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Xiaomi apresenta robô humanoide que reconhece tristeza e ‘consola’

A Xiaomi apresentou na quinta-feira (11) o CyberOne, um robô humanoide com habilidade para reconhecer emoções humanas. Ele pode, por exemplo, identificar tristeza e “consolar” pessoas.

O CyberOne tem 1,77 m de altura e pesa 52 kg. Segundo a empresa, diferente de um robô quadrúpede, ele é mecanicamente mais complexo e, por isso, usa motores mais potentes.

Mas o mais impressionante é a sua habilidade em reconhecer sentimentos e barulhos. A Xiaomi diz que o seu robô humanoide reconhece 85 sons ambientais e 45 emoções humanas.

A companhia não detalha, mas diz que, em momentos de tristeza, o CyberOne pode até consolar a pessoa.

A interatividade com humanos acontece a partir de uma tela OLED curva, que está equipada na cabeça do robô.

Durante uma demonstração em Pequim, o CyberOne aparece segurando uma rosa, que é entregue ao presidente da Xiaomi, Lei Jun. Entretanto, a empresa afirma que ele pode segurar objetos com peso de até 1,5 kg com apenas uma mão.

“O processo de pesquisa e desenvolvimento do CyberOne combinou tecnologias de diversos setores, incluindo percepção e cognição biônica, biomecatrônica, inteligência artificial, big data, computação em nuvem e navegação visual”, explica a fabricante em comunicado.

Essa não é a primeira vez que a gigante de dispositivos eletrônicos mostra ambição no ecossistema de robôs. Em agosto de 2021, a chinesa revelou o Cyberdog, um “cão-robô”, com características semelhantes aos do Spot, da Boston Dynamics.

Google vai avisar quando não tem muitas informações confiáveis na busca

O Google anunciou nesta quinta-feira (11) que vai alertar usuários se identificar pesquisas que não contam com muitas informações confiáveis sobre um assunto. O recurso já foi liberado no Brasil.

A empresa também mostrará mais contexto sobre sites que aparecem na busca. Essas informações começaram a ser exibidas para alguns usuários em 2021 e, em breve, serão liberadas para mais oito idiomas, incluindo o português.

O buscador ganhará ainda melhorias no conteúdo que é destacado em algumas buscas. O Google afirmou que as mudanças ajudarão os usuários a decidirem quais são os resultados mais úteis e confiáveis.

Aviso sobre poucos resultados confiáveis

O Google começou a exibir alertas nas buscas em que identifica ter poucas informações de alta qualidade. A novidade já está disponível no Brasil e vai aparecer principalmente nas pesquisas sobre notícias de última hora, quando ainda não há conteúdo confiável sobre o assunto.

Os sistemas do buscador foram atualizados para identificar momentos em que o interesse por um tema está crescendo e não há informações de veículos jornalísticos e de autoridades públicas, por exemplo.

Neste caso, a plataforma explica que não há resultados muitos bons e sugere que o usuário volte a pesquisar sobre o tema mais tarde, quando provavelmente terá mais dados vindos de uma ampla gama de fontes.

Mesmo com a orientação do Google, os resultados pouco confiáveis continuam sendo mostrados abaixo do aviso.

Contexto sobre sites

A busca do Google vai permitir encontrar mais detalhes sobre uma página antes mesmo de visitá-la por meio da seção “Sobre este resultado”. Para isso, será preciso apenas selecionar no ícone de três pontinhos que aparecerá ao lado do nome do site.

Em seguida, será exibida uma janela com mais detalhes sobre o site, incluindo seu setor de atuação, quando apareceu pela primeira vez no Google, quão amplamente circula na internet e o que outras pessoas dizem sobre ele. A busca poderá indicar que não encontrou muitas informações sobre a página.

A janela foi lançada para alguns usuários em 2021 e será liberada em breve para mais oito idiomas: português, alemão, espanhol, francês, holandês, indonésio, italiano e japonês.

O aplicativo do Google também mostrará em breve no Brasil a seção “Sobre esta página”, que vai destacar informações quando o usuário estiver navegando em um site que apareceu na busca. A janela de contexto será aberta ao deslizar para cima na barra de navegação.

WhatsApp diz que nenhum governo o fará enfraquecer sua criptografia

O comando do WhatsApp diz que não vai “baixar a segurança” do aplicativo de mensagens por exigência de nenhum país.

Seria uma “tolice” acatar qualquer governo que pedisse que o aplicativo enfraquecesse sua criptografia, afirma Will Cathcart, diretor do WhatsApp, em entrevista à BBC.

No Reino Unido, um projeto do governo para identificar imagens de abuso sexual infantil prevê a possibilidade de analisar mensagens privadas.

Ante a posição do WhatsApp perante o tema, a Sociedade Britânica para a Prevenção de Crueldade contra Crianças (NSPCC, na sigla em inglês) criticou o aplicativo, alegando que ele é a “linha de frente” do abuso sexual infantil.

O governo britânico afirma que as empresas de tecnologia têm a obrigação de lidar com o problema. Seu projeto é parte de uma Lei de Segurança Online, cuja análise foi adiada para os próximos meses (quando será oficializada a saída de Boris Johnson como premiê, e um novo líder conservador será alçado ao cargo).

“Eles (empresas) não devem ignorar os claros riscos que a criptografia de ponta a ponta possa cegá-los a esse conteúdo (de abuso infantil) e prejudicar os esforços em identificar perpetradores”, afirmou um porta-voz do governo britânico.

“Vamos continuar a trabalhar com o setor de tecnologia para apoiar o desenvolvimento de métodos inovadores que protejam a segurança pública sem comprometer a privacidade.”

A criptografia de ponta a ponta (E2EE em inglês) oferece o nível mais robusto de segurança às mensagens, porque apenas o destinatário tem a chave para decodificar a mensagem. Isso é considerado essencial para a privacidade da comunicação.

Essa tecnologia escora as trocas online em aplicativos como WhatsApp e Signal e, de modo opcional, pode ser usada no Facebook Messenger e no Telegram.

Apenas o remetente e o destinatário conseguem ler essas mensagens – com isso, nem as empresas de tecnologia nem a polícia têm acesso a elas.

Agora, o debate na comunidade de tecnologia é que o governo britânico prometeu apoiar o desenvolvimento de ferramentas que possam detectar imagens ilegais dentro ou ao redor do ambiente de E2EE, em tese sem desrespeitar a privacidade do usuário.

Especialistas questionam se isso é algo viável – e muitos avaliam que a única opção seria por meio do chamado “client-side scanning”. Trata-se de sistemas que escaneiam mensagens (como textos, fotos, vídeos e arquivos) e comparam seu conteúdo com bases de dados de conteúdo considerado questionável – no caso, material envolvendo abuso infantil. Esse processamento acontece antes de a mensagem chegar ao seu destinatário.

Para críticos, isso, na prática, destrói as bases do E2EE, uma vez que as mensagens deixam de ser privadas.

5G começa a operar nesta sexta-feira em Belo Horizonte, João Pessoa e Porto Alegre, diz Anatel

O conselheiro Moisés Moreira, da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), informou nesta segunda-feira (25) que a internet 5G será ativada nesta sexta (29) nas cidades de Belo Horizonte (MG), João Pessoa (PB) e Porto Alegre (RS).

A informação foi divulgada pelo site do jornal “O Globo” e confirmada ao g1 pelo conselheiro.

O 5G deve entregar mais velocidade para baixar e enviar arquivos; reduzir o tempo de resposta entre diferentes dispositivos; e tornar as conexões mais estáveis.

Brasília foi a primeira cidade do país a contar com o chamado “5G puro”, oferecido na faixa de 3,5 gigahertz, que oferece a maior velocidade. A previsão é que todas as capitais tenham o sinal ativado até o fim de setembro.

Moreira preside e coordena o Gaispi, grupo criado pela Anatel para cuidar da implantação da internet 5G no país na faixa de 3,5 gigahertz. Também compõem o grupo as operadoras vencedoras da faixa leiloada e o Ministério das Comunicações.

Ao g1, o conselheiro explicou que vai convocar para a próxima quarta-feira (27) uma reunião extraordinária do Gaispi para formalizar a autorização para ativação do 5G em Belo Horizonte, João Pessoa e Porto Alegre.

Segundo Moreira, a Siga Antenado, entidade criada pelas operadoras Claro, TIM e Vivo, vencedoras da faixa de 3,5GHz do leilão do 5G, já concluiu a instalação de torres e de filtros para evitar interferência nessas três capitais.

Testes começaram a ser feitos nesta segunda-feira (25) e, segundo o conselheiro, não foi identificado nenhum impeditivo para a ativação do sinal nessas três capitais.

O sinal do 5G é liberado conforme a Siga Antenado comunica a Anatel sobre a conclusão da instalação de torres e de filtros. A entidade também precisa dar início à distribuição de kits de recepção do novo sinal das TVs parabólicas à população que tem direito (baixa renda). Estão sendo priorizadas, inicialmente, as capitais que demandam a instalação de menos filtros.

Com chegada do 5G, antenas parabólicas passam a receber interferência no sinal em Brasília; veja o que fazer

A ativação da quinta geração de internet móvel — o 5G — em Brasília, nesta quarta-feira (6), vem acompanhada de algumas mudanças tecnológicas na capital. Uma delas diz respeito às antenas parabólicas, que podem começar a sofrer interferência para receber o sinal da TV aberta.

A capital, primeira cidade do país a contar com o 5G, tem atualmente 3.341 antenas parabólicas, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Por isso, quem usa esses equipamentos vai ter que trocar o aparelho por um digital para não perder o sinal televisivo. O prazo para que transmissão da TV aberta pare de funcionar nas parabólicas é de 18 meses.

As novas antenas podem ser internas, instaladas ao lado dos televisores, ou externas, colocadas nos telhados. Para famílias que fazem parte do Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico), a mudança para a antena digital pode ser feita de maneira gratuita.

O professor do Departamento de Engenharia Elétrica da UnB Ugo Dias aponta ainda que, se o consumidor possui TV por assinatura, não é preciso fazer nenhuma mudança após a chegada do 5G na capital.

“As redes de celulares 5G não vão influenciar qualquer outro equipamento do nosso dia a dia. Só esse sistema de TV por parabólica vai ser afetado”, afirma o docente.

Atualmente, as antenas parabólicas operam na banda C, ou seja, em 3,5 GHz, explica o diretor-conselheiro da Anatel Moisés Queiroz Moreira.

O especialista aponta que a frequência é a mesma que será usada pelo 5G. “Quando [o 5G] for ligado, quem tem antena parabólica sofrerá interferência”, aponta Moreira.

O prazo para que a transmissão pela antena parabólica pare de funcionar em 18 meses, contando a partir desta quarta-feira, conforme determinação do governo federal. Para evitar prejuízos ao serviço, a TV aberta migrará para a banda Ku, segundo especialistas.

No Brasil, a antena parabólica estava presente em 27% dos lares em 2019, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Brasília terá 5G a partir da quarta-feira e será primeira cidade do país com a tecnologia, diz conselheiro da Anatel

A quinta geração de internet móvel — o 5G — será ativada em Brasília na próxima quarta-feira (6), afirmou nesta segunda-feira (4) ao g1 o conselheiro da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Moisés Moreira.

Com isso, a capital federal será a primeira cidade do país a contar com a tecnologia.

Moreira preside e coordena o Gaispi, grupo criado pela Anatel para cuidar da implantação da internet 5G no país na faixa de 3,5 gigahertz, a principal leiloada em novembro do ano passado. Também compõem o grupo as operadoras vencedoras do leilão e o Ministério das Comunicações.

“Hoje [segunda-feira] haverá uma reunião extraordinária do Gaispi, às 17h, e na pauta está a ativação do 5G em Brasília para o dia 6 agora, quarta-feira”, afirmou Moreira.

“A EAF [entidade administradora de faixa] implantou todos os filtros necessários, fez testes no fim de semana todo, está tudo certo. Será aprovado, não há motivo para não aprovar”, completou.

Para ter acesso à internet 5G, a pessoa precisa ter um celular que venha com a tecnologia. Os aparelhos mais novos já vêm habilitados.

A princípio, de acordo com as operadoras de telefonia, não vai ser preciso que os clientes façam uma atualização do seu pacote de dados para acessar o 5G. Bastará que o celular tenha a função. Mas os detalhes comerciais ainda serão divulgados oficialmente.

Atualmente, há 67 modelos de celular com a tecnologia 5G certificados e homologados pela Anatel.

Anatel abre consulta pública para debater a padronização dos carregadores no Brasil

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) abriu, esta semana, uma consulta pública que pretende decidir sobre a padronização dos carregadores de celulares vendidos no Brasil. A medida obrigaria as fabricantes a oferecerem modelos com entrada USB-C — atualmente utilizados por smartphone com o sistema Android. O principal impacto dessa decisão, caso aprovada, seria sentido pela Apple, uma vez o iPhone utiliza o cabo Lightning para carregamento há anos, assim como outros dispositivos do ecossistema da Maçã.

O blog de Tecnologia e Games conversou com Vinícius Caram, superintendente de Outorgas da agência, para entender como a medida — caso aprovada — vai impactar o consumidor. Segundo ele, mais de 85% das fabricantes de celular já usam o conector USB-C e a homogeneização desse tipo de porta para carregamento só traria vantagens aos usuários e ao meio ambiente.

“O maior benefício é para o consumidor. Que terá a facilidade de um único carregador para ‘N’ dispositivos, beneficiando um projeto de sustentabilidade, que nós sempre promovemos. Estamos nessa linha de reduzir resíduos e lixo e eletrônicos, bem como nos alinhar com a tendência internacional”, explica Caram.

Segundo o superintendente da Anatel, ouvir a sociedade nessas situações é fundamental para saber se a proposta é ou não assertiva e, nesse caso em específico, a agência está otimista pela aprovação pública.

“Se fosse um movimento isolado da indústria nacional poderia não vingar, mas quando vemos diversos países nessa linha, percebemos que vamos em um projeto de harmonização global. Estamos dando um prazo, não é [uma mudança feita] de imediato. A partir de 1º de junho de 2024, [para que] as empresas que não tenham esse carregador se adaptem”, afirma.

A proposta da Anatel quer definir os requisitos técnicos mandatórios para o carregamento por fio, com padrão USB tipo C como o escolhido para encabeçar a medida. Segundo o texto da consulta pública, o objetivo é contribuir para a homogeneização da oferta de aparelhos que usam o carregamento via cabo.

Para a agência isso “permitirá maior conveniência dos consumidores e possivelmente reduzirá resíduos eletrônicos pelo reaproveitamento de carregadores” quando o usuário precisar troca do telefone celular.

Para os celulares estarem de acordo com a proposta da Anatel os carregadores devem, além de estar equipados com interface USB-C, trazer o cabo de carregamento. As embalagens e o manual dos dispositivos também precisam indicar a potência mínima do carregador e se há suporte a carregamento rápido.

Vale ressaltar que a medida só seria obrigatória para celulares que podem ser carregados via cabo. Em caso de smartphones que usam algum tipo de indução para serem carregados, como MagSafe da Apple, por exemplo, a exigência não precisaria ser aplicada.

Ministério da Justiça determina que TikTok retire conteúdos impróprios para menores de idade

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), que é ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, determinou que o aplicativo TikTok suspenda a exibição de conteúdos impróprios para menores de 18 anos no Brasil.

O despacho assinado por Laura Postal Tirelli, da Senacon, foi publicado no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (24). Após ser notificada, a rede social tem 72 horas para remover os conteúdos sob pena de multa diária no valor de R$ 1 mil.

Em nota, o TikTok informou que ainda não foi notificado oficialmente da decisão, mas ressalta que a plataforma remove conteúdos em desacordo com as diretrizes da comunidade e que também não permite menores de 13 anos no aplicativo.

Medidas foram determinadas pela Senacon:

Na modalidade de acesso irrestrito, que é quando o usuário consegue acessar o app mesmo sem ter conta no aplicativo, deve ser feita a suspensão integral da veiculação de materiais impróprios para menores de 18 anos, envolvendo, por exemplo — mas não somente — , uso de drogas, sexualização, jogos de azar e violência.

Na modalidade de acesso restrito, que é quando é necessário fazer o login da conta para ter o conteúdo, a suspensão integral da veiculação de conteúdos impróprios para menores de 18 anos deve ser feita até que o sistema de segurança da plataforma, que impede o cadastro de menores de 13 anos de idade e limita o acesso a todo o conteúdo por menores de 16 anos, seja aperfeiçoado “de modo que a idade dos usuários seja verificada de maneira eficaz pela representada”, diz o despacho.

O Brasil foi o terceiro país que mais teve vídeos removidos por violações dos termos de comunidade do TikTok em 2021. O país ficou atrás apenas de Estados Unidos e Paquistão, segundo os números divulgados nos relatórios oficiais da rede social.

Entre janeiro e dezembro do ano passado, foram excluídos mais de 23,4 milhões de conteúdos brasileiros, de acordo com dados consolidados pelo g1 a partir dos documentos da rede social.

Os cinco países que mais tiveram conteúdo excluído em 2021 foram:

Estados Unidos: 46,8 milhões
Paquistão: 28,9 milhões
Brasil: 23,4 milhões
Rússia: 21,3 milhões
Indonésia: 14,1 milhões

Programa do governo de internet grátis começará em seis municípios e exigirá que aluno tenha celular

O Programa Internet Brasil, criado para dar acesso gratuito à banda larga móvel para alunos carentes de escolas públicas, atenderá inicialmente somente seis municípios e exigirá que o estudante tenha aparelho celular, segundo informações de portaria publicada na última sexta-feira (29) pelos ministérios das Comunicações (MCom) e da Educação (MEC).

Lançado em dezembro do ano passado por meio de medida provisória, o programa prevê na primeira fase fornecer chips para cerca de 700 mil alunos de seis cidades nordestinas:

Caicó (RN);
Campina Grande (PB);
Caruaru (PE);
Juazeiro (BA);
Mossoró (RN);
Petrolina (PE).

De acordo com o Ministério das Comunicações, as seis cidades foram selecionadas com base no critério de que o Nordeste é “uma região prioritária para as políticas públicas de telecomunicações devido aos índices de acesso a serviços de telecom inferiores aos de outras regiões”.

A distribuição dos chips — a alunos de escolas públicas do ensino fundamental (a partir do terceiro ano, na primeira fase) ou do ensino médio — deverá começar à medida em que ocorrer a adesão ao programa de prefeituras e secretarias estaduais de educação.

O programa foi concebido para permitir o acesso gratuito à banda larga móvel de estudantes de escolas públicas que façam parte de famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) do governo federal — não há limitação de alunos por família.

Na semana passada, o Senado aprovou a medida provisória que cria o programa, que já tinha passado pela Câmara. O texto ainda aguarda sanção presidencial, mas os ministérios já publicaram a portaria com as regras para implementação do programa.

O acesso à internet será realizado por chip e pacote de dados distribuídos gratuitamente. A primeira fase do programa prevê a distribuição e manutenção de cerca de 700 mil chips com tecnologia 4G.

Segundo o Ministério das Comunicações, a franquia de dados (gigas por mês) ainda não está definida porque a contratação dos fornecedores ainda está em fase de análise.

Em nota, o Ministério das Comunicações informou que o Internet Brasil “será implantado de forma gradual, na medida da disponibilidade orçamentária e financeira, dos requisitos técnicos para a oferta do serviço e outras disposições estabelecidas pelo MCom”.

Não há, entretanto, data prevista para as novas fases do programa, segundo a pasta.

“O objetivo do MCom é expandir o Internet Brasil para além das escolas listadas no projeto piloto. O cronograma de expansão do Programa ainda não está definido”, informou a pasta.

Apenas 10 capitais e o DF estão preparados para tecnologia 5G

Faz pouco mais de três anos que o mundo começou a usar a quinta geração da rede de telefonia móvel, o 5G. No Brasil, as coisas demoraram mais: só daqui a 90 dias essa tecnologia deverá estar disponível em 26 capitais estaduais e no Distrito Federal. Mas a infraestrutura para isso acontecer ainda não está completa.

“Acaba que a ligação acaba caindo, às vezes trava, congela a imagem. Aí acaba que ela desliga e não quer mais atender. Pela idade, tem menos paciência, né?”, conta a dona de casa Claudia Dias, mostrando a dificuldade de falar com a mãe em uma videochamada.

Com a chegada do 5G, a promessa é que a velocidade da conexão seja até 100 vezes maior que a atual.

A nova tecnologia também deve ser um avanço para medicina. Um médico em um grande centro poderá operar o paciente a milhares de quilômetros de distância com a ajuda de um robô.

“Não apenas em uma cirurgia remota, mas, por exemplo, na aquisição de uma imagem remotamente, onde o profissional não esteja no próprio local. Isso pode ser feito à distância, desde que exista de fato uma conexão mais segura do que a 4G”, explica o presidente do Hospital Albert Einstein, Sidney Klajner.

Nessa primeira fase, as operadoras são obrigadas a levar a nova tecnologia a todas as capitais brasileiras e ao Distrito Federal até o dia 31 de julho deste ano. As operadoras dizem que estão encontrando um obstáculo. É que para criar a infraestrutura que vai transmitir o sinal 5G, as prefeituras precisam aprovar a lei municipal que permita a instalação dos equipamentos.

Das 26 capitais, apenas 10 e o Distrito Federal já têm leis que permitem instalar os dispositivos, que precisam ficar no alto de prédios ou em postes de iluminação pública. No 4G, uma torre manda o sinal para um bairro inteiro. Já as ondas do 5G são mais curtas e, por isso, serão necessárias dez vezes mais dispositivos como os que vêm sendo usados em Nova York.

“É um procedimento que não se faz da noite para o dia. É necessário um tempo de locação, de identificação dos locais, contratação e licenciamento. E sim, se a gente pensar por esse prisma, está em cima da hora para implantar o 5G nas capitais brasileiras”, afirma Luciano Stutz, porta-voz do Movimento Antene-se.

Uma empresa de tecnologia da informação em Goiânia desenvolve softwares para o agronegócio, para empresas e hospitais. Para que funcionem com o máximo de eficiência, precisam do 5G.

“A gente pega o mesmo produto e testa em outro país, onde a gente tem as nossas filiais, e funciona maravilhosamente bem e dá para deslanchar um produto e um portfólio muito interessante para aquela região. Agora a necessidade é no Brasil. Se não tem a legislação, eu não tenho como fazer a conexão dentro desse movimento que está se criando de evolução tecnológica”, diz o empresário Rubens Fileti.

Celulares mais modernos já têm acesso aqui no Brasil a uma tecnologia chamada de 5G DSS, que é mais rápida do que o 4G. O 5G terá faixas de frequências, espécie de avenidas próprias, diferentes das do 4G.

Quem tem celular 3G ou 4G não precisa se preocupar, porque não vai ficar sem sinal. As duas tecnologias vão continuar existindo e vão conviver com o 5G.

A Confederação Nacional dos Municípios declarou que tem cobrado ajuda do governo federal para contratar técnicos e atualizar os cadastros para a instalação da rede 5G.

Criminosos aplicam golpes usando Pix e QR Code

O avanço tecnológico no campo do internet banking traz muitas comodidades para o correntista, mas com elas vêm as dores de cabeça. Criminosos encontraram uma forma de utilizar o pagamento via Pix e a tecnologia de QR Code para aplicar golpes.

Criminosos estão falsificando faturas de empresas e enviando para clientes. Essas faturas trazem códigos da tecnologia QR Code, pagas pela vítima usando o Pix pelo aplicativo bancário. Em alguns casos, a fatura falsa traz um código de barras e um QR Code. Em ambos, o dinheiro vai para a conta dos criminosos.

“A vantagem do Pix para os golpistas (assim como outros métodos de pagamento digitais é que eles são instantâneos, e consequentemente mais eficientes para quem usa a tecnologia de forma maliciosa”, afirmou a empresa de segurança cibernética Kaspersky, que detectou a fraude.

As faturas falsas são copiadas de forma quase idêntica às originais. Além disso, cibercriminosos imitam o visual das faturas ou sites das empresas reais, criam e-mails mascarados (remetentes) para simular os oficiais. Inclusive, oferecem desconto de 5% nos pagamentos via QR Code.

Além disso, os ladrões têm enviado e-mails com ofertas falsas de sites de streaming, como Netflix e Amazon Prime. O e-mail traz o QR Code para pagamento dos supostos planos mais em conta, como planos trimestrais.

Brasileiros são os que passam mais tempo por dia no celular, diz levantamento

Os usuários no Brasil passaram, em média, 5,4 horas por dia no celular em 2021 e lideraram esse ranking pelo segundo ano, agora empatados com usuários na Indonésia. A informação foi revelada em relatório da plataforma AppAnnie, que considera apenas celulares Android.

De acordo com o levantamento, a quantidade de horas diárias que brasileiros, em média, têm gastado no celular têm crescido nos últimos anos: o país passou das 4,1 horas diárias, em 2019, para 5,2 horas diárias, em 2020, até chegar às 5,4 horas diárias em 2021.

Entre os 17 países em que usuários passam mais tempo por dia no celular, apenas Argentina e China reduziram a quantidade de horas entre 2020 e 2021.

O relatório aponta que, somados, os usuários no Brasil passaram 193,3 bilhões de horas no celular em 2021. Por conta de diferenças nas quantidades de usuários, o país ficou na 4ª posição em termos absolutos. Na China, que lidera nesse critério, os usuários passaram 1,1 trilhão de horas no celular.

O segundo aplicativo social que os brasileiros mais passam mais tempo por mês é o TikTok, que cresceu e superou Instagram e Facebook. A plataforma passou de 14 horas mensais por usuário, em 2020, para 20,2 horas mensais por usuário, em 2021.

Nesse ranking, os números também levam em conta apenas celulares com Android e excluem apps voltados para empresas.

O TikTok perde para o WhatsApp, que continua líder em tempo de uso entre apps sociais. Os usuários no Brasil passam, em média, 29,2 horas por mês no aplicativo de mensagens. Houve queda em relação a 2020, quando usuários no país passaram, em média, 30,2 horas por mês no serviço.

O WhatsApp também foi apontado como o aplicativo que os brasileiros mais abrem ao longo do dia no levantamento “Panorama”, realizado em dezembro pelo site Mobile Time e a empresa de pesquisas Opinion Box.

WhatsApp, Facebook e Instagram têm instabilidade na tarde desta sexta-feira

Se você precisou abrir o WhatsApp, Facebook e Instagram na tarde desta sexta-feira (19), e as coisas não estavam funcionando como deveria, saiba que os três aplicativos estão sofrendo instabilidade. Consultada por Tilt, a Meta (empresa que controla as três plataformas) disse que está verificando o que está ocorrendo.

Por volta das 14h (horário de Brasília), o site DownDetector, que reúne avisos de problemas em apps e serviços, passou a registrar um aumento de reclamações relacionado ao WhatsApp, Facebook e Instagram.

Sobre o WhatsApp, algumas pessoas relataram que o app não carregava apropriadamente e que a versão web do app parou de funcionar por um tempo. Já sobre o Instagram as reclamações são de problemas para carregar storys e imagens. Quanto ao Facebook, tem desde gente dizendo que a sessão com o app era perdida (obrigando a fazer um novo login) a pessoas relatando que a página da rede social não abria.