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Brasil impõe virada épica e bate Argentina no vôlei masculino nas Olimpíadas

Quando a volta por cima parecia improvável, a virada. Em uma noite em que tudo parecia dar errado, o Brasil soube ressurgir em meio aos erros. Na marra e no talento, a seleção brasileira ignorou qualquer distância no placar para conseguir uma virada heroica no clássico contra a Argentina. Em 3 sets a 2, parciais 19/25, 21/25, 25/16, 25/20 e 16/14, os campeões olímpicos mostraram força rumo à segunda vitória nas Olimpíadas de Tóquio.

A vitória evita um drama antecipado e dá certo conforto na reta final da fase de classificação. No grupo mais difícil em Tóquio, o Brasil ainda encara três favoritos ao pódio em busca de uma vaga nas quartas de final. Na próxima quarta-feira, enfrenta a Rússia. Depois, em sequência, pega Estados Unidos e França. Os quatro melhores de cada chave avançam.

A vitória mantém o Brasil na parte de cima da classificação do grupo B, ao lado da Rússia, também com dois triunfos. A seleção de Renan Dal Zotto, porém, leva desvantagem no número de pontos: 6 contra 5. Abaixo, França e Estados Unidos somam uma vitória cada. Argentina e Tunísia seguem zeradas.

A seleção volta à quadra na próxima quarta-feira, às 9h45. Vai encarar os russos, líderes do grupo. A TV Globo e o SporTV transmitem a partida ao vivo, e o ge acompanha tudo em tempo real.

Um ace de Lucarelli abriu o caminho no quinto set. O jogo, porém, se manteve tenso. As seleções se alternaram na dianteira. A Argentina marcou 8/7 em lance de talento do levantador De Cecco. Pouco depois, o Brasil viu os rivais abrirem 11/9. Renan pediu tempo e tentou arrumar a casa na reta final. Funcionou. Em dois ataques seguidos, Leal explorou o bloqueio para deixar tudo igual. Foi a vez de Marcelo Méndez parar o jogo. Maurício Souza fechou a porta para o ataque argentino e colocou o Brasil à frente. Para não sair mais: 16/14, em uma virada épica.

No Taekwondo, Milena Titoneli perde disputa do bronze e dá adeus à Olimpíada

A brasileira Milena Titoneli chegou perto da medalha de bronze na categoria até 67 kg do taekwondo nos Jogos Olímpicos de Tóquio nesta segunda-feira, mas foi derrotada na disputa do terceiro lugar por 12-8 por Ruth Gbagbi, da Costa do Marfim.

Gbagbi, 27 anos, já havia conquistado o bronze nos Jogos Rio-2016.

Na competição disputada no Makuhari Messe Hall, Milena, de 22 anos, estreou contra Julyana Al-Sadeq, da Jordânia. O combate foi muito equilibrado e terminou empatado em 9-9, mas Milena foi declarada vencedora pelos árbitros.

Nas quartas de final, a brasileira foi completamente dominada pela croata Matea Jelic, líder do ranking mundial e campeã europeia, e derrotada por 30-9.

Para ter chances de medalha e retornar na repescagem, Milena precisava que a croata se classificasse para a final, o que aconteceu depois que Jelic derrotou a americana Paige McPherson por 15-4 nas semifinais.

Assim, a brasileira retornou para uma luta de repescagem contra a haitiana Lauren Lee e venceu com facilidade por 26-5, garantindo uma vaga na disputa pelo bronze.

Mas na disputa pelo terceiro lugar, a marfinense Gbagbi aproveitou a maior experiência e superou a brasileira, campeã no Pan-Americano de Lima-2019 e medalhista de bronze no Mundial de taekwondo do mesmo ano.

Tufão antecipa finais do surfe nas Olimpíadas, que podem ter Medina, Italo e Silvana

Gabriel Medina, Italo Ferreira e Silvana Lima estão classificados para as quartas de final do surfe nas Olimpíadas. Eles conquistaram a vaga na madrugada desta segunda-feira (26), na praia de Tsurigasaki, em Chiba (cerca de 100 km de Tóquio).

As finais da modalidade estavam previstas para a próxima quarta (28), mas a chegada de um tufão ao Japão antecipou a programação. Dessa forma, as quartas se iniciam já às 19h desta segunda, horário de Brasília. As semifinais e a final acontecem na madrugada de terça (27).

“Se for vento ladal, dá para surfar, mas se vier do oceano, prejudica muito”, disse Italo Ferreira.
Bicampeão mundial e atual líder do ranking da WSL, Gabriel Medina enfrentará o francês Michel Bourez. Já Italo competirá contra um atleta da casa, o japonês Hiroto Ohhara. Silvana Lima enfrentará a havaiana Carissa Moore.

Depois da estreia do surfe em Olimpíadas ter sido marcada por um dia de céu azul, sol e muito calor, as oitavas de final tiveram muitas nuvens e vento forte. As ondas da praia de Tsurigasaki foram elogiadas pelos surfistas.
Guarda-chuvas e guarda-sóis foram fechados a pedido da organização, por questões de segurança das pessoas no local.

Gabriel Medina tomou um susto nos segundos finais de sua prova nesta segunda-feira. Ele estava à frente na pontuação, mas o australiano Julian Wilson fez uma manobra excelente que deixou dúvida sobre o resultado. O tempo de prova acabou sem que houvesse sido anunciado o placar final.

O surfista brasileiro saiu do mar perguntando sobre a nota. “Já aconteceu várias situações assim. A gente nunca sabe. Sempre que a gente compete é difícil. Ele [Julian Wilson] é um cara perigoso”, disse Medina, que conseguiu nota superior ao seu adversário e garantiu a classificação.

Já Italo Ferreira bateu com facilidade Billy Stairmand, da Nova Zelândia.

Os dois brasileiros são apostas de medalha para o Brasil nos Jogos, que pela primeira vez recebem a modalidade.

No surfe feminino, Silvana Lima eliminou a portuguesa Teresa Bonvalot. A outra representante do país na modalidade, Tatiana Weston-Webb, foi eliminada. Ela perdeu para a japonesa Amuro Tsuzuki.

Rayssa Leal, a Fadinha, faz história e é prata no skate street nas Olimpíadas

Enquanto toda a arquibancada se calava no Complexo Ariake, Rayssa Leal dançava. Ao lado da amiga Margielyn Didal, das Filipinas, parecia não se importar com o que acontecia à volta mesmo antes da manobra poderia definir seu futuro. Ali, o circuito montado em Tóquio não se mostrou assim tão diferente da pista de Imperatriz, no Maranhão. Ao ignorar qualquer pressão, a menina de 13 anos fez história: conquistou prata e garantiu a segunda medalha para o skate street nas Olimpíadas de Tóquio, repetindo o resultado de Kelvin Hoefler no domingo.

Rayssa é a atleta mais jovem da história do Brasil subir ao pódio em Olimpíadas. Aos 13 anos e 203 dias, bateu de longe o recorde de Rosângela Santos, bronze em Pequim 2008 com 17 anos no 4x100m do atletismo. Fadinha é, também, a mais jovem brasileira a participar dos Jogos. A marca anterior era de Talita Rodrigues, nadadora que foi finalista no 4x100m livre em 1948, nos Jogos de Londres. Na ocasião, tinha 13 anos e 347 dias.

Rebeca leva Baile de Favela às finais das Olimpíadas, e Flavinha avança na trave

Vai ter Baile de Favela nas finais das Olimpíadas de Tóquio! Neste domingo, Rebeca Andrade deu show na classificatória da ginástica artística. Encantou ao som do funk no solo. Voou alto se equiparando a Simone Biles no salto. Mostrou que é completa. A ginasta de 22 anos conquistou vaga em três finais e vai tentar ser a primeira brasileira medalhista olímpica na ginástica. Flávia Saraiva brilhou na trave e avançou à decisão, mas logo depois, no solo, voltou a sentir o tornozelo lesionado.

Depois de duas cirurgias nos joelhos só neste ciclo olímpico, Rebeca foi exemplo de superação, se equiparando às melhores do mundo novamente. Finalista do individual geral na Rio 2016, ela se classificou mais uma vez para a disputa das ginastas mais completas. E passou na segunda posição, com 57,399 pontos, atrás apenas da americana Simone Biles por 0,332. Ainda foi a terceira colocada no salto e a quarta no solo.

Rebeca tem a primeira chance de medalha na quinta-feira, às 7h50 (de Brasília), na final do individual geral. A decisão do salto vai ser disputada no próximo domingo, e a do solo no dia 2 de agosto.

Quinta colocada na trave da Rio 2016, Flavinha se classificou novamente para a final do aparelho. Com uma série muito firme, arrancou a última vaga. A ginasta machucou o tornozelo direito na última acrobacia do solo – ela lesionou em maio. Flavinha vai ter tempo para recuperar o tornozelo. A final da trave é só no dia 3 de agosto, às 5h48 (de Brasília).

Brasil aparelho a aparelho
Equilíbrio na trava
As brasileiras abriram a classificatória na trave. Quinta colocada no aparelho na Rio 2016, Flavinha fez uma série muito firme, só teve um desequilíbrio em uma acrobacia difícil e conseguiu 13,966 pontos.

Rebeca também passou bem pelo aparelho. Com apenas pequenas falhas de execução, conseguiu 13,733 pontos.

A dor de Flavinha
A ginga brasileira embalou Flavinha e Rebeca no solo. Finalista no aparelho nos dois últimos Mundiais, Flavinha estreou uma coreografia com mix de clássicos brasileiros como Garoto de Ipanema e Aquarela do Brasil. Ela diminuiu o grau de dificuldades das acrobacias por causa da lesão no tornozelo de maio. Na última acrobacia, sentiu novamente o tornozelo e caiu, ficando com 12,066 pontos. Saiu mancando e chorando muito. De olho na final da trave, foi poupada do restante da classificatória.

Brasil sofre expulsão no início, mas controla jogo e empata sem gols com a Costa do Marfim

Depois de quatro gols e um festival de chances criadas na estreia nas Olimpíadas, contra a Alemanha, a Seleção masculina de futebol passou em branco neste domingo e ficou no 0 a 0 com a Costa do Marfim, em duelo em Yokohama.

O Brasil jogou desde os 13 minutos do primeiro tempo com um jogador a menos, por conta da expulsão do volante Douglas Luiz, após revisão do VAR, em lance bastante discutível. Mesmo com um a menos até os 34 minutos do segundo tempo, quando os africanos também receberam um cartão vermelho, a equipe de André Jardine se segurou bem, criou as principais chances na etapa final, mas não conseguiu balançar as redes.

Como fica
Com o empate, a seleção brasileira vai a quatro pontos, se mantém na liderança do Grupo D e fica a um empate da classificação para as quartas de final. A Costa do Marfim também tem quatro pontos. Derrotadas na estreia, Alemanha e Arábia Saudita se enfrentam às 8h30 deste domingo.

Daniel Cargnin conquista primeiro bronze do Brasil nas Olimpíadas 2020

A modalidade que trouxe mais medalhas olímpicas ao Brasil na história entregou mais uma no segundo dia das Olimpíadas de Tóquio 2020. A 23ª medalha do judô brasileiro em Jogos Olímpicos veio na manhã deste domingo, com o gaúcho Daniel Cargnin. O judoca de 23 anos da Sogipa venceu o israelense Baruch Shmailov para levar o primeiro bronze do Brasil na competição, na categoria peso-meio-leve (até 66kg).

A luta foi tensa. Cargnin tinha dificuldade para conseguir a pegada, mas buscou o confronto e deu duas entradas sem sucesso. Com um minuto, Shmailov recebeu uma punição por falta de combatividade. Em seguida, o brasileiro obteve um wazari com um belo golpe.

A luta precisou ser interrompida, porque Cargnin sofreu um corte no nariz numa entrada do israelense. Ele recebeu atendimento para deter o sangramento. Quando voltou, Shmailov veio para cima com tudo. O israelense quase completou uma queda, mas Cargnin girou no ar para evitar a pontuação. Nos segundos finais, o brasileiro foi malandro, tomou punição por falta de combatividade, mas preservou a vitória. Ao fim da luta, chorou com o treinador Yuko Fujii.

No skate, Kelvin Hoefler conquista primeira medalha do Brasil nas Olimpíadas 2020

A primeira medalha do Brasil nas Olimpíadas de Tóquio 2020 vai ficar na história. Afinal, ela veio na primeira final olímpica do skate, incluído no programa olímpico pela primeira vez na edição de 2021. Na madrugada deste domingo, o paulista Kelvin Hoefler conquistou a prata no street masculino ao somar 36,15 na grande final, ficando atrás apenas do japonês Yuto Horigomi, que somou 37,18. O americano Jagger Eaton completou o pódio com uma nota geral de 35,35.

Foi uma final digna de Olimpíadas, e uma performance estelar do brasileiro. Kelvin liderou a bateria durante a primeira metade, viu Horigomi passar à frente nas manobras individuais e fechou de forma perfeita, com sua melhor nota, para garantir a prata. Outro brasileiro, Felipe Gustavo, já tinha feito história ao ser o primeiro skatista a competir nos Jogos Olímpicos.

Isso aqui representa o skate brasileiro, a nossa garra e a nossa persistência. Isso aqui não é só meu, não, é o skate do Brasil que merece isso aqui, merece até mais. Isso aqui é o começo de uma geração do Brasil que está por vir, e amanhã tem muito mais – disse Hoefler à TV Globo, após receber a medalha de prata.

O ouro ficou com o melhor skatista do Japão, atual vice-campeão mundial e segundo colocado do ranking, que após um começo decepcionante nas duas voltas, assombrou com quatro manobras quase perfeitas. Natural de Tóquio, Horigomi teve a melhor nota de toda a competição com um 9,50. O garoto americano Jagger Eaton, de 20 anos, ficou na terceira posição também graças a grandes manobras, mas errou as duas últimas tentativas, perdendo a chance de passar Kelvin e Horigomi.

Autoridades do Japão confiam que conseguirão manter nadadores longe do esgoto

Autoridades olímpicas estão confiantes de que as medidas contra a poluição evitarão que a tempestade tropical esperada para a próxima semana provoque uma onda de esgoto nas águas da Baía de Tóquio bem na hora dos eventos do triatlo.

Há tempos há preocupação sobre a limpeza das águas da área, que também receberá os eventos da maratona aquática, e um triatlo paralímpico foi cancelado dois anos atrás porque níveis perigosos da bactéria E.coli foram detectados.

O triatlo masculino da Olimpíada será realizado na segunda-feira (26) , e o feminino na terça (27) – quando se espera que a tempestade chegue.

Com a previsão de um potencial tufão, grandes volumes de água podem se juntar ao fluxo do esgoto na baía relativamente rasa. Ocasiões como essa no passado levaram a mau cheiro e altos níveis de poluição, mas um porta-voz da Tóquio 2020 disse à Reuters que medidas de segurança devem manter os atletas seguros.

“Instalamos telas de tripla camada como uma medida para ajudar a garantir a qualidade da água”, disse o porta-voz. “Além de prevenir o influxo da bactéria E.coli, após as chuvas, por meio do monitoramento diário da qualidade da água e do clima, temos o objetivo de estabilizar a temperatura da água abrindo as telas durante períodos de bom tempo, quando a qualidade da água for estável”.

“Além disso, geradores de fluxo de água foram introduzidos para lidar com o aumento da temperatura da água quando as telas submersas forem fechadas. Entre outras ações, vamos monitorar com cuidado a operação delas quando a temperatura da água chegar aos padrões especificados pelas federações internacionais”.

Uma autoridade da Região Metropolitana de Tóquio afirmou que os níveis de E.coli na Baía de Tóquio aumentam quando chove porque o esgoto é despejado da cidade. A maior parte de Tóquio e das prefeituras vizinhas não têm um sistema que separa o esgoto da água da chuva.

Zanetti, Caio e Diogo vão às finais; eliminado, Nory admite abalo por críticas

O primeiro dia da ginástica brasileira nas Olimpíadas de Tóquio ficou marcado pelos resultados opostos de dois medalhistas do país. Campeão em Londres-2012, Arthur Zanetti garantiu a vaga nas finais das argolas, enquanto Arthur Nery, campeão mundial e bronze no Rio-2016, cometeu falhas em suas apresentações e acabou eliminado.

Outros dois brasileiros conquistaram vagas nas finais. A disputa do individual geral terá Diogo Soares e Caio Souza — este último também se classificou para a decisão no salto. 

Na disputa por equipes, o time brasileiro, que somou os desempenhos de Nery, Soares, Souza e Francisco Barretto, ficou com a nona posição e não avançou à final. 

Caio Souza e Diogo Soares, ambos estreantes nas Olimpíadas, disputarão a decisão do individual geral no próximo dia 28. No dia 2 de agosto, Souza volta para a final do salto e Zanetti tentará sua terceira medalha olímpica nas argolas.

Ouro em Londres-2012 e prata na Rio-2016, Arthur Zanetti competiu nas argolas, sua especialidade, e conquistou a quinta melhor pontuação (14.900). O grego Efetherious Petrounias, ouro no Rio, foi o primeiro colocado (pontuação de 15.333) e lutará pelo bi olímpico.

Já Caio Souza, 27, se destacou em sua primeira participação em Olimpíadas. No salto, ficou com a sétima colocação, com a pontuação de 14.700; no individual geral, ele terminou em 18º (84.298).

O novato Diogo Soares, de apenas 19 anos, terminou em 36º no individual geral, mas conquistou a vaga entre os 24 finalistas por conta da regra que limita a dois o número de atletas do mesmo país na decisão. Ele ficou justamente com a 24ª melhor pontuação (81.332).

Brasileiros são eliminados na estreia do tênis em Tóquio

O tenista João Menezes perdeu para o croata Marin Cilic (36º do ranking) na estreia do torneio de simples de tênis na Olimpíada. Na madrugada deste sábado (24), no estádio de tênis de Ariake, o campeão dos Jogos Pan-Americanos de Lima foi superado por 2 sets a 1 (6-7 / 7-5 / 7-6) em 3h23min de jogo.

Também na disputa de simples, Thiago Monteiro, melhor tenista no ranking da ATP (95º), foi superado pelo alemão Jan-Lennard Struff (48º) por 2 a 0, parciais de 6/3 e 6/4, em 1h16 de jogo. O alemão pega na próxima fase o sérvio Novak Djokovic, número 1 do mundo.

Nas duplas masculinas, Marcelo Melo e Marcelo Demoliner acabaram caindo para a dupla líder do ranking mundial formada pelos croatas Nikola Mektić e Mate Pavić por 2 sets a 0 (7/6 (8-6) e 6/4), em 1h37min, também na madrugada deste neste sábado (24). O mineiro Marcelo Melo ainda participará do torneio das duplas mistas ao lado da paulista Luisa Stefani. As disputas começam no meio da próxima semana.

Chibana perde para líder do ranking mundial e é eliminada no judô

A brasileira Gabriela Chibana foi eliminada do judô em sua segunda luta nas Olimpíadas de Tóquio, neste sábado (24) no Japão.

Depois de vencer Harriet Bonfa, do Malawi, na estreia, ela foi derrotada por ippon por Distria Kransiqi, do Kosovo, líder do ranking mundial.

Gabriela já havia recebido uma punição por falta de combatividade no início do combate e levou o golpe decisivo depois de 2 minutos e 20 segundos.

Favoritos, Alison e Álvaro Filho estreiam com vitória no vôlei de praia em Tóquio

A dupla brasileira formada por Alison Cerutti e Álvaro Filho venceu os argentinos Azaad e Capogrosso no primeiro jogo do vôlei de praia na manhã deste sábado (24) no Japão, noite desta sexta (23) no Brasil, por 2 a 0, com parciais de 21/16 e 21/17.

Eles voltam a jogar à meia-noite da próxima terça (27), no horário de Brasília), contra Lucena/Dalhausser, dos Estados Unidos. Os brasileiros fecham a participação na primeira fase contra Brouwer/Meeuwsen, da Holanda, às 10h (de Brasília) da quinta (29).

Atualmente, Alison e Álvaro ocupam a 5ª posição do ranking mundial.

Alison e Álvaro chegaram a Tóquio com experiências diferentes. O primeiro é o atual campeão olímpico. Na Rio-2016, ele fez dupla com Bruno Schmidt, que hoje joga com Evandro, e ainda estreará. Já Álvaro Filho nunca jogou uma Olimpíada.

Seleção feminina empata com a Holanda na segunda rodada do Grupo F

A seleção brasileira feminina teve ótima atuação contra a Holanda, atual campeã europeia e vice mundial, mas ficou no empate em 3 a 3 neste sábado, em Miyagi, na segunda rodada do Grupo F dos Jogos Olímpicos de Tóquio. Debinha, Marta e Ludmila marcaram os gols do Brasil, que chegou aos quatros pontos, junta com a seleção holandesa, que leva vantagem no saldo de gols.

A UM EMPATE DA VAGA
Nenhuma seleção do Grupo F garantiu antecipadamente a vaga nas quartas de final das Olimpíadas, mas tanto Brasil quanto Holanda estão a um empate da classificação. Zâmbia e China, que completam a chave, estão empatadas com um ponto e ainda com chances matemáticas de classificação. Na próxima terça-feira, a seleção brasileira vai enfrentar Zâmbia, às 8h30 (horário de Brasília), em Saitama, pela terceira rodada. No mesmo horário, em Yokohama, a Holanda jogará contra a China. Confira a tabela completa do futebol feminino nos Jogos de Tóquio.

DOMÍNIO NO PRIMEIRO TEMPO
No primeiro ataque da Holanda, a defesa brasileira cochilou, Vivianne Miedema recebeu sem marcação, girou à frente de Érika e abriu o placar. Mas o Brasil não sentiu o gol, e impôs seu jogo. O empate saiu aos 13: Debinha tocou para Duda, recebeu o cruzamento, teve o primeiro chute travado mas marcou na segunda tentativa. Bem distribuída em campo, a seleção dominou toda a primeira etapa, e quase virou em bonita cabeçada de Rafaelle nos minutos finais.

Olimpíadas: Zanetti, Caio e Diogo confirmam vagas nas finais das ginástica

O Brasil confirmou três vagas nas finais masculinas da ginástica artísticas das Olimpíadas de Tóquio. Ao fim das classificatórias deste sábado, Arthur Zanetti terminou na quinta posição das argolas e vai brigar por uma inédita terceira medalha olímpica no aparelho. Caio Souza avançou a duas decisões: a do salto e a do individual geral. Diogo Soares faturou a última vaga na final do individual geral. Por equipes, o Brasil ficou na nona posição, apenas 0,229 pontos atrás da Ucrânia, última classificada para a final

O páreo pelo título de ginasta mais completo dos Jogos vai ser na quarta-feira, às 7h15 (de Brasília). Tanto a decisão das argolas como a do salto estão programadas para o dia 2 de agosto, a partir das 5h.

Brasil estreia com vitória sobre a Tunísia no vôlei masculino

O Brasil estreou com vitória no torneio masculino de vôlei dos Jogos de tóquio sobre a Tunísia por 3 sets a 0, parciais de parciais 25/22, 25/20 e 25/15, na Arena Ariake.

O time do técnico Renan Dal Zotto, que retornou ao cargo após uma longa recuperação da covid-19, começou a partida cometendo muitos erros diante de um adversário muito mais fraco. Mas a equipe brasileira se reeencontrou em quadra e garantiu três pontos no Grupo B da competição, que além da Tunísia tem Argentina, Rússia, Estados Unidos e França.

Os brasileiros voltam a jogar na segunda-feira, contra os argentinos, a partir das 9h45 (horário de Brasília), na Arena Ariake.

Abertura das Olimpíadas destaca luta contra a pandemia e superação dos atletas

“Declaro abertos os Jogos Olímpicos de Tóquio”. Como foi aguardado o decreto do imperador Naruhito. Depois de um ano de adiamento, as Olimpíadas de Tóquio enfim começaram oficialmente nesta sexta-feira. Em uma cerimônia de abertura mais enxuta e sem público, o Japão encantou com uma mensagem de união, superação e esperança em tempos de pandemia de coronavírus. Até o dia 8 de agosto, os olhos do mundo se voltam para Tóquio e para as histórias de conquistas de 11 mil atletas.

As barreiras impostas pela covid-19 foram lembradas, dos atletas que treinaram sozinhos em períodos de isolamento aos profissionais da saúde na linha de frente da pandemia. Receberam as devidas homenagens em uma festa restrita a cerca de mil convidados entre chefes de estados e membros do Comitê Olímpico Internacional (COI), mas transmitida para bilhões de pessoas ao redor do planeta. Houve um minuto de silêncio em memória das vítimas da pandemia.

A festa não teve a energia da abertura da Rio 2016. Não teve a exuberância da cerimônia de Pequim 2008. Ainda assim cativou com muita tecnologia e emocionou com uma mensagem de paz ao som do clássico “Imagine”. Coube à tenista japonesa Naomi Osaka, a atleta mais bem paga da história em uma única temporada, acender a pira olímpica.

Show enxuto, mas tecnológico
O Japão teve de reduzir a dimensão da cerimônia de abertura, tanto para cortar custos como para evitar um surto de coronavírus. O número de bailarinos foi reduzido para 1.400 pessoas. Um show de luzes e tecnologia manteve o tradicional encanto da festa. Uma homenagem aos atletas que se superaram treinando em isolamento deu início à festa.

Um grande momento da festa foi a mensagem de união na diversidade dos povos. Pouco mais de 1.800 drones sobrevoaram o Estádio Olímpico e montaram um globo terrestre. Houve ainda uma homenagem a Yoko Ono e John Lennon com a canção “Imagine” sendo interpretadas por cantores dos cinco continentes, em uma mensagem de paz e união dos povos.

Mestre-sala e porta-bandeira do Brasil
Pela primeira vez o Brasil teve dois porta-bandeiras: Bruninho (campeão olímpico do vôlei) e Ketleyn Quadros (primeira brasileira a conquistar uma medalha olímpica, em Pequim 2008, no judô). Os dois puxaram uma delegação bem reduzida no Estádio Olímpico. Apenas dois membros do Comitê Olímpico do Brasil desfilaram, cumprindo o número mínimo exigido pelo COI. Ainda assim os dois medalhistas olímpicos fizeram festa e arriscaram alguns passos de samba, imitando um mestre-sala e uma porta-bandeira.

Para evitar o risco de algum atleta brasileiro pegar covid, o COB vetou a participação dos pouco mais de 300 atletas do país participarem da abertura. No entanto, houve um desfile simbólico dos brasileiros na Vila Olímpica.

Brasil desfila com delegação curta na cerimônia de abertura das Olimpíadas

A delegação do Brasil, composta por apenas quatro pessoas, desfilou na cerimônia de abertura das Olimpíadas de Tóquio.

Bruninho (vôlei) e Ketleyn Quadros (judô) foram os porta-bandeiras do país. A delegação também foi composta por Marco La Porta, chefe da missão do país, e uma funcionária administrativa.

O Brasil foi a 151º delegação a chegar ao Estádio Nacional de Tóquio. Todos usavam chinelos, e os dois atletas sambaram durante a entrada.

Pira olímpica da Rio 2016 se apaga, horas após ter sido reacesa

A pira olímpica da Rio 2016, na Candelária, se apagou na madrugada desta sexta-feira (23), e ficou cerca de duas horas e meia no escuro, a partir de 5h10.

Às 7h36, o prefeito Eduardo Paes postou em uma rede social que a pira já estava funcionando novamente e brincou com a situação.

“Já acendeu de novo. É que o fogo não veio da Grécia e não era olímpico. Acendi a tocha com um isqueiro comum. Aí já sabe né…”.

Em nota, a Prefeitura informou que a Naturgy, concessionária responsável pelo abastecimento de gás na cidade, foi chamada.

“A Prefeitura do Rio informa que às 4h50 desta sexta-feira a Pira Olímpica, localizada na Esplanada da Cinelândia, apagou por causa de um problema técnico. Engenheiros da Secretaria de Infraestrutura e da empresa responsável pelo fornecimento de gás foram ao local e, duas horas depois, a chama foi restabelecida.”

A pira tinha sido reacesa no início da noite de quinta-feira (22) por Letícia Barreto, de 13 anos e Alexandro Custódio Junior, de 12 anos, que são participantes de projetos em vilas olímpicas municipais.

A réplica da pira oficial foi acesa para homenagear as Olimpíadas de Tóquio. A iniciativa não faz parte da programação oficial dos jogos.

Segundo a prefeitura, o monumento, assim como todo o seu entorno, foi totalmente revitalizado e será devolvido aos cariocas.

Russa passa mal com o calor

O sol forte tem sido um castigo para os atletas nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Durante as disputas do tiro com arco, a russa Svetlana Gomboeva precisou ser atendida e chegou a cair diante do forte calor que fazia pela manhã. Ela completou a prova e terminou na 45ª posição entre as 64 atletas na fase classificatória.