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Após contato com Queiroga em NY, Bolsonaro ficará por 5 dias em isolamento, anuncia Planalto

O secretário especial de Comunicação do Palácio do Planalto, André de Sousa Costa, informou nesta quarta-feira (22) que o presidente Jair Bolsonaro e integrantes da comitiva que tiveram contato com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, permanecerão em isolamento pelos próximos cinco dias e farão novos testes do tipo RT-PCR no próximo fim de semana para saber se contraíram Covid-19.

O anúncio foi feito no Palácio do Planalto depois de a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendar que autoridades que tiveram contato com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga em Nova York se mantenham em isolamento por 14 dias.

Caso os resultados dos exames sejam negativos, Bolsonaro e membros da comitiva serão liberados do isolamento e acompanhados por médico até o 14º dia desde o último contato com Queiroga, cujo exame resultou positivo antes da viagem de retorno da delegação para o Brasil, após participação na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. O ministro permaneceu nos Estados Unidos, em isolamento por 14 dias em um hotel.

“No quinto dia após o último contato com a autoridade, serão submetidos a um novo teste de RT-PCR. Em sendo negativo esse teste, a pessoa encontra-se então liberdade do isolamento e será acompanhada por um médico, terá um acompanhamento até o 14º dia. Décimo quarto dia, permanecendo assintomática, está descartado o caso de Covid”, disse o secretário André Costa.

Os testes no presidente e na comitiva serão realizados entre sábado e domingo, já que o último contato com Queiroga foi na terça, informo o secretário.

Segundo Costa, Bolsonaro encontra-se no Palácio da Alvorada [residência oficial da Presidência], “assintomático, totalmente assintomático, e seguirá então essas orientações”.

Costa explicou que as medidas adotadas seguem o Guia de Vigilância Epidemiológica publicado pelo Ministério da Saúde.

De acordo com o secretário, Bolsonaro e os integrantes da comitiva estão assintomáticos. A comitiva que permanecerá em isolamento tem “um pouco mais de 50 pessoas”, mas nem todas tiveram contato com Queiroga.

Após Queiroga testar positivo para Covid-19, Anvisa recomenda quarentena para comitiva de Bolsonaro

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou que todos os integrantes da comitiva do presidente Jair Bolsonaro que tiveram contato com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, adotem medida de isolamento social, permanecendo em quarentena assim que retornarem ao Brasil.

Após Queiroga ter sido diagnosticado com Covid-19 em exame feito nos Estados Unidos, a Anvisa remeteu um ofício à Casa Civil dando as orientações sanitárias que seguem as medidas protetivas no caso da pandemia.

A recomendação da Anvisa também deve ser aplicada ao presidente Jair Bolsonaro. Segundo a agência, as medidas devem ser seguidas por todos que tiveram contato com o ministro durante a viagem a Nova York, ONDE o presidente participou da Assembleia Geral da ONU.

Eis as orientações da Anvisa para a Presidência da República:

1) desembarque no Brasil de forma a expor o mínimo possível de ambientes e pessoas;

2) isolamento de 14 dias após o último dia de contato com o caso confirmado de Covid-19, conforme o Guia de Vigilância Epidemiológica para Covid-19 publicado pelo Ministério da Saúde;

3) cumprimento de isolamento na cidade de desembarque no Brasil, evitando novos deslocamentos até que tenham ultrapassado o período de transmissibilidade do vírus;

4) refazer os testes de Covid-19 no Brasil.

A Anvisa também sugeriu que a Aeronáutica faça limpeza e desinfecção da aeronave presidencial e demais aviões que possam ter sido usados na viagem a Nova York.

Anvisa determina recolhimento de lotes interditados da vacina CoronaVac

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou nesta quarta-feira (22) que determinou o recolhimento dos 25 lotes da vacina CoronaVac que foram interditados de forma cautelar no início de setembro.

Na nova resolução, a Agência afirma que a decisão foi tomada após a constatação de que os dados apresentados pelo laboratório não comprovam a realização do envase em condições satisfatórias de boas práticas de fabricação.

A vacina é produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. No dia 14 deste mês, o Instituto anunciou que os lotes seriam substituídos por vacinas prontas.

O g1 entrou em contato com o Instituto e aguarda retorno.

Ao todo, a Anvisa havia interditado 12,1 milhões de doses que foram produzidas pela Sinovac, na China, em uma fábrica não inspecionada e aprovada pela Agência.

Desse total, o estado de São Paulo aplicou 4 milhões de doses. O número corresponde a cerca de 19% de 21 milhões de doses da CoronaVac aplicadas no estado ao longo de toda a campanha de vacinação contra a Covid-19.

O governo de SP defende a segurança e eficácia do imunizante e afirma que o estado não registrou nenhuma intercorrência com as vacinas da CoronaVac aplicadas de lotes que foram suspensos.

Falta de orçamento suspende produção de medicamentos para diagnóstico e combate do câncer

O Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares anunciou que deixou de fabricar medicamentos usados para o diagnóstico e o tratamento de câncer por falta de dinheiro.

O que vai dentro dos carros mostrados na reportagem mexe com a vida de muitos brasileiros. Os veículos transportam radiofármacos. São substâncias usadas em exames de imagem, como cintilografias, e no tratamento de doenças como artrite e câncer. Elas emitem radiação. Por isso, o transporte tem que ser cuidadoso e rápido – a radioatividade dura poucos dias, não dá para guardar esses medicamentos num estoque.

O Ipen (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares) produz 85% do que o Brasil usa dessas substâncias. Mas, por hora, essa desta segunda-feira (20) é a última grande remessa que sai de lá para hospitais e clínicas do país. Por falta de dinheiro, o Ipen não conseguiu mais comprar os insumos usados na produção.

Luis Antonio Genova, pesquisador do instituto e também diretor do Sindicato dos Servidores Públicos Federais de São Paulo, explica que a falta de recursos já era um problema anunciado.

“O Ipen sofreu um corte bastante severo no orçamento. Então desde o início do ano já se sabia que a situação ia chegar a esse ponto. Estão faltando mais de R$ 70 milhões para gente terminar o ano, ainda assim sem contar a valorização do dólar, porque tem muita parte assim que é importada”, diz.

Há menos de um mês, o governo federal enviou ao Congresso um projeto de lei para liberar crédito suplementar ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações, ao qual o Ipen está subordinado. O texto ainda não foi votado.

Quando o Ipen receber mais recursos, não será de um dia para o outro que terá de volta os insumos importados e retomará a produção.

“Para importar não é um produto de prateleira. Tem que ter todo um planejamento, porque o outro país vai irradiar nos seus reatores nucleares. Então tem toda uma programação. Você não consegue reverter a situação de uma hora para outra. Durante esta semana, por exemplo, não produz mais nada”, afirma Luis Antonio.

A produção parada já está obrigando hospitais e clínicas a suspender exames e sessões de tratamento. O empresário Paulo Pinheiro operou um câncer na tireoide e tinha agendado uma primeira sessão de iodoterapia.

“O doutor acabou de me ligar dizendo que, infelizmente, por falta do medicamento, vai ter que ser reagendado e feita toda a programação novamente. Me senti frustrado, porque a gente quer tirar logo da frente, ainda mais se tratando de um câncer. A gente sabe que isso por ser um negócio que pode se expandir”, conta Paulo.

O diretor da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear lembra que os radiofármacos são vitais para pessoas com câncer. A entidade estima que até 2 milhões de pacientes possam ser afetados.

“Eu não sei o que falar para esses pacientes. É tão ruim falar para eles que o tratamento não vai poder ser realizado porque a medicação está em falta. Quem que vai pagar esse preço? Esse paciente tem um câncer, que se não for tratado pode progredir, pode levar até a morte, e quem vai responder por isso? É uma situação muito dramática”, diz o médico nuclear Dalton Alexandre dos Anjos, diretor da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear.

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações afirmou que, desde junho, tem pedido ao Ministério da Economia mais recursos para a produção dos medicamentos. O Ministério da Economia declarou que o governo federal enviou ao Congresso um projeto de lei para dar mais verbas ao Ipen e que, por lei, não pode aumentar os recursos por conta própria.

Projeto de lei exige vacinação para servidores em todo o estado de Pernambuco

Por blog do Jamildo

Sem alarde, o Governo Paulo Câmara mandou um projeto de lei para a Assembleia Legislativa (Alepe), determinando que servidores da ativa (incluindo militares) só devem ir para seus respectivos trabalhos se estiverem devidamente vacinados.

Se não estiverem vacinados, não podem trabalhar e levam falta. O projeto foi encaminhado sem alarde na sexta-feira, em regime de urgência.

A mensagem informa que o Projeto de Lei Complementar torna obrigatória para servidores, empregados públicos, militares de estado, contratados temporários e prestadores de serviços contratados pelos órgãos e poderes do Estado de Pernambuco a imunização contra a Covid-19.

O referido Projeto tem por objetivo conter a disseminação da Covid-19 e assegurar o adequado funcionamento dos serviços de saúde, de preservação da saúde pública, bem como dos serviços públicos em geral”, diz o governador.

Na defesa do projeto, o governo do Estado afirma que há embasamento legal para a exigência, inclusive com aval do STF.

“A proposição guarda consonância com a Constituição Federal que estabelece a prevalência dos direitos coletivos à vida e à saúde sobre eventuais interesses individuais, especialmente no enfrentamento às pandemias, como a que ocorre no atual contexto, devendo aos servidores deste Poder proceder, pública e particularmente, de forma a dignificar a função pública”.

Com a polarização política atual, não tardará para que a iniciativa seja contestada nos tribunais, como foi o lockdown no Estado, no começo da pandemia. No Rio de Janeiro, o deputado estadual bolsonarista Márcio Gualberto (PSL), um investigador de polícia na origem, entrou com uma medida cautelar e obteve na semana passada uma liminar do TJ do Rio de Janeiro contra o decreto municipal do prefeito Eduardo Paes.

A iniciativa alinha-se ao que dispõe o inciso III, alínea “d”, do art. 3º da Lei Federal nº 13.979, de 6 de fevereiro de 2020, que confere às autoridades públicas, no âmbito de suas competências e para o enfrentamento de emergência de saúde decorrente do coronavírus, autorização para determinarem a realização compulsória de vacinação, além de outras medidas profiláticas. Ademais, a proposta adequa-se ao que restou decidido pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento da ADI 6.625/DF”.

Em julho passado, o TJPE fez algo semelhante e a presidência determinou retorno dos servidores imunizados.

A Presidência do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) determinou, por meio do Ofício Circular nº 51 de 2021, o cumprimento do §4º, art 2º do Ato Conjunto nº 24, de 21 de junho de 2021, que impõe a todos os servidores do TJPE a obrigatoriedade de encaminharem cópia dos seus cartões de vacinação às suas chefias imediatas, às quais compete encaminhá-las à Secretaria de Gestão de Pessoas, para as devidas anotações nos assentamentos funcionais, sendo obrigatório o retorno às atividades presenciais dos servidores devidamente imunizados. Acesse aqui o Ofício Circular Nº 51 de 2021”.

Anvisa mantém orientação de uso da Pfizer em adolescentes e contraria governo Bolsonaro

Depois do Ministério da Saúde suspender a orientação de vacinação de adolescentes sem comorbidades contra a Covid-19, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu comunicado em que diz não ver razão para mudar as condições aprovadas pelo órgão para a vacina da Pfizer/BioNTech.

“Com os dados disponíveis até o momento, não existem evidências que subsidiem ou demandem alterações da bula aprovada, destacadamente, quanto à indicação de uso da vacina da Pfizer na população entre 12 e 17 anos”, diz a Anvisa.

Em junho deste ano, o imunizante teve o uso em pessoas com 12 anos de idade ou mais autorizado pela agência. A aplicação nesse público, em pessoas com e sem comorbidades, foi então indicada pelo Ministério da Saúde para iniciar ontem (15). Mas a pasta voltou atrás sob argumentos de adotar cautela para esse público.

No comunicado, a Anvisa diz que investiga o caso do adolescente paulista morto após ser vacinado com uma dose da Pfizer/BioNTech, um dos episódios que chamou a atenção para possíveis efeitos.

A agência ressalta que ainda não há uma relação de causa encontrada entre a morte e a aplicação da vacina. Os dados obtidos ainda são “preliminares” e precisam ser analisados para confirmar ou descartar uma suposta relação entre os dois episódios, disse a Anvisa.

O órgão acrescenta que todas as vacinas autorizadas no Brasil são monitoradas constantemente a partir da notificação de efeitos adversos. “Até o momento, os achados apontam para a manutenção da relação benefício versus o risco para todas as vacinas, ou seja, os benefícios da vacinação excedem significativamente os seus potenciais riscos”.

Remédios para câncer podem sofrer ‘apagão’ no Brasil por falta de verba federal

A produção de radiofármacos usados para diagnósticos e tratamentos de várias doenças, como o câncer, pode ser paralisada no Brasil a partir de 20 de setembro por falta de verba federal.

O alerta foi dado pelo Ipen (Instituto de Pesquisa Energética e Nuclear), órgão vinculado à CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear) e principal produtor dos materiais que servem de base a esses medicamentos no país.

Em ofício divulgado para serviços de medicina nuclear, ao qual o jornal Folha de S.Paulo teve acesso, é afirmado que o câmbio desfavorável e o corte no orçamento da CNEN resultaram na diminuição da verba disponível para o Ipen e, por consequência, nessa situação de risco à continuidade da produção.

Os radiofármacos são medicamentos essenciais para a medicina nuclear -especialidade que usa quantidades pequenas de materiais radioativos para o tratamento e o diagnóstico de várias enfermidades.

O impacto da paralisação na produção deve afetar principalmente pacientes cardíacos e oncológicos, explica George Coura, presidente da SBMN (Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear).

Além das áreas de câncer e de problemas no coração, existem ainda aplicações dos radiofármacos para demência e epilepsia, entre outras doenças.

Queiroga chama vacinação em adolescentes de ‘intempestiva’ e culpa estados

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou hoje que a aplicação da vacina contra covid-19 em adolescentes foi feita de maneira “intempestiva” e criticou estados por não seguirem as orientações federais.

Estados e municípios iniciaram essa vacina antes, até no mês de agosto, vacina que era para começar ontem”, disse ele durante entrevista coletiva. “Como conseguimos coordenar a campanha dessa forma?”.

Segundo Queiroga, estados estariam aplicando vacinas de outros fabricantes além da Pfizer, que é o único autorizado pela Anvisa para menores de idade.

“Sigam a recomendação do PNI [Plano Nacional de Imunização], não apliquem vacinas que não têm autorização da Anvisa”, disse. “Não vamos aceitar isso. Temos compromisso com todos os brasileiros, mas em especial com os adolescentes, que são o futuro dessa nação”.

Segundo ele, quase 3,5 milhões de adolescentes já receberam o imunizante. “Três milhões e meio que receberam a vacina de forma intempestiva”, classificou.

De acordo com um gráfico exibido durante a apresentação, foram aplicadas mais de 26 mil doses de vacinas que não foram autorizadas para adolescentes. Também foram registrados nove casos de jovens que tomaram três doses da vacina.

Ontem à noite, a pasta suspendeu a vacinação para adolescentes sem comorbidades. Alguns estados já estavam aplicando o imunizante nessa população, enquanto outros previam começar hoje.

A nova orientação prevê que a vacina só seja aplicada em pessoas entre 12 e 17 anos que tenham “deficiência permanente, comorbidades ou que estejam privados de liberdade”.

CONASS e CONASEMS cobram da ANVISA posicionamento sobre vacinação de adolescentes

Nesta quinta-feira (16), após nota do Ministério da Saúde, sugerindo postergar o início da vacinação de adolescentes sem comorbidades, em nota conjunta, o CONASS – Conselho Nacional de Secretários de Saúde e o CONASEMS – Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, cobraram do diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA, Antonio Barra Torres, sobre a continuidade da vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos com a vacina Pfizer.

A nota tamém cita a investigação do CIEVS/SVS/MS de possível evento adverso grave relacionado à vacina da Pfizer em adolescente no estado de São Paulo.

Segundo a nota, diversas unidades federadas no Brasil já iniciaram a vacinação dos adolescentes com a vacina da fabricante Pfizer, conforme autorização dada pela ANVISA.

“Entendemos que a vacinação dos adolescentes cumpre importante papel na estratégia de controle da pandemia no Brasil, que em cenário anunciado pelo Ministério da Saúde de ampla disponibilidade de doses no PNI, o Brasil deve, conforme autorização da ANVISA, avançar na antecipação da D2 para 8 semanas, concluir a vacinação da população adulta e avançar na vacinação de adolescentes com e sem comorbidades”, destaca a nota assinada pelo presidente do CONASS, Carlos Lula e do CONASEMS, Wilames Freite Bezerra.

Ministério recua e tira adolescentes sem comorbidades da lista de vacinação contra a Covid-19

O Ministério da Saúde publicou uma nota informativa nesta quarta-feira (15) em que volta atrás sobre a vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos sem comorbidades. Agora, a orientação do ministério é que não seja feita a vacinação deste grupo.

A vacinação deve ficar restrita a três perfis específicos:

adolescentes com deficiência permanente,
adolescentes com comorbidades,
e adolescentes que estejam privados de liberdade.

A nota informativa desta quarta contraria uma outra publicada pela pasta em 2 de setembro, que recomendava a vacinação para esses adolescentes a partir do dia 15.

O próprio Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), que participa das decisões sobre os rumos do Plano Nacional de Imunizações, divulgou nota na quarta-feira afirmando que a “vacinação de todos os adolescentes é segura e será necessária”. Nesta quinta, o Conass e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) solicitaram posicionamento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre a aplicação da vacina em adolescentes de 12 a 17 anos.

O pedido dos conselhos foi feito com base na nova orientação do Ministério da Saúde e também num “possível evento adverso grave relacionado à vacina Pfizer em adolescente do estado de São Paulo”. O ofício não explica que evento adverso é este.

A decisão do Ministério da Saúde foi tomada dentro de um contexto de aumento dos relatos de falta de vacinas no país, sobretudo para a segunda dose.

Além disso, o recuo é o segundo na semana: na quarta-feira, após o ministro Marcelo Queiroga dizer que há “excesso de vacinas”, o governo voltou atrás e manteve o intervalo de 12 semanas para a segunda dose da vacina AstraZeneca. A previsão era reduzir para 8 semanas neste mês.

Estudo detecta 29 linhagens do SARS-CoV-2 na região Nordeste; Gama segue em maioria

Artigo recente divulgado pelo periódico Viruses analisou a quantidade de linhagens do vírus SARS-CoV-2 (Covid-19) identificadas nas cinco regiões do Brasil. De acordo com o estudo, 61 linhagens foram encontradas no País.

Na região Nordeste, 29 variantes do coronavírus foram detectadas, sendo a Gama (689 genomas), variante brasileira, a de maior prevalência. Em seguida, a Zeta, variante que surgiu nos Estados Unidos, foi a segunda linhagem com maior predomínio na região Nordeste.

Com base no software Pangolin, mostramos a presença de 61 linhagens SARS-CoV-2 nas regiões brasileiras, com alta predominância da variante Gama”, diz o estudo, que ainda ressalta que, na América do Sul, Brasil e Chile apresentam taxas de mutação semelhantes às da África do Sul e Índia. “Esses números indicam que tais regiões são, de fato, hotspots (ponto de partida) para o surgimento de novas variantes”, conclui.

Por sua vez, o pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz-PE) Gabriel Wallau explica que o número de variantes não é algo muito preocupante, mas, sim, a cepa em si, que pode ser mais perigosa que outra. “Apesar de que o número de variantes não significa praticamente nada para entender a pandemia ao meu ver. Uma vez que uma ou poucas variantes que realmente importam para as ondas de infecção”, detalha.

Segundo sequenciamento genético da Fiocruz-PE, até o momento, no mês de agosto, a variante em predominância em Pernambuco é a Gama. São 45 casos contra 6 da linhagem Delta. Ainda de acordo com Wallau, os números ainda não estão fechados. “Até o fim de setembro novos resultados serão liberados com novas rodadas de sequenciamento para o mês de agosto”, diz.

Por outro lado, nacionalmente, a variante em dominância desde agosto é a Delta. “No Brasil, não há informação da comparação Delta com Gama. É complicado compará-las e dizer quem é pior”, acrescenta o pesquisador.

Ministro da Saúde diz que há excesso de vacinas no Brasil

Com a antecipação da aplicação da segunda dose travada em ao menos seis estados do país, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, comemorou a logística de distribuição do governo federal e disse que há “excesso de vacinas” no país.

Além dos estados que não tem imunizante para antecipar a segunda dose, há ainda aqueles que tiveram de atrasar o intervalo entre aplicações por falta de vacina. Ainda assim, Queiroga negou nesta quarta (15) que haja problemas de distribuição.

“Há excesso de vacina na realidade, o Brasil já distribuiu 260 milhões de doses, 210 milhões já aplicadas”, disse o ministro, sem explicar porque há unidades com federação sem doses disponíveis para seguir o calendário vacinal.

Queiroga esteve em São Paulo na manhã desta quarta para receber um novo lote de vacinas da Pfizer que serão enviadas aos estados. Em entrevista, ele negou que haja problema de entrega da AstraZeneca.

“Precisa acabar com essas narrativas de falta de vacina. Isso não é procedente, o Brasil vai muito bem. O Brasil já é dos países que mais vacina no mundo”, disse Queiroga.

Com o lote que chegou nesta quarta, o ministro comemorou ter concluído a entrega de 260 milhões de doses aos estados brasileiros, o que garante, segundo a pasta, a vacinação de todos os brasileiros acima de 18 anos. A entrega ocorre quase nove meses após o início da vacinação no país.

Ainda assim, o ministro afirmou que a velocidade de entrega do país é um “sucesso”. Ele também elogiou o trabalho de seu antecessor, Eduardo Pazzuelo, por ter firmado a maior parte dos contratos de compra de vacina.

Apesar de ter dito que há “excesso de vacina” no Brasil, Queiroga diz que estados que não seguirem o Plano Nacional de Imunização, ou seja anteciparem a aplicação em alguns grupos, poderão ter dificuldade de seguir o cronograma vacinal.

Ainda que tenha negado o problema de entrega, Queiroga disse que, se houver “eventual carência” de AstraZeneca para a segunda aplicação, os estados podem recorrer à utilização da Pfizer. Secretários de saúde já tomaram essa decisão e pediram para que o Ministério da Saúde apoiasse tecnicamente a combinação de vacinas, o que não foi feito até agora.

Se não houver Astrazeneca, a intercambialidade [de vacinas] pode ocorrer, ainda que não haja recomendação do PNI, que acontecerá no momento adequado”, disse o ministro.

Fiocruz libera 1,7 milhão de doses de AstraZeneca após duas semanas sem distribuição

Depois de duas semanas sem distribuir vacinas, a Fiocruz informou que volta a distribuir nesta terça-feira (14) novos lotes da Oxford-AstraZeneca, totalizando 1,7 milhão doses.

Com a entrega, a Fiocruz totaliza 93,6 milhões de doses de vacinas entregues ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) desde o início da produção.

A distribuição desta terça ocorre em duas remessas: uma com 50 mil doses diretamente para o Estado do Rio de Janeiro e outra para o almoxarifado designado pelo Ministério da Saúde, para distribuição aos demais estados. Não há data confirmada para chegada aos postos de saúde.

Estão previstas mais entregas da vacina no decorrer da semana, segundo a Fiocruz. A quantidade e as datas serão divulgadas após a conclusão das análises do controle de qualidade.

As vacinas entregues esta semana passaram pela manhã pela última etapa da produção: a de controle de qualidade, segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Taxa de transmissão da Covid-19 em Pernambuco está abaixo de 1 há mais de três meses

A taxa de transmissão (Rt) da Covid-19 em Pernambuco se mantém abaixo de 1 há mais de três meses. O dado é do grupo Covid-19 Analytics – formado por pesquisadores de diversas áreas da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro.

O índice mais recente, publicado na última quarta-feira (11), indica que a taxa de transmissão em Pernambuco está em 0,89. Ou seja, dentro de patamares considerados de controle da pandemia.

Essa taxa do Estado indica que cada grupo de 100 pessoas contaminadas pode transmitir o novo coronavírus para outras 89, em uma progressão decrescente. Além disso, Pernambuco está na faixa de controle há mais de 90 dias.

Apenas Distrito Federal, com Rt de 1,1 e o Espírito Santo, em 1,02, têm números acima de 1 no País. As taxas podem ter uma defasagem de até uma semana, segundo o Covid-19 Analytics.

A taxa de transmissão do coronavírus estima a velocidade de propagação de um vírus dentro de determinadas condições, expressando a aceleração, controle ou supressão do contágio.

Quanto mais alto o valor, maior a velocidade de transmissão e maior o risco de uma possível sobrecarga no sistema de saúde.

Em março, quando os casos do coronavírus voltaram a acelerar em Pernambuco, o Rt do Estado passou de 1,2. Ou seja, cada grupo de 100 infectados tinha potencial para contaminar outras 120 pessoas, em uma progressão crescente.

O controle na taxa de transmissão do vírus tem reflexos na ocupação de leitos para atendimento a pacientes com quadro de suspeita ou confirmação para Covid-19.

Os dados mais recentes da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), divulgados no domingo (12), mostram que Pernambuco tem 43% dos 992 leitos de UTI ocupados na rede pública. Dos 898 leitos de enfermaria, 35% estão com pacientes.

Na rede privada, os percentuais são 53% das 170 vagas de terapia intensiva e 30% das 124 de enfermaria.

O Estado totaliza 613.436 casos de Covid-19 contabilizados desde o início da pandemia, além de 19.539 mortes. Recuperados somam 548.328.

Terapia online dispara com a Covid, e número de psicólogos salta 450% na modalidade

A terapia online ganhou um empurrão no Brasil com a pandemia de Covid-19. Com o distanciamento social e o medo de contágio, a procura por atendimento de saúde mental via internet tornou-se uma opção para muita gente, e o número de novos cadastros de profissionais no e-Psi saltou 447%.

A plataforma entrou no ar em novembro de 2018, e o registro no site é uma exigência do Conselho Federal de Psicologia para a atuação online. Da estreia até fevereiro de 2020, cerca de 31 mil profissionais fizeram o cadastro. De março do ano passado, quando começou a pandemia, até agosto deste ano, outros 137 mil aderiram.

Ao todo, são 168 mil psicólogos habilitados a fazer o atendimento online, cerca de 40% dos 408.789 cadastrados no conselho federal.

Os encontros online com o psicólogo não foram uma novidade para Fabiana Léo, 37, que faz terapia desde outubro de 2014. Nestes quase sete anos, a historiadora chegou a ter sessões virtuais com um profissional enquanto ele estudava no exterior, mesmo antes do coronavírus. A pandemia fez com que eles retomassem o recurso.

Moradora de Belo Horizonte, ela começou as sessões quando travou na produção de seu projeto de mestrado. “Em maio eu estava na página 18 e, em outubro, ainda estava na página 18, sendo que eu trabalhava todo dia útil na dissertação”, relembra. Após indicações, ela procurou um especialista em escrita e, em um ano, finalizou o trabalho, com 142 páginas.

Dando aulas virtuais durante o isolamento, ela pretende manter também as sessões no mundo online, ou então adotar uma forma híbrida. “Gostei da praticidade. Tiro 5 minutinhos para entrar na sessão, e depois 5 minutos para sair, continuar com meu cotidiano”, diz.

A previsão é que a terapia online continue como uma alternativa viável mesmo após a diminuição das restrições pandêmicas, mas numa intensidade menor, avalia Maycoln Teodoro, diretor da Sociedade Brasileira de Psicologia e professor da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). Para ele, muitos profissionais que nunca pensaram nessa opção foram impelidos ao mundo digital, o que fez diminuir o preconceito.

O atendimento online, naturalmente, tem suas desvantagens. “O psicólogo perde dicas corporais, muitas vezes está olhando para a pessoa e, como a câmera está em outra posição, parece estar olhando para outro lugar”, explica. Em contrapartida, ele aponta que os futuros profissionais já estão treinando na prática durante a graduação.

A pandemia acabou impulsionando algumas áreas que não seriam exploradas tão cedo. Teodoro cita o trabalho de uma doutoranda sobre meditação online em grupo e os bons resultados em relação à ansiedade e à depressão. De acordo com ele, a pesquisa seria presencial, mas acabou mudando por causa da Covid-19.

Livros e estudos envolvendo a modalidade digital, independentemente da abordagem, foram publicados recentemente, como “Terapia on-line”, do próprio Teodoro com Katie Moraes de Almondes, e “Clínica Psicanalítica On-line”, de Fábio Belo.

Uma pesquisa publicada no E-Clinical Medicine, pertencente ao grupo The Lancet, em julho de 2020, indica que a sessão online é tão efetiva quanto um encontro presencial em casos de depressão, na TCC (terapia cognitivo comportamental). Nessa abordagem, o profissional trabalha como o paciente interpreta os acontecimentos e, após identificar padrões de comportamento e pensamento, sugere técnicas para mudar esses hábitos.

Conduzida por pesquisadores da Universidade McMaster, do Canadá, a meta-análise avaliou 17 estudos que levaram em conta videoconferência, email e mensagens de texto. Entre as vantagens apontadas, o relatório cita a diminuição de barreiras físicas, já que o paciente não precisa se deslocar, e a versatilidade em relação ao tempo dedicado à conversa com o profissional. Em outras palavras, incentivo para ficar em casa, como no período pandêmico.

Não são todos, porém, que conseguiram manter a privacidade para a terapia online nos últimos meses. A psicóloga Marcelli Rodrigues diz que muitos não se sentem seguros em fazer uma sessão em casa, já que outros moradores podem escutar a conversa. Há, por exemplo, pessoas que se trancam no carro para não ter a intimidade violada.

Ela, que atua desde 2012 em João Pessoa (PB), viu aumentar a demanda com o início da pandemia. “As pessoas começaram a ficar num nível de ansiedade tão extremo que começaram a paralisar. Tem gente que precisou ser afastada do trabalho, da escola.” Muitos psicólogos, inclusive, pausaram as atividades porque também não estavam bem emocionalmente.

Durante a pandemia, ela precisou adaptar estratégias para engajar as pessoas do outro lado da tela, e muitos se adequaram rapidamente aos encontros virtuais. Obviamente, a terapia online não foi unanimidade, principalmente entre os mais jovens. “Embora tenham sido desenvolvidas atividades pelo computador, nem toda criança tem notebook ou gosta de ficar com fone no ouvido na sessão.”

Raíssa Toscano, 26, por exemplo, está no grupo que quer sessões presenciais quando a situação pandêmica permitir. “Você tem uma sensação de acolhimento, e isso dentro desse processo terapêutico é muito importante. Há a construção de um elo mais próximo com o terapeuta”, afirma a dentista de Campina Grande (PB).

O início da pandemia coincidiu com o ingresso dela em um mestrado em outra cidade, o que fez surgir questionamentos pessoais e profissionais. Ela explica que, antes, exagerava seus problemas e, consequentemente, ficava com um sentimento mais negativo sobre si mesma. “Agora, consigo reorganizar os pensamentos, enxergar a realidade de forma real, consigo me colocar na situação de uma forma menos prejudicial pra mim mesma.”

O atendimento virtual acabou ampliando as opções na hora de encontrar um psicólogo. Com problemas relacionados ao comportamento, como TOC (transtorno obsessivo-compulsivo), o morador de Limeira (SP) Rafhael Turati, 32, começou as sessões online com uma profissional de Araras, também no interior paulista, há três meses.

Mesmo preferindo encontros presenciais, como o processo de sair de casa e ir para a terapia, o engenheiro civil pretende continuar com a atual psicóloga, pela internet. “Eu sinto que vou ter coisas para continuar trabalhando com ela.”

Já Isabel Alfieri, 21, diz que só conseguiu fazer terapia por causa da opção digital. Moradora da zona norte de São Paulo, ela estuda na oeste e trabalha na leste, o que a obrigava ficar em constante movimento pela cidade antes da pandemia.

“No fim de semana, que era meu único momento de lazer, de colocar os assuntos da faculdade em dia, a última coisa que eu queria era gastar uma hora de consulta no sábado, mais o tempo de ir e de voltar”, afirma

A universitária diz que há muito tempo tem crises de ansiedade, e que a quarentena em casa a fez pensar mais em sua vida e em seus relacionamentos. “Cheguei a um ponto em que eu sabia que precisava de terapia, não estava conseguindo lidar com meus problemas.” Em fevereiro ela começou a ter encontros aos sábados com uma profissional, e pretende seguir neste modelo até quando for possível.

Outra opção envolvendo a internet são os aplicativos de celular. Uma pesquisa recente avaliou a efetividade da TCC focando a versão por escrito do tratamento, como por meio de apps. E, assim como o estudo canadense, também constatou que a modalidade pode ser tão eficaz quanto uma sessão presencial em casos leves e moderados de depressão.

Publicada na revista The Lancet Psychiatry, essa meta-análise avaliou 76 estudos para descobrir quais componentes podem ajudar ou prejudicar tratamentos de depressão, ansiedade e insônia, e os resultados são encorajadores.

Toshi Furukawa, professor da Universidade Kyoto que conduziu o estudo, salienta, porém, que há centenas de opções em lojas de aplicativos. “Não tem como todas serem eficazes, mas há mais do que alguns serviços comercialmente disponíveis, não apenas de TCC, mas que fornecem apoio ou conselhos de maneira profissional.” De qualquer forma, o que importa é procurar ajuda quando precisar.

Governo de Pernambuco autoriza redução de intervalo entre primeira e segunda doses da Pfizer

Quem tomou, na primeira dose, a vacina da Pfizer contra a Covid-19, não terá mais que esperar três meses para receber a segunda. Em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (9), o secretário estadual de Saúde, André Longo, anunciou que os municípios estão autorizados a reduzir o intervalo entre as aplicações para 60 dias.

Assim como ocorre com a vacina da Oxford/AstraZeneca, a redução no prazo poderá ser feita caso a prefeitura tenha doses disponíveis no estoque.

“Essa já era uma definição da Câmara Técnica Nacional, que a Comissão Intergestores Bipartite (CIB) referendou. Então, não há mais por que aguarda 90 dias se há disponibilidade de doses da Pfizer”, disse.

O objetivo é agilizar a campanha de vacinação, aumentando o número de pessoas com esquema vacinal completo. “Protegendo a população, principalmente nesse momento de circulação da variante delta no País”, destacou o gestor.

O secretário disse ainda que, na próxima segunda-feira (13), a CIB vai se reunir novamente para discutir a vacinação de reforço, com a terceira dose, nos idosos e pacientes imunossuprimidos.

Queiroga defende dose de reforço durante audiência da Comissão da Covid-19

Durante audiência da Comissão Temporária da Covid-19, nesta quarta-feira (8), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, defendeu a dose de reforço da vacina.

Ele também afirmou que o país terá, até outubro, vacinas suficientes para a imunização completa de todos os cidadãos com mais de 18 anos. E que a expectativa de sua pasta é que a campanha de imunização completa seja finalizada até o final do ano.

A Comissão Temporária da Covid-19, presidida pelo senador Confúcio Moura (MDB-RO) acompanha as ações de enfrentamento à pandemia. A audiência foi realizada de forma remota.

Queiroga apresentou estatísticas indicando que nos últimos 60 dias teria havido uma redução de 60% nos números de casos e de óbitos por covid-19, mesmo com o advento da variante delta.

Além disso, o ministro considerou desnecessária a participação da iniciativa privada no programa de vacinação contra a covid-19; ele defendeu a atuação do Sistema Único de Saúde (SUS) no processo de imunização.

Dose de reforço

Em resposta ao senador Wellington Fagundes (PL-MT), que destacou a controvérsia internacional sobre a aplicação de doses de reforço, Queiroga citou os casos de Israel, Reino Unido e Estados Unidos, que teriam verificado que os imunizantes têm uma perda gradual de seus efeitos ao longo do tempo.

O ministro informou que o Ministério da Saúde decidiu pela aplicação da dose de reforço por concordar com a Câmara Técnica Assessora de Imunização da Covid-19 (Cetai), especialmente em face da baixa efetividade das vacinas em idosos — segundo o ministro, a efetividade seria de menos de 30% em indivíduos com mais de 90 anos.

“Essas pessoas [os idosos] não estão protegidas e requerem uma terceira dose para que se consiga fortalecer a imunização. Não vejo comprometimento ético em relação à aplicação da terceira dose. Estamos baseados tanto em critérios técnicos quanto na avaliação de especialistas abalizados”, argumentou.

Queiroga salientou que o Ministério da Saúde participa de uma pesquisa sobre o melhor mecanismo de administração de doses de reforço. E fez um alerta: se os municípios se anteciparem em esquemas diferentes dos planejados, poderá haver atraso na entrega de doses.

Sobre a proposta de vacinação de menores de 12 anos com a CoronaVac, o ministro ressaltou que o imunizante ainda não tem registro definitivo na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e que sua aplicação em crianças depende de evidências científicas que ainda terão de ser publicadas. Ele declarou que os critérios utilizados são estritamente técnicos, e que não há discriminação contra a CoronaVac.

Taxa de ocupação de leitos de UTI segue em melhora, diz Fiocruz

O cenário de melhora nas taxas de ocupação de leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) para adultos no SUS persiste, com mais de 90% das unidades da Federação e 85% das capitais estando fora da zona de alerta, com taxas menores que 60%. A informação faz parte da edição extraordinária do Boletim Observatório Covid-19 Fiocruz, publicada nesta quarta-feira (8).

Segundo o boletim, Roraima é o único estado na zona crítica, com 82% de ocupação, mas encontra-se em situação particular de poucos leitos disponíveis. O Rio de Janeiro apresentou queda no indicador, de 72% para 66% de ocupação, o que agora o coloca na zona de alerta intermediário.

De acordo com os pesquisadores da Fiocruz, trata-se de um reflexo da tendência geral de diminuição da incidência de casos graves, internações e mortes por Covid-19.

“A redução simultânea e proporcional desses indicadores demonstra que a campanha de vacinação está atingindo o objetivo de proteger a população do impacto da doença. No entanto, o ainda alto índice de positividade dos testes e a elevada taxa de letalidade da doença (atualmente em 3%) revela que a transmissão do vírus é intensa e diversos casos assintomáticos ou não confirmados podem estar ocorrendo, sem registro nos sistemas de informação”, ressaltaram os cientistas.

Os especialistas reforçam a necessidade de interrupção de cadeias de transmissão por meio do avanço das campanhas de imunização. Esse objetivo, porém, só será alcançado com a ampliação da cobertura vacinal até novos grupos, incluindo adolescentes entre 12 e 17 anos, e da dose de reforço para idosos, portadores de doenças crônicas e imunossuprimidos.

“É preciso que seja concluído, o mais brevemente possível, o esquema vacinal de todos os adultos acima de 18 anos. A imunização de crianças e adolescentes (acima de 12 anos) também precisa ser iniciada e os gestores devem considerar em seu planejamento o estabelecido quanto à ordem de prioridades”, informaram os cientistas.

Segundo dados compilados pelo MonitoraCovid-19, considerando a população adulta, 85% foi imunizada com a primeira dose e 42% com o esquema de vacinação completo. Houve diminuição no número de mortes a uma taxa diária de 1,3%, um total médio de 680 óbitos ao dia. A média diária de casos está em 24,6 mil, com ritmo de redução de 1,9% ao dia.

Sotrovimabe: Anvisa autoriza uso emergencial de anticorpo monoclonal para tratar Covid

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou por unanimidade nesta quarta-feira (8) o uso emergencial de mais um medicamento contra a Covid-19: o Sotrovimabe, um anticorpo monoclonal, fabricado pela GlaxoSmithKline (GSK).

Este é o quinto medicamento aprovado pela agência. Em março, a Anvisa anunciou o registro do antiviral remdesivir. Já em abril, o Regn-CoV2, coquetel que contém a combinação de casirivimabe e imdevimabe, foi aprovado para uso emergencial no país.

Em maio, a agência aprovou o uso emergencial da associação dos anticorpos banlanivimabe e etesevimabe, medicamento produzido pela farmacêutica Eli Lilly. No mês passado foi a vez do Regkirona (regdanvimabe).

O pedido de uso emergencial foi feito no dia 19 de julho.

O que é o medicamento e como ele será administrado:
Anticorpo monoclonal de dose única que possui a proteína espicular S do SARS-CoV-2 como alvo, prevenindo assim a entrada do vírus e a infecção de células humanas;
O tratamento é indicado para adultos e crianças acima dos 12 anos (que pesem no mínimo 40 kgs), que não necessitam de suplementação de oxigênio;

Ele não é recomendado para pacientes graves;
O tratamento deve ser iniciado assim que possível após o teste viral positivo para SARS-CoV-2 e dentro de 5 dias do início dos sintomas;
Uso restrito a hospitais, sob prescrição médica e sua venda é proibida ao comércio;
Venda proibida ao comércio;
Ele não substitui as vacinas contra a Covid-19.

A aplicação é intravenosa, com dose única restrita 500 mg de sotrovimabe e o tratamento deve ser iniciado após o teste viral positivo para a Covid-19 e dentro de 5 dias do início dos sintomas. O uso é restrito a hospitais e a venda é proibida ao comércio. Já a incorporação no Sistema Único de Saúde (SUS) depende da avaliação do Ministério da Saúde.

Os fatores de risco também existem diante do uso do medicamento em indivíduos de idade avançada que tenham doença cardiovascular ou doença pulmonar crônica, diabetes mellitus tipo 1 ou tipo 2, doença renal crônica, doença hepática crônica ou pessoas que estejam recebendo tratamento imunossupressor no momento.

Segundo a Anvisa, o uso em mulheres grávidas deve ser feito com cautela, uma vez que há dados limitados do uso do produto nessa população.

Pelé afirma ter feito cirurgia no cólon para remover tumor

O ex-jogador de futebol Pelé, de 80 anos, anunciou nesta segunda-feira (6) que passou por uma cirurgia para remover um tumor no cólon direito, que faz parte do aparelho digestivo.

Ele foi internado na terça-feira (31) no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, para fazer exames anuais de rotina que haviam sido adiados em 2020, em razão da pandemia de Covid. Durante o procedimento, a equipe médica constatou um problema de saúde, razão pela qual Pelé permaneceu internado.

“O paciente Edson Arantes do Nascimento foi submetido, no último sábado (4), a uma cirurgia de retirada de lesão suspeita no cólon direito, no Hospital Israelita Albert Einstein. O tumor foi identificado durante a realização de exames cardiovasculares e laboratoriais de rotina, e o material foi encaminhado para análise patológica”, diz o boletim médico divulgado nesta segunda.

“O paciente, que passa bem, está em recuperação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), e a previsão é que seja transferido para o quarto nesta terça-feira (7).”

Nas redes sociais do próprio ex-jogador, um post informou: “No último sábado fui submetido a uma cirurgia de retirada de lesão suspeita no cólon direito. O tumor foi identificado na realização dos exames que mencionei na última semana”.