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Ministério da Saúde e Anvisa acompanham erro em vacinação de crianças na Paraíba

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou à CNN, neste sábado (16), que acompanha o caso de cerca de 60 crianças na Paraíba que receberam equivocadamente vacinas vencidas e de adultos. “Por isso, é importante ter cautela na aplicação das doses. O Ministério da Saúde acompanha todos os eventos adversos relacionados com as vacinas contra a Covid-19“, afirmou.

Quem também se manifestou sobre o ocorrido foi a Agência Nacional de Vigilância Sanitária. A Anvisa informou à CNN que “aguarda a apuração das circunstâncias da vacinação que está em curso pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS). Somente após, a Agência poderá avaliar ações”.

Mais cedo, a secretaria de Saúde da Paraíba informou que as crianças vacinadas apresentaram reações leves, como febre e dor no local da injeção. O caso está sendo investigado pelo Ministério Público Federal da Paraíba.

O erro ocorreu em uma UBS do município paraibano de Lucena. A história veio à tona após uma mãe publicar nas redes sociais um vídeo do cartão de vacinas dos filhos com a informação de que eles foram vacinados contra o coronavírus no início de janeiro, portanto antes da chegada das doses corretas da vacina infantil no Brasil.

As vacinas corretas desembarcaram no país na madrugada de quinta-feira (13). As doses de Pfizer, específicas para crianças, vem em frascos na cor laranja para evitar confusão com as vacinas adultas de embalagem azul. Desde o início da vacinação, com as doses corretas, o Ministério da Saúde e a Anvisa não registraram erros.

Covid-19: Brasil recebe 2º lote de vacinas da Pfizer para crianças de 5 a 11 anos

O Brasil recebeu neste domingo (16) o segundo lote de vacinas da Pfizer contra Covid-19 para crianças de 5 a 11 anos. Segundo a farmacêutica norte-americana, a remessa tem 1.248.000 doses e tinha previsão de chegar ao Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), às 3h50, mas chegou com atraso, por volta de 9h.

A Pfizer confirmou a chegada do lote às 11h deste domingo. O voo com imunizantes saiu de Amsterdam, na Holanda, e as vacinas foram descarregadas no aeroporto com auxílio da Receita e Polícia Federal. Em seguida, haverá transporte até um centro de distribuição do Ministério da Saúde, em Guarulhos (SP), antes das entregas aos estados.

O número de doses do segundo lote é igual ao do primeiro, que chegou ao país em 13 de janeiro. Além disso, a Pfizer, por meio de assessoria, confirmou que a empresa prevê envio ao Brasil de mais 1.818.000 vacinas em 27 de janeiro, o que deve fazer o total entregue no mês chegar a 4.314.000.

O indígena Davi Seremramiwe Xavante, de 8 anos, foi a primeira criança vacinada contra a Covid-19 no Brasil. Ele recebeu a dose na sexta, durante evento simbólico organizado pelo governo de São Paulo.

Vacinas para adultos aplicadas em crianças na UBS de Lucena estavam vencidas, diz secretário de Saúde

As vacinas da Pfizer, destinadas a adultos e adolescentes, que foram aplicadas em crianças na zona rural do município de Lucena, na região metropolitana de João Pessoa, estavam vencidas. A informação foi confirmada pelo secretário de saúde da Paraíba, Geraldo Medeiros.

O lote vencido é o FM 3457. Após denúncias realizadas pelas famílias das crianças, o Ministério Público Federal da Paraíba está investigando a imunização inadequada. De acordo com a denúncia, cerca de 40 crianças teriam sido imunizadas com vacinas destinadas aos adultos.

A vacinação das crianças, menores de 11 anos, aconteceu semana passada no município, sete dias antes da chegada do imunizante com dosagem adequada para idade ao estado.

Em nota, a prefeitura de Lucena disse que “uma auxiliar que aplicou indevidamente e sem autorização vacinas” e que “está pondo a disposição das famílias acompanhamento médico e (também está) monitorando as crianças”.

Até o momento, segundo a prefeitura, as crianças que receberam as vacinas não apresentaram reações adversas. No entanto, as mães relataram sintomas como febre alta e vômito.

Saúde vai distribuir 10,5 milhões de vacinas até terça-feira

O Ministério da Saúde divulgou nesta sexta-feira (14) que pretende distribuir mais de 10,5 milhões de vacinas de covid-19  em oito dias. Os primeiros lotes começaram a ser enviados para as unidades da Federação na terça-feira (11) e a previsão é que a distribuição termine na terça-feira (18).

A entrega dos imunizantes, segundo a pasta, atende a pedidos de estados e do Distrito Federal que tenham capacidade de armazenamento das vacinas conforme as recomendações de segurança dos fabricantes dos imunizantes. Nas remessas, foram encaminhadas 8,9 milhões de doses da Pfizer e 336,2 mil da Janssen para aplicação de doses de reforço.

O ministério também informou que o envio dos lotes de vacinas pediátricas da Pfizer está previsto para ser concluído na sexta-feira (14). Esses lotes totalizam 1,2 milhão de doses.

Desde o início da vacinação da covid-19 no Brasil, o ministério enviou mais de 390 milhões de doses de imunizantes para as unidades da Federação, sendo que 336 milhões de doses foram aplicados, sendo 161,8 milhões de primeira dose e 144,8 milhões com a segunda.

Crianças imunizadas contra Covid no Recife ganharão livro e cartão de vacina especial

Enquanto se prepara para dar início à vacinação contra a Covid-19 de crianças de 5 a 11 anos, o Recife lança iniciativas especiais para o público infantil.

Nesta sexta-feira (14), o prefeito João Campos anunciou que os pequenos imunizados na cidade ganharão um livro do programa de incentivo à leitura da cidade. “Além de outras surpresas, uma programação bem especial. Bora de vacina”, prometeu.

O primeiro lote com 55 mil doses da vacina da Pfizer para crianças veio um avião da Latam com origem no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, e pousou no Aeroporto do Recife por volta das 10h40 desta sexta, conforme programação confirmada à Folha de Pernambuco pelo Ministério da Saúde e pela Latam.

Além do livro, a prefeitura anunciou que a vacinação de crianças na capital pernambucana vai contar com um cartão especial e a entrega de um Certificado de Criança Super Vacinada. Todas as medidas buscam estimular a imunização do público infantil.

No certificado, o MC Gotinha, mascote da vacinação no Recife, ostenta uma capa de super-herói e o documento traz dizeres de incentivo em linguagem jovem, segundo a prefeitura.

Menina com síndrome de Down é a primeira criança vacinada contra a Covid em Pernambuco

A primeira criança de Pernambuco a ser vacinada contra a Covid-19 recebeu a dose do imunizante às 14h desta sexta-feira (14). Maria Antônia, de 11 anos, tem síndrome de Down e foi vacinada na Associação Afeto, na Encruzilhada, Zona Norte do Recife.

A vacinação ocorreu em ato simbólico, poucas horas após a chegada das primeiras vacinas pediátricas da Pfizer a Pernambuco. Nesta sexta-feira, seis crianças participaram da vacinação. A campanha começa efetivamente no sábado (15), segundo a prefeitura.

O avião com os imunizantes pousou no Aeroporto do Recife às 10h50. As doses, então, foram levadas para a sede estadual do Programa Nacional de Imunizações (PNI), na Zona Norte do Recife, onde foram checadas e posteriormente começaram a ser distribuídas.

Conforme o protocolo do Ministério da Saúde, a menina ficou 20 minutos em observação no local em que ocorreu a aplicação. “Estou feliz”, disse a menina, logo após receber a dose. Ela, assim como as outras crianças, ganhou um livro distribuído pela prefeitura para incentivar a imunização.

Pai de Maria Antônia, o técnico em manutenção Samuel de Oliveira afirmou que o sentimento era de alívio. “Estou voando, estou muito feliz. Não dá nem para explicar. Lá em casa somos quatro pessoas. Só faltava ela para completar. Todo mundo da família está vacinado”, afirmou o pai da garota.

Indígena de 8 anos é a primeira criança a receber dose de vacina infantil contra Covid-19 em SP

O indígena Davi Seremramiwe Xavante, de 8 anos, foi a primeira criança a ser vacinada contra a Covid-19 no país. A imunização ocorreu por volta das 12h desta sexta-feira (14) em um evento simbólico organizado pelo governo de São Paulo para inaugurar a vacinação de crianças de 5 a 11 anos.

Nos postos de saúde da capital paulista, porém, a vacina só deve ser aplicada a partir de segunda (17), conforme divulgado pela prefeitura. O mesmo deve ocorrer nas demais cidades do estado. A distribuição das doses recebidas pelo estado deve ter início pelos municípios da Grande São Paulo.

Da etnia Xavante, Davi é morador de Piracicaba, no interior de São Paulo, mas está na capital paulista para realizar um tratamento médico. O governador João Doria (PSDB) acompanhou o ato no Hospital das Clínicas, na Zona Oeste da capital.

O pai do menino Davi, o cacique Xavante Jurandir Seremramiwe, participou da cerimônia de forma virtual.

“Agradeço a compreensão, visibilidade e diálogo com a questão indígena no estado de SP. Que sejam tomadas as vacinas para os guaranis que moram no litoral. Nós temos que tomar a vacina e não esquecer o uso da máscara, o distanciamento. Com certeza a nova geração estará segura quando as aulas voltarem. Elas estarão com saúde e brincando”, disse.

Pernambuco recebe primeiro lote com 55 mil doses de vacina pediátrica

Pousou no Aeroporto do Recife, na Imbiribeira, Zona Sul da capital pernambucana, na manhã desta sexta-feira (14), o avião com o primeiro lote de 55 mil vacinas contra a Covid-19 para crianças de 5 a 11 anos.

De acordo com a Latam, o embarque aconteceu no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, às 7h35, e o avião chegou ao Estado às 10h40. Monitoramento em tempo real do site especializado FlightStats indica que o voo 3394 aterrissou às 10h53.

A princípio, o voo deveria ter chegado à 1h20 desta sexta. Uma mudança na programação, no entanto, atrasou o cronograma. Segundo a Latam, “o voo informado anteriormente era uma previsão”.

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) ainda não divulgou a nova previsão de distribuição das doses aos municípios pernambucanos. A reportagem questionou a pasta, mas ainda não houve retorno. A logística anterior indicava que os imunizantes seriam encaminhados às Gerências Regionais de Saúde durante a madrugada de sábado (15).

Estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que há cerca de 1,1 milhão de crianças de 5 a 11 anos no Estado. O total de doses do primeiro lote corresponde, portanto, a cerca de 5,2% da população infantil agora apta a ser vacinada contra o coronavírus.

Ao todo, chegarão 4,3 milhões de doses para crianças ainda em janeiro, de acordo com o Ministério da Saúde. O imunizante usado será o da Pfizer, único aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em 16 de dezembro, há quase um mês, para uso em crianças dessa faixa etária.

Os primeiros grupos vacinados em Pernambuco serão o de crianças com comorbidades neurológicas, distúrbios do desenvolvimento e indígenas. A prioridade foi pactuada em reunião, esta semana, da Comissão Intergestora Bipartite (CIB).

As cidades pernambucanas se preparam para dar início à vacinação das crianças. O Recife usará dois postos exclusivos, o Sest/Senat, no Porto da Madeira, e o campus da UFPE, na Cidade Universitária. Em Jaboatão dos Guararapes, serão três, e a gestão municipal esperava começar a vacinação já neste sábado (15).

Vacina brasileira contra a covid-19 é aplicada pela primeira vez

A vacina brasileira contra a covid-19 deu um importante passo hoje (13), data em que inicia o primeiro estudo clínico que aplicará o imunizante em 90 voluntários com idades entre 18 e 55 anos de idade. A fase 1 do estudo escolherá, de forma randomizada, a dose mais segura e o regime de dose que estimula resposta durável de anticorpos que neutralizam o organismo contra o novo coronavírus.

“Vamos agora medir a resposta imunológica específica e avaliar a imunidade celular dos participantes”, explicou o médico infectologista Roberto Badaró, responsável pela pesquisa e pelo desenvolvimento da vacina, em cerimônia ocorrida na sede do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), em Salvador.

A expectativa do pesquisador é de que a primeira fase do estudo seja concluída em três meses, e que, se tudo der certo, em um ano ou pouco mais a vacina já esteja disponível. 

Na fase 2, que terá a participação de 400 voluntários, será testada a eficiência da vacina; e a fase 3 é a da administração em larga escala.

A vacina RNA MCTI CIMATEC HDT é composta de duas partes, que são misturadas antes da aplicação: uma molécula de replicon de RNA (repRNA) e uma emulsão composta por água e um tipo especial de óleo e moléculas magnéticas, chamada de Lion, que ajuda a proteger a molécula do repRNA e faz o transporte até as células alvo.

Uma vez dentro das células, o repRNA é reconhecido como RNA mensageiros pelos ribossomos, que são estruturas que produzem as proteínas, com as instruções trazidas pelo RNA. Os ribossomos fabricam inicialmente o replicon, que gera várias cópias de si mesmo e, depois, as proteínas do coronavírus, que são quebradas em pequenos pedaços e expostas a nosso sistema imunológico. O organismo então identifica os fragmentos como algo estranho e passa a produzir anticorpos contra o novo coronavírus.

Segundo o infectologista Roberto Badaró, a vacina brasileira, que é de terceira geração, apresenta alguns benefícios específicos, como o uso de um número menor de componentes, podendo ser aplicada em doses mais baixas e sem a necessidade de imunizações seguidas. “Poderemos, em um sequenciamento e com a capacidade de sintetizar em uma única proteína as cinco variantes, ter uma vacina com as cinco variantes, no futuro. Portanto, podemos ter a vacina que rotineiramente será utilizada”, explicou o médico infectologista.

O desenvolvimento pré-clínico e clínico da vacina tem a participação dos Estados Unidos, Brasil e Índia, por meio de parceria entre as empresas HDT BioCorp. (Estados Unidos), Senai Cimatec (Brasil) e Gennova Biopharmaceuticals (Índia). No Brasil, a parceria conta com o apoio da RedeVírus e com o financiamento do MCTI.

Brasil recebe 1º lote da vacina da Pfizer para crianças de 5 a 11 anos

O Brasil recebeu, na madrugada desta quinta-feira (13), às 4h38, o primeiro lote da vacina da Pfizer contra Covid-19 para crianças de 5 a 11 anos. A remessa com 1,248 milhão de doses desembarcou no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP).

O imunizante, que saiu de Amsterdam, na Holanda, foi descarregado em Viracopos com auxílio da Receita Federal e da Polícia Federal e seguiu, em caminhão, para o centro de distribuição do Ministério da Saúde, em Guarulhos (SP), às 8h18.

A Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, no dia 16 de dezembro, a vacinação de crianças desta faixa etária. Na quarta-feira (12), o governo de São Paulo anunciou abertura do pré-cadastro para início da imunização de crianças de 5 a 11 anos contra a doença. Os pais podem acessar o site do governo paulista para inserir os dados da criança e agilizar o atendimento nos postos de saúde do estado.

Já na segunda-feira (10), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, informou que a Pfizer vai antecipar a entrega de 600 mil doses. Com isso, o total de vacinas previstas para chegar em janeiro deve passar de 3,7 milhões para 4,3 milhões.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), o Brasil tem cerca de 20,5 milhões de crianças nessa faixa etária.

Órgão da OMS diz que vacinas da Covid ‘podem precisar ser adaptadas’ para ômicron

Um grupo consultivo técnico estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) disse nesta terça-feira (11) que as vacinas atuais contra a Covid-19 podem precisar ser atualizadas para garantir que sejam eficazes contra novas variantes, como a ômicron.

O grupo técnico, formado por especialistas independentes, disse que consideraria uma mudança na composição das vacinas e enfatizou que os imunizantes precisam ser mais eficazes na proteção contra a infecção.

“A composição das vacinas atuais contra a Covid-19 pode precisar ser atualizada, para garantir que as vacinas contra a Covid-19 continuem a fornecer os níveis de proteção recomendados pela OMS contra infecções e doenças por variantes de preocupação, incluindo a ômicron e variantes futuras”, disse o órgão de especialistas independentes em um comunicado enviado a jornalistas pela OMS.

“As vacinas da Covid-19 precisam… provocar respostas imunes amplas, fortes e duradouras para reduzir a necessidade de doses de reforço sucessivas”, acrescentou.

“É improvável que uma estratégia de vacinação baseada em doses repetidas de reforço da composição original da vacina seja apropriada ou sustentável”.

Como informa a agência Reuters, no entanto, o grupo técnico não chegou a defender uma vacina específica para a ômicron neste momento, dizendo que mais pesquisas são necessárias e instando os fabricantes a compartilhar dados.

O grupo disse que uma vacina atualizada poderia ser direcionada especificamente para a variante dominante, que atualmente é a ômicron em muitos lugares, ou ser uma “vacina multivalente” projetada para eliminar várias variantes de uma só vez. Outras recomendações serão emitidas quando mais dados estiverem disponíveis, acrescentou.

Alguns fabricantes de vacinas já estão desenvolvendo imunizantes de próxima geração visando a Ômicron, a variante altamente contagiosa detectada pela primeira vez no sul da África e em Hong Kong.

Na segunda-feira, o presidente-executivo da Pfizer, Albert Bourla, disse que uma vacina contra a Covid-19 redesenhada que visa especificamente a variante ômicron provavelmente seria necessária, e que seu laboratório pode ter uma pronta para lançamento em março.

A rival Moderna também está trabalhando em uma vacina adaptada à ômicron, mas é improvável que esteja disponível nos próximos dois meses.

Pernambuco define grupos de crianças prioritários para vacinação contra a Covid-19

Crianças com comorbidades neurológicas, distúrbios do desenvolvimento e indígenas serão as primeiras vacinadas contra a Covid-19 em Pernambuco. O anúncio foi feito pelo Governo do Estado nesta terça-feira (11) após reunião do Comitê Técnico Estadual para Acompanhamento da Vacinação.

A decisão, ressalta o governo, foi indicada por especialistas e motivada pelo risco maior de óbitos, bem como pela dificuldade de uso prolongado de máscara e maior suscetibilidade ao adoecimento.

Ainda não há um cronograma definido para a imunização da faixa etária de 5 a 11 anos. O Estado diz que a campanha terá início com a chegada da primeira remessa, o que deve ocorrer “nos próximos dias” – segundo o secretário estadual de Saúde, André Longo, a expectativa é de “que as primeiras doses sejam enviadas pelo Ministério da Saúde até o final desta semana”.

No grupo de crianças com distúrbios do desenvolvimento neurológico, serão priorizados neste momento meninas e meninos com síndrome de Down e no Transtorno do Espectro Autista (TEA). 

A definição técnica foi pactuada e aprovada entre o Estado e os gestores municipais na Comissão Intergestores Bipartite (CIB).

“A partir da ordem e dos critérios já estabelecidos no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a covid-19 para vacinação de crianças e observando que a expectativa de doses a receber seja insuficiente para grandes avanços, o Comitê Técnico, com apoio dos representantes municipais, elencou prioridades dentro deste Plano”, destacou a superintendente de Imunizações do Estado, Ana Catarina de Melo. 

Saúde quer acelerar vacinação infantil com Coronavac

O Ministério da Saúde avalia usar a Coronavac em crianças caso o imunizante seja aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Como a vacina é a mesma utilizada em adultos, estados já se planejam para aplicar doses no público infantil. Hoje, há estoques, e o imunizante é apontado por especialistas como boa opção para crianças.

O Instituto Butantan entrou com novo pedido para a aprovação do uso da Coronavac em crianças e adolescentes, de 3 a 17 anos, em 15 de dezembro. O prazo de avaliação da Anvisa ainda não terminou.

Integrantes do Ministério da Saúde dizem que ainda não se pode estabelecer prazo para terminar a imunização das crianças no Brasil.

De acordo com interlocutores da pasta, o ritmo dependerá da possível inclusão da Coronavac no cronograma e de uma eventual ampliação da quantidade de doses adquiridas da Pfizer no primeiro trimestre.

O planejamento inicial é receber até março 20 milhões de doses pediátricas da Pfizer contra a Covid-19, suficientes para imunizar cerca de metade da população de 5 a 11 anos.

Testes mostram que atual vacina da gripe protege contra H3N2 Darwin

O Instituto Butantan, fabricante da vacina contra a gripe utilizada no Programa Nacional de Imunização (PNI) no país, informou hoje (6) que testes de laboratório realizados pelo instituto mostraram que o imunizante é capaz de conferir proteção contra infecção pelo vírus influenza H3N2 (Darwin), mesmo sem ter a cepa na sua composição. A variante H3N2 Darwin é responsável pelo surto de gripe que atinge várias partes do país.

Segundo o diretor de produção do Instituto Butantan, Ricardo Oliveira, a vacina atual, trivalente, feita contra os vírus da influenza H1N1, H3N2 e B, protege contra a H3N2 Darwin de forma cruzada, ou seja, neutraliza essa variante em razão de ter em sua composição a proteção contra a cepa H3N2 original, “parecida” com a Darwin. 

“Você tem um grau muito próximo de parentesco com a sua mãe, mas você é diferente dela. As cepas da influenza são parentes, têm mudanças na estrutura viral, nos aminoácidos, mas têm partes do vírus que são as mesmas e ela confere essa proteção mesmo com a atualização do vírus”, disse.

Oliveira ressalvou, no entanto, que a atual vacina produz uma proteção menor do que um imunizante fabricado especificamente contra a cepa H3N2 Darwin. “A vacina que temos hoje traz uma proteção cruzada contra a Darwin, menor do que a vacina específica, mas confere. Vimos isso nos reagentes que usamos no controle de qualidade, nas reações in vitro”.

A nova versão da vacina da influenza, que será distribuída em 2022 pelo PNI do Ministério da Saúde, é trivalente, composta pelos vírus H1N1, H3N2 (Darwin) e a cepa B, e já está sendo produzida pelo Butantan em suas fábricas. O envase está previsto para a primeira semana de fevereiro. 

O Instituto Butantan produz atualmente 80 milhões de doses da vacina contra influenza anualmente oferecidas na campanha nacional de vacinação contra a gripe. O imunizante é modificado a cada ano baseado nos três subtipos do vírus influenza que mais circularam no ano anterior no hemisfério Norte, monitorados e indicados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Vacina contra a cepa H3N2 de Influenza chega em março, diz ministério

As vacinas para a nova cepa do vírus influenza, denominada H3N2, deverão chegar ao país em março. A informação foi dada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante coletiva para anunciar a inclusão de crianças no Plano Nacional de Imunização contra a Covid-19.

“Ainda não temos essas vacinas específicas. Elas só chegam no final do primeiro trimestre. A OMS [Organização Mundial da Saúde] indica a cepa, e a vacina tem que ser produzida”, justificou o titular da pasta.

Segundo ele, a equipe do Ministério da Saúde está acompanhando os casos para avaliar o impacto. O mesmo vale para casos de flurona, nome dado à infecção simultânea pelo novo coronavírus e pela cepa H3N2.

Em sua conta na rede social Twitter, o secretário executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, destacou a circulação da variante e confirmou que a pasta tem registrado casos de H3N2 em diversos estados.

“Por isso recomendamos que todos os cuidados relacionados à saúde sejam priorizados”, disse Cruz. O uso de máscaras e a higienização das mãos ainda são sumariamente importantes”, completou.

Uma nova cepa do vírus Influenza A, H3N2, Darwin, vem sendo cadastrada em nossos sistemas, em vários estados do país. Por isso recomendamos que todos os cuidados relacionados à saúde sejam priorizados, o uso de máscaras, a higienização das mãos ainda é sumariamente importante.

Saúde inclui crianças de 5 a 11 anos na vacinação contra covid-19

O governo federal anunciou hoje (5) a inclusão de crianças de 5 a 11 anos no plano de operacionalização de vacinação contra a covid-19. As primeiras doses de vacinas contra a doença destinadas a crianças de 5 a 11 anos deverão chegar ao Brasil no dia 13 de janeiro. Está prevista uma remessa de 1,2 milhão de doses do imunizante da Pfizer – o único aprovado até o momento pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O Brasil receberá, no primeiro trimestre de 2022, 20 milhões de doses pediátricas destinadas a este público-alvo, que é de cerca de 20,5 milhões de crianças. O Ministério da Saúde receberá, ainda em janeiro, um lote de 3,74 milhões de doses de vacina.

“Não faltará vacina para nenhum pai que queria vacinar seus filhos”, disse o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. O secretário executivo do órgão, Rodrigo Cruz, informou que outras 20 milhões de doses foram reservadas. O envio está condicionado à confirmação pelo laboratório e pelo andamento do ritmo de vacinação.

O esquema vacinal será com duas doses, com intervalo de oito semanas entre as aplicações. O tempo é superior ao previsto na bula da vacina da Pfizer. Na indicação da marca, as duas doses do imunizante poderiam ser aplicadas com três semanas de diferença.

Segundo o Ministério da Saúde, será preciso que a criança vá vacinar acompanhada dos pais ou responsáveis ou leve uma autorização por escrito.

O Ministério também recomendará uma ordem de prioridade, privilegiando pessoas com comorbidades e com deficiências permanentes; indígenas e quilombolas; crianças que vivem com pessoas com riscos de evoluir para quadros graves da covid-19; e em seguida crianças sem comorbidades.

A obrigação de prescrição médica para aplicação da vacina não foi incluída como uma exigência, conforme foi ventilado por membros do governo durante as discussões nas últimas semanas. Mas o Ministério sugeriu que os pais procurem profissionais de saúde.

Questionado por jornalistas se essa recomendação não desestimularia os pais a levarem os filhos para vacinar, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, respondeu afirmando que isso deixaria os pais mais “seguros” para decidir sobre a imunização.

Durante a coletiva, o ministro Marcelo Queiroga e seus secretários defenderam o processo de análise e definição da inclusão do público infantil no Plano Nacional de Imunizações (PNI).  A Anvisa autorizou a aplicação da vacina da Pfizer nessa faixa etária em 16 de dezembro, mas o Ministério decidiu realizar uma consulta pública e uma audiência pública antes de anunciar a inclusão hoje.

“Não há atraso. Não podemos trazer doses antes da aprovação da Anvisa. Consulta pública foi importante sim para tomada de posição do Ministério”, declarou Queiroga. “Tivemos cuidado e não foi excessivo, muito pelo contrário. Também estava no nosso radar. Nós temos uma tempestividade, o tempo correto de ser feito. E acredito que este é o tempo adequado”, acrescentou a secretária extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, Rosana Leite.

Marcelo Queiroga informou, ainda, que o custo total da vacinação da população de 5 a 11 anos deve ser em torno de R$ 2,6 bilhões.

O secretário executivo Rodrigo Cruz comentou que a equipe da pasta acionou a Pfizer após o anúncio da decisão da Anvisa. Um aditivo do 3º contrato foi firmado no dia 28 de dezembro, que fechou a entrega das 20 milhões de doses no 1º trimestre.

Em nota, a Pfizer confirmou a assinatura do contrato de aquisição das 20 milhões de doses e o início da entrega na “semana do dia 10 de janeiro”. 

Ministério da Saúde não deve exigir prescrição médica para vacinar crianças

O Ministério da Saúde desistiu de cobrar prescrição médica para vacinação de crianças, de 5 a 11 anos contra o coronavírus, de acordo com auxiliares diretos do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, ouvidos pela CNN.

A exigência de prescrição médica não teve respaldo da consulta pública realizada pelo governo e também de entidades ligadas à saúde.

O anúncio do cronograma e procedimentos de vacinação de crianças será feito no fim da tarde desta quarta-feira (5).

De acordo com fontes da pasta, após a realização de audiência sobre a vacinação nesta terça, o ministro se reuniu com equipes técnicas para decidir a versão final da campanha de vacinação de crianças contra o coronavírus.

O governo acolheu a avaliação do Conselho Nacional de Secretarias municipais de Saúde (Conasems) de que os postos de saúde não teriam condições operacionais para realizar a cobrança de prescrição médica.

90% das cidades podem começar vacinação infantil até 48 horas após receberem doses

Governadores ouvidos pelo blog entraram em 2022 com planos para acelerar a vacinação de crianças contra a Covid ainda em janeiro, assim que receberem as doses do Ministério da Saúde. Os gestores dizem que já estão finalizando planos de distribuição dos frascos e podem começar a aplicação “de imediato”.

O coordenador do Fórum de Governadores, Wellington Dias, do Piauí, afirmou que é possível iniciar a vacinação em 90% das cidades do país em até 48 horas após a entrega das doses aos estados.

Em São Paulo, o governador João Dória diz que a vacinação irá se iniciar imediatamente após a entrega – inclusive, no mesmo dia. A ideia é utilizar a rede que já funciona para imunizar adolescentes e adultos.

A Anvisa aprovou a utilização da vacina Pfizer para crianças a partir de cinco anos em 16 de dezembro, mas o governo federal ainda não incluiu a vacina para esta faixa etária no Plano Nacional de Imunização (PNI) e preferiu abrir uma consulta pública com a população – mesmo após a decisão da Anvisa ser chancelada por sociedades médicas e especialistas em pediatria e infectologia.

No Maranhão, segundo o governador Flávio Dino, será possível distribuir as doses para os postos da capital, São Luís, em 24 horas. Já para o interior, a expectativa é de entregar os lotes em 48 horas.

No Pará, Helder Barbalho afirmou ao blog que já vem, desde dezembro, cobrando que o governo federal faça a entrega imediata de doses para crianças.

Wellington Dias diz que, em dezembro, governadores se reuniram com o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, para pedir pressa na distribuição dos imunizantes. Ouviram que, a partir de 10 de janeiro, as doses podem já estar no Brasil.

A maior preocupação nos governos estaduais, agora, é garantir a segurança dos alunos para que os pais não atrasem o retorno das crianças às salas de aula. Em alguns estados, o calendário letivo já começa em janeiro.

Vacina para crianças será distribuída na 2ª quinzena de janeiro, diz Queiroga

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que as vacinas contra Covid para crianças devem ser distribuídas para os estados na segunda quinzena de janeiro.

“Na segunda quinzena elas começam a chegar e serão distribuídas como nós temos distribuído”, disse em conversa com jornalistas nesta segunda-feira (3).

Segundo membros do Ministério da Saúde, as vacinas começam a chegar a partir do dia 10 de janeiro, mas elas precisam passar pelo processo de segurança antes de serem distribuídas. Ainda não há um cronograma definido.

Em nota recente, a pasta afirmou ser favorável à vacinação desse público. Porém, ressaltou que a decisão depende do desfecho da consulta pública que está em andamento.

“No dia 5 de janeiro, após ouvir a sociedade, a pasta formalizará sua decisão e, mantida a recomendação, a imunização desta faixa etária deve iniciar ainda em janeiro”, diz o comunicado.

A intenção da pasta é recomendar que crianças de 5 a 11 anos sejam vacinadas contra a Covid-19, desde que mediante a apresentação de prescrição médica e consentimento dos pais.

De acordo com o ministro da Saúde, a decisão final será dos pais, prática que já ocorre hoje. “Os pais são livres para levar os seus filhos para receber essa vacina”, afirmou em coletiva de imprensa.

A data coincide com o prazo estabelecido pelo ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), para o governo prestar informações sobre a vacinação infantil. Lewandowski é relator de um pedido do PT relacionado ao assunto.

Ministério da Saúde encerra neste domingo consulta pública sobre vacinação de crianças contra a covid-19

Termina às 23h59 deste domingo (2) a consulta pública sobre vacinação contra covid-19 de crianças de 5 a 11 anos. Segundo o Ministério da Saúde, o objetivo é “informar e conhecer as dúvidas e contribuições da sociedade científica e da população” sobre a vacinação das crianças nessa faixa etária.

No dia 16, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso do imunizante Pfizer para o público infantil. Já o Ministério da Saúde disse que a vacinação não deve ser obrigatória e, para a aplicação do imunizante nesta faixa etária, deve ser exigida prescrição médica e autorização dos pais ou responsáveis, mediante assinatura de termo de assentimento.

De acordo com Marcelo Queiroga, ministro da Saúde, a decisão do governo sobre a vacinação de crianças de 5 a 11 anos será tomada no dia 5 de janeiro. Um dia antes (4) especialistas em imunização vão participar de uma audiência pública sobre a vacinação de crianças em 4 de janeiro.