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Brasil crescerá entre 3% e 4% nos próximos anos, diz ministro

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse hoje (28) que, em meio a um cenário global marcado por desaceleração e recessão, o Brasil vai pelo caminho oposto, com crescimento próximo de 2% em 2022, e de 3% a 4% nos anos seguintes. A afirmação foi feita durante a abertura do Painel Telebrasil Summit 2022, em Brasília.

Segundo o ministro, estão sendo planejadas medidas visando a reduções significativas de tributos que incidem nos setores industriais, o que deverá compensar a perda de poder aquisitivo dos cidadãos, além de favorecer um novo ciclo de investimentos no país.

No discurso, Guedes descreveu cenários extremamente pessimistas para o exterior e muito otimistas no âmbito interno. “A inflação começou a subir nos Estados Unidos e vamos ter de conviver com isso. Os Estados Unidos passaram por um longo ciclo de crescimento que chegou ao fim, enquanto nós, no Brasil, estamos saindo do centro de reabilitação, iniciando um ciclo de crescimento anual de 3% a 4 %, que será por vários anos, se continuarmos nesse ritmo”, disse.

“Agora, não se assustem com os problemas lá de fora. Teremos alta de inflação nos Estados Unidos e teremos recessão. O barulho será ensurdecedor. Mas não para a economia brasileira, que é uma das mais fechadas do mundo. Faremos agora a reindustrialização do Brasil”, acrescentou.

O Brasil, acrescentou o ministro, reagiu “fulminantemente” à crise. “Vamos crescer 1,7%, devendo quase chegar a 2% [em 2022]”. “Diziam que o mundo ia crescer 5% e reviram. Já estão falando que vai haver recessão. Eles estão só começando a enfrentar os problemas. Nós já conseguimos atravessar a onda e vamos crescer, com desemprego e inflação caindo”, completou.

Guedes lembrou que o Brasil tem grande quantidade de minério, que é exportado para a China, e que o país importa aço 40% mais barato do que o produzido em território nacional. Segundo eu ministro, o alto custo para a produção nacional deriva, entre outros fatores, do alto custo para o transporte de cabotagem, “com seis empresas explorando 200 milhões de pessoas”, e da alta tributação do setor industrial.

“A solução para isso é abrir o mercado. Nossa ideia é, também, acabar com o IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados], porque o IPI desindustrializou o Brasil”, acrescentou, ao lembrar que o governo brasileiro já reduziu em 35% esse tributo. “Queremos baixar [a alíquota] para zero”, acrescentou.

Como estava em um evento de empresários das telecomunicações, Guedes usou exemplos do setor para mostrar os efeitos dessa alta carga tributária para investimentos e para o desenvolvimento de tecnologias.

“Hoje, quase 40% dos custos do setor de telecomunicações é de impostos. Isso, em um setor que mostra a importância da tecnologia porque a regra, no Brasil, é tributar o que é fácil, como combustíveis, eletricidade e telecomunicações. Isso destrói o equipamento produtivo do Brasil. Por isso, vamos acabar com os impostos [que incidem] sobre a indústria”, afirmou o ministro. Ele destacou que 100% do investimento para quem traz máquinas e equipamentos são dedutíveis.

Diante desse contexto, Guedes prevê que o Brasil vai iniciar “um longo ciclo de investimentos, ao contrário do mundo, que está encerrando um longo ciclo de investimento”. “Nossas conversas na Europa, nos Estados Unidos, com a OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico] e com o G-20 [grupo formado pelos ministros de Finanças e chefes dos bancos centrais das 19 maiores economias mundiais mais a União Europeia] nos convenceram de que vem uma avalanche de investimentos para o Brasil, se continuarmos no caminho em que estamos. A Secretaria de Estado dos EUA tem dito que, daqui para a frente, uma exigência para investimentos nos países é a de ter logística próxima e ser amigo. É o chamado near shore e o friend shore”, disse.

Assim sendo, acrescentou o ministro, “não adianta fazer semicondutores em Taiwan”. “Com a ruptura de cadeias produtivas, ficou muito evidente a vulnerabilidade do sistema econômico, porque parou a produção, e as fontes estão muito longe. Tem de estar perto e ser amigo. E quem é essa economia, que está perto dos Estados Unidos e da Europa? É o Brasil.”

De acordo com o ministro, a situação é “incontornável”, com o Brasil destinado a se tornar a segurança energética da Europa e a segurança alimentar do mundo. “O mundo percebeu que o Brasil é uma potência energética, além de um enorme mercado consumidor.”

Duas crianças abaixo de cinco anos morrem por dia em decorrência de Covid no Brasil

O Brasil tem registrado, em média, duas mortes de crianças menores de cinco anos por Covid a cada dia desde o início da pandemia. Os números são do instituto Observa Infância, ligado ao Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz).

Em 2020 e 2021, foram 1439 óbitos no grupo, sendo 48% dos casos eram de crianças com mais de 29 dias e menos de um ano completo. Somente neste ano, foram ao menos outras 291 mortes abaixo dos cinco anos até o último dia 11.

A região Nordeste do país apresenta a maior parte das mortes nessa faixa etária, com 43,9% do total, mesmo tendo apenas um terço da população analisada. Na sequência, aparece a região Sudeste, com 24,5% dos óbitos, seguida pelas regiões Norte (18,1%), Centro-Oeste (6,1%) e o Sul (7,3%).

“Bebês nessa faixa etária respondem por quase metade dos óbitos registrados entre crianças menores de 5 anos. É preciso celeridade para levar a proteção das vacinas a bebês e crianças, especialmente de 6 meses a 3 anos. A cada dia que passamos sem vacina contra Covid-19 para menores de 5 anos, o Brasil perde 2 crianças”, aponta a epidemiologista e professora da Faculdade de Medicina de Petrópolis (UNIFASE/FMP) Patricia Boccolini.

O pesquisador ponderou, no entanto, que mais estudos seriam necessários para identificar as causas do alto número de mortes de crianças brasileiras se comparadas às de outros países, bem como sobre a concentração dos óbitos nas regiões Norte e Nordeste e de crianças na fase do pós-neonatal.

Cristiano Boccoli, outro autor do levantamento, explica que os dados são de óbitos infantis em que a Covid-19 foi registrada como causa principal e aos que a doença foi uma das causas da morte, quando a infecção acentuou um fator de risco ou esteve associada à causa principal de óbito.

“Na análise do Observa Infância, consideramos também as mortes em que a Covid-19 agravou um quadro preexistente. Quer dizer, embora nem todas essas crianças tenham morrido de Covid-19, todas morreram com Covid-19”, explicou.

Sisu do 2º semestre: inscrições começam nesta terça

As inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do segundo semestre de 2022 começam nesta terça-feira (28) e vão até 23h59 de sexta-feira, 1º de julho. Os interessados devem se inscrever pela página do programa.

Para participar, o candidato deve ter tirado nota superior a zero na redação e não pode ter participado do Enem na condição de treineiro.

Resultados

Haverá apenas uma lista de selecionados, a ser divulgada em 6 de julho de 2022.

O aluno só pode ser aprovado em um dos cursos marcados na inscrição:

exclusivamente na 1ª opção, caso tenha obtido nota suficiente;
em sua 2ª opção, se só a nota dela for alta o bastante.

Para quem conseguiu índices suficientes nas duas opções de curso, o sistema permitirá a matrícula apenas na que foi colocada como prioritária.

Cronograma do Sisu do 2º semestre

Inscrições: de 28 de junho a 1º de julho
Resultados: 6 de julho
Matrículas: de 13 a 18 de julho

Licenças para armas crescem quase cinco vezes no governo Bolsonaro; Exército tem 674 mil autorizações ativas, mostra Anuário

O número de pessoas com certificado de registro de armas de fogo cresceu 474% durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). Os dados são do Anuário de Segurança Pública, com base em informações do Exército, e levam em consideração registros para atividades de caçador, atirador desportivo e colecionar (CAC) até 1º de julho de 2022. Há ainda outros tipos de registros, que também notificaram crescimento.

Em 2018, antes de Bolsonaro assumir, o número de pessoas com registros CAC era de 117,5 mil. Ou seja, 56 brasileiros a cada 100 mil possuíam licença para armas. Agora há 673,8 mil registros. Isso quer dizer que, a cada cem mil pessoas, 314 têm a autorização.

Os pesquisadores do Fórum Brasileiro de Segurança Pública Isabel Figueiredo, Ivan Marques e David Marques alertam para o aumento “descontrolado” do número de armas e munição em circulação, incluindo as de alta poder destrutivo, como fuzis. E as potenciais consequências, como o desvio de armas regulares para o crime.

“Em síntese, há um conjunto de ingredientes que desconsideram as evidências científicas sobre o impacto de longo prazo que armas de fogo e munições exercem na sociedade brasileira e que preparam o país para um cenário literalmente explosivo”, afirmam os pesquisadores.

O mais populoso estado do país, São Paulo, concentra a maior parte dos registros CAC (26%), seguido pelo grupo que inclui Paraná e Santa Catarina (16% do total). O outro estado do Sul do país, Rio Grande do Sul, representa 11% do total.

Ou seja, apesar de ter 14% da população brasileira, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2021, a região Sul tem 25% dos registros CAC no Brasil.

A lei em vigor permite que os atiradores comprem até 60 armas, sendo que 30 de uso restrito, como fuzis. Além da compra anual de até 180 mil balas.

Os caçadores podem comprar até 30 armas, 15 delas de uso restrito e até seis mil balas.

Já para os colecionadores a lei não impõe um limite. Diz apenas que eles podem comprar até cinco peças de cada modelo de arma, e também seis mil balas.

“O pior momento da inflação já passou”, diz presidente do BC

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirmou nesta segunda-feira (27) que o pior momento do processo inflacionário no Brasil já passou. A prévia da inflação de junho ficou em 12% no acumulado dos últimos 12 meses, de acordo com o IBGE.

Segundo Campos Neto, os últimos dois números da inflação vieram, pela primeira vez, dentro das expectativas. Ou seja, não houve surpresas de alta nos preços.

“A gente ainda tem no Brasil um componente de aceleração da inflação, mas os últimos dois números foram, pela primeira vez, dentro da expectativa. A gente acha que o pior momento da inflação no Brasil já passou”, disse o presidente do BC no Fórum Jurídico de Lisboa.

Em sua fala, o presidente do BC ressaltou que a discussão sobre inflação se inicia com o tema de energia, como combustíveis, e alimentos, mas que a alta nos preços já está disseminada entre outros produtos, inclusive no Brasil.

Com isso, governos ao redor do mundo e no Brasil tem feito medidas para atenuar essas altas para o consumidor. No caso brasileiro, Campos Neto ressaltou que o governo está estudando algumas medidas e o BC precisa aguardar e entender qual será o efeito delas no processo inflacionário.

De acordo com o presidente do BC, muitos países estão fazendo políticas descoordenadas nesse sentido e isso pode gerar uma queda de investimentos nesses setores.

“Essa falta de coordenação está gerando uma queda em investimento tanto em energia quanto em alimentos. A gente precisa entender que quem produz alimentos e energia não é o governo, é o setor privado e o governo tem que funcionar, tem que endereçar o problema das classes sociais mais baixas, mas a gente não pode se desviar da prática de mercado, porque afinal das contas é o mercado que produz alimentos e energia”, disse Campos Neto.

O governo brasileiro tem pensado em várias medidas para atenuar os preços dos combustíveis. O presidente Jair Bolsonaro sancionou o projeto que impõe um teto na cobrança do ICMS e o governo estuda uma PEC para criação do “Pix caminhoneiro”, ampliação do Auxílio Brasil e do vale-gás.

Além disso, Bolsonaro tem trocado constantemente o comando da Petrobras reclamando dos reajustes nos preços de combustíveis. No domingo, o presidente disse que o novo presidente da empresa, Caio Paes de Andrade, chega alinhado ao governo e fará “radiografia” da estatal.

Três a cada quatro hospitalizados por Covid-19 em Pernambuco estavam com esquema vacinal incompleto

Um novo levantamento feito pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), divulgado nesta segunda-feira (27), chamou a atenção para uma presença substancial de pessoas sem vacinação regular entre os pacientes de Covid-19 em Pernambuco no último mês. Segundo o levantamento, dos oito pacientes que morreram pela doença no estado, entre o final de maio e o início de junho, cinco não haviam tomado as doses da vacina indicadas para a faixa etária correspondente. Entre os 87 pacientes que precisaram ser hospitalizados, 63 não estavam com a vacinação em dia. 

Ainda de acordo com os números do levantamento feito pela SES-PE, dos pacientes que evoluíram para óbito, um (12,5%) tinha apenas uma dose da vacina, dois (25%) estavam apenas com o esquema básico (duas doses), três (37,5%) tinham três doses da vacina e apenas dois (25%) tinham as quatro doses. Seis deles estavam na faixa etária acima dos 60 anos, um dos grupos mais suscetíveis para complicações pela doença.

Já entre os hospitalizados, 19 (21,8%) sequer tinham tomado uma dose da vacina contra o novo coronavírus, seis (6,9%) tinham apenas uma dose registrada nos sistemas de informação e 17 (19,5%) tinham apenas o esquema vacinal básico (duas doses). Dos 13 pacientes que tomaram todas as doses necessárias, dez tinham comorbidades associadas. Todos tinham mais de 65 anos.

“Os dados e estudos apontam que, com o tempo, o nível de anticorpos cai após a vacinação. Nos idosos, há, ainda, outra questão que impacta a proteção: a imunossenescência, ou seja, o envelhecimento imunológico do organismo. O levantamento reforça a importância da imunização de reforço e acende o sinal de alerta para aqueles pernambucanos que estão com a vacinação indicada atrasada. Só assim aumentamos a quantidade de anticorpos no organismo, garantindo, novamente, uma proteção mais robusta”, ressalta a secretária executiva de Vigilância em Saúde da SES-PE, Patrícia Ismael.

Ela ainda lembra que a Secretaria Estadual de Saúde continua recomendando a utilização da máscara pela população em ambientes fechados, especialmente por pessoas com sintomas gripais, mesmo que leves, pacientes imunossuprimidos e idosos.Importante destacar que, desde a última semana, Pernambuco autorizou e iniciou a aplicação da quarta dose (ou segunda dose de reforço) da vacina contra a Covid-19 em pessoas a partir dos 40 anos de idade.

Agora, toda a população que tem quatro meses de aplicação da primeira dose de reforço já pode procurar os pontos de vacinação dos municípios para tomar o segundo reforço.

“Os indicadores da Covid-19 estão em alta, o que reforça a necessidade de nos proteger com a vacinação adequada e em tempo oportuno, evitando formas graves e óbitos pela doença. Os municípios devem implementar estratégias que facilitem o acesso da população à imunização, principalmente da quarta dose da vacina”, alerta a Superintendente de Imunizações de Pernambuco, Ana Catarina de Melo.

O levantamento também avaliou outros dados relacionados à doença e aos pacientes. Dos hospitalizados, 93,1% apresentavam alguma comorbidade – as doenças cardiovasculares e o diabetes foram as principais. Já 12% dos pacientes eram crianças de até 10 anos. A média de idade foi de 60,4 anos. Do total, 35 eram mulheres e 52 eram homens.

Já entre os óbitos confirmados pela doença, sete tinham 50 anos de idade ou mais. Apenas um paciente estava na faixa etária de 30 a 39 anos. Em relação a comorbidades, sete pacientes tinham doença pré-existente confirmada. Do total, cinco pacientes eram do sexo feminino e três do sexo masculino.

Afogados notifica 165 casos e confirma 79 óbito por Covid-19

A Prefeitura de Afogados da Ingazeira informa que entre os dias 21 e 27/06 foram notificados 165 casos novos para a COVID-19 em nosso município.

São 107 pacientes do sexo feminino, com idades de 08 meses a 97 anos. Dessas, 64 tomaram 02 doses, 28 tomaram 03 doses, 06 não se vacinaram, 07 tomaram 04 doses e 01 tomou 01 dose. São 58 pacientes do sexo masculino, com idades entre 09 meses e 65 anos. Desses, 28 tomaram 02 doses, 01 tomou 04 doses, 23 tomaram 03 doses, 05 não vacinados e 01 tomou 01 dose.

Óbito: Paciente do sexo feminino, 97 anos, aposentada, portadora de neoplasia (câncer) na região da cabeça/pescoço; hipertensa, 3 doses. Faleceu no HREC em 21/06. Nossos sentimentos aos familiares e amigos(as).

Durante o período citado não tivemos novos casos em investigação e 224 pacientes apresentaram resultados negativos para COVID-19.

Hoje, 132 pacientes apresentaram alta por cura após avaliação clínica e/ou epidemiológica. O município atingiu a marca de 8.220 pessoas (97,99%) recuperadas para a covid-19. Atualmente, o município tem 89 casos ativos para a COVID – 19.

Afogados atingiu a marca de 38.466 pessoas testadas para a covid-19, o que representa 103,23% da nossa população.

Casos leves x SRAG/COVID – 19:
Leves: (8.208 casos), 97,85%;
Graves: (180 casos), 2,15%.

Semana Epidemiológica: Encerrou no último sábado (25/06) a SE 25 com 129 casos e média móvel 18,42 casos por dia.

Análise das quatros últimas semanas anteriores a SE 25:

SE 24 – 130 casos e MV 18,57;
SE 23 – 104 casos e MV 14,85;
SE 22 – 30 casos e MV 4,28;
SE 21 – 00 casos e MV 00.

Dados atualizados em 27/06.

AVISO IMPORTANTE:

A prefeitura de Afogados adotou o uso obrigatório de máscaras em AMBIENTES FECHADOS nas repartições públicas municipais, estaduais e federais dentro do território municipal.

Toda população de 12 até 39 anos devem tomar a 3 dose;

Todos os profissionais de saúde já podem tomar a 4 dose. A aplicação dar-se-á após 4 meses da aplicação da primeira dose de reforço;

Toda população acima de 40 anos também poderá tomar a 4 dose. A aplicação dar-se-á após 4 meses da aplicação da primeira dose de reforço;

MPF abre investigação para apurar possível prejuízo bilionário com despacho do Ibama que isenta infratores de multas

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou uma investigação para apurar a legalidade de um despacho do Ibama que pode isentar a quitação de “milhares” de multas por infrações ambientais aplicadas a empresas e pessoas físicas entre 2008 e 2019.

O inquérito civil do MPF foi revelado inicialmente em reportagem da Agência Pública publicada nesta segunda-feira (27), que aponta que o prejuízo resultante do despacho pode custar cerca de 3,6 bilhões de reais aos cofres públicos. A instauração do procedimento foi confirmada pelo g1.

O g1 procurou o Ibama e o Ministério Público Federal, que não responderam até a última atualização desta reportagem.

Segundo a denúncia da Associação Nacional de Servidores Ambientais (Ascema) ao MPF, o despacho do presidente do Ibama, Eduardo Bim, assinado no final de março, poderá resultar em “enormes prejuízos ambientais”.

Isso porque, ainda de acordo com a representação, o ato anula uma etapa processual que visa a apresentação de alegações finais da entidade atuada via edital, procedimento que era previsto por decreto federal entre 2008 e 2019.

O despacho de Bim alega que a notificação de infratores dessa forma é considerada inválida nos casos em que é possível determinar a localização dos infratores e diz que todos os atos processuais subsequentes passam a ser inválidos.

A denúncia da Ascema, entidade que representa servidores da área ambiental lotados no Ibama, Serviço Florestal, ICMBio e Ministério do Meio Ambiente, aponta que essa anulação resultará na prescrição (quando se extingue a punibilidade) de milhares de autos de infração, com “gigantesca perda de trabalho dos servidores do Ibama, bem como, gigantesca perda de créditos e compensações ambientais”.

Na representação, a Ascema afirma que o presidente do Ibama não analisou nem ponderou que dentre os processos afetados pode ter havido a apresentação de alegações finais pelo autuado e que, a intimação pela internet, onde era veiculado edital no site do Ibama, era permitida.

“Logo, sendo situações diferentes das judicializadas e abordadas, não deveria ter sido decretada nulidade das alegações finais se o autuado estava cadastrado no sistema eletrônico e recebia comunicação do andamento eletrônico no SEI ou DOC.IBAMA”, afirma a associação, na denúncia.

A Ascema pontua ainda que o despacho não considera o caminho da conciliação ambiental, algo que, reforça a nota, deve ser estimulado pelo Ibama, conforme determina uma instrução normativa do próprio órgão ambiental.

“Também é estranho que o Despacho impugnado (vendo seu direito sancionador questionado judicialmente em alguns casos específicos) tenha subitamente abandonado seu direito sustentado por 13 anos ao invés de considerar o caminho da conciliação ambiental em que ambas as partes, Ibama e autuado, poderiam compor e ganharem os dois”, reforça.

Em alta, média móvel de mortes por Covid no Brasil se aproxima de 200 por dia

O Brasil registrou nesta segunda-feira (27) 147 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 670.606 desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias é de 198, voltando a se aproximar da marca de 200. É a maior marca desde o dia 1º de abril (quando estava em 206). Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de +38%, indicando tendência de alta pelo quarto dia seguido.

Já a média móvel de casos chegou a 54.400, a maior registrada desde 1º de março.

Brasil, 27 de junho
Total de mortes: 670.606
Registro de mortes em 24 horas: 147
Média de mortes nos últimos 7 dias: 198 (variação em 14 dias: +38%)
Total de casos conhecidos confirmados: 32.136.916
Registro de casos conhecidos confirmados em 24 horas: 59.944
Média de novos casos nos últimos 7 dias: 54.400 (variação em 14 dias: +36%)

Acre, Amapá, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Rio Grande do Sul, Sergipe e Tocantins não tiveram registro de morte pela doença no período de 24 horas.

No total, o país registrou 59.944 novos diagnósticos de Covid-19 em 24 horas, completando 32.136.916 casos conhecidos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de casos nos últimos 7 dias foi de 54.400, variação de +36% em relação a duas semanas atrás.

Em seu pior momento, a média móvel superou a marca de 188 mil casos conhecidos diários, no dia 31 de janeiro deste ano.

Petrobras reinicia processos de venda de três refinarias

A Petrobras informou nesta segunda-feira (27) que vai reiniciar os processos de venda das refinarias Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco, Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, e Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul.

O anúncio de venda das refinarias ocorre no mesmo dia em que o Conselho de Administração da Petrobras elegeu Caio Paes de Andrade como o novo presidente da empresa.

No passado, não houve interessado pelas três refinarias que foram colocadas novamente para a venda. Em agosto, por exemplo, a companhia encerrou o processo de venda da refinaria Abreu e Lima.

Além da venda das três refinarias, o plano de desinvestimento em refino da Petrobras inclui:

Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), no Paraná;
Refinaria Landulpho Alves (Rlam), na Bahia;
Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Minas Gerais;
Refinaria Isaac Sabbá (Reman), no Amazonas e;
Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor), no Ceará.

De acordo com a Petrobras, a venda da Rlam foi concluída em novembro do ano passado, as refinarias Reman, Lubnor e SIX já tiveram seus contratos de compra e venda celebrados. Por fim, a Regap ainda está na fase vinculante.

O plano de desinvestimento da companhia representa, aproximadamente, 50% da capacidade de refino nacional, totalizando 1,1 milhão de barris por dia de petróleo processado, considerando a venda integral de oito refinarias.

Mais de 40 são encontrados mortos dentro de caminhão nos EUA

Mais de 40 pessoas foram encontradas mortas em uma carreta de um caminhão perto da cidade de San Antonio, no estado do Texas, nos Estados Unidos, nesta segunda-feira (27).

A rede de TV KSAT, de San Antonio, afirma que havia 42 mortos.

A hipótese inicial é que as vítimas são imigrantes, de acordo com o “New York Times”. Acredita-se que todos os que estavam na carreta entraram nos EUA de forma ilegal.

Além dos mortos, outros 12 foram encontrados vivos e levados a hospitais da região, segundo dirigentes do governo local.

O caminhão estava perto de uma linha de trem e de um terreno com carros abandonados.

A polícia de San Antonio faz buscas pelo motorista do veículo. Aparentemente, ele abandonou o caminhão. O Departamento de Segurança Interna dos EUA deve assumir a investigação.

Não se sabe ainda como as pessoas morreram. Há uma onda de calor nessa região do Texas —nesta segunda-feira, foi registrada temperatura de 39,4ºC.

Alunos acham câmeras instaladas em banheiros de escola estadual na Mooca, Zona Leste de SP

Alunos da Escola Estadual Oswaldo Cruz, na Mooca, Zona Leste de São Paulo, encontraram câmeras escondidas nos banheiros da unidade. Os equipamentos estavam instalados entre os azulejos dos banheiros masculino e feminino.

Um aluno do terceiro ano do ensino médio foi flagrado pela diretoria fumando maconha no banheiro e, para comprovar a afirmação, a diretora apresentou uma foto. O jovem, porém, percebeu que se tratava de uma imagem vinda de câmera de segurança.

Para confirmar, o estudante foi ao banheiro e localizou a câmera escondida no rejunte dos azulejos. A namorada dele, que também é aluna da escola, foi conferir o banheiro feminino e constatou o mesmo. O flagrante foi feito na última sexta-feira (24).

O pai do estudante, o motorista Elias Almeida do Amaral, contou que o filho foi ao banheiro, viu a câmera e acionou a polícia. Um boletim de ocorrência foi registrado no 18º DP.

No boletim de ocorrência, a vice-diretora da unidade, Nilsen Cristina Mendes, afirmou que tinha conhecimento das câmeras de segurança nos banheiros. No depoimento, ela disse que já teve acesso às imagens que são consultadas de forma excepcional, quando há alguma ocorrência, como brigas entre alunos e consumo de substâncias não permitidas.

A Secretaria estadual da Educação afirmou que a a instalação de câmeras dentro de banheiros não faz parte das diretrizes da pasta.

Em nota, informou que os equipamentos já foram retirados e uma apuração preliminar, instaurada para averiguar todas as circunstâncias relativas aos fatos. A diretora da unidade foi afastada até a conclusão das investigações, o aluno flagrado com maconha no banheiro foi suspenso por sete dias e os responsáveis foram notificados.

A secretaria afirmou ainda que a diretora da instituição foi notificada nesta segunda-feira (27), e o afastamento será publicado no Diário Oficial nesta terça (28).

A Secretaria de Segurança Pública afirmou que o caso citado é investigado pelo 18º Distrito Policial. A autoridade policial solicitou perícia ao banheiro, que está em elaboração.

Israel facilita acesso ao aborto no país

Israel mudou as regras relativas ao aborto no país para facilitar o acesso ao procedimento nesta segunda-feira (27).

A nova lei, aprovada em um comitê dos parlamentares, faz com que as mulheres tenham acesso à pílula do dia seguinte pelo sistema de saúde pública do país.

Além disso, o país acabou com a obrigatoriedade de uma etapa antes de realizar o procedimento: a mulher precisava se apresentar a um comitê.

Esses comitês eram criticados no país. A maioria dos pedidos para realizar o processo eram aprovados, mas as mulheres reclamavam de serem obrigadas a passar por um procedimento considerado burocrático, humilhante e intrusivo.

Eventualmente, elas precisam esperar muito tempo.

O procedimento do aborto é oferecido em Israel e é menos controverso do que em outros países desenvolvidos, como os Estados Unidos.

Agora, o processo será feito on-line. Haverá a opção de um encontro com um assistente social.

As novas regras entram em vigor em três meses.

O ministro da Saúde, Nitzan Horowitz, afirmou que a reforma das leis vai tornar o processo mais simples, mais respeitoso e avançado. Ele afirma que as novas regras mantém o direito da mulher decidir o que fazer com o próprio corpo, algo que ele descreveu como um direito humano básico.

ANS suspende comercialização de 70 planos de saúde

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou nesta segunda-feira uma lista de 70 planos de saúde que foram suspensos por conta de reclamações contra a cobertura assistencial efetuadas no 1º trimestre de 2022.

Ao todo, oito operadoras foram afetadas, entre elas Unimed, Amil, Esmale, entre outros. A proibição de venda começa a valer no dia 30 de junho.

Foram contabilizadas mais de 37,5 mil reclamações entre janeiro e março deste ano, realizadas por meio do Monitoramento da Garantia de Atendimento, um dispositivo da ANS que acompanha o desempenho do setor e atua na proteção dos consumidores.

Segundo a ANS, os planos só podem voltar a ser comercializados para novos clientes se as operadoras apresentarem melhora no resultado no monitoramento.

“As reclamações recebidas pela ANS consideradas no Monitoramento se referem ao descumprimento dos prazos máximos para realização de consultas, exames e cirurgias ou negativa de cobertura assistencial”, explica a agência.

“A partir dessas informações, as operadoras são classificadas em faixas, possibilitando uma análise comparativa entre elas e acarretando a suspensão da comercialização dos planos mais reclamados das operadoras identificadas em risco”, diz o comunicado divulgado nesta segunda.

Servidores do MEC relatam que Ribeiro recebia com frequência pastor investigado no gabinete e até em casa

Em relatos na investigação sobre irregularidades no Ministério da Educação, servidores da pasta disseram que o ex-ministro Milton Ribeiro recebia com frequência o pastor Arilton Moura em seu gabinete. Os encontros, segundo os servidores, ocorriam também na casa do ex-ministro.

Ribeiro foi alvo de operação da Polícia Federal na semana passada. Ele chegou a ser preso, mas depois foi solto, por determinação judicial, assim como o pastor Moura e o também pastor Gilmar Santos.

O ex-ministro e os pastores são suspeitos de participarem de um esquema no MEC de liberação de verbas do ministério para projetos em municípios em troca de propina.

Os relatos de servidores do MEC sobre as denúncias na pasta foram dados para a Controladoria-Geral da União e embasaram a operação da PF.

Essa é uma segunda investigação da CGU, aberta em março deste ano, após a imprensa ter revelado as suspeitas de irregularidades no MEC. Antes, em 2021, a CGU tinha uma investigação sobre o caso, mas encerrou os trabalhos alegando que não havia indícios de envolvimento de autoridades.

No relato à CGU, a chefe da Assessoria de Agenda do gabinete do ministro da Educação, Mychelle Rodrigues Braga, afirmou que “durante a gestão de Milton Ribeiro nenhuma outra pessoa ou autoridade esteve naquelas dependências com a frequência do pastor Arilton”.

O ex-assessor Albério Rodrigues Lima afirmou também que a partir de maio de 2021 Milton Ribeiro concedeu espaço mais privilegiado aos pastores Gilmar e Arilton, quando passou a recebê-los em sua própria residência.

Empresas reduzem embalagens e qualidade para repassar custos

Cada vez mais empresas estão recorrendo à redução do tamanho das embalagens e à mudança na composição dos produtos para repassar o aumento de custos ao consumidor final, observa o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

Segundo a coordenadora do Programa de Serviços Financeiros da organização não governamental, Ione Amorim, no passado casos do tipo já eram registrados, no entanto, a alta da inflação no Brasil nos últimos dois anos têm levado a cada vez mais empresas, de diversos setores, a adotar esse tipo de prática. “Hoje, a forma como isso vem sendo feita ganhou uma dimensão muito maior”, enfatizou.

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), acumulava, em maio, taxa de 11,73% em 12 meses. De maio de 2020 a maio deste ano, a inflação medida pelo índice chega a 20,27%.

O amplo uso da redução de embalagens e diminuição das quantidades normalmente vendidas levou ao uso do termo reduflação para se referir à prática. A quantidade ou qualidade de produto é menor, mas o preço não é reduzido ou não é reduzido na mesma proporção da diminuição da embalagem. Assim, a empresa tenta evitar o desgaste do aumento direto de preços.

Ione lembra que uma portaria da Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor regulamenta alterações no tamanho e quantidade de produtos vendidos nas embalagens, definindo que as mudanças devem ser informadas em destaque nos rótulos por 180 dias.

Porém, segundo a economista, as empresas têm usado estratégias que apostam na desatenção do consumidor. “Para driblar o cumprimento dessa portaria, as empresas estão lançando embalagens paralelas”, denuncia.

Ou seja, o mesmo produto é vendido em duas embalagens muito parecidas, mas, em uma delas, com menos quantidade do que o original. “Embalagens de azeite que, tradicionalmente, são engarrafados em vidros de 500 ml [mililitros], hoje você já vê alguns de 400 ml. Então, tem que ficar atento na hora de pegar a embalagem, porque elas são muito parecidas”, alerta.

Para ajudar os consumidores a compararem os preços, a economista recomenda consultar o preço por unidade de medida: litro, quilo ou metro. “O Código de Defesa do Consumidor, no artigo 6º, exige que o preço por unidade de medida quilo, litro ou metro seja colocado nas prateleiras para que o consumidor consiga fazer a relação entre as diversas embalagens do produto que é oferecida”, explica.

Ione alerta que há empresas que estão mudando a composição dos produtos. De acordo com a economista, a medida vem sendo adotada por diversos fabricantes que reduzem o percentual de matérias-primas, trocando por compostos ultra processados. Segundo Ione, alterações do tipo já foram feitas por marcas de suco, que deixam de ter o percentual mínimo de fruta para virar néctar, chocolate, que reduzem a quantidade necessária de cacau, e de leite condensado, que deixam de ter leite na composição. “Esse produto, além de ter alteração na sua composição, também passa por essa redução de custo, porque o produto foi piorado e manteve o preço”, destaca a economista.

Afogados perde para o quase eliminado Globo-RN e segue fora do G-4

O Globo-RN venceu o Afogados por 2 a 0 neste domingo, no estádio Barretão, em duelo válido pela 11ª rodada do grupo 3. Os gols da partida foram marcados por Alllyson, que entrou no segundo tempo. O time pernambucano desperdiçou a chance de voltar ao G-4.

Mesmo com a vitória, o Globo está praticamente eliminado da Série D. A equipe segue na penúltima posição, agora com oito pontos. Já o Afogados, perdeu a chance de voltar ao G-4 e permanece na quinta posição, com 15 pontos.

A Águia joga novamente no sábado, contra o Retrô, mais uma vez no estádio Barrettão, às 15h. O Afogados entra em campo no domingo e faz uma partida decisiva contra o América-RN, às 16h, no estádio Vianão.

O jogo começou bem equilibrado. As duas equipes conseguiram chances claras de abrir o placar. Breninho e Anderson Chaves receberam dois bons passes, saíram de frente com o goleiro Mizael, mas desperdiçaram. Pelo lado do Globo, Joãozinho teve a mesma oportunidade. O atacante driblou Léo aos 20 minutos, mas deixou a bola escapar. Os donos da casa ainda investiram nos chutes de fora da área, mas sem sucesso.

O Afogados começou a etapa final dando sinais de que iria mandar no jogo. Mizael fez boas defesas nas finalizações de Rogerinho e Thauã nos sete primeiros minutos. Mas o perigo dos visitantes parou aí. O Globo cresceu e aproveitou as falhas defensivas da Coruja. Allyson entrou na partida e marcou o primeiro aos 17 minutos. A Águia seguiu em cima. Mattheus Silva ainda teve a chance de empatar aos 37, mas chutou o rebote da falta no travessão. Já nos acréscimos, Allyson ganhou da defesa e saiu de frente com Léo para marcar o segundo na partida.

‘Isso é um show de São João, não é um comício’, diz Elba Ramalho ao ouvir gritos de ‘Fora Bolsonaro’ durante festa em Salvador

Elba Ramalho durante show em Salvador — Foto: Thiago Del Rey

A cantora Elba Ramalho interrompeu parte do público que gritava “Fora Bolsonaro”, na festa de São João, no Parque de Exposições, em Salvador, e falou: “Isso é um show de São João, não é um comício”. O fato aconteceu neste domingo (26).

Em seguida, a cantora chamou uma ação, que aconteceria com a exibição de um vídeo. Enquanto a transmissão carregava, o público começou a cantar: “Olê, olê, olá, Lula, Lula!”.

Em resposta, Elba Ramalho afirmou: “A plateia está se manifestando. Como a gente vive em um país democrático, tem que deixar. Cada um tem o presidente que merece”.

Após esperar o público parar de cantar, Elba Ramalho continuou o show.

Confira o vídeo:

Vacinas salvaram 20 milhões de vidas em um ano, aponta novo estudo

As vacinas contra a Covid-19 salvaram quase 20 milhões de vidas durante o primeiro ano de sua existência, segundo estimativas feitas por pesquisadores do Imperial College London. O estudo foi publicado na revista The Lancet Infectious Diseases. Os cientistas consideraram os imunizantes da Pfizer, AstraZeneca e Moderna.

O trabalho calculou os benefícios das vacinas e chegou à conclusão de que os imunizantes salvaram 19,8 milhões de vidas em 185 países nos primeiros 12 meses de uso. Os cientistas estimaram que 12,2 milhões de vidas foram salvas em países ricos e mais 7,5 milhões de vidas foram salvas em países cobertos pela iniciativa Covid-19 Vaccine Access (Covax), projetada para fornecer vacinas a nações mais pobres.

No entanto, os pesquisadores também descobriram que mais 600 mil mortes poderiam ter sido evitadas se a meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) de vacinar 40% da população em todos os países até o final de 2021 fosse cumprida.

A maioria das mortes evitáveis ocorreu no continente africano. Atualmente, apenas 60% da população mundial recebeu as duas doses primárias de uma vacina contra a Covid.

Das vidas salvas, os especialistas estimam que 15,5 milhões delas foram resultado dos imunizantes que protegem contra sintomas graves de Covid. Estima-se que outras 4,3 milhões de mortes foram evitadas indiretamente pelas vacinas de Covid, ajudando a reduzir a transmissão e impedindo a sobrecarga dos sistemas de saúde.

No estudo, os pesquisadores afirmam que a aplicação das vacinas representou uma redução global de 63% no total de mortes (19,8 milhões de 31,4 milhões) durante o primeiro ano de vacinação contra a Covid-19.

O estudo analisou dados sobre taxas de vacinação, mortes por Covid e excesso de registros de óbitos. Especialistas da Universidade Johns Hopkins estimam que 6,3 milhões de pessoas morreram de Covid em todo o mundo. Enquanto isso, cerca de 11,6 bilhões de imunizantes foram entregues.

“A alta proteção em nível individual contra doenças graves e mortalidade devido à Covid-19, bem como o benefício em nível populacional proporcionado pela proteção leve contra a infecção pelo coronavírus (antes do surgimento da variante Ômicron), conferida pela vacinação, alterou fundamentalmente o curso da pandemia de Covid-19”, escreveram os pesquisadores no estudo.

Líderes do G7 zombam da imagem de homem forte de Putin: “Temos que mostrar nossos peitorais”

Líderes do G7, reunidos em uma cúpula no sul da Alemanha neste domingo (26), zombaram de algumas fotos sem camisa do presidente russo Vladimir Putin e brincaram sobre tirar uma semelhante.

“Casacos? Jaquetas? Vamos tirar nossos casacos?” O primeiro-ministro britânico Boris Johnson perguntou enquanto se sentava à mesa.

Os líderes das principais potências econômicas ocidentais – Estados Unidos, Canadá, Japão, Alemanha, França, Itália, Reino Unido – estão reunidos por três dias no castelo bávaro de Elmau.

O primeiro-ministro canadense Justin Trudeau sugeriu que esperassem pela foto oficial antes de se despir, mas Johnson brincou: “Temos que provar que somos mais durões que Putin” e a piada continuou.

“Teremos uma exposição de montar a cavalo com o peito nu”, disse Trudeau, referindo-se à foto de 2009 de Putin sem camisa a cavalo. “Andar a cavalo é o melhor”, reagiu a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, sem comentar a questão do vestuário.

“Temos que mostrar a eles nossos peitorais”, acrescentou Johnson.

Finalmente, os líderes posaram – com seus casacos – para a sessão de fotos antes que os jornalistas saíssem da sala.

Interferência do governo na Petrobras para frear aumento de diesel e gasolina deixa estatal à deriva

A reunião do Conselho de Administração da Petrobras do último dia 8 tinha como foco o plano de negócios para os próximos cinco anos. Não funcionou. O encontro foi dominado pelo debate sobre a então possível saída de José Mauro Coelho da presidência da estatal e as pressões para evitar novos aumentos nos preços dos combustíveis.

É um exemplo de como a indefinição e as incertezas no comando ao longo do último ano e meio vêm impactando a petroleira. O estopim veio em fevereiro de 2021, quando a cotação do petróleo começava a subir em meio à retomada da economia global no pós-pandemia, juntamente com o aumento da inflação.

Como a Petrobras segue a paridade de preços do petróleo no mercado internacional, os reajustes de gasolina e diesel desagradaram ao governo, resultando na demissão de três presidentes da empresa até aqui.

Enquanto o Conselho se prepara para novo encontro para avaliar a chegada de mais um presidente, agora Caio Paes de Andrade, secretário de Desburocratização do Ministério da Economia, decisões estratégicas, sobretudo as de médio e longo prazo, vão sendo adiadas pela Petrobras.

É visível o freio em venda de ativos, investimentos e aprovação de ações estratégicas. “A liderança está consumida pela discussão dos preços dos combustíveis”, diz um executivo.

‘Dom será cremado no país que amava’, afirma esposa de Dom Philips, que pediu segurança para defensores do meio ambiente

A mulher de Dom Phillips, Alessandra Sampaio pediu mais segurança para os defensores do meio ambiente para que as famílias deles não passem pela perda que ela e os parentes do indigenista Bruno Pereira estão passando. Ela também fez questão de dizer que Dom está sendo cremado no país que amava, pelo qual lutou e que escolheu para viver. Ela fez um pronunciamento durante o velório do jornalista inglês.

“Hoje Dom será cremado no país que amava, seu lar escolhido, o Brasil. O dia de hoje é de luto”, afirmou Alessandra.

O corpo do jornalista inglês Dom Phillips, assassinado no Vale do Javari, no Amazonas, é velado neste domingo (26) no Cemitério Parque da Colina, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Ela ressaltou que a família seguirá atenta a todos os desdobramentos das investigações e que pediu segurança para quem defende o meio ambiente e as famílias.

“Seguiremos atentos a todos os desdobramentos das investigações, exigindo justiça no significado mais abrangente do termo. Renovamos a nossa luta para que nossa dor e a da família de Bruno Pereira não se repitam. Como também as das famílias de outros jornalistas e defensores do meio ambiente, que seguem em risco”, disse a esposa de Dom.

Alessandra pediu que a percepção da importância com o cuidado com o meio ambiente se transforme em atos práticos pela preservação da vida.

“Esse movimento mundial de solidariedade e justiça e de consciência pela conservação da natureza e dos povos que a protegem traz uma imensa esperança a todos nós, eu tenho certeza disso”, afirmou.

Alessandra agradeceu a todos que participaram das buscas pelo marido e pelo indigenista Bruno Pereira. Ela também agradeceu aos profissionais de imprensa na cobrança por transparência nas investigações e mobilização em torno do caso.

“Eu agradeço de coração a todas as pessoas que se solidarizaram com Dom, com Bruno, com nossas famílias e amigos aqui no Brasil e em outros países”, destacou.

A mulher de Dom Philips afirmou que as homenagens finais ao jornalista inglês serão feitas em uma cerimônia restrita aos familiares.

“Dom era uma pessoa muito especial, não apenas por defender aquilo que acreditava como profissional, mas também por ter um coração enorme e um grande amor pela humanidade. Vamos celebrar a doce memória de Dom e a sua presença em nossas vidas”, disse Alessandra.

O corpo de Phillips chegou ao Rio de Janeiro nesta quinta-feira (23) em um avião da Polícia Federal (PF). A viúva dele, Alessandra Sampaio, recebeu da PF a aliança do marido.

Dom e o indigenista Bruno Pereira foram vistos pela última vez em 5 de junho, enquanto faziam uma expedição na região do Vale do Javari, no Amazonas.

Os corpos dos dois foram encontrados no dia 15. Laudos periciais confirmaram que eles foram mortos a tiros, com munição de caça.

Três homens já foram presos por terem participação no crime. Segundo a Polícia Federal, outros cinco homens que ajudaram a enterrar os corpos de Bruno e Dom na mata foram identificados.

Além disso, nesta quinta, um homem se apresentou à polícia em São Paulo dizendo que participou dos assassinatos.

A perícia apontou que Bruno foi atingido por três disparos, dois no tórax e um na cabeça. Já Dom foi baleado uma vez, no tórax.

A motivação do crime ainda é incerta, mas a polícia apura se há relação com a atividade de pesca ilegal e tráfico de drogas na região.

Segunda maior terra indígena do país, o Vale do Javari é palco de conflitos típicos da Amazônia: desmatamento e avanço do garimpo.

Brasil registra 41 mortes por Covid-19 neste domingo; média de casos é a mais alta desde março

O Brasil registrou neste domingo (26) 41 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 670.459 desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias é de 193. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de 20%, indicando tendência de alta. Já a média móvel de casos chegou a 53.798, a maior registrada desde 1º de março.

Brasil, 26 de junho
Total de mortes: 670.459
Registro de mortes em 24 horas: 41
Média de mortes nos últimos 7 dias: 193 (variação em 14 dias: +20%)
Total de casos conhecidos confirmados: 32.076.972
Registro de casos conhecidos confirmados em 24 horas: 18.074
Média de novos casos nos últimos 7 dias: 53.798 (variação em 14 dias: +21%)

Acre, Amapá, Amazonas, Ceará, Mato Grosso do Sul e Piauí não tiveram registro de mortes nas últimas 24 horas. Os estados de Maranhão, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima e Tocantins, além do Distrito Federal, não divulgaram atualização dos dados neste sábado.

No total, o país registrou 18.074 novos diagnósticos de Covid-19 em 24 horas, completando 32.076.972 casos conhecidos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de casos nos últimos 7 dias foi de 53.798, variação de +21% em relação a duas semanas atrás.

Em seu pior momento, a média móvel superou a marca de 188 mil casos conhecidos diários, no dia 31 de janeiro deste ano.

Congresso do Equador retoma debate sobre impeachment de Guillermo Lasso

O Congresso do Equador retomou neste domingo (26) o debate sobre o pedido de impeachment do presidente Guillermo Lasso.

Lasso, presidente de direita, é acusado de responsabilidade pelos protestos indígenas que dominaram o país nas últimas duas semanas – em decorrência da alta no preço dos combustíveis.

O debate foi retomado às 18h deste domingo (20h no horário de Brasília).

No Equador, o impeachment do presidente exige 92 dos 137 apoios possíveis no Congresso. Após os debates, os deputados terão no máximo 72 horas para votar. Se aprovado, o poder seria assumido pelo vice-presidente Alfredo Borrero e eleições presidenciais e legislativas seriam convocadas para o restante do período (até 2025).

No sábado, o debate teve a fala de 30 parlamentares contra e a favor do presidente, em sessão virtual. A oposição ao governo reuniu as 47 assinaturas necessárias para pedir a saída do presidente do poder.

A discussão sobre o impeachment do presidente do Equador começou após a divulgação de um documento do partido União pela Esperança, ligada ao ex-presidente socialista Rafael Correa. Nele, a bancada acusou Lasso de levar o Equador a uma “grave crise política e comoção interna”, que abala o país desde 13 de junho, com manifestações e bloqueios quase diários.

“Vamos às eleições antecipadas, deixe Lasso ir para casa”, gritou a deputada Pierina Correa, irmã do ex-presidente Rafael Correa.

Lasso, ex-banqueiro que assumiu o cargo há um ano, não compareceu ao debate, mas nomeou seu secretário jurídico, Fabián Pozo, para ler sua defesa. “Os membros da assembleia (…) buscam desestabilizar a democracia”, declarou Pozo.

O movimento indígena e o governo realizaram uma primeira reaproximação no sábado, e horas depois Lasso encerrou o estado de exceção que vigorava em seis das 24 províncias do país com um robusto destacamento militar e toques de recolher noturnos.

Escândalo do MEC: ex-assessor de Milton Ribeiro e pastor estiveram 10 dias no mesmo hotel em Brasília, diz PF

O ex-gerente de projetos da Secretaria Executiva do Ministério da Educação (MEC), Luciano Musse, e o pastor Arilton Moura estiveram no mesmo hotel em Brasília em pelo menos 10 ocasiões entre 2021 e 2022, segundo análise da Polícia Federal. Os dois e o ex-ministro Milton Ribeiro chegaram a ser presos na última semana em uma operação que investiga desvios de verba na pasta federal.

Os policiais ainda confirmaram uma hospedagem do pastor Gilmar Silva dos Santos no mesmo hotel. Ele também é investigado na operação. O g1 tenta contato com a defesa dos suspeitos.

No documento que ensejou os mandados de busca e apreensão, a Justiça afirma que viu “indícios de que Milton, Gilmar e Arilton cooptaram prefeitos para interesses pessoais”.

Já Luciano Musse teria papel de “operador financeiro” no esquema. Ele chegou a assumir a gerência de Projetos da Secretaria-Executiva do ministério, em abril de 2021, mas foi exonerado em março deste ano, em meio às denúncias contra a pasta.

No inquérito, a Polícia Federal diz que “Luciano, no contexto investigativo, é personagem importante no suposto esquema de cooptação de prefeitos para angariar vantagens pessoais através do direcionamento ou desvio de recursos do FNDE /MEC a pretexto de atender políticos/prefeituras, caracterizando, hipoteticamente, uma sofisticada captação ilegal de recursos públicos com a eventual infiltração de operador financeiro na gestão da pasta”.