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Putin: se Otan enviar armas para Finlândia e Suécia, Rússia vai reagir ‘de forma simétrica’

O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou nesta quarta-feira (29) que a Rússia não veria problemas numa eventual adesão de Suécia e Finlândia à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), mas também disse que se soldados e armas forem enviados aos territórios dos países, os russos vão responder “de forma simétrica”.

Putin falou sobre a entrada dos dois países na organização durante uma visita ao Turcomenistão.

“Não temos problemas com Suécia e Finlândia como os que temos com a Ucrânia, nós não temos diferenças territoriais”, disse Putin.

“Não há nada que nos incomodaria caso a Suécia e a Finlândia ingressem na Otan. Se (os países) desejarem, podem aderir. Cabe a eles. Podem aderir ao que quiserem”, disse ele.

Foi então que Putin fez ressalvas: “Se contingentes e infraestrutura militares fossem mobilizados lá, seríamos obrigados a responder de forma simétrica e fazer as mesmas ameaças àqueles territórios de onde tiverem surgido ameaças a nós”.

Suécia e Finlândia decidiram se candidatar a ingressar na Otan depois que a Rússia lançou sua operação militar na Ucrânia pró-Ocidente em 14 de fevereiro.

O processo formal de adesão foi iniciado nesta quarta-feira (29) durante a cúpula da Otan, em Madri.

Até agora, a Rússia sempre tinha sido crítica da perspectiva de os dois países nórdicos aderirem à Aliança Atlântica, dizendo que este seria um fator desestabilizador para a segurança internacional.

Líderes do G7 zombam da imagem de homem forte de Putin: “Temos que mostrar nossos peitorais”

Líderes do G7, reunidos em uma cúpula no sul da Alemanha neste domingo (26), zombaram de algumas fotos sem camisa do presidente russo Vladimir Putin e brincaram sobre tirar uma semelhante.

“Casacos? Jaquetas? Vamos tirar nossos casacos?” O primeiro-ministro britânico Boris Johnson perguntou enquanto se sentava à mesa.

Os líderes das principais potências econômicas ocidentais – Estados Unidos, Canadá, Japão, Alemanha, França, Itália, Reino Unido – estão reunidos por três dias no castelo bávaro de Elmau.

O primeiro-ministro canadense Justin Trudeau sugeriu que esperassem pela foto oficial antes de se despir, mas Johnson brincou: “Temos que provar que somos mais durões que Putin” e a piada continuou.

“Teremos uma exposição de montar a cavalo com o peito nu”, disse Trudeau, referindo-se à foto de 2009 de Putin sem camisa a cavalo. “Andar a cavalo é o melhor”, reagiu a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, sem comentar a questão do vestuário.

“Temos que mostrar a eles nossos peitorais”, acrescentou Johnson.

Finalmente, os líderes posaram – com seus casacos – para a sessão de fotos antes que os jornalistas saíssem da sala.

Congresso do Equador retoma debate sobre impeachment de Guillermo Lasso

O Congresso do Equador retomou neste domingo (26) o debate sobre o pedido de impeachment do presidente Guillermo Lasso.

Lasso, presidente de direita, é acusado de responsabilidade pelos protestos indígenas que dominaram o país nas últimas duas semanas – em decorrência da alta no preço dos combustíveis.

O debate foi retomado às 18h deste domingo (20h no horário de Brasília).

No Equador, o impeachment do presidente exige 92 dos 137 apoios possíveis no Congresso. Após os debates, os deputados terão no máximo 72 horas para votar. Se aprovado, o poder seria assumido pelo vice-presidente Alfredo Borrero e eleições presidenciais e legislativas seriam convocadas para o restante do período (até 2025).

No sábado, o debate teve a fala de 30 parlamentares contra e a favor do presidente, em sessão virtual. A oposição ao governo reuniu as 47 assinaturas necessárias para pedir a saída do presidente do poder.

A discussão sobre o impeachment do presidente do Equador começou após a divulgação de um documento do partido União pela Esperança, ligada ao ex-presidente socialista Rafael Correa. Nele, a bancada acusou Lasso de levar o Equador a uma “grave crise política e comoção interna”, que abala o país desde 13 de junho, com manifestações e bloqueios quase diários.

“Vamos às eleições antecipadas, deixe Lasso ir para casa”, gritou a deputada Pierina Correa, irmã do ex-presidente Rafael Correa.

Lasso, ex-banqueiro que assumiu o cargo há um ano, não compareceu ao debate, mas nomeou seu secretário jurídico, Fabián Pozo, para ler sua defesa. “Os membros da assembleia (…) buscam desestabilizar a democracia”, declarou Pozo.

O movimento indígena e o governo realizaram uma primeira reaproximação no sábado, e horas depois Lasso encerrou o estado de exceção que vigorava em seis das 24 províncias do país com um robusto destacamento militar e toques de recolher noturnos.

Gustavo Petro se torna o primeiro presidente de esquerda da Colômbia

Gustavo Petro, um economista e ex-combatente da guerrilha M-19, venceu as eleições presidenciais da Colômbia neste domingo (19) e se tornou o primeiro presidente de esquerda a ser escolhido pelos colombianos.

Ele venceu o candidato Rodolfo Hernández, empresário e ex-prefeito da cidade de Bucaramanga, que havia surpreendido no primeiro turno

Petro teve 50,49% dos votos, e Hernández, 47,25%, segundo informações do órgão de contagem de votos nacional. Foram cerca de 22 milhões de votos.

A diferença foi de cerca de 717 mil votos. As pesquisas indicavam um empate técnico entre Petro e Hernández, mas apontavam pequena vantagem do candidato que, no fim, saiu derrotado.

Essa foi a terceira vez que Petro concorreu à presidência.

Logo após a divulgação do resultado, ele fez um comentário em redes sociais: “Hoje é um dia de festa para o povo. Que festeje a primeira vitória popular. Que tantos sofrimentos sejam absorvidos pela alegria que hoje inunda o coração da pátria. Essa vitória é para Deus e para o povo e sua história. Hoje é o dia das ruas e das praças”.

Francia Márquez, que compõe a chapa com Petro, será a primeira vice-presidente negra do país.

Cúpula das Américas termina com apresentação de plano para mudar imigração

A Cúpula das Américas terminou nesta sexta-feira (10) após uma apresentação de uma lista que os Estados Unidos apresentaram como proposta para diminuir a imigração.

O governo dos EUA divulgou um projeto que foi combinado entre os países do hemisfério e a Espanha,- que participou como observadora. Entre as medidas, está a proposta de receber mais trabalhadores convidados e fornecer caminhos legais para pessoas de países mais pobres trabalharem nos mais ricos.

O governo Biden, que lida com um fluxo recorde de imigrantes ilegais na fronteira ao sul, prometeu centenas de milhões de dólares em auxílio a imigrantes venezuelanos na região, um novo processo de vistos familiares para cubanos e haitianos e contratação facilitada de trabalhadores da América Central.

Os anúncios no último dia da cúpula em Los Angeles fazem parte de um pacto liderado pelos EUA, batizado de “Declaração de Los Angeles” e buscam criar incentivos para os países receberem um alto número de imigrantes e os espalharem de maneira responsável pela região. Mas alguns analistas políticos estão céticos de que as promessas, algumas aparentemente muito simbólicas, serão suficientes para fazer uma diferença significativa.

O plano encerra uma cúpula sediada por Biden que tinha o objetivo de reafirmar a liderança dos EUA e se opor à presença econômica cada vez maior da China na região com uma série de iniciativas como uma nova parceria econômica que parece ser um projeto ainda em andamento.

Essa mensagem, no entanto, foi ofuscada por um boicote parcial de líderes, caso do presidente do México, em protesto à exclusão de países de esquerda antagonistas dos norte-americanos como Cuba, Venezuela e Nicarágua, por Washington.

Indicada a embaixadora americana no Brasil diz que eleições brasileiras serão justas por conta das instituições democráticas

Elizabeth Bagley, indicada pelo presidente Joe Biden para ser embaixadora dos Estados Unidos no Brasil, disse nesta quarta-feira (18) que acredita que as eleições brasileiras serão justas por conta das instituições democráticas do país.

“Eles têm instituições democráticas, têm um sistema eleitoral democrático, um judiciário e um legislativo independentes. Têm liberdade de expressão, assembleias. Eles têm todas as instituições democráticas que precisam para promover eleições livres e justas”, disse a senadores dos EUA.

Nesta quarta, o comitê de Relações Internacionais do Senado americano sabatinou a diplomata ao lado de outros indicados para chefiar outras delegações internacionais. Durante a audiência, Bagley foi questionada sobre as eleições no Brasil e meio ambiente.

O senador Robert Menendez, presidente do comitê, perguntou à indicada a embaixadora em Brasília sobre os ataques do presidente Jair Bolsonaro ao sistema eleitoral brasileiro e o que ela poderia fazer para se certificar de que as eleições no Brasil correriam bem.

“Bolsonaro disse várias coisas, mas o Brasil é uma democracia”, afirmou a diplomata.

“Eu atuo no Instituto Democrático Nacional por mais de 30 anos. Eu já monitorei muitas eleições e sei que não será um momento fácil por causa de muitos dos comentários dele, mas apesar desses comentários, esta realidade histórica das instituições. Eu acho que o que vamos continuar a fazer é mostrar a nossa confiança e a nossa expectativa de que eles vão ter uma eleição livre e justa” disse Bagley.

A diplomata disse que a maior responsabilidade dela no Brasil, se for confirmada no cargo, vai ser trabalhar junto com o governo brasileiro para que o pais cumpra as metas de combate ao desmatamento da Amazônia.

Bagley disse que o governo Bolsonaro não está trabalhando par alcançar os compromissos de desmatamento anunciados pelo Brasil no ano passado, na conferencia do clima da ONU, em Glasgow.

Ela disse ainda que uma das prioridades dela no cargo vai ser encorajar esforços para proteger os defensores da floresta e processar os crimes ambientais e atos de violência relacionados a esses crimes.

Elizabeth Bagley já atuou como embaixadora dos EUA em Portugal e, atualmente, é dona e diretora de uma empresa de telefonia celular no estado norte-americano do Arizona.

“Sua experiência diplomática inclui serviço como conselheira sênior dos Secretários de Estado John Kerry, Hillary Clinton, e Madeleine Albright. Ela também serviu como representante especial para a Assembleia Geral das Nações Unidas, representante especial para Parcerias Globais, e embaixadora dos EUA em Portugal”, disse a Casa Branca em um comunicado.

“No início de sua carreira, a sra. Bagley trabalhou com o Departamento de Estado e Congresso para os Tratados do Canal do Panamá, foi assistente especial para os Acordos de Camp David e auxiliou nas conexões com o Congresso para a Conferência sobre Segurança e Cooperação na Europa (Acordos de Helsinki) em Madri, Espanha. A sra. Bagley é Bacharel na Regis College, Weston, Massachusetts, e Doutora em Direito pelo Centro de Direito da Universidade de Georgetown”, prossegue o currículo.

A Casa Branca também anunciou três novos indicados para chefiar embaixadas:

Jane Hartley, indicada a embaixadora no Reino Unido;

Alexander Laskaris, indicado a embaixador na República do Chade;

Alan Leventhal, indicado a embaixador na Dinamarca.

Segundo reportagem do jornal norte-americano “The Wall Street Journal”, Bagley, Harley e Leventhal são também grandes financiadores da campanha à Casa Branca do presidente Biden.

Otan espera que Turquia não barre adesão de Finlândia e Suécia à aliança

A Otan e os Estados Unidos disseram neste domingo estarem confiantes de que a Turquia não irá impedir o ingresso de Finlândia e Suécia na aliança militar ocidental, depois que os dois países nórdicos deram passos importantes para se juntarem ao bloco em resposta à invasão russa na Ucrânia.

“Estou confiante de que seremos capazes de absorver as preocupações expressas pela Turquia de forma que a adesão dos dois países não atrase”, disse o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg.

O presidente finlandês Sauli Niinisto confirmou neste domingo que seu país irá ingressar na Otan, enquanto o partido sueco governista, os social-democratas, anunciaram uma mudança de política oficial que abre caminho para que o país formalize o pedido de adesão dentro de alguns dias.

A primeira-ministra sueca, Magdalena Andersson, disse que irá ao parlamento na segunda-feira para garantir apoio à solicitação de entrada, que aliados da Otan esperam que seja feita em conjunto com a Finlândia.

A Turquia, que surpreendeu seus aliados nos últimos dias ao dizer que tem ressalvas a respeito das adesões de Finlândia e Suécia, apresentou suas demandas neste domingo durante uma reunião de ministros das Relações Exteriores em Berlim.

O governo turco pede que os países nórdicos suspendam o apoio a grupos militantes curdos presentes em seu território e suspendam também as proibições de algumas vendas de armas para a Turquia.

O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, se recusou a entrar em detalhes sobre as conversas a portas fechadas em Berlim, mas fez eco ao posicionamento de Stoltenberg.

“Estou muito confiante de que chegaremos a um consenso sobre isso”, disse Blinken a repórteres, acrescentando que a Otan é “um lugar para o diálogo”.

O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Mevlut Cavusoglu, disse que as conversas com colegas suecos e finlandeses em Berlim foram úteis. Os dois países fizeram sugestões para responder às demandas do governo turco, que a Turquia analisará nos próximos dias, enquanto a Turquia forneceu provas de que terroristas estão presentes em seu território, disse ele.

Juiz de Nova York entende que Trump descumpriu ordem judicial em caso que investiga transações financeiras

Um juiz de Nova York entendeu que Donald Trump descumpriu com uma ordem judicial em um caso que investiga transações financeiras da Trump Organization, segundo decisão publicada nesta segunda-feira (25)

O ex-presidente dos EUA não compareceu a um depoimento após intimação da Procuradoria-Geral de NY. O juiz Arthur Engoron ordenou que Trump pagasse uma multa de US$ 10 mil (cerca de R$ 50 mil) por dia em que não cumprir com a intimação.

A procuradora-geral de Nova York, Letitia James, quer que o ex-presidente americano e seus filhos prestem depoimento como parte da investigação. Seu gabinete disse ter encontrado evidências de que a empresa usou ativos “fraudulentos ou enganosos” em avaliações para obter empréstimos.

Em um processo judicial, o gabinete da procuradora disse também que, rotineiramente, a organização deturpava o valor de suas propriedades e até de tacos de golfe nas demonstrações financeiras. Trump, já chamou, no início do ano, a investigação de James de uma “caça às bruxas” política.

Em discurso de vitória, Macron tenta falar com todos os eleitores e diz que quer tornar França uma ‘nação ecológica’

Reeleito com com cerca de 58% dos votos, de acordo com as projeções, o presidente da França, Emmanuel Macron, fez um discurso de vitória em que tentou conciliar todos os eleitores do país neste domingo (24).

“De agora em diante, não sou mais o candidato de um campo, mas sim o presidente de todos”, disse Macron durante seu discurso de vitória, aos pés da Torre Eiffel, em Paris.

Em seu discurso de vitória, ele tentou fazer menções aos diferentes grupos de eleitores:

os que votaram nele para evitar o projeto de extrema direita representado por Le Pen. A esse grupo, afirmou que tem consciência que a escolha por ele o torna depositário do apego à República.

aqueles que se abstiveram. Macron afirmou que o “silêncio” desses eleitores também tem significado.

os eleitores de Le Pen. Segundo Macron, ele precisa governar para todos em volta, e a raiva e os desentendimentos precisam encontrar respostas.

Quando citou os eleitores de Le Pen, houve algumas vaias do público. Macron pediu para que parassem: “Não vaiem ninguém, desde o início eu pedi que não façam isso”, afirmou o presidente reeleito.

Os próximos cinco anos, disse ele, não serão uma continuidade dos cinco primeiros.

Macron disse duas vezes que seu projeto é transformar a França em uma nação ecológica.

“Vocês escolheram hoje um projeto ambicioso. Um projeto europeu, social e ecológico, baseado no trabalho e na criação”, disse Macron, antes de lançar que espera fazer da França “uma grande nação ecológica”.

Ele também fez uma menção à invasão da Ucrânia pela Rússia: “Serei exigente e ambicioso, temos muito a fazer. A guerra na Ucrânia está aí para lembrar que a França deve levar sua voz e a clareza de suas escolhas e reconstruir sua força em todos os domínios, e nós faremos isso”, disse ele.

Macron vence Le Pen e garante novo mandato na França

Projeções divulgadas pela imprensa francesa apontam que o presidente Emmanuel Macron será reeleito ao vencer o segundo turno deste domingo (24) contra a representante da extrema direita Marine Le Pen, que admitiu a derrota minutos após o fechamento das urnas. Veja os números abaixo:

Projeção Ifop

Emannuel Macron: 58%
Marine Le Pen: 42%

Projeção Elabe

Macron: 57,6%
Le Pen: 42,4%

Projeção Ipsos

Macron: 58,2%
Le Pen: 41,8%

Macron será o primeiro presidente a ser reeleito na França desde o conservador Jacques Chirac (1995-2007).

“Obrigado por estarem aqui novamente”, disse aos mesários após votar na cidade costeira de Le Touquet, no norte francês, neste domingo.

Marine Le Pen já havia votado mais cedo em seu reduto de Hénin-Beaumont, também no norte do país.

Menos de 15 minutos depois da divulgação das projeções, a candidata Le Pen se pronunciou. Ela admitiu a derrota e afirmou que o resultado ainda é uma vitória para o seu movimento político.

A desafiante ainda disse que a vontade de defender o que é francês foi reforçada, e que seus partidários já foram declarados mortos milhares de vezes, mas sempre foi errado, e que o cenário político francês está se recompondo.

França realiza segundo turno presidencial com Macron como favorito contra Le Pen

Os franceses vão às urnas neste domingo (24) para uma reedição do segundo turno de 2017: o centrista Emmanuel Macron é favorito e, segundo as pesquisas, deve assegurar um segundo mandato frente à representante da extrema direita Marine Le Pen.

Cinco anos depois, porém, a França não é o mesmo país.

Protestos sociais marcaram a primeira metade do governo Macron, uma pandemia global confinou milhões de pessoas em suas casas, e a ofensiva russa na Ucrânia abalou fortemente o continente europeu.

A guerra em curso na Europa Oriental permeou a campanha, embora “o poder de compra tenha sido a preocupação número um”, disse Mathieu Gallard, do Ipsos France, à rádio France Bleu, para quem há “uma forte desilusão” da população, o que se reflete na corrida eleitoral.

Em 2017, Emmanuel Macron venceu o segundo turno das eleições na França com 66% dos votos. Naquele ano, Marine Le Pen, reconheceu a derrota pouco depois da divulgação das pesquisas de boca de urna.

As pesquisas desta sexta-feira (22), último dia que a lei permite divulgação, apontavam que Macron deve ser novamente vitorioso, mas por uma margem menor. Veja abaixo algumas projeções:

Instituto Elabe:

Emmanuel Macron (Em Marcha): 55,5%
Marine Le Pen (Reunião Nacional): 44,5%

Ifop-Fiducial:

Emmanuel Macron (Em Marcha): 55%
Marine Le Pen (Reunião Nacional): 45%

Ipsos:

Emmanuel Macron (Em Marcha): 57%
Marine Le Pen (Reunião Nacional): 43%

A vitória de Macron, porém, não deve ser tratada como uma certeza: nas últimas eleições, em 2017, as pesquisas erraram os resultados em nove pontos percentuais.

Eleição na França reedita 2º turno de 2017

Com todas as projeções de institutos de pesquisas e dados parciais da apuração apontando Emmanuel Macron e Marine Le Pen no segundo turno, tudo caminha para uma reedição do segundo turno de 2017.

Le Pen, do partido Reagrumpamento Nacional, de extrema direita, está concorrendo pela terceira vez. Durante toda a campanha, ela ficou em segundo, atrás de Macron. A diferença entre os dois, no entanto, diminuiu durante os últimos dias.

Em 2017, quando Macron e Le Pen se enfrentaram no segundo turno, ele teve 66% dos votos, e ela, 34%.

As projeções apontam que desta vez as votações dos dois devem ser mais parecidas. A campanha dela deste ano foi em grande parte uma tentativa de parecer menos radical para agradar uma base maior de eleitores.

Apesar disso, ela ainda insiste em temas como uma campanha política contra as manifestações do islamismo e uma diminuição da imigração para o país.

Macron afirma que sua adversária faz campanha com aquilo que as pessoas temem. “Quando vejo as opiniões da extrema direita, quem quer que seja o candidato, há muitas ligações com teorias da conspiração, e os dois anos da pandemia de Covid-19 tudo e o oposto disso foi dito”, afirmou ele.

Ele afirma que as propostas da extrema direita não fazem sentido financeiro e são demagógicas.

Nos últimos dias de campanha, Macron deu entrevistas para tentar promover suas políticas e citou o que fez no primeiro mandato (especialmente seus esforços durante a guerra da Ucrânia, que teria afastado da campanha).

França vai às urnas em eleição presidencial; pesquisas indicam Macron e Le Pen no 2º turno

Emmanuel Macron e Marine Le Pen são os favoritos nas eleições que acontecem neste domingo (10), para definir quem serão os dois candidatos que vão se enfrentar no segundo turno, marcado para o dia 24 de abril.

Caso as pesquisas se confirmem nas urnas, será uma reedição da votação de 2017 na qual Macron foi eleito com 66% dos votos. Desta vez, no entanto, a vantagem dele parece ser menor do que da primeira vez.

Uma pesquisa apontou que os dois estão quase empatados no primeiro turno. Os dados da Elabe Opinion, divulgada pela TV BFM na sexta-feira (8), são os seguintes:

Emmanuel Macron (Em Marcha!): 25%

Marine Le Pen (Assembleia Nacional): 24%

Jean-Luc Mélenchon (França Insubmissa): 17,5%

Eric Zemmour (Reconquista): 8,5%

Valerie Pecresse (Sejamos Livres): 8%

A mesma pesquisa fez uma projeção do segundo turno. Os resultados foram os seguintes:

Emmanuel Macron (Em Marcha!): 51%

Marine Le Pen (Assembleia Nacional): 49%

Na sexta-feira (8), o último dia de campanha, Macron fez um apelo aos eleitores mais jovens e mais progressistas.

“Nós começamos o trabalho de corrigir as desigualdades sociais em sua raiz, mas estamos longe de sermos bem-sucedidos”, ele afirmou em uma entrevista.

Ele também prometeu fazer mais para combater as mudanças climáticas.

Segundo a agência de notícias Reuters, há uma sensação de desconforto entre os apoiadores do centrista Macron.

A agência ouviu pessoas que trabalham na campanha, e elas afirmaram, sob condição de não terem seus nomes revelados, que o atual presidente precisa ampliar sua base antes mesmo do primeiro turno, porque se ele não for o mais bem colocado, sua adversária vai entrar na segunda fase da campanha em alta (serão apenas duas semanas entre as duas votações).

Congresso do Peru aprova a abertura de procedimento que pode levar ao impeachment do presidente Pedro Castillo

O Congresso do Peru aprovou a abertura, nesta segunda-feira (14), de um processo que pode levar a um impeachment contra o presidente Pedro Castillo.

A moção de destituição contra o presidente de esquerda é similar às que resultaram nos impeachments de Pedro Pablo Kuczynski, em 2018 e Martín Vizcarra, em 2020.

A “moção de vacância” é a segunda levantada contra Castillo nos sete meses e meio que ele está no poder. Em dezembro, o Congresso rejeitou a primeira.

76 votaram a favor

41 foram contra

E houve 1 abstenção

O pedido foi liderado por 49 congressistas da maioria conservadora. A oposição alega “incapacidade moral” de Castillo para o cargo.

Castillo pediu para comparecer ao Congresso na terça-feira, para apresentar uma mensagem sobre o estado da nação e o contexto da crise em curso.

A oposição alega que o presidente está manchado pela suposta corrupção de seu entorno e cometeu “traição à pátria” por se declarar aberto a um referendo para conceder uma saída ao mar à vizinha Bolívia, um país sem costa.

Este mês, a reprovação do mandatário caiu a 66%, três pontos percentuais a menos que em fevereiro quando chegou ao nível mais elevado (69%). Porém, ainda mais desprestigiado está o Congresso, que tem uma reprovação de 70%, segundo pesquisa Ipsos.

Castilho, um professor rural de 52 anos, que assumiu a presidência do Peru em 28 de julho de 2021 para um mandato de cinco anos, é alvo de críticas daqueles que o acusam de falta de rumo e apontam suas constantes crises ministeriais.

Colômbia realiza eleição legislativa de olho na presidencial

Os colombianos foram às urnas neste domingo (13) para eleger a nova composição do Congresso e definir os candidatos que enfrentarão o senador e ex-guerrilheiro Gustavo Petro nas eleições presidenciais de 29 de maio, nas quais, pela primeira vez, a esquerda é a favorita.

O início da votação transcorreu com relativa normalidade nas zonas eleitorais, com exceção de algumas falhas no site do órgão responsável pela organização das eleições. Dois ataques a postos do exército, porém, deixaram dois militares mortos.

Cerca de 39 milhões de pessoas estavam aptas para votar e eleger as duas câmaras do Parlamento, formadas por quase 300 assentos, e participar das primárias partidárias. A votação ocorre das 14h locais (16h de Brasília) às 20h locais (22h de Brasília). O governo mobilizou 241.461 militares e policiais em todo o país para fazer a segurança dos 14.228 postos de votação.

Analistas políticos do cenário colombiano avaliam que, mais do que o resultado para a votação para o Congresso, o pleito deste domingo será relevante pela definição dos candidatos presidenciais e para indicar o grau de comparecimento eleitoral às urnas. O voto é facultativo na Colômbia, e a abstenção costuma ser de cerca de 50%.

A esquerda pretende lançar Gustavo Petro como candidato, atual favorito em todas as pesquisas, enquanto as coalizões de direita e centro ainda definirão seus nomes nas primárias.

“A vitória, vencer, essa é a expectativa. Chegou a hora de mudar a Colômbia”, disse Petro ao chegar para votar com sua esposa e duas filhas. O senador de esquerda votou em Bogotá com a convicção de que será o escolhido do Pacto Histórico, a coalizão pela qual pretende ser o candidato presidencial.

Petro foi o último dos favoritos nas consultas a votar, depois de Sergio Fajardo, da coalizão Centro Esperanza, e Federico Gutiérrez, da coalizão Equipo por Colombia, de direita – ambos votaram em Medellín.

“Convido toda a Colômbia a sair e votar em massa, a cuidar da democracia e as liberdades”, disse Gutiérrez, para quem “a Colômbia não pode continuar a ser polarizada”. “Falta há um longo caminho, hoje vamos ganhar a consulta, é mais um passo e fundamental para ganhar a presidência”, afirmou.

Gabriel Boric assume presidência do Chile

O Chile tem a partir desta sexta-feira (11) o presidente mais jovem de sua história e um dos mandatários mais novos do mundo na atualidade. O líder estudantil Gabriel Boric, de 36 anos, que venceu as eleições presidenciais do país em dezembro, toma posse da presidência chilena nesta manhã.

Boric vai jurar o cargo em um momento de ebulição social no país, ainda como efeito da série de protestos no fim de 2019. Na agenda dos primeiros meses do mandato estão reformas estruturais como a tributária e a da Previdência, a votação de medidas que reforçam o Estado de Bem-Estar Social e a coordenação do novo texto da Constituição, que substituirá a Carta atual, ainda da época da ditadura de Pinochet.

No entanto, apesar de Boric já se mostrar focado em pautas como saúde e educação, um dos maiores desafios do jovem líder será lidar com a atual crise da economia chilena, com inflação alta e esvaziamento de fundos governamentais. Outros dois gargalos que já estarão na mesa de Boric são a pressão migratória no norte do país, que divide chilenos, e o aumento do choque de indígenas mapuches com o governo por disputa de terras, que culminou com o envio de tropas militares às regiões de mais conflito.

Até agora, porém, um dos principais destaques do novo governo é seu viés feminista. Dos 24 ministros já anunciados por Boric, 14 são mulheres, que ocuparão pastas como a de Interior, a da Saúde, a da Justiça e a da Defesa, que será ocupado pela neta de Salvador Allende, Maya Fernanda Allende.

Presidentes e monarcas de vários países foram ao Chile para acompanhar a posse de Boric, que substituirá o conservador Sebastián Piñera, que foi duramente criticado durante a série de protestos no país. No fim do ano passado, Piñera chegou a sofrer processo de impeachment por suspeita de corrupção, rejeitado depois pelo Senado chileno.

Dias depois, o Chile foi às urnas e elegeu Boric, que venceu o candidato da extrema direita José Antonio Kast com 55,9%.

Presidente denuncia tentativa de golpe no Peru e pede ativação de Carta da OEA

O presidente peruano, Pedro Castillo, denunciou neste sábado uma tentativa de golpe de Estado e pediu a ativação da Carta Democrática da Organização dos Estados Americanos (OEA) para dar tranquilidade ao país, após denúncias de uma empresária que o envolveriam em atos de corrupção.

“Chamo a comunidade internacional e o povo peruano a ativar a Carta Democrática Interamericana e permanecer atentos contra qualquer tentativa de desestabilização e golpe no país”, publicou Castillo em sua conta no Twitter.

“Circula na imprensa monopolista uma série de especulações que tem o objetivo de atentar contra a democracia. Os mesmos que conspiraram contra os presidentes anteriores agora querem fazê-lo contra o governo do povo”, afirmou. “Denuncio antecipadamente esse tipo de ação que só insiste em manobras políticas antidemocráticas com a finalidade de gerar instabilidade no país”, acrescentou. 

Segundo a imprensa, a empresária Karelim López, investigada por participação em crimes de corrupção, comprometeu o presidente em declarações ao Ministério Público, citando o mesmo em atividades de uma suposta organização criminosa entrincheirada no governo. Nesse sentido, indicaram que estaria infiltrada no governo, em ministérios e no Congresso.

Segundo o jornal “La República”, o objetivo da organização seria obter dinheiro com licitações de obras públicas. O dinheiro arrecadado, segundo Karelim, seria usado para pagar as dívidas que Pedro Castillo teria contraído na campanha eleitoral de 2021, em que derrotou a direitista Keiko Fujimori.

“O mais relevante da declaração é que a mesma afirma que o presidente Castillo faz parte de uma máfia que atua no Ministério dos Transportes e Comunicações direcionando licitações do setor”, destacou o jornal “El Comercio”, após citar que a empresária prestou seu depoimento no dia 18 de fevereiro, perante a promotora de lavagem de dinheiro Luz Taquire.

Castillo afirmou que a empresária “prestou ao Ministério Público declarações sem base jurídica ou consistência com a verdade, que ameaçam a ética e a transparência dos procedimentos de toda a investigação”.

Vladimir Cerrón, líder do partido governista, Peru Livre, tuitou que “a mídia prepara o terreno para acusar o presidente de liderar uma organização criminosa”.

Castillo, 52, venceu com 50,12% dos votos o segundo turno das eleições em junho passado, à frente de um pequeno partido marxista-leninista, contra a direitista Keiko Fujimori.

Primeiro-ministro socialista vence eleição legislativa de Portugal

No poder desde 2015, o primeiro-ministro socialista português, António Costa, venceu as eleições legislativas antecipadas realizadas neste domingo (30).

Às 21h25 (horário de Brasília), com 99% das urnas apuradas na eleição de Portugal, a dúvida era se o Partido Socialista, de Costa, vai conquistar a maioria absoluta no parlamento de 230 cadeiras – são necessários 116 assentos.

O Partido Socialista tinha 41,63% dos votos, o que rendia para a legenda 112 cadeiras – segundo as pesquisas, a legenda pode chegar a 115 assentos. Na sequência, aparecia o Partido Social Democrata (PSD), liderado por Rui Rio, com 27,89% dos votos, levando 68 cadeiras.

As pesquisas de opinião chegaram a apontar um empate técnico entre os dois partidos.

O Chega, de extrema-direita, despontava como a terceira força, com pouco mais de 7% dos votos e 11 cadeiras no parlamento.

O primeiro-ministro socialista expressa orgulho por ter “virado a página da austeridade orçamentária” aplicada pela direita após a crise financeira mundial com a aliança histórica – batizada de geringonça – formada em 2015 com os partidos da esquerda radical, Bloco de Esquerdas e os comunistas.

Gabriel Boric é eleito presidente do Chile

O candidato de esquerda Gabriel Boric foi eleito presidente do Chile neste domingo (19). Aos 35 anos, será a pessoa mais jovem da história a ocupar o cargo. Ele já foi deputado e líder estudantil.

Numa eleição marcada pela polarização política, Boric venceu o advogado José Antonio Kast, de ultradireita.

“Vou ser o presidente de todos os chilenos, porque acho importante ter interlocução com todos e os acordos devem ser entre todas as pessoas e não entre quatro paredes”, disse o presidente recém-eleito ao conversar com o atual mandatário, Sebastián Piñera.

Até as 20h10 deste domingo, com 99,85% das urnas apuradas, Boric tinha 55,9% dos votos, contra 44,1% de Kast.

Kast informou em rede social que telefonou para o rival reconhecendo a derrota e parabenizando-o pela vitória.

Boric havia ficado em segundo lugar no primeiro turno, com 25,82%. Já Kast teve 27,91%. É a primeira vez desde a redemocratização, três décadas atrás, que um candidato que não venceu o primeiro turno chega à presidência. A posse ocorre em março.

O resultado do primeiro turno, em 21 de novembro, foi apertado na disputa pela presidência do Chile. A liderança ficou com o candidato de extrema-direita, José Antonio Kast. Já o segundo candidato mais bem posicionado foi o Gabriel Boric, da esquerda.

Assim como no Brasil, para vencer as eleições já no primeiro turno, o candidato precisava ter mais de 50% dos votos válidos, o que não ocorreu.

Como nenhum dos candidatos conseguiu uma liderança folgada no primeiro turno, eles dependeram também dos eleitores mais moderados para obter a vitória.

Olaf Scholz assume como novo chanceler da Alemanha

Nesta quarta-feira (8), Olaf Scholz se tornou o novo primeiro-ministro da Alemanha, substituindo Angela Merkel, que ocupou o cargo durante 16 anos. Ele foi oficialmente eleito pelo Bundestag – o Parlamento alemão – e a transferência de poder aconteceu na sequência.

Scholz teve 395 dos 736 votos dos deputados porque seu partido, o Social Democrata (SPD), foi o mais votado nas eleições parlamentares de setembro, e conseguiu uma coalizão tripla, com os Verdes e o Partido Democrático Liberal (FDP).

Após a votação, Scholz, usando uma máscara, recebeu aplausos e um buquê de flores dos líderes dos diferentes grupos parlamentares do parlamento.

Após a eleição pelos deputados, o futuro chanceler foi recebido pelo presidente, que entregou a “ata de nomeação”, o que estabelece o início oficial de seu mandato de quatro anos.

Ele retornou ao Bundestag, onde prestou juramento ao cargo, antes de seguir para a sede da chancelaria para a transferência de poder.

Com a posse de Olaf Scholz, a centro esquerda retornará ao poder na Alemanha pela primeira vez desde o governo de Gerhard Schröder (chanceler de 1998 a 2005).

Putin convida Bolsonaro para visitar a Rússia

Falando numa cerimônia de apresentação das credenciais dos embaixadores em Moscou, Putin disse que a Rússia continuará a fortalecer gradualmente a cooperação bilateral com o Brasil nas áreas comercial, energética e científica, entre outras.

O presidente russo, Vladimir Putin convidou o seu homólogo brasileiro, Jair Bolsonaro, para visitar a Rússia, segundo informações divulgadas nesta quarta-feira (1º) pela agência estatal Tass.

“Ficaremos felizes em ver o presidente do Brasil na Rússia”, acrescentou o chefe de Estado.

“O Brasil é um dos parceiros estratégicos mais importantes da Rússia. Trabalhamos juntos no fórum dos Brics e no G20. Considerando que, em 2022-2023, seu país obterá o status de membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU, cooperaremos até mais intensamente nas questões urgentes da agenda global na plataforma da ONU “, disse o presidente russo.

Primeira-ministra da Suécia dura 8 horas no poder

Menos de oito horas após sua eleição pelo Parlamento, a nova primeira-ministra da Suécia, Magdalena Andersson, foi forçada a renunciar nesta quarta-feira (24) após sua proposta de orçamento ter perdido uma votação e os ecologistas terem deixado o governo.

Há uma prática constitucional segundo a qual um governo de coalizão renuncia quando um partido sai. Não quero liderar um governo cuja legitimidade esteja em questão”, declarou a líder social-democrata, acrescentando que espera ser reeleita em uma votação futura.

Eleição e renúncia no mesmo dia
Andersson foi eleita primeira-ministra da Suécia pelo Parlamento nesta quarta-feira (24). Ela foi a primeira mulher a ocupar o posto de chefe de Governo do país nórdico.

Andersson era a ministra das Finanças do governo do primeiro-ministro demissionário Stefan Löfven, que renunciou este mês após sete anos no cargo.

Ela recebeu 117 votos a favor, 57 optaram pela abstenção, e 174 deputados votaram contra seu nome.

Na Suécia, um candidato ao cargo de chefe de Governo não precisa do apoio da maioria no Parlamento para aprovação, apenas que a maioria (175) não vote contra seu nome.

Esta economista e ex-nadadora de 54 anos conseguiu na terça-feira à noite, no fim do prazo, um acordo com o Partido de Esquerda, o último apoio que faltava para dirigir o governo.

Magdalena Andersson foi eleita a menos de um ano das eleições legislativas, previstas para setembro de 2022 e que devem ser muito acirradas. O desafio da nova premiê será conseguir manter os social-democratas no poder, no momento em que o partido registra seu menor índice histórico de aprovação.

E os problemas não demoraram a chegar para Andersson. Nesta quarta-feira, o Partido de Centro anunciou que não vai apoiar o orçamento do governo, devido ao acordo anunciado com o Partido de Esquerda.

Magdalena Andersson sofreu, assim, sua primeira derrota e, pouco depois, renunciou.

Partidos alemães fecham acordo e Olaf Scholz será novo primeiro-ministro

Três dos principais partidos políticos da Alemanha apresentaram nesta quarta-feira (24) um acordo para um novo governo de coalizão.

Foi costurado que Olaf Scholz, do Partido Social-Democrata (SPD), de centro-esquerda, assumirá o comando. Com isso, Angela Merkel deixa o cargo após 16 anos como chanceler.

O SPD de Scholz, os Verdes e os Democratas Livres pró-negócios (FDP) revelarão seu acordo de coalizão em Berlim às 15h (horário local) disse o FDP em um comunicado nesta quarta-feira.

Uma rodada final de negociações está prevista para ocorrer antes de uma coletiva de imprensa no final da tarde. Assim que o acordo for anunciado, ele irá para os membros gerais do partido para consideração.

O processo segue uma eleição apertada em setembro e dois meses de negociações para formar um novo governo.

Os três partidos da coalizão não são companheiros tradicionais. O FDP está mais geralmente alinhado com a centro-direita, ao invés do SPD e dos verdes, de tendência esquerda.

Até agora, um ponto crítico nas negociações da coalizão tem sido o financiamento dos ambiciosos planos climáticos dos verdes, com os democratas livres se opondo ao aumento de impostos.

Um novo governo significará o fim da era de Merkel e enviará sua União Democrática Cristã (CDU), de centro-direita, e seu partido irmão, a União Social Cristã (CSU), à oposição após 16 anos no poder.

O novo chanceler assumirá o comando da maior economia da Europa em um momento de crescente incerteza diplomática na União Europeia, com o bloco enfrentando agressões da Rússia e Belarus e ameaças ao Estado de Direito da Polônia e Hungria.