levantamento ouviu 684 pessoas e tem margem de erro de 4,3%. Moussa Abu Marzouk, membro do braço político do Hamas, disse na quarta acreditar que os esforços para o fim do conflito serão bem-sucedidos e que esperava um acerto até o fim da semana.

Outro ciclone ameaça a Índia; Tauktae deixou 110 mortos

Uma nova tempestade ciclônica está se formando, desta vez no Golfo de Bengala, a leste do país. Tauktae atingiu o oeste e o sul e foi o ciclone mais violento das últimas décadas.

Um novo ciclone está se formando no Golfo de Bengala, a leste da Índia, advertiram os meteorologistas nesta quinta-feira (20), após a passagem do Tauktae provocar pelo menos 110 mortes.

O Tauktae foi a tempestade ciclônica mais violenta das últimas décadas no país, já atingido por uma devastadora segunda onda de Covid-19 que tem quebrado todos os recordes mundiais de mortes e casos confirmados.

O departamento meteorológico indiano informou que a zona de depressão do novo ciclone deve se formar até sábado (22), desta vez na costa leste do país.

A meteorologia considera “muito provável” que o sistema se intensifique de maneira progressiva e virar uma tempestade ciclônica, que poder afetar os estados de Bengala Ocidental e Odisha até quarta-feira (26).

O ciclone Tauktae atingiu os estados da costa oeste na segunda-feira (17).

Antes de tocar o solo, no estado de Gujarat, rajadas de vento de até 185 km/h e chuvas torrenciais provocaram 20 mortes no oeste e no sul da Índia. Foram registradas ao menos 53 mortos em Gujarat.

A Marinha indiana encontrou 37 corpos após o naufrágio de uma embarcação de apoio a instalações petroleiras afetadas pela tempestade e 38 pessoas continuam desaparecidas.

Mísseis atingem prédio que abriga Associated Press e Al Jazeera na Faixa de Gaza, dizem agências

O proprietário do prédio foi avisado com antecedência sobre o ataque israelense, e o prédio foi evacuado.

Um prédio de 12 andares na Faixa de Gaza que abriga os escritórios da Associated Press (AP), dos Estados Unidos, e da emissora Al Jazeera, do Catar, desabou neste sábado (15) após ser atingido por mísseis israelenses, informaram as agências Reuters e France Presse. Não há informações de feridos.

O prédio foi evacuado cerca de uma hora antes do ataque aéreo, após um aviso ser enviado ao proprietário do prédio pelo exército israelense, informou a Reuters. Não houve uma explicação imediata do motivo pelo qual o edifício foi alvo do ataque.

“Um ataque israelense destruiu o prédio que abrigava os escritórios da AP em Gaza”, disse Jon Gambrell, jornalista da agência de notícias, no Twitter. “O Exército avisou o proprietário do prédio onde fica o escritório da AP que o local seria alvo de um bombardeio”, escreveu pouco antes do ataque.

Outro jornalista da AP, que pediu para não ser identificado, disse que todos os funcionários estavam bem, mas em estado de choque.

A rede de televisão Al Jazeera confirmou no Twitter que seus escritórios ficavam no prédio e transmitiu ao vivo as imagens da torre desabando e sendo reduzida a uma montanha de escombros.

Os militares israelenses ainda não comentaram sobre o ataque. O edifício também tinha vários apartamentos e outros escritórios.

Autoridade de saúde dos EUA decide que pessoas vacinadas contra Covid-19 podem ficar sem máscara em ambientes abertos e fechados

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), autoridade federal de saúde dos EUA, atualizou nesta quinta-feira (13) suas recomendações sobre a Covid-19, permitindo a partir de agora que pessoas que já tenham tomado todas as doses da vacina permaneçam sem máscara em ambientes abertos ou fechados.

Para estas pessoas já plenamente imunizadas, também deixa de ser obrigatório manter o distanciamento social. A nova diretriz só não vale quando há alguma regra específica dizendo o contrário (por exemplo, uma lei estadual diferente ou uma norma do local de trabalho).

Como informa “The New York Times”, até esta quarta-feira (12), cerca de 154 milhões de pessoas haviam recebido pelo menos uma dose da vacina Covid-19, mas apenas cerca de um terço da população, ou 117,6 milhões de pessoas, tiveram a imunização plena (com duas doses ou com dose única, dependendo do tipo de vacina). No Brasil, onde não há mudança na orientação sobre máscaras, esse índice não chega a 9%.

Os EUA atualmente utilizam as vacinas Pfizer/BioNTech, Moderna e Janssen (Johnson & Johnson).

As jornalistas e correspondentes Raquel Krähenbüh e Carolina Cimenti (Foto: Globo News/Reprodução )

Repórteres brasileiras vacinadas tiram máscara durante transmissão nos EUA

Jornalistas correspondentes da GloboNews, nos Estados Unidos, apareceram durante transmissão ao vivo, pela primeira vez em mais de um ano, sem utilizar máscaras. No país, a partir desta quinta-feira, 13, todos que estiverem completamente vacinados contra a Covid-19 já não precisam utilizar os equipamentos de proteção em locais públicos, sendo abertos ou fechados. Os Estados Unidos já vacinou, com as duas doses, 115.530.780 pessoas, o equivalente a 34,8% de sua população.

Sindicato médico do Japão diz que é impossível organizar Jogos Olímpicos seguros

Governadores de províncias japonesas indicaram que não reservarão leitos hospitalares para atletas que ficarem doentes durante os Jogos.

É impossível organizar os Jogos Olímpicos de Tóquio, previstos para começar em 23 julho, com total segurança em um momento em que a pandemia de Covid-19 continua a afetar o país, afirmou um sindicato de médicos do Japão em uma mensagem ao governo.

“Nós nos opomos com força à disputa dos Jogos de Tóquio em um momento em que as pessoas em todo o mundo lutam contra o novo coronavírus”, afirmam os médicos, que consideram “impossível disputar Jogos seguros durante a pandemia”.

“Não podemos negar o perigo que representam as numerosas novas variantes do vírus que vão chegar a Tóquio a partir de todo o mundo”, completa o comunicado dos médicos.

O Japão enfrenta atualmente a quarta onda de infecções pelo vírus e diversas regiões, incluindo a capital, se encontram em estado de emergência. Os sistemas hospitalares estão novamente sob pressão e os médicos denunciam repetidamente a falta de funcionários para o atendimento dos pacientes.
Nos últimos dias, vários governadores de províncias japonesas indicaram que não reservarão leitos hospitalares para atletas enfermos.

Os projetos de algumas delegações de treinar no Japão antes do início dos Jogos foram cancelados.

A 10 semanas da abertura dos Jogos Olímpicos, grande parte da opinião pública japonesa permanece contrária ao evento. Pesquisas mostram que a maioria dos japoneses deseja um adiamento ou o cancelamento.

O comitê organizador insiste que tem capacidade de garantir Jogos Olímpicos seguros graças às medidas adotadas.

Israel intensifica bombardeios em Gaza e aumentam distúrbios em cidades; mortos passam de 80

Israel vivia nesta quinta-feira (13) uma escalada da violência em duas frentes, com a intensificação dos bombardeios na Faixa de Gaza e os distúrbios nas cidades habitadas por judeus e árabes em seu território.

Pouco depois da meia-noite, os alertas de foguetes foram acionados no sul do país, mas também na metrópole de Tel Aviv, pela primeira vez desde o início da escalada na segunda-feira, assim como na região norte. Todos os voos com destino ao aeroporto internacional desta cidade foram desviados até novo aviso.

Durante a madrugada, cinco pessoas ficaram feridas na explosão de um projétil que caiu em um complexo residencial de Petaj Tikva, perto de Tel Aviv.

Ao mesmo tempo, a aviação israelense bombardeou posições do Hamas na Faixa de Gaza – território palestino com dois milhões de habitantes sob bloqueio de Israel -, incluindo locais relacionados com operações de “contraespionagem” do grupo islamita e a residência de Iyad Tayeb, um dos comandantes do movimento.

O grupo islamita anunciou na quarta-feira a morte do comandante de seu braço militar para a cidade de Gaza, a principal do território palestino. O serviço de inteligência israelense informou que outros dirigentes do Hamas morreram nos bombardeios.

A aviação israelense destruiu um edifício de mais de 10 andares que abrigava os escritórios da rede de televisão palestina Al Aqsa, criada pelo Hamas.

O número total de palestinos falecidos nos bombardeios israelenses nos últimos dias em Gaza subiu para 83, anunciou nesta quinta-feira o ministério da Saúde da Faixa, governada pelo movimento islamita Hamas.

Egito descobre 250 tumbas de mais de 4 mil anos

O Egito descobriu cerca de 250 tumbas de 4,2 mil anos na província de Sohag, sul do país, anunciou, nessa terça-feira (11), o Ministério de Antiguidades. “Algumas contam com uma ou várias fossas funerárias. Outras, com um corredor que termina em uma câmara funerária”, detalhou o ministério.

As tumbas foram criadas em um período compreendido “do fim do Antigo Império até o fim do período ptolomaico”, acrescentou. O secretário-geral do Conselho Geral de Antiguidades egípcio, Mostafa Waziri, informou que uma das tumbas do Antigo Império apresenta leves traços de inscrições hieroglíficas e uma câmara para “os sacrifícios”.

Segundo Mohamed Abdel-Badie, representante da área de Antiguidades e que comandou as escavações, foram encontrados objetos de cerâmica e dedicados às divindades egípcias, assim como pequenos vasos de alabastro, ossos humanos e de animais e relíquias de calcário que poderiam ser “monólitos funerários da 6ª dinastia”.

Autoridades egípcias fizeram várias descobertas arqueológicas nos últimos meses e têm esperança de relançar o turismo, fortemente golpeado desde a revolução de 2011, que tirou do poder o presidente Hosni Mubarak, e pela pandemia do novo coronavírus.

Noite de bombardeios israelenses e lançamento de foguetes termina com ao menos 26 mortos em Gaza

Ao menos 26 palestinos, incluindo nove crianças, morreram na madrugada desta terça-feira (11) em bombardeios de Israel em Gaza em resposta aos foguetes lançados por organizações armadas palestinas.

Outras 106 pessoas ficaram feridas na Faixa de Gaza, território palestino controlado pelo movimento islamita Hamas, informaram as autoridades de saúde locais.

Em Israel, duas pessoas morreram.

A Jihad Islâmica, segundo grupo islamita armado da Faixa de Gaza, anunciou nesta terça-feira as mortes de dois comandantes nos ataques israelenses.

As mortes são consequência de uma onda de violência em Jerusalém Oriental.

Desde segunda-feira, militantes palestinos lançaram mais de 200 foguetes contra Israel. O sistema antimísseis israelense Cúpula de Ferro interceptou mais de 90% dos projéteis, afirmou o porta-voz do exército, Jonathan Conricus. Ao menos seis israelenses ficaram feridos.

Israel respondeu ao lançamento de foguetes com 130 ataques de aviões de combate e helicópteros contra alvos militares no território palestino, que mataram 15 comandantes do Hamas e da Jihad Islâmica, anunciou Conricus à imprensa.

O porta-voz afirmou que os alvos eram lugares onde havia fabricação e armazenamento de armas, locais de treinamento de militantes, a casa de um comandante do Hamas e outros pontos.

Conricus disse que não há confirmação de que os ataques tenham afetado civis.

Alunos e professor são mortos em ataque a tiros em escola na Rússia

Ao menos oito pessoas foram mortas e mais de 20 ficaram em uma escola em Kazan, na Rússia, nesta terça-feira (11). Um agressor de 19 anos foi preso, segundo autoridades russas.

O número de vítimas ainda é incerto.

As agências de notícias Associated Press e Interfax dizem que são oito mortos — sete crianças e um professor. A Reuters fala em sete crianças mortas. Já a agência de notícias estatal russa RIA Novosti afirma que 11 pessoas morreram.

Imagens publicadas nas redes sociais mostram crianças pulando da janelas do prédio de três andares para escapar dos tiros.
Testemunhas dizem ter ouvido uma explosão e depois os tiros. Alguns estudantes conseguiram escapar do prédio durante o ataque, mas outros ficaram presos lá dentro e foram evacuados depois. A escola foi cercada pela polícia.

Rustam Minnikhanov, governador do Tartaristão, disse que as vítimas são estudantes do oitavo ano. “Perdemos sete crianças, alunos do oitavo ano. Quatro meninos e três meninas”.

Segundo autoridades de saúde da região, 21 pessoas foram hospitalizadas após o ataque, incluindo 18 crianças. Seis estão na UTI.
Imagens publicadas nas redes sociais mostraram um jovem sendo imobilizado no chão por um policial do lado de fora do prédio da escola.

“O terrorista está preso, [tem] 19 anos. Uma arma de fogo está registrada em seu nome”, disse Minnikhanov após visitar a escola. “Outros cúmplices não foram identificados e uma investigação está em andamento”.