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Aumento de casos de influenza A em SP preocupa especialistas, mas pode ser reflexo de inverno atípico

Nas últimas semanas, o número de casos positivos para a influenza A, um dos vírus da gripe, subiu de 4,3% para 23,3%. Os dados são de um levantamento do Instituto Todos pela Saúde (ITpS) que analisou testes moleculares realizados por alguns laboratórios privados (a grande maioria deles, 95%, nos estados das regiões Sudeste e Centro-Oeste).

Segundo o levantamento, que considera testes de viroses respiratórias entre 20 de agosto e 17 de setembro, percentuais mais elevados de positividade para esse tipo de gripe foram observados principalmente em adolescentes de 10 a 19 anos (52,5%), depois em crianças de 5 a 9 anos (40,8%) e em bebês de 0 a 4 anos (10,6%).

Em seu último Boletim InfoGripe, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) também destacou o aumento de casos do vírus na cidade de São Paulo. De acordo com a análise, a capital paulista tem registrado tendência de aumento principalmente em crianças e adolescentes.

A Secretaria de Saúde do município, porém, afirma que os casos de síndromes gripais de uma forma geral seguem em queda, embora não tenha especificado o número exato de quadros de influenza A.

Especialistas ouvidos ressaltam que os números preocupam, tendo em vista que a influenza pode evoluir para quadros graves, principalmente em grupos de risco, como gestantes, idosos, menores de 4 anos e imunossuprimidos, mas lembram também que existe uma vacina gratuita e eficaz contra a doença no sistema público de saúde que previne justamente esses casos.

O vírus que destrói câncer e pode revolucionar tratamento de tumores avançados, segundo cientistas

Um novo tipo de tratamento contra o câncer que usa um vírus comum para infectar e destruir células nocivas está se mostrando bastante promissor nos primeiros testes em humanos, dizem cientistas do Reino Unido.

O câncer de um paciente desapareceu, enquanto outros viram seus tumores encolherem.

A droga é uma forma enfraquecida do vírus da herpes — herpes simplex — que foi modificado para matar tumores.

Estudos maiores e mais prolongados são necessários, mas especialistas dizem que a injeção pode, por fim, oferecer uma tábua de salvação para mais pacientes com câncer avançado.

Krzysztof Wojkowski, um construtor de 39 anos do oeste de Londres, é um dos pacientes que participaram da fase 1 do teste de segurança em andamento, administrado pelo Instituto de Pesquisa do Câncer do Royal Marsden NHS Foundation Trust.

Ele foi diagnosticado em 2017 com câncer nas glândulas salivares, perto da boca. Apesar da cirurgia e de outros tratamentos na época, seu câncer continuou a crescer.

“Me disseram que não havia mais opções para mim, e que eu estava recebendo cuidados de fim de vida. Foi devastador, então foi incrível ter a chance de participar do estudo”.

Um curto curso da terapia baseada no vírus — que é uma versão especialmente modificada do vírus da herpes que normalmente causa herpes labial — parece ter eliminado o tumor.

“Tomei injeções a cada duas semanas durante cinco semanas que erradicaram completamente meu câncer. Estou livre do câncer há dois anos.”

As injeções, aplicadas diretamente no tumor, atacam o câncer de duas maneiras — invadindo as células cancerosas e fazendo-as romper, e ativando o sistema imunológico.

Cerca de 40 pacientes tentaram o tratamento como parte do estudo. Alguns tomaram apenas a injeção de vírus, chamada RP2. Outros tomaram ainda outro medicamento contra o câncer — chamado nivolumab.

Os resultados, apresentados em uma conferência médica em Paris, na França, mostram que:

Três em cada nove pacientes que tomaram apenas RP2, incluindo Krzysztof, viram seus tumores encolherem;

Sete em cada 30 que receberam tratamento combinado também pareceram se beneficiar;

Os efeitos colaterais, como cansaço, foram leves em geral.

O principal pesquisador do estudo, Kevin Harrington, disse à BBC que as respostas ao tratamento observadas foram “verdadeiramente impressionantes” em uma variedade de cânceres avançados, incluindo câncer de esôfago e um tipo raro de câncer de olho.

“É raro ver taxas de resposta tão boas no estágio inicial de ensaios clínicos, pois seu objetivo principal é testar a segurança do tratamento, e envolve pacientes com câncer muito avançado para os quais os tratamentos atuais pararam de funcionar”, afirmou.

“Estou ansioso para ver se vamos continuar a ver benefícios à medida que tratamos um número maior de pacientes”.

Não é a primeira vez que cientistas usam um vírus para combater o câncer. O NHS, sistema de saúde público do Reino Unido, aprovou um tratamento baseado no vírus do resfriado, chamado T-Vec, para câncer de pele avançado há alguns anos.

Harrington chama o RP2 de uma versão turbinada do T-Vec.

“Teve outras modificações no vírus para que, ao entrar nas células cancerígenas, efetivamente assine sua sentença de morte”.

Marianne Baker, da organização Cancer Research UK, disse que as descobertas encorajadoras podem mudar o curso do tratamento do câncer.

“Os cientistas descobriram que os vírus podem ajudar a tratar o câncer há 100 anos, mas tem sido um desafio aproveitá-los com segurança e eficácia.”

“Esta nova terapia viral se mostrou promissora em um teste inicial de pequena escala — agora precisamos de mais estudos para descobrir como funciona.”

“A pesquisa sugere que combinar vários tratamentos é uma estratégia poderosa, e terapias de vírus como esta podem se tornar parte do nosso kit de ferramentas para vencer o câncer”.

Brasil corre risco muito alto de reintrodução da poliomielite, diz Opas

A Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) disse nesta quarta-feira (21) que Brasil, República Dominicana, Haiti e Peru correm um risco muito alto de reintrodução da poliomielite, em meio à queda na cobertura regional de vacinação contra a doença para cerca de 79%, o menor desde 1994.

Atualmente, o Brasil está em campanha de vacinação contra a doença e, diante da baixa adesão, o Ministério da Saúde prorrogou a iniciativa até 30 de setembro. O prazo inicial da campanha que começou em 8 de agosto era até a sexta-feira (9).

A campanha nacional contra a pólio busca alcançar crianças menores de 5 anos que ainda não foram vacinadas com as primeiras doses do imunizante (que é aplicado as 2, 4 e 6 meses de idade, via injeção intramuscular) e incentivar a aplicação da dose de reforço, que acontece por meio da conhecida gotinha.

A doença, também chamada de paralisia infantil, tem certificado de erradicação no país desde 1994, mas a baixa cobertura vacinal nos últimos anos preocupa especialistas.

Governo sanciona lei que obriga planos de saúde a cobrirem tratamentos fora do rol da ANS

O governo sancionou nesta quarta-feira (21) a lei que obriga planos de saúde a cobrirem tratamentos e procedimentos fora do rol da Agência Nacional da Saúde (ANS).

O projeto passou no mês passado por votações na Câmara e no Congresso, e aguardava sanção presidencial.

A nova lei derruba o entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que decidiu, em junho, que a lista de procedimentos da ANS era “taxativa” — ou seja, que os planos só precisariam cobrir o que está na lista, que atualmente é composta por 3.368 itens.

Entenda o muda para os segurados com a aprovação da lei:

Qual a diferença entre rol taxativo e exemplificativo?
A cobertura exemplificativa significa que os planos de saúde não se limitam a cobrir apenas o que está na lista da ANS, pois ela serve exatamente como exemplo de tratamento básicos.

Já a cobertura taxativa entende que o que não está nesta lista preliminar da ANS não precisa ter cobertura das operadoras.

O que está no rol da ANS?
A lista de cobertura pode ser consultada aqui. Ela depende, no entanto, do tipo de cobertura contratada: ambulatorial, internação, parto e odontológico, além das combinações entre esses tipos.

Como era antes da decisão do STJ?
A lista da ANS era considerada exemplificativa pela maior parte do Judiciário. Isso significa que pacientes que tivessem negados procedimentos, exames, cirurgias e medicamentos que não constassem na lista poderiam recorrer à Justiça e conseguir essa cobertura. Isso porque o rol era considerado o mínimo que o plano deveria oferecer.

Os planos, assim, deveriam cobrir outros tratamentos que não estão no rol, mas que tivessem sido prescritos pelo médico, tivessem justificativa e não fossem experimentais.

O que o STJ decidiu?
A decisão do STJ – e que deixa de valer com a entrada em vigor da nova lei – é de que o rol é taxativo. Com isso, essa lista contém tudo o que os planos eram obrigados a pagar: se não está no rol, não tem cobertura, e as operadoras não eram obrigadas a bancar.

A decisão do STJ não obrigava as demais instâncias a terem que seguir esse entendimento, mas o julgamento servia de orientação para a Justiça. Nesse caso, muitos pacientes não conseguiriam começar ou dar continuidade a um tratamento com a cobertura do plano de saúde.

Como fica com a sanção da lei?
Com a nova decisão, as operadoras de planos podem ser obrigadas a autorizar tratamentos ou procedimentos que estejam fora do rol da agência.

Para isso, no entanto, o tratamento ou medicação devem atender a um dos seguintes critérios:

ter eficácia comprovada;
ter autorização da Anvisa;
ter recomendação da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologia no SUS); ou
ter recomendação de pelo menos um órgão de avaliação de tecnologias em saúde que tenha renome internacional e que tenha aprovado o tratamento para seus cidadãos.

Entre as entidades de renome citadas no projeto estão: Food and Drug Administration, União Europeia da Saúde, Scottish Medicines Consortium (SMC); National Institute for Health and Care Excellence (Nice); Canada’s Drug and Health Technology Assessment (CADTH); Pharmaceutical benefits scheme (PBS); e Medical Services Advisory Committee (MSAC).

Enfermagem de Pernambuco adere à paralisação nacional

Trabalhadores da enfermagem de Pernambuco aderem à paralisação nacional e vão às ruas nesta quarta-feira (21), para cobrar do Senado a indicação imediata das fontes de custeio para a implementação da Lei do piso da categoria 14.434/2022 que teve seus efeitos suspensos por 60 dias em decisão liminar emitida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso.

Durante o período de 24h, mais de 100 mil profissionais do Estado estão mobilizados a participar de diversas atividades, garantindo os serviços essenciais. O movimento paredista iniciou às 00h01 com uma vigília em frente ao Imip, no bairro dos Coelhos.

Serão realizadas caminhadas em oito cidades que sediam as gerências regionais de Saúde (Geres) do Estado: Recife, Caruaru, Limoeiro, Garanhuns, Serra Talhada e Petrolina, a partir das 8h.

Na capital, o trajeto iniciará na Praça do Derby e percorrerá pelo entorno do polo hospitalar da Ilha do Leite/Paysandu. Também serão realizadas fiscalizações das unidades, concentração em frente às unidades de saúde com rodas de conversa e campanhas nas redes sociais.

O trajeto percorrerá pelas vias do bairro, nas proximidades de algumas instituições hospitalares privadas. O ato é organizado pelo Sindicato Profissional dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem de Pernambuco (Satenpe).

“A paralisação, que tem caráter nacional, é parte importante da nossa estratégia para pressionar as instâncias do Senado, Câmara dos Deputados e Governo Federal para garantir o pagamento do piso salarial já previsto na Constituição, resultado de uma longa jornada de mais de 20 anos que a nossa categoria luta por reconhecimento e valorização”, ressaltou o presidente do Satenpe, Francis Herbert.

Francis completou ainda que não aceitará demissões sem justificativa nem tão pouco a descontinuidade dos serviços de saúde à população. “Não abriremos mão de cada centavo previsto na lei. Se não pagar, o Brasil vai parar”, completou.

Liminar

Nesta terça-feira (20), o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) concedeu liminar ao sindicato patronal reconhecendo a não abusividade da paralisação de 24h dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem, a partir desta quarta-feira (21), e estabeleceu parâmetros para o movimento grevista.

Ao reconhecer a não abusividade da greve, restou explícito o entendimento de que os trabalhadores da rede privada que aderirem ao movimento não poderão ser penalizados.

A decisão também possibilita que até 20% do efetivo essenciais/emergenciais pode paralisar: UTI e centros cirúrgicos, bancos de sangue, leitos de retaguarda das UPAs, hemodiálise, prontos socorros, maternidade, assistência e pacientes internados com risco de agravamento de seu estado de saúde (semi-intensivas).

O órgão estabeleceu ainda que deve ser observado a manutenção de 50% do efetivo no atendimento dos demais setores de assistência e administrativo.

Número de casos de varíola dos macacos quase dobra e sobe para 111 em Pernambuco

O total de casos confirmados de varíola dos macacos em Pernambuco subiu para 111, segundo boletim divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) nesta terça-feira (20). O número de notificações chegou a 885, sendo 278 descartados e 496 ainda em investigação. O balanço anterior, lançado na última terça-feira (13), indicava 61 confirmados.

Entre os 111 casos confirmados, 89 são dos sexo masculino e 22 do sexo feminino. Todos estão em isolamento domiciliar. As faixas etárias são: 0 a 9 (6), 10 a 19 (10), 20 a 29 (36), 30 a 39 (34) e 40 a 49 (16), 50 a 59 (3) e 60 e mais (6).

Os casos em investigação foram subdivididos em casos suspeitos e casos prováveis, conforme classificação definida pelo Ministério da Saúde. Os suspeitos são 444 e os prováveis, 52.

Os casos suspeitos são quando os pacientes apresentam início súbito de lesão em mucosas e/ou erupção cutânea aguda sugestiva de monkeypox. Desses, 246 são do sexo masculino e 198 do sexo feminino. As faixas etárias são: 0-9 (67), 10-19 (90), 20-29 (97), 30-39 (84), 40-49 (50), 50-59 (35), 60 e mais (21).

Com relação aos casos prováveis, que também estão em investigação, foram registrados 52 casos, quando os pacientes se enquadram como suspeitos e, além da lesão cutânea, apresentam outros critérios, como exposição próxima e prolongada com caso provável ou confirmado de monkeypox.

Desses, 38 são do sexo masculino e 14 são do sexo feminino. As faixas etárias são: 0-9 (5), 10-19 (8), 20-29 (15), 30-39 (9), 40-49 (13), 50-59 (1), 60 e mais (1).

Corte no Farmácia Popular: Mesmo alertado de riscos, governo Bolsonaro privilegiou orçamento secreto

O Planalto foi alertado por técnicos do Ministério da Saúde sobre riscos para a garantia de programas populares, como o Farmácia Popular, que distribui remédios para população carente em razão do corte nos recursos do Programa Farmácia Popular. O presidente Jair Bolsonaro (PL), entretanto, decidiu privilegiar a sua base política e não mexer no orçamento secreto.

Agora, diante da repercussão negativa e temendo efeito eleitoral, Bolsonaro pediu para a Economia e Saúde reverterem a decisão e reprogramar o orçamento.

O corte reduz a verba do programa dos R$ 2,04 bilhões em 2022 para R$ 804 milhões na proposta de orçamento de 2023 que o governo Bolsonaro enviou ao Congresso. O texto ainda não foi votado pelos parlamentares.

A redução pode afetar o acesso da população de baixa renda a 13 tipos diferentes de medicamentos usados no tratamento de diabetes, hipertensão e asma, além de restringir a distribuição de fralda geriátrica.

A possibilidade do impacto foi relatada à área econômica do governo Bolsonaro em um ofício enviado pelo Ministério da Saúde ainda durante a elaboração da proposta de orçamento de 2023, enviado no final de agosto ao Congresso.

“Apontamos as implicações para Economia, mas é um tema ainda em discussão no governo e no Congresso Nacional”, disse o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, ao blog. “Não haverá interrupção de políticas públicas. Eu tenho dialogado com o Ministro Paulo Guedes e a questão será resolvida.”

Ordem para não mexer no orçamento secreto
Técnicos da área econômica justificam o corte no Farmácia Popular por uma decisão política. Segundo fontes ouvidas pelo blog, há uma ordem para não mexer, no ano eleitoral, na previsão de verbas para o pagamento de emendas do orçamento secreto.

Emendas são parcelas do orçamento do governo federal que deputados e senadores destinam para projetos em estados em suas bases eleitorais. As emendas do orçamento secreto – chamadas de RP9 – têm critérios de distribuição menos definidos e execução menos transparentes que as demais.

Na prática, o mecanismo dá maior controle do orçamento do governo federal ao Congresso. Em troca de apoio político do Centrão – que comanda a ala política de seu governo –, Bolsonaro garantiu que esse mecanismo continue a funcionar em 2023.

“A orientação política é: em ano de eleição não se mexe na RP 9. Foi uma ordem”, diz uma fonte da área econômica.

O presidente só reagiu após a revelação do corte no Farmácia Popular pelo jornal “O Estado de São Paulo”, por medo de perder votos e, então, acionou o ministro da Economia, Paulo Guedes, para tentar reverter a decisão tomada pelo próprio governo.

O problema, agora, é encontrar uma saída que reverta o prejuízo com os eleitores e, ao mesmo tempo, não indisponha o governo com a base a menos de 20 dias da eleição.

Por esse motivo, a previsão é que o governo deixe para depois das eleições o envio de uma mensagem ao Congresso para mudar o projeto de orçamento de 2023 e retirar os cortes no Farmácia Popular.

Perguntado sobre isso, Queiroga diz que cabe a Casa Civil e Economia definirem quando será enviada a reprogramação

Casos de varíola dos macacos permanecem estáveis, diz ministro

O número de casos de varíola dos macacos encontra-se em estabilização e com tendência de queda. A afirmação é do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante entrevista ao programa A Voz do Brasil desta terça-feira (13).

Segundo ele, as cerca de 50 mil vacinas adquiridas pelo ministério para combater a doença devem chegar ao Brasil na última quinzena deste mês. Ela será utilizada em pessoas que lidam com materiais contaminados e grupos de risco específicos.

“A vacina pode ser fracionada, ou seja, podemos expandir o número de pessoas beneficiadas”, disse o ministro. Segundo Queiroga, é possível que no segundo semestre de 2023 tenhamos uma vacina nacional para combater a doença. No entanto, o ministro ressalta que o surto na Europa já vem diminuindo.

Ainda falando de vacinação, o ministro da Saúde lembrou que a campanha de imunização contra a poliomielite foi prorrogada até o dia 30. A meta do ministério é vacinar 95% do público-alvo, que é 15 milhões de crianças abaixo dos cinco anos. “O último caso de pólio no Brasil foi em 1989, na Paraíba. Nós não queremos mais pólio nem na Paraíba e em nenhum estado do Brasil. Então vamos levar as crianças para receber a vacina”, incentivou o ministro.

Legado da pandemia de covid-19

O ministro também falou sobre a pandemia de covid-19, que, conforme explicou, está numa situação epidemiológica controlada, com menos de 100 mortes diárias. “Vamos trabalhar para reduzir ainda mais essa situação”. Queiroga lembrou que o país chegou a ter uma média de 3 mil mortes por dia.

De acordo com o ministro, o principal legado deixado pela pandemia foi o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Os Centros de Inteligência Estratégicos de Vigilância em Saúde (Cievs) passaram de 55 para 164 e foram ampliados sobretudo nas áreas de fronteiras. Já os leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em determinado momento do surto, passaram de 23 mil para 46 mil. “Os casos caíram mas deixamos 6.800 leitos a mais”, disse. “Fortalecer o sistema de saúde, deixar o SUS mais forte e resiliente é o grande legado dessa emergência de saúde pública de importância nacional”, concluiu.

Na entrevista o ministro também falou sobre a rede de atenção primária, cujo orçamento passou de cerca de R$ 18 bilhões em 2018 para R$ 25 bilhões neste ano e sobre os resultados do programa Médicos pelo Brasil.

Medicamento para tratar câncer de mama é incorporado ao SUS

Pacientes com câncer de mama podem contar com o medicamento Trastuzumabe Entansina. Indicado em monoterapia – método em que o processo de tratamento é realizado utilizando apenas uma droga ou procedimento – para tratamento de pacientes classificados no nível HER2-positivo da doença.

A Portaria que incorpora o medicamento ao Sistema Único de Saúde (SUS) foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) da última segunda-feira (12).

“A tecnologia recebeu recomendação favorável de incorporação ao Sistema Único de Saúde SUS após passar por avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), responsável por assessorar a pasta nas atribuições relativas à incorporação, exclusão ou alteração de tecnologias em saúde pelo SUS”, informou o ministério.

Números

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2018, mais de 620 mil mulheres morreram de câncer de mama em todo o mundo. No Brasil, o número total de novos diagnósticos ao ano chega a 60 mil, resultando em uma taxa de incidência de 60/100 mil habitantes.

Em 2017, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) reportou 16.724 mortes em mulheres. No ano de 2018, o Brasil foi o quarto país com a maior incidência em câncer de mama e o quinto em mortalidade. Estima-se que a incidência entre as brasileiras nos próximos 20 anos terá um aumento de 47%.

Pandemia de Covid-19 não acabou, mas fim está ao alcance das mãos, diz diretor-geral da OMS

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse nesta quarta-feira (14) que o mundo nunca esteve em uma posição melhor para acabar com a pandemia de Covid-19 e pediu aos países que mantenham seus esforços contra o coronavírus. “Ainda não chegamos lá. Mas o fim está à vista”, afirmou Tedros.

“Na semana passada, o número de mortes semanais por Covid-19 caiu para seu nível mais baixo desde março de 2020. Nunca estivemos em melhor posição para acabar com a pandemia. Ainda não terminou, mas seu final está ao alcance das mãos”, disse o diretor-geral da OMS.

Segundo o último boletim epidemiológico publicado pela OMS, o número de casos caiu 28% na semana de 5 a 11 de setembro em relação à semana anterior. Foram 3,1 milhões de novos contágios declarados. O número de infecções é, sem dúvida, muito maior devido aos casos leves não declarados e porque muitos países desmobilizaram suas estruturas para realizar testes.

Comparação com maratona
“Alguém que corre uma maratona não para quando vê a linha de chegada. Corre mais depressa, com toda a energia que restar. E nós, também”, afirmou a maior autoridade da OMS. “Todos podemos ver a linha de chegada, estamos prestes a vencer. Seria realmente a pior hora para deixar de correr”, insistiu.

“Se não aproveitarmos esta oportunidade, corremos risco de ter mais variantes, mais mortos, mais problemas e incertezas”, apontou.

Em 4 de setembro, a OMS contabilizou mais de 600 milhões de casos oficialmente confirmados – um número que se presume muito inferior ao real, assim como o número oficial de óbitos: 6,4 milhões no mundo.

Um estudo do organismo, realizado com base em projeções e avaliações publicadas em maio, sugere que poderia haver entre 13 e 17 milhões de mortes por covid a mais do que as registradas de forma oficial até o final de 2021.

Número de mortes no Brasil por dengue é três vezes maior que em 2021

Os casos de dengue têm batido recordes este ano, mesmo no período de seca. O Jornal Hoje mostrou que o número de mortes no Brasil já é três vezes maior que em 2021.

Os números do Ministério da Saúde mostram que já são mais de 1,3 milhão de casos prováveis da doença. Um aumento de quase 190% em comparação com o mesmo período no ano passado. As cidades com mais registros são: Brasília (62.265 casos), Goiânia (49.675 casos) e Joinville (21.365 casos).

Além do aumento de casos registrados, principalmente no Centro-Oeste, o número de mortes também assusta. Em todo o ano passado, a dengue matou 246 pessoas, mas neste ano a doença já fez 854 vítimas. Outras 277 mortes estão em investigação.

“Nós não temos uma medicação que mate o vírus da dengue, então toda dengue preocupa sim. O paciente deve procurar assistência de saúde mais próxima da casa dele e essa assistência médica ela não deve banalizar. Dengue é uma virose que continua muito grave podendo levar qualquer paciente a óbito”, explica Christiane Kobal, presidente da Sociedade Goiana de Infectologia.

Ministério da Saúde amplia público de vacinas contra meningite e HPV

O Ministério da Saúde ampliou o público da vacina HPV e, a partir deste mês, meninos de 9 a 14 anos poderão tomar. A alteração é permanente e inclui meninos de 9 e 10 anos de idade. A mudança iguala a indicação da vacina para meninos e meninas, permitindo a vacinação contra HPV de qualquer pessoa entre os 9 e 14 anos de idade, independentemente do sexo.

A Pasta distribuiu também aos estados a vacina meningocócica ACWY (Conjugada). A indicação é tomar uma dose ou reforço, conforme situação vacinal, para adolescentes de 11 a 14 anos.

A vacina meningocócica ACWY já estava disponível para adolescentes de 11 e 12 anos e agora será ofertada temporariamente para os adolescentes não vacinados de 11 a 14 anos.

A faixa etária em maior risco de adoecimento para a doença é a de crianças menores de um ano de idade, no entanto, os adolescentes e adultos jovens são os principais responsáveis pela manutenção da circulação da doença.

Pesquisas apontam que é nos adolescentes que as vacinas meningocócicas demonstram uma resposta imune mais robusta, com persistência de anticorpos protetores por um prolongado período. Essas evidências embasaram o Programa Nacional de Imunizações (PNI) a incluir no Calendário Nacional de Imunizações a administração de doses de reforço com as vacinas meningocócicas conjugadas na adolescência.

A imunização contra o HPV em adolescentes é utilizada por mais de 100 países em seus programas nacionais de vacinação e vários deles já possuem estudos de impacto desta estratégia, com resultados positivos no que diz respeito à prevenção e redução das doenças ocasionadas pelo vírus, como câncer do colo do útero, vulva, vagina, região anal, pênis e orofaringe.

Gastos de planos com terapias e atendimentos ambulatoriais crescem mais de 50% em cinco anos

Um levantamento inédito feito pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) mostra que, entre 2016 e 2021, as despesas com serviços assistenciais na saúde privada passaram de R$ 131,9 bilhões para R$ 199,9 bilhões. O valor representa um aumento de 51,4% registrado no período.

BOLSO
De acordo com a pesquisa, as despesas foram puxadas pelo aumento no volume de terapias realizadas (75,9%) e de atendimentos ambulatoriais (95%), como consultas com fisioterapeutas, fonoaudiólogos e nutricionistas.

LUPA
Intitulado “Análise Especial do Mapa Assistencial da Saúde Suplementar no Brasil”, o estudo também identificou que, entre 2016 e 2021, os procedimentos médico-hospitalares realizados na país por meio da saúde suplementar cresceram 14,8%. Eles envolvem consultas médicas, exames complementares e internações, por exemplo.

VITRINE
A divulgação dos dados completos analisados pelo IESS será realizada nesta segunda-feira (12).

OMS monitora casos de pneumonia misteriosa na Argentina

A Organização Mundial da Saúde (OMS) está monitorando dez casos de uma pneumonia bilateral de origem desconhecida em um hospital da província de Tucumán, na Argentina. O surto já provocou três mortes – a última vítima foi uma mulher de 70 anos que havia sido internada para uma cirurgia.

Os casos estão ligados à clínica privada Luz Médica, na cidade de San Miguel de Tucumán, no noroeste do país, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), escritório regional da OMS.

Veja o cronograma de contágio:

Os primeiros pacientes apresentaram sintomas entre 18 e 22 de agosto.
Na última terça-feira (30), um relatório inicial incluiu entre os contaminados cinco profissionais de saúde e um paciente da clínica.
Na quinta-feira (1º), as autoridades de saúde locais relataram mais três casos, elevando o total para nove.
Na sexta-feira (03), a Argentina relatou o décimo caso.

Sintomas e testes
Os sintomas incluem febre, dores musculares e abdominais, diarreia e falta de ar.

Testes iniciais para vírus respiratórios conhecidos e de outros agentes (virais, bacterianos e fúngicos) deram negativo, informou a Opas. Amostras biológicas foram enviadas à Administração Nacional de Laboratórios e Institutos de Saúde da Argentina para testes adicionais, que incluirão análise da presença de toxinas.

Segundo jornais locais da cidade de San Miguel de Tucumán, os primeiros resultados enviados ao Instituto Nacional de Microbiologia Dr. Malbrán apontaram positivo para a bactéria legionela. Os testes iniciais haviam dado negativo para esse patógeno.

Paralelamente, especialistas analisam a água e os aparelhos de ar-condicionado para identificar uma possível contaminação ou envenenamento. A Opas e a OMS estão monitorando o surto e auxiliando as autoridades locais de saúde na investigação.

Uso de máscaras é flexibilizado para profissionais e estudantes do Ensino Fundamental Anos Finais


A partir da próxima segunda-feira (05), alunos e professores das séries finais do ensino fundamental – 6º ao 9º ano – não precisam mais usar máscaras de proteção facial contra a covid-19 nas escolas públicas e privadas de Pernambuco.

Decreto regulamentando a novidade será publicado no Diário Oficial do Estado deste sábado (03). A medida atinge cerca de 651 mil estudantes.

Permanece a obrigatoriedade para as crianças do 1º ao 5º ano do fundamental e da educação infantil (a partir dos 3 anos de idade). A ideia do governo estadual é liberar para essas etapas mais na frente.

Os estudantes e docentes do ensino médio já estavam desobrigados de usar máscaras no ambiente escolar desde o último dia 18 de agosto.

Setembro amarelo: ministra alerta para sinais que antecedem suicídio

O mês de setembro é marcado por ações de prevenção ao suicídio em todo o país, através da campanha Setembro Amarelo. De acordo com dados apresentados pela campanha, realizada desde 2014, pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM), no Brasil são registrados cerca de 14 mil casos por ano, ou seja, uma média de 38 por dia.

Entre os jovens de 15 a 29 anos, é a quarta principal causa de mortes, atrás apenas de acidentes no trânsito, tuberculose e violência interpessoal.

Em entrevista à Voz do Brasil, a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Cristiane Britto, lembrou a importância das famílias prestarem atenção a sinais comportamentais, principalmente em crianças e jovens, que podem levar ao suicídio.

“A gente vem instigando a sociedade a observar os sinais. E, nesse ano, a gente vem querendo envolver a família, para que observe os sinais. Aqueles que estão em depressão querem acolhimento, precisam ser ouvidos. Não ignore sinais, principalmente de crianças e aqueles que estão na adolescência”, disse a ministra.

Segundo ela, a pandemia de Covid-19 agravou a situação. “Infelizmente a pandemia nos trouxe um agravamento na saúde mental de todos os brasileiros e tem atingido crianças a partir de seis anos de idade. A faixa etária dos brasileiros que são afetados por tentativas de suicídio ou suicídio é de 11 a 19 anos. O perfil masculino prevalece. E a gente tem se preocupado muito com isso. A gente precisa falar sobre suicídio e automutilação”, afirmou.

Entre os sinais que devem chamar a atenção das pessoas, segundo Cristiane Britto, estão isolamento, mudanças na alimentação e no sono, automutilação, autodepreciação, interrupção de planos e abandono de estudo e emprego.

“A gente sempre orienta que procurem os centros de atenção psicossocial (Caps), os Cras, um hospital. Se houver qualquer sinal de que a pessoa tentou o suicídio, chame o Samu, chame o Corpo de Bombeiros. O Corpo de Bombeiros tem sido nosso grande parceiro”, explicou a ministra.

Moderna processa Pfizer/BioNTech por violação de patente sobre vacina contra Covid-19

A Moderna está processando a Pfizer e sua parceira alemã BioNTech por violação de patente no desenvolvimento da vacina contra a Covid-19, alegando que eles copiaram a tecnologia que a Moderna desenvolveu anos antes da pandemia (a RNA mensageiro).

O processo, que busca indenizações monetárias indeterminadas, está sendo aberto no Tribunal Distrital dos EUA em Massachusetts e no Tribunal Regional de Dusseldorf, na Alemanha, disse a Moderna em um comunicado à imprensa na sexta-feira (26).

“Estamos entrando com esses processos para proteger a inovadora plataforma de tecnologia de mRNA na qual fomos pioneiros, investimos bilhões de dólares na criação e patenteamos durante a década anterior à pandemia de Covid-19”, disse o presidente-executivo da Moderna, Stephane Bancel, em comunicado.

A Moderna Inc MRNA.O e a parceria da Pfizer Inc PFE.N e BioNTech SE 22UAy.DE foram dois dos primeiros grupos a desenvolver uma vacina para o novo coronavírus.

Com apenas uma década, a Moderna foi inovadora na tecnologia de vacina de RNA mensageiro (mRNA) que permitiu a velocidade sem precedentes no desenvolvimento da vacina contra Covid-19.

Um processo de aprovação que antes levava anos foi concluído em meses, em grande parte graças ao avanço nas vacinas de mRNA, que ensinam as células humanas a produzir uma proteína que desencadeará uma resposta imune.

A BioNTech, com sede na Alemanha, também trabalhava nesse campo quando se associou à gigante farmacêutica americana Pfizer.

A Food and Drug Administration dos EUA concedeu autorização de uso emergencial para a vacina contra a Covid-19 primeiro à Pfizer/BioNTech em dezembro de 2020 e, uma semana depois, à Moderna.

A Moderna alega que a Pfizer/ BioNTech, sem permissão, copiou a tecnologia de mRNA que a Moderna havia patenteado entre 2010 e 2016, bem antes da Covid-19 surgir em 2019 e explodir no início de 2020.

No início da pandemia, a Moderna disse que não aplicaria suas patentes para ajudar outras empresas a desenvolver suas próprias vacinas, principalmente para países de baixa e média renda. Mas em março de 2022, a Moderna disse que esperava que empresas como Pfizer e BioNTech respeitassem seus direitos de propriedade intelectual. A empresa disse que não buscaria indenização por nenhuma atividade antes de 8 de março de 2022.

O litígio de patentes não é incomum nos estágios iniciais de uma nova tecnologia.

A Pfizer e a BioNTech já estão enfrentando vários processos judiciais de outras empresas que dizem que a vacina da parceria infringe suas patentes. A Pfizer/BioNTech disse que defenderá vigorosamente suas patentes.

Primeiro transplante ósseo é realizado em hospital da rede estadual de Pernambuco

Na tarde desta quarta-feira (24), a equipe de ortopedia do Hospital Otávio de Freitas realizou um procedimento nunca feito antes: um transplante ósseo na rede pública estadual de Pernambuco. Para o procedimento, realizado em uma paciente que tem prótese de quadril, foram transplantados ossos em dois lugares: no fêmur e no quadril.

A cirurgia abre um novo leque de possibilidades para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) em Pernambuco, que agora podem receber o transplante ósseo sem precisar viajar para algum estado da Região Sudeste para ter acesso à cirurgia.

“O transplante ósseo é diferente de um transplante de fígado ou de outros órgãos, em que imediatamente você precisa transferir imediatamente para a pessoa. Nele, quando um paciente é doador, partes de ossos são retiradas e guardadas para um procedimento futuro, o que foi o caso”, explicou o coordenador do grupo de ortopedia da unidade de saúde, Wagner Hermes.

A operação foi possibilitada por conta de uma proximidade do Hospital Otávio de Freitas, por meio da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE), com o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), uma instituição nacional de referência em ortopedia localizada no Rio de Janeiro. O Into, através do seu banco de ossos, disponibilizou o osso que deveria ser transplantado para a paciente, que esperava pela cirurgia há dois anos.

Para que o fragmento seja armazenado em um banco de ossos, é preciso uma avaliação em diversos fatores, como órgãos do corpo também o são. A diferença é que para que o osso esteja apto para transplante, ele precisa estar saudável. Isso quer dizer que ele não pode ser desgastado, vindo de uma pessoa que teve câncer ósseo e osteoporose, por exemplo.

Os ossos retirados de um doador, após seu falecimento, podem beneficiar aproximadamente 30 pessoas e aguardar em armazenamento, com baixa temperatura e prensado à vácuo, por até cinco anos.

No transplante ósseo, não é necessário que o osso seja o do mesmo local no doador e no transplantado. Eles precisam ser apenas do mesmo tipo. Há dois tipos: osso trabecular ou esponjoso (que apresenta uma estrutura mais “mole”) e osso cortical (mais duro). É necessária a compatibilidade com o local de transplante.

“Normalmente, quando a gente vai tirar o osso, temos dois tipos de ossos. Há o osso esponjoso (um osso mais mole) e o osso cortical (como o osso do fémur). Se tira tanto um tipo quanto o outro. Quando vamos reconstituir, ele vai ser incorporado à estrutura da pessoa e, com o tempo, vai ser nutrido e vascularizado até virar o osso da pessoa”, explicou Wagner Hermes.

O coordenador de ortopedia ainda informou que em alguns casos o osso é inserido no corpo da pessoa transplantada em forma de fragmentos e, ao decorrer da recuperação, é recuperado e incorporado completamente ao corpo.

Ministério da Agricultura fecha quatro fábricas de sucos adulterados

Quatro fábricas de sucos foram fechadas em uma operação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em uma operação de combate a fraudes nesta quarta-feira (24).

Foram apreendidos 46 mil kg de suco concentrado e 78 mil litros de suco de laranja integral. Três das fábricas são localizadas em Santa Catarina e uma em São Paulo. O Ministério da Agricultura não informou os nomes das empresas.

Segundo o ministério, as irregularidades apontadas na operação incluem:

adulteração das bebidas elaboradas, substituindo parte da matéria-prima por outras que não são da fruta.

em uma das fábricas, foi constatada a presença de aditivos conservadores, para aumentar a vida útil do suco, sendo que na rotulagem do produto destacava a ausência destes elementos.

em outra fábrica, foi verificado o uso do aditivo alimentar edulcorante (substância para deixar mais doce que o comum), proibido em sucos.

Das quatro fábricas, três já responderam a processos recentes pela prática de adulteração das bebidas elaboradas anteriormente. Confirmados os resultados de fraude, os estabelecimentos serão autuados por adulteração de bebidas e, além da apreensão dos produtos, podem pagar multa de até R$ 117.051 por lote fraudado.

“As empresas também ficam proibidas de comercializar qualquer produto até que as práticas irregulares sejam sanadas e aprovadas pelo Mapa, após nova avaliação”, explica o chefe do Serviço Regional de Operações Avançadas de Fiscalização e Combate a Fraudes, Kleber Basso.

A forma de sanar essas irregularidades é implementando um sistema de controle para garantir a qualidade e identidade dos produtos elaborados, além de proporcionar a rastreabilidade de cada lote produzido, as matérias-primas e insumos utilizados, diz o ministério.

Médico doa seu próprio rim para ex-paciente nos Estados Unidos

No último mês de junho, Arjang “Aji” Djamali , um médico nefrologista americano doou um rim para um de seus ex-pacientes.

Djamali conta que, para ele, virar doador era um desejo antigo, mas que teve que passar por alguns entraves antes de realizar esse seu sonho.

Como os tipos sanguíneos são fatores importantes na compatibilidade de uma doação de rim (embora não impeditivos em alguns casos), o médico especializado no tratamento de doenças renais sabia desde quando iniciou sua residência médica que poderia, em algum dia, ser um par ideal para alguém com o seu mesmo raro sangue do tipo B.

Antes disso acontecer, porém, Djamali conta que tinha uma vida muito agitada e que sua esposa apoiava sua decisão, mas pediu que ele esperasse até que seus filhos crescessem para passar pela cirurgia eletiva.

“Eu queria não apenas ‘falar por falar’, mas fazer a diferença na vida de alguém com doença renal”, disse Djamali à agência de notícias da rede de Hospitais e Clínicas da Universidade de Wisconsin – UW Health, nos Estados Unidos.

É importante destacar que qualquer pessoa, desde que passe por uma avaliação médica, pode se tornar um potencial doador de rim e viver uma vida saudável após o procedimento.

E foi em 2014 que Djamali conheceu a pessoa que receberia um dos seus rins: o seu paciente John Jartz. À época, o médico era chefe do centro de transplantes da universidade americana, e recebeu Jartz em seu consultório depois que o pacienta havia sido diagnosticado com a doença renal policística, um distúrbio hereditário que causa aglomerados de cistos nos rins.

Os atendimentos clínicos continuaram por alguns anos e durante esse período Djamali conta que ficou bem próximo do seu paciente e que os dois se tornaram grandes amigos.

“Nós nos conectamos imediatamente”, disse Jartz. “Tínhamos muito em comum. Compartilhamos o amor por viagens e piadas ruins. Na verdade, eu ansiava por minhas consultas com ele, o que geralmente não é o caso quando você está falando sobre como lidar com uma doença como a minha”.

Em 2019, porém, quando John estava sendo tratado com outro especialista do mesmo centro, ficou claro que ele precisava de um transplante de rim. Mas foi somente em uma conversa no final de 2021 que Djamali disse a Jartz que achava que conhecia alguém que poderia ser seu doador.

“Eu disse: ‘Sou eu'”, contou Djamali. “John ficou sem palavras. Passamos pelo processo de avaliação de nossa compatibilidade e eu era quase uma combinação perfeita para ele”.

No último dia 29 de junho foi então que o rim direito de Djamali foi removido e transplantado para John. No mesmo momento, o órgão começou a funcionar.

À UW Health, Djamali contou que ficou muito emocionado por finalmente poder realizar esse seu desejo que salva vidas e por inspirar outras pessoas.

“A doação de rim de doadores vivos salva vidas e eu espero que minha experiência sirva de exemplo para outras pessoas”, afirmou o médico.

Campanha alerta para ameaça de retorno da paralisia infantil

A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) lançou nesta segunda-feira (22) a campanha Paralisia Infantil – A Ameaça Está de Volta, para estimular a adesão à campanha de vacinação contra a poliomielite, que está sendo realizada desde o dia 8 deste mês pelo Ministério da Saúde. As ações serão realizadas nas redes sociais e junto a profissionais de saúde.

O Brasil tem registrado queda de coberturas vacinais desde 2015. No caso da poliomielite, a preocupação de pesquisadores é que o movimento de queda coincide com o ressurgimento de casos em locais em que a doença já estava erradicada, como Estados Unidos, Malawi e Israel. No Brasil, o último caso confirmado foi em 1989.

Estima-se que três em cada 10 bebês brasileiros nascidos em 2021 não tomaram as doses da vacina intramuscular contra a pólio, previstas para os 2, 4 e 6 meses de idade. A proteção contra a doença também requer doses em gotinhas aos 15 meses e aos 4 anos de idade, e, segundo o Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações, somente 54% das crianças completaram o esquema vacinal no ano passado, enquanto a meta que deve ser atingida para garantir a imunidade coletiva é de 95% das crianças vacinadas.

Para melhorar esse cenário, começou em 8 de agosto a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e Multivacinação de 2022, e, no último sábado, foi realizado o Dia D de Mobilização.

O presidente da SBIm, Juarez Cunha, afirma que o mais importante é que as crianças que não foram vacinadas sejam levadas aos postos, mas que os pais daquelas que estão com a imunização em dia também podem levá-las para receber um reforço na proteção.

A pólio não tem um tratamento específico. A única coisa que a gente tem como ferramenta de proteção são as vacinas, que são ferramentas extremamente seguras, eficazes e gratuitas, destaca Juarez.

A infecção pelo poliovírus pode causar sequelas e levar à morte. Embora a maioria das pessoas que contrai o vírus não apresente sintomas, as infecções podem levar à paralisia irreversível em algum dos membros, sendo as pernas acometidas com maior frequência. Entre os pacientes que sofrem de poliomielite paralítica, 5% a 10% morrem por paralisia dos músculos respiratórios.

A campanha da SBIm pretende destacar a ameaça que a doença representa e contará com depoimentos de duas pessoas que vivem com sequelas da pólio. Peças informativas e vídeos com especialistas que serão divulgados nas redes sociais e sites da SBIm e de entidades apoiadoras, como o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e Bio-Manguinhos/Fiocruz e as sociedades brasileiras de Pediatria (SBP), Infectologia (SBI) e Ortopedia e Traumatologia (SBOT).

“Um dos grandes problemas que levam a uma baixa adesão à vacinação é a falsa sensação de segurança em relação a doenças que as pessoas só não conhecem, ou nunca viram, porque foram vacinadas contra elas”, lembra Juarez Cunha.

Dia D contra a poliomielite será neste sábado em Afogados

A Prefeitura de Afogados da Ingazeira promove neste sábado, 20 de Agosto, o dia D de vacinação contra a poliomielite.

Devem se vacinar crianças de 1 a 4 anos de idade. A vacinação acontecerá exclusivamente na praça Monsenhor Alfredo de Arruda Câmara, no horário de 08h às 13h.

A equipe da secretaria de saúde estará de prontidão no local para vacinar as nossas crianças.

Fiocruz: onda da Ômicron perde força e maior parte dos estados tem queda nos casos de SRAG

O novo Boletim InfoGripe, da Fiocruz, divulgado nesta quarta-feira (17) indica que a maioria dos estados brasileiros têm sinal de queda nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que são, em grande parte, provocados pela Covid-19.

O estudo, que compreende o período de 31 de julho a 6 de agosto, aponta manutenção na maior parte do Sudeste, Centro-Oeste e Sul, interrupção do crescimento — com alguns estados já iniciando queda — no Nordeste, e ainda algum crescimento no Norte.

A pesquisa mostra que a onda provocada pelas subvariantes da Ômicron (BA.1, BA.4 e BA.5) já começou a perder força.

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de 1,9% para influenza A; 0,2% para influenza B; 5,9% para vírus sincicial respiratório (VSR); e 79,1% Sars-CoV-2 (Covid-19).

Números

Das 27 unidades federativas, apenas Roraima apresenta sinal de crescimento. Dos demais estados e o Distrito Federal, quatro apresentam sinal de estabilidade (Amazonas, Amapá, Maranhão e Piauí), com os demais apresentando sinal de queda na tendência de longo prazo no mesmo período.

No Rio Grande do Sul e Santa Catarina, que até a atualização passada apresentavam manutenção de patamar elevado em crianças, já apontam para situação de queda nessa faixa etária.

Três das 27 capitais apresentam indícios de crescimento na tendência de longo prazo: Belém (PA), Boa Vista (RR) e Recife (PE). Nas demais, há predomínio de sinal de queda, com sete capitais apresentando estabilidade nesse indicador.

Afogados: prefeitura inicia vacinação de crianças de três anos contra a Covid-19

A Prefeitura de Afogados da Ingazeira está dando início nesta terça-feira (16) à vacinação de crianças de três anos de idade contra a Covid-19.

Os pais e/ou responsáveis podem levar sua criança para tomar a primeira dose da vacina no centro de vacinação, que fica na rua Professor Vera Cruz, próximo à Casas Siqueira. É necessário apresentar o cartão do SUS da criança. O horário da vacinação é de 8h às 17h, de segunda à sexta.

E continua nas unidades básicas de saúde a campanha de vacinação infantil contra a poliomielite e a multivacinação, para atualização do cartão de vacinação de nossas crianças.

Pernambuco registra 36 casos de superfungo Candida auris em dois hospitais públicos

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) confirmou, nesta segunda-feira (15), o total de 36 casos do superfungo Candida auris em unidades de saúde da rede pública estadual. Os primeiros registros reconhecidos oficialmente aconteceram em janeiro deste ano. Um homem de 67 anos e uma mulher de 70 anos, internados no Hospital da Restauração (HR), área central do Recife.

Agora, a SES-PE confirma 41 notificações, sendo 36 confirmados, 1 descartado, e 4 em investigação. Os casos foram registrados nos hospitais da Restauração (HR), no Recife, e Miguel Arraes, em Paulista, na Região Metropolitana. A levedura – tipo de fungo que possui apenas uma célula – é motivo de preocupação nas autoridades sanitárias por ser resistente à maioria dos fungicidas existentes e, em alguns casos, a todos. Isso levou a espécie a receber o apelido de superfungo.