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Atividades econômicas na região do Pajeú poderão funcionar até as 20h a partir da próxima segunda

Ao anunciar a flexibilização das atividades sociais e econômicas em municípios do Sertão, o secretário de Saúde André Longo alertou a população sobre a necessidade de manter os cuidados sanitários contra a covid-19 no São João em Pernambuco, comemorado nesta quinta-feira (24).

“O comportamento negligente no São João poderá impactar as taxas de contaminação, acarretando em um novo aumento de pressão sobre o sistema de saúde, inclusive, podendo gerar novas filas de espera por um leito”, afirmou o chefe da pasta durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira (23).

Os festejos juninos fazem parte da nossa tradição, mas teremos que, novamente, postergar maiores comemorações em nome da saúde e da vida. É imperativo reduzir a circulação de pessoas entre as cidades”, disse, comentando o alto fluxo de carros visto na Avenida Abdias de Carvalho, no sentido interior, na tarde da véspera do feriado.

A partir da próxima segunda-feira (28), a Macrorregião 3, que engloba parte do Sertão onde ficam as cidades de Arcoverde, Afogados da Ingazeira e Serra Talhada, vai avançar no Plano de Convivência. As atividades econômicas podem voltar a funcionar até as 20h, tanto nos dias de semana como aos sábados e domingos. Os comércios de bairro e de rua e os escritórios têm horário especial. Poderão funcionar até as 19h, nos finais de semana. A capacidade permitida nos estabelecimentos será de 50% do total.

Covid-19: Brasil bate novo recorde diário, com 115.228 novos casos em 24h

Nas últimas 24 horas, o Brasil registrou mais um recorde diário de novos casos da Covid-19, com 115.228 infecções identificadas, de acordo com dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) divulgados nesta quarta-feira (23). Também foram contabilizadas 2.392 mortes em decorrências do vírus.

A marca supera a anterior, de 25 de março de 2021, quando foram relatados 100.736 diagnósticos de infecções pelo novo coronavírus no país.

Com os registros desta quarta-feira, o Brasil chega a 18.169.881 casos confirmados pela Covid-19 e ao total de 507.109 óbitos.

Com ressalvas, TCE aprova contas de Doria e cobra transparência em gastos com CoronaVac

O TCE-SP (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo) votou nesta quarta-feira (23) pela aprovação com ressalvas das contas do governador João Doria (PSDB) referentes ao ano de 2020, sinalizando ao estado que faça ajustes para evitar a explosão de gastos com pessoal e do rombo na Previdência nos próximos anos.

Esses dois pontos são considerados internamente no TCE como “bombas-relógio” para as finanças do Governo de São Paulo.

Além disso, foi cobrada transparência nos gastos do Instituto Butantan com a Coronavac. O relatório foi elaborado pelo conselheiro Dimas Ramalho, com base em análises do corpo técnico do órgão, e seu voto aprovado por unanimidade.

Detalhamento na despesa para importação de 6 milhões de doses da Coronavac foi um dos pontos questionados pelo relator.

Em seu voto, ele disse que foram encaminhadas diversas notificações para que o governo esclarecesse os custos da vacina, mas foi alegado que, em virtude das cláusulas de sigilo, o Instituto Butantan estaria em tratativas com a empresa Sinovac para divulgar as informações.

O relator, no entanto, entende que as informações são relacionadas a gastos públicos e têm que ser prestadas. Solicitou que o governo, a Fundação e o Instituto Butantan forneçam os dados.

O papel exercido pela Fundação Butantan foi reconhecido por esta corte como sendo de ‘fundação de apoio’ às atividades exercidas pelo Instituto Butantan, (…) razão pela qual não poderia se abster de prestar os esclarecimentos requisitados”, afirmou.

Após a leitura do voto do relator, o conselheiro Renato Martins Costa disse que “o governo do estado tem que prestar atenção no que acontece esses dias no governo federal” -uma menção às suspeitas de irregularidades na compra da vacina indiana Covaxin. Pediu que a gestão seja transparente na questão dos gastos.

Os conselheiros elogiaram, contudo, o Butantan e a disposição do governo João Doria de se antecipar ao governo federal na produção e fornecimento de vacinas para o coronavírus no país. “[O Butantan,] Por ter uma situação organizada, preparada, com história, pôde enfrentar tudo isso”, disse o decano Roque Citadini.

O parecer do Tribunal de Contas ainda tem que passar por votação da Assembleia Legislativa, onde o governo costuma formar maioria.

Entre as ressalvas apontadas em seu voto, o relator Dimas Ramalho pede que a gestão realize e divulgue estudos específicos sobre a necessidade de pessoal para cada órgão, “em virtude do envelhecimento e perspectiva de aposentadoria do quadro de pessoal do Poder Executivo”.

Também determina que “reduza gradativamente as despesas com pessoal, a fim de que o índice seja reconduzido a patamar que não demande a emissão de alertas”.

Uma das preocupações do TCE é que o governo terá que passar a computar como gasto com pessoal, nos próximos anos, despesas com a mão de obra que presta serviços em atividades-fim para o terceiro setor –por exemplo, para as organizações sociais na área de saúde.

Isso irá pressionar o estado nos limites previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal, que se ultrapassados impõem uma série de restrições à gestão.

“O estado de São Paulo não exerce nenhum tipo de controle que permita segregar os valores referentes ao pagamento da mão de obra (salários e encargos) de cada contrato terceirizado, embora haja constrição legal para que se identifique especificadamente, nos documentos fiscais, os valores e encargos relativos ao pessoal necessário à execução do contrato”, diz o relator, em seu voto.

O governo também deverá encaminhar, na visão do TCE, à Assembleia Legislativa um projeto de lei que migre servidores do regime de Previdência do serviço público para a privada.

Anvisa informa à CPI que venda de ivermectina, ineficaz contra Covid, cresceu mais de 600% em 2020

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) infirmou à CPI da Covid no Senado que, em 2020, a comercialização de ivermectina – um antiparasitário comprovadamente ineficaz contra o coronavírus – cresceu 628% em 2020 na comparação com o ano anterior.

O documento é assinado pelo secretário-executivo substituto da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos da Anvisa, Fernando de Moraes Rego. A informação foi dada em resposta a um pedido do senador Humberto Costa (PT-PE), que pediu dados sobre a venda, nos últimos cinco anos, de medicamentos que passaram a ser alardeados, sem respaldo científico, como tratamento da Covid.

De acordo com a Anvisa, em 2019 foram vendidas 7.853.050 embalagens de ivermectina. Naquele momento, antes da pandemia, o medicamento era usado normalmente para combater infestações de parasitas como piolho, sarna e filariose.

No ano passado, já no contexto da pandemia, o número saltou para 56.831.926 embalagens – 623,8% a mais. A ineficácia da ivermectina para tratar a Covid já foi declarada até por fabricantes da droga.

Brasil chega à marca de 500 mil mortes por Covid

Meio milhão de vidas. Esse é o saldo de vítimas que a Covid-19 já deixou em 459 dias desde que chegou ao Brasil, em março de 2020.

A média geral é de mais de 1 mil mortos por dia, mas o ritmo variou e subiu bastante desde o começo de 2021. No pior momento, em abril, chegamos a registrar média móvel semanal acima de 3 mil mortos diários; nos últimos dias, voltamos a ver essa média bater a marca de 2 mil vidas por dia, o que preocupa diante da lenta evolução nos números de vacinados.

No início da tarde deste sábado (19), o total de mortos chegou a 500.022, e o de casos confirmados, a 17.822.659, segundo dados levantados pelo consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia no Brasil. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

A marca dos primeiros 100 mil óbitos no Brasil foi atingida quase 5 meses – 149 dias – após a primeira pessoa morrer pela doença no país. Dos 100 mil para os 200 mil, passaram-se outros 5 meses – 152 dias. Já para chegar aos 300 mil, foram necessários somente 76 dias, período que caiu quase pela metade quando chegamos a 400 mil em mais 36 dias.

Agora, de 400 mil a 500 mil mortes o salto se deu em 51 dias, evidenciando que a queda no ritmo de mortes não foi tão significativa assim passado o pior momento.

A média móvel de novas mortes está em alta e, na sexta-feira (18), bateu a marca de 2 mil pelo terceiro dia seguido. A tendência de novos casos também está em alta e, na sexta, o país registrou o recorde de diagnósticos positivos registrados em um único dia desde o início da pandemia: 98.135.

Ministério da Saúde quer encerrar uso da CoronaVac no país

Está em andamento no Ministério da Saúde a criação de um plano de ação para vetar o uso da CoronaVac no Brasil. O ministro Marcelo Queiroga acredita que o imunizante tem eficácia baixa e alega a interlocutores que existem muitos casos de pessoas que tomaram o imunizante e foram infectados mesmo após as duas doses.

De acordo com fontes no governo, Queiroga pretende encerrar contratos de compra da vacina produzida pelo Butantan em parceria com a chinesa Sinovac. A intenção seria adquirir apenas as doses que já foram contratadas, e reforçar aquisições das vacinas da Astrazeneca e da Pfizer. No entanto, o governo esbarra na dificuldade em adquirir mais doses. Uma outra solução pode ser a ButanVac, imunizante brasileiro que está sendo testado e pode ser aprovada no segundo semestre.

Os estudos durante a fase de testes da CoronaVac apontaram eficácia global de 50,38%, que pode chegar a 100% para evitar internações e mortes. O que incomoda Queiroga é a baixa proteção em idosos. Um estudo denominado Vaccine Effectiveness in Brazil Against Covid-19 apontou que a eficácia geral para quem tem mais de 80 anos está em torno de 28%.

Durante a semana, o ministro colocou em dúvida a segurança das vacinas para agradar o presidente Jair Bolsonaro. Ele disse que o presidente tem razão quando fala que “não se tem ainda todas as evidências científicas” dos imunizantes. No entanto, todos os imunizantes em aplicação no Brasil passaram por testes e foram aprovados.

A CoronaVac também está no centro de uma disputa política entre Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Dória. O chefe do executivo paulista é o responsável por apoiar o desenvolvimento da vacina, as pesquisas e pela comunicação com a China para o fornecimento de insumos, o que desagrada os planos eleitorais do presidente.

Variante delta tem se tornado dominante em todo o mundo, diz OMS

A variante delta do coronavírus, identificada pela primeira vez na Índia, tem se tornado dominante em todo o mundo, disse nesta sexta-feira (18) a cientista-chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Soumya Swaminathan.

“A variante delta está prestes a se tornar a variante dominante global por causa de sua maior transmissibilidade”, disse Swaminathan em entrevista coletiva.

Uma variante é resultado de modificações genéticas que o vírus sofre durante seu processo de replicação. Um único vírus pode ter inúmeras variantes. Quanto mais circula (transmitido de uma pessoa para outra), mais ele faz replicações – e maior é a probabilidade de ocorrência de modificações no seu material genético.

Isso não significa que as vacinas disponíveis não protejam contra esta variação do Sars-Cov-2. No Reino Unido, onde ela já é dominante, o Ministério da Saúde assegurou que as doses aplicadas conferem proteção às infecções.

“É importante que as pessoas recebam ambas as doses da vacina contra a Covid-19, porque dados nos mostram que ela pode proteger efetivamente contra a variante delta”, disse o ministro Matt Hancock.

No Sertão, atividades e comércio liberados até às 18h, a partir da próxima segunda

Após três semanas seguidas de queda na demanda por leitos de UTI, o governo de Pernambuco anunciou, nesta quinta-feira (17), a flexibilização de atividades sociais e comerciais para as macrorregiões de saúde 1, 2 e 4, que englobam a Região Metropolitana do Recife (RMR), Zona da Mata, Agreste e parte do Sertão. A partir da próxima segunda-feira (21) o funcionamento de boa parte dos setores poderá se estender até às 22h durante a semana e até às 21h nos fins de semana e feriados, até o dia 4 de julho.

Já a macrorregião de saúde 3, que engloba as Gerências Regionais de Saúde com sedes em Arcoverde, Afogados da Ingazeira e Serra Talhada, seguirá um esquema diferenciado. Lá vigora, até este domingo (20), um esquema de quarentena mais rígido, com a liberação apenas de atividades essenciais. A partir de segunda, até o dia 27, as demais atividades poderão voltar a funcionar até às 18h, tanto nos dias de semana como aos sábados e domingos.

A secretária executiva de Desenvolvimento Econômico do Estado, Ana Paula Vilaça, detalhou o funcionamento de alguns serviços com esquema diferenciado. “As academias terão de fechar às 22h durante a semana, e às 18h nos finais de semana. Além disso, museus, teatros e cinemas poderão voltar a funcionar, com limite de 30% da capacidade. Já os eventos corporativos poderão ser realizados com até 50 pessoas”, informou. Caberá às prefeituras decidir como funcionará e será fiscalizado o comércio de praia.

De acordo com o secretário estadual de Turismo e Lazer, Rodrigo Novaes, a retomada do comércio de praia nos fins de semana será um fator importante para o período de férias de julho. “Vamos trabalhar junto às prefeituras dos municípios litorâneos para que o ordenamento e a aplicação dos protocolos sejam observados nessa nova fase”, apontou.

Contextualizando a decisão pela flexibilização, o secretário estadual de Saúde, André Longo, argumentou que, durante esta semana, tem caído o número de solicitações de leitos de terapia intensiva em todas as regiões. Durante a coletiva de imprensa também foi reforçado que o estado de Pernambuco possui a segunda menor taxa proporcional de morte por Covid-19 no país. “O principal impacto destes indicadores é sentido na rede de saúde. Hoje a fila de espera por leito de UTI está zerada de maneira consolidada, além da taxa de ocupação das UTIs que, pela primeira vez em quase quatro meses, está abaixo de 90%”, disse.

Repercussão
Segundo nota divulgada pela Associação dos Bares e Restaurantes em Pernambuco (Abrasel-PE), as medidas já eram ansiosamente aguardadas. “Essa era uma reivindicação antiga nossa. São duas horas que fazem muita diferença para o nosso setor que vem sofrendo muito. Praticamente, desde janeiro que a gente vem com essas restrições sérias. São mais de cinco meses e foi a fase mais dura da pandemia, com a maior velocidade de fechamento de empresas. O dano foi muito grande, mas, felizmente, agora com a queda nas taxas de ocupação de leitos e com o avanço da vacinação, a gente entra numa fase de retomada irreversível, esperamos”, alegou o presidente Abrasel -PE, André Luiz Araújo.

Já a Associação Pernambucana de Shopping Centers (Apesce), apesar de comemorar, lamentou que ainda persistam restrições aos malls. Segundo o presidente da Apesce, Paulo Carneiro, por os shoppings centers serem espaços com fluxo de pessoas controlado, estes deveriam contar com mais liberdade em relação à sua ocupação.

“Os números de pessoas internadas vêm caindo, o que é extremamente positivo, mas somente com a aceleração da vacinação haverá as condições ideais, não apenas para a ampliação de horário, mas sobretudo o funcionamento pleno, com maior capacidade. Temos condições de receber os clientes e fazer a orientação adequada. Os lojistas e seus 50 mil funcionários precisam trabalhar e gerar receitas dentro de um cenário de recuperação de todo esse tempo de dificuldades”, informou através de nota.

Em noite arrasadora no Hospital Regional, mortes por Covid eram em sua maioria adultos jovens

O Hospital Regional Emília Câmara informou as idades e cidades das vítimas da Covid-19 que faleceram esta noite na UTI da unidade. Os pacientes tem entre 34 e 83 anos de idade.

Chama a atenção o fato de que a maioria é de adultos jovens, com 34, 36, 44, 56, 59, 62 e 83 anos.

Seguem os dados que podem ser publicados: mulher, 62 anos, moradora de São José do Egito; homem de 36 anos de Tuparetama; homem de 34 anos morador de Flores; homem de 83 anos morador de Afogados da Ingazeira; mulher de 56 anos residente em Iguaracy; mulher de 59 anos residente em Iguaracy; mulher de 44 anos residente em Flores e homem de 56 anos natural de Brejinho.

Governo de Pernambuco aumenta fornecimento de oxigênio no Hospital Regional de Salgueiro

O Hospital Regional Inácio de Sá, no município de Salgueiro, no sertão do Estado, teve a capacidade de fornecimento de oxigênio aumentada. Neste final de semana, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) realizou, em parceria com a empresa fornecedora de gases para a rede estadual, a instalação de um novo tanque de oxigênio na unidade. Com o novo reservatório, o armazenamento do gás medicinal passou de 3.960 m³ para os atuais 9.780 m³.

Com a expansão da capacidade de fornecimento de oxigênio, o hospital vai colocar em funcionamento, até o final desta semana, 10 novos leitos de UTI, sendo 7 neonatais e 3 pediátricos, para o atendimento de pacientes que apresentem a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), incluindo a Covid-19. Para tanto, além da troca do tanque de oxigênio, a unidade também foi equipada com 10 novos respiradores, 10 monitores multiparâmetro de sinais vitais, 40 bombas de infusão hospitalares e 7 incubadoras e 3 camas pediátricas. O suporte intensivo para crianças será o primeiro da VII Geres e serão definitivos para a região.

“Estamos muito felizes por viabilizar este novo tanque, com o dobro da capacidade de oxigênio para o Hospital Inácio de Sá. Isto vai permitir, nos próximos dias, a concretização de um projeto antigo para a Região: a abertura de 10 novos leitos de terapia intensiva na área pediátrica”, comemorou o secretário estadual de Saúde, André Longo.

Após ignorar emails da Pfizer, Bolsonaro agora pede antecipação da entrega de doses

Depois de ignorar emails em série da Pfizer, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) procurou a farmacêutica nesta segunda-feira (14) para pedir a antecipação da entrega de doses de sua vacina contra a Covid.

O mandatário e os ministros Marcelo Queiroga (Saúde), Luiz Eduardo Ramos (Casa Civil) e Carlos Alberto França (Relações Exteriores) realizaram uma reunião virtual com Marta Díez, presidente da Pfizer no Brasil, e Carlos Murillo, gerente-geral da Pfizer para a América Latina.

Segundo membros do Ministério da Saúde e outros participantes da reunião ouvidos pela reportagem, Bolsonaro pediu que a farmacêutica antecipasse para julho o maior número possível de doses.

A reunião, que não constava da agenda oficial de Bolsonaro, terminou sem uma definição. A Pfizer ficou de estudar qual quantidade poderia ser antecipada.

O governo tem, neste momento, dois contratos com a Pfizer que envolvem, juntos, 200 milhões de doses para este ano. O primeiro contrato foi fechado em março, e o segundo em maio. Os acertos ocorreram após uma série de recusas a ofertas da empresa, o que acabou alterando o calendário inicial de entregas, que previa doses mais cedo nas primeiras propostas.

Com os contratos firmados, as primeiras entregas começaram em abril. Outras devem ocorrer até dezembro. Para este mês, são previstos 12 milhões de doses, e para julho, 8 milhões.

O governo também começou a discutir com a Pfizer uma nova compra de doses, agora para 2022, quando membros da Saúde já apostam na possibilidade de haver a necessidade de uma nova rodada ou de um reforço na vacinação. A oferta deve ser feita oficialmente apenas na semana que vem.

Ministério da Saúde ignorou por três dias pedido de oxigênio do Acre

O Ministério da Saúde demorou três dias para responder a um e-mail da Secretaria de Saúde do Acre, que solicitava ajuda para não ficar sem estoque de oxigênio medicinal, usado no tratamento de pacientes com covid-19.

O pedido foi feito em 12 março e respondido pelo governo de Jair Bolsonaro apenas no dia 15, quando o general Eduardo Pazuello deixou o comando da Saúde. As informações constam de documentos entregues pelo próprio ministério à CPI da Covid no Senado.

“Prezados, encaminho o Ofício no. 634/2021/SE/GAB/SE/MS, que trata do risco iminente de desabastecimento de oxigênio nos municípios do Estado do Acre. Solicito confirmação de recebimento”, escreveu a Secretaria de Saúde do Acre. Três dias depois, uma funcionária de apoio ao gabinete do Ministério da Saúde, identificada no e-mail como Leíse, respondeu: “Boa tarde! Acuso recebimento. Desculpe a demora”.

Naquele 15 de março, a pasta se comprometeu a enviar para o Acre 300 cilindros de oxigênio. A primeira leva foi entregue no dia 17, cinco dias após o pedido da secretaria, com o envio de 60 cilindros.

Na ocasião, o Estado não chegou a ficar sem estoque de oxigênio, mas precisou adotar um plano de contingência para racionar o uso da substância na rede pública e privada. Embora não tenha faltado, ao menos duas empresas privadas, Oxiacre e Oxivida, chegaram a anunciar que não tinham mais o produto para fornecer.

Na capital Rio Branco há três hospitais particulares e somente um deles tem usina própria de distribuição de oxigênio. Os três hospitais públicos do Estado têm usinas próprias de distribuição. As unidades também sofriam colapso na época pela alta demanda de pacientes. Alguns tiveram que ser transferidos para Manaus no dia 13 de março.

Atrasos em respostas a pedidos de socorro também ocorreram durante a crise no abastecimento de oxigênio vivido pelo Amazonas, em janeiro. Uma carta da empresa White Martins e uma nota assinada pelo então secretário executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, acabaram contradizendo declarações dadas em maio por Pazuello à CPI da Covid.

A multinacional mostra na carta que alertou o governo do Amazonas sobre a necessidade de apoio e “esforços adicionais” para suprir a necessidade de oxigênio diante do aumento exponencial de casos de covid-19 no Estado.

Avisada, a Secretaria da Saúde entrou em contato com Pazuello. Em entrevista transmitida pelas redes sociais, na tarde de 18 de janeiro, o então ministro disse ter ficado “surpreso” com o colapso no sistema de saúde do Amazonas. Em Manaus, pessoas morreram asfixiadas por falta de oxigênio hospitalar.

“No dia 8 de janeiro, nós tivemos a compreensão, a partir de uma carta da White Martins, de que poderia haver falta de oxigênio se não houvesse ações para que a gente mitigasse esse problema. Mas aquela foi uma surpresa tanto para o governo do Estado quanto para nós (Ministério da Saúde)”, afirmou Pazuello na entrevista. A correspondência da empresa tem a data de 7 de janeiro.

Covid-19: Fiocruz recebe insumo para 6 milhões de vacinas neste sábado

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) deverá receber, neste sábado (12), mais um lote de ingrediente farmacêutico ativo (IFA), suficiente para a produção de cerca de seis milhões de doses da vacina contra a covid-19.

O insumo deverá ser desembarcado no Aeroporto Internacional Tom Jobim no fim da tarde. A informação foi divulgada pela Fiocruz.

A aceleração da entrega dessa remessa permitirá a continuidade da produção da vacina e garantirá entregas semanais ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) até 10 de julho, segundo a Fiocruz.

Nesta sexta-feira (11), a Fiocruz, por meio do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), também fez a sua entrega semanal de doses da vacina, com 2,7 milhões de doses sendo disponibilizadas ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), das quais 137 mil são para o estado do Rio de Janeiro.

Com essa remessa, a fundação atinge 53,8 milhões de doses entregues ao PNI. A pedido da Coordenação de Logística do Ministério da Saúde, as entregas semanais se manterão às sextas-feiras.

Criticada por atraso, Saúde mira Pfizer, Moderna e vacinas nacionais para 2022

Alvo de críticas por ter recusado ofertas de vacinas contra Covid no último ano e demorado a fechar contratos, o Ministério da Saúde começou a mapear fornecedores e iniciar tratativas diante de uma possível necessidade de um novo ciclo de vacinação em 2022.

Alguns países já começam a negociar contratos extras de vacinas apesar da incerteza sobre a necessidade e a regularidade de novas campanhas de imunização contra a Covid.

Entre as apostas no Brasil estão doses da vacina AstraZeneca/Oxford que devem ser produzidas inteiramente pela Fiocruz (e que somariam cerca de 180 milhões em 2022, segundo a pasta) e da Butanvac, vacina ainda em desenvolvimento pelo Butantan.

Os testes clínicos do imunizante foram autorizados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) nesta semana, e a expectativa do Butantan é concluir os estudos até o último trimestre.

Além desses dois focos, que têm em comum a produção nacional das doses, membros do Ministério da Saúde dizem ter “negociações avançadas” com a Moderna e ter recebido uma nova oferta da Pfizer voltada para 2022. A previsão é que haja uma reunião inicial com a empresa na próxima semana.

O governo tem, agora, dois contratos com a Pfizer que somam 200 milhões de doses para este ano. O total que pode ser incluído em uma nova proposta ainda passa por avaliação. Procurada, a Pfizer informou que não iria comentar.

No caso da Moderna, a ideia é aproveitar uma negociação sobre até 100 milhões de doses e reservar parte para o último trimestre deste ano e o restante como planejamento para o ano que vem.

“Temos conversado com eles sobre dois produtos: a vacina e um booster [um tipo de reforço] que é como uma ‘atualização’ da vacina. Por questões de sigilo não podemos divulgar muitas informações, mas estamos em tratativas avançadas”, disse o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz.

Segundo ele, há sinais de que uma nova oferta de doses de vacina contra a Covid-19 pode se tornar necessária, daí o planejamento inicial.

“Ainda não temos estudos que comprovam que vai precisar imunizar novamente [a população] ou de forma constante, mas temos sinalizações fortes de que vai precisar de um reforço”, disse. “Não tem nada ainda escrito em pedra de que vamos precisar imunizar todo ano como fazemos com a da gripe”, ressalta.

Pernambuco: confira os estabelecimentos autorizados a funcionar a partir de segunda-feira (14)

De acordo com o Decreto 50.846/21, 35 municípios da Macrorregião 3, que engloba o Moxotó e o Pajeú no Sertão entrarão em uma quarentena rígida a partir de segunda-feira (14) até o domingo (20).

Confira a lista dos estabelecimentos e serviços autorizados a funcionar em horários próprios a partir de 14 de junho de 2021.

I – serviços públicos municipais, estaduais e federais, inclusive os outorgados ou delegados, nos âmbitos dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, dos Ministérios Públicos e dos Tribunais de Contas, e representações diplomáticas, devendo ser priorizado o teletrabalho;
II – farmácias e estabelecimentos de venda de produtos médico-hospitalares;
III – postos de gasolina, inclusive loja de conveniência, apenas para ponto de coleta;

IV – serviços essenciais à saúde, como médicos, clínicas, hospitais, laboratórios e demais estabelecimentos relacionados à prestação de serviços na área de saúde, observados os termos de portaria ou outras normas regulamentares editadas pelo Secretário Estadual de Saúde;
V – serviços de abastecimento de água, gás e demais combustíveis, saneamento, coleta de lixo, energia, telecomunicações e internet;
VI – clínicas e os hospitais veterinários e assistência a animais, inclusive em shopping centers;
VII – serviços funerários;

VIII – hotéis e pousadas, incluídos os restaurantes e afins, localizados em suas dependências, com atendimento restrito aos hóspedes;
IX – serviços de manutenção predial e prevenção de incêndio;
X – serviços de transporte, armazenamento de mercadorias e centrais de distribuição;
XI – estabelecimentos industriais e logísticos, bem como os serviços de transporte, armazenamento e distribuição de seus insumos, equipamentos e produtos;
XII – lojas de veículos e oficinas de manutenção e conserto de máquinas, equipamentos, veículos leves e pesados e, em relação a estes, a comercialização e serviços associados de peças e pneumáticos;

XIII – restaurantes, lanchonetes e similares, por meio de entrega a domicílio, em ponto de coleta, na modalidade drive thru, e para atendimento presencial exclusivo a caminhoneiros, sem aglomeração; XIV – serviços de auxílio, cuidado e atenção a idosos, pessoas com deficiência e/ou dificuldade de locomoção e do grupo de risco, realizados em domicílio ou em instituições destinadas a esse fim;
XV – serviços de segurança, limpeza, vigilância, portaria e zeladoria em estabelecimentos públicos e privados, condomínios, entidades associativas e similares;
XVI – imprensa;
XVII – serviços de assistência social e atendimento à população em estado de vulnerabilidade;

XVIII – transporte coletivo de passageiros, incluindo taxis e serviços de aplicativos de transporte, devendo observar normas complementares editadas pela autoridade que regulamenta o setor;
XIX – supermercados, padarias, mercados e demais estabelecimentos voltados ao abastecimento alimentar da população;
XX – atividades de construção civil;
XXI – processamento de dados e call center ligados a serviços autorizados a funcionar;
XXII – serviços de entrega em domicílio de qualquer mercadoria ou produto;

XXIII – serviços de suporte portuário, como operadores portuários, agentes de navegação, praticagem e despachantes aduaneiros;
XXIV – pesca artesanal;
XXV – lojas de materiais e equipamentos de informática;
XXVI – lojas de defensivos e insumos agrícolas;
XXVII – casas de ração animal e petshops;
XXVIII – bancos, serviços financeiros e lotéricas, inclusive localizadas em shoppings centers e galerias comerciais;
XXIX – oficinas e assistências técnicas em geral;
XXX – lojas de material de construção e prevenção de incêndio; XXXI – lojas de produtos de higiene e limpeza;
XXXII – depósitos de gás e demais combustíveis;
XXXIII – lavanderias;

XXXIV – prestação de serviços de advocacia urgentes, que exijam atividade presencial;
XXXV – estabelecimentos de aviamentos e de tecidos, exclusivamente para o fornecimento dos insumos necessários à fabricação de máscaras e outros Equipamentos de Proteção Individual – EPI`s relacionados ao enfrentamento do coronavírus;
XXXVI – restaurantes, lanchonetes e similares localizados no Ceasa, bem como em unidades hospitalares e de atendimento à saúde e no aeroporto ou terminal rodoviário, desde que destinados exclusivamente ao atendimento dos trabalhadores, de profissionais da saúde, pacientes e acompanhantes, e passageiros, respectivamente;
XXXVII – prestação de serviços de contabilidade urgentes, que exijam atividade presencial;

XXXVIII – lojas e estabelecimentos situados em shopping centers e similares, por meio de entrega em domicílio e/ou como ponto de coleta no estacionamento, na modalidade drive thru;
XXXIX – estabelecimentos voltados ao comércio atacadista;
XL – atividades de engenharia, arquitetura e urbanismo para situações urgentes e de apoio à construção civil;
XLI – estabelecimentos públicos e privados de ensino, para preparação, gravação e transmissão de aulas pela internet ou por TV aberta, e o planejamento de atividades pedagógicas;
XLII – óticas;

XLIII – serviços de atenção e salvaguarda dos direitos das crianças e dos adolescentes, realizados no âmbito dos conselhos tutelares;
XLV – Igrejas, templos e demais locais de culto, em qualquer dia e horário, para a realização de atividades administrativas, serviços sociais e celebrações religiosas apenas de forma virtual, sem público.

Até o dia 20 de junho, nos municípios das Gerências Regionais de Saúde (Geres) VI, X e XI – com sedes em Arcoverde, Afogados da Ingazeira e Serra Talhada, respectivamente – só poderão funcionar, diariamente, as atividades permitidas no decreto.

Brasil registra 17,2 milhões de casos de Covid-19 e 482 mil óbitos

O Ministério da Saúde divulgou, nesta quinta-feira (10), números atualizados sobre a pandemia de covid-19 no país. De acordo com levantamento diário feito pela pasta, o Brasil tem no acumulado 17,2 milhões de casos confirmados da doença e 482 mil mortes registradas. Os casos de recuperados somam 15,6 milhões.

Em 24 horas, o ministério registrou 88 mil novos casos e 2.504 mortes.

O estado de São Paulo tem o maior número de casos acumulados desde o início da pandemia, com 3,4 milhões de casos e 116 mil óbitos. Em seguida estão Minas Gerais (1,6 milhão de casos e 42 mil óbitos); Paraná (1,1 milhão casos e 27,7 mil óbitos) e Rio Grande do Sul (1,1 milhão de casos e 29,3 mil óbitos).

De acordo com o Ministério da Saúde, 3,8 mil casos estão em investigação.

Vacinação
Até o momento, foram enviadas a estados e municípios 109,294 milhões de doses de vacinas contra a covid-19. Deste total, foram aplicadas 71 milhões de doses, sendo 49,5 milhões da primeira dose e 21,46 milhões da segunda dose.

Bolsonaro quer desobrigar uso de máscara por vacinados

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (10) que pediu ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, um “parecer” para desobrigar o uso de máscaras por quem estiver vacinado contra a Covid ou por quem já tiver contraído a doença.

O ministro informou ter recebido do presidente o pedido de um estudo sobre as máscaras.

Bolsonaro deu a declaração no Palácio do Planalto, ao discursar durante solenidade de lançamento de programas do Ministério do Turismo. O presidente usou máscara antes e depois do evento — ele só retirou a proteção para discursar.

“Acabei de conversar com um tal de Queiroga — não sei se vocês sabem quem é —, nosso ministro da Saúde. Ele vai ultimar um parecer visando a desobrigar o uso de máscara por parte daqueles que estejam vacinados ou que já foram contaminados. Para tirar esse símbolo, que obviamente tem a sua utilidade para quem está infectado”, declarou.
Depois de participar do evento no Planalto, Bolsonaro fez uma transmissão ao vivo em uma rede social e voltou a falar no assunto.

Durante a transmissão, disse que não impôs ‘nada’ ao ministro da Saúde, mas que pediu o estudo sobre as pessoas poderem transitar sem máscara.

Eu falei com o Queiroga agora. Não impus nada a ele. Se bem que também tenho que dar minhas piruadas aí, no bom sentido. ‘É possível a Saúde apresentar um estudo aí da desobrigatoriedade da máscara para quem já foi vacinado ou para quem já foi contaminado e curado, poxa?’. Ele falou: ‘É possível, é possível’. Vamos fazer isso. Vamos ficar reféns de máscara até quando? Está servindo para multar gente, pessoal. Está servindo para multar. Eu fui ameaçado agora de multa em São Paulo”, declarou.

Afogados confirma 64º óbito e registra 38 novos casos da Covid-19

A Prefeitura de Afogados da Ingazeira informa que nesta quinta (10) foram registrados 38 casos novos para a COVID – 19.

São 20 pacientes do sexo feminino, com idades de 02, 17, 17, 20, 21, 23, 23, 24, 38, 39, 40, 42, 42, 43, 47, 53, 55, 64 (1 dose), 69 (2 doses) e 82 anos (2 doses); e 18 pacientes do sexo masculino, com idades de 03, 18, 22, 22, 24, 27, 32, 32, 40, 42, 45, 48, 52, 52, 52, 72 (2 doses), 73 (1 dose) e 85 anos (2 doses). Entre as mulheres: 01 assistente social, 01 atendente, 02 estudantes (01 rede privada e 01 rede pública), 01 menor, 02 autônomas, 01 profissão não informada, 03 donas de casa, 01 administradora, 02 agricultoras, 01 professora (rede pública), 01 vendedora, 03 aposentadas e 01 auxiliar de serviços gerais. Já entre os homens: 01 estudante (rede privada), 04 agricultores, 03 aposentados, 01 autônomo, 01 ajudante geral, 01 vendedor, 01 pedreiro, 01 frentista, 01 profissional de segurança, 01 profissional de saúde, 01 funcionário público, 01 motorista e 01 desempregado.

Hoje não temos novos casos novos em investigação e 61 pessoas apresentaram resultados negativos para a COVID – 19.

Óbito: Paciente do sexo masculino, 73 anos, aposentado, cardiopata, hipertenso e histórico de AVC. Tinha tomado a primeira dose da vacina. Faleceu no regional Emília Câmara, em decorrência de complicações da COVID – 19 no dia 07/06, mas só foi confirmado hoje pela SES. Nossos sentimentos a todos os familiares e amigos (as)!

Nesta quinta, 46 pacientes apresentaram cura após avaliação clínica e/ou epidemiológica. O município atingiu a marca de 4.693 pessoas (93,56%) recuperadas para covid-19. Atualmente, 259 casos estão ativos.

Afogados atingiu a marca de 19.752 pessoas testadas para covid-19, o que representa 53,01% da nossa população.

Casos leves x SRAG/covid- 19:
Leves (4.860 casos), 96,88%
Graves (156 casos), 3,12%.

Todos os profissionais da segurança em Pernambuco receberão 1ª dose de vacina até a próxima semana, diz Secretaria de Defesa Social

Dois meses depois de dar início à imunização contra a covid-19 dos profissionais da área de segurança pública, o governo de Pernambuco deve concluir até o final da próxima semana a aplicação da primeira dose para todos. É o que diz a Secretaria de Defesa Social (SDS).

De acordo com a pasta, a primeira fase da imunização desse grupo será concluída a partir da chegada do 32º lote da vacina, na terça-feira (09), no Estado. Até agora, foram 27.753 profissionais vacinados, entre Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e policiais penais.

A imunização dos profissionais da segurança teve início em 06 de abril. A ação foi um trabalho conjunto, envolvendo a Secretaria de Saúde, por meio do Programa de Imunização, e a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco.

Sobe para dez o número de capitais com mais de 90% de UTIs para Covid ocupadas

A pressão na demanda por leitos para pacientes com Covid-19 fez com que subisse para dez o número de capitais em situação crítica, com ocupação acima de 90% dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) no sistema público de saúde.

O crescimento da procura por leitos acontece em meio a um cenário de aumento de registro de infectados pelo coronavírus e vacinação em ritmo lento. Para piorar, aglomerações ocorreram em diversas cidades durante o feriado de Corpus Christi, o que deve agravar ainda mais o cenário em breve.

Uma das capitais em situação de colapso, Curitiba registrou na última segunda-feira (7) uma ocupação de 102% dos leitos de terapia intensiva. Vagas improvisadas foram criadas para atender a pacientes graves com a Covid-19.

Em todo o estado do Paraná, a ocupação de UTIs continua acima de 95%, mesmo com a criação de 26 novas vagas na última semana. A fila de espera por esse tipo de leito é a maior do Brasil, segundo levantamento do jornal Folha de S.Paulo, e tem 639 pacientes.

Mesmo com os hospitais lotados, parte da população segue ignorando os protocolos para redução dos casos da Covid-19. A Polícia Militar do Paraná teve que dispersar 770 aglomerações durante o feriado de Corpus Christi. Apenas em Curitiba, foram 97 ações policiais.

Também houve flexibilização da abertura de atividades econômicas na capital paranaense após a pressão de empresários. Desde 29 de maio, o comércio local só podia funcionar para entrega e retirada e apenas os serviços essenciais podiam atender normalmente. Porém, diante da proximidade do Dia dos Namorados, a prefeitura decidiu abrandar as medidas a partir desta quarta-feira (9).

Segundo o prefeito Rafael Greca (DEM), a queda do fator de transmissão do vírus e a diminuição no número de internamentos levaram ao novo decreto. “Esperamos que tenha sido essa bandeira vermelha a última dessa longa provação, mas não hesitarei de fazer nova bandeira vermelha se for necessário porque nosso principal objetivo é salvar vidas”, disse.

O governo do Paraná recomendou que quem viajou para Santa Catarina no feriado faça exame para detectar eventual infecção pelo coronavírus, já que as praias catarinenses estão abertas enquanto grande parte do litoral paranaense instalou barreiras sanitárias.

Em Santa Catarina, houve um aumento na taxa de ocupação de UTIs em sete dias, passando de 91% para 95%. Uma alta relevante foi identificada em Florianópolis, onde 67% dos leitos estavam ocupados na semana passada e agora já são 89%.

Durante o feriado, foram divulgados nas redes sociais vários registros de festas e aglomerações na região da capital litorânea.

O cenário também continua crítico em Mato Grosso do Sul, que registrou 108% de ocupação nos leitos para pacientes graves com Covid-19 e teve que adotar medidas extremas como a transferência de doentes para outros estados.