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Síndrome de Burnout é reconhecida como fenômeno ocupacional pela OMS

A síndrome de Burnout passou a ser reconhecida como um fenômeno relacionado ao trabalho pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A assunção dessa condição passou a valer neste mês de janeiro, com a vigência da nova Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-11).

A síndrome é definida pela OMS como “resultante de um estresse crônico associado ao local de trabalho que não foi adequadamente administrado”. Conforme a caracterização da entidade, há três dimensões que compõem a condição.

A primeira delas é a sensação de exaustão ou falta de energia. A segunda são sentimentos de negativismo, cinismo ou distância em relação ao trabalho. A terceira é a sensação de ineficácia e falta de realização.

A OMS esclarece que a síndrome de Burnout se refere especificamente a um fenômeno diretamente vinculado às relações de trabalho e não pode ser aplicada em outras áreas ou contextos de vida dos indivíduos.

Segundo o advogado trabalhista Vinícius Cascone, no Brasil, o Ministério da Saúde reconhece desde 1999 a síndrome como condição relacionada ao trabalho.

Caso um trabalhador reconheça os sintomas, deve buscar um médico para uma análise profissional. O médico avalia se o funcionário deve ou não ser afastado de suas funções. A empresa deve custear o pagamento caso o afastamento seja de até 15 dias.

Depois deste período, o empregado será submetido a uma perícia do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para que o órgão analise e, confirmando o diagnóstico, arque com o custeio do afastamento durante mais tempo. É preciso também abrir uma comunicação de acidente de trabalho.

Cascone explica que se o empregador não der o encaminhamento em caso de afastamento, o trabalhador pode buscar diretamente o INSS ou entrar com ação judicial caso ocorra uma negativa do órgão.

À Agência Brasil, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) informou que o início da vigência da nova lista de doenças demandará uma atualização de normativos internos, o que ocorrerá “aos poucos”.

Conforme o órgão, o direito a benefícios associados ao afastamento temporário é garantindo a quem comprovar incapacidade de realizar o trabalho.

Áustria se tornará primeiro país da Europa a ter vacinação obrigatória contra a Covid-19

A Áustria vai se tornar, em fevereiro, o primeiro país da Europa a obrigar os cidadãos a se vacinarem contra a Covid-19. O chanceler austríaco, Karl Nehammer, disse que os que recusarem a se imunizar estarão sujeitos a multas elevadas.

Em uma entrevista coletiva, o chefe de Governo conservador – que comanda o país em uma coalizão com os ecologistas – afirmou que a medida, para os maiores de 18 anos, entrará em vigor no começo do próximo mês. “É um projeto sensível, mas conforme à Constituição”, afirmou o chanceler.

O governo prevê “uma fase de adaptação” para que os não vacinados tenham a possibilidade de mudar de ideia até “meados de março”, explicou o conservador. Depois deste período, haverá fiscalização da aplicação da futura lei. Ele adiantou que os que não estiverem em dia, estarão em situação de “delito, passível de sanções” financeiras que variam de 600 a 3.600 euros (R$ 3.790 a R$ 22.750), nos casos de reincidência.

Covid-19: X Geres recebe 1.110 doses de vacinas para crianças

Por volta das 11h da manhã deste sábado (15), chegaram na X Gerência Regional de Saúde – X Geres, em Afogados da Ingazeira, as primeiras 1.110 doses da vacina pediátrica da Pfizer contra a Covid-19, para a imunização de crianças de 5 a 11 anos.

O Ministério da Saúde incluiu, no dia 5 de janeiro, as crianças de 5 a 11 anos no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra a Covid-19.

A imunização das crianças com a vacina da Pfizer já havia sido autorizada em 16 de dezembro pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Segundo a nota técnica divulgada pelo governo, a ordem de prioridade na imunização será a seguinte: crianças de 5 a 11 anos com deficiência permanente ou com comorbidades; crianças indígenas e quilombolas; crianças que vivam em lar com pessoas com alto risco para evolução grave de Covid-19; crianças sem comorbidades, em ordem decrescente de idade: primeiro, as de 10 e 11 anos; depois, as de 8 e 9 anos; em seguida, as de 6 e 7 anos; e, por último, as crianças de 5 anos.

No entanto, estados e municípios podem decidir sobre a vacinação.

A gerente da X Geres, Mary Delanea, informou à reportagem do Blog do Nill Júnior, que na próxima segunda-feira (17), haverá uma reunião com os coordenadores do PNI de cada município para organizar o início da vacinação.

A X Geres cobre doze municípios do Sertão do Pajeú e a distribuição das doses ficou da seguinte forma: Afogados da Ingazeira recebeu 210 doses, Brejinho 50, Carnaíba 120, Iguaracy 70, Ingazeira 30, Itapetim 70, Quixaba 40, Santa Terezinha 70, São José do Egito 190, Solidão 40, Tabira 180 e Tuparetama recebeu 40 doses da vacina.

Com medo de novo colapso, AM adia aulas e convoca médicos para conter covid

Um ano após viver o ápice do colapso hospitalar após a falta de oxigênio em hospitais, Manaus enfrenta uma alta sem precedentes no número de casos de covid-19, com aumento de hospitalizações.

Para encarar o cenário e evitar um novo colapso, o governo do Amazonas decidiu adiar o início do ano letivo na rede pública e lançou hoje um edital de emergência para contratar médicos e profissionais de saúde para os hospitais. Além disso, grandes eventos estão suspensos em todo o estado.

Secretário de Saúde do Amazonas, o médico Anoar Samad reforça o pedido para que as pessoas se vacinem e avisa que, apesar da alta de casos, não houve registro de óbito por covid nas últimas 24 horas.

Manaus registra uma alta na média móvel de casos entre os dias 1° e 13 de janeiro. Somente ontem, foram 2.069 novos casos confirmados. Até o início do ano, esse número não passava de 20.

No estado, a média de 105 novos casos subiu para 952 —1.007% a mais. Assim como na segunda onda, entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021, a alta começa pela capital.

“Já prevíamos um aumento exponencial de casos, mas não tão grande”, admite o secretário Samad.

‘Terceira onda’: Transmissão da covid ultrapassa pico da pandemia no Brasil

A taxa de transmissão (Rt) do novo coronavírus ultrapassou o pico da pandemia no Brasil, iniciando a terceira onda no país, afirmam especialistas. O Rt no Brasil atingiu ontem a marca de 1,53, contra um índice de 1,29 em 16 e 17 de março do ano passado, momento crítico da segunda onda do coronavírus.

Os dados foram coletados a pedido do UOL pela Info Tracker, plataforma de monitoramento da pandemia das universidades estaduais USP e Unesp.

Os pesquisadores consideram que essa taxa precisa ficar abaixo de 1 para que a pandemia esteja controlada. Quando ela chega a 1, cada pessoa pode contaminar uma outra. Se for maior do que isso, cada doente poderá transmitir o coronavírus para mais de uma pessoa.

Com um Rt em 1,53, 100 infectados podem contaminar 153 pessoas”, explica a pós-doutoranda da USP e uma das coordenadoras da Info Tracker, a professora da Unesp Marilaine Colnago.

Em 2021, o Rt permaneceu acima de 1 durante todo o mês de janeiro, depois caiu e ficou abaixo disso até 23 de fevereiro, quando voltou a ultrapassar esse teto e atingir o pico da segunda onda em 16 e 17 de março, quando marcou 1,29.

Esse patamar só voltou a ficar abaixo de 1 em 18 de abril, superando a marca constantemente até meados do ano, quando, finalmente, baixou a 0,62 no dia 16 de julho.

A pandemia parecia controlada quando, em dezembro, a variante ômicron desembarcou oficialmente no Brasil. Desde então, a taxa de transmissão não parou de subir, voltando a romper o teto de 1 em 26 de dezembro.

No dia 7 de janeiro, o Rt ultrapassou a barreira em todas as regiões do Brasil. No dia 9, a taxa nacional chegou a 1,31 —ultrapassando o pico da pandemia, em março passado— e agora bate em 1,53.

“A taxa de transmissão da ômicron é impressionante. Em nenhum momento da pandemia recebi um número tão grande de pacientes com covid-19 como agora”, afirma o médico infectologista Marco Aurélio Sáfadi, professor na Santa Casa de São Paulo.

Em dois meses, 13 mil profissionais de saúde foram afastados por Covid e gripe

Mais de 13 mil profissionais de saúde, incluindo médicos, enfermeiros, funcionários administrativos e servidores públicos foram afastados entre dezembro de 2021 e janeiro de 2022 devido a casos de Covid-19 e síndrome gripal em 14 capitais do país, segundo levantamento da Agência CNN feito nesta sexta-feira (14).

As capitais que mais afastaram profissionais foram: Rio de Janeiro (5.500), São Paulo (3.193), Fortaleza (1.300) e São Luís (1.000).

Com nova explosão de covid, estados reabrem leitos às pressas pelo país

O crescimento explosivo de casos de covid-19 no Brasil nos últimos dias levou gestores de todo o país a correrem para reabrir leitos de enfermaria e UTI (unidade de terapia intensiva) para dar conta de atender os pacientes que buscam socorro nas unidades de saúde.

O UOL pesquisou e viu que estados e prefeituras se mobilizaram e anunciaram expansão da rede hospitalar, com pelo menos mais cerca de 2.000 leitos. A alta vem após eles serem pressionados pelos recordes de atendimento a pacientes e internações com sintomas gripais —além da covid-19, muitos locais enfrentam epidemia de Influenza.

Estado com maior ocupação hospitalar segundo dados da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), Pernambuco chegou a enfrentar novamente fila de espera por um leito de UTI. Em menos de 20 dias, o estado colocou mais 480 leitos exclusivos para casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave), sendo 213 deles de UTI.

Mesmo com mais leitos, o boletim de sexta-feira apontava para 85% de ocupação das vagas de UTI e 76% de enfermaria. Na rede privada, 64% dos leitos de UTI também já estão ocupados.

Ainda no Nordeste, onde mais de 80% da população depende de serviços públicos de saúde, outros estados também se mobilizaram e ampliaram leitos.

No dia 10, o governo do Ceará informou a abertura de 452 leitos públicos de enfermaria e UTI para atendimento a pacientes com síndrome gripal —e que já estão em funcionamento.

Em Alagoas, o estado anunciou a instalação de 169 leitos para tratar pacientes. Na Bahia, onde a ocupação de leitos de UTI alcançou 64% na sexta-feira, a Prefeitura de Salvador promete mais 110 leitos para tratar pacientes da terceira cidade mais populosa do país.

Mais altas pelo país

No Amazonas, que viveu duas vezes colapso na rede hospitalar durante a pandemia, o governador Wilson Lima (PSC) anunciou que o estado e o Hospital Universitário Getúlio Vargas irão disponibilizar mais 74 leitos (54 clínicos e 20 de UTI) para pacientes com SRAG.

“Não esperávamos, por exemplo, que viesse uma síndrome respiratória, uma variante do influenza muito resistente às vacinas. Tivemos também essa nova variante ômicron, que tem uma transmissibilidade muito alta. O governador Wilson Lima nos pediu para traçar estratégias para se preparar para um possível aumento de internações”, afirmou o secretário Anoar Samad.

O estado vive uma alta explosiva de casos nos últimos dias, com grande aumento na procura de pacientes às unidades de saúde em Manaus.

No Pará, o governo ampliou, desde terça-feira (11), o número de leitos em quatro hospitais em Belém, Castanhal, Barcarena e Abaetetuba. Em Rondônia, mais 10 leitos de UTI para pacientes foram abertos na semana passada.

Ainda no Norte, o Tocantins abriu 10 leitos de UTI em Gurupi, após a cidade alcançar 100% de ocupação. “Se precisar aumentar os leitos de UTI e os clínicos, nós estamos preparados e sempre atentos”, disse o secretário de Saúde, Afonso Piva.

Em São Paulo, a rede também está sendo ampliada pelas cidades. Na capital, a Prefeitura de São Paulo anunciou a ampliação de 443 para 1.110 leitos exclusivos para pacientes com covid-19 na rede.

No estado, o governo informou que o estado registrou aumento de 58% das internações em leitos de UTI e de 99% nas enfermarias nas duas últimas semanas.

No Rio, a prefeitura prometeu abrir, diariamente, cerca de 30 leitos para tratamento de pacientes com covid-19 no Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, referência para tratamento da doença. O estado enfrenta alta alarmante de casos de covid-19, que em apenas 7 dias bateu todo o mês de dezembro.

No Espírito Santo, que já enfrenta um número recorde de casos de covid-19 na pandemia, o secretário da Saúde, Nésio Fernandes, anunciou em pronunciamento no dia 10 que o estado vai expandir em aproximadamente 300 leitos “para suportarmos a pressão na rede hospitalar”.

Em Minas, os hospitais Júlia Kubitschek e Eduardo de Menezes ampliaram suas vagas e ganharam mais leitos de enfermaria.

Em Goiânia, após a ocupação de leitos municipais chegar a 94%, a prefeitura anunciou a abertura de mais 30 leitos de UTI para tratar pacientes com covid-19.

Casos de Síndrome Respiratória Grave sobem 135% em todo país

O boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado hoje (15), mostra que houve um aumento de 135% nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) das últimas três semanas de novembro em relação às três últimas semanas. Passou de 5,6 mil casos para 13 mil.

“A velocidade com que a covid-19 se espalha entre a população cresceu semanalmente de 4% para 30%”, disse o pesquisador Marcelo Gomes, responsável pelo InfoGripe.

Os dados apontam um crescimento em todas as faixas etárias a partir de 10 anos de idade, desde o final de novembro e início de dezembro até o momento atual. Os números de laboratório indicam que esse aumento foi consequência tanto da epidemia de gripe quanto pela retomada do crescimento de casos de covid-19.

Das 27 unidades federativas, 25 apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo até a SE 1 (período de 2 a 8 de janeiro de 2022). O estado do Rio de Janeiro, embora mostre estabilidade na tendência de longo prazo, tem indícios de crescimento na de curto prazo. Apenas Roraima mostra sinal de estabilidade nas tendências de longo e curto prazo.

Com exceção de Roraima e do Rio de Janeiro, todos os estados têm sinal de crescimento de casos de Síndrome Respiratória Aguda (SRAG) na tendência de longo prazo, sendo que todos esses estão com o indicador em nível forte (probabilidade > 95%): Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins. Destes, apenas Amazonas e Rondônia apresentam sinal de estabilidade na tendência de curto prazo. Todos os demais apresentam sinal de crescimento, sendo este sinal moderado (probabilidade > 75%) no Amapá, Pará e Piauí e forte em todos os demais. No Rio de Janeiro observa-se sinal forte de crescimento na tendência de curto prazo, embora a tendência de longo prazo esteja em situação de estabilidade.

Variante Ômicron já é dominante entre os casos de Covid em Pernambuco, diz SES-PE

Foi divulgado no fim da tarde desta sexta-feira (14), pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), que um novo relatório de circulação de linhagens de SARS-CoV-2, elaborado pelo Instituto Aggeu Magalhães (IAM/Fiocruz-PE), aponta a prevalência da variante Ômicron em Pernambuco.

Dos 183 genomas analisados, 124 (68%) foram identificados como linhagem Ômicron e 59 amostras (32%) foram identificados como linhagem Delta. As amostras analisadas foram coletadas entre os dias 26 de novembro de 2021 e 4 de janeiro deste ano.

“A predominância da variante Ômicron nos traz uma preocupação adicional já que sua velocidade de transmissão é muito superior às outras variantes. Isso só reforça a importância da vacinação. A doença nos não vacinadas tem um impacto muito maior, podendo significar hospitalização e morte”, afirmou o o secretário estadual de Saúde, André Longo.

Os casos de Ômicron foram registrados a partir da coleta de pacientes provenientes de cinco cidades. São elas: Recife (59), Ipojuca (1), Caruaru (1), Salgueiro (2), além da Ilha de Fernando de Noronha (61). Nesta sexta, Pernambuco registrou 1.500 novos casos e cinco mortes por Covid-19 nas últimas 24h.

Já as amostras analisadas identificadas com a variante Delta são de pacientes provenientes das cidades do Recife (31), Belém do São Francisco (3), Olinda (1), Salgueiro (3), Mirandiba (1), Jaboatão dos Guararapes (1), Serra Talhada (4), Caruaru (3), Goiana (1), Cabo de Santo Agostinho (4), João Alfredo (1), Serrita (1), Timbaúba (1), Feira Nova (1), Araripina (1), Frei Miguelinho (1), Santa Cruz do Capibaribe (1).

A ômicron ainda traz um risco adicional para as atividades econômicas e sociais. É preciso que todos tenham a consciência que a Covid-19 ainda é uma ameaça e que as vacinas são nossa principal aliada para a proteção das vidas dos pernambucanos. É fundamental o respeito aos protocolos e o reforço nos cuidados para minimizar a aceleração viral e evitar ainda mais pressão sobre a rede de saúde”, reforçou Longo.

Máscara de pano sozinha não protege contra variante ômicron da Covid, diz especialista

O alto poder de transmissão da variante ômicron do coronavírus acende o alerta para a necessidade de redobrar os cuidados para prevenção da Covid-19. Além de manter o distanciamento social, o uso da máscara continua sendo essencial, mas utilizar somente aquela de pano não é suficiente para uma boa proteção.

De acordo com Vitor Mori, pesquisador na Universidade de Vermont e membro do Observatório Covid-19 BR, o modelo ideal é a PFF2, ou N95, com o elástico em volta da cabeça.

Para Mori, esta é a melhor máscara por fornecer um bom nível de proteção individual e coletivo quando utilizada corretamente, ou seja, bem vedada ao rosto.

Em seguida, estão as máscaras PFF2 que são presas com elásticos nas orelhas. “O elástico na orelha impede um pouco a máscara de vedar bem o rosto, então pode aparecer um pouco de vazamento”, diz o especialista.

Em terceiro lugar estão as máscaras classificadas como KN95, que também são presas por elásticos na orelha. De acordo com Mori, o ponto negativo delas está no fato de não passarem por processo de certificação, diferentemente das PFF2.

Só depois é que as máscaras de pano surgem na lista – desde que sejam utilizadas juntamente com uma cirúrgica por baixo. Se for para utilizá-las sozinhas, prefira as cirúrgicas. As de tecido ficam em último lugar no ranking da proteção.

O especialista destaca que as máscaras de pano vão se desgastando com o uso e com as lavagens, ficando mais frouxas no rosto e, com isso, deixando de oferecer a proteção necessária.

Mori destaca que é possível encontrar uma máscara PFF2 até mesmo por menos de R$ 2, dependendo do modelo e do local, e que elas podem ser usadas inúmeras vezes.

“Você pode ter um conjunto de três máscaras e fazer um rodízio. Então, no final do mês, nem vai sair mais caro do que uma máscara de pano”, afirma.

Manaus vive explosão de Covid um ano após colapso do sistema de saúde

Manaus registra nova explosão de casos de Covid, com tendência de continuidade da aceleração de infecções, na semana em que completa um ano do drama causado pelo colapso do sistema de saúde e das mortes de doentes por asfixia em hospitais.

A doença voltou a impactar a capital do Amazonas e rapidamente lota unidades de pronto atendimento. A terceira onda chega em meio a relatos de esgotamento mental e físico por parte dos profissionais da saúde, além de afastamentos por reinfecção.

O número de novos casos confirmados com exames saltou de 37, em 1º de janeiro, para 1.659 nesta quarta-feira (13), um aumento de mais de 4.300%.

No dia anterior, o Amazonas registrou 1.219 casos novos, marca que não alcançava desde 31 de março de 2021, quando o estado ainda vivia sob o efeito da segunda onda, de acordo com dados da FVS (Fundação de Vigilância em Saúde).

Nesta quarta, farmácias e postos de saúde que oferecem testes para Covid ficaram lotados o dia todo. As portas das unidades de urgência e emergência, há cerca de uma semana, repetem o cenário de aumento da procura. As duas situações provocam aglomeração em ambientes fechados e riscos de infecção de quem não está com o coronavírus.

Governo e prefeitura suspenderam licenças e férias do setor da saúde e a SES (Secretaria de Estado de Saúde) se prepara para reativar leitos.

Os números de óbitos e a de ocupação de leitos clínicos e de UTIs, no entanto, não sofreram, neste momento, pressão como a do ano passado —no primeiro trimestre de 2021, foram 6.600 mortes no Amazonas, um dos índices per capita mais elevados do mundo.

No pico do ano passado, redes pública e privada chegaram a ter 753 leitos de UTIs e 1.977 leitos clínicos ocupados, com uma fila de espera de mais de 500 pacientes. Esses números foram registrados no dia 31 de janeiro, quando já estava em funcionamento o plano de transferência de pacientes para outros estados por causa do colapso do sistema e da falta de oxigênio.

Os dados atuais apontam para 35 leitos de UTI e 96 leitos clínicos ocupados com pacientes com Covid, em hospitais públicos e privados. Jessen Orellana, epidemiologista da Fiocruz Amazonas, pondera que é preciso observar o aumento diário médio de ocupação de leitos por Covid-19 nos últimos 14 dias: a subida foi de 76% em leitos clínicos e de 60% em UTI.

“Medidas urgentes e mais agressivas são necessárias. Logo aumentarão as mortes evitáveis”, diz.

OMS recomenda dois novos medicamentos para tratamento de pacientes com Covid-19

A Organização Mundial da Saúde (OMS) atualizou, nesta quinta-feira (13), as orientações sobre medicamentos recomendados para o tratamento de pacientes com a Covid-19.

De acordo com o documento elaborado por especialistas do Grupo de Desenvolvimento de Diretrizes da OMS, o medicamento baricitinibe passa a ser fortemente recomendado para indivíduos em estado grave ou crítico pela doença.

A recomendação também inclui o uso do anticorpo monoclonal sotrovimabe para pacientes que não apresentam quadros clínicos graves.

Baricitinibe atua no controle da inflamação
Os efeitos da Covid-19 no corpo podem ser divididos em duas fases. A primeira consiste na fase viral, que reúne sintomas comuns de outras viroses, como dor no corpo, dor de cabeça, coriza, mal estar e febre.

Conforme a doença avança, por volta do sétimo dia da infecção, tem início a fase inflamatória. Embora a inflamação seja um mecanismo natural do organismo, quando exacerbada, ela pode levar ao agravamento dos quadros clínicos.

O medicamento baricitinibe, utilizado no tratamento de artrite, é conhecido justamente pela capacidade de regular o processo de inflamação do organismo. O fármaco conta com um mecanismo de inibição de enzimas chamadas Janus quinase, que contam com diferentes funções biológicas, incluindo a ativação da inflamação nas células do sistema imunológico.

De acordo com a OMS, evidências científicas sobre a utilização do baricitinibe em associação com outros recursos, como corticoides, apontam que o medicamento pode contribuir para controlar a inflamação, reverter quadros graves da doença e reduzir a necessidade de ventilação, sem aumento observado nos efeitos adversos.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a indicação do baricitinibe para o tratamento de pacientes internados com Covid-19 no dia 17 de setembro.

O baricitinibe tem efeitos semelhantes a outros medicamentos para artrite chamados inibidores da interleucina-6 (IL-6). No documento, a OMS desaconselha o uso de outros dois medicamentos (ruxolitinibe e tofacitinibe) para pacientes com Covid-19 grave ou crítica, devido à pouca evidência sobre o benefício dos fármacos para a doença.

Anticorpo monoclonal sotrovimabe
Na mesma atualização da diretriz, a OMS também faz uma recomendação condicional para o uso do anticorpo monoclonal sotrovimabe em pacientes com Covid-19 que não apresentam quadros graves. O uso é indicado apenas para pessoas com maior risco de hospitalização, uma vez que foram encontrados poucos benefícios para pacientes de menor risco.

O anticorpo monoclonal imita a capacidade do sistema imunológico de combater o novo coronavírus. O fármaco, que atua contra a proteína Spike do SARS-CoV-2, é projetado para bloquear a ligação do vírus com a entrada nas células humanas.

A Anvisa aprovou o uso emergencial do sotrovimabe no dia 9 de setembro. O medicamento é de uso restrito a hospitais e não pode ser vendido em farmácias e drogarias. A dose recomendada é uma dose única de 500 mg, administrada por infusão intravenosa.

A OMS também realizou uma recomendação semelhante para a associação de dois anticorpos monoclonais (casirivimabe e imdevimabe). Os especialistas observam que não havia dados suficientes para recomendar um tratamento com anticorpos monoclonais em detrimento de outro e apontaram que a eficácia contra novas variantes do coronavírus, como a Ômicron ainda é incerta.

Afogados chega a 47 casos ativos da Covid-19

A Prefeitura de Afogados da Ingazeira informa que nesta quinta (13) foram notificados 11 casos novos para a COVID-19 em nosso município.

São 06 pacientes do sexo feminino (01, 23, 38, 40, 45 e 49 anos), com exceção da menor, que não tomou vacina por causa da idade, todas as outras tomaram 02 doses. E 05 pacientes do sexo masculino (32, 38, 40, 40 e 62 anos) 03 com 02 doses, 01 com dose de reforço e 01 sem informação. Entre as mulheres: 01 menor, 01 autônoma, 01 dona de casa, 01 professora (rede pública), 01 estudante (rede privada) e 01 analista financeira. Já entre os homens: 01 agricultor, 01 motorista, 01 eletricista, 01 administrador e 01 professor (rede pública).

Hoje nós temos 01 novo caso em investigação (01 homem – 73 anos) e 60 pacientes apresentaram resultados negativos para a COVID- 19.

Nesta quinta, 01 paciente apresentou alta após avaliação clínica e/ou epidemiológica. O município atingiu a marca de 5.465 (97,83%) recuperadas para a covid-19. Atualmente, o município tem 47 casos ativos para a COVID – 19.

Afogados atingiu a marca de 28.653 pessoas testadas para a covid-19, o que representa 76,90% da nossa população.

Casos leves x SRAG/COVID – 19:
Leves: (5.413 casos), 96,90%;
Graves: (173 casos), 3,10%.

Ministério envia pedido à Anvisa para autorizar autoteste de Covid no Brasil

O Ministério da Saúde enviou nesta quinta-feira (13) o pedido à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para autorizar o autoteste de Covid-19 no país. A informação foi confirmada pela GloboNews.

“A autotestagem é uma estratégia adicional para prevenir e interromper a cadeia de transmissão da Covid-19, juntamente com a vacinação, o uso de máscaras e o distanciamento social. Os autotestes podem ser realizados em casa ou em qualquer lugar, são fáceis de usar e produzem resultados rápidos”, diz o documento.

Na nota técnica, a pasta detalha qual será o público-alvo: qualquer indivíduo, sintomático ou assintomático, independentemente de seu estado vacinal ou idade, que tenha interesse em realizar a autotestagem.

O ministério orienta que o autoteste seja utilizado de forma complementar, como estratégia de triagem, e que pessoas que testarem positivo devem fazer o isolamento para prevenção de novas infecções. Além disso, a pasta diz que “a prevenção por vacina e medidas não farmacológicas sejam devidamente recomendadas”.

“O autoteste deve resultar de uma escolha livre e autônoma da pessoa em questão. É importante lembrar que ninguém deve ser forçado a realizar o autoteste”, diz a nota.

Segundo o ministério, o autoteste tem excelente aplicabilidade no contexto epidêmico com o objetivo de:

Ampliar oportunidades de testagem para sintomáticos, assintomáticos e possíveis contatos;

Realizar testes antes de se reunir em ambientes fechados com outras pessoas;

Não sobrecarregar serviços de saúde, que já estão muito além do limite de sua capacidade de atendimento;

Testar, isolar, e encaminhar os casos positivos para o Sistema de Saúde (ou tele-atendimento), para a melhor assistência e a quebra da cadeia de transmissão;

Sair do isolamento, após resultado negativo e sem sintomas.

O governo reforça que o uso de autoteste pode ser uma excelente estratégia de triagem, “pois devido ao curto tempo para o resultado, pode-se iniciar rapidamente o isolamento dos casos positivos e as ações para interrupção da cadeia de transmissão”.

O Ministério da Saúde também fez recomendações para aprovação do autoteste:

Deve apresentar sensibilidade e especificidade satisfatória, conforme parâmetro da OMS

As instruções para uso devem contar informações sobre período de incubação do vírus, do métodos e outras necessárias para permitir que a pessoa use de forma adequada

O solicitante de registro do teste deve fornecer canal de comunicação para tirar dúvidas dos usuários, 24 horas por dia, 7 dias por semana

O produto deve ser fornecido com todos os componentes necessários para a realização do teste

Variante Ômicron deixa 10 capitais em alerta crítico e intermediário

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou uma nota técnica nessa quarta (12) em que informa que um terço das unidades da federação e 10 capitais encontram-se nas zonas de alerta intermediário e crítico, segundo análise das taxas do dia 10 de janeiro em comparação com a série histórica e considerando a ocupação de leitos de UTI Covid-19 para adultos no Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com o Observatório Covid-19 da Fiocruz, entre as capitais, Fortaleza (88%), Recife (80%), Belo Horizonte (84%) e Goiânia (94%) estão na zona de alerta crítico e Porto Velho (76%), Macapá (60%), Maceió (68%), Salvador (68%), Vitória (77%) e Brasília (74%) na zona de alerta intermediário.

Segundo a análise, até o momento, o patamar de leitos é diferente do verificado em 2021, mas a fundação alerta para um crescimento nas taxas de ocupação de leitos de UTI diante da ampla e rápida proliferação da variante Ômicron no Brasil. Entretanto a Fiocruz avalia que “menções a um possível colapso no sistema de saúde, neste momento, são incomparáveis com o que foi vivenciado em 2021”.

De acordo com os pesquisadores do Observatório Covid-19, o número de internações em UTI hoje ainda é predominantemente muito menor do que aquele observado em 2 de agosto do ano passado, por exemplo, quando leitos começavam a ser retirados, mas ressalta que o grande volume de casos já está demandando de gestores atenção e o acionamento de planos de contingência.

“Sem minimizar preocupações com o novo momento da pandemia, consideramos fundamental ratificar a ideia de que temos um outro cenário com a vacinação e as próprias características das manifestações da covid-19 pela Ômicron. Não podemos deixar de considerar o fato de a ocupação de leitos de UTI hoje também refletir o uso de serviços complexos requeridos por casos da variante Delta e casos de Influenza”, disseram os pesquisadores.

Os pesquisadores alertam ainda que é importante também reorganizar a rede de serviços de saúde por conta dos desfalques de profissionais afastados por contrair a infecção, garantir a atuação eficiente da atenção primária em saúde no atendimento a pacientes empregando, por exemplo, teleatendimento, e prosseguir com a vacinação da população.

Além de Pernambuco, outros estados voltam a ter medidas restritivas com aumento de casos de Covid

Diversos estados passaram a retomar ou adotar novas medidas de restrição para aglomerações ou para a realização de determinadas atividades diante do aumento dos casos de Covid-19 puxado pela disseminação da variante Ômicron.

As novas regras restritivas alteram o cenário de flexibilização que ganhou força a partir do último trimestre do ano passado, quando limitações para eventos maiores e atividades com maior risco de contaminação passaram a ser admitidas em todo o país.

Confira como está a situação dos estados:

Pernambuco

A partir de sexta-feira (14) passam a valer novas regras, válidas inicialmente até o dia 31 de janeiro. Em estabelecimentos de alimentação como restaurantes e bares será exigido passaporte vacinal com duas doses para pessoas de até 54 anos e com dose de reforço para pessoas com 55 anos ou mais. As mesas não podem ter mais de 20 pessoas.

A exigência de comprovação de vacinação também valerá para teatros, cinemas e museus, além da orientação de distanciamento mínimo de 1 metro. Caso o local ou evento contenham mais de 300 pessoas passa a ser requisito também o exame negativo, sendo de 24 h antes para antígeno e de 72 horas para PCR.

Foram estabelecidos limites para público de 3 mil em locais abertos e 1 mil em locais fechados ou 50% da capacidade do estabelecimento. As cidades de Olinda e Recife anunciaram o cancelamento dos carnavais deste ano.

Piauí
No Piauí segue vigente decreto Nº 20.439, publicado em 28 de dezembro de 2021, que fixa restrição e horário até as 18 h para comércios e até as 22 h para shoppings centers. Mercados e congêneres (mercearias, padarias etc..) podem operar até as 24 h, desde que não permitam a entrada de novos clientes depois desse horário.

A norma estipula regras para atividades em locais públicos abertos, como parques, praças e praias. Eventos abertos, teatros e cinemas podem funcionar com 50% da capacidade de público e eventos semiabertos, com até 500 pessoas.

Foi definida a exigência de comprovante de vacinação para boates, casas de espetáculos, festas, eventos, academias de ginástica, estádios, cinemas, teatros, museus, conferências, galerias e parques de diversão.

Bahia
O governo anunciou nesta semana o limite de 3 mil pessoas para eventos, incluindo jogos de futebol. Também deve ser respeitada a restrição de uso de metade da capacidade de cada local. Para eventos já são exigidos o passaporte vacinal e o uso obrigatório de máscara.

O requisito da comprovação de vacinação para entrar foi definido também para acesso a bares e restaurantes. Segue obrigatória nesses estabelecimentos o uso de máscaras de proteção facial. O governo do estado também anunciou o cancelamento do carnaval de 2022.

Ceará
Na semana passada foi publicado decreto fixando novas regras para encontros. Eventos em geral foram restringidos para o limite de 500 pessoas em situações abertas e 250 pessoas em locais fechados. As exigências valerão por pelo menos 30 dias a contar de 6 de janeiro.

Os festejos de carnaval também foram cancelados no estado.

Maranhão
O governo do Maranhão editou decreto retomando a obrigatoriedade do uso de máscaras em locais fechados. A regra já existia, mas apenas para os municípios que tivessem menos de 70% da população completamente vacinada.

Amazonas
O governo editou novo decreto segundo o qual ficou proibida a realização de eventos com venda de ingressos. Os encontros privados, como casamentos, aniversários e outros tipos de encontro, ficam limitados a 50% da capacidade do local e a 200 pessoas.

As multas pelo descumprimento das novas obrigações poderão variar de R$ 50 mil a R$ 500 mil.

Amapá
O governo do Amapá editou decreto (Nº 4 de 2022) prorrogando medidas de restrição visando combater a circulação do coronavírus. Eventos em boates e casas de shows devem seguir protocolos como respeito a 50% da capacidade dos locais, exigência de passaporte vacinal e mesas a pelo menos 1 metro de distância.

Eventos esportivos em estádios, ginásios e locais semelhantes devem também respeitar o limite de 50% da capacidade, além de exigir o uso de máscaras.

Eventos sociais em ambientes fechados ou mistos também devem seguir essa limitação, além de poder ocorrer somente no intervalo das 7 h às 2 h. Eventos corporativos também devem ficar restritos à metade da capacidade, com horário das 7 h às 3 h. As mesas devem guardar pelo menos 1 metro de distância entre cada uma.

Bares também precisam respeitar o distanciamento mínimo de 1 metro e de mesas com no máximo seis cadeiras. Igrejas e templos religiosos podem abrir, desde que assegurem distância de pelo menos 1 metro entre cada pessoa.

São Paulo

Em São Paulo, o governo anunciou o limite de 70% da capacidade para eventos esportivos, como jogos de futebol. Nos demais eventos, a redução da capacidade nessa proporção foi definida como orientação a ser avaliada individualmente pelas prefeituras.

O carnaval da capital paulistano em 2022 também foi cancelado pela prefeitura.

Distrito Federal
Em decreto publicado na quarta-feira (12), o governo do Distrito Federal proibiu eventos com cobranças de ingressos, incluindo shows, festivais e encontros realizados em casas de festas ou estabelecimentos parecidos.

O DF já havia anunciado o cancelamento do carnaval este ano por conta do risco associado à variante Ômicron. A decisão proibiu também eventos públicos ou privados associados à folia, como desfiles de escola de samba e blocos de carnaval.

A Agência Brasil entrou em contato com as secretarias de Saúde dos demais estados e aguarda retorno.

Após 6 meses, média móvel de casos de Covid volta a superar 50 mil por dia no país

O Brasil registrou nesta quarta-feira (12) 88.464 novos casos conhecidos de Covid-19 nas últimas 24 horas, chegando ao total de 22.718.606 diagnósticos confirmados desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de casos nos últimos 7 dias foi a 52.714 – a maior registrada desde 1º de julho do ano passado (quando estava em 54.115), há pouco mais de 6 meses, voltando a ficar acima da marca de 50 mil. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de +614%, indicando tendência de alta nos casos da doença.

O país também registrou 138 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 620.419 óbitos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias é de 123. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de +7%, indicando tendência de estabilidade nos óbitos decorrentes da doença.

Sete estados não tiveram registro de morte nesta segunda: AC, AL, AP, CE, RN, RR, e SE. Não houve divulgação de novos dados do estado da Paraíba. A secretaria estadual informou que isso ocorreu devido a instabilidade nos sistemas e-SUS Notifica, Sivep Gripe e SI-PNI.

Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Onze estados registram mortes pela variante H3N2 da influenza

Onze estados já registraram mortes pela variante H3N2 da influenza até o fim da tarde desta terça-feira (11), segundo levantamento da Agência CNN.

Os óbitos foram confirmados em Pernambuco, Rio de Janeiro, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Piauí e Paraíba.

Três estados reconhecem cenário de epidemia: Rio de Janeiro, Paraíba e Pernambuco. Outros cinco afirmam que estão em situação de surto: Espírito Santo, Rondônia, Rio Grande do Norte, Goiás e Pará.

Apenas dois estados ainda não registraram casos de síndrome gripal pela nova variante: Acre e Alagoas.

O Ministério da Saúde afirma que “avalia com atenção o aumento de casos de influenza nos estados”. A pasta ainda declara que “não há pendência no envio de doses de vacinas contra a gripe para nenhum estado.”

“As 80 milhões de doses de vacinas adquiridas para a Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza foram distribuídas aos estados e Distrito Federal de forma proporcional e destinada aos públicos específicos da campanha”, alega o Ministério da Saúde em nota à CNN.

Segundo o Painel Influenza do governo federal, já foram aplicadas 67,9 milhões de doses da vacina contra a gripe até o momento. Entretanto, o número fica cerca de 12 milhões abaixo do público alvo estipulado, de 79,7 milhões.

A vacina disponível neste ano para a Influenza não foi projetada para conter justamente a cepa que está em circulação, chamada de Darwin. Ela está entre as mutações eleitas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no ano passado.

A cepa Darwin, identificada em amostras coletadas pelas chamadas unidades sentinelas da vigilância da gripe, pertence ao grupo dos vírus H3N2, mas, neste ano, a mutação escolhida para a vacina foi outra, a cepa nomeada de Hong Kong.

Variante Ômicron já é prevalente no Brasil, admite ministro da Saúde

Em entrevista coletiva concedida nesta terça-feira (11), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, admitiu que a maioria dos casos confirmados de Covid-19 no Brasil nos últimos dias são de infecções provocadas pela variante Ômicron do coronavírus.

“A variante Ômicron chegou. Infelizmente, ela já é prevalente aqui no Brasil”, declarou Queiroga.

Entretanto, em uma entrevista exclusiva à CNN, o ministro afirmou que a cobertura da vacinação da população brasileira faz com que o grande do número de casos não provoque um aumento de internações e mortes.

“O vírus é imprevisível. Naturalmente que estamos observando esse aumento de casos. Ainda é necessário esperar mais um pouco para verificar o impacto que essa variante trará sobre o nosso sistema hospitalar e até mesmo em óbitos para que tenhamos um prognóstico mais definitivo”, comentou Queiroga.

O ministro defende que a cobertura vacinal completa é a única forma de vencer a pandemia. Para tentar mapear a variante Ômicron e seus efeitos, o Ministério da Saúde prometeu distribuir 28 milhões de testes rápidos até o fim do mês. Mas diante de um aumento do número de casos, estados e municípios já planejam medidas de restrição. O governo de São Paulo, por exemplo, vai anunciar nesta quarta-feira (12) mudanças para e eventos e aglomerações.

Queiroga se reuniu nesta terça com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para tratar de medidas para o enfrentamento à pandemia.

Eduardo Leite testa positivo para Covid pela segunda vez

O governador do RS, Eduardo Leite (PSDB), testou positivo para o coronavírus pela segunda vez. Em postagem nas redes sociais, ele informou que está em isolamento.

Segundo o governador, o namorado, médico Thalis Bolzan, havia testado positivo para a doença. Como eles estavam juntos desde o dia 5 de janeiro, Leite fez o teste PCR, mesmo sem apresentar sintomas. O exame confirmou o diagnóstico do governador.

Ele já estava isolado e deve ficar assim nos próximos dias. “Estou bem, sem sintomas e seguirei trabalhando firme pelo RS por meio virtual! Obrigado a todos pelas mensagens!”, postou.

Leite ainda afirmou que a terceira dose da vacina, que tomaria nesta semana, foi adiada para quatro semanas, por orientação técnica.

O governador já havia contraído a doença em julho de 2020. Na época, ele não teve sintomas graves e também fez isolamento em casa.