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Ministério da Saúde recua e volta a liberar vacinação de adolescentes contra a Covid-19

O Ministério da Saúde recuou e voltou a liberar a vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos, mesmo os sem comorbidades, contra a Covid-19. A imunização na faixa etária foi retomada um semana após o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, criticar campanha antecipada dos estados e falar que existem “eventos adversos a serem investigados”.

“Os benefícios da vacinação são maiores do que os eventuais riscos dos eventos adversos da sua aplicação”, informou a pasta nesta quarta-feira (22). “Comparando tudo o que foi aplicado, mesmo com esses supostos erros de imunização, é um percentual muito baixo (…) então, hoje o ministério não suspende mais de forma cautelar a imunização em adolescentes sem comorbidades”.

O ministério disse que, apesar da retomada, os grupos vulneráveis devem ser priorizados: “não só o grupo com comorbidades, mas a população que precisa de reforço e o encurtamento de prazo”. Segundo a secretária de Enfrentamento à Covid-19, Rosana Leite Melo, todos os brasileiros devem ser imunizados até o final de 2021, mas o Plano Nacional de Imunizações (PNI) precisa ser respeitado pelos estados e municípios.

O anúncio ocorre após um Comitê formado por representantes do ministério, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) confirmar que a morte de uma jovem de 16 anos de São Bernardo do Campo, ABC Paulista, não está relacionada com a vacinação contra o coronavírus.

A Anvisa participou de uma reunião do Comitê Interinstitucional de Farmacovigilância de Vacinas e outros Imunobiológicos (CIFAVI) na manhã da terça-feira (21), em que os especialistas detalharam o caso. O processo foi validado e o diagnóstico referendado pelos membros da CIFAVI.

“O processo investigativo foi validado pelos membros do CIFAVI e o diagnóstico referendado. (…) A causalidade foi classificada como coincidente, ou seja, descartou-se a possibilidade de o óbito ter sido relacionado à administração da vacina”, afirmou a Anvisa em nota.

O diagnóstico referendado pela CIFAVI concluiu que a jovem não apresentou qualquer doença cardiológica e sua morte foi causada por um quadro clínico característico de Púrpura Trombótica Trombocitopênica (PTT), uma doença autoimune.

Anteriormente, no dia 17 de setembro, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo já havia concluído que a morte da jovem decorreu da PTT.

Na ocasião, a Secretaria afirmou que se tratava de “uma doença autoimune, rara e grave, normalmente sem uma causa conhecida capaz de desencadeá-la, e não há como atribuir relação causal entre PTT e a vacina contra COVID-19 de RNA mensageiro, como é o caso da Pfizer”, afirmou a secretaria.

Afogados: dose de reforço começa a ser aplicada em pacientes imunossuprimidos e pessoas com mais de 85 anos

A Prefeitura de Afogados deu início à aplicação da terceira dose de vacina contra a COVID-19 – dose de reforço, em idosos acima de 85 anos que tomaram a última dose da vacina há seis meses. A vacina nesse público será aplicada em domicílio, não sendo necessário o agendamento.

O outro público elegível para receber a dose de reforço são as pessoas imunodeprimidas (imunidade baixa). Nesse grupo, os pacientes com hemodiálise e portadores de HIV não precisam fazer agendamento. A vacina de quem faz hemodiálise irá acontecer no momento do transporte dos pacientes para Arcoverde. Já os pacientes portadores de HIV receberão a dose de reforço no Centro de Aconselhamento e Testagem (CTA/SAE), próximo à rodoviária.

Os demais deverão procurar a unidade de saúde da família de sua referência para poder pegar a declaração constando que o usuário se enquadra no grupo indicado pelo Ministério da Saúde para receber a dose de reforço. Nesses casos será preciso fazer o agendamento pelo site:

https://www.afogadosdaingazeira.imunizape.com.br

Confira os demais grupos determinados pelo Ministério da Saúde que podem agendar a vacinação com a dose de reforço:

Pacientes que fazem uso de cortticóides em doses ≥20 mg/dia de prednisona, ou equivalente por tempo igual ou superior a 14 dias;

Pacientes que fazem uso de drogas modificadoras da resposta imune (Metotrexato, Leflunomida, Micofenolato de mofetila, Ciclofosfamida, Azatiprina, Ciclosporina, Tacrolimus, Mercaptopurina);

Biológicos em geral (infliximabe, etanercept, humira, adalimumabe, tocilizumabe, Canakinumabe, golimumabe, certolizumabe, abatacepte, Secukinumabe, ustekinumabe);

Inibidores da JAK (Tofacinibe, baracinibe e Upadacinibe)

Johnson & Johnson garante eficácia maior se a imunização completa for com duas doses

A vacina contra o coronavírus do laboratório norte-americano Johnson & Johnson é mais eficaz quando administrada em duas doses, de acordo com novos dados divulgados pela empresa nesta terça-feira (21).

O imunizante da J&J foi originalmente desenvolvido como uma vacina de dose única, mas com uma segunda dose injetada cerca de dois meses (56 dias) após a primeira, os níveis de anticorpos observados aumentaram “quatro a seis vezes”, de acordo com um comunicado da empresa.

A eficácia da vacina contra casos sintomáticos da doença pelo menos 14 dias após a dose de reforço foi de 75% e de 100% contra casos graves, com base em dados de um ensaio clínico realizado em vários países em pessoas a partir de 18 anos.

Nos Estados Unidos, a eficácia contra os casos sintomáticos (moderados a graves) foi de 94% com essa dose de reforço. Em comparação, os dados mais recentes do ensaio clínico de dose única original mostraram que a eficácia da droga nos Estados Unidos contra casos sintomáticos era de 70%.

Segundo a Johnson & Johnson, variantes do coronavírus reduzem a eficácia da vacina contra os casos graves.

A empresa disse que enviou os dados à Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos e que em breve os apresentará a outras autoridades regulatórias em todo o mundo.

Esta é uma notícia encorajadora para os 15 milhões de americanos vacinados com este imunizante: o governo do presidente Joe Biden anunciou que lançaria uma campanha de reforço para adultos vacinados com Pfizer ou Moderna, mas disse que estava aguardando mais dados sobre a Johnson & Johnson.

Dose de reforço da Janssen aumenta a proteção para Covid-19 moderada a grave em 94%, diz fabricante

A Janssen, braço de vacinas da Johnson & Johnson, disse nesta terça-feira que uma segunda dose de seu imunizante administrada cerca de dois meses após a primeira, aumentou a eficácia em 94% contra as formas moderadas a graves da doença nos Estados Unidos. Isso se compara a 70% de proteção com uma única dose.

Os dados vão ajudar a empresa a defender a dose de reforço junto aos órgãos reguladores dos EUA, mesmo com a empresa enfatizando a durabilidade da vacina de injeção única como uma ferramenta para controlar a pandemia.

O presidente Joe Biden está pressionando por doses de reforço em face do aumento de hospitalizações causadas pela variante Delta. A J&J, a única farmacêutica com uma vacina de dose única aprovada nos Estados Unidos, tem estado sob pressão para produzir evidências sobre a eficácia de uma dose adicional.

A empresa agora “gerou evidências de que uma injeção de reforço aumenta ainda mais a proteção contra Covid-19”, disse o diretor científico Paul Stoffels em um comunicado.

A J&J disse que um reforço administrado dois meses após a primeira dose aumentou os níveis de anticorpos de quatro a seis vezes. Quando administrado seis meses após a primeira dose, os níveis de anticorpos aumentaram doze vezes, conforme dados divulgados no mês passado, sugerindo uma grande melhora na proteção com o intervalo mais longo entre as doses.

Os efeitos colaterais com duas doses foram comparáveis aos observados em estudos com a vacina de dose única. Os dados ainda não foram revisados por pares, mas serão submetidos para publicação nos próximos meses.

Até o momento, apenas a Pfizer/BioNTech apresentou dados suficientes para que os reguladores dos Estados Unidos avaliem se as doses de reforços serão aplicadas.

A J&J disse que enviou dados a FDA, agência reguladora semelhante à Anvisa no Brasil, e planeja submetê-los a outros órgãos reguladores, à Organização Mundial da Saúde (OMS) e outros grupos consultivos de vacinas em todo o mundo para informar sua tomada de decisão.

O ensaio de Fase III de duas doses com até 30 mil participantes testou a eficácia de uma segunda dose administrada 56 dias após a primeira em adultos com 18 anos ou mais.

Embora o estudo tenha descoberto que duas doses da Janssen foram 94% eficaz nos Estados Unidos na prevenção de doenças moderadas a graves, houve apenas um caso no grupo da vacina e 14 no grupo do placebo, resultando em um amplo intervalo de confiança e gerando perguntas sobre a certeza do resultado.

O estudo teve um curto período de acompanhamento de cerca de 36 dias, mas descobriu que uma segunda dose foi bem tolerada, segundo a fabricante.

A empresa também disse que as evidências de um estudo com quase 400 mil pessoas nos Estados Unidos que receberam a injeção da Janssen mostraram que a vacina foi 79% eficaz na prevenção de infecções e 81% na prevenção de hospitalizações, em comparação com 1,52 milhões de pessoas com perfis semelhantes que não foram vacinadas.

A fabricante disse que não houve indício de redução da eficácia ao longo da duração do estudo de março ao final de julho, um período que incluiu o impacto da variante Delta.

A eficácia da vacina no estudo no mundo real variou com a idade. Para aqueles com menos de 60 anos, a vacina foi 86% eficaz na prevenção de hospitalização contra 78% para aqueles com 60 anos ou mais.

Os órgãos reguladores dos EUA podem autorizar uma injeção de reforço da vacina Pfizer/BioNTech contra a Covid-19 para idosos e alguns americanos de alto risco no início ainda esta semana e a tempo de o governo implementá-la até sexta-feira.

Espera-se que a FDA dê o aval para a terceira dose para pelo menos este grupo prioritário antes da reunião dos conselheiros do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) na quarta-feira. O painel do CDC discutirá recomendações mais precisas sobre como administrar as injeções.

Na sexta-feira passada, um comitê consultivo da FDA votou para recomendar a autorização de emergência de injeções adicionais da Pfizer para americanos com 65 anos ou mais e aqueles com alto risco de doenças graves. As vacinações iniciais da Pfizer consistiam em duas doses.

O painel decidiu não recomendar uma aprovação mais ampla, citando a falta de evidências para apoiar o uso. Eles queriam mais dados de segurança, especialmente sobre os riscos de inflamação cardíaca em pessoas mais jovens após a vacinação.

O presidente Joe Biden tem pressionado por injeções adicionais em face do aumento de hospitalizações e mortes causadas pela variante Delta, altamente contagiosa, principalmente entre os não vacinados, e o aumento de casos de infecções invasivas entre americanos totalmente vacinados.

A FDA não é obrigada a seguir as recomendações do painel, mas geralmente o faz. A implementação de reforços pode começar assim que a FDA autorizar as injeções e o chefe do CDC assinar sobre como elas serão administradas.

A FDA pode, mais tarde, ampliar o acesso às doses de reforço. Os principais membros do órgão estão divididos quanto à necessidade dos reforços, com o apoio da diretora interina Janet Woodcock e alguns dos principais cientistas da agência argumentando que ainda não são necessários.

Woodcock disse no podcast do ex-funcionário do governo Biden, Andy Slavitt, na segunda-feira, que os reforços podem ser uma ferramenta importante para conter a pandemia nos Estados Unidos, reduzindo a transmissão.

”Se as pessoas estão adquirindo o vírus e o transmitindo, você quer parar com isso o máximo possível. É claro que estamos usando medidas de mitigação como o uso de máscaras e assim por diante, mas a vacinação é importante” disse ela.

Apesar do limitado alcance da autorização proposta, a recomendação do painel cobriria a maioria dos americanos que recebeu as vacinas nos estágios iniciais da campanha de vacinação dos EUA e cuja imunidade pode estar diminuindo.

Norman Baylor, executivo-chefe da Biologics Consulting e ex-diretor do Escritório de Pesquisa e Revisão de Vacinas da FDA, disse que a decisão dá ao órgão mais tempo para entender quais dados são necessários para aprovar amplamente as doses de reforço. “Isso dá a eles algum espaço”, disse Baylor.

Autoridades de saúde sinalizaram que esperam que os reforços sejam recomendados para uma ampla faixa da população, mas aconselharam os americanos a não buscarem doses de reforço até que tenham o consentimento da FDA.

O principal conselheiro médico de Biden, Anthony Fauci, disse à CNN no domingo que os dados necessários para determinar a conveniência de vacinas de reforço das vacinas Moderna e Johnson & Johnson estão a caminho. 

Alguns países, incluindo Israel e os da Grã-Bretanha, já iniciaram campanhas de reforço. Os Estados Unidos autorizaram injeções extras para pessoas com sistema imunológico comprometido no mês passado e cerca de 2 milhões de pessoas já haviam recebido uma terceira injeção, de acordo com o CDC.

Pfizer e BioNTech anunciam que vacina é segura e induz resposta imune em crianças de 5 a 11 anos

As empresas Pfizer e BioNTech anunciaram, nesta segunda-feira (20), que a vacina desenvolvida por elas contra a Covid-19 é segura e induziu uma resposta imune “robusta” em crianças de 5 a 11 anos.

Os dados são preliminares e ainda precisam passar por avaliação de outros cientistas para serem publicados em revista científica. Até agora, a vacina da Pfizer pode ser aplicada em pessoas a partir dos 12 anos – tanto no Brasil como em outros países.

Se o uso for aprovado, a vacina da Pfizer poderá ser a primeira aplicada em crianças nos Estados Unidos e, eventualmente, no Brasil. Para que isso ocorra, a própria farmacêutica precisa solicitar esse uso às agências regulatórias – no caso do Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Em nota enviada ao G1, a Anvisa informou que “a Pfizer não solicitou, até o momento, inclusão de crianças de 5 a 11 anos na bula de sua vacina contra Covid-19”.

Para solicitar esse uso, o laboratório precisa apresentar “estudos e evidências que sustentem a indicação em termos de segurança e eficácia”, segundo a agência.

Em agosto, a Anvisa negou um pedido do Instituto Butantan para dar a CoronaVac a crianças a partir de 3 anos. No Chile, a vacina já começou a ser aplicada em crianças com 6 anos ou mais.

Os resultados em crianças vêm de testes de fases 2/3 que estavam sendo conduzidos pelas empresas. Participaram 4,5 mil bebês e crianças com idades entre 6 meses e 11 anos de quatro países: Estados Unidos, Finlândia, Polônia e Espanha.

Dos 4,5 mil participantes no total, 2.268 tinham idades entre 5 e 11 anos. Essas crianças receberam uma quantidade menor da vacina: duas doses de 10 µg (microgramas) administradas com 21 dias de intervalo. Nas pessoas a partir dos 12 anos, a dose era de 30 µg.

As respostas de geração de anticorpos nos participantes que receberam doses de 10 µg foram comparáveis às registradas em pessoas de 16 a 25 anos, segundo a Pfizer. A concentração (título) de anticorpos foi medida um mês após a segunda dose da vacina.

A vacina foi “bem tolerada, com efeitos colaterais geralmente comparáveis aos observados em participantes de 16 a 25 anos de idade”, disse a farmacêutica.

A empresa afirmou que a dose de 10 µg foi “cuidadosamente selecionada como a dose preferida para segurança, tolerabilidade e imunogenicidade” (geração de anticorpos) em crianças de 5 a 11 anos.

A expectativa é de que os resultados da faixa etária de 6 meses até 5 anos sejam divulgados ainda neste ano. Essas idades foram divididas em dois grupos: de 6 meses até 2 anos e de 2 a 5 anos. Ambos os grupos receberam doses abaixo de 3 µg.

A Pfizer e a BioNTech disseram, ainda, que “planejam compartilhar esses dados” com a Food and Drug Administration (FDA), a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e outras agências regulatórias “o mais rápido possível”, mas não anunciaram uma data.

As empresas também anunciaram que “planejam enviar dados do estudo completo de fase 3 para publicação científica”, mas também não informaram um prazo para envio.

Fiocruz entrega 4,5 milhões de vacinas contra a Covid-19

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) completou ontem (17) 4,5 milhões de vacinas contra a covid-19 entregues ao Ministério da Saúde ao longo desta semana, com a liberação de mais 700 mil doses, que se somam às remessas de terça-feira (14) e de quinta-feira (16).

O imunizante, produzido no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), foi disponibilizado em duas etapas: uma com 20 mil doses para o estado do Rio de Janeiro e outra, com as demais doses, para o almoxarifado designado pelo Ministério da Saúde, para serem distribuídas aos demais estados. 

Com a entrega, a Fiocruz alcança a marca de 96,5 milhões de doses disponibilizadas ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). Bio-Manguinhos conta também com mais de dez milhões de doses em controle de qualidade, a serem entregues à população, por meio do ministério, tão logo ocorram as liberações.

Pernambuco recebe mais 278.400 doses da Coronavac/Butantan neste sábado (18)

Pernambuco recebeu, na manhã deste sábado (18), uma nova remessa de vacinas da Coronavac/Butantan contra a Covid-19. As 278.400 doses chegaram no Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes – Gilberto Freyre às 10h e encaminhadas à sede do Programa Estadual de Imunização (PNI-PE) para checagem, armazenamento e separação por município.

Os imunizantes deverão ser utilizados para aplicação de primeiras e segundas doses na população adulta, por faixa etária.

De acordo com a superintendente de Imunizações do Estado, Ana Catarina de Melo, a logística de entrega às Gerências Regionais de Saúde (Geres) ocorrerá ainda na tarde deste sábado, a partir das 13h. “Vamos distribuir esses quantitativos ainda hoje para que as cidades possam avançar, ao longo da semana, nas suas respectivas campanhas de vacinação”, afirmou a gestora.

Desde o início da campanha, em janeiro deste ano, Pernambuco já recebeu 11.850.230 doses de vacinas contra a Covid-19. Desse total, foram 4.216.270 da Astrazeneca/Oxford/Fiocruz, 4.481.720 da Coronavac/Butantan, 2.979.990 da Pfizer/BioNTech e 172.250 da Janssen.

Vacinação contra a Covid: mais de 80 milhões de brasileiros estão totalmente imunizados

Mais de 80 milhões de brasileiros estão totalmente imunizados contra a Covid, ou seja, completaram o esquema vacinal ao tomar a segunda dose ou a dose única de vacinas.

No total, são 80.054.632 pessoas, o que corresponde a 37,53% da população.

Os que tomaram a primeira dose de vacinas e estão parcialmente imunizados são 141.453.669, o que corresponde a 66,31% da população.

A dose de reforço foi aplicada em 295.638 pessoas.

Os dados são do consórcio de veículos de imprensa e foram divulgados às 20h deste sábado (18).

Somando a primeira dose, a segunda, a única e a de reforço, são 221.803.939 doses aplicadas desde o começo da vacinação.

Os estados com a maior percentual da população totalmente imunizada: MS (52,28%), SP (49,57%), RS (43,74%), ES (39,93%) e PR (38,39%).

Os estados com a aplicação da primeira dose mais avançada são: SP (77,75%), RS (69,17%), DF (68,64%), SC (68,36%) e PR (67,5%).

O levantamento é resultado de uma parceria do consórcio de veículos de imprensa, formado por G1, “O Globo”, “Extra”, “O Estado de S.Paulo”, “Folha de S.Paulo” e UOL. Os dados de vacinação passaram a ser acompanhados a partir de 21 de janeiro.

Recife libera terceira dose da vacina contra a Covid-19 para pessoas imunossuprimidas

O Recife liberou, nesta sexta-feira (17), a aplicação da terceira dose da vacina contra a Covid-19 para imunossuprimidos, que são aquelas pessoas que têm uma deficiência na imunidade por causa de medicamentos para tratar alguma doença -pacientes em tratamento de câncer, por exemplo- ou também aquelas que nasceram com alguma falha no sistema imunológico. 

Para o grupo, o agendamento será liberado ainda nesta sexta, a partir das 20h, no Conecta Recife, e a vacina já será aplicada a partir deste sábado (18).

É importante ressaltar que as pessoas devem estar com o ciclo vacinal completo há, pelo menos, 28 dias para receber o reforço. 

Neste grupo, de acordo com o Ministério da Saúde, incluem-se os indivíduos (com/em): imunodeficiência primária grave; quimioterapia para câncer; transplantados de órgão sólido ou de células tronco hematopoiéticas em uso de drogas imunossupressoras; pessoas vivendo com HIV/Aids com CD4 <200 céls/mm3; uso de corticoides em doses ≥ 20mg/dia de prednisona, ou equivalente, por ≥ 14 dias; uso de drogas modificadoras da resposta imune (ver tabela 1); pacientes com hemodiálise; pacientes com doenças imunomedidas inflamatórias crônicas (reumatológicas, auto inflamatórias, doenças intestinais inflamatórias).


De acordo com a Prefeitura do Recife, 1.771 pessoas imunossuprimidas estão aptas a tomar a dose de reforço. No dia da imunização, será necessário levar um documento de identificação e o comprovante de que já completou o ciclo vacinal.

O cartão de vacinação, assim como o Certificado Digital de Vacinação, disponível no Conecta Recife, poderão ser usados para comprovar a finalização do ciclo. 

Conforme orientação do Ministério da Saúde, a dose de reforço será feita, preferencialmente, com o imunizante da Pfizer, independentemente da vacina aplicada na primeira e segunda doses.

A combinação das vacinas é recomendada pelo órgão federal após estudos, aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), comprovarem que a resposta imunológica contra a Covid-19 não é comprometida pela intercambialidade dos imunizantes.  

Morte de adolescente em São Paulo não foi causada por vacina da Pfizer, conclui estudo

A morte de uma adolescente de 16 anos em São Bernardo do Campo, região metropolitana de São Paulo, não foi causada pela vacina da Pfizer, aponta estudo feito por 70 especialistas e divulgado nesta sexta-feira, 17, pela Secretaria de Estado da Saúde.

O diagnóstico apontou que a causa do óbito, sete dias após a jovem ser imunizada, foi uma doença autoimune, grave e rara, conhecida como Púrpura Trombótica Trombocitopênica (PPT).

Segundo comunicado divulgado pelo governo de São Paulo, a doença não tem “uma causa conhecida capaz de desencadeá-la” e “não há como atribuir relação causal” entre ela e as vacinas de RNA mensageiro, como é o caso da Pfizer. A adolescente morreu no último dia 7, exatamente uma semana após receber o imunizante da Pfizer.

As vacinas em uso no País são seguras, mas eventos adversos pós-vacinação podem acontecer. Na maioria das vezes, são coincidentes, sem relação causal com a vacinação. Quando acontecem, precisam ser cuidadosamente avaliados”, explica Eder Gatti, que coordenou esta investigação e atua no Centro de Vigilância Epidemiológica e no Instituto Emílio Ribas.

Dentre os 70 profissionais que participaram do diagnóstico, estavam especialistas em Hematologia, Cardiologia, Infectologia, médicos dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIEs) do Estado e representantes dos municípios de São Bernardo do Campo, Santo André e São Paulo. O Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) estadual também contribuiu para a análise.

O caso da adolescente foi usado como uma das justificativas do Ministério da Saúde para recomendar a suspensão da imunização em adolescentes sem comorbidades na quinta-feira, 16.

A própria Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), entretanto, manteve a recomendação de vacinação neste grupo, com base em evidências científicas avaliadas e aprovadas pelo órgão.

Segundo o governo do Estado, a divulgação do caso foi feita de “forma intempestiva” pelo Ministério da Saúde e os resultados da análise serão submetidos à Anvisa.

Mesmo com orientação do Ministério da Saúde, PE mantém vacinação em adolescentes sem comorbidades

Mesmo após recomendação de suspensão da vacinação contra Covid-19 em adolescentes de 12 a 17 anos pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira (15), o secretário de Saúde de Pernambuco André Longo ressaltou que o Estado vai manter a vacinação do público. Em diversas críticas ao MS, Longo contou ter sido pego de surpresa “com esse aviso infeliz”.

De acordo com o secretário, Pernambuco só vai suspender a vacinação para o público adolescente com a determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que ainda não se posicionou. “A Pfizer tem registro definitivo no Brasil e liberação da Anvisa para fazer a aplicação, quem deve se manifestar em contrário a essa posição, aí teremos uma referência técnica para seguir. Até esse momento, como não há manifestação da Anvisa, Pernambuco e a maioria dos estados brasileiros vão continuar com o processo de vacinação”.

O Comitê Técnico Estadual de Imunizações deve se reunir na sexta-feira (17), para aguardar a posição oficial da Anvisa, que foi provocada pelo Conselho Nacional de Saúde (Conas) e Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), segundo Longo.

“Nós temos mais de 3,5 milhões de adolescentes vacinados, um índice de 1.500 efeitos adversos, que é um número baixo e a maioria são efeitos leves. Um caso suspeito de uma situação mais grave, que não podemos ainda atribuir diretamente a isso (ao imunizante). Precisamos de uma posição técnica, não há espaço para decisões políticas no Programa Nacional de Imunizações (PNI). Havendo tecnicidade nas decisões, elas serão analisadas e seguidas pelo nosso Comitê Técnico Estadual”, ressaltou André, ao pontuar que a Sociedade Brasileira de Pediatria se manifestou favorável ao processo de vacinação nesta quinta-feira.

Ele lembrou, ainda, que não há autorização para a utilização de outro imunizante no público específico, sem ser a Pfizer. “Inadvertidamente houve alguns erros vacinais e algumas pessoas usaram CoronaVac ou AstraZeneca, que não deveria ter usado. Essa questão é tratada à parte, com acompanhamento desses casos específicos. A orientação é com a Pfizer, temos segurança. Com as outras é preciso fazer o acompanhamento. A orientação que temos nesse momento é fazer a 2ª dose sempre utilizando o imunizante autorizado, que é a Pfizer”, explicou.

“Alguns municípios já iniciaram a 3ª dose sem comprometer o avanço da segunda dose com a Pfizer e sem comprometer o avanço dos adolescentes. Isso o que a gente queria e está acontecendo no Brasil”, disse Longo. 

O médico e representante da Sociedade Brasileira de Imunizações, Eduardo Jorge da Fonseca, que também esteve presente na coletiva, enfatizou que a Pfizer é autorizada pela Anvisa, pelos Estados Unidos e por países da Europa. “Como todo medicamento, as vacinas têm eventos adversos que vão de leve a raríssimos casos graves. Qualquer evento deverá ser acompanhado para saber a relação de causa e efeito. Esses eventos precisam ser investigados. Hoje, a orientação é que a vacina da Pfizer é segura para ser administrada nos adolescentes. Estamos aguardando outro posicionamento da Anvisa para tomar a decisão, assim como a reunião de amanhã do Comitê Técnico. Estamos baseados em evidências de bases sólidas. A vacina da Pfizer foi testada, verificada e aprovada em adolescentes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) continua preconizando a Pfizer para adolescentes, ela só ressalta que na prioridade, idosos e adultos deverão ser vacinados”.

André Longo se disse preocupado com a repercussão negativa do pronunciamento do Ministério da Saúde e uma eventual falta de confiança de parte da população em relação à vacina. “Já estávamos preocupados com isso e já me posicionei antes com a baixa procura de adolescentes para vacinação de forma espontânea. O adolescente tem um dificultador que é poder estar com vontade de tomar a vacina, mas depender do responsável que vá com ele para o posto de vacinação. Certamente, qualquer ruído de comunicação com esse público gera incerteza que poderá atrapalhar o avanço do processo especialmente nesse público”, demonstrou.

“Numa campanha de vacinação onde a gente quer atingir a meta de 90% em todos os públicos prioritários, a comunicação é fundamental e qualquer falha pode gerar incerteza e afastar as pessoas do propósito. Quem ganha com isso são os negacionistas, pessoas que são contra a vacina. Os gestores sérios de Saúde não podem compactuar com esses ruídos. Sempre que se tem algum evento adverso mais sério precisa-se tomar as medidas adequadas. As vacinas estão sendo conduzidas pelo PNI e a gente espera que as decisões do Sistema Único de Saúde (SUS) seja compactuada pelo Sistema Tripartite. Existe também uma Câmara Técnica que foi tomada de surpresa com o absurdo”, assegurou. 

Em nota, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) reforçaram a importância da vacinação de adolescentes contra a Covid-19. 

O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) vêm a público manifestar profundo lamento às recentes decisões do Ministério da Saúde na operacionalização da Campanha Nacional de Vacinação Contra a Covid-19, com orientações sem qualquer consulta prévia às representações estaduais e municipais da gestão do Sistema Único de Saúde ou mesmo à Câmara Técnica Assessora do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Ao implementar unilateralmente decisões sem respaldo técnico e científico, coloca-se em risco a principal ação de controle da pandemia. Apesar de a vacinação ter levado a uma significativa redução de casos e óbitos, o Brasil ainda apresenta situação epidemiológica distante do que pode ser considerado como confortável, em razão do surgimento de novas variantes.
Conass e Conasems reafirmam sua confiança na Anvisa e nas principais agências sanitárias regulatórias do mundo, que afirmam a segurança e eficiência da vacina Comirnaty, da Pfizer, para crianças com 12 anos de idade ou mais. Também confiamos na Organização Mundial da Saúde (OMS), que recomenda a aplicação desse imunizante após o término da vacinação dos públicos de risco prioritários.

Manifestamos ainda nossa solidariedade aos milhares de trabalhadores que vêm atuandona Campanha de Vacinação contra a Covid-19. Quando o próprio Ministro da Saúde aponta, em entrevista coletiva, que ocorreram pouco mais de 25.000 aplicações de vacinas diferentes daquela recomendada para os adolescentes, temos que primeiramente considerar se o dado é real, uma vez que erros de registro vêm sendo identificados, tanto por eventual esgotamento dos servidores, como por dificuldades relacionadas aos sistemas de informação. Importante considerar também que o montante referido anteriormente representa 0,75% das mais de 3,5 milhões de doses já aplicadas neste grupo populacional. Enquanto executores desta importante política pública, Conass e Conasems, baseados nos atuais conhecimentos científicos, defendem a continuidade da vacinação para a devida proteção da população jovem, sem desconsiderar a necessidade de priorizar neste momento dentre os adolescentes, aqueles com comorbidade, deficiência permanente e em situação de vulnerabilidade.

Também por meio de nota, a Sociedade Brasileira de Imunizações disse que “apesar de entender que a população de maior risco deve ser priorizada, a entidade discorda do recuo do Ministério da Saúde (MS) em relação à vacinação de adolescentes sem comorbidades após o anúncio do início da vacinação desse grupo. A medida gera receio na população e abre espaço para fake news”.

Covid-19: ministro destaca eventos adversos em adolescentes vacinados

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que uma série de motivos pesaram para que a pasta resolvesse revisar a recomendação e suspender a vacinação de adolescentes sem comorbidades.

Segundo Queiroga, foram identificados 1,5 mil eventos adversos em adolescentes imunizados. Todos eles foram de grau leve. Foi notificado um caso de morte de um jovem em São Paulo, mas o episódio ainda está sendo investigado para avaliar se a causa foi o imunizante.

O ministro reclamou que, a despeito da orientação anterior para que a imunização deste público tivesse início ontem (15), já foram vacinados 3,5 milhões de adolescentes por autoridades locais de saúde.

Ele acrescentou que houve diversos casos de prefeituras que aplicaram vacinas não autorizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A agência só permitiu o uso da Pfizer/BioNTech para adolescentes de 12 a 17 anos. Nos registros do Ministério da Saúde, entretanto, dados enviados pelos estados mostram este público sendo imunizado com outras vacinas.

“Em relação aos subgrupos, as evidências estão sendo construídas. O NHS [SUS do Reino Unido] restringiu a vacinação nos adolescentes sem comorbidades. Aqueles que já tinham sido imunizados com 1ª dose se recomendou parar por ali”, disse Queiroga.

A secretária extraordinária de enfrentamento à covid-19, Rosana Leite, mencionou também orientação da Organização Mundial de Saúde sobre o assunto.

“A OMS não recomenda, mas sugere que pode se pensar [na vacinação de adolescentes] a partir do momento que tenha vacinado toda a população, principalmente as mais vulneráveis, com duas doses”, disse.

Perguntados se a suspensão da vacinação teria relação com a falta de vacinas, os representantes do ministério descartaram essa hipótese e afirmaram que não há problema de abastecimento de doses no país. “Não falta vacina. Será que elas foram utilizadas de forma inadvertida? Provavelmente”, sugeriu a secretária Rosana Leite.  

Diante da suspensão, os adolescentes sem comorbidades que receberam a primeira dose não devem ter a aplicação da segunda dose. A orientação de interromper a imunização vale também para aqueles com comorbidades que tomaram a primeira dose da AstraZeneca ou CoronaVac.

Apenas os adolescentes com comorbidades imunizados com a Pfizer/BioNTech na primeira dose podem seguir com o processo de imunização e completar o ciclo vacinal, procurando os postos para receber a segunda dose.

Pernambuco recebe mais 47.970 vacinas da Pfizer

Pela segunda vez esta semana, Pernambuco recebeu um carregamento de vacinas contra a Covid-19 da fabricante Pfizer/BioNTech.

Foram desembarcadas na tarde desta quarta (15), no Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes – Gilberto Freyre, sete caixas térmicas contendo 47.970 doses, com a orientação para serem utilizadas como primeira dose para proteção do público por faixa etária.

As vacinas foram encaminhadas ao Programa Estadual de Imunização (PNI-PE), onde foram conferidas e armazenadas para posterior separação dos quantitativos entre os municípios.

“Esta semana completaremos oito meses de nossa campanha de vacinação. Já conseguimos muitos avanços, mas precisamos continuar empenhados em imunizar todos os pernambucanos. É um direito da nossa população concluir seus esquemas vacinais”, afirmou o governador Paulo Câmara.

De acordo com o secretário estadual de Saúde, André Longo, a partir da próxima semana será organizada uma grande mobilização para aplicação de segundas doses, com o objetivo de fechar os esquemas vacinais das pessoas que ainda não o fizeram.

“Quem estiver em atraso, deve procurar seu município para finalizar sua proteção. Quanto antes isso for feito, mais rápido haverá uma proteção robusta contra a Covid-19”, explicou.

Desde o início da campanha de vacinação, em janeiro deste ano, Pernambuco já recebeu 11.406.410 doses de vacinas contra a Covid-19. Desse total, foram 4.169.020 da Astrazeneca/Oxford/Fiocruz, 4.203.320 da Coronavac/Butantan, 2.861.820 da Pfizer/BioNTech e 172.250 da Janssen.

Após ministro citar ‘excesso de vacinas’, Saúde mantém intervalo de 12 semanas para a AstraZeneca

O Ministério da Saúde anunciou na noite desta quarta-feira (15) que vai manter a recomendação de intervalo de 12 semanas para aplicação da segunda dose da vacina AstraZeneca. A previsão era a adoção de 8 semanas.

Mais cedo, em evento em São Paulo, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que há “excesso de vacinas” no país. Na segunda-feira (13), Queiroga defendeu que a campanha de vacinação no Brasil é um “sucesso” e que a reclamação por falta de doses é “narrativa”. Ao menos seis estados estão com falta de imunizante para a segunda dose.

Ao menos desde julho estados já autorizaram prefeituras a reduzir o intervalo entre as doses da AstraZeneca por causa da preocupação com a variante delta do coronavírus. No começo daquele mês, estudo na revista científica Nature apontou que uma única dose das vacinas Pfizer ou AstraZeneca era pouco eficiente contra as variantes, mas que duas doses são capazes de neutralizá-las.

Em bula, o fabricante prevê a possibilidade de adoção de um período de quatro a 12 semanas entre as doses.

Ministério da Saúde conclui envio de primeiras doses para toda a população adulta do Brasil


O Ministério da Saúde concluiu, nesta quarta-feira (15), o envio de vacinas contra a Covid-19 para imunizar toda a população adulta do Brasil com a primeira dose.

Segundo a pasta, o último lote destinado à primeira dose, com 1,1 milhão de unidades da Pfizer/BioNTech, foi distribuído nesta quarta aos estados.

Ao todo, são mais de 158 milhões de brasileiros acima de 18 anos. Vale ressaltar que desse total de doses entregues, 139.027.791 doses foram aplicadas até a terça-feira (14) – o que corresponde a cerca de 88% dos brasileiros adultos vacinados com a primeira dose.

Em pronunciamento no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, de onde as doses saem para os estados, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, destacou o direito à saúde como fundamental.

“Quem duvidava da campanha de vacinação do Brasil é porque não acredita no SUS e se não acredita no SUS, não acredita na Constituição Federal. A saúde é um direito fundamental, é um dever do estado, todos sabemos disso. A campanha de vacinação é algo que o Brasil faz como nenhum outro país do mundo”, ressaltou.

Finalizada a etapa de distribuição da primeira dose, o Ministério da Saúde irá começar a enviar vacinas destinadas à vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos com comorbidades – diversos munícipios já vacinam esse público.

A pasta também começará o envio das doses para o reforço entre os grupos prioritários, preferencialmente com a vacina da Pfizer. 

O reforço para idosos acima de 70 anos deve ocorrer seis meses após a segunda dose ou a dose única e as pessoas imunossuprimidas devem respeitar o intervalo de 28 dias após a segunda dose ou dose única.

A redução do intervalo da Pfizer, de 12 para 8 semanas, também está previsto a partir de agora.

“Caso haja descumprimento das orientações do PNO, o Ministério da Saúde não pode garantir a distribuição de doses suficientes para completar o esquema vacinal de toda a população”, alegou o Ministério da Saúde em referência a variações do plano de imunização.

Pernambuco libera oficialmente aplicação de terceira dose da vacina nesta quarta (15)

Pernambuco libera oficialmente a partir desta quarta-feira (15) a aplicação da terceira dose da vacina contra a Covid-19. Nesse primeiro momento, a orientação é que idosos a partir de 70 anos e imunossuprimidos recebam o reforço.

O objetivo da dose adicional é ampliar a resposta imune do organismo no público considerado mais suscetível à doença.

De acordo com o Ministério da Saúde, a proteção dada pela vacina pode decair ao longo dos meses, sendo necessário ampliar essa resposta imune.

Os prazos são os mesmos preconizados pelo Ministério da Saúde para esses grupos prioritários.

O imunizante usado para a terceira dose será, preferencialmente, o da Pfizer, seguindo recomendação federal. Eventualmente, poderão ser usadas as vacinas da AstraZeneca e da Janssen.

Imunossupressão: Imunossuprimidos são pessoas transplantadas de órgão sólido ou de medula óssea; pessoas vivendo com HIV e CD4 <350 células/mm3; doenças reumáticas imunomediadas sistêmicas em atividade e em uso de dose de prednisona ou equivalente > 10 mg/dia ou recebendo pulsoterapia com corticoide e/ou ciclofosfamida; demais individuos em uso de imunossupressores ou com imunodeficiências primárias; pacientes oncológicos que realizaram tratamento quimioterápico ou radioterápico nos últimos 6 meses; neoplasias hematológicas.

Com 600 mil segundas doses atrasadas, Pernambuco tem menos de 35% totalmente vacinados

Mais de 600 mil pessoas estão com a segunda dose da vacina contra a Covid-19 atrasada em Pernambuco, segundo o secretário estadual de Saúde, André Longo. Para reduzir esse déficit, o Estado prepara um Dia D de vacinação para 25 de setembro e recomenda ações anteriores realizadas pelos municípios que deverão culminar no mutirão. Imunizantes de três dos quatro fabricantes em uso no Brasil demandam as duas doses para que o esquema vacinal seja completo.

Pernambuco tem, segundo os dados mais recentes da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), divulgados na segunda-feira (13), um total de 2.868.357 pessoas com a cobertura vacinal completa – sendo 2.695.366 com vacinas de duas doses e 172.991 com o imunizante de dose única da Janssen.

Esse total corresponde a 34,51% da população elegível para vacinação no Estado, que são todas as pessoas a partir dos 12 anos de idade, estimada em 8.311.541 pessoas. Ou seja, caso as 600 mil pessoas com segundas doses atrasadas já tivessem recebido o reforço, o Estado somaria cerca de 41,8% da população totalmente imunizada – mais de sete pontos percentuais em relação ao dado real.

No recorte em que se considera a totalidade dos habitantes do Estado, atualmente estimada em 9.674.793 pessoas, a cobertura vacinal completa é de 29,65%.

A cobertura de primeira dose no Estado se aproxima das 6 milhões de pessoas, com 5.942.401 aplicações – 71,5% da população elegível.  

O médico infectologista Gabriel Serrano lembra a importância da segunda aplicação para que os números da pandemia sigam em controle. Ele propõe como medida para incentivar essa ida da população aos postos, por exemplo, a implantação do passe de vacinação como obrigatório para frequentar alguns ambientes.

“Uma forma de estimular seria exigir a vacinação para mais coisas e de forma mais ostensiva. ‘Dia D’ é importante, mas deveria ter com frequência, todo mês, por exemplo”, defendeu o médico, que acrescentou a busca ativa da atenção básica em saúde e a facilitação do acesso à vacinação, com a redução de burocracia, como outros pontos importantes para acelerar a cobertura com segunda dose no Estado.

Pernambuco implantou, em setembro, o selo Passe Seguro PE, protocolo para realização de eventos-teste com até 1,2 mil pessoas. Para acessar os eventos, o público deve comprovar ter tomado as duas doses da vacina ou a dose única ou ter recebido ao menos a primeira e apresentar um teste de coronavírus com resultado negativo.

O infectologista Gabriel Serrano reitera que a cobertura vacinal completa é fundamental para a retomada à vida normal, como uma futura desobrigatoriedade do uso de máscaras, que, para ele, será possível apenas após atingirmos entre 80% e 90% da população totalmente imunizada.

“Quando falamos de uma dose, essa proteção dura menos tempo e não é tão eficaz. Quando a gente fala de duas doses, temos certeza que essa proteção vai funcionar por mais tempo e de forma mais eficaz. Somente a cobertura completa vai diminuir a carga viral circulante”, acrescentou Gabriel Serrano.

Além do déficit de pessoas com a segunda dose atrasada, Pernambuco tem 40 municípios sem estoque para a aplicação de reforço da vacina da AstraZeneca, segundo levantamento divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), na segunda-feira.

Para esses casos, diz a pasta, a recomendação é de uso da vacina da Pfizer caso haja estoque, num esquema chamado de heterólogo – quando há intercambialidade de fabricantes entre as doses.

Afogados abre agendamento para vacinação contra Covid-19 para público de 12 anos acima

A Prefeitura de Afogados da Ingazeira divulgou nesta terça-feira (14) que abriu o agendamento para vacinação contra Covid-19, para o público de 12 anos ou mais, sem comorbidades.

Em entrevista ao repórter Marcony Pereira da Pajeú, a coordenadora da Vigilância em Saúde, Aline Rodrigues, informou que o público de 15 a 17 anos, havia alcançado o percentual de 80% de vacinados.

Segundo o secretário de Saúde, das 859 doses da vacina da Pfizer, 646 são para a zona urbana e 213 para a zona rural.

“Vamos estar disponibilizando o agendamento de 200 doses para quarta-feira; 200 para quinta-feira; 200 para sexta-feira e 46 para o próximo sábado. Isto para a zona urbana. Na zona rural o agendamento será por meio dos ACS’s”, explicou o secretário”.

Artur também informou que o município também estará iniciando a dose de reforço. “Vamos iniciar a dose de reforço pelos idosos institucionalizados da Assavap”, explicou.

Precisamos priorizar a população de 60 anos que vive em abrigos. São 65 pessoas na Assavap. Começamos a vacinação amanhã. São 2.973 pessoas acima dos 70 anos, que foram imunizadas. O município tem no total 3.068 pessoas nesta faixa etária. Vamos vacinar esse público de acordo com a chegada de novas doses de maneira decrescente”, informou Artur.

Para vacinação é preciso apresentar documento que comprove a identidade, comprovante de residência e estar acompanhado pelos pais ou responsáveis na hora da vacinação. O agendamento pode ser feito pelo site:

https://www.afogadosdaingazeira.imunizape.com.br

A vacinação acontece na quadra coberta da escola monsenhor Antônio de Pádua Santos, para os moradores da zona urbana. Na área rural, o agendamento pode ser feito junto ao agente comunitário de saúde.

Dose reforço: Na próxima quinta, começa a ser aplicada a dose de reforço (terceira dose) para os idosos que tomaram coronavac. A vacinação desse público começa pelos idosos da Asavap. Com a chegada de mais doses, a Prefeitura vai estender a proteção da dose extra para os idosos de 70 anos ou mais. A vacina será aplicada por ordem decrescente de idade, começando pelos mais idosos.

Pernambuco define dose de reforço contra Covid-19 para 25 de setembro

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) promoveu, nesta segunda-feira (13), reunião da Comissão Intergestora Bipartite (CIB) junto aos municípios pernambucanos para discutir e pactuar a utilização da dose de reforço de vacinas contra a Covid-19 (3ª dose) – que deve ser direcionada para idosos acima de 70 anos e imunossuprimidos graves – além de definir uma grande mobilização para aplicação da segunda dose em todo o Estado – com o objetivo de ampliar o número de pessoas com o esquema vacinal completo.

“Pactuamos uma grande mobilização destinada para aplicação da segunda dose, envolvendo todos os municípios pernambucanos, sendo definido o “Dia D” em 25 de setembro. Essa convocação juntos às cidades é fundamental para que possamos avançar conjuntamente na imunização em nosso Estado e garantir a continuidade do esquema, já que mais de 600 mil doses, de diversos fabricantes, estão em atraso.

A proposta é que os municípios realizem já a partir da próxima semana suas ações estratégicas que devem culminar com o Dia D, impulsionando nossa cobertura de segunda dose. Não podemos esquecer, ainda, da presença do vírus da variante delta em circulação no nosso Estado”, afirmou o secretário estadual de Saúde, André Longo. 

Para administração de reforço de vacinas contra a Covid-19 (3ª dose), a estratégia a ser adotada, inicialmente, é a aplicação de doses em todos os idosos acima de 70 anos que deverá ocorrer seis meses após a última dose do esquema vacinal (segunda dose ou dose única), independentemente do imunizante aplicado. Para os idosos que vivem em Instituições de Longa Permanência a vacinação já pode ser realizada acima dos 60 anos.

Outro grupo a ser beneficiado são os indivíduos com alto grau de imunossupressão (transplantados, pessoas vivendo com HIV/Aids, indivíduos que estão realizando quimioterapia, além de pacientes em hemodiálise). Neste grupo o intervalo para a dose de reforço deverá ser de 28 dias após a última dose do esquema básico. A vacina a ser utilizada para a dose adicional deverá ser, preferencialmente, Pfizer ou, de maneira alternativa, Janssen ou Astrazeneca.

“A princípio, segundo orientações do Ministério da Saúde, esses dois grupos devem ser favorecidos. No entanto, com o avanço da vacinação nas demais faixas etárias, a depender da evolução da epidemia no país, bem como o surgimento de novas evidências científicas, a administração de doses adicionais para outros grupos poderá ser considerada”, pontuou a superintendente de Imunizações do Estado, Ana Catarina de Melo. As doses de reforço devem ser distribuídas aos municípios a partir do dia 15 de setembro, data definida pelo MS para o envio dos imunizantes ao Estado.

“Assim que as doses chegarem ao Estado, convocamos esses grupos a tomarem a 3ª dose da vacina, pois sabemos que é importante para garantir uma imunidade mais eficiente contra o vírus. Também sabemos que a segunda dose da vacina é fundamental para o não agravamento dos casos, por isso, os municípios estão empenhados nessa grande mobilização que ocorrerá na próxima semana”, afirmou o presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Pernambuco (Cosems-PE), José Edson de Souza.

Secretários pedem que ministério autorize mistura de vacinas e priorize 3ª dose de idosos

Em ofício enviado nesta segunda-feira (13) ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, os secretários estaduais de Saúde pedem que o Programa Nacional de Imunizações passe a priorizar a terceira dose aos idosos e autorize a combinação de vacinas já para a segunda dose quando houver risco de atraso em situações de indisponibilidade da vacina inicialmente utilizada.

O texto é de autoria do Conass, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde, e é assinado pelo presidente do grupo, Carlos Lula.

O ofício demanda a priorização da dose de reforço dos idosos com 60 anos ou mais, em especial os institucionalizados, e também das pessoas com comprometimento do sistema imunológico, de preferência com vacina diferente em relação às duas primeiras doses.

Ele também sugere a redução do prazo de seis para cinco meses após a última dose do esquema vacinal (uma ou duas doses) para aplicação da dose de reforço.

A ideia é reduzir o número de internações e óbitos, já que esses grupos são os mais vulneráveis durante a pandemia da Covid-19.

Como consequência disso, pede que a vacinação dos adolescentes sem comorbidades aconteça depois do atendimento dos idosos e imunodeprimidos.

O pedido de autorização para a combinação de vacinas (ou vacinação heteróloga) faz parte de contexto em que estados têm apontado falta de doses de AstraZeneca, que são enviadas pelo governo federal.

Em São Paulo, a gestão Ricardo Nunes (MDB) decidiu usar doses da Pfizer para segunda dose no lugar de AstraZeneca.